sexta-feira, 30 de maio de 2008

A Alma do Mundo


Se o planeta Terra é o corpo físico do nosso mundo, nós somos a Alma do Mundo.
A humanidade, porém, não possui a plena consciência do seu papel nesse mundo.
As pessoas se apegam a uma visão egocêntrica, por se julgarem livres de qualquer vínculo com seus semelhantes. Esta separatividade, apesar de aparente, não passa de uma ilusão egóica e pretensiosa. Somos todos partes da Alma do Mundo.
Os efeitos de quaisquer ações praticadas por uma criatura repercutirão em todas as demais, ainda que não exista nenhuma ligação física entre elas.
Uma guerra distante, uma catástrofe num outro continente, o desespero de alguém diante de uma tragédia são sentidos por todos nós que somos partes da Alma do Mundo.
Os acontecimentos que atingem maior quantidade de pessoas repercutem mais intensamente, mas nem por isto os pequenos incidentes deixam de afetar a todos nós.
Se alguém está sofrendo na África, eu sofro no Brasil, ainda que não tenha consciência da origem do meu sofrimento. Se a violência das guerras deixa órfãos pelo meio da estrada, nós sentimos a dor da perda, e nos tornamos órfãos também, mesmo que ao nosso lado estejam os nossos pais. A fome, a sede, a miséria, a tortura e outras manifestações de violência contra a criatura humana são sentidas por todos nós que fazemos parte da Alma do Mundo.
Os tsunamis, os terremotos, as enchentes, os acidentes e os atentados terroristas não ferem e matam apenas nos locais onde se dão as ocorrências, mas eles penetram em nossas casas, em nossas vidas e em nossas almas.
Eu não posso viver completamente feliz, quando sei dos sofrimentos por que estão passando tantas pessoas, em diversas regiões do planeta.
Se é verdade que o que os olhos não vêem o coração não sente, a alma, porém, não é cega e nem insensível, diante das injusticas que estão sendo cometidas contra a Alma do Mundo.
A Alma do Mundo está sofrendo a dor das guerras, das violências urbanas, das catástrofes e tragédias ambientais. O mundo está envolvido em lutas e lutos, e a cada morte por um ato de violência corre uma lágrima invisível no rosto de cada um de nós.
A humanidade, no entanto, atônita, apavorada e omissa, assiste à desgraça alheia com uma complacência amoral, e cada um se consola por não estar diretamente envolvido naqueles acontecimentos, que envolvem dores, medos e perdas.
A quase totalidade das pessoas desconhece que tudo está interligado, se um sofre, todos sofrem, e não adianta disfarçar os sentimentos, pois cada alma padece das mesmas dores que assolam a Alma do Mundo.
A felicidade de uma única pessoa será sempre relativa e incompleta, porque agregadas a ela estarão a tristeza e a insatisfação da Alma do Mundo, com todas as injustiças que estão sendo cometidas contra a criatura humana.
Se a alegria absoluta é inatingível, que tenhamos, pelo menos, o consolo de estar contribuindo para amenizar as dores daqueles que sofrem com a miséria e a violência. Fazer a nossa parte, dar a nossa contribuição, eis o que se pode esperar de cada um para reverter o processo de destruição que ameaça cada vez mais o futuro da humanidade.
Quando se propõe algo neste sentido, a maioria logo se insurge contra a idéia, alegando que mal tem para si, quanto mais para doar aos outros. As pessoas não sabem que não existe esse "si" isolado dos outros "sis", se cada um só pensar em si mesmo, o caos continuará avançando e irá tomando conta de tudo. E um dia todos perceberão que a única saída está na busca de uma consciência coletiva, que precisa começar por atitudes isoladas de cada um.
Na numerologia, o número 9 reúne as qualidades humanitárias que promovem os desapegos e as ações altruísticas, em ações que se ocupam mais com os outros do que consigo mesmo. Em razão disto, o número 9 é considerado um sinal de azar, desprezível e dispensável, digno de rejeição por parte dos numerólogos, que devem conhecer a técnica dos números mas desconhecem a essência espiritual que rege a evolução da humanidade.
Entre os kahunas, nativos do Havaí, encontra-se uma filosofia, que se confunde com ciência e religião, que prega a responsabilidade pessoal de cada um com o todo. Dizem os sábios kahunas que, de alguma forma, cada um de nós tem responsabilidade por tudo que está acontecendo no mundo, e que transferir para os outros as soluções pode ser cômodo, mas não resolve nada.
A ciência kahuna prega que o universo físico é uma realização dos nossos pensamentos, e que se os pensamentos são doentios, a realidade criada é doente. Se, pelo contrário, os pensamentos são amorosos e caridosos, criam-se realidades físicas transbordantes de amor.
Tudo, porém, depende de nós, somente de cada um de nós.
Eu sou responsável por criar um universo físico perfeito, a partir dos meus pensamentos perfeitos. O lá fora não existe, tudo só existe dentro das nossas mentes, que refletem o mundo físico que se conhece.
Diante da realidade que se materializa aos nossos olhos, pode-se perceber o que a humanidade tem pensado, o quanto de violências e egoísmos está sendo alimentado dentro de nossas mentes.
Se eu quero mudar o mundo, tenho de começar mudando a minha maneira de pensar. Se eu quero ser ouvido, preciso aprender a ouvir. Se eu reclamo do desrespeito e da violência, não tenho outra saída senão me tornar cordial e amoroso.
Esses sábios nativos kahunas recomendam que comecemos assumindo as nossas próprias responsabilidades, deixando os outros em paz e parando de reclamar contra tudo e contra todos.
De acordo com a visão kahuna, se praticarmos 4 afirmações muito simples, já estaremos dando os passos certos, para mudar o mundo, a partir de transformações dentro de nós mesmos. Essas afirmações, surpreendentemente simples, não são nada semelhantes a certas palavras mágicas, daquelas que só os iniciados podem ter acesso.
Sinto muito - Te amo - Me perdoe - Sou grato.
Essas afirmações podem ser precedidas por uma espécie de confissão de culpa, que é dirigida não a uma determinada pessoa, mas a si mesmo, ao seu Eu Superior.
Concluo esta apresentação, deixando-os com esta magnífica obra de poder e magia, capaz de mudar radicalmente as vidas dos que souberem adotá-la.
Experimentem praticá-las, e observem os resultados.
"Divino Criador, pai, mãe, filho em um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofenderam, à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos, palavras, atos e ações do início da nossa criação até o presente, nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, liberar, cortar todas as lembranças, bloqueios, energias e vibrações negativas e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
E assim está feito.










segunda-feira, 28 de abril de 2008

Alma - o ego em evolução


A Alma é o nosso “eu" em eterna evolução, o perfil psicológico no qual nos reconhecemos. A Alma é a essência da nossa individualidade, a consciência atenta e vigilante na mente de cada um de nós. Ela é o somatório de todas as nossas experiências passadas, herdadas de outras vidas, tanto as boas, como as más. Na Alma, estão guardadas todas as nossas lembranças daquelas outras vidas, no aguardo do momento exato do despertar.
A Alma é o nosso veículo espiritual num processo de permanente evolução. Ela é o nosso “eu” já formado, responsável por tudo o que sabemos, do que se utiliza a Personalidade, que é o “eu” em formação, para a aquisição de novos conhecimentos.
Vida após vida, nós progredimos e decaímos, ora somos heróis, ora, vilões; somos santos e pecadores ou vencedores e perdedores. No entanto, jamais perdemos o que havíamos conquistado, que fica armazenado na memória da Alma.
Quando a Alma amarga um sério fracasso, é possível que, na vida seguinte, venha a aparentar uma certa decadência, que não deve ser interpretada como um retrocesso espiritual.
Os recuos são escorregões e quedas, que exigem esforços renovados para que se possa recuperar os direitos temporariamente suspensos, mas não perdidos. Por isso, algumas vezes, a Alma pode surgir enfraquecida, não por ser fraca ou pouco evoluída, mas por se encontrar traumatizada, pelo fracasso experimentado numa vida passada. Outras vezes, a Alma, apesar de se revelar forte, poderá vir a manifestar atitudes de fraqueza, dentro de um processo de aprendizado, a fim de saber respeitar os limites alheios.
A leitura e a interpretação da Alma, sem dúvida, exigem um discernimento espiritual bastante apurado, pelo fato da Alma, mesmo sendo a essência de quem somos, muitas vezes não expressar exatamente aquilo que pensamos e sentimos, no momento em que decidimos agir.
Dessa forma, situações de conflito podem vir a ocorrer, no instante de tomarmos uma decisão, quando a Alma nos induz a seguir um caminho, enquanto a Personalidade tende a seguir um outro completamente diferente.
Essa leitura exige muita atenção, pois é preciso ter em mente que a Alma busca seguir os caminhos já conhecidos, e que julga mais seguros, ao passo que a Personalidade pode estar buscando novos caminhos, ainda não trilhados por aquela Alma, mas que são riscos necessários para o cumprimento da Missão.
Diante desses conflitos, é sempre bom ter muito cuidado para não confundir a Alma com o Espírito. O Espírito é a Consciência Divina presente em toda criatura humana.
O Espírito está na Alma, mas não é a Alma. Ele conhece toda a verdade e busca induzir a Alma a perseguir essa verdade.
A Alma, diante da influência divina, tende a seguir as diretrizes do Espírito, dentro, porém, do seu nível de consciência, em função do seu estágio de evolução.
Assim, sob a permanente inspiração do Espírito, a Alma vai acumulando novas experiências, num processo permanente de evolução. As quedas e os fracassos sempre farão parte da história de todas as Almas, porque é através dos erros e dos insucessos do passado que as nossas Almas hão de, um dia, atingir a perfeição.

Gilberto Gonçalves





domingo, 16 de março de 2008

Encontros e desencontros




Quem já não se surpreendeu, dando um longo suspiro de amor, enquanto admirava um belo cair da tarde ?
Ah, o amor ! Um sentimento difícil de explicar, mas fácil de sentir.

Quem já não viveu um grande amor ? Ou terá sido uma daquelas paixões passageiras, do tipo fogo de palha ? E quem se importa em definir o que lhe vai na alma, quando as emoções mais simples fazem disparar o coração ?

Quem não sentiu aquela ardente paixão, que chega no início das férias e acaba quando as férias terminam ? Um amor de verão !

Quando as energias do 3 e do 5 se encontram, os sentimentos costumam ficar fora de controle.

