segunda-feira, 23 de março de 2009

A Conspiração Aquariana

O termo conspiração aquariana surgiu em 1980, com o livro da jornalista e pesquisadora, Marilyn Ferguson (1938-2008), no qual a autora retratou o início de uma mudança de comportamento que ela observara na sociedade norte-americana.
O título do livro surgiu, quando a autora, analisando seus estudos e pesquisas, se sentiu atraída por essa duas palavras, que não faziam parte do contexto da obra. A sensação que sentiu, quando se deparou com as transformações sociais que davam seus primeiros sinais, foi de que estava diante de uma conspiração. Isso, no primeiro momento, deixou-a um pouco assustada, por não estar preparada para lidar com uma realidade que a conduzisse a essa visão revolucionária. O tempo, porém, viria a confirmar a exatidão do termo que melhor definiria
o resultado dos seus estudos.

Em todos os ambientes, Marilyn Ferguson identificou pessoas que se enquadravam na condição de conspiradoras, agindo em cooperação mútua, como se fizessem parte de uma rede que atuava de maneira uniforme, com todas elas inspiradas num ideal comum, mas sem que disso tivessem a menor consciência.
Essas pessoas pareciam reconhecer-se por meio de sina
is sutis, de estratégias comuns e de uma identidade de propósitos, que sugeriam fazer parte de um conluio secreto.
Diante dessas evidências, a autora não teve mais dúvidas, e passou a acreditar na existência de um movimento transformador muito intenso e profundo, que não poderia ser melhor definido do que uma conspiração.
Conspirar quer dizer "respirar junto", numa
ligação íntima, harmônica e introspectiva, quase imperceptível. Era dessa forma que ela enxergava a conexão existente entre essas pessoas, que não pareciam estar ligadas a nenhum movimento, mas que se comportavam como se obedecessem a uma estratégia comum, como se seguissem uma voz silenciosa, mística e imperceptível.
Na época em que o livro foi escrito, aguardavam-se as anunciadas mudanças que seriam trazidas pela Nova Era de Aquarius. Daí a escolha da palavra Aquar
iana, para melhor definir o modelo de conspiração que estaria em curso, já que, à luz da razão, seria quase impossível explicar o que estaria acontecendo.
As estratégias adotadas pelos conspiradores eram insólitas, e surpreendiam por não estarem subordinadas a instituições políticas
ou escolas de pensamentos. Os conspiradores aquarianos possuíam uma nova mentalidade, que sintetizava o que de melhor se pode extrair da vanguarda científica e dos mais expressivos pensadores.
A grande surpresa de nossa pesquis
adora foi encontrar esses conspiradores infiltrados em todas as classes sociais, políticas e econômicas. Eles podiam ser encontrados entre os mais ilustres mestres de universidades e também entre funcionários de escolas de ensino fundamental. Eles se faziam presentes nos meios científicos, entre os servidores públicos, nos grupos de legisladores e juristas, e como artistas, taxistas, médicos, educadores, jornalistas e formadores de opinião.
Os conspiradores demonstravam uma conexão perfeita, qua
lquer que fossem seus graus de cultura ou suas classes sociais. Eles estavam sempre afinados e convictos de suas crenças, não tendo dúvidas quanto aos melhores caminhos a serem seguidos.

A autora aprofundou seus estudos, e pode perceber que os conspiradores agiam em pequenos grupos, em todas as instituições, cidades e nações. O movim
ento não era nacional, não estava ocorrendo somente na sociedade norte-americana, mas se espalhava por outros países e por todos os continentes.
Os comportamentos observados eram os mais variados, uns
mais ativistas e panfletários, outros, semeando suas idéias nos ambientes de trabalho, sem muito alarde ou confusão. Os mais ativos defendiam publicamente suas teorias inovadoras, discursando em praças ou em palanques, defendendo suas teses em assembléias ou no Congresso, escrevendo livros ou artigos para jornais. Os mais reservados eram professores humildes e idealistas, escriturários subalternos ou serventes de pouco estudo, mas todos com um senso de profunda responsabilidade em relação ao
futuro da humanidade.


Espalhados por esse mundo afora existem milhões de pessoas, sem o mesmo nível de consciência desses conspiradores mais atuantes, mas ainda assim conectadas a essa rede de transformação. Elas não se dão conta de que fazem parte dessa rede, mas estão contribuindo, cada uma do seu jeito, para que a conspiração aquariana tenha sucesso.

As crises que acontecem a todo instante são os impulsos indispen
sáveis às transformações que se anunciam. As crises sociais e econômicas, que hoje parecem desastrosas, serão as grandes soluções para a vida futura da humanidade. Os desastres ambientais, as catástrofes iminentes e as carências energéticas, que tanto nos assustam, se tornarão os mais poderosos aliados desses conspiradores, em suas lutas pela preservação da vida no planeta.
A humanidade tem a mórbida tendência de precisar conviver com as dores, os sofrimentos e as mortes, para só então valorizar a vida e aceitar mudanças. A Era de Aquarius é um tempo de vida, e não mais de morte. A sua chegada promove a grande transição entre o antigo milênio, de guerras e mortes com o novo milênio de vida, paz e amor.
A Conspiração Aquariana está em todo lugar, longe e perto, den
tro e fora, e faz de cada um de nós um bem aventurado conspirador. Que cada um faça somente o que esteja ao seu alcance, nem mais, mas também nem menos. Que não se caia no desânimo, subestimando o seu valor individual. Todos nós podemos fazer muito pelo futuro da humanidade, se fizermos o mínimo que nos cabe realizar. A receita é "cada um dá o que pode". A rede se encarrega de conectar os atos conspiratórios individuais, dando-lhes poderes de transformação, fazendo com que atinjam os pontos mais distantes do planeta.

A conspiração não é de alguns, mas de todos nós. Cada qual tem a sua visão pessoal de como realizar essas transformações, mas não pode deixar-se levar por vaidades e teimosias. Todos aqueles que almejam um mundo melhor têm de se engajar nessa rede de conspiração, que há de levar a humanidade a celebrar, enfim, a tão sonhada paz mundial.
A convocação está feita para que todos se alistem nesse grupo de vanguarda que trabalha em silêncio, sem ninguém notar, para transformar esse mundo
aflito e amedrontado. Os rebeldes se chamam conspiradores, e fazem parte de uma rede mundial, sem chefias, sem hierarquias, sem manias de grandeza.


A Era de Aquarius já chegou, a conspiração já começou.
O conspirador aquariano conspira
na Alma e se inspira no Espírito. As suas ações são místicas e ritualísticas, mágicas e alquímicas, transmutando chumbo em ouro, guerra em paz.
Os rituais sagrados são suas inspirações. As suas palavras de poder são mantras e orações.


Sacerdotes e sacerdotisas aquarianos assumam suas posições no templo, o Senhor de Aquarius se aproxima e um novo r
itual já vai começar.


sábado, 7 de março de 2009

Os rituais secretos

Ainda sob a mística inspiração das almas 7, e aproveitando a energia de um dia 7, decidi penetrar a fundo nos mistérios dos rituais secretos.
Os rituais modernos, mesmo aqueles celebrados por seitas ou ordens in
iciáticas antigas, têm todos a mesma origem, a mítica e submersa Atlântida.
Os sacerdotes atlantes foram os primeiros que deram a esses rituais uma consistência de cerimonial, criando e sistematizando os procedimentos e as rotinas que abriam e fechavam essas celebrações místicas.
Os rituais são cerimônias que buscam criar um ambiente mágico, uma esp
écie de realidade paralela, com a intenção de provocar uma alteração no nível de consciência psíquica dos iniciados.
Essas Ordens místicas, as antigas e as modernas, praticam um cerimonial para a admissão dos seus membros, conhecido como iniciação. Daí porque são chamados de iniciados, todos os membros que passaram por esse processo de aceitação como membros da Ordem.

