quinta-feira, 7 de maio de 2009

Espiritualidade sem religião

Os novos tempos estão cobrando novas posturas, novas atitudes, novos ideais, mas sem que se altere uma só vírgula das antigas verdades, que deram origens às tradicionais crenças, seitas e religiões.

Dedico esta reflexão espiritual a todos que estão transitando entre o devocional e o espiritual, sem entender com muita clareza o que se passa com a sua fé.
Até há bem pouco tempo, a missa, o culto, uma sessão espírita ou um ritual de candomblé, pareciam responder a todos os ideais da alma.
De acordo com as crenças de nossos pais, dávamos os nossos primeiros passos religiosos, e rezávamos com uma enorme fé para um Deus Todo-Poderoso, distante, é verdade, mas perfeitamente acessível através dos padres, pastores ou mentores espirituais.
O pecado nos apavorava, as ameaças com o inferno ou com os karmas mexiam com as nossas almas, fôssemos católicos, evangélicos, espíritas ou seguidores de seitas orientais.

As nossas dúvidas espirituais eram respondidas por nossos pais, pelos livros sagrados que nos eram dados a ler ou pelos líderes religiosos de nossas igrejas. As verdades pareciam encaixar-se em nossas crenças, ou, talvez fosse o inverso, mas tudo funcionava a contento, dando-nos uma sensação de conforto e segurança.
Tínhamos crenças que pareciam ser nossas boias salva-vidas diante dos naufrágios das almas pecadoras, que se comportavam de modo estranho à nossa fé ou que adotavam certos rituais, condenados pela nossa igreja.
A nossa certeza de estarmos no caminho certo
residia, quase sempre, num monólogo recitado ao nosso Deus, que acreditávamos estar-nos ouvindo e sempre pronto a nos atender, desde que fôssemos bonzinhos e cumpríssemos os ensinamentos de nossa religião.
A missa dos domingos, os cultos de meio de semana, os rituais das sextas-feiras, conforme fosse a nossa religião, pareciam oferecer a garantia de que Deus estava conosco, e que os pobres coitados que seguiam outras crenças estavam condenados, na melhor das hipóteses, a não serem jamais perdoados, a nunca alcançarem o Paraíso, o Nirvana, o Céu de Alá.
A gente olhava com desconfiança para quem não seguisse a noss
a religião, que nos parecia tão óbvia, tão certa, tão perfeita ! Como seria possível acreditar-se em outras verdades, senão naquelas ensinadas pela nossa religião, transmitidas pelos nosso livros sagrados e praticadas através dos tempos por seres sábios e generosos ?
A essas crenças religiosas, chama-se devoção, que é o culto a uma religião, envolvendo a crença em certos preceitos sagrados, que foram ensinados por um líder, numa determinada época, até serem reunidos por seus seguidores e transformados numa ideologia salvadora da alma.

A Doutrina Secreta nos conta que, no início do processo de evolução planetária, na fase da antiga Lemúria, seres de um outro planeta mais evoluído deslocaram-se
para a Terra, com a missão de dar uma contribuição psíquica à evolução mental dos seres que habitavam o nosso planeta.
Esses seres, os kumaras, vindos do planeta Venus, desembar
caram na Terra e unindo-se aos seus habitantes geraram uma raça mentalmente mais evoluída, dando início, então, a uma primeira expansão mental digna de registro entre nós.
Os milênios se passaram, o desenvolvimento psico-emocion
al da humanidade foi acontecendo, até que chegou o momento de dar um novo impulso nessa evolução, dessa vez com o intuito de promover uma aceleração no sentido espiritual.
Introduziu-se, então, a chamada "iniciação espiritual", uma prática que acelerava o padrão vibratório da alma humana, colocando ao alcance dos mais evoluídos, certos poderes místicos e inacessíveis aos não-iniciados.
Isso ocorreu na época da Atlântida, quando se deu um extraordi
nário progresso na história do planeta, com uma acelerada expansão no nível de consciência da criatura humana. Os poderes humanos se tornaram muito mais fortes, permitindo que ações de magia e encantamento se disseminassem por toda a terra, estimulando a ambição desenfreada e a luta pelo controle da vontade alheia.
A situação de descontrole chegou a uma condição irreversível,
que provocou uma decisão extrema da parte dos Regentes Planetários, de afundar o continente atlântico, para recomeçar num tempo futuro, uma nova fase de experiências iniciáticas. Alguns seres mais evoluídos espiritualmente foram orientados para buscar terras distantes, onde permaneceriam em segurança, enquanto os demais sucumbiam com seus egoísmos, arrogâncias e prepotências, afogados em seus imperdoáveis karmas de magia negra.
Diante disso, a humanidade deu um passo para trás, retrocede
ndo em seu caminho de evolução, e tendo de esperar por mais alguns séculos, antes de retomar o processo que fora abortado, no continente atlântico, diante dos desmandos da raça humana, quando adquiriu, e não soube usar, o poder de acessar os seus mais poderosos direitos divinos.
De lá para cá, foram séculos de reaprendizados, com práticas religiosas convencionais, algumas tentativas de ressurgimento de sociedades secretas de magia e muitos conflitos entre os poderes adquiridos pelas Igrejas e as ações espontâneas e livres, dos que ainda mantinham vivas na alma as forças místicas herdadas da antiga Atlântida.
A história da evolução espiritual fala de lutas e perseguições religiosas, de magias e fogueiras queimando os magos, fala de milagres e de crucificações de santos, fala de avataras, mestres e sábios, pregando o resgate dos poderes místicos deixados para trás.
Em algumas regiões do planeta, as religiões tomar
am o lugar do Estado, passando a impor a fé como um instrumento da lei e da ordem. Em outras épocas, e em outras regiões, predominaram o materialismo e o ateísmo, e ainda o xamanismo, com seus rituais voltados para as crenças nas forças da natureza, e as seitas africanas, com seus simbolismos místicos e seus ritos mágicos.
A fusão de todas essas crenças e a união de todos os conhecimentos re
sultaram numa síntese mítica, que aponta para o despertar espiritual de uma Nova Era, quando templos e rituais se individualizarão, se fazendo presentes dentro de cada criatura humana, que será, tanto o discípulo, quanto o mestre de si mesma.
Os sinais dessa nova fase de "iniciação espiritual" já se fazem presentes entre nós, desde a segunda metade do século passado. A literatura esotérica, a partir dessa época, ganhou uma enorme dimensão com o surgimento de obras reveladoras dos Grandes Mistérios, até então velados ao conhecimento humano.
As mentes começaram a recebe
r "idéias" estranhas e pensamentos que fugiam ao que se considerava normal. A mediunidade começou a sair das mesas do espiritismo e dos centros de candomblé e umbanda, para se manifestar entre religiosos de diversas crenças. Com isso, os conceitos de karma e reencarnação retomaram a força que haviam perdido no ocidente, desde que a Igreja e o Estado se uniram para dar lugar à famigerada Inquisição.
Nos dias de hoje, dá-se uma incontrolável aceleração da jornada
iniciática, que pode ser definida como uma caminhada em direção ao mais íntimo de nossa alma, onde habita o divino, a essência da vida espiritual de cada um de nós. Ali está a nossa nova e universal religião, que não separa os fiéis, mas agrega todas as crenças e todos os ideais. Ali, no fundo da alma, e dentro do coração, se faz presente a nossa única e definitiva religião, da qual somos o templo, o mestre e o discípulo.
Cada um de nós passará a ser o Cristo renascido, o novo caminho
, a verdade e a vida.
Por tudo isso, estamos sentindo uma necessidade enorme de não mais seguir seitas, de não sermos obedientes a regras criadas e impostas pelos falsos
profetas e pelos escribas e fariseus hipócritas.
A inspiração surgirá nas mentes e corações de todos nós, cada qual despertando no seu devido tempo. A verdade não estará com esta ou aquela religião, mas com todas elas, e com nenhuma.
A verdade será revelada a cada um de nós, pelo despertar dos
nossos Egos Divinos, que estavam adormecidos no fundo de nossas almas, desde o início dos tempos, quando fomos criados à imagem e semelhança da Criação Divina.
Muitos estão tendo dificuldades para prosseguir praticando a sua religião, pois não mais sentem o entusiasmo na alma para continuar crendo no que lhes é imposto, e que não mais lhes faz sentido.
Muitos sentem necessidade de obter respostas, que possam iluminar suas almas, e que não vislumbram nos meios religiosos que frequentam.
Muitos ouvem um chamado interior que não conseguem desconhecer, nem ficar alheios ao que eles colocam em suas mentes, desafiando-os a sair em busca de novas verdades, sem medos de castigos ou punições.
O tempo da espiritualidade devocional está chegando, po
uco a pouco, ao fim, dando lugar à espiritualidade mística, que transcende às crenças religiosas.
Que as pessoas que se sentem induzidas a seguir seus próprios caminhos, confiem mais nas suas intuições, e se entreguem às suas peregrinações solitárias, em busca de uma comunhão plena com o seu Deus Interior.
Dedico esta mensagem aos queridos discípulos da Numerologia da Alma, que estão passando por esse processo, e que precisam de muita serenidade, confiança e paciência, para dar um passo firme em direção à sua própria divindade.
Benção e graças sejam dadas a Daniele, Bárbara, Patrícia, Hélio
, Fernanda e Maria da Glória, que têm buscado a verdade com exaustiva dedicação e perseverança, numa jornada iniciática que nunca mais terá fim.