O 3 é um eterno sonhador, um romântico apaixonado. O 5 é um aventureiro incontrolável, um amante sedutor. Os dois, quando se juntam, provocam romances e aventuras apaixonantes, tão fantasiosas e intensas que, às vezes, até parecem amor.Esses sentimentos costumam arder como enormes labaredas, que até parecem que nunca irão apagar. De repente, a fogueira se transforma num monte de brasas, que, depois de esfriarem, deixam para trás um vestígio de fuligem, que, com o tempo, vira uma poeira de mágoas e ressentimentos.

Escândalos e traições são comuns, sempre que uma paixão passageira é confundida com o amor.

As causas estão relacionadas a antigos karmas de traição e adultério, ocorridos em vidas passadas. Esses karmas são identificados pelas presenças dos números kármicos 14 e 16.

Os desencontros ocasionados por essas paixões kármicas costumam ser responsáveis por medos e inseguranças, diante de novos relacionamentos. Algumas vezes, é tamanha essa decepção amorosa, que pode levar a futuras vidas solitárias e repletas de amargura.

Em tais situações, o 7 passa a predominar, estimulando o culto ao silêncio e à solidão. Nessas fugas, o antigo amante pode vir a se tornar o místico e contemplativo estudioso dos segredos do ocultismo.

O interesse e a dedicação à vida espiritual podem afastar essas pessoas do casamento e de qualquer relação que as aproxime demais das outras. O rigor com que passam a julgar a todos e a recusa a compartilhar a sua privacidade são fatores determinantes das dificuldades que elas passam a encontrar para se relacionarem afetivamente com alguém, principalmente vivendo debaixo do mesmo teto.

Encontros e desencontros também podem surgir na presença do número kármico19, que é um coletador das dívidas contraídas noutras vidas. Aqueles que não souberem interpretar os"perde e ganha", como lições a serem aprendidas, para que respeitem mais os direitos e valores alheios, sofrerão permanentes perdas, até quitarem todas as suas dívidas contraídas em encarnações passadas. Com isso, os seus relacionamentos não perduram por muito tempo, as separações se sucedem, em meio a sofrimentos e decepções, e aquele encontro que parecia eterno resulta num novo desencontro, pouco tempo depois.

Os encontros e os desencontros não passam de etapas naturais, dentro do processo amoroso, pelo qual todos deverão passar, antes de atingirem um relação amorosa estável e duradoura, simbolizada pelo número 6.

Os sonhos e as fantasias dos números 3 e 5 fazem parte dos encontros, como peças românticas e amorosas, e nem sempre são motivos de rompimentos e decepções, como acontece num amor de verão. Eles podem vir a ser os portais de acesso aos grandes amores, que conduzem à união conjugal perfeita, preconizada pelo número 6.

Os desencontros devem ser vistos como experiências educativas na consolidação das uniões, ajudando a entender e superar as dificuldades kármicas, por obrigar-nos a refletir sobre os nossos erros e defeitos.

Encontros e desencontros sempre fizeram parte da história dos casais que deram certo. Antes de celebrarem a grande união do 6, muitos casais sofreram as ilusões do 3 e do 5, mas souberam administrar juntos as divergências e os conflitos, até encontrarem a harmonia ideal.

Assim como a natureza não pode viver só de primaveras e verões, o amor também tem seus outonos e invernos. No meio de romances e paixões, de uniões e separações, vivem-se encontros e desencontros, enquanto se busca entender o verdadeiro sentido da vida, que nos é revelado pela missão de cada um de nós.

O despertar para a missão e a determinação em cumprí-la hão de ser suficientes para harmonizar os nossos sentidos e ajudar-nos a refazer os contatos, que foram desfeitos, por incompreensão e intolerância, levando-nos a repetitivos, cansativos, intermináveis, porém, instrutivos encontros e desencontros.
Quem não souber lidar com esse vai-e-vem amoroso, corre o risco de ficar para trás e perder o trem da história.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A Tríade Divina



A Divindade está em tudo. Tudo é expressão divina manifestada. Nada existe que não tenha na sua origem a Energia Divina Criadora. Ela está em tudo e em todos, e é Una antes de se manifestar.
No ato da Criação, essa Energia divide a si própria, e se manifesta numa Tríade : Pai-Mãe-Filho ou Espírito-Matéria-Consciência ou, ainda, Pai-Filho-Espírito Santo.
Da interação do Pai-Espírito com a Mãe-Matéria surge o Filho-Consciência. Esse Filho, produto dos dois princípios da Criação, é reconhecido esotericamente como”um que foi terceiro, mas que é segundo”.
A doutrina esotérica não dissocia o Pai da Mãe, ou o Espírito da Matéria, entendendo que o Espírito-Matéria é a primeira unidade, sendo o Filho a segunda. Logo, o Filho é a consciência Divina encarnada na matéria, tornando-se a personificação da qualidade divina, no Plano Físico.
Dessa forma, o terceiro a surgir é na verdade o segundo, pois os que deram origem ao terceiro se fundem num só aspecto, antes mesmo dele ser criado.
Estamos, portanto, diante do chamado Sagrado Mistério da Santíssima Trindade, de que nos fala o Esoterismo Cristão. A tríade Pai, Filho e Espírito Santo, como é conhecida pela ótica cristã, coloca o Filho na posição esotérica de segunda pessoa da Santíssima Trindade, apesar da grande maioria não saber explicar a ausência da figura da Mãe. Os ocultistas, porém, sabem que a Mãe está unida ao Pai, que, diante da existência do Filho, já não mais poderia ser apenas Espírito, precisando estar fundido à Matéria
Surge, então, o mistério sobre quem é o Espírito Santo, tantas vezes relacionado na literatura cristã, com a figura da Mãe. Mas, se a Mãe já está integrada ao Pai, não poderia ser Ela o Espírito Santo, senão um outro símbolo materno, que agisse como intercessor da humanidade, junto ao Pai-Mãe.
Cristo anunciou para os apóstolos a vinda desse intercessor que, após a sua morte, viria zelar pela humanidade. Seria esse intercessor, a energia materna, aquela que tem o poder criador no plano físico?
Discute-se se o Santo Graal, o Cálice Sagrado, não seria o símbolo de Maria, a Madalena, de quem Jesus teria tido filhos. Logo, o valor atribuído a Maria Madalena estaria relacionado ao fato dela ter sido mãe dos herdeiros de Jesus, o Cristo, e não por ter sido sua mulher. É a figura materna assumindo a condição de receptora da energia divina encarnada na humanidade e criadora de uma geração de filhos do Cristo. Estaria aí, a resposta para o mistério da Santíssima Trindade?
A Doutrina Secreta jamais escondeu a condição feminina do terceiro aspecto da Unidade Divina manifestada na Matéria. A Igreja Cristã preferiu optar pelo mistério, criando um dogma sagrado, fora do alcance do entendimento humano.
Haveria alguma razão para não se revelar essa natureza divina da mãe, aquela que pode dar vida, gerar filhos e fazer a conexão do divino com o humano? Teria sido mais um ato de discriminação contra o poder feminino da criação, quando se sabe que, em outros tempos, a gravidez, por não ser entendida, era considerada um milagre, e a mulher reverenciada como um ser sagrado, por gerar vida dentro do seu corpo, coisa que o homem não podia fazer?
Por que não admitir essa hipótese, se é atribuída à figura da mãe, tantos títulos divinos que relacionam a mulher-mãe ao poder divino na face da Terra? Mãe-Terra, Mãe-Natureza, Maria, Deusa, são alguns dos títulos atribuídos ao aspecto feminino da criatura humana, todos relacionados à manifestação divina entre nós.

sábado, 8 de março de 2008

Os Mistérios das Profecias


Os Mistérios das Profecias

A simples menção da palavra profecia faz aflorar à mente de quase todos nós, a lembrança do nome de Nostradamus, o mais conhecido e famoso profeta de todos os tempos.
No Antigo Testamento, fala-se dos profetas do povo de Israel, sendo citados Elias, Samuel, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, como guias espirituais e mensageiros de Deus.
No Novo Testamento, temos as profecias messiânicas de João Batista, o precursor da vinda do Cristo, que João anunciava como o maior profeta de todos os tempos.
Todas as mensagens reveladas por esses profetas, de alguma forma se confirmaram, ou em suas épocas, ou até mesmo nos séculos seguintes, como as que foram proferidas pelo Mestre Jesus, o Cristo.
Existem, porém, profetas mais modernos que profetizaram acontecimentos ao longo do século passado, muitos deles perfeitamente comprovados. Dentre esses profetas mais recentes, citaremos os mais conceituados pela exatidão de suas profecias.

1. Jeane Dixon
Revelou a época exata da morte do Presidente Roosevelt, com 6 meses de antecedência, em 1944.
Antecipou a separação da Índia do Paquistão, ocorrida em 2 de junho de 1947, com 2 anos de antecedência.
Vislumbrou a derrota de Churchill, nas eleições inglesas de 1945, quando o conceito do líder inglês, logo após a guerra, estava no auge, e nada indicava a possível perda de sua candidatura.
Anunciou o assassinato de Gandhi, ocorrido em 30 de junho de 1948, com 6 meses de antecedência, em meados de 1947.
Em 14 de maio de 1953, ela previu que uma bola de prata sairia da Rússia para girar no espaço, o que veio a ocorrer 4 anos mais tarde, em 1957, com o lançamento do Sputnik.
Em 1956, descreveu com riqueza de detalhes John Kennedy como o próximo presidente dos Estados Unidos, a ser eleito em 1960, alertando que ele correria o risco de ser assassinado.
Com 3 meses de antecedência, pressentiu a proximidade do momento do assassinato de Kennedy, tentando evitar sua viagem ao Texas.

2. Doc Anderson
Tem a seu crédito uma profecia que, aparentemente, nenhum outro chegou a mencionar, relacionada à formação da Comunidade Européia, por ele chamada de Federação, o que anteviu 30 anos antes do fato acontecer.
Previu a descoberta da cura do câncer, que seria mantida em segredo por organizações americanas e européias, devido a interesses comerciais, o que seria denunciado por um francês de sobrancelhas pouco comuns, ligado à Saúde Pública. Apesar de não comprovada, menciono esta profecia, para que se possa acompanhar os futuros acontecimentos e verificar se ele teria ou não razão.

3. Edgard Cayce
Profetizou com exatidão as duas grandes guerras mundiais
Assim como Jeane Dixon, também profetizou a independência da Índia.
Apontou a queda de Hitler, quando ainda nada levava a essa conclusão.
Antecipou a ascensão da Rússia à condição de grande potência mundial.
Anteviu o caos financeiro mundial, por ocasião da chamada Grande Depressão.