O termo iniciação tem o seu sentido simbólico como uma busca interior, um mergulho no fundo da alma, de onde o iniciado volta com um outro nível de consciência. Há algumas divergências quanto ao significado exato do termo, mas o de ação para dentro de si, parece-me o mais sensato para expressar o processo de morte e renascimento, como ele também é conhecido.
Após um período de preparação, os postulantes eram recebidos no salão secreto do templo, onde aconteciam os rituais, e tinham d
e se submeter a diversas provas, antes de serem aceitos na Ordem.
Fechemos os olhos, por alguns instantes, e viajemos no tempo, para alguns milhares de anos atrás. E ao abrirmos os
olhos, perceberemos que estamos num salão semi-iluminado por velas e archotes, onde um grupo de pessoas, vestindo paramentos brancos, recitam e repetem mantras, criando uma expectativa tensa, nos momentos que antecedem a chegada de mais um membro da Ordem, recém aprovado nos ritos secretos.
Ouve-se bater na porta do templo que permanece fechada. A argola de ferro, presa à porta, ao ser investida contra o batente de ferro, provoca uma forte res
sonância dentro do templo, causando um efeito instantâneo no ambiente, silenciando as vozes e criando um clima de expectativa. O Grão-Mestre pergunta quem bate à porta, ouvindo-se a voz do Guardião do Portal anunciar a chegada do postulante e solicitando autorização para introduzi-lo no templo.
O Grão-Mestre ergue a voz e concede a autorização pedida.
O templo está enfumaçado e sob o efeito de ervas aromáticas, dando uma sensação estranha e intimidadora, a quem nunca dantes houvera presenciado ambiente semelhante. O Grão-Mestre conduz o processo iniciático, sob o poder de Melquizedec, que preside o ritual. A presença de Melquizedec revela que o iniciado já é um espírito evoluído, que, noutras vidas, passou por 3 processos iniciáticos, e que agora está sendo introduzido à sua quarta iniciação.
Esse iniciado pode ser qualquer um de nós, já que estamos reproduzindo e
m nossas mentes os fatos testemunhados num passado distante, como se lá estivéssemos presentes.
Passemos, a seguir, a nos sentirmos já como membros dessa Ordem Atlante, após termos sido admitidos num ritual presidido por Melquizedec. Anos depois dessa inici
ação, ousemos imaginar que galgamos todos os graus intermediários da hierarquia da Ordem, e atingimos o grau máximo de poder, o de Grão Mestre.
Cabe-nos, agora, presidir um ritual sagrado, um cerimonial secreto, que ha
verá de reunir poder em torno dos participantes, a ser empregado para a evolução da humanidade. O ritual está prestes a começar. Todos devem estar trajando seus paramentos, que são as vestimentas sagradas para uso em rituais.
O Sacerdote acende as velas e os archotes, iluminando o templo e iniciando o cerimonial de abertura do ritual. O Guardião do Portal assume o seu lugar na entrada do templo, portando com firmeza a sua lança flamejante, que impedirá a entrada no ambiente, de todas as energias estranhas e malignas. Deste momento em diante, ninguém entra no templo sem a supervisão do Guardião e a autorização do Grão Mestre. Os cavaleiros e as sacerdotisas começam a entrar no templo, vão até junto ao altar, fazem suas saudações e ocupam seus lugares. Os mantras começam a ser ouvidos e os cantos suaves e harmônicos ajudam a purificar o ambiente e preparar os espíritos para o início do ritual.
A Zeladora do Fogo entra com
a Pira, sauda o altar, a coluna da Luz e a coluna do Fogo, e depois faz a saudação às 4 direções. O Sacerdote faz, então, a abertura do ritual, recitando o mantra de saudação à Divindade e mentalizando o ícone sagrado da Ordem. As cortinas do altar são abertas e canta-se o grande mantra de exaltação ao Poder Divino, ao mesmo tempo em que o Grão Mestre adentra o templo, e todos o saúdam.
Faz-se silêncio absoluto, os olhares convergem para o altar, onde o Grão Mestre saúda os Planos Superiores, dirige uma exaltação de Poder ao Eterno, o Altíssimo, Deus Único e Verdadeiro.
A exortação do Grão Mestre tem início, conclamando a todos para concentrar suas energias em torno da Taça do
Poder Cósmico, que estará pousada sobre o altar, e que reunirá todas as energias necessárias para as transformações pretendidas pelo ritual. O Grão Mestre prega o amor e a bondade, como as únicas formas de se reunir a necessária força energética de transformação. O Grão Mestre, inspirado por seus Mentores Espirituais, faz revelações e passa ensinamentos que estão fora da esfera do conhecimento humano. Uma derradeira saudação dirigida aos cavaleiros e sacerdotisas é o sinal de que o ritual está chegando ao fim.
O Grão Mestre se desp
ede, é saudado por todos e se retira do templo. Todos repetem o mantra de fechamento, enquanto o Sacerdote cobre a Santa Taça do Poder Cósmico e fecha as cortinas do altar.
A Zeladora do Fogo retira-se, sendo saudada por todos. Um a um, todos os participantes vão retirando-se, não sem ant
es saudar o altar. O Sacerdote e o Guardião do Portal são os últimos a sair, apagando-se as velhas e os archotes e trancando-se a porta do templo.
O ritual acabou. A Atlântida vai ficando para trás, as imagens vão-se dispersando e as lembranças , se apagando. Já não somos mais o Grão Mestre, mas certamente não deixamos de ser o mestre que fomos.

Estamos de volta ao nosso tempo, sem os paramentos sagrados, sem os objetos ritualísticos, mas trazendo dentro de cada um de nós todas as conquistas iniciáticas de outras vidas. De repente, percebemos que não somos quem somos, mas que estamos quem somos.
Despertamos de um sonho, que parece a única
e absoluta realidade, para viver uma realidade, que mais parece um sonho, e, muitas vezes, um pesadelo. Dentro de cada um de nós, ressoa uma mensagem que nos liga aos rituais antigos, que nos transporta no espaço e no tempo, e que nos conecta com mundos ocultos e planos superiores, nos quais habitam nossos espíritos, enquanto nossas almas tentam convencer nossas personalidades a cumprir suas missões.
Mistérios, muitos mistérios, para essas nossas mentes ingênuas e iludidas, que não são capazes de crer nesses mistérios, que são as verdades absolutas, para acreditar no óbvio, que são as falsas verdades, fabricadas por nossos olhos físicos, que só vêem o que é denso e matéria.

Viajamos por lugares distantes, neste dia 7, fomos longe, bem longe mesmo. Muito além da Atlântida, perdida no tempo e no espaço, fizemos uma jornada até o mais profundo de nossas almas, onde está a essência do nosso verdadeiro ser. Grato pela companhia, e espero que tenham se sentido confortáveis, enquanto viajavam.
Amanhã é dia 8, é tempo de pôr novamente
os pés no chão. Durmam bem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Almas 7 - Almas monásticas