terça-feira, 14 de abril de 2009

As virtudes da dor

Longe de mim, meu caro leitor, fazer uma apologia à dor. A dor nada tem de agradável ou prazerosa. Ah, mas é um santo remédio para a preservação da saúde, e da própria vida! E não me refiro somente à saúde física, mas também à espiritual.
Pitágoras ensinava que a dor é um fator indispensável de aprendizado e proteção - "guia os ignorantes, protege os inexperientes, adverte os inatentos, castiga os culpados, brutaliza os rebeldes".
O livre-arbítrio oferece a qualquer um o direito de escolher o seu
caminho e de tomar suas próprias decisões. Mas, ao se extraviar, seremos avisados. E, certamente, os avisos virão acompanhados da dor.
Doenças, dores, desgraças, apresentar-se-ão,
forçando-nos a parar, refletir, investigar e, finalmente, a descobrir os motivos dos nossos sofrimentos, e a encontrar a cura para os nossos males.
Se não fosse a dor, que obriga a recuos e reflexões, o desvio seria indefinido, e in
evitável a queda, até o fracasso da missão.
Em seu livro "Vida Perfeita", o Dr. Paul Carton, um profundo estudioso da filosofia de Pitágoras, nos lembra que, se o contato com o fogo não provocasse uma dolorosa queimadura, nunca aprenderíamos a conhecer a natureza do fogo, a preservar o corpo da sua ação destruidora e a saber utilizá-lo para o seu
progresso.
Lembra o autor que, quando a gente se conserva na linha reta e se submete às leis divinas, se entregando ao fiel cumprimento da missão, no lugar da dor e do sofrimento, encontramos um prolongado bem estar e alegria interior.
Diante disso, poderíamos concluir que, alegria ou tristeza, bem estar ou sofrimento, saúde ou doença, não passam de efeitos de nossas decisões , aproximando-nos da missão ou dela nos afastando.
Pitágoras ensinava aos seus discípulos que as doenças
tinham um significado esotérico, que explicava e justificava as suas verdadeiras causas. Dizia ele que as doenças são desequilíbrios resultantes da ruptura da harmonia do homem com as leis da Natureza. Antes de adoecer, o organismo apresenta sintomas que têm a intenção de alertar e proteger. Esses sintomas podem provocar dores e sofrimentos que, apesar de resultarem, à primeira vista, numa reação desfavorável
no corpo, constituem-se em seus agentes de proteção e de progresso para o espírito.

Pitágoras ía ainda mais além, afirmando que as doenças não são consequências do acaso ou de agentes externos, como o frio, o calor, a umidade e os micróbios, mas da desarmonia entre o corpo e a alma.
Todo erro de conduta, que contrarie as leis da natureza e vá contra a evolução do espírito "resulta em desarmonia orgânica, imperfeições humorais e enfraquecimento das resistências, que acabam por provocar as doença
s no corpo físico".
Esses conceitos, emitidos há cerca de 2.600 anos atrás, vêm sendo confirmados pelas pesquisas modernas, aliadas a princípios descobertos pela física quântica, que desmentem as teses materialistas da tradicional medicina ocidental e dão razão à antiga medicina oriental.
Ensina o Dr. Paul Carton, com b
ase nas teorias pitagóricas, que os contatos infecciosos não são capazes de contaminar fatalmente os organismos mais resistentes, que se manteriam imunes a essas influências maléficas. Com base nesse diagnóstico, as doenças não são mais do que aparências terminais de um longo trabalho preparatório de degradação do organismo.
O homem, e somente ele, seria o criador da saúde e da doença. A saúde ganha-se por merecimento, ao se obedecer às leis da vida. A doença é a punição dos erros da má conduta física ou mental. E, assim sendo, somos nós mesmos, e mais ninguém, os únicos responsáveis por tudo que nos acontece, de bom ou de mau. Por essa razão, todas as vezes que enfrentamos dissabores ou sofrimentos, não temos o direito de nos queixarmos, senão de nós mesmos.
No lugar de reclamarmos de Deus, de acusarmos a natureza ou as ações alheias, o mais acertado é olharmos para trás e sobre nós mesmos, e investigarmos
as origens dos males que nos afligem, sejam eles físicos, psíquicos ou espirituais.
Quando descobrirmos as causas das nossas doenças e sofrimentos, c
onvém tirarmos lições e não repetirmos nunca mais os erros causadores de nossos males.
Mas, e as epidemias, as catástrofes e os flagelos coletivos, como explicar as desgraças de uns, enquanto outros são preservados ?
As explicações dadas por Pitágoras são as mesmas adotadas na análise das
causas das doenças humanas. A coletividade se comportou mal e de maneira prejudicial aos aspectos físicos e morais, provocando desequilíbrios e desarmonias na vida planetária. Os povos de um determinado país, região ou continente contrariaram as mais simples leis universais que regem a vida do planeta e da humanidade.
Houve desprezo pela alimentação pura e sadia, deixou-se de la
do os exercícios físicos que atuam na disciplina do corpo e abandonou-se as práticas naturais que harmonizam o homem com a natureza. Ocorreu um descaso pelas condições ambientais, prevaleceu o egoísmo e desprezou-se a espiritualidade. Espalhou-se, então, a devassidão, os vícios e a corrupção, permitindo-se que se instalasse a degradação moral. Com isso, enfraqueceram-se as resistências coletivas, o sistema imunológico da humanidade fraquejou, e as epidemias, violências e guerras transformaram-se nas doenças físicas, morais e espirituais de toda a coletividade.
A sociedade, em tais situações, costuma reagir da mesma forma que o indivíduo que se sente afetado pelas doenças, ela também adoece e começa a morrer.
A criatura humana, por conseguinte, não só provoca a sua desgraça pesso
al, como causa ainda a degeneração social e as catástrofes coletivas.
Afastada da natureza, presa à matéria e desprovida dos princípios básicos da ética, da moral e da espiritualidade, a humanidade se desespera com os efeitos das guerras e se debate em crises sociais e econômicas. O medo toma conta de todos, diante de um tremor de terra, um abalo financeiro ou um vírus descontrolado, enquanto o inconsciente coletivo cria um sentimento de que o fim do mundo está próximo.
As medidas de combate a esse caos financeiro, ambiental, político e social, traduzem-se em ações externas e medidas que atuam somente sobre os efeitos, sem atacar as verdadeiras causas dos problemas.
Tentando encontrar as causas fora de si, a humanidade se defronta com uma assustadora e insuperável fragilidade, que sempre toma conta dos que abdicam dos seus valores espirituais em favor das conquistas materiais.
No combate às doenças, recorre-se aos remédios químicos e à medicina materialista, por se julgar possível combater as fraquezas do organismo humano com vacinas, cirurgias e drogas pesadas, sem antes eliminar as verdadeiras causas dessas doenças, que dependem, antes de qualquer outro tratamento, da mudança de consciência e de uma profunda revisão da postura espiritual.
Se a crise é política , recorre-se às ameaças de sançã
o econômica e às guerras. Se a crise é econômica, busca-se encontrar soluções, com financiamentos, créditos e liberação de recursos, incentivando-se a indústria a produzir e a sociedade a consumir. Tudo errado, tudo na contra-mão da evolução espiritual, que é a única que pode oferecer bons resultados.
A economia mundial está doente, porque se apoia no desperdício e no consumo abusivo das reservas energéticas do planeta. A
política mundial está doente, porque acredita no poder da força e do dinheiro para gerar uma sociedade próspera e feliz. A saúde da humanidade está doente porque acredita nas panacéias curadoras, e não nos esforços pessoais de cada criatura para ser sadia e irradiar saúde.
A globalização acabou por se transformar num instrumen
to de propaganda de que tudo é possível, e que riqueza e felicidade estão ao alcance de todos. E isso não é verdade, se antes não considerarmos os encargos kármicos de cada um e suas missões diversificadas.
A humanidade ainda insiste no "ter", antes do "ser", e com isso todo
s "teremos" de enfrentar guerras, doenças e violências, antes de "sermos" sábios, sadios e felizes. Por quanto tempo ainda?
Bem, isso só depende de cada um de nós. Afinal, a humanidade é a
soma de todos nós.
Que tal se dermos as mãos e começarmos a caminhar juntos na mesma direção ?
Dois, para começar. Depois, três, quatro e assim pouco a pouco, até nos transformarmos numa massa crítica capaz de mudar a consciência da humanidade.
A contagem regressiva já começou. Dê a mão a alguém, e peça-lhe que estenda a mão para um outro alguém mais próximo.
Vamos dar as mãos !











quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Senda do Discipulado

Os estudiosos dos Mistérios possuem grandes conhecimentos sobre os Mestres Ascensionados e seus poderes sobre a evolução planetária, mas, na prática, pouco se conhece sobre a ligação que esses Mestres mantêm com seus discípulos.
Os probacionários, que são aqueles que ainda se encontram no limiar do Caminho da Iniciação, costumam atribuir valor excessivo às revelações que mexem com o emocional, deixando meio que de lado o principal, por não possuir sua percepção psico-espiritual plenamente ativa.
Os chamados probacionários, por estarem dando os primeiros passos na senda do discipulado, se deixam seduzir mais pelos fenômenos aparentes do que pelos mistérios ocultos. No entanto, são esses primeiros momentos na vida de qualquer um de nós que nos coloca num degrau acima da humanidade comum.

O caminho probacionário, segundo a grande teosofista Alice Bailey, corresponde ao período mais adiantado da gestação espiritual, que irá formar o menino Cristo, no coração do futuro iniciado. Mas, somente após atingir a sua primeira iniciação, esse menino começará a sua peregrinação no Caminho Iniciático, em busca do seu Destino, o Espírito Divino.
Em seu livro "Iniciação Humana e Solar", Alice Bailey descreve e
sse processo da seguinte forma : "Semeia um pensamento, e colherás ação; semeia uma ação, e colherás um hábito; semeia um caráter, e colherás um destino".
O destino imortal de todos nós é atingir a consciência do Ser Superior, e, subsequentemente, a do Espírito Divino. E nessa jornada peregrina, percebe-se que são os probacionários, muito mais do que os discípulos que falam dos Mestres, e muitos até alegam que falam com os Mestres. Isto não é impossível, mas pouco provável.
Os Mestres costumam utilizar-se dos seus Adeptos, seres que já atingiram um alto nível de consciência, para se comunicarem com os discípulos dos seus Raios. Essa intermediação é muito comum até que o discípulo venha a despertar para a senda do discipulado, que haverá de conduzi-lo a sucessivos processos de iniciação.

Entende-se a maior euforia dos probacionários, do que dos discípulos, pelo fato de aflorarem às suas mentes, novas e luminosas idéias, o que jamais acontecera antes, fazendo-os crer que já se encontram em comunhão com a própria Divindade. Os discípulos, por já estarem muitos passos adiante, não se deixam seduzir ou iludir por essas falsas impressões.
Os
probacionários começam, então, a ver coisas e ouvir vozes, interpretando os primeiros sinais iniciáticos, quase sempre de modo equivocado, mas que acabará favorecendo o surgimento de um imaginário espiritual, que há de aproximá-los do verdadeiro Caminho da Iniciação.
A maioria das mensagens que surgem na internet, anunciando catástrofes apocalípticas e boias de salvação, tem suas origens nesses probacionários, que se sentem tocados pela essência do
conteúdo das mensagens, mas despreparados para dar-lhes uma interpretação adequada. Por isso, a melhor maneira de reagir a essas mensagens é com cautela e bom senso, não as tomando como autênticas revelações deste ou daquele Mestre, mas também nunca as descartando.
Procurem analisar a maneira como a mensagem está sendo transmitida, le
vando sempre em conta que os Mestres e seus Adeptos possuem um modo muito simples e natural de conversar com seus discípulos, empregando um tom coloquial e formal, mas não utilizando um linguajar hermético, em desacordo com o idioma e os hábitos dos discípulos.
As mensagens dos Mestres nunca anunciam catástrofes ou desgraças , mas alertas e conselhos. Essas mensagens costumam chamar a atenção dos discípulos, em relação às suas missões e ao que deve ser feito para a realização da Obra Divina na face da Terra.
As mensagens são transmitidas para todos, mas nem todos são capazes de captá-las, e os poucos que as recebem nem sempre são capazes de interpretá-las.
O discípulo que já estiver na senda do discipulado se dará conta que um
a energia nova, mais intensa e num padrão vibratório mais elevado, se fará presente no seu corpo físico, gerando uma força até então desconhecida, que dá a sensação de estar controlando a sua mente. Desse momento em diante, o discípulo nunca mais será o mesmo, jamais voltará a se sentir sozinho e desamparado.
O célebre teosofista W.C. Leadbeater, no seu livro "Os Mestres e a Sen
da", relata um misterioso vínculo que determinados discípulos têm com seus Mestres, e que é muito pouco comentado na literatura esotérica, talvez por ser bem pouco conhecido da maioria dos autores.
Diz Leadbeater :"Como todos nós, os Grandes Mes
tres da Sabedoria têm uma longa série de vidas atrás de Si, e nessas vidas, tanto quanto outros, Eles estabeleceram certos laços kármicos e, por isso, às vezes, acontece que determinados indivíduos têm a seu crédito algum serviço prestado a Eles há muito tempo passado".
Esse crédito poderá surgir, então, numa forma de proteção mais direta, numa aproximação maior e mais íntima e até numa suspensão de antigos karmas, por conta de um novo serviço a ser prestado pelo discípulo.
Uma outra revelação, também pouco difundida, é transmitida na página 169 desse mesmo livro :
"Todo discípulo aceito pelo Mestre tem o direito e o dever de abençoar em s
eu nome, e quando isso o faça, seguramente, o Mestre derramará um copioso fluxo de energia".
Dessa forma, pode-se perceber que o Mestre transfere ao discípulo poderes d
e conceder bençãos em seu nome. E quando isso acontece é como se o próprio Mestre estivesse dando a benção.