4. Nostradamus
Suas profecias cobrem um grande período, entre 1555 e 3797, o que faz dele um profeta muito mais ousado do que os demais, que só ousaram fazer previsões sobre fatos de suas épocas.
Este respeitadíssimo profeta francês tem deslumbrado o mundo com suas predições cifradas, que exigiram um estudo apurado para decifrá-las, o que foi feito por um pesquisador chamado Frontenac. Através dessa pesquisa, estabeleceu-se as épocas aproximadas de cada uma das profecias.
Apesar de somente serem compreendidas após as suas ocorrências, as previsões de Nostradamus vêm sendo confirmadas através dos séculos.

Em meio a essas diversas profecias já confirmadas e outras que aguardam o seu tempo certo, como as de Nostradamus, temos algumas que não vieram a acontecer, todas elas relacionadas a guerras e destruições apocalípticas. E é sobre estas que não aconteceram que iremos fixar nossas atenções.
De acordo com revelações secretas, transmitidas por Mestres de Hierarquias Superiores a seus discípulos, que agem como canais espirituais na face da Terra, sabe-se que no ano de 1978, quando a humanidade estava próxima de desencadear a terceira guerra mundial e provocar a destruição do planeta, um Conselho de Mestres se reuniu para deliberar sobre o futuro do planeta Terra.
Naquela ocasião, por interferência de alguns Mestres mais ligados ao processo evolutivo de nossa humanidade, foi decidida a vinda para a Terra de membros dessa Hierarquia Sagrada, a fim de se ocupar diretamente dos destinos do planeta.
Com a presença desses Mestres entre nós, o planeta Terra tornou-se um planeta sagrado, ganhando uma espécie de salvo conduto que lhe dava certas proteções contra ameaças de destruição. Assim, se explicariam alguns fatos que iremos narrar, alterando, a partir de determinada época, os vaticínios a respeito de guerras e destruições.
Os Mestres que aqui chegaram em 1983 convocaram seus discípulos encarnados, entre os mais conscientes espiritualmente, e iniciaram uma grande cruzada para a salvação do planeta.
De acordo com a nossa opinião, a linha da vida no planeta Terra então mudou, e os fatos previstos ao longo dessa linha deixaram de se confirmar.
Esta é a tese que defendemos para justificar os erros cometidos por renomados videntes, a partir do final da década de 70.
Profetizou-se a terceira guerra mundial, num conflito atômico entre China e Estados Unidos, prevista para o início da década de 80, que exterminaria grande parte da população do planeta. Profetizou-se um cataclismo geológico, com inundações de terras litorâneas, previsto para o final do milênio.
Outros cataclismos de menor intensidade foram profetizados por esses videntes famosos, mas nada disso aconteceu.
O conflito entre China e Estados Unidos, com o envolvimento das grandes potências mundiais, foi previsto por Jeane Dixon, Doc Anderson e Edgard Cayce, e eles não costumavam errar.
Deslocamento do eixo da Terra, inundações provocadas pelo descongelamento das calotas polares, tremores devastadores em S. Francisco e Los Angeles e a destruição da cidade de Nova Iorque fazem parte de um conjunto de prognósticos catastróficos que teriam como conseqüência fatal o extermínio da humanidade.
Outras profecias incluíam a submersão do Japão, a América do Sul também sendo atingida pela elevação do nível das águas, novas terras surgindo no Mar das Caraíbas , os contornos do norte da Europa sendo modificados, enfim, as catástrofes pareciam ser o futuro do nosso planeta.
As profecias atribuídas a Nostradamus revelavam um planeta arrasado no final do milênio, pressupondo um conflito nuclear, apesar dele não mencionar literalmente a ocorrência de uma guerra. Ele mencionava o surgimento de um Anti-Cristo que seria um ditador sanguinário, responsável pelo caos que se instalaria no mundo, em torno de 1999.
A pergunta que os ocultistas fazem, mas que nenhum deles parece querer assumir uma resposta definitiva, é a respeito do que teria provocado esses erros proféticos de famosos e conceituados videntes.
Se ninguém se habilitou a correr riscos, proponho uma reflexão ousada e pretensiosa, ao admitir que os destinos do planeta tenham sido modificados pela interferência dos Grandes Mestres, que teriam assumido a responsabilidade de lutar pela preservação da humanidade e pela integridade física do planeta.
O despertar do nível de consciência dos discípulos, somando-se à intensificação das atividades dos Adeptos desses Mestres, teriam dado o impulso prático nesse processo, provocando a enorme onda de espiritualidade que tomou conta da humanidade, na última década do milênio passado.
Meditem sobre o tema e tirem as suas próprias conclusões. Eu não estou afirmando nada, só estou fazendo conjecturas.
Gilberto Gonçalves







Outono - mitos e alegorias





Mais um outono se aproxima, e com ele todo um mito que acompanha essa estação que prenuncia o futuro fim de um ciclo.
Se a Natureza desperta com a Primavera e amadurece no Verão, sem dúvida, ela colhe todos os seus resultados, durante o Outono. Por isto, diz-se que o Outono, além da estação da colheita, é também uma espécie de portal da morte.
E, nesse caso, a morte seria o Inverno, quando tudo se recolhe aos mundos interiores, para um repouso cíclico, à espera de um novo renascimento.
É lógico que esta é uma linguagem iniciática, com todos os seus mitos e alegorias, porém ela transmite bem mais do que uma simples analogia simbólica.
A numerologia também nos conduz por uma jornada mítica de 4 estações, quando revela a existência de 4 ciclos na vida de cada um de nós. Nada que a história das civilizações já não tenha posto a descoberto, só que os enfoques mudam e os valores se opõem, se compararmos as definições profanas com as tradições sagradas.
Nascimento, crescimento, apogeu e queda.
Introdução, preparação, missão e consolidação.
A história nos fala das civilizações, a numerologia fala da alma.
A visão cíclica, sob qualquer ponto de vista, tem sempre o seu outono, que corresponde à época quando tem início a decadência.
Ao mesmo tempo que a colheita é o apogeu do processo criador, que teve o seu início com a semente, é também o início do fim desse mesmo processo.
A sensação da proximidade do fim é responsável pela síndrome de solidão, que costuma atingir os idosos.
O Outono é a estação do ano que melhor traduz esse sentimento de “ dever cumprido e nada mais resta senão aguardar o fim”.
A Numerologia da Alma, porém, nega, a essa visão fatalista, uma base consistente, pois vê, em todos os ciclos de vida, razões de sobra para se buscar sempre um ideal futuro.
Até no 4º ciclo de nossas vidas, há muito a fazer e a aprender, não importando a idade. Somos espíritos em eterna evolução, jamais matéria às vésperas da decomposição.
A morte não deve ser vista como um fim, senão como um meio para que se possa recomeçar, cada vez mais experiente e consciente, diante dos desafios da vida.
Viver integralmente cada uma das experiências previstas nos ciclos é dever de todos nós. Cada ciclo só termina, quando o próximo se inicia. Quando chegamos no último ciclo, temos de nos preparar para o ciclo que virá a seguir, que será o 1º da vida seguinte.
Assim sendo, a solidão de Outono é um sentimento absolutamente inadequado, diante da proximidade do Inverno. Cada um de nós, como fazem as formigas, tem de trabalhar lado a lado, para armazenar os alimentos suficientes que hão de nutrir as nossas almas, durante o Inverno.
Mas, é indispensável saber separar uma vida solitária de uma vida em solidão. Viver a sós, em silêncio e distante do mundo, torna-se para alguns, mais do que um direito, um sagrado dever.
Saber distinguir um tipo de vida do outro é uma das atribuições da Numerologia da Alma, que poucos conseguirão entender , se não saírem em busca de auto-conhecimento.
Este é um desafio espiritual para todos nós.
Este é o seu desafio, a partir de agora.


Gilberto Gonçalves

sábado, 9 de fevereiro de 2008

2008 - o início de um novo ciclo


A cada novo ano, as pessoas me pedem para falar sobre as previsões para os próximos 365 dias.

Elas, em sua grande maioria, imaginam que os números fazem as coisas acontecerem . E para isso, baseiam-se no que ouvem falar ou costumam ler em livros ou na Internet.

Ano após ano, começo fazendo uma preleção sobre a função dos números como indicadores de fatos, comportamentos e expectativas. Explico que os números não saem fazendo travessuras, trocando as coisas de lugar ou enfiando os pés pelas mãos. Eles também não fazem guerras, não inventam epidemias e nem provocam catástrofes ambientais. Eles são apenas índices, marcas ou sinais, de tudo que interage à nossa volta.

O ano 2008 é um ano cuja soma dá 10, que reduzido dá 1. Logo, pode-se perceber que estamos no primeiro ano de um novo ciclo de 9 anos. Os ciclos de 9 anos existem antes de serem numerados de 1 a 9. Assim como as notas musicais são 7, os ciclos planetários, no atual estágio da Terra, são 9.

Os números, portanto, servem para identificar situações ou aspectos, mas não são eles que criam ou modificam esses aspectos e situações. Com isso, quero dizer que somos nós, as criaturas inseridas nesses contextos, que confirmamos ou negamos, as tendências e oportunidades disponíveis. Assim, não existem anos bons e anos ruins, mas anos favoráveis ou desfavoráveis. Os números simplesmente diagnosticam os anos, de acordo com cada um dos seus 9 perfis diferentes.

Alguns crédulos, ingênuos ou, melhor seria, preguiçosos, sonham com previsões de fartura, quando o dinheiro cairá do céu e, preferencialmente, já na sua conta bancária, para que seja mínimo, o esforço que tenham de fazer. E para tanto, vivem consultando os astros, os números, as cartas, os búzios, e tudo o mais que possa confirmar uma sorte que só existe em suas mentes, distantes da realidade e, principalmente, do trabalho.

Enganam-se os que pensam poder ter, sem antes fazerem jus o que tanto almejam. O ter a que me refiro não é relativo somente às posses materiais, mas a toda forma de conquistas - as sentimentais, as profissionais, as sociais e as espirituais. Os que tentam apossar-se de algum bem, antes da hora, nem imaginam o que lhes espera mais adiante – nesta ou em vidas futuras. Daí, tanta gente reclamando da sorte, e apanhando da vida. Muitos vivem perdendo o que ganharam depois de muita luta, e essas perdas parecem tão injustas e perversas, que não há como explicá-las, se não formos buscar as causas em vidas passadas.

O ano 2008 serve como uma folha em branco, onde ela poderá vir a se tornar uma primeira página de uma história de sucessos. Antes dela, os 9 anos anteriores fecharam um ciclo em 2007, o ano 9 do ciclo passado. Agora, 2008, é o ano 1 do ciclo que está começando.