A globalização está na boca do povo. A mídia massacra as mentes com generalizações que tendem a assumir a condição de verdades absolutas. A humanidade está sendo inventariada e rotulada, e indo para as prateleiras com etiquetas padronizadas, onde constam seus modelos, números de série e preços.
Ai de quem foge à regra ou não se enquadra nos padrões ! A sensação é de que o caminho do meio foi abolido pelos novos tempos. Tudo segue uma linha de produção, e todos os humanos são colocados numa esteira que nos conduz para um destino que o "chefe de produção" determinou, de acordo com os interesses globais.
A sabedoria recomenda o equilíbrio, mas os padrões modernos aboliram esse conceito, e o efeito está sendo desastroso. A humanidade sofre com a desarmonia e o desequi
líbrio, teme os desastres e os conflitos, lamenta a violência e as injustiças, mas não é capaz de contrariar o sistema. E assim todos seguem sem rumo, em direção a um destino desconhecido, que está fora do alcance e da vontade pessoal de cada um.
E nesse mundo globalizado, orquestrado por interesses escusos e inspirado por falsas verdades, as almas 7 resistem em silêncio, caladas e solitárias, mas conscientes d
e que tudo isso está errado e que dias virão em que nada disso estará de pé.
As almas 7 são monásticas, são sacerdotisas ou monges trancados em seus templos e monastérios. As almas 7 são introspectivas e interiorizadas, mergulha
das dentro de si mesmas, em comunhão com planos distantes, muito mais sutis e ocultos do que físicos e materiais.
Pobres almas 7 que, após vidas e vidas isoladas e distantes do mun
do, dedicadas a sagrados rituais e sublimes meditações, são recolocadas no meio do povo, com a missão de passar conhecimentos e exercer a função de mestres.
Essas almas são facilmente reconhecidas, por seus exagerados perfeccionismos, por suas buscas solitárias e suas teses e filosofias contrárias aos padrões vigentes, e que as tornam figuras estranhas e mal compreendidas.
Elas buscam acima de tudo o conhecimento superior e a suprema sa
bedoria, e não aceitam as falsas verdades. Elas aspiram a perfeição, e rejeitam os remendos sociais e culturais, que satisfazem aos conformados com o poder globalizador.
As almas 7 estão no mundo, quase sempre agindo em silêncio e sozinhas, mas buscando criar novos paradigmas que hão de promover uma onda de libertação e de verdadeiro progresso, fazendo surgir uma geração bem mais consciente dos seus direitos e deveres.
Amantes da natureza e preocupadas com as espécies animai
s e vegetais que estão em extinção, essas almas filosóficas e científicas se revoltam diante da destruição ambiental e da ignorância humana na insistência do consumo de carne animal. Elas condenam a atitude da sociedade moderna, que no seu egocentrismo imagina que o planeta e os elementos dos diversos reinos da natureza existam somente para servir a ele, homem, que de humano tem muito pouco, e de divino, não tem nem idéia do que possa ser.
As almas 7, porém, têm um trabalho a realizar e missões a cumprir, e não costumam discutir seus projetos antes de pô-los em prática. As suas idéias são pioneiras e inovadoras, mas quase nunca são bem entendidas, por não serem populares ou não atingirem o baixo nível de entendimento das massas.
Os laboratórios, as salas de universidades, as bibliotecas silenciosas
, os centros de pesquisa e as instituições ambientais costumam ser seus locais de trabalho, ainda que possam atuar em qualquer espaço físico, já que possuem o poder de se abstrair de tudo à sua volta, quando se põem a pensar ou meditar.
O barulho incomoda essas almas, a desordem e a confusão deixam-nas irritadas e os ambientes hostis e violentos são prejudiciais à sua vitalidade.
Essas almas místicas e intuitivas sã
o poderosas videntes e capazes de enxergar o que os olhos físicos não vêem, por isso, muitas vezes, são acusadas de visionárias ou até mesmo loucas.
Mentalmente mais evoluídas, espiritualmente mais conscientes, intele
ctualmente mais sábias e possuídoras de poderes ocultos inimagináveis, essas almas 7 têm muito a ensinar à humanidade e muito a contribuir para a evolução espiritual da criatura humana.
O ideal dessas almas é se isolar do mundo, retirar-se para uma pequena cidade, viver junto à natureza e dedicar-se aos seus estudos, reflexões e meditação espiritual. Mas, quase todas elas estão participando do grande salto quântico que o planeta está prestes a dar, e que levará junto uma parte dos seus habitantes, mas somente os espiritualmente mais conscientes.
Incompreendidas almas 7, encarnadas em personalidades com perfis ativos e dinâmicos, que sofrem e relutam a aceitar os
padrões globais, enquanto não concluem suas tarefas de recolocar a humanidade no seu eixo espiritual.
Se alguém encontrar uma alma dessas, isolada e silenciosa, olhando para o céu e tentando enxergar os mistérios do seu mundo interior, não a incomode, não faça barulho, ela está trabalhando.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Era de Aquarius ou Quando a Lua estiver na Sétima Casa

"Quando a Lua estiver na sétima Casa/E Júpiter se alinhar com Marte/Então a Paz guiará os Planetas/E o Amor varrerá as Estrelas" (Música "Aquarius", do musical Hair)

Com este verso, a canção fazia a leitura dos astros, no momento do nascimento da Era de Aquarius, tornando-se um hino de louvor à Nova Era.
O musical Hair expressou de modo irreverente, mas com muito lirismo, o encantamento e a magia revelad
os pelos astros. Os "hippies" cantavam e dançavam no meio de um Parque, perseguidos por policiais, montados em cavalos, que acompanhavam a música em passos marciais. Era a coreografia perfeita da quebra de tradições, da rebeldia jovem contra a hipocrisia das classes dominantes. Era a revolta diante da guerra, era a insubordinação a tudo que lembrasse o velho e superado paradigma. Era a negação ao falso moralismo, a confrontação gratuita com o poder e a autoridade.
Eis que, em 14 de fevereiro de 1962, o preconizado alinhamento acontece, a Lua encontrava-se na sétima casa, enquanto Júpiter e Marte
se alinharam. Estava, enfim, consumado, o aguardado nascimento da Era de Aquarius. De acordo com o que anunciara a canção, daquele momento em diante, a Paz guiaria os Planetas e o Amor varreria as Estrelas.
Que metáforas magníficas, para anunciar um novo tempo, em que prevaleceria a Paz e o Amor ! Paz e Amor eram os termos com que os "hippies" saudavam a todos, expressando a forma aquariana de buscar soluções para as diferenças e os conflitos. Surge, então, a frase : "faça amor, não faça a guerra".
De lá para cá, no entanto, pouco, muito pouco mudou.

A mudança de consciência de boa parte da humanidade é uma constatação inquestionável, mas as mudanças de comportamento não se fizeram notar, pelo menos a ponto de derrubar antigos paradigmas de rivalidades e confrontações.
O mundo continuou em guerra, a violência urbana cresceu a níveis assustadores, a destruição da natureza se intensificou por conta da ocupação irracional das áreas de florestas e a ganância reduziu a expectativa dos mai
s miseráveis de se erguerem social e economicamente.

Agora, em 2009, no mesmo dia e mês, 14 de fevereiro, tudo se repete. A Lua esteve, novamente, na sétima Casa, e Júpiter e Marte se alinharam. Mas, uma rara concentração de planetas, que não fora observada nos últimos mil anos, veio energizar esse alinhamento, como se fosse uma be
nção dos céus, um batismo celestial, a uma Era que teria nascido há 47 anos atrás, e que permanecia "pagã".

Ah, dirão os astrólogos, agora sim, daqui pra fre
nte, tudo vai ser diferente ! Ah, não temos mais com que nos preocuparmos, dirás tu, ingênuo místico, que vive à procura de soluções fáceis e invocações milagreiras ! Tolos, repetirão os Mestres, diante dessa crédula euforia, que sempre credita aos astros as soluções, ou as culpas, de todos os problemas humanos.
As energias planetárias mudaram, não há dúvida. Quem, dentre os que dispõem de um mínimo de sensitividade, que já não se deu conta de uma aceleração no padrão vibratório do planeta ? Quem negaria uma expansão no nível de consciência de boa parte da humanidade, levando muitas pessoas a mudarem seus comportamentos, a se preocuparem com a preservação ambiental, a lutarem pelos direitos humanos, a combaterem as injustiças sociais e a adotarem outras atitudes de responsabilidade coletiva, até então inimagináveis ?
Isso é bom, muito bom mesmo ! Essas notícias são por demais alvissareiras, mas não são suficientes. A humanidade, como um todo, precisa assumir a sua missão, esquecer a ajuda dos astros, as interferências dos santos e os milagres de Deus. Se cada um não fizer o seu dever de casa, a turma inteira será reprovada. O jogo aqui é coletivo, jamais foi, ou pretendeu ser, individual. Não haverá vitórias isoladas. Ou todos ganham, ou não se salva ninguém.
Muitos que se salvarem nesta vida, reencarnarão imediatamente para socorrer os demais que se debatem no meio do naufrágio, e que estão prestes a morrer afogados. Salvar-se sozinho, corresponde àquela imagem do náufrago que nadou até a praia, e ao se sentir seguro exclama : "agora que eu me salvei, deixa eu ir lá, salvar os outros".
A Era de Aquarius chegou, não importa se agora, ou há 47
anos atrás. Mas, ela é uma opção para a evolução humana, já que o planeta entrou numa fase evolutiva, de expansão do seu padrão vibratório. Mas, como diziam nossos avós lusitanos, "não são favas contadas".
Ou cada um faz a sua parte, ou o planeta prosseguirá no seu processo de evolução, enquanto a humanidade vai sendo descartada para outros mundos, inferiores e muito mais densos. Lá, os padrões vibratórios estarão mais adequados a quem só pensa no dinheiro e no poder, e acredita que para ser espiritualizado basta seguir uma religião, rezar uma oração, ter alguma visão, decorar um livro sagrado, participar de um ritual mágico, ou coisas do gênero.
A Era de Aquarius, sem dúvida, já chegou, mas as mudanças ainda não. Elas não virão com os astros, apesar de ser um excelente sinal,o fato da Lua estar na sétima Casa. Elas não virão com interferências externas, ainda que seja esperançoso o alinhamento de Júpiter e Marte. Elas também não virão com o Avatara de Aquarius, que como já disse numa postagem anterior, não encarnará como ocorreu com Jesus, o Avatara de Peixes, e ser também crucificado.

