sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mapa Numerológico da Alma

As pessoas costumam ficar curiosas sobre o que seja um mapa numerológico. A grande maioria está cansada de conhecer o popular mapa astral, que, na verdade, é um mapa astrológico. Poucos, muito poucos, no entanto, já viram um mapa numerológico.
Um mapa, além do significado tradicional de desenho ilustrativo de uma região, também pode ser definido como um esquema demonstrativo, que distribui e situa cada informação, dentro de um plano de trabalho. Pois bem, é assim que deve ser visto o mapa numerológico.
O plano de trabalho é baseado numa técnica pitagórica, que atribui valores
numéricos às letras, e caracteres qualitativos aos números. A numerologia não considera o número um simples símbolo de valor quantitativo, que estabelece volumes, intensidades, espaços e grandezas dimensionais. A técnica desenvolvida pelo grande filósofo, matemático e mestre iniciático Pitágoras atribui a cada número um perfil próprio, que identifica e define as tendências e vocações humanas.
Pitágoras foi um sábio grego que possuía dons cristícos e poderes avatáricos, se
melhantes aos que, séculos mais tarde, foram desenvolvidos por Jesus, o grande avatar do amor.
O mapa numerológico, porém, é apenas o esquema demonstrativo desse plano de trabalho, que tem por base transformar tudo em números. Como dizia Pitágoras, os números são tudo, e não existe nada que não seja número. Segundo a visão pitagórica, Deus é o grande matemático, que criou tudo a partir dos números.
O mapa numerológico é, portanto, o ponto de partida, mas jamais o de chegada.
Os números são símbolos que identificam, mas não influem. Chega-se a conclusões através da leitura dos sinais numerológicos, mas não se criam situações, nem se materializam obras, a partir dos números.
Pitágoras ensinava a seus discípulos que conhecer as qualidades numerológicas era um talento que permitia o acesso ao auto-conhecimento.
"Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás os Deuses e o Universo". Era com essa frase que a filosofia grega contemplava os que adentravam o Templo de Delfos, onde as sacerdotisas profetizavam os futuros acontecimentos e os sábios aconselhavam seus discípulos.

O mapa numerológico distribui os números em seus diversos espaços de leitura, mas haverá de ser com o conhecimento da filosofia do Mestre que o discípulo saberá interpretar corretamente o que esses números podem revelar.
Muitos se julgam conhecedores da numerologia, por saberem apenas montar esse plano inicial do trabalho. Mas, o mapa é só o início, já que a leitura correta exige profundos estudos e análises, dentro do que era ensinado por Pitágoras aos seus discípulos. Por isso, diz-se que não basta saber identificar o perfil de cada número, é preciso interpretá-los dentro de um contexto consistente e interativo, a que eu denominei "trama da alma".
A trama é um entrelaçamento de fios e nós que produzem uma peça enredada, onde tudo tem de estar relacionado e dependente entre si. E é assim que terá de ser visto o mapa numerológico.
A alma criou uma trama que terá de ser seguida pela personalidade, a fim de
que se concretize a missão. É dessa forma que o mapa terá de ser analisado. Nenhuma idéia solta, nenhum ponto discordante.
A alma é o resultado do somatório das vogais do nome que se recebe ao nascer. A personalidade é a soma das consoantes. A missão é a soma completa de vogais mais consoantes.
A Numerologia da Alma, metodologia por mim desenvolvida, promove a análise dos ideais da alma, as razões pelas quais ocorreu uma nova encarnação e os caminhos a serem percorridos para o fiel cumprimento da missão.

A Numerologia da Alma não se prende às ambições e anseios da personalidade, que é o ego encarnado, e que sofre todo tipo de pressão social e influências kármicas dos antigos erros cometidos em vidas passadas. Muitas vezes, a personalidade tenta desviar-se da missão, por comodismo, egoísmo ou vaidade, e sofre muito com isso, até que volte a se ocupar das tarefas que foram programadas, de acordo com o plano da alma.
A Numerologia da Alma condena os que procuram utilizar-se da numerologia para satisfazer os anseios materialistas da personalidade, por provocar o distanciamento da
missão e a conseqüente frustração espiritual da alma. Ninguém poderá ser feliz, se não cumprir a missão. Não há riqueza, nem fama, nem poder, que possam proporcionar paz e felicidade, se forem alcançados mediante o abandono da missão.
Convido, portanto, os meus leitores, que desejam se conhecer melhor, e saber qual é a sua missão nesta vida, que entrem em contato comigo, para solicitar seus ma
pas. O meu email é gilberto.numerologo@starweb.com.br, e será preciso enfrentar uma fila, para aguardar a vez. Por isso mesmo, é bom reservar já a sua vaga. Se quiserem saber um pouco mais sobre a Numerologia da Alma, façam seus comentários ou solicitem um tema de sua preferência que, dentro do possível, procurarei atender.









sexta-feira, 15 de maio de 2009

Karma e Reencarnação - o karma 16

A experiência me tem revelado que, cada vez mais, as pessoas demonstram curiosidade sobre suas vidas passadas e o que esperar do futuro. Não importando qual seja a sua crença, a reação natural e instintiva é pedir que fale alguma coisa dela, que ela não saiba. Algumas emendam o pedido com uma ressalva, "mas não me conte nada de ruim que virá a acontecer". Em relação às vidas passadas, costumam ser menos incisivas, mas ainda assim um pouco reticentes.
Quando surgem números kármicos nos seus mapas, ficam meio assustadas, por não saber o que isso possa representar de pior para sua vida.