Comecemos aproveitando essa energia , que circula em nosso planeta, a cada 9 anos, dando-nos oportunidade de começar tudo de novo. Com isso, tem-se a possibilidade de fazer novos planos, reiniciar projetos interrompidos e concretizar velhos sonhos que nunca saíram do papel.

Uma boa iniciativa é fazer uma reflexão sobre o que fizemos em 1999, ano que deu início ao ciclo de 9 anos, que se encerrou em 2007. Será que começamos algum projeto novo naquele ano ? Será que viemos desenvolvendo as idéias que tínhamos naquela época, e amadurecendo-as, nesses últimos 9 anos, a ponto de podermos aplicá-las agora, aproveitando o início de mais um ciclo ? O que gostaríamos de realizar de novo ? Quais têm sido as idéias, que temos alimentado em nossa mente, mas ainda não tivemos coragem de pôr em prática ?

Essas perguntas têm um fator em comum . As respostas e soluções ficam mais fáceis num ano 1, quando o universo conspira a favor dos mais ousados e corajosos.

O ano 2008 é favorável, mas tudo depende da atitude de cada um. Quem ficar esperando que o ano 1 comece a oferecer os primeiros resultados, sem que precise fazer qualquer esforço, não merece conseguir o que quer. Quem fizer projetos e esperar que eles se concretizem sozinhos, o ano 2008 será um ano decepcionante. Quem reclamar no final do ano, que não conseguiu iniciar nada que prestasse, não tem mesmo jeito.

Os números não realizam nossos trabalhos, eles só sinalizam para as oportunidades e para os momentos mais propícios para tentá-las. O resto depende da vontade, do trabalho e da perseverança de cada um de nós.

Não existe ano bom ou ano ruim, nem número bom ou número mau, o que existem são criaturas boas ou más, pessoas trabalhadoras ou preguiçosas.

Agora, mãos à obra ou, melhor, mentes à obra, pois tudo deve começar por um bom projeto. E não me venham com essa desculpa de sorte ou de azar. Azar é sinal de desvio da missão, é testemunho de acusação para os maus hábitos e desvios de conduta.

As energias do ano ajudam a quem quer começar um grande projeto, mas o tamanho final da obra depende da disposição do construtor.

Ser ambicioso, em 2008, sempre ajuda, pois o número 8 não admite corpo mole ou falta de vontade de progredir. O risco é confundir ambição com ganância, enfiando os pés pelas mãos, pois o número 8 cobra uma ambição com trabalho, justiça e honestidade.

Desejo a todos, em pleno mês de fevereiro, um feliz ano 1, com direito a belas idéias, dinheiro no bolso e muito trabalho.


terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A insustentável leveza do crer







Diante da expansão das religiões evangélicas, de um certo refortalecimento da Igreja Católica e de um recrudescimento nos conflitos do islamismo com o judaísmo, torna-se inevitável a pergunta :
"qual dessas religiões detém a verdade ?"
Os fiéis de todas elas crêem nos seus escritos sagrados, nas suas tradições e orações. Esses valores, muitas vezes, se contradizem, e são os responsáveis pelos conflitos entre os seguidores dessas diversas crenças.
Quem estará com a verdade ?
Os católicos que seguem o Papa ? Os evangélicos que ouvem os seus pastores ? Os judeus que seguem o Torá ? Os islamitas, quando citam o Alcorão ? Ou os budistas, ou os taoístas, ou os xamanistas ? E não podemos esquecer-nos dos espiritualistas, que, não sendo seguidores de uma religião, têm suas crenças e filosofias, como os teosofistas e os espíritas.
A verdade que revela Deus estará somente numa dessas doutrinas, em todas ou em nenhuma delas ? Haverá uma consciência pura e soberana, dentre nós, que possa definir a verdade absoluta, condenando uma, algumas ou todas essas seitas religiosas ?
A Numerologia da Alma segue os ensinamentos do Mestre Pitágoras, e nos ensina que os devotos religiosos estão entre os que sofrem a forte influência do número 6, enquanto que os espiritualistas têm, no número 7, o governante das suas crenças.
E a verdade, com quem estaria ? A cultura interfere na crença ? Os mais ignorantes ou incultos seriam os seguidores de certas seitas, enquanto a elite cultural professaria uma fé mais filosófica ou simplesmente negaria todas as crenças ?
Pode-se ousar caminhar por esse terreno perigoso, mas logo vai-se perceber que, essas afirmativas não têm consistência e, portanto, não podem ser generalizadas.
Mesmo quando se percebe uma certa tendência para confirmar essas afirmações, surgem evidências contrárias , ainda que como exceções, que derrubam essas teses.
Quando recorremos à ciência quântica ou à psicologia, encontramos alguns subsídios que podem ajudar-nos a tirar conclusões. Ciência, psicologia e espiritualidade, quando atuam juntas, formam uma tríade razoavelmente convincente, para fornecer respostas consistentes, ainda que, jamais, definitivas.
Dizia Werner Heisenberg, um dos criadores da teoria quântica, que "não existe uma verdade única, científicamente comprovada, uma vez que o observador influi nas propriedades do objeto observado, interferindo no resultado final da pesquisa".
Um outro grande cientista e físico quântico, Geoffrey Chew, afirmava que "não existem teorias ou modelos fundamentais, que comprovem fatos absolutos ou que expressem uma verdade única, o que existe é uma sucessão de modelos e teorias, manifestando-se de forma mutuamente consistentes, porém limitados, ainda que próximos da verdade, mas jamais inteiramente comprovados".
O Dr. Robert Laing, famoso psicanalista, entendia que "não existe um ser esquizofrênico, mas um sistema esquizofrênico". Essa afirmativa parece estar em perfeita harmonia com a conceituação de Heisenberg, na sua visão quântica, de que "o mundo não é constituído por uma infinidade de formas distintas e separadas, mas por uma teia de intermináveis relações entre as diversas partes de um todo unificado".
E para não nos estendermos mais em sucessivas conceituações, lembremos, por fim, as palavras do místico chinês do século X a.C., Chuang Tzui, "eu e todas as coisas do Universo somos um só". Nada tão distante do que diria Mestre Jesus, o Cristo, 10 séculos mais tarde : "Deus não está aqui, nem ali, Ele está dentro de cada um de nós".
Depois dessas reflexões e análises, retornamos à questão primordial : "existem religiões certas e religiões erradas?" Ainda uma outra questão, bem mais ampla, pode ser levantada, a partir desse questionamento, que transcende a própria religiosidade : "existe uma verdade absoluta ou uma mentira concreta ?".
As nuvens cinzentas fazem do céu uma verdade cinzenta absoluta, ou dão a ele um aspecto relativamente cinzento ? E depois que as nuvens se vão, o azul que surge é a cor absoluta do céu, ou uma realidade passageira e relativa, até a chegada de novas nuvens cinzentas ?
A verdade, segundo a física, não pode ser cientificamente comprovada, devido à interferência exercida pelo observador. A resposta que obtivermos, será sempre relativa a quem a enunciou, de acordo com o seu nível de observação e conhecimento.
A Numerologia da Alma nos ensina que, existem pessoas que vieram ao mundo para liderar e outras para serem comandadas. Umas criam verdades, outras acreditam nelas. Umas são as governadas pelo número 1, a expressão do líder que tem a voz de comando. As outras são aquelas que são regidas pelo número 2, que expressa o seguidor, o discípulo ou aquele que vem depois.
O mundo seria, portanto, uma verdade criada por uns e aceita por muitos. Essa verdade, porém, não seria estática, mas, pelo contrário, essencialmente dinâmica. Em consequência, as verdades de hoje poderiam transformar-se nas mentiras de amanhã, fazendo com que as crenças variem de acordo com as verdades predominantes. Essas variações não transformam as antigas verdades em mentiras, mas somente em verdades ultrapassadas. Assim como, as mentiras de hoje podem vir a ser as grandes verdades e crenças das futuras religiões.
A conclusão a que chego é que não há conclusão alguma que não esteja restrita às minhas crenças, à minha ligação com o meu conceito de divindade, logo estritamente dependente do nível da minha consciência.
Jung concluiu que a humanidade carece de uma doutrina espiritual, sem a qual ela perderia o sentido da vida. A cultura oriental reverencia uma divindade presente em todas as coisas e pessoas, sem uma individualidade pessoal. A cultura ocidental tem preferido crer num Deus, ausente e distante, cujo caminho até ele, cada criatura terá de descobrir.
A verdadeira divindade, não importa uma ou outra versão, é o que é, ainda que seja vista sob óticas diferentes.
Crer é algo que está acima de comprovações ou lógicas. Só se comprova o que já se sabe, e lógico é tudo que nossa mente alcança. Cada um de nós está num estágio pessoal de evolução espiritual, logo, o melhor a fazer, é cada qual tratar de se conhecer melhor para se tornar um observador isento nas suas próprias pesquisas. Se isso será possível, a gente ainda não pode saber, e pelo que se sabe, através da física quântica, a resposta é negativa. Mas, assim como, um dia, a física quântica surpreendeu a ciência com o seu Princípio de Indeterminação, um de nós poderá surpreendê-la, com a descoberta de um Princípio de Determinação, que venha a definir a verdade absoluta e dar sustentabilidade às nossas crenças. Até lá, o melhor é se voltar para dentro de si mesmo, e tentar encontrar no fundo da alma, alguns indícios que nos ajudem a comungar com nossas verdades divinas e que nos revelem o verdadeiro caminho até Deus.



O que está dentro de nós também está fora. O que está fora de nós, também está dentro.
( Os Upanishades)





Não foi o homem que tramou a teia da vida, ele é um mero fio dessa trama.
A Terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à Terra.
(Cacique Seattle)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sonho de um dia de verão


Assim como Shakespeare usa do direito poético de confundir os amantes, no seu Sonho de uma noite de Verão, é nosso dever, invocando o poder sagrado da Numerologia, adotar uma linha inversa, que ajude a clarear a mente dos amantes.

Na literatura ou no mundo real, é o poder emanado das nossas mentes que cria a realidade e determina o caminho a seguir. Tragédias e romances amorosos nascem, vivem ou morrem, por vontade daqueles que neles se envolvem. Ninguém pode mudar o nosso destino, sem contar com a nossa omissão, diante da interferência alheia, já que o destino de cada um é a sua própria missão.

Os livros, assim como os noticiários, narram fugas de amantes, para viver uma grande paixão. Às vezes, lemos que, submetidos a pressões, esses amantes amargam uma sofrida separação. Outras vezes, diante da separação, os amantes preferem a morte.