A humanidade, mesmo sem saber explicar como, vem pe
rcebendo muitas transformações e sensações diferentes que prenunciam o limiar de uma nova era. A grande maioria daqueles que acreditam nisso parece associar essas mudanças a destruições, cataclismos e fim de mundo.
A sensação que se tem é que há um imenso sentiment
o de culpa no ar, exigindo punições e castigos. As pessoas parecem mais preocupadas em descobrir e punir os culpados do que de assumirem suas próprias culpas.
Guerras e destruições existirão sempre, num grau de maior ou menor violência, mas sempre como consequência de conflitos de idéias e discordâncias na forma de conciliar essas divergências.
O enfoque, ou desfoque, errado parece estar na visão apocalíptic
a que funcionaria como uma espécie de purificação dos pecados, através do sofrimento e do sacrifício da raça humana.
O sentimento religioso fica perfeitamente visível, e até compreensivel, diante de tantos fatos passados, ligados a Mestres que deram ou expuseram suas vidas pela liberdad
e ou salvação de muitos povos.
O fanatismo místico e o sectarismo religioso acabam por desv
iar o foco da realidade que se deve extrair dessas ações de despojamento pessoal, já que a realidade é que a vida continuou, e aqui estamos para testemunhar e vivenciar essa sobrevida.
O mundo não acabou com o dilúvio ou afundamento da Atlântida, e nem com o desaparecimento dos dinossauros. Se, de alguma forma houve atos de redenção de grandes seres como Sócrates, Buda e Cristo, e mais recentemente, num nível bem mais próximo à raça humana, de Gandhi, Kennedy e Martin Luther King, essas ações se destinariam a condenar erros da humanidade, e jamais a configurar vinganças e ameças.
Creio que já é tempo de se parar com tantas fantasias destrutiv
as e passarmos a dar um novo enfoque ao futuro de nosso planeta e de nossa humanidade terrestre.
Conta-nos a literatura esotérica que, há milhões de anos atrás, uma delegação de seres vindos de outro planeta desembarcou na Terra, com a missão de ajudar na evolução da raça. Muitos deles ainda permaneceriam entre nós, outros retornariam quando chegasse a hora, e tudo isso com um único ideal, o de acelerar o processo de evolução da humanidade.

Se existem visitantes do espaço com más intenções, há outros bem intencionados, pois é assim que funciona um universo bi-polarizado. Por que temer os piores e não confiar nos melhores?
Por que tanta preocupação com as naves no céu e extraterrestres na Terra
? Pelo jeito, isso sempre existiu, e não só no nosso mundinho terrestre, mas em todo o Universo.
Por que ficar fantasiando naves de resgates e retirada física para outros mundos? Há m
étodos muito mais simples e kármicamente mais lógicos, de retirar almas de um lugar e fazê-las vir a
reencarnar em outros.
Enquanto se perdem em mitos e fantasias, a humanidade não
ouve a convocação dos Mestres e se sente perdida, aguardando uma salvação externa, e se esquecendo que toda a sua esperança tem de ser voltada para dentro de si mesma, para a salvação interna.
Os probacionários buscam o discipulado. Os discípulos buscam a Iniciação. Os Iniciados buscam o Espírito Divino. Esse é a majestosa senda pela qual trilham as criaturas, após o despertar de suas consciências espirituais.
O universo está sempre em movimento, sem tempo para se importar com os que deixam de fazer a sua parte, esperando que outros venham resgatá-los, levando-os para o Céu ou para algum outro planeta melhor do que a Terra. Enquanto sonham com suas fantasias ou milagres, deixam de cumprir suas obrigações, e abandonam suas missões pelo meio do caminho.
A senda do discipulado é dura e longa, mas quando o discípulo está pronto, o Mestre sempre aparece.










segunda-feira, 23 de março de 2009

A Conspiração Aquariana

O termo conspiração aquariana surgiu em 1980, com o livro da jornalista e pesquisadora, Marilyn Ferguson (1938-2008), no qual a autora retratou o início de uma mudança de comportamento que ela observara na sociedade norte-americana.
O título do livro surgiu, quando a autora, analisando seus estudos e pesquisas, se sentiu atraída por essa duas palavras, que não faziam parte do contexto da obra. A sensação que sentiu, quando se deparou com as transformações sociais que davam seus primeiros sinais, foi de que estava diante de uma conspiração. Isso, no primeiro momento, deixou-a um pouco assustada, por não estar preparada para lidar com uma realidade que a conduzisse a essa visão revolucionária. O tempo, porém, viria a confirmar a exatidão do termo que melhor definiria
o resultado dos seus estudos.

Em todos os ambientes, Marilyn Ferguson identificou pessoas que se enquadravam na condição de conspiradoras, agindo em cooperação mútua, como se fizessem parte de uma rede que atuava de maneira uniforme, com todas elas inspiradas num ideal comum, mas sem que disso tivessem a menor consciência.
Essas pessoas pareciam reconhecer-se por meio de sina
is sutis, de estratégias comuns e de uma identidade de propósitos, que sugeriam fazer parte de um conluio secreto.
Diante dessas evidências, a autora não teve mais dúvidas, e passou a acreditar na existência de um movimento transformador muito intenso e profundo, que não poderia ser melhor definido do que uma conspiração.
Conspirar quer dizer "respirar junto", numa
ligação íntima, harmônica e introspectiva, quase imperceptível. Era dessa forma que ela enxergava a conexão existente entre essas pessoas, que não pareciam estar ligadas a nenhum movimento, mas que se comportavam como se obedecessem a uma estratégia comum, como se seguissem uma voz silenciosa, mística e imperceptível.
Na época em que o livro foi escrito, aguardavam-se as anunciadas mudanças que seriam trazidas pela Nova Era de Aquarius. Daí a escolha da palavra Aquar
iana, para melhor definir o modelo de conspiração que estaria em curso, já que, à luz da razão, seria quase impossível explicar o que estaria acontecendo.
As estratégias adotadas pelos conspiradores eram insólitas, e surpreendiam por não estarem subordinadas a instituições políticas
ou escolas de pensamentos. Os conspiradores aquarianos possuíam uma nova mentalidade, que sintetizava o que de melhor se pode extrair da vanguarda científica e dos mais expressivos pensadores.
A grande surpresa de nossa pesquis
adora foi encontrar esses conspiradores infiltrados em todas as classes sociais, políticas e econômicas. Eles podiam ser encontrados entre os mais ilustres mestres de universidades e também entre funcionários de escolas de ensino fundamental. Eles se faziam presentes nos meios científicos, entre os servidores públicos, nos grupos de legisladores e juristas, e como artistas, taxistas, médicos, educadores, jornalistas e formadores de opinião.
Os conspiradores demonstravam uma conexão perfeita, qua
lquer que fossem seus graus de cultura ou suas classes sociais. Eles estavam sempre afinados e convictos de suas crenças, não tendo dúvidas quanto aos melhores caminhos a serem seguidos.

A autora aprofundou seus estudos, e pode perceber que os conspiradores agiam em pequenos grupos, em todas as instituições, cidades e nações. O movim
ento não era nacional, não estava ocorrendo somente na sociedade norte-americana, mas se espalhava por outros países e por todos os continentes.
Os comportamentos observados eram os mais variados, uns
mais ativistas e panfletários, outros, semeando suas idéias nos ambientes de trabalho, sem muito alarde ou confusão. Os mais ativos defendiam publicamente suas teorias inovadoras, discursando em praças ou em palanques, defendendo suas teses em assembléias ou no Congresso, escrevendo livros ou artigos para jornais. Os mais reservados eram professores humildes e idealistas, escriturários subalternos ou serventes de pouco estudo, mas todos com um senso de profunda responsabilidade em relação ao
futuro da humanidade.


Espalhados por esse mundo afora existem milhões de pessoas, sem o mesmo nível de consciência desses conspiradores mais atuantes, mas ainda assim conectadas a essa rede de transformação. Elas não se dão conta de que fazem parte dessa rede, mas estão contribuindo, cada uma do seu jeito, para que a conspiração aquariana tenha sucesso.