Elas dependerão de nossas atitudes, de Paz e Amor...só que dessa vez não pode ser apenas um ato de rebeldia contra o sistema, mas terá de ser uma ação consciente, para corrigir tudo que até hoje o homem destruiu, e construir um mundo novo, bem diferente de tudo que até então o homem valorizou.
Quando isso acontecer, a Era de Aquarius deverá, enfim, estar completando a sua maioridade. Oxalá, e que assim seja !

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Os Tulkus

O tulkuismo é muito pouco conhecido fora do esoterismo budista, sendo um termo bem íntimo dos lamas do Tibete, que o utilizam para expressar a linhagem de seres que se ligam a um Ser Central. Dentre esses, o primeiro na linha direta de descendência do Dalai Lama, seu Chefe Supremo, será o seu substituto, quando este vier a falecer.
Os monges saem, então, em peregrinação pelo mundo afora, tentando encontrar o tulku do seu líder espiritual recém falecido. Esse tulkuismo é o de sentido vertical, formado por seres preparados para receber estados de consciência de um Ser espiritualmente muito evoluído.
De um modo geral, os ocidentais costumam fazer confusão, quando tentam expressar essa busca por um ser "de origem divina". As aspas ficam por conta de dar um sentido religioso ao ato em si, tomando-se a palavra religião no seu aspecto primário, de religar o homem à divindade. Afinal, todos os humanos, de um modo abrangente, são criaturas geradas por uma vontade superior, logo divinos somos todos nós.
A confusão fica por conta da dificuldade de entender o processo do tulkuismo. Os tulkus são extensões, quase sempre em número de sete, de uma mesma individualidade, que é o verdadeiro repositório das experiências adquiridas. As diversas personalidades encontram-se conectadas entre si, e ligadas a esse Ser Maior, que dispõe de um estado de consciência altamente evoluído.
Os tulkus horizontais pertencem ao plano físico, e seus corpos estão preparados para que neles vibre, ocasional ou permanentemente, a consciência de um Ser também espiritualmente evoluído, que irá levá-los a influir em diversos setores das atividades humanas. Os tulkus horizontais costumam ser, geralmente, verdadeiros sósias, uns dos outros, como se fossem irmãos gêmeos, apresentando as mesmas tendências psíquicas e emocionais, encontradas em gêmeos uni-vitelinos.
Os tulkus horizontais, portanto, possuem missões relacionadas à evolução da criatura humana, em suas atividades no plano físico. Esses grupos tulkuistas agem em diversas áreas da sociedade, sob a regência de um comando superior, com a intenção de inspirar novas conquistas e favorecer a evolução da humanidade.

Os tulkus verticais pertencem ao plano espiritual, e permanecem sintonizados com frequências vibratórias de elevado padrão de consciência, cuja missão é expandir o nível de consciência espiritual da criatura humana. Os tulkus verticais, de um modo geral, não interferem nas atividades do plano físico, mantendo o seu foco em ações e revelações, inteiramente voltadas para o despertar das consciências humanas, no que se refere ao progresso espiritual.
Desta forma, poderemos perceber que, os monges do Tibe
te, em suas buscas, dedicam-se a encontrar o tulku vertical, que esteja sob a influência do mesmo Ser Superior que era a fonte de inspiração do Dalai Lama falecido. Se o jovem, enfim localizado, é efetivamente a reencarnação do Mestre, talvez possa deixar dúvidas, mas que seja um tulku vertical ligado ao mesmo estado de consciência que o inspirava em vida, aí não haveria qualquer dúvida, diante das evidências colhidas durante o processo de busca.
O meu mestre físico que realizou este estudo, do qua
l faço esta releitura, chamava a nossa atenção para que não se confundisse o tulkuismo com a mediunidade. O tulkuismo tem sua origem nos Grandes Mistérios das Manifestações Avatáricas, relacionados aos Avataras Cósmicos e Planetários, incluindo suas Colunas, Hierarquias e toda a sua Corte Celestial. A mediunidade é um estado psíquico de consciência espiritual, relacionado aos processos de resgates kármicos, em que dons e talentos se voltam para o ato de servir ao próximo, a fim de se redimir dos erros do passado. Assim se comportam os mediuns, na ânsia de se livrar dos karmas, às custas de renúncias e sacrifícios.
O processo de canalização, porém, está tomando aos poucos o lugar dos fenômenos mediunicos, fazendo, de cada um, seu próprio medium ou vidente que saberá distinguir a verdade, por enxergar com seus olhar hiperfísco o que os olhos físicos não conseguem ver.

Dizia o meu mestre que já não é mais tempo de se recorrer a incorporações, em busca de curas ou conselhos. As verdadadeiras ações de cura, segundo ele, sempre tiveram suas origens nos planos superiores, por obras de Seres altamente evoluídos, os Devas Curadores ou Espíritos de Cura, sob a liderança do excelso Arcanjo Rafael. As entidades que se dizem curadoras, e que tomam a consciência dos mediuns, não somente estariam enganando aos que nela acreditam, mas enganando-se a si mesmas, por crerem possuir tal poder.
O grande despertar da consciência planetária há de levar todas as criaturas humanas
a se tornarem, num tempo futuro, tulkus das Sublimes Consciências Cósmicas, fazendo-se mestras de si mesmas, curadoras dos seus próprios karmas e não mais dependentes de forças externas ou interferências psíquicas de seres desencarnados.
Enquanto essa consciência divina não assume o comando de nossas almas, integrando-as em definitivo ao Espírito, devemos ir nos libertando de todas as práticas que fujam ao nosso controle e que nos coloquem na dependência de energias ou fenômenos estranhos e alheios às nossas vontades.
Quem sabe se um de nós já não é um tulku vertical, ou, pel
o menos, um honesto e digno tulku horizontal, agindo dentro da família, no trabalho ou na comunidade em que vivemos ! E se assim for, será preciso estar ligado e sintonizado 24 horas, com o transmissor espiritual que transmite os recados das consciências superiores que regem nossas vidas.

Assim sendo, vez por outra, fique em silêncio, aquiete a mente, e aguarde a mensagem. Um dia, ela chegará.


sábado, 31 de janeiro de 2009

Os Avataras

O Avatara é uma encarnação divina, nascido entre os homens, para a evolução da criatura humana.
Os Avataras são consciências cósmicas, projeções do poder divino que assumem corpo físico, com a finalidade de ajudar a humanidade a adquirir experiências evolucionais.
As manifestações avatáricas são cíclicas, ocorrendo em períodos definidos de tempo, de cerca de 2.160 anos, que correspondem a uma Era Zodiacal.
A cada Era Zodiacal, no momento da entrada do signo, ocorre a manifestação avatárica integral, como ocorreu no início da Era de Peixes, com a manifestação da consciência cósmica crística em Jesus, o Cristo.
Durante a Era Zodiacal, além da manifestação avatárica integral, ocorr
em diversas avatarizações parciais, a cada sub-ciclo, ou quando se faz necessário, de acordo com os ditames da LEI.