Nos livros, os autores criam imagens e dão aos personagens, o destino que melhor lhes convêm. Na vida real, cada um é dono do seu próprio destino, e não pode transferir para ninguém a responsabilidade pelo que fizer ou deixar de fazer. Mas, duro mesmo, é saber o que fazer, quando se vive uma grande paixão! Aí, o melhor é recorrer à sabedoria contida na ciência dos números, que aponta caminhos ou ergue barreiras, sinalizando o que deve ser feito, numa linguagem sagrada que, se bem interpretada, responderá a todas as nossas dúvidas.

Ah, um amor de verão! Quem não viveu um amor de verão? Quem nunca sentiu aquela paixão ardente, que faz perder a razão e cria fantasias delirantes, tendo como cenário uma praia tropical com suas areias abrasadoras? É o calor da paixão, o amor à primeira vista, mexendo com os nossos sentidos! É a magia da sedução, o poder de encantamento, a conquista e a aventura, tudo alimentado por impulsos incontroláveis, despertados por uma irresistível atração pelo desconhecido!

Ah, o amor! Mas, será mesmo amor?

Quando o 3 e o 5 se juntam, os sentimentos costumam ficar fora de controle, fazendo surgir sofridos romances e violentas paixões. O 3 é um sonhador, um romântico inveterado, um inspirador de sonhos e de ideais, nem sempre possíveis de se concretizar. O 5 é um aventureiro, um eterno viajante, inquieto e instável, sempre em busca de sensações novas, não se fixando muito nos locais por onde passa, ou nas pessoas com quem convive.

Esse encontro romântico do 3 com o 5 propicia paixões e aventuras tão intensas, quanto fantasiosas, que, às vezes, até parece amor. Essas paixões explosivas, que nascem no calor das férias ou durante uma viagem de repouso, costumam arder como fogo de palha, que provoca labaredas e vira brasas frias, numa fração ínfima de tempo.

Escândalos e traições também são comuns, quando se confunde amor com paixão, fazendo despertar antigos karmas de rompimentos amorosos e adultérios, ocorridos em vidas passadas, e simbolizados pelos números 14 e 16.

Mágoas, decepções, desenganos, são heranças desses apaixonantes amores de verão. Às vezes, esses sentimentos provocam um forte retraimento amoroso, levando à solidão e a recusas de novas experiências amorosas.

Aí, entra em cena o n. 7, com o culto à solidão e ao silêncio, quando a ciência e a religião se encontram, numa celebração mística da união da matéria e do espírito. Com o 7, vem também o resgate de velhos karmas do 16, relacionados a egoísmo, orgulho e vidas auto-centralizadas. É comum a fuga dos grandes centros e a procura de refúgio no campo, em contato direto com a natureza, numa espécie de purificação kármica.

O 7 costuma provocar grandes mergulhos no fundo da alma, atrás de respostas para os nossos segredos ocultos e para a compreensão dos instigantes enigmas da vida.

Surge, então, o místico, o mago, a bruxa, o sacerdote e a sacerdotisa dos rituais secretos, o guardião do portal do templo e a revelação dos grandes mistérios. Calado e solitário, aquele que vive sob a influência do 7 já não se dá conta que o mundo lá fora está chamando-o para novas aventuras e românticas paixões.

O solitário pode, porém, fazer-se um celibatário, cultivando a vida a sós, afastando-se da família e recusando qualquer relação amorosa mais consistente e duradoura. Esta recusa pode ser consciente ou não, mas sempre provocará uma enorme dificuldade de experiências a dois, devido a um critério muito rigoroso de julgar os outros e a uma rejeição quase absoluta de expor a sua privacidade a uma pessoa estranha, ainda que sinta por ela algum sentimento amoroso. O solteirão ou a solteirona são a exacerbação do 7, a total recusa de compartilhar espaços e ideais, enfim, é o culto ao isolamento e à vida à sós. Perde-se, muitas vezes, o contato com o mundo exterior, e em conseqüência corre-se o risco da perda de boas oportunidades sociais e profissionais.

O reverso desse infortúnio é o bom uso do poder mental do 7 para passar conhecimentos, desenvolver pesquisas e sintonizar os planos ocultos, fazendo surgir o especialista, o pesquisador, o ocultista e o mestre espiritual.

Entre uma hipótese e outra, surgem os karmas do n.19, cobrando dívidas de outras vidas, num eterno perde e ganha, até que se aprenda a respeitar tanto os créditos alheios, quanto valorizamos os nossos.

Mas, e o eterno sonho de amor, o tema central do nossos encontros de verão, como ele é interpretado pela Numerologia da Alma?

Se a paixão seria um sentimento impulsivo e descontrolado, simbolizado pela conjunção do 3 e do 5, o amor consistente e duradouro é regido pelo n. 6, que integra a mística dos amantes a uma vida compartilhada, envolvendo família, lar e filhos.

Através do 6, o amor assume uma relação mais abrangente do que uma simples atração física ou um inconsequente sentimento passageiro. O 6 estabelece responsabilidades entre os amantes, provoca mudanças estruturais no modo de cada um passar a ver a vida e cria compromissos mútuos de estender a união, para dar lugar a um lar, a uma família e à geração de filhos. Surge, a partir daí, uma nova forma de relação para definir o amor, que pressupõe direitos e deveres espontâneos, sem sofrimentos ou sensações de perda de liberdade.

Existem os ciclos de casamento, como também existem os do divórcio. E cada um deles tem uma finalidade construtiva, jamais pretendendo punir ou sacrificar.

Um ciclo 6 anuncia o plano da alma de casar, para cultivar o sentimento de amar, de uma forma responsável e compartilhada, mediante a troca de experiências e a superação de desafios comuns.

Quando o 9 surge no primeiro ciclo de vida, sabe-se que será difícil manter o casamento, e uma separação ou um divórcio pode acontecer. Haverá muitas tentativas de união, mas também muitos fracassos e separações. São aquelas almas que não valorizaram as relações amorosas, em vidas passadas, e que agora lutam para manter os seus relacionamentos e, por mais que tentem, nem sempre conseguem sustentar uniões duradouras.

O fato de provocar esses conflitos, quando rege o primeiro ciclo de uma pessoa, não quer dizer que o 9 seja um número que não favoreça o amor. Mas, pelo contrário, ele é uma vibração amorosa de alto grau, relacionada ao amor universal, o amor humanitário, o amor voltado mais para a coletividade do que para si mesmo. Os efeitos separatistas do 9 num primeiro ciclo se explicam por ser ele um número terminador e não iniciador, uma energia de fechamento e não de abertura. Assim, quando ele surge no início da vida, ele é forte demais para que as pessoas suportem suas exigências de despojamento e dedicação aos outros, mais do que a si mesmo.

O 6, portanto, é o número do amor pessoal, aquele sentimento dedicado a uma ou a algumas pessoas. É o amor à família, aos amigos e àqueles que são mais chegados.

O 9 expressa uma outra forma de amar, mais ampla, menos pessoal. É o amor a todos, e não a alguns apenas. É o amor à humanidade, a quem nunca se viu, com quem jamais se falou. Ama-se, porque todos são reconhecidos como partes de nós, ainda que nada se saiba a respeito deles.

O 6 é o símbolo do amor pessoal, enquanto o 9, do amor coletivo. O 6 é o instigador dos sentimentos generosos e bondosos, que fluem nas relações domésticas, geram e alimentam os filhos e se estendem à comunidade mais próxima.

O 9 é o símbolo do amor espontâneo, sem causa lógica, nem explicação concreta. Ama-se a qualquer um que esteja carente de ajuda, ama-se porque não se admite discriminações, nem censuras e perseguições, muito menos violências e torturas. Ama-se não a este ou àquele, ama-se à humanidade inteira.

O 6 e o 9, ambos, são números de amor, e são eles os legítimos símbolos numerológicos que expressam esse sentimento sagrado, sinônimo da própria vida e semente da criação divina.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Entre a Matéria e o Espírito