As crises que acontecem a todo instante são os impulsos indispen
sáveis às transformações que se anunciam. As crises sociais e econômicas, que hoje parecem desastrosas, serão as grandes soluções para a vida futura da humanidade. Os desastres ambientais, as catástrofes iminentes e as carências energéticas, que tanto nos assustam, se tornarão os mais poderosos aliados desses conspiradores, em suas lutas pela preservação da vida no planeta.
A humanidade tem a mórbida tendência de precisar conviver com as dores, os sofrimentos e as mortes, para só então valorizar a vida e aceitar mudanças. A Era de Aquarius é um tempo de vida, e não mais de morte. A sua chegada promove a grande transição entre o antigo milênio, de guerras e mortes com o novo milênio de vida, paz e amor.
A Conspiração Aquariana está em todo lugar, longe e perto, den
tro e fora, e faz de cada um de nós um bem aventurado conspirador. Que cada um faça somente o que esteja ao seu alcance, nem mais, mas também nem menos. Que não se caia no desânimo, subestimando o seu valor individual. Todos nós podemos fazer muito pelo futuro da humanidade, se fizermos o mínimo que nos cabe realizar. A receita é "cada um dá o que pode". A rede se encarrega de conectar os atos conspiratórios individuais, dando-lhes poderes de transformação, fazendo com que atinjam os pontos mais distantes do planeta.

A conspiração não é de alguns, mas de todos nós. Cada qual tem a sua visão pessoal de como realizar essas transformações, mas não pode deixar-se levar por vaidades e teimosias. Todos aqueles que almejam um mundo melhor têm de se engajar nessa rede de conspiração, que há de levar a humanidade a celebrar, enfim, a tão sonhada paz mundial.
A convocação está feita para que todos se alistem nesse grupo de vanguarda que trabalha em silêncio, sem ninguém notar, para transformar esse mundo
aflito e amedrontado. Os rebeldes se chamam conspiradores, e fazem parte de uma rede mundial, sem chefias, sem hierarquias, sem manias de grandeza.


A Era de Aquarius já chegou, a conspiração já começou.
O conspirador aquariano conspira
na Alma e se inspira no Espírito. As suas ações são místicas e ritualísticas, mágicas e alquímicas, transmutando chumbo em ouro, guerra em paz.
Os rituais sagrados são suas inspirações. As suas palavras de poder são mantras e orações.


Sacerdotes e sacerdotisas aquarianos assumam suas posições no templo, o Senhor de Aquarius se aproxima e um novo r
itual já vai começar.


sábado, 7 de março de 2009

Os rituais secretos

Ainda sob a mística inspiração das almas 7, e aproveitando a energia de um dia 7, decidi penetrar a fundo nos mistérios dos rituais secretos.
Os rituais modernos, mesmo aqueles celebrados por seitas ou ordens in
iciáticas antigas, têm todos a mesma origem, a mítica e submersa Atlântida.
Os sacerdotes atlantes foram os primeiros que deram a esses rituais uma consistência de cerimonial, criando e sistematizando os procedimentos e as rotinas que abriam e fechavam essas celebrações místicas.
Os rituais são cerimônias que buscam criar um ambiente mágico, uma esp
écie de realidade paralela, com a intenção de provocar uma alteração no nível de consciência psíquica dos iniciados.
Essas Ordens místicas, as antigas e as modernas, praticam um cerimonial para a admissão dos seus membros, conhecido como iniciação. Daí porque são chamados de iniciados, todos os membros que passaram por esse processo de aceitação como membros da Ordem.

O termo iniciação tem o seu sentido simbólico como uma busca interior, um mergulho no fundo da alma, de onde o iniciado volta com um outro nível de consciência. Há algumas divergências quanto ao significado exato do termo, mas o de ação para dentro de si, parece-me o mais sensato para expressar o processo de morte e renascimento, como ele também é conhecido.
Após um período de preparação, os postulantes eram recebidos no salão secreto do templo, onde aconteciam os rituais, e tinham d
e se submeter a diversas provas, antes de serem aceitos na Ordem.
Fechemos os olhos, por alguns instantes, e viajemos no tempo, para alguns milhares de anos atrás. E ao abrirmos os
olhos, perceberemos que estamos num salão semi-iluminado por velas e archotes, onde um grupo de pessoas, vestindo paramentos brancos, recitam e repetem mantras, criando uma expectativa tensa, nos momentos que antecedem a chegada de mais um membro da Ordem, recém aprovado nos ritos secretos.
Ouve-se bater na porta do templo que permanece fechada. A argola de ferro, presa à porta, ao ser investida contra o batente de ferro, provoca uma forte res
sonância dentro do templo, causando um efeito instantâneo no ambiente, silenciando as vozes e criando um clima de expectativa. O Grão-Mestre pergunta quem bate à porta, ouvindo-se a voz do Guardião do Portal anunciar a chegada do postulante e solicitando autorização para introduzi-lo no templo.
O Grão-Mestre ergue a voz e concede a autorização pedida.
O templo está enfumaçado e sob o efeito de ervas aromáticas, dando uma sensação estranha e intimidadora, a quem nunca dantes houvera presenciado ambiente semelhante. O Grão-Mestre conduz o processo iniciático, sob o poder de Melquizedec, que preside o ritual. A presença de Melquizedec revela que o iniciado já é um espírito evoluído, que, noutras vidas, passou por 3 processos iniciáticos, e que agora está sendo introduzido à sua quarta iniciação.
Esse iniciado pode ser qualquer um de nós, já que estamos reproduzindo e
m nossas mentes os fatos testemunhados num passado distante, como se lá estivéssemos presentes.
Passemos, a seguir, a nos sentirmos já como membros dessa Ordem Atlante, após termos sido admitidos num ritual presidido por Melquizedec. Anos depois dessa inici
ação, ousemos imaginar que galgamos todos os graus intermediários da hierarquia da Ordem, e atingimos o grau máximo de poder, o de Grão Mestre.
Cabe-nos, agora, presidir um ritual sagrado, um cerimonial secreto, que ha
verá de reunir poder em torno dos participantes, a ser empregado para a evolução da humanidade. O ritual está prestes a começar. Todos devem estar trajando seus paramentos, que são as vestimentas sagradas para uso em rituais.
O Sacerdote acende as velas e os archotes, iluminando o templo e iniciando o cerimonial de abertura do ritual. O Guardião do Portal assume o seu lugar na entrada do templo, portando com firmeza a sua lança flamejante, que impedirá a entrada no ambiente, de todas as energias estranhas e malignas. Deste momento em diante, ninguém entra no templo sem a supervisão do Guardião e a autorização do Grão Mestre. Os cavaleiros e as sacerdotisas começam a entrar no templo, vão até junto ao altar, fazem suas saudações e ocupam seus lugares. Os mantras começam a ser ouvidos e os cantos suaves e harmônicos ajudam a purificar o ambiente e preparar os espíritos para o início do ritual.
A Zeladora do Fogo entra com
a Pira, sauda o altar, a coluna da Luz e a coluna do Fogo, e depois faz a saudação às 4 direções. O Sacerdote faz, então, a abertura do ritual, recitando o mantra de saudação à Divindade e mentalizando o ícone sagrado da Ordem. As cortinas do altar são abertas e canta-se o grande mantra de exaltação ao Poder Divino, ao mesmo tempo em que o Grão Mestre adentra o templo, e todos o saúdam.
Faz-se silêncio absoluto, os olhares convergem para o altar, onde o Grão Mestre saúda os Planos Superiores, dirige uma exaltação de Poder ao Eterno, o Altíssimo, Deus Único e Verdadeiro.
A exortação do Grão Mestre tem início, conclamando a todos para concentrar suas energias em torno da Taça do
Poder Cósmico, que estará pousada sobre o altar, e que reunirá todas as energias necessárias para as transformações pretendidas pelo ritual. O Grão Mestre prega o amor e a bondade, como as únicas formas de se reunir a necessária força energética de transformação. O Grão Mestre, inspirado por seus Mentores Espirituais, faz revelações e passa ensinamentos que estão fora da esfera do conhecimento humano. Uma derradeira saudação dirigida aos cavaleiros e sacerdotisas é o sinal de que o ritual está chegando ao fim.
O Grão Mestre se desp
ede, é saudado por todos e se retira do templo. Todos repetem o mantra de fechamento, enquanto o Sacerdote cobre a Santa Taça do Poder Cósmico e fecha as cortinas do altar.
A Zeladora do Fogo retira-se, sendo saudada por todos. Um a um, todos os participantes vão retirando-se, não sem ant
es saudar o altar. O Sacerdote e o Guardião do Portal são os últimos a sair, apagando-se as velhas e os archotes e trancando-se a porta do templo.
O ritual acabou. A Atlântida vai ficando para trás, as imagens vão-se dispersando e as lembranças , se apagando. Já não somos mais o Grão Mestre, mas certamente não deixamos de ser o mestre que fomos.