As chamadas avatarizações divinas não acontecem somente no plano místico-espiritual, mas também em diversos outros campos da atividade humana. Guerreiros, sacerdotes, cientistas, artistas, filósofos, políticos e até pessoas simplórias e com pouco estudo podem ser, cada qual na sua área de influência, um desses avataras parciais.
Esses seres cósmicos, Avataras integrais ou parciais, assim como s
eus adeptos e mestres, vêm atuando junto à humanidade por idades sem conta, num majestoso trabalho evolucional, a que a tradição iniciática costuma denominar de OBRA.
As manifestações avatáricas obedecem a ciclos e ritmos cósmicos, de acordo com as diretrizes do PLANO DIVINO. Os Avataras e sua corte são expressões do PODER DIVINO, e se utilizam dos corpos físicos humanos, para a realização de suas missões na face da Terra. Esses corpos precisam ser preparados cuidadosamente, ou no retiro de Ordens Secret
as ou em locais de elevado padrão vibratório, onde receberão todos os cuidados e atenção dos seres hiperfísicos, que lhes darão a indispensável cobertura, em todos os sentidos. Assim aconteceu com grandes Mestres como Pitágoras, Sidarta Gautama e Jesus, enquanto neles se manifestavam as consciências cósmicas superiores, avatarizadas em seus corpos físicos.
A história secreta da evolução planetária narra situações semelhantes, em diversas épocas diferentes, mencionando fatos ocorridos com seres avatariz
ados que, assim como o Buda e o Cristo, tinham missões divinas a serem vivenciadas junto à humanidade.
Existem, porém, ocorrências de avatarizações momentâneas, quando o veículo físico é utilizado para um determinado trabalho, sem que aquele que cede o co
rpo tenha consciência do fato em si. A consciência cósmica ocupa momentaneamente o corpo físico escolhido, enquanto a consciência humana é retirada do corpo, até que a missão seja concluída. Que não se confunda esse fenômeno com a mediunidade ou a incorporação de entidades, que são manifestações astrais ou anímicas. Na maioria das vezes, esses processos são confundidos, provocando tremendas confusões e misturando-se as linhas de trabalho. Cada um deve seguir o seu caminho evolutivo, dentro do seu nível de consciência espiritual, nem mais, nem menos.
As avatarizações momentâneas podem ocorrer por períodos de tempos variáveis, conforme a extensão do trabalho a ser desenvolvido pela consciência avatá
rica. E isso pode ocorrer também através de veículos físicos diferentes, que seriam utilizados por uma consciência cósmica única, e agindo em regiões diferentes do planeta. Não é incomum acontecer que, num certo momento, diversos corpos diferentes estejam sendo utilizados por uma mesma consciência superior.
Essas avatarizações momentâneas são utilizadas, geralmente, em situações emergenciais, quando os "circuitos" costumeiros encontram-se sobrecarregados, desalinhados ou com algum outro problema. Nesses momentos, o potencial energético av
atárico é ativado, para depois de cumprir suas tarefas, ser desativado e retirado. Assim se explicam o surgimento de líderes meteóricos, que surgem de repente, para depois se calarem para sempre. Muitos deles, porém, continuam pregando e liderando grupos, como se ainda dispusessem da antiga consciência superior, correndo o risco de ser utilizado por seres malignos e destrutivos. Com isso, não se quer dizer que, depois de servir à LEI, o corpo físico é abandonado à própria sorte, sem proteção ou cobertura. Mas, o livre arbítrio sempre prevalece em qualquer situação, e muitos desses seres, após serem despojados daquela consciência superior, continuam fingindo que ainda dispõem do poder e passam a iludir seus adeptos. Às vezes, esses transgressores são retirados do plano físico, por um acidente fatal ou mediante uma morte súbita, para que os seus veículos superiores não se percam completamente.


Estas revelações jamais haviam sido divulgadas ao mund
o profano, antes do maravilhoso trabalho da extraordinária Helena Petrovna Blavastky e de seus seguidores da Sociedade Teosófica.
No Brasil, coube ao Professor Henrique José de Souza rev
elar os pormenores dos grandes segredos dos Avataras, ainda que com as necessárias restrições esotéricas, como determina a LEI. Esse estudo ainda não foi bem compreendido, nem mesmo por seus seguidores, que, em sua maioria, não souberam ser continuadores do seu trabalho.
O conteudo deste texto foi extraído a partir de uma re
leitura dos escritos do meu mestre físico, o Professor Seixas, datados de 15 de setembro de 1983, e publicados no Círculo Hermético Solaris, quando do centenário de nascimento do Professor Henrique José de Souza, fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece





Os discípulos reunidos num espaço sagrado estavam prontos, então o mestre apareceu !
Aconteceu em São João da Boa Vista, uma cidade paulista, juntinha de Poços de Caldas, que é uma cidade mineira com cacoetes paulistas.
São João da Boa Vista é uma cidade com nome de santo,
que passa a sensação de estar sob a proteção dos anjos. João foi o apóstolo místico, dentre os doze seguidores do Cristo. A "boa vista" dá-me a impressão de ser uma alusão esotérica à visão oculta que somente os iniciados são capazes de desenvolver. Os místicos a chamam de 3ª visão, aquela que permite ver o que os olhos físicos não enxergam.

A justificativa exotérica faz referência à vista que se tem da serra da Mantiqueira, a serra que chora, como os índios a chamavam. Os iniciados sabem muito bem que, por trás de um mistério, existe sempre uma explicação lógica, para satisfazer os céticos ou encobrir o sagrado.

Eis que o povo dessa terra sagrada vive um momento d
e inegável expansão da consciência , e muitos dos que sentem esse forte despertar da espiritualidade estão reunindo-se em busca dos mestres. Eles ainda não se deram conta de que são os seus próprios mestres ou os mestres de si mesmos.

A força de atração magnética irradiada por São João
está levando inúmeras almas nobres das cidades vizinhas a buscar conhecimentos nas terras da Boa Vista, onde a terceira visão se faz presente em ritos de passagem, que vão desde uma sagrada posição de ioga até uma revelação sobre os mistérios da numerologia.

Imbuídos desses sentimentos e inspirados por seus Mestres, estiveram reunidos nos dias 24 e 25 de janeiro último, 15 seres ilu
minados em busca de um mestre. Mal sabiam eles que a mim só caberia despertar neles o poder de se reconhecerem discípulos de si mesmos. E assim foi feito.

Ana Flávia, Bárbara, Cláudia, Daniele, Denise, Fernand
a, Hélio, Hélita, Kátia, Patrícia, Patrícia Cristina, Renato, Rita, Vanja e Yoko disseram "presente" à convocação da Maria da Glória, uma líder admirável que reune à sua volta esses seres de elevado padrão de consciência espiritual.
A comunhão desses discípulos com os ensinamentos d
a doutrina numerológica de Pitágoras demonstrou que todos já eram matemáticos, e que faziam parte da moderna Ordem Iniciática, que está sendo reconstruída a partir dos conhecimentos místicos da Numerologia da Alma.
Os discípulos não estiveram lá para aprender, mas para relembrar o que já sabiam. As lembranças dos aprendizados de outras vidas afluíam com naturalidade à mente de cada um, e cada nova revelação era recebida e
assimilada com o mesmo entusiasmo de uma criança que reencontrou um brinquedo perdido.
Os momentos de convívio relembrou-lhes as vidas compartilhadas em suas existências passadas. Os ensinamentos que eu lhes passava faziam-nas imaginar-me o mestre, quando eu ali estava só para transportá-las até os seus verdadeiros mestres, que habitam suas mentes e seus corações.
Do lado de fora, falando e se
movimentando, eu era um discípulo como elas. Dentro de suas almas, havia os seus mestres espirituais, que eram elas mesmas num estado de consciência superior. Obediente às ordens do Mestre Pitágoras, passei-lhes os conhecimentos ocultos da Numerologia da Alma, que não estão disponíveis para todos, mas somente para alguns poucos iniciados, autorizados a acessar os segredos de seus mistérios.
Em pleno extâse místico, todos penetraram nos mistérios, e se sentiram tocados pela sabedoria oculta da doutrina secreta. Agora, nenhum daqueles discípulos que, durante dois dias, fizeram juntos a peregrinação ao santuário sagrado da Numerologia da Alma, se sente a mesma pessoa, consegue se ver como era antes. Deu-se a iluminação, a alma deles está mais brilhante, suas mentes mais sábias e seus corações mais generosos.
Sinto que mais uma etapa da minha missão foi cumprida. Mas ai
nda são tantas as que me aguardam mais adiante que não posso descuidar-me. De olho nos novos discípulos, ainda seduzidos pelos encantos da magia, sigo em frente sem perdê-los de vista, mas sem desviar-me do foco da missão.
A minha peregrinação não tem fim, pois o
s novos discípulos me chamam. Há muitos discípulos prontos nesse mundo, aguardando os emissários dos Mestres aprecerem. Ser um desses emissários é a minha missão, ainda que muitos me julguem um mestre. Mas, um dia eles se reconhecerão tão mestres quanto eu sou um humilde emissário, um mero portador da mensagem.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Prêmio Dardos