A Numerologia, como produto de consumo fácil, tomou um caráter meramente figurativo.
A simples manipulação de fórmulas numerológicas faz com que muitos se julguem e se digam numerólogos. Falta-lhes, porém, a essência filosófica, o embasamento espiritual, sem o que, tudo não passa de um mero joguinho de possibilidades.
Os números simbolizam energias, e nos dão acesso a elas, desde que saibamos lidar com o conteúdo espiritual dos conhecimentos absorvidos, quando analisamos as mensagens neles contidas.
Pitágoras não era um advinho, profeta ou vidente, ele era um Mestre, um ser com dons crísticos, que como outros avatares, tinha o domínio sobre os 3 mundos. Ele agia no Físico, conectado ao Mental e inspirado no Espiritual.
A Numerologia de Pitágoras não era um instrumento de conquistas ou manipulações, mas uma doutrina filosófica, cuja sabedoria se inspirava nos poderes ocultos revelados pelos números.
Os Versos de Ouro, que postamos no mês passado, é um maravilhoso exemplo dessa filosofia, que reúne princípios éticos, morais e espirituais.
O uso indiscriminado da ciência dos números, para buscar benefícios ou alterar a relação de causas e efeitos, não passa de lamentável prática de magia negra, apesar de, na maioria das vezes, ter suas origens em visões ingênuas de criaturas despreparadas, que devem ser perdoadas, por não saberem o que fazem.
A leitura aprofundada dos Versos de Ouro, que pode não ser bem entendida por muitos, revela ensinamentos e transmite conhecimentos que são desconhecidos de grande parte dos pretensos numerólogos, que se exibem na mídia, prometendo mundos e fundos, mediante pequenas fortunas.
Os incautos e ambiciosos são as vítimas mais fáceis de serem iludidas, por agirem sob os impulsos da curiosidade ou da ganância.
Não se iludam, os milagres não existem. Milagres são, em verdade, direitos ou méritos que foram conquistados, através de sucessivas vidas, e que aproximam os beneficiários de seus ideais, sob a permanente proteção e intervenção de poderes ocultos aos nossos olhos.
Imaginar que a troca de um número no nome ou na casa onde moramos, pode mudar a nossa vida é uma dessa crenças tolas, que só demonstram o desconhecimento das Leis de Deus.
Se não houver uma origem kármica que justifique os efeitos pretendidos, não haverá número que remova os obstáculos do caminho. E aqui utilizo a expressão kármica, com um sentido amplo, que tanto pode ser positivo, quanto, negativo.
A ingenuidade das pessoas, quando se põem em busca de respostas para as suas vidas, costuma chegar ao ponto crítico, de extrema gravidade, de se entregar nas mãos de qualquer aprendiz de feiticeiro, que se diz poderoso e capaz de mudar a vida dos seus fiéis seguidores.
Desconfiem de quem promete conquistas fáceis, sem trabalho, esforço e independência. Afastem-se daqueles que exigem submissão a seus caprichos e ordens. Às vezes, esses magos cinzentos têm até algum poder, que favorece certos ganhos ou sucessos, mas tudo isso a um preço muito caro, que poderá ter de ser pago, ao longo de sucessivas futuras encarnações.
Os números não podem ser manipulados, por serem expressões divinas de um mundo oculto, no qual tudo é energia, onde matéria e espírito se confundem, revelando a presença divina em tudo e em todos. Aquela frase crística : "Deus não está aqui, nem ali, Ele está dentro de cada um de nós", resume bem isto que estou tentando dizer. Lao-Tzé, na sua filosofia taoísta disse algo semelhante, assim como Gautama e outros seres iluminados que já passaram pela face da Terra.
Sendo divino, o número não pode ser manipulado pelo homem. Seria muita pretensão, acreditar-se que um conhecimento meramente intelectual, com a mudança de energias de lugar, pudesse modificar toda a estrutura da Obra divina, para a evolução da humanidade.
Enquanto continuar buscando soluções fáceis, para satisfazer suas ambições, a criatura humana permanecerá mergulhada nesse mundo caótico, em que todos estamos metidos, por nossa própria culpa.
Procurem conhecer melhor os fundamentos da Numerologia da Alma, com todo o conteúdo filosófico do Mestre Pitágoras, no qual está a verdadeira sabedoria do bom uso da magia dos números para a expansão do nível de consciência da humanidade.
Não percam de vista os números kármicos, não menosprezem os números mestres e tenham em mente a missão de cada um. Ninguém é mais sábio do que verdadeiramente é, nem mais ignorante do que já foi. Insistir nos erros, como diz o refrão popular, é burrice. O fracasso não está em não conseguir cumprir a missão, mas em desistir da luta.
Os números são nossos auxiliares invisíveis, que balizam os nossos caminhos e nos orientam em direção à missão. Não os façam de bengalas, para o apoio de suas preguiças e omissões, nem muito menos de lenha para as fogueiras de suas vaidades.
Estudem o poder dos números e se tornem pessoas mais sábias e mais dignas do respeito e do amor dos Mestres. Ponham em prática esses aprendizados e conquistem o reconhecimento dos seus conhecidos, amigos e parentes.
E nunca se esqueçam que, ninguém consegue enganar a si mesmo. Todos sabemos dos nossos limites, fraquezas e fracassos. Por isso, não se atrevam a cometer erros, mesmo se estiverem sozinhos, longe das vistas de todos, porque sempre haverá alguém testemunhando para a sua condenação - VOCÊ.
Até uma próxima reflexão.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

A Doutrina do Mestre em Versos de Ouro





Versos de Ouro de Pitágoras.
por Lísis de Tarento.
Tradução de Luis Antônio de Azevedo - 1795.

1. Honra primeiramente os deuses imortais conforme o grau de preminência, que tem destinado a lei às suas jerarquias.
2. Respeita com igual observância o juramento; depois venera os heróis cheios de bondade e de luz.
3. Rende também esta mesma veneração aos demônios subterrâneos, dando-lhes o culto, que legitimamente lhes é devido.
4. Honra com semelhante obséquio a teu pai, e a tua mãe e a teus parentes mais chegados.
5. Entre a multidão dos outros homens, tu com a tua virtude faze-te amigo de todo aquele que por ela mais se distingue.
6. Cede sempre às suas brandas advertências e relevantes ações.
7. E não te ponhas logo, por qualquer leve falta, mal com teu amigo,
8. Enquanto puderes; porque o poder mora junto da necessidade.
9. Sabe pois que assim te incumbe observar estes preceitos; mas vai contraindo hábito de vencer as paixões.
10. E primeiro que tudo a da gula, e do sono; também a da concupiscência.
11. E da ira. Nem jamais cometas ação alguma torpe, nem com outrem,
12. Nem contigo só em particular; e sobretudo peja-te de ti mesmo,
13. Em consequência disto, assim nas tuas ações, como nas tuas palavras, costuma-te a praticar a justiça,
14. e a te não portares em coisa alguma com imprudência.
15. Mas faze sempre esta reflexão, que decretado está pelo Fado a todos o morrer;
16. E que os bens da fortuna se costumam efetivamente umas vezes adquirir, outras perder.
17. No tocante ao grande número de misérias da vida, que os mortais padecem por divina fortuna,
18. Já que te é força te caiba delas por sorte alguma parte, sofre-as todas com ânimo resignado, e não te mostres impaciente.
19. O que porém te importa fazer é sanear a quebra dessas desventuras, quando estiver na tua mão; e nestes termos considera :
20. Que o Fado nem por isso permite que sobre as pessoas de bem venha grande tropel destas calamidades.
21. Ora ouvem-se fazer entre os homens muitos discursos, uns bons, outros maus;
22. Por cuja causa, nem te acovardes no exercício da virtude, nem te deixes acaso
23. Apartar do teu modo de viver; mas se por ventura se proferir alguma falsa proposição.
24. Arma-te de paciência, usando com todos de brandura. Cumpre à risca em tudo e por tudo com a máxima que te vou já inculcar:
25. Ninguém te arraste, nem por palavra, nem por obra de modo algum
26. A fazer ou dizer o que te não é conveniente.
27. Consulta e delibera sempre antes de obrar, para que não chegues a pôr em execução algumas ações ineptas, e temerárias.
28. Porquanto é de homem estolidamente desgraçado não só obrar, senão também falar sem tento, nem consideração.
29. Mas tu efeitua sim antes coisas tais que ao depois te não sirvam de tormento.
30. E não te metas a fazer coisa alguma das que não sabes; mas aprende
31. Tudo quanto cumpre saber, e deste modo passarás uma vida mui alegre e deleitosa.
32. Nem é justo, quanto ao penso do corpo, haver descuido na conservação da saúde dele;
33. Mas importa guardar uma justa mediania tanto no beber como no comer e nos exercícios.
34. Dou pois o nome de mediania a tudo aquilo que te não causar moléstia, nem aflição.
35.Costuma-te por isso a ter um tratamento aceado sim e decente, mas sem delicadeza, nem luxo.
36. E guarda-te muito de fazer qualquer daquelas ações, que trazem consigo a repreensão e vitupério de todos os homens.
37. Não faças gastos fora de tempo, como quem está muito alheio do decoro;
38.Nem tampouco sejas mesquinho. Por onde a mediania em todas as coisas é ótima.
39. Assim que faze só aquelas coisas que te não prejudicarem e considere-as bem, antes de as pores por obra.
40. Nem dês entrada ao sono em teus lânguidos e cansados olhos,
41. Senão depois de examinares a consciência discorrendo por cada uma das ações daquele dia;
42. Em que matéria transgredi? E que fiz eu ? Que obrigação indispensável deixou de ser por mim cumprida?
43. E começando desde a primeira, continua com o exame até a última de tuas ações; e depois
44. No caso que tenhas obrado mal, repreende-te; e se bem, regozija-te
45. Nestas coisas trabalha, nestas medita, nestas convém que empregues o teu amor.
46. Todas elas te sublimarão a dirigir teus passos pelos vestígios da virtude divina.
47. Sim, eu to afirmo e juro por aquele que deu à nossa alma o conhecimento do Quaternário,
48. Fonte da sucessiva natureza. Mas põe só nas mãos a esta grande obra,
49. Depois de teres pedido aos deuses que te ajudem a levar ao fim o que vás empreender. Tendo-te já prevenido e corroborado com estes requisitos,
50. Conhecerás tanto dos deuses imortais, como dos homens mortais.
51. A jerarquia, até onde não só cada um dos mencionados entes se estende, mas ainda até onde se limita.
52. Conhecerás também, segundo a lei do Deus supremo, ser em tudo análoga à natureza ;
53. De maneira que nem tu virás a conceber esperança do que não é para esperar, nem para ti será incógnita coisa alguma deste mundo.
54. Conhecerás igualmente que os homens padecem os males, a que estão sujeitos, por sua própria escolha,
55. Desgraçados homens, que não reparam nos bens que têm à mão,
56. Nem ouvidos lhe querem dar; e assim poucos chegam a saber livrarem-se de seus males.
57. Tal é a sorte que cega os entendimentos dos mortais, que por isso eles, à maneira de cilindros,
58. Rodam de uns para outros vícios, padecendo calamidades sem fim.
59. Porquanto aquele pernicioso combate, que a todos acompanha e com todos nasce, é o mesmo que, sem eles por isso atentarem, os traz enfatuados e perdidos;
60. Combate que não convém atiçar, mas sim cada um fugir dele, cedendo à razão.
61. De quantos males por certo livrarias, ó Júpiter, Pai soberano, a todos os homens,
62. No caso que a todos fizesses conhecer de que demônio eles se servem !
63. Tu porém cobra grande ânimo, visto ser divina a prosápia dos mortais,
64. A quem a sagrada Natureza, infundindo-lha, manifesta cada uma das coisas respectivas ao próprio conhecimento.
65. Das quais se de modo algum te achas participante, chegarás a conseguir o pretendido fim das máximas que te prescrevo,
66. Depois de teres curado a indisposição das paixões, e livrarás a tua alma de todos os trabalhos e moléstias.
67. Mas abstém-te dos manjares que nós temos proibido, tanto nas purificações,
68. Como no livramento d'alma, discernindo entre uns e outros; e pondera bem cada um destes preceitos,
69. Constituindo a razão mais adequada por cocheiro, para ter da parte superior as rédeas `a carreira da tua vida.
70. E se depois de te veres já despojado do corpo, chegares à pura região do etéreo assento,
71. Serás um deus imortal incorruptível e nunca mais sujeito daí por diante à jurisdição da morte.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Os Versos de Ouro de Pitágoras





Interpretar com exatidão os conceitos de Pitágoras, até se chegar ao diagnóstico perfeito de um mapa numerológico, não é uma empreitada fácil. A tarefa, no entanto, pode tornar-se uma jornada apaixonante e compensadora, se o discípulo estiver bem inteirado do conteúdo filosófico da obra do Mestre.