O consolo que procuro dar, diante dessas presenças kármicas, é que são coisas do passado, ações de outras vidas que foram cometidas por uma outra personalidade, na qual sua alma esteve encarnada. O mérito maior que faço questão, então, de ressaltar é que ela foi a escolhida por sua alma a ajudá-la a superar as conseqüências dessas antigas ações kármicas.
É claro que a presença de qualquer um deles no mapa é uma demonstração inequívoca da natural tendência a repeti-los, se não houver muita atenção e permanentes cuidados.
Daí porque a numerologia pode prestar uma enorme ajuda na identificação de cada um desses karmas, e nas recomendações de como lidar com eles.
De acordo com a posição que ocupem no mapa, os karmas podem ser mais ou menos ativos, influindo de um modo maior ou menor, nos riscos de vir a re
peti-los.
Procuro tranqüilizar essas pessoas que trazem números kármicos nos seus mapas, dando-lhes o conselho mais simples e coerente que se pode dar, quando
o assunto em pauta é o karma.
Não resistir aos efeitos kármicos, não fugir do enfrentamento e não fechar os olhos para sua realidade são as lições mais eficientes para conviver com os karmas, pois recusá-los ou tentar desconhecê-los somente servirão para realimentá-los e torná-los mais fortes e atuantes.
Na visão numerológica, vence-se o karma através das atitudes sugeridas pelos seus números reduzidos, que se comportam como guias e conselheiros, em todos os momentos. Se o karma é o 14, o melhor é ouvir o número 5. Se o karma é o 16, ouve-s
e o número 7. Se o karma é o 19, é a vez de se dar ouvidos ao número 1. O karma 13, que é suave como a preguiça, resolve-se com a simples opção pelo trabalho e por assumir-se responsabilidades, como recomenda o número 4.
Aconselho, portanto, às minhas amigas que possuem 16 na alma ou na personalidade que se concentrem bem nas virtudes e vocações do nº 7,
procurando adotá-las em todas as suas ações.
Há diferenças, é verdade, apesar do tratamento ser sempre o mesmo. Se o karma 16 aparece na alma, a influência é bem mais forte, dando uma estranha sensação de que, a qualquer momento, tudo pode acontecer novamente, ainda que não se tenha a consciência exata do que é que pode voltar a se repetir.
As lembranças permanecem retidas na memória espiritual, mas não são identificadas a nível da consciência. Com isso, os efeitos dos antigos karmas vão agindo e influindo nas ações, apesar de não serem entendidos os motivos que provocam cada s
entimento ou emoção.
Dessa forma, os karmas na alma interferem bastante no comportamento, gerando medos e bloqueios emocionais, que poderão inibir ou até anular virtudes e talentos.
A maneira mais aconselhável para lidar com essas reações inibidoras é não tentar negá-las, nem fugir delas. O melhor mesmo é encará-las de frente, tentando entender os motivos que deram origem a essas tendências fugidias e escapistas. O autoconhecimento e uma avaliação precisa de cada acontecimento ajudarão a equacionar e resolver todos os conflitos, sem traumas ou medos.
Uma sensação estranha de um fracasso iminente, diante
de qualquer experiência mais ousada, pode ser um sinal de que uma situação semelhante foi vivida em uma outra vida. Mas, de forma alguma, essa sensação estaria prenunciando um novo fracasso. O sentimento é de que tudo pode vir a se repetir, e que é melhor não arriscar. Mas, o karma 16 também está relacionado a perdas de oportunidades ou a tentativas erradas, daí porque fugir ou evitar, não é a solução.
O ideal mesmo é enfrentar cada situação com a percepção e o detalhamento de um número 7, sem ilusões ou emoções.

As almas 7 devem seguir pressentimentos, pois são intuitivas e videntes, mas precisam aprender a separá-los das fantasias e devaneios do mundo místico que domina a sua mente. Não se deve confundir a visão hiperfísica, que gera imagens mentais, com sensações ilusórias, provocadas pela vontade de produzir um fenômeno espiritual. Tem gente que tem vontade de ser medium ou vidente, mas não nasceu com esse dom, então vive criando rituais e celebrações, nos quais surgem mensagens ou imagens, inventadas por suas fantasias mentais. Isto não é sadio, e também não ajuda, só atrapalha.
Cuidado com as mentiras e manipulações , que são tendências dessas
almas 16 que, ao invés de buscar saídas para seus karmas, se embaraçam cada vez mais nas suas redes de intrigas. Evitem os escândalos e as traições, especialmente as amorosas, buscando colocar-se a salvo das seduções e tentações da matéria.
Controlem suas ambições exageradas e as reações autoritárias, não se julgando donos da verdade ou senhores das vontades alheias.
Os karmas, qualquer um deles, quando surgem na alma,
podem fugir do controle e se repetirem a qualquer momento. Isso porque, as causas estão impregnadas na alma, palpitantes e latejantes, como uma ferida mal cicatrizada. Essas dores, quando se trata do karma 16, poderão ser ainda mais intensas, se o nº kármico 13 surgir em alguma posição do mapa. Essa presença configura o mau uso dos poderes espirituais em proveito próprio, interferindo na vida alheia e gerando os doloridos karmas da magia negra. Isso costuma afastar essas almas das práticas espirituais por diversas encarnações, devido ao medo de repetir os erros. Algumas pessoas não podem nem ouvir falar de fenômenos espirituais ou místicos que se arrepiam e se benzem. Muitas dessas, senão todas, foram magas negras em outras vidas, e não querem nem pensar em correr o risco de repetir os karmas do passado. Mas, o tempo trata de fazê-las esquecer os males causados, enquanto vão pagando por seus karmas e resgatando-os, vida após vida. Chega uma vida em que o mundo espiritual oculto se abre novamente para essas almas que, cautelosas e criteriosas, voltam aos seus rituais de magia, curando, aconselhando, consolando e exorcisando os demônios daqueles que insistem em manipular a vontade e os sentimentos alheios.
As personalidades 16, por estarem numa fase mais avançada de eliminação dos karmas, sofrem menos pressões, enquanto, de um modo mais prático e objetivo, vão deixando esses karmas para trás. O momento é este, com o karma na personalidade, a encarnação é propícia para a quitação de todas as dívidas do passado.
Assume-se o perfil do nº 7, e segue-se adiante. Pre
servamos nossos espaços, passamos mais momentos a sós e nos dedicamos a leituras, estudos e meditações. A ciência torna-se a fonte de nossas curiosidades; os mistérios, a inspiração de nossas pesquisas e a expansão ilimitada da nossa consciência espiritual, a razão de viver.
Os cuidados recomendáveis às almas 16 se aplicam às person
alidades, especialmente no que se refere a traições e escândalos amorosos. As personalidades, no entanto, não serão tão afetadas por remorsos e medos de fracassos com a mesma intensidade das almas 16.
Se o karma 16 vem na missão, aí então não há o que duvidar, essa alma fracassou numa missão anterior. E se ela traz, em qualquer lugar do mapa, o nº mestre 11, o fracasso envolveu a liderança de grupos iniciáticos, e, agora, está repetindo a missão fr
acassada.
Em tais casos, todo cuidado é pouco, para que o fracasso não
volte a se repetir. Um novo fracasso seria por demais decepcionante e doloroso para essa alma, quando se desse conta disso, depois de desencarnar.
Compreendo que, no Ocidente ainda se encontra muita resistência quando se fala em karma e reeencarnação. Se a gente menciona o assunto, as pessoas se sentem incomodadas e bastante desconfortáveis. Elas alegam, quase sempre, que não lembram de nada de outras vidas, logo não podem confirmar se o que é dito aconteceu mesmo, ou não.
É verdade que as lembranças de outras vidas são apagadas da memória consciente, mas permanecem no inconsciente, e assim, resíduos ou lapsos dessa memória kármica podem, a qualquer momento, colocar-nos diante de uma sensação estranha
ou de um sentimento que causa surpresa ou emoção.
Crendo ou não crendo nos karmas e na roda de reencarnações, eles existem, e o melhor é não duvidar. Todos nós continuaremos a reencarnar, até que o último sentimento negativo, por mais ingênuo ou simplório que seja, venha a ser superado.
Dar o amor sem esperar retribuição, ofertar o perdão sem re
strições ou doar aquela esmola que fará falta serão práticas obrigatórias, para que se possa evoluir. Enquanto uma simples pendência kármica persistir, a alma estará em dívida com o Espírito ou a Mônada.
Vencer os karmas, e ajudar as almas a quitarem todas essas dívidas espirituais, é a grande responsabilidade das personalidades, a cada encarnação. E para fazer isso basta cumprir a missão.