O escritor é um eterno peregrino, em busca da alma de cada um dos seus leitores. Um breve comentário sobre a sua obra, vale mais do que livros vendidos. Mas, quando é surpreendido pela premiação dos seus escritos, e se dá conta de que o prêmio é um sincero reconhecimento de uma de suas mais assíduas leitoras, então o seu sentimento de realização é completo.
É sobre este sentimento que estou aludindo, após a indicação ao Prêmio Dardos, da parte da Perséfone-Hades, autora de um blog que é escrito, muito mais com a alma, do que com as mãos.
A distinção do meu blog, dentre tantos outros que ela conhece e acessa em sua busca de valores, é uma homenagem que não posso deixar de assumir, sem um enorme sentimento de responsabilidade, quanto aos escritos futuros.
Agradeço a Perséfone pela indicação, e espero corresponder aos leitores que, induzidos pela premiação, visitem o meu blog, daqui para frente.
Ao premiado cabe indicar os blogs que considera merecedores de idêntica distinção, e o faço a seguir, não sem me desculpar pela econômica lista, que não se justifica pela ausência de valores, mas pela minha pouca experiência no convívio com esses valores ausentes.
Flora da Serra : pelo conteúdo psico-espiritual, de cada uma de suas abordagens nostálgicas de sua relação com parentes e amigos, e com os costumes e tradições de diversas épocas da sua vida.
Via Tarot : pela profundidade das análises de cada lâmina, que é retirada diariamente, e que ganha uma interpretação descomplicada para os fatos diários, sem que se perca o conteúdo místico das cartas do tarot.
Pistas do Caminho : pela riqueza de informações sobre pistas a se trilhar, que podem levar-nos por diversos caminhos, pois não é outra a intenção do autor senão fornecer pistas, sem escolher por onde ir ou onde chegar...que cada um faça a sua própria escolha.
Se não fugisse às regras da premiação, a quarta indicação iria para o blog Reflexos de Persefone Hades, um recanto repleto de sentimentos e emoções, que alternam uma clareza contundente com um hermetismo solitário e impenetrável.

Que cada um dos premiados faça a sua reflexão, e saia em busca de outros justos merecedores desse Prêmio, que hão de se somar a nós que fomos lembrados até agora.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2009 - Um ano de mestre

Tempo e espaço são regidos por ciclos. Movemo-nos com todo o Universo em ciclos definidos, com diferentes medidas de vibração. A cada doze meses, tem início um novo ciclo universal, com energias vibratórias próprias. Daí, pode-se concluir que, a cada ano, as oportunidades e as experiências se revestirão de novos padrões vibratórios. Com isso, acontecimentos e atividades se renovam, oferecendo condições mais ou menos propícias a determinadas formas de comportamento.
A soma dos algarismos do ano deve ser reduzida a um número simples, para que possamos conhecer o número que rege o ano universal. O padrão vibratório do ano influencia nas ações de todos, porém cada qual tem o seu ciclo pessoal, em função do dia e do mês do seu nascimento.
Estamos saindo de um ano 1, mas não estamos no limiar de um ano 2, como seria de se imaginar.
A soma dos números de 2009 dá 11, que é um número mestre, e número mestre não se reduz.
Os números mestres expressam um padrão vibratório muito superior aos números comuns, o que nos induz a pensamentos e atos de conteúdo espiritual.
Os anos mestres, como será o próximo ano, são governados por energias com padrão vibratório de forte poder inspirador e idealista. As atitudes a serem adotadas nesses anos têm de ter uma conotação generosa e caridosa, inspiradas nas ações dos grandes mestres que já passaram por este nosso planeta.
Os mestres são seres de elevado nível de consciência que encarnam entre nós, para facilitar e acelerar o processo de evolução da humanidade. Os anos que possuem as energias dos números mestres proporcionam toda sorte de oportunidades para que a humanidade cresça sob o aspecto espiritual e acelerem o seu processo de evolução. Essas oportunidades estarão ao alcance de todos nós, ao longo de 2009.
As pessoas não devem estranhar se fortes mudanças nos hábitos e costumes da sociedade moderna vierem a ocorrer durante o ano vindouro. As pessoas estarão mais sensíveis às mensagens religiosas, e mais preocupadas com o seu futuro espiritual. As seitas e religiões ganharão novos adeptos, mas ocorrerá também o despertar de novas crenças, com o aumento da sensitividade das pessoas e o maior interesse nas buscas espirituais místicas.
As religiões cristãs terão um grande impulso de crescimento, mas perderão muitos adeptos que serão atraídos por práticas espirituais independentes, livres de um jugo papal ou pastoral. As pessoas despertarão para suas vocações divinas, e muitas não mais precisarão que lhe digam o que seja virtude ou pecado, pois serão capazes de concluir por conta própria.
O ano novo traz para o mundo uma efetiva esperança de paz, com muitos líderes surgindo do nada, atraindo para si a fama e o respeito.
As práticas ambiciosas e egoístas resultarão em fracassos dolorosos, punindo os faltosos com muitas dores e sofrimentos. A insistência pela maldade e violência destruirá os sonhos e o futuro de muita gente. Que ninguém se descuide de sua vida espiritual, que todos tratem de se ocupar com o bem estar alheio!!! Ai dos que não seguirem o novo padrão vibratório ! Pobres dos que insistirem nas velhas e condenáveis práticas de dominação e autoritarismo !
Felizes dos que abraçarem as boas causas, agindo com justiça e amorosidade! Sábios os que seguirem pressentimentos e intuições, sem nenhuma exitação !
Os conselhos deverão ser dados e as lideranças exercidas, sem vacilação. Os líderes se farão mestres, os mestres se tornarão inspiração para novas lideranças.
As mentes serão ativadas a níveis psíquicos muito intensos, que precisarão ser bem dosados.
A tendência de se falar em final dos tempos deverá ser intensificada, pois muitos receberão os sinais, mas não saberão entendê-los. Muitos se preocuparão com a salvação das suas almas, mas procurarão um salvador fora de si, e se sentirão sozinhos e perdidos.
Cada um terá de assumir a sua evolução espiritual, sem depender de nada, nem de ninguém.
Os mestres de outras eras deverão servir de inspiração e conforto, porém não de muletas em quem se apoiar. Cada qual terá de se tornar seu único e verdadeiro mestre. Nem padres, nem pastores, nem gurus, nem magos, ninguém senão cada criatura humana poderá ser responsável por sua evolução espiritual, durante esse ano sagrado, e consagrado à expansão do nível de consciência planetário.
Exaltemos os mestres de todas as eras, que inspiraram nações e religiões. Eles não encarnaram entre nós para serem adorados como deuses, mas para servirem de modelos para as gerações futuras.
Evitemos repetir esses mesmos erros de outros tempos, transferindo para deuses e santos a nossa evolução espiritual, enquanto sentamos à margem da vida, esperando por resgates e salvação.
Pitágoras deixou-nos a geometria sagrada, revelando a linguagem criadora divina. Lao-Tzé ensinou que Deus está em tudo, porque nada existe que não possua a energia divina. Krishna alertou que existem momentos na vida que não nos cabe questionar a vontade divina, pois somos meros instrumentos dessa vontade superior. Gautama, o Buda, abandonou a riqueza e a realeza, e saiu em busca da iluminação e da comunhão com o divino. Jesus pregou o amor e o perdão, como a única condição para a paz no mundo. O Conde de Saint-Germain tentou evitar a queda da Família Real na França, que era portadora de um grande segredo místico, relacionado ao futuro do planeta, mas foi impedido por forças ocultas, que expressavam o lado sombrio da evolução.
O planeta Terra tem sido cenário de grandes embates, entre os poderes evolutivos e as forças destrutivas, que ocorrem fora do nosso nível de compreensão.
A incompreensão não pode ser motivo para justificar a decadência da raça humana, nem o progresso, os seus atos de destruição.
A chegada de um ano de mestre é uma oportunidade prática para que façamos uma grande revolução espiritual em nosso mundo. Se soubermos surfar nas energias sutis e amorosas das ondas espirituais que estarão caminhando para as nossas praias, então nada será contra nós, e nós seremos a favor de todos.
Não confiem nos milagres dos santos, pois eles já gastaram os seus estoques milagreiros. E também não fiquem olhando para o céu, em busca do fogo do Espírito Santo ou do brilho de uma nave de resgate.
Se algo pode ser feito, que seja durante o ano de 2009, um ano de mestre, quando espiritualismo e religiosidade haverão de prevalecer sobre qualquer outro poder.
As energias estarão no ar, mas nada será feito sem a participação da humanidade. Se nadarmos a favor da maré, fluiremos em estado de graça, sem que nada nos atinja. Se nos opusermos ao sentido da energia reinante, e continuarmos só agindo em benefício próprio, morreremos afogados na praia, e não haverá salva-vidas que dê jeito.
Uma outra chance semelhante, só daqui a 9 anos, e até lá, quem sabe o que nós já teremos aprontado por aqui !