Pitágoras deve ter escrito cerca de 15 obras, das quais duas são as mais citadas, Do Universo e A Palavra Sagrada, mas nenhuma delas sobreviveu ao tempo.
A incumbência de revelar a doutrina de Pitágoras ao mundo contemporâneo, coube aos seus discípulos, que reproduziram os ensinamentos do Mestre, conforme lhes foram passados, na Escola Iniciática de Crotona.
Os Versos de Ouro, um poema atribuído ao discípulo Lísis de Tarento, pode ser considerado uma síntese perfeita, do que seja a filosofia pitagórica.
Em sua obra poética, Lísis dividiu os ensinamentos pitagóricos em 3 partes : Preparação, Purificação e Perfeição.
Na primeira parte, a Preparação, toma-se conhecimento que Pitágoras considerava o culto a Deus e aos Espíritos Superiores, como o fundamento de toda a sua doutrina.
A Purificação, que é a parte seguinte, trata do culto à amizade e ao amor universal,envolvendo os sentimentos relacionados à família, aos amigos e a si próprio. Nesse contexto, os deveres são divididos em físicos e espirituais, com recomendações sobre os cuidados a serem tomados com o corpo e o espírito. Alimentação pura e equilibrada, acompanhadas de exercícios físicos, favoreceriam à saúde do corpo. Sinceridade, honestidade, reflexão, tolerância, discreção, amor ao trabalho e humildade seriam indispensáveis à saúde espiritual.
Na terceira e última parte, a Perfeição, ensina-se que, mediante a auto-análise, a meditação , a fé e uma vida virtuosa, o discípulo pode atingir um nível superior de consciência, permitindo-lhe desvendar os segredos e mistérios do Universo.
Concluídas as 3 etapas, o discípulo chegava à verdadeira iniciação, alcançando, enfim, os dons de clarividência, que lhe permitiam enxergar o que os demais não conseguiam ver.
A mensagem contida nos Versos de Lísis, e que era a essência da doutrina pitagórica, revela que flui um processo ordenado e coerente,regendo todo o Universo. Esse processo considera as fontes da vida, as forças em movimento, os meios de progresso e a verdadeira felicidade, presentes,antes, em Deus, o criador de tudo, e,depois, no esforço combinado do Homem com a Natureza. Superados esses estágios primordiais, e somente após, se fecharia o ciclo da vida perfeita, com o reconhecimento da centelha e das forças divinas, como formadoras primordiais da criatura humana.
A doutrina pitagórica se fundamentava, portanto, no culto a Deus, à Natureza e à Humanidade,e considerava o respeito a si mesmo, como condição obrigatória para que se atingisse esse elevado nível de consciência.
Considero que, o estudo e a aplicação da Numerologia da Alma, com base nos princípios éticos, morais e espirituais, que nos são revelados pelos Versos de Ouro, abririam para o estudante a oportunidade de adentrar os portais da sabedoria oculta. Esse movimento, em direção ao templo interno do seu coração, faria do estudante,um iniciado e clarividente, tão logo despertasse a sua mente para as verdades místicas, que nos são reveladas pela leitura perfeita dos números sagrados.
O tempo que poderá durar esse processo,até que se dê o despertar do nível de consciência do estudante,dependerá de cada um. Mas,quanto mais cedo o processo for iniciado, menor haverá de ser essa demora.
Convido-os a se prepararem para o início dessa jornada. Dentro em breve, estaremos iniciando a publicação dos Versos de Ouro, conforme tradução de Luis Antônio de Azevedo, datada de 1795, e publicada no livro Vida Perfeita do Dr. Paul Carton, leitura obrigatória para qualquer estudioso da numerologia de Pitágoras.

Gilberto Gonçalves

domingo, 7 de outubro de 2007

A voz dos números é a voz de Deus


O Verbo, a palavra e a voz.
"No princípio existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus...
Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada foi feito...
O Verbo era a luz verdadeira que ilumina todo o homem que vem a este mundo...
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós."
(João I)

A criação do mundo se fez pela palavra, pela vontade de Deus, pelo seu poder de nominar as criaturas e os objetos criados, e eles tomarem forma.
Tudo foi criado pela Voz de Deus, por sua ordem e vontade. E, assim, é também na Terra como nos Céus. Nossas palavras têm poder e criam formas, a exemplo e semelhança de Deus.
Deus, no ato da criação, projetou e construiu o seu mundo, como um verdadeiro arquiteto e matemático, usando fórmulas numéricas para dar sentido às formas, e esses códigos são conhecidos como arquétipos. Portanto, tudo que existe é reflexo, no plano físico,de arquétipos, idéias divinas manifestadas pela palavra e simbolizadas por números.
O Verbo, a palavra de Deus, está presente em nossas vidas através de vozes, diversas e arquetipais vozes, uma para cada número, cada qual simbolizando um dos arquétipos criados pelo Verbo divino.
O número 1 é o arquétipo do líder e comandante, que se manifesta através da voz de comando. É pela voz de comando que se reconhece o governante, o comandante, o diretor, o pai, a mãe, e todos que exercem um papel de liderança.
O número 2 é o arquétipo daquele que faz a mediação e prefere atuar na retaguarda, sussurrando ao pé do ouvido dos que estão no comando. É pela voz diplomática e ponderada que se reconhece o assessor, o secretário, o pacificador, e todos que preferem agir por trás, sem se exibir ou se expor.
O número 3 é o arquétipo do artista e comunicador, que se manifesta através do som da música, das cores de uma tela e de uma obra literária.É pelo dom da criatividade e pela sensibilidade na voz que se reconhece o artista, o criativo, o cultuador do belo, e todos que usam a voz para transmitir alegria, arte e cultura.
O número 4 é o arquétipo do trabalhador, que se identifica pelo ruído das máquinas nas fábricas e nas oficinas, ou pelo barulho de um martelo nas mãos do operário. É por esses ruídos de trabalho que se reconhece o pedreiro, o carpinteiro, o eletricista, o cozinheiro e a doméstica, além de todos aqueles que usam a voz para transformar seus esforços em obras físicas.
O número 5 é o arquétipo das mudanças e transformações, que se manifesta através do grito de liberdade. É por esse som de inconformismo que se reconhece o aventureiro, o liberal, o peregrino e o rebelde, bem como todos aqueles que rompem com os costumes e tradições, buscando assumir novas posturas.
O número 6 é o arquétipo da família e da amorosidade, que se manifesta através do barulho das crianças e de todos os ruídos provenientes das rotinas domésticas. É por esses sons e vozes que se reconhece um lar, uma família, um ambiente doméstico e uma união conjugal.
O número 7 é o arquétipo da solidão, da perfeição e do ocultismo, praticados em comunhão com a natureza, trancados numa biblioteca ou dentro de um laboratório. É pelo som do silêncio que se reconhece o solitário, o místico, o pesquisador, bem como todos que buscam, dentro de si, respostas a seus questionamentos e uma conexão direta com o seu aspecto divino.
O número 8 é o arquétipo da ambição e das buscas materiais, que se manifesta através da luta por ganhos financeiros e aquisição de poder. É pelo barulho das bolsas de valores que se reconhece o ambicioso, o investidor, o financista, além de todos que se sentem atraídos a sair pelo mundo em busca de progresso.
O número 9 é o arquétipo das ações humanitárias e do despojamento pessoal, que se manifesta através do clamor humanitário, que é um som bem mais subjetivo do que propriamente perceptivo aos nossos sentidos físicos. É por esse som que se reconhece a solidariedade humana e a verdadeira afirmação de amor ao próximo.
Essas são as vozes mais comuns geradas a partir da Criação, e manifestadas pelo poder do Verbo, a voz de Deus. Além dessas, existem 3 vozes em escalas superiores, através das quais são pronunciadas as mensagens dos mestres.
A voz do número 11 é aquela que prega a verdade e aconselha os discípulos a seguir o caminho do mestre.
A voz do número 22 é a que transmite conhecimentos ocultos e consagra a matéria, transformando o profano em sagrado.
A voz do número 33 é o som do sermão da montanha, a mensagem de amor a todo custo, mesmo com o próprio sacrifício e a renúncia a direitos pessoais.
Por fim, temos as vozes kármicas que ecoam através dos tempos, tentando ensinar-nos a corrigir nossa conduta, mediante experiências dolorosas e traumáticas, que buscam despertar nosso nível de consciência, fazendo-nos sofrer das mesmas dores que causamos aos outros.
As vozes dos números 13, 14, 16 e 19 gritam em nossos ouvidos, alertando-nos para não repetirmos os mesmos erros do passado.
A voz do 13 chama-nos para o trabalho e alerta-nos contra o medo e a preguiça.
A voz do 14 avisa-nos para não nos apegarmos aos bens materiais e nem rompermos compromissos e relacionamentos.
A voz do 16 fala-nos dos fracassos decorrentes de vaidade, orgulho, ações centralizadoras e traições amorosas.
A voz do 19, finalmente, lembra-nos que por nos havermos apropriado de direitos e valores que não nos pertenciam, ficamos em débito com outras pessoas, e agora é preciso pagar essas dívidas.
Quando Deus criou esses arquétipos numerológicos ordenou que se fizesse um chaveamento, para que os homens pudessem decodificar os mistérios das vozes. Surgiu, então, a numerologia com suas vozes facilitadoras para que todos ouvissem a voz do Mestre, e entendessem a sua mensagem.
Quando a natureza desperta, a cada primavera, essas vozes ficam mais fortes, sendo mais fáceis de ser ouvidas e compreendidas. Ouçamos com atenção essas Vozes da Primavera, para que elas possam ajudar-nos a entender melhor a Criação divina.

Gilberto Gonçalves

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O sagrado caminho de Brasilan



No dia 3 de agosto de 1991,teve início a minha peregrinação pelo sagrado caminho de Brasilan.Deixei para trás, tudo que até então parecia muito importante, e saí em busca da minha lenda pessoal.
A minha bússola espiritual apontava para a cidade de São Lourenço, localizada no Circuito das Águas, no sul de Minas Gerais.
A minha peregrinação não tinha como destino o centro de S.Lourenço, mas um recanto pouco conhecido de boa parte dos moradores, distante cerca de 3 km do centro, onde existia um parque florestal,último reduto da vida rural da cidade.
Antes que se completasse um ano, desde a minha chegada a São Lourenço, eu já estaria morando com minha esposa Flora e meu filho Roberto, numa casa de madeira pré-fabricada, dentro da reserva florestal do Parque Brasilan. Minha filha Cláudia, que ficara no Rio, pouco tempo depois já estaria morando em São Lourenço, completando, assim, a mística jornada, que trouxe para São Lourenço, toda a minha família.
Cercados por uma vegetação exuberante, onde uma nascente de água cristalina saciava a nossa sede, passamos a descobrir a verdadeira essência da vida.
A numerologia atravessou, de repente, o meu caminho, e agregou-se à minha alma, em caráter definitivo, passando a me mostrar a magia do mundo oculto, revelado pelos números.
As letras e os números, com suas energias próprias, ganhavam formas sedutoras e revelavam segredos e mistérios, que explicavam as causas e os efeitos dos sofrimentos humanos, e também das suas alegrias.
Com o passar do tempo, transformei Brasilan na minha Crotona, e um quiosque de sapê, no meu Templo de Delfos. Assim como Pitágoras reunia seus matemáticos, em Crotona, na Antiga Grécia, para ensinar-lhes as revelações divinas, extraídas da leitura sagrada dos números, passei a receber, em Brasilan, estudiosos das ciências ocultas, em busca de conhecimentos.
À semelhança dos que buscavam acessar os mistérios, e conhecer-se a si mesmos, quando penetravam no Templo de Delfos, também muitos passaram a buscar em Brasilan, através de cursos e palestras, os ensinamentos sagrados da Numerologia da Alma, ministrados no singelo Quiosque de Sapê, o Templo da Numerologia, em Brasilan.
A paisagem do Parque é deslumbrante, o quiosque, acolhedor e os conhecimentos revelados pela Numerologia da Alma, inspiradores.
Atualmente, estou ministrando, em Brasilan, um curso de iniciação à Numerologia da Alma, aos sábados de 14h às 16h30, para um grupo de 7 pessoas, tendo como templo inspirador, o quiosque de sapê.
A magia do campo, interagindo com a magia dos números, cria um clima místico, que seduz e encanta a todos que se dedicam à busca de conhecimentos, nesse contato harmonioso do homem com a natureza.
E para aqueles que procuram entender o significado da palavra Brasilan, que dá nome ao Parque e acesso ao meu blog, esclareço que sua origem está relacionada à própria origem da nação brasileira e do nome Brasil. Brasilan é o nome oculto do Brasil, contendo a chave esotérica que faz do nosso país uma nação que dará origem a uma nova consciência humana.
Brasilan poderia ser considerada a versão para a nossa língua de um termo de origem esotérica, BRAHM-TZIL, que seria traduzida por TERRA SAGRADA DE BRAHM, onde a Luz e o Raio de Brahm irão reinar. Meio complicado, não é ? Por isso, o melhor mesmo é aceitar Brasilan como o termo que deu origem ao nome dado pelos portugueses, à terra por eles descoberta. Misteriosamente, porém, já se fazia alusão ao nosso país, antes mesmo do Brasil ser descoberto, denominando-o de Brasilan. A história que relaciona a existência da grande quantidade do pau-brasil, com o nome dado ao nosso país, é uma explicação equivocada. Certamente deu-se o contrário, a árvore passou a se chamar pau-brasil, por ser originária do Brasil, tornando-se o pau do Brasil.
A nossa numerologia, além da sua origem histórica, relacionada à Antiga Grécia, também tem a sua história esotérica, a partir da localização, em Brasilan, da sede do Instituto Alma Mater, centro da difusão da metodologia pitagórica, denominada por mim de Numerologia da Alma.
Permaneçam ligados no meu blog, que continuarei narrando fatos e comentando aspectos místicos e sagrados, relacionados à magia dos números e ao lado oculto da importância de ser brasileiro.

Gilberto Gonçalves.






segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Uma análise sobre a sorte

Durante a palestra que proferi no último dia 5, no Hotel Elite, aqui em São Lourenço, voltei a comentar sobre as interpretações erradas, que muitos fazem ao analisar os números 8 e 9.
O número 8 se tornou sinônimo de ganho fácil, passando a fazer parte do arsenal da maioria dos numerólogos, para resolver os problemas financeiros de seus ambiciosos fregueses. Enquanto isso, o número 9 ganha fama de azarado ou azarento, como quem não traz sorte, além de provocar a perda de dinheiro.
Essa conclusão predominante demonstra bem o quanto a humanidade está afastada da missão espiritual, inteiramente perdida na busca de riquezas materiais e voltada para golpes de sorte, através do jogo ou de atos ilícitos.
Todos estamos acostumados a ouvir certas mães, comentando sobre o casamento de suas filhas, dizer que elas estão muito bem casadas, referindo-se às posses do genro ou à posição que ocupa numa empresa de renome. Elas não costumam chegar à mesma conclusão, quando o moço é responsável e trabalhador, mas não tem um empregão, nem ganha um salário que deixe as amigas com inveja. O bom casamento tornou-se sinal do quanto valeu financeiramente para o noivo ou a noiva, consumar aquela união.
Quando os estudiosos da numerologia estudam os números, eles não poderiam tirar conclusões diferentes dessas que balizam a vida da humanidade. Afinal de contas, a maioria deles, foi educada ouvindo esses conceitos materialistas, que dão grandes méritos e mais opções de felicidade, aos ricos ou aos que têm empregos que proporcionam altos salários. Os poucos que receberam ensinamentos iniciáticos ou que nasceram numa família que valoriza o nível espiritual
da criatura humana, sabem muito bem que o ser é mais valioso do que o ter.
O número 8, sinônimo de ganância e de ânsia pelo poder econômico, não tem em suas origens, essa conotação materialista, sendo, de fato, o arquétipo do progresso humano, a eterna busca de justiça, a incansável e persistente demanda do Graal. A peregrinação só termina, quando se atinge a consciência do 9, o humanitário, o despojado, aquele que antes de pensar em si, se volta para atender os reclamos da coletividade.
Como falar de sorte ou de azar, quando nos deparamos com dois arquétipos que simbolizam ações humanas de tamanha nobreza e dignidade ? As mentes humanas estão contaminadas das impurezas do vício da matéria inanimada, do objetivo desprovido de alma, do sentimento que se volta para o secundário, por desconhecer o principal.
Viver o 8 é ser justo, trabalhador e honesto, para que as virtudes do bom administrador e financista se manifestem nas atividades profissionais e sociais do empresário, do chefe de família e da alma progressista que está sempre enxergando mais adiante. Assumir o 9 é servir a todos, valorizar o coletivo em detrimento dos interesses individuais e se desapegar de bens materiais, tendo a consciência de que o bem estar geral se refletirá no seu bem estar pessoal.
Existem muitos livros de auto-ajuda, a maior parte deles bem intencionada, mas que não retratam a realidade, por tratarem a todos como se houvesse um padrão de felicidade.
Transcrevo, a seguir, um texto que fez parte do último curso que ministrei, abordando o tema Trabalho e Dinheiro. Espero que as pessoas interessadas no verdadeiro conteúdo da numerologia comecem a perceber que o mundo é espiritual, e que a matéria é um desafio a ser vencido, nem mais, nem menos.


GANHANDO PARA PERDER, PERDENDO PARA GANHAR...ACERTO DE CONTAS

Há muitos livros de auto-ajuda, quase todos bem intencionados, tentando levantar o astral de quem se julga um zero à esquerda. A maioria deles, porém, trata a questão sob uma ótica convencional, partindo de uma falsa premissa de que, o que é bom para uns, serve de padrão de qualidade para todos.
O princípio que norteia esse raciocínio faz crer que todos se sentirão seguros e satisfeitos, se tiverem acesso às mesmas condições culturais, profissionais, econômicas e sentimentais.
Assim, bastaria oferecer-se educação e emprego para o povo, e todos se tornariam pessoas dignas e responsáveis, alcançando-se um alto padrão de qualidade de vida. O acesso à cultura tornaria todo cidadão uma fonte inesgotável de conhecimentos, enquanto o trato amoroso dedicado aos filhos solucionaria a questão da maldade e da violência.
A realidade, no entanto, longe de confirmar essa teoria banal, mostra-nos fatos que não somente contrariam alguns aspectos, mas desmentem inteiramente essas supostas relações.
Jovens cursando universidades não são obrigatoriamente os mais generosos e menos violentos, somente por terem acesso a mais conhecimentos. Homens ricos não são os mais honestos, só pelo fato de já possuir o suficiente para viver com conforto e dignidade. Filhos de famílias bem estruturadas não estão imunes a se envolver em atos criminosos, chocando a família e a sociedade.
A sociedade, porém, insiste em se enganar, por descuido ou fantasia, como diria o poeta, e acredita-se que, colocando-se meninos de rua na escola, a criminalidade infantil vai acabar. Seguindo o mesmo raciocínio, resolve-se a questão do banditismo com maior oferta de empregos, e se melhora a saúde do povo, com o aumento do número de hospitais.
O engano de todas essas soluções está no fato de se imaginar que exista uma fórmula mágica para resolver todos os problemas, de acordo com um padrão único de comportamento.
O fator que interfere nesses pacotes fechados, levando-os ao mais absoluto fracasso, é de origem espiritual, sendo conhecido por um termo que é muito usado, mas bem pouco compreendido, chamado karma.
O karma é, na verdade, o efeito herdado por nossas almas, em função de ações praticadas em vidas passadas.
As pessoas, de um modo geral, insistem em fazer vistas grossas a essa verdade inconteste de que, cada um tem seus talentos e vocações, em diferentes níveis de evolução. Por essa razão, não existe uma receita de sucesso comum a todos.
As pessoas com missão 1, 8 ou 9 precisam tornar-se líderes e assumir comandos, não se adequando a obedecer ordens e viver subordinadas a autoridades alheias. O mesmo já não acontece com as pessoas de missão 2 ou 4, que preferem seguir lideranças. Os de missão 2 gostam de trabalhar na retaguarda, junto aos chefes, em funções de assessoria, enquanto os de missão 4 se satisfazem com a execução de tarefas rotineiras e repetitivas.
Alguns, como os de missão 7, precisam agir sozinhos, mas os de missão 6 só se sentem felizes e seguros, quando compartilham suas vidas e atividades com mais alguém.
As pessoas de missão 4 terão de se acostumar a rotinas e a só agir com lógica e razão, jamais se arriscando à toa. O oposto, porém, ocorre com os de missão 5, que precisam ser ousados, impulsivos e livres para correr riscos, tendo grande dificuldade para seguir rotinas e obedecer ordens.
Diante disso, pergunta-se : o que fazer, para tornar alguém feliz ?
A melhor auto-ajuda é proporcionar, a cada um, condições de descobrir sua missão, alertando-o sobre suas forças e fraquezas, que estarão presentes, ao longo da vida.
Pensando bem, esta nossa vida é uma questão de acerto de contas. Quem pensa estar ganhando, pode estar perdendo, e, dentre os fracassados e discriminados pela sociedade, podem estar os grandes vencedores. E para saber se estou ganhando ou perdendo, é preciso fazer apenas uma pergunta : qual é mesmo a minha missão ?
Gilberto Gonçalves