Dedico essa postagem às minhas mais ilustres seguidoras, que estão investidas de personalidades guerreiras e corajosas, para libertarem suas almas dos karmas do nº 16.
Daniele e Patrícia, o brilho dos seus nºs. 7 ilumina a escuridão dos kar
mas, e faz com que suas vidas sirvam de exemplo para suas amigas e familiares. Os karmas se perdem e se atrofiam, diante da grandeza com que põem em prática as qualidades e os valores do nº 7.
A receita é esta, o remédio é amargo, mas a cura é prazerosa e gratificante.








quinta-feira, 7 de maio de 2009

Espiritualidade sem religião

Os novos tempos estão cobrando novas posturas, novas atitudes, novos ideais, mas sem que se altere uma só vírgula das antigas verdades, que deram origens às tradicionais crenças, seitas e religiões.

Dedico esta reflexão espiritual a todos que estão transitando entre o devocional e o espiritual, sem entender com muita clareza o que se passa com a sua fé.
Até há bem pouco tempo, a missa, o culto, uma sessão espírita ou um ritual de candomblé, pareciam responder a todos os ideais da alma.
De acordo com as crenças de nossos pais, dávamos os nossos primeiros passos religiosos, e rezávamos com uma enorme fé para um Deus Todo-Poderoso, distante, é verdade, mas perfeitamente acessível através dos padres, pastores ou mentores espirituais.
O pecado nos apavorava, as ameaças com o inferno ou com os karmas mexiam com as nossas almas, fôssemos católicos, evangélicos, espíritas ou seguidores de seitas orientais.

As nossas dúvidas espirituais eram respondidas por nossos pais, pelos livros sagrados que nos eram dados a ler ou pelos líderes religiosos de nossas igrejas. As verdades pareciam encaixar-se em nossas crenças, ou, talvez fosse o inverso, mas tudo funcionava a contento, dando-nos uma sensação de conforto e segurança.
Tínhamos crenças que pareciam ser nossas boias salva-vidas diante dos naufrágios das almas pecadoras, que se comportavam de modo estranho à nossa fé ou que adotavam certos rituais, condenados pela nossa igreja.
A nossa certeza de estarmos no caminho certo
residia, quase sempre, num monólogo recitado ao nosso Deus, que acreditávamos estar-nos ouvindo e sempre pronto a nos atender, desde que fôssemos bonzinhos e cumpríssemos os ensinamentos de nossa religião.
A missa dos domingos, os cultos de meio de semana, os rituais das sextas-feiras, conforme fosse a nossa religião, pareciam oferecer a garantia de que Deus estava conosco, e que os pobres coitados que seguiam outras crenças estavam condenados, na melhor das hipóteses, a não serem jamais perdoados, a nunca alcançarem o Paraíso, o Nirvana, o Céu de Alá.
A gente olhava com desconfiança para quem não seguisse a noss
a religião, que nos parecia tão óbvia, tão certa, tão perfeita ! Como seria possível acreditar-se em outras verdades, senão naquelas ensinadas pela nossa religião, transmitidas pelos nosso livros sagrados e praticadas através dos tempos por seres sábios e generosos ?
A essas crenças religiosas, chama-se devoção, que é o culto a uma religião, envolvendo a crença em certos preceitos sagrados, que foram ensinados por um líder, numa determinada época, até serem reunidos por seus seguidores e transformados numa ideologia salvadora da alma.

A Doutrina Secreta nos conta que, no início do processo de evolução planetária, na fase da antiga Lemúria, seres de um outro planeta mais evoluído deslocaram-se
para a Terra, com a missão de dar uma contribuição psíquica à evolução mental dos seres que habitavam o nosso planeta.
Esses seres, os kumaras, vindos do planeta Venus, desembar
caram na Terra e unindo-se aos seus habitantes geraram uma raça mentalmente mais evoluída, dando início, então, a uma primeira expansão mental digna de registro entre nós.
Os milênios se passaram, o desenvolvimento psico-emocion
al da humanidade foi acontecendo, até que chegou o momento de dar um novo impulso nessa evolução, dessa vez com o intuito de promover uma aceleração no sentido espiritual.
Introduziu-se, então, a chamada "iniciação espiritual", uma prática que acelerava o padrão vibratório da alma humana, colocando ao alcance dos mais evoluídos, certos poderes místicos e inacessíveis aos não-iniciados.
Isso ocorreu na época da Atlântida, quando se deu um extraordi
nário progresso na história do planeta, com uma acelerada expansão no nível de consciência da criatura humana. Os poderes humanos se tornaram muito mais fortes, permitindo que ações de magia e encantamento se disseminassem por toda a terra, estimulando a ambição desenfreada e a luta pelo controle da vontade alheia.
A situação de descontrole chegou a uma condição irreversível,
que provocou uma decisão extrema da parte dos Regentes Planetários, de afundar o continente atlântico, para recomeçar num tempo futuro, uma nova fase de experiências iniciáticas. Alguns seres mais evoluídos espiritualmente foram orientados para buscar terras distantes, onde permaneceriam em segurança, enquanto os demais sucumbiam com seus egoísmos, arrogâncias e prepotências, afogados em seus imperdoáveis karmas de magia negra.
Diante disso, a humanidade deu um passo para trás, retrocede
ndo em seu caminho de evolução, e tendo de esperar por mais alguns séculos, antes de retomar o processo que fora abortado, no continente atlântico, diante dos desmandos da raça humana, quando adquiriu, e não soube usar, o poder de acessar os seus mais poderosos direitos divinos.
De lá para cá, foram séculos de reaprendizados, com práticas religiosas convencionais, algumas tentativas de ressurgimento de sociedades secretas de magia e muitos conflitos entre os poderes adquiridos pelas Igrejas e as ações espontâneas e livres, dos que ainda mantinham vivas na alma as forças místicas herdadas da antiga Atlântida.
A história da evolução espiritual fala de lutas e perseguições religiosas, de magias e fogueiras queimando os magos, fala de milagres e de crucificações de santos, fala de avataras, mestres e sábios, pregando o resgate dos poderes místicos deixados para trás.
Em algumas regiões do planeta, as religiões tomar
am o lugar do Estado, passando a impor a fé como um instrumento da lei e da ordem. Em outras épocas, e em outras regiões, predominaram o materialismo e o ateísmo, e ainda o xamanismo, com seus rituais voltados para as crenças nas forças da natureza, e as seitas africanas, com seus simbolismos místicos e seus ritos mágicos.
A fusão de todas essas crenças e a união de todos os conhecimentos re
sultaram numa síntese mítica, que aponta para o despertar espiritual de uma Nova Era, quando templos e rituais se individualizarão, se fazendo presentes dentro de cada criatura humana, que será, tanto o discípulo, quanto o mestre de si mesma.
Os sinais dessa nova fase de "iniciação espiritual" já se fazem presentes entre nós, desde a segunda metade do século passado. A literatura esotérica, a partir dessa época, ganhou uma enorme dimensão com o surgimento de obras reveladoras dos Grandes Mistérios, até então velados ao conhecimento humano.
As mentes começaram a recebe
r "idéias" estranhas e pensamentos que fugiam ao que se considerava normal. A mediunidade começou a sair das mesas do espiritismo e dos centros de candomblé e umbanda, para se manifestar entre religiosos de diversas crenças. Com isso, os conceitos de karma e reencarnação retomaram a força que haviam perdido no ocidente, desde que a Igreja e o Estado se uniram para dar lugar à famigerada Inquisição.
Nos dias de hoje, dá-se uma incontrolável aceleração da jornada
iniciática, que pode ser definida como uma caminhada em direção ao mais íntimo de nossa alma, onde habita o divino, a essência da vida espiritual de cada um de nós. Ali está a nossa nova e universal religião, que não separa os fiéis, mas agrega todas as crenças e todos os ideais. Ali, no fundo da alma, e dentro do coração, se faz presente a nossa única e definitiva religião, da qual somos o templo, o mestre e o discípulo.
Cada um de nós passará a ser o Cristo renascido, o novo caminho
, a verdade e a vida.
Por tudo isso, estamos sentindo uma necessidade enorme de não mais seguir seitas, de não sermos obedientes a regras criadas e impostas pelos falsos
profetas e pelos escribas e fariseus hipócritas.
A inspiração surgirá nas mentes e corações de todos nós, cada qual despertando no seu devido tempo. A verdade não estará com esta ou aquela religião, mas com todas elas, e com nenhuma.
A verdade será revelada a cada um de nós, pelo despertar dos
nossos Egos Divinos, que estavam adormecidos no fundo de nossas almas, desde o início dos tempos, quando fomos criados à imagem e semelhança da Criação Divina.
Muitos estão tendo dificuldades para prosseguir praticando a sua religião, pois não mais sentem o entusiasmo na alma para continuar crendo no que lhes é imposto, e que não mais lhes faz sentido.
Muitos sentem necessidade de obter respostas, que possam iluminar suas almas, e que não vislumbram nos meios religiosos que frequentam.
Muitos ouvem um chamado interior que não conseguem desconhecer, nem ficar alheios ao que eles colocam em suas mentes, desafiando-os a sair em busca de novas verdades, sem medos de castigos ou punições.
O tempo da espiritualidade devocional está chegando, po
uco a pouco, ao fim, dando lugar à espiritualidade mística, que transcende às crenças religiosas.
Que as pessoas que se sentem induzidas a seguir seus próprios caminhos, confiem mais nas suas intuições, e se entreguem às suas peregrinações solitárias, em busca de uma comunhão plena com o seu Deus Interior.
Dedico esta mensagem aos queridos discípulos da Numerologia da Alma, que estão passando por esse processo, e que precisam de muita serenidade, confiança e paciência, para dar um passo firme em direção à sua própria divindade.
Benção e graças sejam dadas a Daniele, Bárbara, Patrícia, Hélio
, Fernanda e Maria da Glória, que têm buscado a verdade com exaustiva dedicação e perseverança, numa jornada iniciática que nunca mais terá fim.






terça-feira, 14 de abril de 2009

As virtudes da dor

Longe de mim, meu caro leitor, fazer uma apologia à dor. A dor nada tem de agradável ou prazerosa. Ah, mas é um santo remédio para a preservação da saúde, e da própria vida! E não me refiro somente à saúde física, mas também à espiritual.
Pitágoras ensinava que a dor é um fator indispensável de aprendizado e proteção - "guia os ignorantes, protege os inexperientes, adverte os inatentos, castiga os culpados, brutaliza os rebeldes".
O livre-arbítrio oferece a qualquer um o direito de escolher o seu
caminho e de tomar suas próprias decisões. Mas, ao se extraviar, seremos avisados. E, certamente, os avisos virão acompanhados da dor.
Doenças, dores, desgraças, apresentar-se-ão,
forçando-nos a parar, refletir, investigar e, finalmente, a descobrir os motivos dos nossos sofrimentos, e a encontrar a cura para os nossos males.
Se não fosse a dor, que obriga a recuos e reflexões, o desvio seria indefinido, e in
evitável a queda, até o fracasso da missão.
Em seu livro "Vida Perfeita", o Dr. Paul Carton, um profundo estudioso da filosofia de Pitágoras, nos lembra que, se o contato com o fogo não provocasse uma dolorosa queimadura, nunca aprenderíamos a conhecer a natureza do fogo, a preservar o corpo da sua ação destruidora e a saber utilizá-lo para o seu
progresso.
Lembra o autor que, quando a gente se conserva na linha reta e se submete às leis divinas, se entregando ao fiel cumprimento da missão, no lugar da dor e do sofrimento, encontramos um prolongado bem estar e alegria interior.
Diante disso, poderíamos concluir que, alegria ou tristeza, bem estar ou sofrimento, saúde ou doença, não passam de efeitos de nossas decisões , aproximando-nos da missão ou dela nos afastando.
Pitágoras ensinava aos seus discípulos que as doenças
tinham um significado esotérico, que explicava e justificava as suas verdadeiras causas. Dizia ele que as doenças são desequilíbrios resultantes da ruptura da harmonia do homem com as leis da Natureza. Antes de adoecer, o organismo apresenta sintomas que têm a intenção de alertar e proteger. Esses sintomas podem provocar dores e sofrimentos que, apesar de resultarem, à primeira vista, numa reação desfavorável
no corpo, constituem-se em seus agentes de proteção e de progresso para o espírito.

Pitágoras ía ainda mais além, afirmando que as doenças não são consequências do acaso ou de agentes externos, como o frio, o calor, a umidade e os micróbios, mas da desarmonia entre o corpo e a alma.
Todo erro de conduta, que contrarie as leis da natureza e vá contra a evolução do espírito "resulta em desarmonia orgânica, imperfeições humorais e enfraquecimento das resistências, que acabam por provocar as doença
s no corpo físico".
Esses conceitos, emitidos há cerca de 2.600 anos atrás, vêm sendo confirmados pelas pesquisas modernas, aliadas a princípios descobertos pela física quântica, que desmentem as teses materialistas da tradicional medicina ocidental e dão razão à antiga medicina oriental.
Ensina o Dr. Paul Carton, com b
ase nas teorias pitagóricas, que os contatos infecciosos não são capazes de contaminar fatalmente os organismos mais resistentes, que se manteriam imunes a essas influências maléficas. Com base nesse diagnóstico, as doenças não são mais do que aparências terminais de um longo trabalho preparatório de degradação do organismo.
O homem, e somente ele, seria o criador da saúde e da doença. A saúde ganha-se por merecimento, ao se obedecer às leis da vida. A doença é a punição dos erros da má conduta física ou mental. E, assim sendo, somos nós mesmos, e mais ninguém, os únicos responsáveis por tudo que nos acontece, de bom ou de mau. Por essa razão, todas as vezes que enfrentamos dissabores ou sofrimentos, não temos o direito de nos queixarmos, senão de nós mesmos.
No lugar de reclamarmos de Deus, de acusarmos a natureza ou as ações alheias, o mais acertado é olharmos para trás e sobre nós mesmos, e investigarmos
as origens dos males que nos afligem, sejam eles físicos, psíquicos ou espirituais.
Quando descobrirmos as causas das nossas doenças e sofrimentos, c
onvém tirarmos lições e não repetirmos nunca mais os erros causadores de nossos males.
Mas, e as epidemias, as catástrofes e os flagelos coletivos, como explicar as desgraças de uns, enquanto outros são preservados ?
As explicações dadas por Pitágoras são as mesmas adotadas na análise das
causas das doenças humanas. A coletividade se comportou mal e de maneira prejudicial aos aspectos físicos e morais, provocando desequilíbrios e desarmonias na vida planetária. Os povos de um determinado país, região ou continente contrariaram as mais simples leis universais que regem a vida do planeta e da humanidade.
Houve desprezo pela alimentação pura e sadia, deixou-se de la
do os exercícios físicos que atuam na disciplina do corpo e abandonou-se as práticas naturais que harmonizam o homem com a natureza. Ocorreu um descaso pelas condições ambientais, prevaleceu o egoísmo e desprezou-se a espiritualidade. Espalhou-se, então, a devassidão, os vícios e a corrupção, permitindo-se que se instalasse a degradação moral. Com isso, enfraqueceram-se as resistências coletivas, o sistema imunológico da humanidade fraquejou, e as epidemias, violências e guerras transformaram-se nas doenças físicas, morais e espirituais de toda a coletividade.
A sociedade, em tais situações, costuma reagir da mesma forma que o indivíduo que se sente afetado pelas doenças, ela também adoece e começa a morrer.
A criatura humana, por conseguinte, não só provoca a sua desgraça pesso
al, como causa ainda a degeneração social e as catástrofes coletivas.
Afastada da natureza, presa à matéria e desprovida dos princípios básicos da ética, da moral e da espiritualidade, a humanidade se desespera com os efeitos das guerras e se debate em crises sociais e econômicas. O medo toma conta de todos, diante de um tremor de terra, um abalo financeiro ou um vírus descontrolado, enquanto o inconsciente coletivo cria um sentimento de que o fim do mundo está próximo.
As medidas de combate a esse caos financeiro, ambiental, político e social, traduzem-se em ações externas e medidas que atuam somente sobre os efeitos, sem atacar as verdadeiras causas dos problemas.
Tentando encontrar as causas fora de si, a humanidade se defronta com uma assustadora e insuperável fragilidade, que sempre toma conta dos que abdicam dos seus valores espirituais em favor das conquistas materiais.
No combate às doenças, recorre-se aos remédios químicos e à medicina materialista, por se julgar possível combater as fraquezas do organismo humano com vacinas, cirurgias e drogas pesadas, sem antes eliminar as verdadeiras causas dessas doenças, que dependem, antes de qualquer outro tratamento, da mudança de consciência e de uma profunda revisão da postura espiritual.
Se a crise é política , recorre-se às ameaças de sançã
o econômica e às guerras. Se a crise é econômica, busca-se encontrar soluções, com financiamentos, créditos e liberação de recursos, incentivando-se a indústria a produzir e a sociedade a consumir. Tudo errado, tudo na contra-mão da evolução espiritual, que é a única que pode oferecer bons resultados.
A economia mundial está doente, porque se apoia no desperdício e no consumo abusivo das reservas energéticas do planeta. A
política mundial está doente, porque acredita no poder da força e do dinheiro para gerar uma sociedade próspera e feliz. A saúde da humanidade está doente porque acredita nas panacéias curadoras, e não nos esforços pessoais de cada criatura para ser sadia e irradiar saúde.
A globalização acabou por se transformar num instrumen
to de propaganda de que tudo é possível, e que riqueza e felicidade estão ao alcance de todos. E isso não é verdade, se antes não considerarmos os encargos kármicos de cada um e suas missões diversificadas.
A humanidade ainda insiste no "ter", antes do "ser", e com isso todo
s "teremos" de enfrentar guerras, doenças e violências, antes de "sermos" sábios, sadios e felizes. Por quanto tempo ainda?
Bem, isso só depende de cada um de nós. Afinal, a humanidade é a
soma de todos nós.
Que tal se dermos as mãos e começarmos a caminhar juntos na mesma direção ?
Dois, para começar. Depois, três, quatro e assim pouco a pouco, até nos transformarmos numa massa crítica capaz de mudar a consciência da humanidade.
A contagem regressiva já começou. Dê a mão a alguém, e peça-lhe que estenda a mão para um outro alguém mais próximo.
Vamos dar as mãos !











quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Senda do Discipulado

Os estudiosos dos Mistérios possuem grandes conhecimentos sobre os Mestres Ascensionados e seus poderes sobre a evolução planetária, mas, na prática, pouco se conhece sobre a ligação que esses Mestres mantêm com seus discípulos.
Os probacionários, que são aqueles que ainda se encontram no limiar do Caminho da Iniciação, costumam atribuir valor excessivo às revelações que mexem com o emocional, deixando meio que de lado o principal, por não possuir sua percepção psico-espiritual plenamente ativa.
Os chamados probacionários, por estarem dando os primeiros passos na senda do discipulado, se deixam seduzir mais pelos fenômenos aparentes do que pelos mistérios ocultos. No entanto, são esses primeiros momentos na vida de qualquer um de nós que nos coloca num degrau acima da humanidade comum.

O caminho probacionário, segundo a grande teosofista Alice Bailey, corresponde ao período mais adiantado da gestação espiritual, que irá formar o menino Cristo, no coração do futuro iniciado. Mas, somente após atingir a sua primeira iniciação, esse menino começará a sua peregrinação no Caminho Iniciático, em busca do seu Destino, o Espírito Divino.
Em seu livro "Iniciação Humana e Solar", Alice Bailey descreve e
sse processo da seguinte forma : "Semeia um pensamento, e colherás ação; semeia uma ação, e colherás um hábito; semeia um caráter, e colherás um destino".
O destino imortal de todos nós é atingir a consciência do Ser Superior, e, subsequentemente, a do Espírito Divino. E nessa jornada peregrina, percebe-se que são os probacionários, muito mais do que os discípulos que falam dos Mestres, e muitos até alegam que falam com os Mestres. Isto não é impossível, mas pouco provável.
Os Mestres costumam utilizar-se dos seus Adeptos, seres que já atingiram um alto nível de consciência, para se comunicarem com os discípulos dos seus Raios. Essa intermediação é muito comum até que o discípulo venha a despertar para a senda do discipulado, que haverá de conduzi-lo a sucessivos processos de iniciação.

Entende-se a maior euforia dos probacionários, do que dos discípulos, pelo fato de aflorarem às suas mentes, novas e luminosas idéias, o que jamais acontecera antes, fazendo-os crer que já se encontram em comunhão com a própria Divindade. Os discípulos, por já estarem muitos passos adiante, não se deixam seduzir ou iludir por essas falsas impressões.
Os
probacionários começam, então, a ver coisas e ouvir vozes, interpretando os primeiros sinais iniciáticos, quase sempre de modo equivocado, mas que acabará favorecendo o surgimento de um imaginário espiritual, que há de aproximá-los do verdadeiro Caminho da Iniciação.
A maioria das mensagens que surgem na internet, anunciando catástrofes apocalípticas e boias de salvação, tem suas origens nesses probacionários, que se sentem tocados pela essência do
conteúdo das mensagens, mas despreparados para dar-lhes uma interpretação adequada. Por isso, a melhor maneira de reagir a essas mensagens é com cautela e bom senso, não as tomando como autênticas revelações deste ou daquele Mestre, mas também nunca as descartando.
Procurem analisar a maneira como a mensagem está sendo transmitida, le
vando sempre em conta que os Mestres e seus Adeptos possuem um modo muito simples e natural de conversar com seus discípulos, empregando um tom coloquial e formal, mas não utilizando um linguajar hermético, em desacordo com o idioma e os hábitos dos discípulos.
As mensagens dos Mestres nunca anunciam catástrofes ou desgraças , mas alertas e conselhos. Essas mensagens costumam chamar a atenção dos discípulos, em relação às suas missões e ao que deve ser feito para a realização da Obra Divina na face da Terra.
As mensagens são transmitidas para todos, mas nem todos são capazes de captá-las, e os poucos que as recebem nem sempre são capazes de interpretá-las.
O discípulo que já estiver na senda do discipulado se dará conta que um
a energia nova, mais intensa e num padrão vibratório mais elevado, se fará presente no seu corpo físico, gerando uma força até então desconhecida, que dá a sensação de estar controlando a sua mente. Desse momento em diante, o discípulo nunca mais será o mesmo, jamais voltará a se sentir sozinho e desamparado.
O célebre teosofista W.C. Leadbeater, no seu livro "Os Mestres e a Sen
da", relata um misterioso vínculo que determinados discípulos têm com seus Mestres, e que é muito pouco comentado na literatura esotérica, talvez por ser bem pouco conhecido da maioria dos autores.
Diz Leadbeater :"Como todos nós, os Grandes Mes
tres da Sabedoria têm uma longa série de vidas atrás de Si, e nessas vidas, tanto quanto outros, Eles estabeleceram certos laços kármicos e, por isso, às vezes, acontece que determinados indivíduos têm a seu crédito algum serviço prestado a Eles há muito tempo passado".
Esse crédito poderá surgir, então, numa forma de proteção mais direta, numa aproximação maior e mais íntima e até numa suspensão de antigos karmas, por conta de um novo serviço a ser prestado pelo discípulo.
Uma outra revelação, também pouco difundida, é transmitida na página 169 desse mesmo livro :
"Todo discípulo aceito pelo Mestre tem o direito e o dever de abençoar em s
eu nome, e quando isso o faça, seguramente, o Mestre derramará um copioso fluxo de energia".
Dessa forma, pode-se perceber que o Mestre transfere ao discípulo poderes d
e conceder bençãos em seu nome. E quando isso acontece é como se o próprio Mestre estivesse dando a benção.

A humanidade, mesmo sem saber explicar como, vem pe
rcebendo muitas transformações e sensações diferentes que prenunciam o limiar de uma nova era. A grande maioria daqueles que acreditam nisso parece associar essas mudanças a destruições, cataclismos e fim de mundo.
A sensação que se tem é que há um imenso sentiment
o de culpa no ar, exigindo punições e castigos. As pessoas parecem mais preocupadas em descobrir e punir os culpados do que de assumirem suas próprias culpas.
Guerras e destruições existirão sempre, num grau de maior ou menor violência, mas sempre como consequência de conflitos de idéias e discordâncias na forma de conciliar essas divergências.
O enfoque, ou desfoque, errado parece estar na visão apocalíptic
a que funcionaria como uma espécie de purificação dos pecados, através do sofrimento e do sacrifício da raça humana.
O sentimento religioso fica perfeitamente visível, e até compreensivel, diante de tantos fatos passados, ligados a Mestres que deram ou expuseram suas vidas pela liberdad
e ou salvação de muitos povos.
O fanatismo místico e o sectarismo religioso acabam por desv
iar o foco da realidade que se deve extrair dessas ações de despojamento pessoal, já que a realidade é que a vida continuou, e aqui estamos para testemunhar e vivenciar essa sobrevida.
O mundo não acabou com o dilúvio ou afundamento da Atlântida, e nem com o desaparecimento dos dinossauros. Se, de alguma forma houve atos de redenção de grandes seres como Sócrates, Buda e Cristo, e mais recentemente, num nível bem mais próximo à raça humana, de Gandhi, Kennedy e Martin Luther King, essas ações se destinariam a condenar erros da humanidade, e jamais a configurar vinganças e ameças.
Creio que já é tempo de se parar com tantas fantasias destrutiv
as e passarmos a dar um novo enfoque ao futuro de nosso planeta e de nossa humanidade terrestre.
Conta-nos a literatura esotérica que, há milhões de anos atrás, uma delegação de seres vindos de outro planeta desembarcou na Terra, com a missão de ajudar na evolução da raça. Muitos deles ainda permaneceriam entre nós, outros retornariam quando chegasse a hora, e tudo isso com um único ideal, o de acelerar o processo de evolução da humanidade.

Se existem visitantes do espaço com más intenções, há outros bem intencionados, pois é assim que funciona um universo bi-polarizado. Por que temer os piores e não confiar nos melhores?
Por que tanta preocupação com as naves no céu e extraterrestres na Terra
? Pelo jeito, isso sempre existiu, e não só no nosso mundinho terrestre, mas em todo o Universo.
Por que ficar fantasiando naves de resgates e retirada física para outros mundos? Há m
étodos muito mais simples e kármicamente mais lógicos, de retirar almas de um lugar e fazê-las vir a
reencarnar em outros.
Enquanto se perdem em mitos e fantasias, a humanidade não
ouve a convocação dos Mestres e se sente perdida, aguardando uma salvação externa, e se esquecendo que toda a sua esperança tem de ser voltada para dentro de si mesma, para a salvação interna.
Os probacionários buscam o discipulado. Os discípulos buscam a Iniciação. Os Iniciados buscam o Espírito Divino. Esse é a majestosa senda pela qual trilham as criaturas, após o despertar de suas consciências espirituais.
O universo está sempre em movimento, sem tempo para se importar com os que deixam de fazer a sua parte, esperando que outros venham resgatá-los, levando-os para o Céu ou para algum outro planeta melhor do que a Terra. Enquanto sonham com suas fantasias ou milagres, deixam de cumprir suas obrigações, e abandonam suas missões pelo meio do caminho.
A senda do discipulado é dura e longa, mas quando o discípulo está pronto, o Mestre sempre aparece.










segunda-feira, 23 de março de 2009

A Conspiração Aquariana

O termo conspiração aquariana surgiu em 1980, com o livro da jornalista e pesquisadora, Marilyn Ferguson (1938-2008), no qual a autora retratou o início de uma mudança de comportamento que ela observara na sociedade norte-americana.
O título do livro surgiu, quando a autora, analisando seus estudos e pesquisas, se sentiu atraída por essa duas palavras, que não faziam parte do contexto da obra. A sensação que sentiu, quando se deparou com as transformações sociais que davam seus primeiros sinais, foi de que estava diante de uma conspiração. Isso, no primeiro momento, deixou-a um pouco assustada, por não estar preparada para lidar com uma realidade que a conduzisse a essa visão revolucionária. O tempo, porém, viria a confirmar a exatidão do termo que melhor definiria
o resultado dos seus estudos.