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Saint Germain - o mítico e o místico







"O Conde de Saint Germain foi certamente o maior adepto oriental que a Europa viu nestes últimos séculos"
Helena Petrovna Blavatsky (Theosophical Glossary)





Em seu livro sobre o filósofo e místico
Saint Germain, a escritora Isabel Cooper-Oakley insere no seu Capítulo I esta citação de Blavatsky, que expressa o pensamento dessa figura antológica que foi, e ainda é, considerada a mais extraordinária médium de todos os tempos.
Helena Blavatsky foi uma criatura estranha a esse mundo, onde viveu encarnada por 60 anos, de 1831 a 1891. Ela nunca se sentiu muito à vontade no seu papel de canal do
s Mestres, mas cumpriu a sua missão, é verdade que, não sem resmungos e protestos.
Em seu livro A Chave da Teosofia, ela relata que nos últimos 25 anos de cada século, os Mestres procuram ajudar o progresso espiritual da humanidade, estimulando o surgimento de intensos e expansivos movimentos espirituais. Esses movimentos são liderados por seres que têm a missão de passar conhecimentos ocultos e acelerar o processo de evolução da humanidade.
Dentre essas figuras, Blavatsky considerava Saint Germain o maior de
todos os adeptos, afirmação que certamente seria inspirada por seus Mestres, que com ela conversavam em tempo quase integral.


O Coronel H.S. Olcott, que foi o 1º presidente da Sociedade Teosófica, escreveu um artigo no The Theosophist Journal, em sua edição de 190
5, em que comparou os dons e os poderes místicos de Blavatsky aos de Saint Germain.
Olcott se refere a Saint Germain como uma das figuras mais impressionantes e admiráveis da história moderna. E ressalta a sua vocação de viver entre o esplendor das mais brilhantes cortes européias, sobressaindo-se acima de reis, nobres, filósofos, estadistas e homens de letras, na majestade de seu caráter pessoal e na profundidade dos seus conhecimentos, não somente dos mistérios da Natureza, mas também da literatura de todos os povos e épocas.



A menção feita por Olcott ao livro de Isabel Cooper-Oakley, O Conde de Saint Germain, como fonte de suas ideações e convicções, levou-me à minha biblioteca, onde guardo essa obra literária como se resguarda uma obra sagrada. Li e reli diversos trechos que me ajudaram a melhor acompanhar as alusões feitas por Olcott, aos feitos de Saint Germain e às suas semelhanças que ele, Olcott, buscou identificar com tudo que estava acostumado a testemunhar no seu convívio com Blavatsky.
Em seu livro, a Sra. Cooper-Oakley destaca o prazer que o Conde sentia de confundir a nobreza da corte de Luis XV, e mais tarde de Luis XVI, com seus títulos de nobreza e nomes assumidos , sem que fosse possível confirmar suas origens e descendências. E o que mais intrigava a todos era o fato de que o Conde parecia imune ao tempo, circulando na corte francesa com a mesma aparência, como menciona a Sra. Cooper-Oakley, apoiada no testemunho da Mme. d'Adhemar em seu Souvenirs sur Marie Antoinette, escrito em 1836.
Entre 1710 e 1822, o Conde mantinha a aparência de um homem de 50 anos, se apresentando sob diversos nomes e títulos de nobreza, como Marquês de Monferrat, Conde Bellamarre ou Aymar, em Veneza; Cavalheiro Schoening, em Pisa; Cavalheiro Weldon, em Milão e Leipzig; Conde Soltkoff, em Gênova e Livorno; Conde Tzarogy, em Schwalbach e Triesdorf; Princípe Ragoczy, em Dresden e Conde de St. Germain, em Paris, Haia, Londres e São Petesburgo.
Um escritor contemporâneo do Conde assim o descrevia :"Ele parece ter cerca de 50 anos, não é gordo nem magro, tem uma agradável expressão intelectual, veste-se com muita simplicidade, mas com bom gosto; usa os melhores diamantes em sua caixa de rapé, no relógio e nas fivelas. Grande parte do mistério de que se rodeia deve-se à sua liberalidade principesca. Dizia-se que ele falava inglês, alemão, italiano, português e espanhol muito bem, e o francês, com sotaque piemontês".

A sua ascendência era inteiramente desconhecida, havendo muitas especulações, mas nenhuma certeza. Nobre, filho natural de um rei de Portugal ou de um princípe da Transilvânia, ou talvez descendente de um banqueiro espanhol ou de um coletor de impostos de Rotondo. Muitas suposições, nenhuma confirmação.
Na corte francesa, ele aparecia na casa de Mme. Pompadour, com a mesma aparência que tinha quase 50 anos atrás, quando vivia em Veneza, por volta de 1710. Uma velha condessa perguntou-lhe se fora o pai dele que ela conhecera naquela época, em Veneza, e o Conde respondeu-lhe com absoluta naturalidade e despreocupação : "Não, madame, há muito tempo perdi meu pai. Eu mesmo vivi em Veneza, e tive a honr
a de cortejá-la na época. A senhora foi muito gentil e costumávamos cantar juntos".
A senhora condessa alegou que aquilo era impossível, pois o Conde deveria ter, então, a mesma idade que tinha agora, em torno de 45 anos. O Conde não se fez de rogado, e respondeu-lhe : "Madame, eu sou muito velho". E era assim que ele circulava pelos salões dos palácios, fazendo-se protegido dos reis, amados pelas damas da corte e invejado
s pelos ministros e secretários.

Um dia, ele tentou salvar o reino da derrocada,
alertando Maria Antonieta do perigo que se aproximava. Mas, tudo em vão, as intrigas e as maledicências contra o Conde fizeram-no se afastar da França, e avisar à sua amiga Mme. d'Adhemar que "não posso fazer nada, minhas mãos estão atadas por alguém mais forte do que eu... Está tudo perdido, condessa! Este sol é o último que cairá sobre a monarquia. Amanhã ela já não existirá mais, o caos prevalecerá, haverá uma anarquia sem igual..."
Assim eram as aparições dessa figura mística e poderosa, que antecipava os acontecimentos e que enxergava o futuro como se para ele não existissem nem espaço, nem te
mpo.



Olcott, em seu artigo, cita ainda o registro feito pela conceituada Correspondance Littéraire, que considerava o Conde de Saint Germain "o
homem mais ilustrado que jamais se vira".


"Ele conhecia todas as línguas, toda a história, toda a ciência transcendental; não aceitava presentes ou patrocínios, e recusava todas as ofertas disto, dava prodigamente, fundou hospitais, e trabalhava sempre, e sempre arduamente, pelo benefício da raça."