Estamos de volta ao nosso tempo, sem os paramentos sagrados, sem os objetos ritualísticos, mas trazendo dentro de cada um de nós todas as conquistas iniciáticas de outras vidas. De repente, percebemos que não somos quem somos, mas que estamos quem somos.
Despertamos de um sonho, que parece a única
e absoluta realidade, para viver uma realidade, que mais parece um sonho, e, muitas vezes, um pesadelo. Dentro de cada um de nós, ressoa uma mensagem que nos liga aos rituais antigos, que nos transporta no espaço e no tempo, e que nos conecta com mundos ocultos e planos superiores, nos quais habitam nossos espíritos, enquanto nossas almas tentam convencer nossas personalidades a cumprir suas missões.
Mistérios, muitos mistérios, para essas nossas mentes ingênuas e iludidas, que não são capazes de crer nesses mistérios, que são as verdades absolutas, para acreditar no óbvio, que são as falsas verdades, fabricadas por nossos olhos físicos, que só vêem o que é denso e matéria.

Viajamos por lugares distantes, neste dia 7, fomos longe, bem longe mesmo. Muito além da Atlântida, perdida no tempo e no espaço, fizemos uma jornada até o mais profundo de nossas almas, onde está a essência do nosso verdadeiro ser. Grato pela companhia, e espero que tenham se sentido confortáveis, enquanto viajavam.
Amanhã é dia 8, é tempo de pôr novamente
os pés no chão. Durmam bem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Almas 7 - Almas monásticas

A globalização está na boca do povo. A mídia massacra as mentes com generalizações que tendem a assumir a condição de verdades absolutas. A humanidade está sendo inventariada e rotulada, e indo para as prateleiras com etiquetas padronizadas, onde constam seus modelos, números de série e preços.
Ai de quem foge à regra ou não se enquadra nos padrões ! A sensação é de que o caminho do meio foi abolido pelos novos tempos. Tudo segue uma linha de produção, e todos os humanos são colocados numa esteira que nos conduz para um destino que o "chefe de produção" determinou, de acordo com os interesses globais.
A sabedoria recomenda o equilíbrio, mas os padrões modernos aboliram esse conceito, e o efeito está sendo desastroso. A humanidade sofre com a desarmonia e o desequi
líbrio, teme os desastres e os conflitos, lamenta a violência e as injustiças, mas não é capaz de contrariar o sistema. E assim todos seguem sem rumo, em direção a um destino desconhecido, que está fora do alcance e da vontade pessoal de cada um.
E nesse mundo globalizado, orquestrado por interesses escusos e inspirado por falsas verdades, as almas 7 resistem em silêncio, caladas e solitárias, mas conscientes d
e que tudo isso está errado e que dias virão em que nada disso estará de pé.
As almas 7 são monásticas, são sacerdotisas ou monges trancados em seus templos e monastérios. As almas 7 são introspectivas e interiorizadas, mergulha
das dentro de si mesmas, em comunhão com planos distantes, muito mais sutis e ocultos do que físicos e materiais.
Pobres almas 7 que, após vidas e vidas isoladas e distantes do mun
do, dedicadas a sagrados rituais e sublimes meditações, são recolocadas no meio do povo, com a missão de passar conhecimentos e exercer a função de mestres.
Essas almas são facilmente reconhecidas, por seus exagerados perfeccionismos, por suas buscas solitárias e suas teses e filosofias contrárias aos padrões vigentes, e que as tornam figuras estranhas e mal compreendidas.
Elas buscam acima de tudo o conhecimento superior e a suprema sa
bedoria, e não aceitam as falsas verdades. Elas aspiram a perfeição, e rejeitam os remendos sociais e culturais, que satisfazem aos conformados com o poder globalizador.
As almas 7 estão no mundo, quase sempre agindo em silêncio e sozinhas, mas buscando criar novos paradigmas que hão de promover uma onda de libertação e de verdadeiro progresso, fazendo surgir uma geração bem mais consciente dos seus direitos e deveres.
Amantes da natureza e preocupadas com as espécies animai
s e vegetais que estão em extinção, essas almas filosóficas e científicas se revoltam diante da destruição ambiental e da ignorância humana na insistência do consumo de carne animal. Elas condenam a atitude da sociedade moderna, que no seu egocentrismo imagina que o planeta e os elementos dos diversos reinos da natureza existam somente para servir a ele, homem, que de humano tem muito pouco, e de divino, não tem nem idéia do que possa ser.
As almas 7, porém, têm um trabalho a realizar e missões a cumprir, e não costumam discutir seus projetos antes de pô-los em prática. As suas idéias são pioneiras e inovadoras, mas quase nunca são bem entendidas, por não serem populares ou não atingirem o baixo nível de entendimento das massas.
Os laboratórios, as salas de universidades, as bibliotecas silenciosas
, os centros de pesquisa e as instituições ambientais costumam ser seus locais de trabalho, ainda que possam atuar em qualquer espaço físico, já que possuem o poder de se abstrair de tudo à sua volta, quando se põem a pensar ou meditar.
O barulho incomoda essas almas, a desordem e a confusão deixam-nas irritadas e os ambientes hostis e violentos são prejudiciais à sua vitalidade.
Essas almas místicas e intuitivas sã
o poderosas videntes e capazes de enxergar o que os olhos físicos não vêem, por isso, muitas vezes, são acusadas de visionárias ou até mesmo loucas.
Mentalmente mais evoluídas, espiritualmente mais conscientes, intele
ctualmente mais sábias e possuídoras de poderes ocultos inimagináveis, essas almas 7 têm muito a ensinar à humanidade e muito a contribuir para a evolução espiritual da criatura humana.
O ideal dessas almas é se isolar do mundo, retirar-se para uma pequena cidade, viver junto à natureza e dedicar-se aos seus estudos, reflexões e meditação espiritual. Mas, quase todas elas estão participando do grande salto quântico que o planeta está prestes a dar, e que levará junto uma parte dos seus habitantes, mas somente os espiritualmente mais conscientes.
Incompreendidas almas 7, encarnadas em personalidades com perfis ativos e dinâmicos, que sofrem e relutam a aceitar os
padrões globais, enquanto não concluem suas tarefas de recolocar a humanidade no seu eixo espiritual.
Se alguém encontrar uma alma dessas, isolada e silenciosa, olhando para o céu e tentando enxergar os mistérios do seu mundo interior, não a incomode, não faça barulho, ela está trabalhando.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Era de Aquarius ou Quando a Lua estiver na Sétima Casa

"Quando a Lua estiver na sétima Casa/E Júpiter se alinhar com Marte/Então a Paz guiará os Planetas/E o Amor varrerá as Estrelas" (Música "Aquarius", do musical Hair)

Com este verso, a canção fazia a leitura dos astros, no momento do nascimento da Era de Aquarius, tornando-se um hino de louvor à Nova Era.
O musical Hair expressou de modo irreverente, mas com muito lirismo, o encantamento e a magia revelad
os pelos astros. Os "hippies" cantavam e dançavam no meio de um Parque, perseguidos por policiais, montados em cavalos, que acompanhavam a música em passos marciais. Era a coreografia perfeita da quebra de tradições, da rebeldia jovem contra a hipocrisia das classes dominantes. Era a revolta diante da guerra, era a insubordinação a tudo que lembrasse o velho e superado paradigma. Era a negação ao falso moralismo, a confrontação gratuita com o poder e a autoridade.
Eis que, em 14 de fevereiro de 1962, o preconizado alinhamento acontece, a Lua encontrava-se na sétima casa, enquanto Júpiter e Marte
se alinharam. Estava, enfim, consumado, o aguardado nascimento da Era de Aquarius. De acordo com o que anunciara a canção, daquele momento em diante, a Paz guiaria os Planetas e o Amor varreria as Estrelas.
Que metáforas magníficas, para anunciar um novo tempo, em que prevaleceria a Paz e o Amor ! Paz e Amor eram os termos com que os "hippies" saudavam a todos, expressando a forma aquariana de buscar soluções para as diferenças e os conflitos. Surge, então, a frase : "faça amor, não faça a guerra".
De lá para cá, no entanto, pouco, muito pouco mudou.