Em todos os ambientes, Marilyn Ferguson identificou pessoas que se enquadravam na condição de conspiradoras, agindo em cooperação mútua, como se fizessem parte de uma rede que atuava de maneira uniforme, com todas elas inspiradas num ideal comum, mas sem que disso tivessem a menor consciência.
Essas pessoas pareciam reconhecer-se por meio de sina
is sutis, de estratégias comuns e de uma identidade de propósitos, que sugeriam fazer parte de um conluio secreto.
Diante dessas evidências, a autora não teve mais dúvidas, e passou a acreditar na existência de um movimento transformador muito intenso e profundo, que não poderia ser melhor definido do que uma conspiração.
Conspirar quer dizer "respirar junto", numa
ligação íntima, harmônica e introspectiva, quase imperceptível. Era dessa forma que ela enxergava a conexão existente entre essas pessoas, que não pareciam estar ligadas a nenhum movimento, mas que se comportavam como se obedecessem a uma estratégia comum, como se seguissem uma voz silenciosa, mística e imperceptível.
Na época em que o livro foi escrito, aguardavam-se as anunciadas mudanças que seriam trazidas pela Nova Era de Aquarius. Daí a escolha da palavra Aquar
iana, para melhor definir o modelo de conspiração que estaria em curso, já que, à luz da razão, seria quase impossível explicar o que estaria acontecendo.
As estratégias adotadas pelos conspiradores eram insólitas, e surpreendiam por não estarem subordinadas a instituições políticas
ou escolas de pensamentos. Os conspiradores aquarianos possuíam uma nova mentalidade, que sintetizava o que de melhor se pode extrair da vanguarda científica e dos mais expressivos pensadores.
A grande surpresa de nossa pesquis
adora foi encontrar esses conspiradores infiltrados em todas as classes sociais, políticas e econômicas. Eles podiam ser encontrados entre os mais ilustres mestres de universidades e também entre funcionários de escolas de ensino fundamental. Eles se faziam presentes nos meios científicos, entre os servidores públicos, nos grupos de legisladores e juristas, e como artistas, taxistas, médicos, educadores, jornalistas e formadores de opinião.
Os conspiradores demonstravam uma conexão perfeita, qua
lquer que fossem seus graus de cultura ou suas classes sociais. Eles estavam sempre afinados e convictos de suas crenças, não tendo dúvidas quanto aos melhores caminhos a serem seguidos.

A autora aprofundou seus estudos, e pode perceber que os conspiradores agiam em pequenos grupos, em todas as instituições, cidades e nações. O movim
ento não era nacional, não estava ocorrendo somente na sociedade norte-americana, mas se espalhava por outros países e por todos os continentes.
Os comportamentos observados eram os mais variados, uns
mais ativistas e panfletários, outros, semeando suas idéias nos ambientes de trabalho, sem muito alarde ou confusão. Os mais ativos defendiam publicamente suas teorias inovadoras, discursando em praças ou em palanques, defendendo suas teses em assembléias ou no Congresso, escrevendo livros ou artigos para jornais. Os mais reservados eram professores humildes e idealistas, escriturários subalternos ou serventes de pouco estudo, mas todos com um senso de profunda responsabilidade em relação ao
futuro da humanidade.


Espalhados por esse mundo afora existem milhões de pessoas, sem o mesmo nível de consciência desses conspiradores mais atuantes, mas ainda assim conectadas a essa rede de transformação. Elas não se dão conta de que fazem parte dessa rede, mas estão contribuindo, cada uma do seu jeito, para que a conspiração aquariana tenha sucesso.

As crises que acontecem a todo instante são os impulsos indispen
sáveis às transformações que se anunciam. As crises sociais e econômicas, que hoje parecem desastrosas, serão as grandes soluções para a vida futura da humanidade. Os desastres ambientais, as catástrofes iminentes e as carências energéticas, que tanto nos assustam, se tornarão os mais poderosos aliados desses conspiradores, em suas lutas pela preservação da vida no planeta.
A humanidade tem a mórbida tendência de precisar conviver com as dores, os sofrimentos e as mortes, para só então valorizar a vida e aceitar mudanças. A Era de Aquarius é um tempo de vida, e não mais de morte. A sua chegada promove a grande transição entre o antigo milênio, de guerras e mortes com o novo milênio de vida, paz e amor.
A Conspiração Aquariana está em todo lugar, longe e perto, den
tro e fora, e faz de cada um de nós um bem aventurado conspirador. Que cada um faça somente o que esteja ao seu alcance, nem mais, mas também nem menos. Que não se caia no desânimo, subestimando o seu valor individual. Todos nós podemos fazer muito pelo futuro da humanidade, se fizermos o mínimo que nos cabe realizar. A receita é "cada um dá o que pode". A rede se encarrega de conectar os atos conspiratórios individuais, dando-lhes poderes de transformação, fazendo com que atinjam os pontos mais distantes do planeta.

A conspiração não é de alguns, mas de todos nós. Cada qual tem a sua visão pessoal de como realizar essas transformações, mas não pode deixar-se levar por vaidades e teimosias. Todos aqueles que almejam um mundo melhor têm de se engajar nessa rede de conspiração, que há de levar a humanidade a celebrar, enfim, a tão sonhada paz mundial.
A convocação está feita para que todos se alistem nesse grupo de vanguarda que trabalha em silêncio, sem ninguém notar, para transformar esse mundo
aflito e amedrontado. Os rebeldes se chamam conspiradores, e fazem parte de uma rede mundial, sem chefias, sem hierarquias, sem manias de grandeza.


A Era de Aquarius já chegou, a conspiração já começou.
O conspirador aquariano conspira
na Alma e se inspira no Espírito. As suas ações são místicas e ritualísticas, mágicas e alquímicas, transmutando chumbo em ouro, guerra em paz.
Os rituais sagrados são suas inspirações. As suas palavras de poder são mantras e orações.


Sacerdotes e sacerdotisas aquarianos assumam suas posições no templo, o Senhor de Aquarius se aproxima e um novo r
itual já vai começar.


sábado, 7 de março de 2009

Os rituais secretos

Ainda sob a mística inspiração das almas 7, e aproveitando a energia de um dia 7, decidi penetrar a fundo nos mistérios dos rituais secretos.
Os rituais modernos, mesmo aqueles celebrados por seitas ou ordens in
iciáticas antigas, têm todos a mesma origem, a mítica e submersa Atlântida.
Os sacerdotes atlantes foram os primeiros que deram a esses rituais uma consistência de cerimonial, criando e sistematizando os procedimentos e as rotinas que abriam e fechavam essas celebrações místicas.
Os rituais são cerimônias que buscam criar um ambiente mágico, uma esp
écie de realidade paralela, com a intenção de provocar uma alteração no nível de consciência psíquica dos iniciados.
Essas Ordens místicas, as antigas e as modernas, praticam um cerimonial para a admissão dos seus membros, conhecido como iniciação. Daí porque são chamados de iniciados, todos os membros que passaram por esse processo de aceitação como membros da Ordem.

O termo iniciação tem o seu sentido simbólico como uma busca interior, um mergulho no fundo da alma, de onde o iniciado volta com um outro nível de consciência. Há algumas divergências quanto ao significado exato do termo, mas o de ação para dentro de si, parece-me o mais sensato para expressar o processo de morte e renascimento, como ele também é conhecido.
Após um período de preparação, os postulantes eram recebidos no salão secreto do templo, onde aconteciam os rituais, e tinham d
e se submeter a diversas provas, antes de serem aceitos na Ordem.
Fechemos os olhos, por alguns instantes, e viajemos no tempo, para alguns milhares de anos atrás. E ao abrirmos os
olhos, perceberemos que estamos num salão semi-iluminado por velas e archotes, onde um grupo de pessoas, vestindo paramentos brancos, recitam e repetem mantras, criando uma expectativa tensa, nos momentos que antecedem a chegada de mais um membro da Ordem, recém aprovado nos ritos secretos.
Ouve-se bater na porta do templo que permanece fechada. A argola de ferro, presa à porta, ao ser investida contra o batente de ferro, provoca uma forte res
sonância dentro do templo, causando um efeito instantâneo no ambiente, silenciando as vozes e criando um clima de expectativa. O Grão-Mestre pergunta quem bate à porta, ouvindo-se a voz do Guardião do Portal anunciar a chegada do postulante e solicitando autorização para introduzi-lo no templo.
O Grão-Mestre ergue a voz e concede a autorização pedida.
O templo está enfumaçado e sob o efeito de ervas aromáticas, dando uma sensação estranha e intimidadora, a quem nunca dantes houvera presenciado ambiente semelhante. O Grão-Mestre conduz o processo iniciático, sob o poder de Melquizedec, que preside o ritual. A presença de Melquizedec revela que o iniciado já é um espírito evoluído, que, noutras vidas, passou por 3 processos iniciáticos, e que agora está sendo introduzido à sua quarta iniciação.
Esse iniciado pode ser qualquer um de nós, já que estamos reproduzindo e
m nossas mentes os fatos testemunhados num passado distante, como se lá estivéssemos presentes.
Passemos, a seguir, a nos sentirmos já como membros dessa Ordem Atlante, após termos sido admitidos num ritual presidido por Melquizedec. Anos depois dessa inici
ação, ousemos imaginar que galgamos todos os graus intermediários da hierarquia da Ordem, e atingimos o grau máximo de poder, o de Grão Mestre.
Cabe-nos, agora, presidir um ritual sagrado, um cerimonial secreto, que ha
verá de reunir poder em torno dos participantes, a ser empregado para a evolução da humanidade. O ritual está prestes a começar. Todos devem estar trajando seus paramentos, que são as vestimentas sagradas para uso em rituais.
O Sacerdote acende as velas e os archotes, iluminando o templo e iniciando o cerimonial de abertura do ritual. O Guardião do Portal assume o seu lugar na entrada do templo, portando com firmeza a sua lança flamejante, que impedirá a entrada no ambiente, de todas as energias estranhas e malignas. Deste momento em diante, ninguém entra no templo sem a supervisão do Guardião e a autorização do Grão Mestre. Os cavaleiros e as sacerdotisas começam a entrar no templo, vão até junto ao altar, fazem suas saudações e ocupam seus lugares. Os mantras começam a ser ouvidos e os cantos suaves e harmônicos ajudam a purificar o ambiente e preparar os espíritos para o início do ritual.
A Zeladora do Fogo entra com
a Pira, sauda o altar, a coluna da Luz e a coluna do Fogo, e depois faz a saudação às 4 direções. O Sacerdote faz, então, a abertura do ritual, recitando o mantra de saudação à Divindade e mentalizando o ícone sagrado da Ordem. As cortinas do altar são abertas e canta-se o grande mantra de exaltação ao Poder Divino, ao mesmo tempo em que o Grão Mestre adentra o templo, e todos o saúdam.
Faz-se silêncio absoluto, os olhares convergem para o altar, onde o Grão Mestre saúda os Planos Superiores, dirige uma exaltação de Poder ao Eterno, o Altíssimo, Deus Único e Verdadeiro.
A exortação do Grão Mestre tem início, conclamando a todos para concentrar suas energias em torno da Taça do
Poder Cósmico, que estará pousada sobre o altar, e que reunirá todas as energias necessárias para as transformações pretendidas pelo ritual. O Grão Mestre prega o amor e a bondade, como as únicas formas de se reunir a necessária força energética de transformação. O Grão Mestre, inspirado por seus Mentores Espirituais, faz revelações e passa ensinamentos que estão fora da esfera do conhecimento humano. Uma derradeira saudação dirigida aos cavaleiros e sacerdotisas é o sinal de que o ritual está chegando ao fim.
O Grão Mestre se desp
ede, é saudado por todos e se retira do templo. Todos repetem o mantra de fechamento, enquanto o Sacerdote cobre a Santa Taça do Poder Cósmico e fecha as cortinas do altar.
A Zeladora do Fogo retira-se, sendo saudada por todos. Um a um, todos os participantes vão retirando-se, não sem ant
es saudar o altar. O Sacerdote e o Guardião do Portal são os últimos a sair, apagando-se as velhas e os archotes e trancando-se a porta do templo.
O ritual acabou. A Atlântida vai ficando para trás, as imagens vão-se dispersando e as lembranças , se apagando. Já não somos mais o Grão Mestre, mas certamente não deixamos de ser o mestre que fomos.

Estamos de volta ao nosso tempo, sem os paramentos sagrados, sem os objetos ritualísticos, mas trazendo dentro de cada um de nós todas as conquistas iniciáticas de outras vidas. De repente, percebemos que não somos quem somos, mas que estamos quem somos.
Despertamos de um sonho, que parece a única
e absoluta realidade, para viver uma realidade, que mais parece um sonho, e, muitas vezes, um pesadelo. Dentro de cada um de nós, ressoa uma mensagem que nos liga aos rituais antigos, que nos transporta no espaço e no tempo, e que nos conecta com mundos ocultos e planos superiores, nos quais habitam nossos espíritos, enquanto nossas almas tentam convencer nossas personalidades a cumprir suas missões.
Mistérios, muitos mistérios, para essas nossas mentes ingênuas e iludidas, que não são capazes de crer nesses mistérios, que são as verdades absolutas, para acreditar no óbvio, que são as falsas verdades, fabricadas por nossos olhos físicos, que só vêem o que é denso e matéria.

Viajamos por lugares distantes, neste dia 7, fomos longe, bem longe mesmo. Muito além da Atlântida, perdida no tempo e no espaço, fizemos uma jornada até o mais profundo de nossas almas, onde está a essência do nosso verdadeiro ser. Grato pela companhia, e espero que tenham se sentido confortáveis, enquanto viajavam.
Amanhã é dia 8, é tempo de pôr novamente
os pés no chão. Durmam bem.