"Temos várias descrições da aparência pessoal do Conde de Saint-Germain, e embora elas difiram um pouco nos detalhes, todas o descrevem como um homem de saúde radiante, e de inalterável cortesia e bom-humor. Suas maneiras eram a perfeição do refinamento e da graça".



"Era consenso quase universal que ele tinha uma graça e cortesia de maneiras encantadoras. Ele apresentava em sociedade, além disso, uma grande variedade de dons, tocava vários instrumentos musicais excelentemente, e às vezes demonstrava faculdades e poderes que beiravam o misterioso e o incompreensível. Por exemplo, um dia ele lhe tinha ditado os primeiros vinte versos de um poema, e os escreveu simultaneamente com ambas as mãos em duas folhas separadas de papel – e ninguém presente poderia distinguir uma folha da outra".


"As histórias da época todas falam de Saint-Germain e do importante papel desempenhado por ele na política do momento de mais de um reino. Assim é dito que ele teve muito a ver com a ascensão da Imperatriz Catarina ao trono da Rússia. Ele foi amigo íntimo de Frederico o Grande da Prússia, de Luís XV da França, do Landgrave de Hessen, e de vários príncipes e de outros grandes nobres. Por muitos anos ocupou um grande lugar no pensamento público de várias cortes e nações, mas, de súbito, no ano de 1783, desapareceu da vista pública com o mesmo mistério cercando sua retirada de cena que cercara sua aparição. Não temos registro de seu destino, além da declaração de seu amigo, o Príncipe de Hesse-Cassel, de que ele falecera em 1783, durante alguma experiência química em Eckenford, perto de Schleswig. Não há absolutamente nenhum registro histórico da doença final ou morte deste homem que, por tantos anos, agitou as cortes européias, nem uma só palavra sobre a destinação de sua alegada fortuna colossal, em gemas e ouro, que ele sempre tinha consigo. Como diz Léclaireur: "Um homem que teve uma carreira tão brilhante não pode se extinguir tão subitamente de modo a cair no esquecimento". (H.S.Olcott)

"Além disso, como o mesmo autor diz: "É relatado que ele teve uma entrevista com a Imperatriz da Rússia em 1785 ou 1786. É relatado que ele apareceu à Princesa de Lamballe quando ela estava diante do tribunal revolucionário, logo antes que cortassem sua cabeça, e para a amante de Luís XV, Jeanne Dubarry, enquanto ela esperava o golpe mortal, em 1793. A Condessa d’Adhémar, que morreu em 1822, deixou uma nota manuscrita, datada de 12 de maio de 1821, e presa com um alfinete ao manuscrito original, onde diz que "vira o Sr. de Saint-Germain diversas vezes depois de 1793, a saber, no assassinato da Rainha (16 de outubro de 1793); no 18 Brumário (9 de novembro de 1799); no dia seguinte à morte do Duque d’Enghien (1804); no mês de janeiro de 1813; e na véspera da morte do Duque de Berri (1820)". Deve ser observado paralelamente que estas últimas visitas à sua amiga, a Condessa, depois de seu desaparecimento de Hesse-Cassel e sua suposta morte, podem ter sido feitas da mesma maneira que a do Mestre a mim mesmo em Nova Iorque – no corpo astral projetado; pois temos, no artigo da Srª. Cooper-Oakley, uma citação das Memoirs de Grafer, a declaração de que Saint-Germain disse a ele e ao Barão Linden que deveria desaparecer da Europa por volta do final do século XVIII, e mudar-se para uma região dos Himalaias, acrescentando: "Vou descansar; eu preciso descansar. Exatamente em oitenta e cinco anos as pessoas novamente porão os olhos sobre mim. Adeus, eu vos amo". A data desta entrevista pode ser deduzida aproximadamente de um outro artigo no mesmo volume, onde é dito: "Saint-Germain esteve em Viena no ano de 1788, ou 1789, ou 1790, onde tivemos a inesquecível honra de encontrá-lo". Se tomarmos a primeira data, então oitenta e cinco anos nos trariam a 1873, quando H.P.B. veio a Nova Iorque para me encontrar; se tomarmos a segunda, então oitenta e cinco anos coincidem com nosso encontro em Chittenden; se a terceira, isso marca a data de fundação da Sociedade Teosófica e o início da escrita de Ísis sem Véu, em cujo trabalho, como já disse, estou persuadido de que Saint-Germain foi um dos colaboradores." (H.S.Olcott)


Olcott via uma similaridade muito grande entre os dons de Blavatsky, a quem conhecia muito bem, e do Conde de Saint Germain, a quem só tinha acesso através dos relatos históricos daqueles que com ele conviveram, ainda que sem entenderem de fato com quem estavam lidando.

O misterioso Conde de Saint Germain, após exercer sua influência junto ao reino francês, numa vã tentativa de evitar a revolução que derrubou a monarquia, despediu-se do século XVIII, e veio a reaparecer no século seguinte na Alemanha. Os movimentos teosófico e maçônico devem a Saint Germain o impulso que tomaram e a influência que exerceram numa época em que o materialismo ameaçava a
s sociedades da época.

Um plebeu ou um nobre, um mito ou um místico, um adepto e mais tarde um Mestre, todas as imagens se enquadram na figura memorável desse ser iluminado, sábio e poderoso, gentil e bem humorado, educado e galanteador.
Não se pode falar do Mestre Saint Germain, Senhor do Sétimo Raio, sem lembrar os passos do adepto, servindo à Lei, fiel à sua missão, mesmo quando já sabia que de nada adiantaria a sua tentativa de mudar os rumos da história.
Aqueles que exaltam o Mestre, invocando os poderes da Chama Violeta, e louvando-o como o Senhor da Nova Era, o novo avatar, deveriam refletir sobre a jornada humana do Adepto, e se espelharem no respeito que o Conde tinha por suas obrigações humanas. Ele tudo poderia conseguir sem muito esforço, e até fazia isso, mas não poderia mudar o destino traçado pela Lei, pois como ele dizia para Mme. d'Adhemar "nada poderia ser feito, porque alguém mais poderoso já havia decidido ".


A beleza e a nobreza dos gestos desse Mestre são exemplos para todos nós, que buscamos a ascensão espiritual, e que, ingenuamente, imaginamos que para tanto devemos abandonar as nossas tarefas humanas e os nossos esforços físicos, para viver em contemplação à espera da iluminação.
O Mestre St. Germain é um exemplo de ascensão por mérito, mediante um trabalho ordenado e disciplinado.
O Conde já possuía poderes, mas tratava de fazer a sua parte, agindo no plano físico e procurando mudar o comportamento dos seus pares, como qualquer criatura humana, lidando com ganaciosos e traidores. Como um novo Cristo, um avatar da Nova Era, ele fez a sua peregrinação nas ricas cortes da nobreza, e não junto aos pobres e doentes, como o fizera antes o Mestre Jesus, senhor da Era de Peixes.

Os Mestres são, em princípio, seres que já atingiram um elevado padrão de expansão da consciência, mas que, assim como qualquer um de nós, tiveram deveres a cumprir, antes de saírem dos seus corpos físicos, e passarem a atuar em planos sutis e ocultos, fora da percepção humana.
Saint Germain deve ser visto e admirado como esse ser que age junto à humanidade, bem perto de cada um de nós, acompanhando os nossos erros e louvando os nossos acertos. Ele sabe muito bem reconhecer nossos valores e as dificuldades que enfrentamos, mergulhados em questionamentos diários, pois há bem pouco tempo, há somente 2 ou 3 séculos atrás, ele trabalhava entre nós, com os pés no chão e a mão na massa.

E por sabê-lo meu Mestre, e pela honra de haver sido por ele aceito como seu discípulo, sinto agora, com esta postagem, uma sensação de dever cumprido, um sentimento talvez difícil de ser definido, tão difícil quanto as tentativas de explicar suas origens e seus poderes, quando ainda encarnado como Conde de Saint Germain.

Deixo esta minha reflexão final, como uma invocação de final de ano, e uma saudação pelo ano 11 que se aproxima, um ano de mestre.