A mudança de consciência de boa parte da humanidade é uma constatação inquestionável, mas as mudanças de comportamento não se fizeram notar, pelo menos a ponto de derrubar antigos paradigmas de rivalidades e confrontações.
O mundo continuou em guerra, a violência urbana cresceu a níveis assustadores, a destruição da natureza se intensificou por conta da ocupação irracional das áreas de florestas e a ganância reduziu a expectativa dos mai
s miseráveis de se erguerem social e economicamente.

Agora, em 2009, no mesmo dia e mês, 14 de fevereiro, tudo se repete. A Lua esteve, novamente, na sétima Casa, e Júpiter e Marte se alinharam. Mas, uma rara concentração de planetas, que não fora observada nos últimos mil anos, veio energizar esse alinhamento, como se fosse uma be
nção dos céus, um batismo celestial, a uma Era que teria nascido há 47 anos atrás, e que permanecia "pagã".

Ah, dirão os astrólogos, agora sim, daqui pra fre
nte, tudo vai ser diferente ! Ah, não temos mais com que nos preocuparmos, dirás tu, ingênuo místico, que vive à procura de soluções fáceis e invocações milagreiras ! Tolos, repetirão os Mestres, diante dessa crédula euforia, que sempre credita aos astros as soluções, ou as culpas, de todos os problemas humanos.
As energias planetárias mudaram, não há dúvida. Quem, dentre os que dispõem de um mínimo de sensitividade, que já não se deu conta de uma aceleração no padrão vibratório do planeta ? Quem negaria uma expansão no nível de consciência de boa parte da humanidade, levando muitas pessoas a mudarem seus comportamentos, a se preocuparem com a preservação ambiental, a lutarem pelos direitos humanos, a combaterem as injustiças sociais e a adotarem outras atitudes de responsabilidade coletiva, até então inimagináveis ?
Isso é bom, muito bom mesmo ! Essas notícias são por demais alvissareiras, mas não são suficientes. A humanidade, como um todo, precisa assumir a sua missão, esquecer a ajuda dos astros, as interferências dos santos e os milagres de Deus. Se cada um não fizer o seu dever de casa, a turma inteira será reprovada. O jogo aqui é coletivo, jamais foi, ou pretendeu ser, individual. Não haverá vitórias isoladas. Ou todos ganham, ou não se salva ninguém.
Muitos que se salvarem nesta vida, reencarnarão imediatamente para socorrer os demais que se debatem no meio do naufrágio, e que estão prestes a morrer afogados. Salvar-se sozinho, corresponde àquela imagem do náufrago que nadou até a praia, e ao se sentir seguro exclama : "agora que eu me salvei, deixa eu ir lá, salvar os outros".
A Era de Aquarius chegou, não importa se agora, ou há 47
anos atrás. Mas, ela é uma opção para a evolução humana, já que o planeta entrou numa fase evolutiva, de expansão do seu padrão vibratório. Mas, como diziam nossos avós lusitanos, "não são favas contadas".
Ou cada um faz a sua parte, ou o planeta prosseguirá no seu processo de evolução, enquanto a humanidade vai sendo descartada para outros mundos, inferiores e muito mais densos. Lá, os padrões vibratórios estarão mais adequados a quem só pensa no dinheiro e no poder, e acredita que para ser espiritualizado basta seguir uma religião, rezar uma oração, ter alguma visão, decorar um livro sagrado, participar de um ritual mágico, ou coisas do gênero.
A Era de Aquarius, sem dúvida, já chegou, mas as mudanças ainda não. Elas não virão com os astros, apesar de ser um excelente sinal,o fato da Lua estar na sétima Casa. Elas não virão com interferências externas, ainda que seja esperançoso o alinhamento de Júpiter e Marte. Elas também não virão com o Avatara de Aquarius, que como já disse numa postagem anterior, não encarnará como ocorreu com Jesus, o Avatara de Peixes, e ser também crucificado.

Elas dependerão de nossas atitudes, de Paz e Amor...só que dessa vez não pode ser apenas um ato de rebeldia contra o sistema, mas terá de ser uma ação consciente, para corrigir tudo que até hoje o homem destruiu, e construir um mundo novo, bem diferente de tudo que até então o homem valorizou.
Quando isso acontecer, a Era de Aquarius deverá, enfim, estar completando a sua maioridade. Oxalá, e que assim seja !

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Os Tulkus

O tulkuismo é muito pouco conhecido fora do esoterismo budista, sendo um termo bem íntimo dos lamas do Tibete, que o utilizam para expressar a linhagem de seres que se ligam a um Ser Central. Dentre esses, o primeiro na linha direta de descendência do Dalai Lama, seu Chefe Supremo, será o seu substituto, quando este vier a falecer.
Os monges saem, então, em peregrinação pelo mundo afora, tentando encontrar o tulku do seu líder espiritual recém falecido. Esse tulkuismo é o de sentido vertical, formado por seres preparados para receber estados de consciência de um Ser espiritualmente muito evoluído.
De um modo geral, os ocidentais costumam fazer confusão, quando tentam expressar essa busca por um ser "de origem divina". As aspas ficam por conta de dar um sentido religioso ao ato em si, tomando-se a palavra religião no seu aspecto primário, de religar o homem à divindade. Afinal, todos os humanos, de um modo abrangente, são criaturas geradas por uma vontade superior, logo divinos somos todos nós.
A confusão fica por conta da dificuldade de entender o processo do tulkuismo. Os tulkus são extensões, quase sempre em número de sete, de uma mesma individualidade, que é o verdadeiro repositório das experiências adquiridas. As diversas personalidades encontram-se conectadas entre si, e ligadas a esse Ser Maior, que dispõe de um estado de consciência altamente evoluído.
Os tulkus horizontais pertencem ao plano físico, e seus corpos estão preparados para que neles vibre, ocasional ou permanentemente, a consciência de um Ser também espiritualmente evoluído, que irá levá-los a influir em diversos setores das atividades humanas. Os tulkus horizontais costumam ser, geralmente, verdadeiros sósias, uns dos outros, como se fossem irmãos gêmeos, apresentando as mesmas tendências psíquicas e emocionais, encontradas em gêmeos uni-vitelinos.
Os tulkus horizontais, portanto, possuem missões relacionadas à evolução da criatura humana, em suas atividades no plano físico. Esses grupos tulkuistas agem em diversas áreas da sociedade, sob a regência de um comando superior, com a intenção de inspirar novas conquistas e favorecer a evolução da humanidade.

