TEIA AMBIENTAL - A ameaça das sacolas plásticas
Rede de Conspiradores Preservacionistas


Meus ecológicos e conscientes leitores, o ano começa com uma bela notícia que precisa ser comemorada por todos nós ambientalistas – as sacolas plásticas estão proibidas em toda a Itália.
O Governo italiano baixou uma lei que proíbe, a partir do dia 1 de janeiro de 201
1, os supermercados, as lojas e qualquer meio de comércio a fornecer sacolas plásticas a seus clientes. Antes da lei, as lojas já estavam cobrando R$ 0,05 por sacola, agora, elas só poderão fornecê-las até que acabem seus estoques, e gratuitamente.
Alguns países como França, Dinamarca, Irlanda, China e Suíça já vêm tomando medidas para a restrição do uso dessas sacolas que são consideradas grandes poluidoras ambientais. Essas medidas restritivas vão desde a cobrança de taxas aos clientes até a sua efetiva proibição.
A China proíbe a distribuição gratuita e exige o uso de um material plástico mais resistente, que torne a bolsa reutilizável, ao custo de R$ 0,20 por unidade. A Irlanda, desde 2002, instituiu a cobrança pelo uso de sacolas plásticas, conseguindo reduzir o consumo em 97%. Nos Estados Unidos, a cidade de S. Francisco baniu as sacolas plásticas, desde 2007, passando a fazer a coleta do lixo em coletores seletivos que não aceitam essas sacolas. O lixo deve ser embalado em papel, jornal ou sacos feitos de matéria-prima orgânica renovável.
O mundo inteiro está mobilizando-se para enfrentar essa batalha contra a poluição do planeta. No Brasil, as sacolas são uma praga, uma autêntica epidemia. As autoridades pouco se manifestaram sobre a
necessidade de se restringir seu uso, e a clientela cobra do comércio o fornecimento de sacolas para qualquer produto que seja adquirido, sem levar em conta que, muitos deles, por seu tamanho reduzido, podem ser colocados no bolso ou numa bolsa a tiracolo.
No Rio de Janeiro, foi criada, recentemente, uma lei que proibirá aos poucos, em diversas etapas, até restringir completamente, o uso das sacolas plásticas. As pessoas mais conscientes sabem que não se pode continuar usando produtos poluidores, ainda que facilitem a vida da população. As indústrias precisam tomar iniciativas criativas e saírem atrás de matérias-primas mais condizentes com essa nova postura ambiental que está sendo cobrada de toda a sociedade.
Não basta reciclar, como muitos acreditam ser a solução para os males ambientais. É necessário reduzir o consumo, preservar as nossas reservas, economizar energia e adotar atitudes ecologicamente cor
retas.
As indústrias de reciclagem estão crescendo e investindo cada ano mais recursos para a ampliação dos seus parques industriais. Elas vêm apresentando altos faturamentos e grandes lucros, comprovando que é lucrativo investir no lixo.
As sociedades estão começando a tomar consciência que precisam separar seu lixo e encaminhá-lo para depósitos de lixo reciclável, de onde sairão para essas grandes indústrias recicladoras. O lixo orgânico deverá ter um destino diferente, exigindo, muitas vezes, recursos públicos, para ser transformado em adubo, e vendido ou distribuído para pequenos produtores agrícolas.
As casas com quintais vêm desaparecendo, surgindo nos seus lugares grandes edifícios, o que vem inviabilizando a tradicional solução dos moradores enterrarem os seus lixos, como seria recomendável para a destinação do lixo orgânico.
Os moradores das grandes cidades não sabem lidar com situações que exijam posturas ambientalistas, preferindo transferir para o serviço público a solução desses problemas, que acabarão por retornar às
suas vidas em forma de graves problemas sociais.
Em todas as grandes cidades do mundo, o lixo está tornando-se o problema mais grave e o mais difícil de ser solucionado, por implicar em altos investimentos públicos e profundas mudanças de hábito da população. As autoridades costumam alegar falta de recursos e os cidadãos culpam os governantes por empregar mal os impostos recolhidos.
Essa intolerância de ambas as partes está sendo resolvida na maioria das nações através de leis que proíbem ou cobram novas posturas das populações. As leis são formas vigorosas de obrigar a sociedade a mudar de comportamento diante da crescente produção de lixo. Se houvesse mais ações espontâneas por parte da população, e maiores estímulos criativos por parte dos governos, a humanidade poderia fazer do desafio do lixo uma grande lição de vida para se viver com
menos e melhor.
Quem sabe se essas medidas coercitivas não acabam por despertar nas populações urbanas uma consciência mais clara do risco que estão correndo, e de como poderiam contribuir para diminuir e até eliminar grande parte desses riscos.
A Itália deu um grande salto nesse sentido. Outras nações já haviam dado os primeiros passos. O planeta precisa ser preservado do lixo produzido pela sociedade contemporânea. E a sociedade precisa preservar sua saúde desses riscos a que está expondo-se por não cuidar do lixo que produz.
Governantes e governados têm responsabilidades nesse desafio que é de todos. Alguns cidadãos já estão fazendo a sua parte, separando o lixo e encaminhando-o a centros de reciclagem. Outros, mais do que isso, estão comprando menos produtos supérfluos ou rejeitando os que possuam embalagens em excesso, que só aumentam o volume do lixo.
A recusa de embalagens nocivas ao meio-ambiente é uma atitude que qualquer cidadão pode tomar. Não é preciso esperar a proibição dessas sacolas plásticas no seu país, estado ou cidade. Tu que estás le
ndo e concordando com minhas palavras podes começar já a fazer algo mais a favor da natureza. Ou vais ficar esperando que a lei te obrigue a fazer o que é da tua alçada assumir como tua responsabilidade pessoal?
Saudemos a Itália e os demais países que saíram na frente nessa batalha pela vida. E saudemos a vós, meus ecológicos leitores, que já tendes diversas ações espontâneas para dar a destinação correta ao vosso lixo. A natureza se torna mais sadia, enquanto o planeta agradece.











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