Os tulkus verticais pertencem ao plano espiritual, e permanecem sintonizados com frequências vibratórias de elevado padrão de consciência, cuja missão é expandir o nível de consciência espiritual da criatura humana. Os tulkus verticais, de um modo geral, não interferem nas atividades do plano físico, mantendo o seu foco em ações e revelações, inteiramente voltadas para o despertar das consciências humanas, no que se refere ao progresso espiritual.
Desta forma, poderemos perceber que, os monges do Tibe
te, em suas buscas, dedicam-se a encontrar o tulku vertical, que esteja sob a influência do mesmo Ser Superior que era a fonte de inspiração do Dalai Lama falecido. Se o jovem, enfim localizado, é efetivamente a reencarnação do Mestre, talvez possa deixar dúvidas, mas que seja um tulku vertical ligado ao mesmo estado de consciência que o inspirava em vida, aí não haveria qualquer dúvida, diante das evidências colhidas durante o processo de busca.
O meu mestre físico que realizou este estudo, do qua
l faço esta releitura, chamava a nossa atenção para que não se confundisse o tulkuismo com a mediunidade. O tulkuismo tem sua origem nos Grandes Mistérios das Manifestações Avatáricas, relacionados aos Avataras Cósmicos e Planetários, incluindo suas Colunas, Hierarquias e toda a sua Corte Celestial. A mediunidade é um estado psíquico de consciência espiritual, relacionado aos processos de resgates kármicos, em que dons e talentos se voltam para o ato de servir ao próximo, a fim de se redimir dos erros do passado. Assim se comportam os mediuns, na ânsia de se livrar dos karmas, às custas de renúncias e sacrifícios.
O processo de canalização, porém, está tomando aos poucos o lugar dos fenômenos mediunicos, fazendo, de cada um, seu próprio medium ou vidente que saberá distinguir a verdade, por enxergar com seus olhar hiperfísco o que os olhos físicos não conseguem ver.

Dizia o meu mestre que já não é mais tempo de se recorrer a incorporações, em busca de curas ou conselhos. As verdadadeiras ações de cura, segundo ele, sempre tiveram suas origens nos planos superiores, por obras de Seres altamente evoluídos, os Devas Curadores ou Espíritos de Cura, sob a liderança do excelso Arcanjo Rafael. As entidades que se dizem curadoras, e que tomam a consciência dos mediuns, não somente estariam enganando aos que nela acreditam, mas enganando-se a si mesmas, por crerem possuir tal poder.
O grande despertar da consciência planetária há de levar todas as criaturas humanas
a se tornarem, num tempo futuro, tulkus das Sublimes Consciências Cósmicas, fazendo-se mestras de si mesmas, curadoras dos seus próprios karmas e não mais dependentes de forças externas ou interferências psíquicas de seres desencarnados.
Enquanto essa consciência divina não assume o comando de nossas almas, integrando-as em definitivo ao Espírito, devemos ir nos libertando de todas as práticas que fujam ao nosso controle e que nos coloquem na dependência de energias ou fenômenos estranhos e alheios às nossas vontades.
Quem sabe se um de nós já não é um tulku vertical, ou, pel
o menos, um honesto e digno tulku horizontal, agindo dentro da família, no trabalho ou na comunidade em que vivemos ! E se assim for, será preciso estar ligado e sintonizado 24 horas, com o transmissor espiritual que transmite os recados das consciências superiores que regem nossas vidas.

Assim sendo, vez por outra, fique em silêncio, aquiete a mente, e aguarde a mensagem. Um dia, ela chegará.


sábado, 31 de janeiro de 2009

Os Avataras

O Avatara é uma encarnação divina, nascido entre os homens, para a evolução da criatura humana.
Os Avataras são consciências cósmicas, projeções do poder divino que assumem corpo físico, com a finalidade de ajudar a humanidade a adquirir experiências evolucionais.
As manifestações avatáricas são cíclicas, ocorrendo em períodos definidos de tempo, de cerca de 2.160 anos, que correspondem a uma Era Zodiacal.
A cada Era Zodiacal, no momento da entrada do signo, ocorre a manifestação avatárica integral, como ocorreu no início da Era de Peixes, com a manifestação da consciência cósmica crística em Jesus, o Cristo.
Durante a Era Zodiacal, além da manifestação avatárica integral, ocorr
em diversas avatarizações parciais, a cada sub-ciclo, ou quando se faz necessário, de acordo com os ditames da LEI.

As chamadas avatarizações divinas não acontecem somente no plano místico-espiritual, mas também em diversos outros campos da atividade humana. Guerreiros, sacerdotes, cientistas, artistas, filósofos, políticos e até pessoas simplórias e com pouco estudo podem ser, cada qual na sua área de influência, um desses avataras parciais.
Esses seres cósmicos, Avataras integrais ou parciais, assim como s
eus adeptos e mestres, vêm atuando junto à humanidade por idades sem conta, num majestoso trabalho evolucional, a que a tradição iniciática costuma denominar de OBRA.
As manifestações avatáricas obedecem a ciclos e ritmos cósmicos, de acordo com as diretrizes do PLANO DIVINO. Os Avataras e sua corte são expressões do PODER DIVINO, e se utilizam dos corpos físicos humanos, para a realização de suas missões na face da Terra. Esses corpos precisam ser preparados cuidadosamente, ou no retiro de Ordens Secret
as ou em locais de elevado padrão vibratório, onde receberão todos os cuidados e atenção dos seres hiperfísicos, que lhes darão a indispensável cobertura, em todos os sentidos. Assim aconteceu com grandes Mestres como Pitágoras, Sidarta Gautama e Jesus, enquanto neles se manifestavam as consciências cósmicas superiores, avatarizadas em seus corpos físicos.
A história secreta da evolução planetária narra situações semelhantes, em diversas épocas diferentes, mencionando fatos ocorridos com seres avatariz
ados que, assim como o Buda e o Cristo, tinham missões divinas a serem vivenciadas junto à humanidade.
Existem, porém, ocorrências de avatarizações momentâneas, quando o veículo físico é utilizado para um determinado trabalho, sem que aquele que cede o co
rpo tenha consciência do fato em si. A consciência cósmica ocupa momentaneamente o corpo físico escolhido, enquanto a consciência humana é retirada do corpo, até que a missão seja concluída. Que não se confunda esse fenômeno com a mediunidade ou a incorporação de entidades, que são manifestações astrais ou anímicas. Na maioria das vezes, esses processos são confundidos, provocando tremendas confusões e misturando-se as linhas de trabalho. Cada um deve seguir o seu caminho evolutivo, dentro do seu nível de consciência espiritual, nem mais, nem menos.
As avatarizações momentâneas podem ocorrer por períodos de tempos variáveis, conforme a extensão do trabalho a ser desenvolvido pela consciência avatá
rica. E isso pode ocorrer também através de veículos físicos diferentes, que seriam utilizados por uma consciência cósmica única, e agindo em regiões diferentes do planeta. Não é incomum acontecer que, num certo momento, diversos corpos diferentes estejam sendo utilizados por uma mesma consciência superior.
Essas avatarizações momentâneas são utilizadas, geralmente, em situações emergenciais, quando os "circuitos" costumeiros encontram-se sobrecarregados, desalinhados ou com algum outro problema. Nesses momentos, o potencial energético av
atárico é ativado, para depois de cumprir suas tarefas, ser desativado e retirado. Assim se explicam o surgimento de líderes meteóricos, que surgem de repente, para depois se calarem para sempre. Muitos deles, porém, continuam pregando e liderando grupos, como se ainda dispusessem da antiga consciência superior, correndo o risco de ser utilizado por seres malignos e destrutivos. Com isso, não se quer dizer que, depois de servir à LEI, o corpo físico é abandonado à própria sorte, sem proteção ou cobertura. Mas, o livre arbítrio sempre prevalece em qualquer situação, e muitos desses seres, após serem despojados daquela consciência superior, continuam fingindo que ainda dispõem do poder e passam a iludir seus adeptos. Às vezes, esses transgressores são retirados do plano físico, por um acidente fatal ou mediante uma morte súbita, para que os seus veículos superiores não se percam completamente.


Estas revelações jamais haviam sido divulgadas ao mund
o profano, antes do maravilhoso trabalho da extraordinária Helena Petrovna Blavastky e de seus seguidores da Sociedade Teosófica.
No Brasil, coube ao Professor Henrique José de Souza rev
elar os pormenores dos grandes segredos dos Avataras, ainda que com as necessárias restrições esotéricas, como determina a LEI. Esse estudo ainda não foi bem compreendido, nem mesmo por seus seguidores, que, em sua maioria, não souberam ser continuadores do seu trabalho.
O conteudo deste texto foi extraído a partir de uma re
leitura dos escritos do meu mestre físico, o Professor Seixas, datados de 15 de setembro de 1983, e publicados no Círculo Hermético Solaris, quando do centenário de nascimento do Professor Henrique José de Souza, fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose.