sábado, 12 de fevereiro de 2011

III CURSO NÍVEL 1 VIA INTERNET


III CURSO DE NUMEROLOGIA DA ALMA VIA INTERNET

Meus assíduos leitores, vós que tendes acompanhado com tamanha atenção e enorme interesse as postagens deste blog que tratam de espiritualidade e numerologia, estais sendo convidados a penetrar nos mistérios dos números sagrados.

No mês de abril, estaremos iniciando mais um curso de Numerologia da Alma via internet, oferecendo oportunidade a quem mora em qualquer região deste planeta a participar de mais um curso à distância.

A Numerologia da Alma proporciona conhecimentos e segredos místicos, baseados na filosofia de Pitágoras de interpretação dos valores qualitativos dos números. A metodologia é diferenciada por se sustentar em princípios e valores espirituais, que determinam a expansão do nosso nível de consciência e a evolução da alma.

A humanidade está sendo chamada a assumir compromissos espirituais que jamais sonhou antes. O nível do padrão vibratório do planeta está aumentando e causando muitos distúrbios psíquicos e físicos. Os discípulos escolhidos estão sendo focados pela luz do Mestre, e isso acarreta uma enorme aceleração vibratória nos corpos de energia desses discípulos, deixando-os incomodados e assustados.

A sensação é de uma doença física que, dependendo da sensibilidade de cada discípulo, pode provocar palpitações, dores de estômago e zonzeiras, que os exames médicos não diagnosticam como doenças, por mais minuciosos que sejam os exames.

O discípulo precisa saber que a origem dessas dores e distúrbios físicos não está relacionada ao plano físico, mas ao processo de expansão espiritual por que passa o planeta. A humanidade não pode ficar alheia aos processos que interferem e modificam a vida do planeta, por ser parte integrante dessa existência planetária. O homem está unido ao planeta onde vive assim como o corpo à alma que nele habita.

Como ficar a par desses Mistérios, se poucos são os que os conhecem, e menos ainda os que se dispõem a revelá-los? No curso de Numerologia da Alma, não somente esses temas são debatidos, mas muitos outros que são levantados pelos aprendizes, e debatidos no decurso das aulas.


Seguindo a teoria de Pitágoras, os números revelam e explicam todos os mistérios do Universo, a começar pelos mistérios da alma humana, que quando decifrados nos permitem alçar grandes vôos espirituais, em direção à Sabedoria Infinita.


Na comodidade da tua casa, meu atento leitor, todos esses temas que vêm mexendo com o teu imaginário, estarão ao teu dispor, através de aulas que são postadas no blog do curso, onde perguntas são respondidas e dúvidas, esclarecidas.

Se tu estás interessado em penetrar nos Mistérios da Numerologia Sagrada, basta solicitar um convite formal do curso, para que tu possas saber os detalhes relacionados aos direitos e deveres dos aprendizes. Este convite deverá ser pedido através de email, e esse pedido não cria nenhum vínculo e nem estabelece compromissos, servindo apenas como uma solicitação de informações sobre o curso via internet.

Se tiveres dúvidas ou curiosidades, poderás também fazer perguntas sobre o que quiseres, pois o aprendiz precisa estar convicto do que quer, antes de iniciar a sua jornada iniciática.

Anota o email, e consulta o que quiseres – gilbertodacunhagoncalves@gmail.com

Agora, eu fico à tua espera. Mas, não demora, o curso tem data marcada para começar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A ERA DA ESTUPIDEZ

TEIA AMBIENTAL - A Era da estupidez
Rede de Conspiradores Preservacionistas


"Somente duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto ao primeiro" Albert Einstein

Meus ecológicos leitores, eis-nos por aqui novamente, para tecer mais alguns fios nessa Trama Ambiental, que foi criada para alertar a humanidade sobre os riscos que se corre nessa ensandecida corrida por um progresso ilimitado.

Confesso-vos, meus amigos, que se não fossemos testemunhas desta era absurdamente louca, não acreditaríamos que pudesse o homem cometer tantas barbaridades contra si.

A realidade é que não estamos diante de crimes ambientais, mas de crimes contra a humanidade. A natureza, bem ou mal, se recupera, mas a humanidade está, aos poucos, se dizimando. Isto mesmo, surpreso leitor, estamos provocando o maior holocausto que já teve lugar em todo o Cosmos.

O planeta é o nosso lar maior, é nele que de fato habitamos. A nossa casa é um abrigo de passagem, onde nos acomodamos por uns tempos, até encontrar outras paragens, mais adequadas para um novo momento de nossas vidas. Mudamos de Cidade, de Estado ou de País, mas não mudamos de Planeta. A Terra é o nosso lar.

Cuidamos de nossas casas, forramos o chão e pintamos o teto, decoramos os ambientes e fazemos do nosso lar temporário um recanto de paz e sossego. O lixo que retiramos da casa passageira, esse nós atiramos no lar definitivo, naquele de onde não mudaremos nunca.

O ser humano é o habitante da Terra que possui o maior desenvolvimento mental dentre todos os demais, é aquele que assumiu o direito de governá-la e de cuidar dela. Uma tarefa preservadora se transformou em ação predatória. E a alegação é que tudo que se polui só tem um motivo, a necessidade de acelerar o progresso. E no rastro da poluição fica a devastação ambiental, efeito do mesmo ideal de progresso, só que um progresso crescente e ilimitado.

O homem sábio, o conhecido homo sapiens, é um estúpido, e de sábio só tem a pecha de saber pensar, ou de pensar que sabe. Estamos em tempo de expansão tecnológica, de franco progresso científico, mas a estupidez não é um estigma que se extermina com estudos e doutorados, mas uma erva daninha que medra exatamente nos terrenos cultivados pelo tecnicismo e pela empáfia do saber universitário.

A humanidade caminha lenta, mas inexoravelmente, para o caos, destruindo todos os recursos naturais que sustentam a vida planetária. Em sua busca desenfreada e estúpida, em direção a lugar nenhum, atropelam-se os ciclos da natureza, destroem-se as riquezas que dão sustentabilidade ecológica à própria vida humana e fomenta-se um ideal suicida de crescer mais e mais, como se as reservas energéticas fossem inesgotáveis.

A ciência, que deveria dar o alerta sobre o risco fatal, torna-se cúmplice do projeto ecologicamente falido, não por conta de estudos e pesquisas, mas por razões meramente econômicas.

A era da tecnologia e da informática, um tempo de progresso espantoso e de um desenvolvimento científico que parece desafiar tudo que a mente humana foi capaz de imaginar, está prestes a ficar conhecida, nos anais da história, como a era da estupidez.

E tamanha tem sido a estupidez humana que esses anais poderão jamais contar essa história, pela total ausência de ouvintes ou leitores. O planeta não está correndo risco, mas a humanidade, sim. E tudo por ganância e luta por poder.

Confesso-vos, caros leitores, que a ambição humana somente possui paralelo na estupidez que a acompanha. E o pior é que, em sã consciência, ninguém levaria adiante esses projetos progressistas que derrubam florestas e desviam rios para construir mega usinas.

A estupidez nem é tanto pela usina, mas pelo mega tamanho, que serve para lustrar o ego de uns pobres coitados que só foram alçados ao poder, para desafiar a humanidade a tomar atitudes. Mas, quem quer atitudes que se oponham ao progresso? Geração de empregos? Balela, iludidos leitores! Melhoria de vida para os mais carentes? Tolice, meus crédulos leitores!

Tudo por dinheiro! Mesmo que os lucros abusivos e extorsivos, em prejuízo da natureza, resultem mais tarde no extermínio da raça humana.

Crede ser exagero meu, não é mesmo? Os cientistas garantem que não se corre risco? Tudo é feito com a mais absoluta segurança, não é essa a vossa crença? Essa segurança não existe, pois a natureza não assinou com o homem nenhum tratado que garanta a paz.

Ela, a natureza, já está em guerra. A humanidade invadiu um território perigoso, onde jamais deveria ter pisado. Agora, é agüentar as conseqüências. As armas da natureza já estão causando sérias baixas. Terremotos, ciclones, enchentes, tsunamis, epidemias, por enquanto, têm sido os primeiros mísseis acionados pela natureza contra a humanidade ameaçadora.

A ciência sabe que a Terra é um ser vivo, que se defenderá sempre que for ameaçada, como fazem todas as criaturas na defesa dos seus corpos. A guerra está só começando. Até onde pretenderá o homem provocar a força da natureza? Ainda há tempo para recuar.

A triste realidade é que a criatura humana está transformando um momento raro na evolução planetária, de expansão da consciência humana e sutilização do corpo físico, numa fracassada incursão por terrenos sombrios e pantanosos – uma era de estupidez.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O LUTO




Meus amáveis e sempre gentis leitores, perdoai este vosso amigo, mas estou triste, e a tristeza é um sentimento que afeta a nossa vida. Em verdade, em verdade vos digo, eu estou de luto.

O luto que carrego na alma não é o efeito da recente perda de minha mãe, que, já muito idosa, partiu para junto dos seus ancestrais, numa viagem que havia muito ela vinha programando. O meu luto é pela morte, lenta e inexorável, da humanidade.

Dia após dia, morre-se por esse mundo afora. Não estou falando da morte física, pois essa é a conseqüência mais natural da existência da vida. A morte a que me refiro é a morte espiritual.

A humanidade caminha numa marcha triste e silenciosa em direção ao fim. A fé que a maioria manifesta em suas orações e devoções não se sustenta, diante das tentações e seduções do mundo.

As religiões cristãs falam de um Mestre que pregava o amor e o perdão, a simplicidade sem ostentação. E o que se vê entre os seus fiéis seguidores é justamente o contrário. O dinheiro é a inspiração da vida desses religiosos que invocam o nome de Deus para pedir bens materiais.

Há uma passagem no livro sagrado dos cristãos que conta a história de um jovem rico que, ao ser convidado pelo Mestre para se desfazer de suas riquezas e segui-lo, o homem, que era bondoso e caridoso, não foi capaz de atender o conselho do Mestre. Assim como ele, a maioria dos que crêem, ou alegam crer, na doutrina do Cristo, viram as costas para quem lhes propõe trocar a segurança material pela prosperidade espiritual.

Calma lá, meus fiéis seguidores cristãos, não particularizo essas atitudes aos que seguem os ensinamentos do Mestre Jesus. Atitudes semelhantes ocorrem com os partidários de outras crenças e religiões, em que o ouro é mais convincente do que a oração, e a riqueza espiritual é um mero efeito de retórica que o sai do livro sagrado para a vida profana.

A fé da humanidade está condicionada aos milagres da multiplicação dos bens patrimoniais. Pães e peixes satisfaziam os pobres pescadores da Bíblia. Hoje em dia, reza-se para se obter lucro no trabalho, ter dinheiro para comprar o carro do ano e viajar nas férias para a Disney, e, se for possível, ter saúde e sorte no amor.

Costumo afirmar, e agora reafirmo que, menos de 1% da humanidade aceitaria trocar uma conquista material por uma graça espiritual. A imensa maioria ainda se ilude que o dinheiro compra tudo. E o pior é que, na busca de riquezas, alimenta-se o corpo e esquece-se da alma.

As igrejas estão cheias de mendigos, clamando por milagres materiais e por dinheiro no bolso. Os que doam seus dízimos, em sua grande maioria, somente o fazem por acreditarem que receberão tudo de volta com juros, correção e um prêmio à sua fé.

Os templos se tornaram bolsas de valores religiosas, com investimentos que geram expectativas de retornos financeiros. Os líderes religiosos estimulam essas crenças, prometem mundos e fundos, enquanto fazem um caixa seguro para si e para sua família.

E para ti, que estás com a Bíblia na mão, recordo a passagem da esmola da viúva, que tendo muito pouco para si, ainda assim doou uma moeda para o templo. O Mestre exaltou aquele ato de despojamento, e afirmou que aquela esmola valia muito mais do que todas as doações ostensivas dos ricos.

Ah, meus crentes e descrentes leitores, gostaria muito que acreditassem que o futuro da humanidade depende muito mais dessas pobres e despojadas viúvas do que dos milionários banqueiros internacionais! Mas, quem quer saber de viúvas pobres, se podem freqüentar as mansões dos ricos banqueiros?

Os cegos estão guiando outros cegos, e essa cegueira generalizada está levando a humanidade ao caos. Os valores estão sendo distorcidos - o humanitário é um tolo por se preocupar com os outros; o executivo engravatado que comanda um império financeiro é o esperto e bem sucedido exemplo a ser seguido pelos jovens universitários.

A humanidade caminha numa progressiva marcha para a autodestruição e ninguém se dá conta disto. Os poucos que dão o sinal de alerta são considerados alarmistas e fanáticos, que não são capazes de competir e progredir profissional e financeiramente.

A Iniciação é um chamado espiritual que desperta a alma para a evolução da humanidade, mas poucos se dão conta dos sinais que atravessam os seus caminhos. Cegos, os homens só têm olhos para as oportunidades no mundo dos negócios ou para a sorte no jogo.

A onda espiritual que vem invadindo a Terra tem sensibilizado muita gente, mas os interesses imediatistas são mais fortes, e o que antes parecia uma solução, logo se torna um grande problema.

A Iniciação exige que cada um assuma o seu ego divino e se torne auto-suficiente física, mental e espiritualmente, mas contar com milagres é mais cômodo. Deixar-se enganar pela esperança de um ato generoso de Deus, para quem não faz a sua parte, parece ser a melhor solução para o preguiçoso espiritual que se acomoda no seu canto, lastimando da vida e culpando os outros por sua inutilidade e fracasso.

Os ensinamentos estão sendo colocados à disposição de quem quiser assumir o seu “divino interior”, mas diante de tanta cobrança e dificuldade por ter de estudar e aprender sobre si e seus pares, a opção mais prática é deixar tudo como está, que dá menos trabalho.

A humanidade está seguindo fielmente a lei do menor esforço, só que, no plano espiritual, esta lei não só castiga, mas também mata. E a morte espiritual é muito mais séria que a morte física. Daí porque, meus espantados leitores, eu estou muito preocupado com meus irmãos em humanidade. Eles estão morrendo, e continuarão morrendo.

A morte a que me refiro não é a tradicional, por idade, doença ou acidente, mas a morte espiritual, que tira as almas do processo de reencarnação e as transfere para algum planeta atrasado, onde terão de se adaptar à matéria densa e inóspita.

Entendeis agora o motivo do meu luto? Afinal, são nossos irmãos que morrerão para a vida espiritual! A eles tudo está sendo dado, mas eles não estão sabendo o que fazer da vida.

Sem dúvida, meus amigos, e estejam certos, todos vós, aprendizes e discípulos, que eu estou de luto. A esperança ainda caminha comigo, mas, no momento, a tristeza é a minha mais fiel companheira.

As crianças índigo e cristal são a geração da Nova Era, e a derradeira esperança da Terra. As almas dessas crianças que estão reencarnando são almas de mestres que trazem novos padrões de vida ao planeta, e serão as substitutas naturais daquelas almas perdidas que não mais reencarnarão por aqui.

E tu, meu caro leitor, o que tens feito para não ser recusado pelo controle de qualidade da Nova Era? Queres permanecer por aqui ou já estás de malas prontas para um planeta sombrio e distante? A Iniciação chama por ti, não recuses o chamado divino, pois, certamente, tu serás a vitima.

O meu sonho, amado leitor, é tirar esse luto, e sorrir novamente, ao teu lado e de todos meus seguidores. Eu tenho feito a minha parte, e tu tens feito a tua?

domingo, 30 de janeiro de 2011

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DAS MUDANÇAS

Meus acomodados e comodistas leitores, falar de mudanças é um desafio para mim que escrevo e para vós que sereis censurados por descuidos e omissões.

A numerologia nos ensina que mudar é tarefa para o número 5, uma energia impulsiva e inquieta, difícil de ser controlada e impossível de ser contida. Uma coisa é aceitar mudanças e outra, bem distante, é realizar as mudanças.

Confesso-vos que poderia mencionar uma infindável relação de processos de mudança que começam e ficam estagnados pelo meio do caminho. Os motivos são diversos, e todos eles dizem respeito a medos do desconhecido.

Mudar é enfrentar o medo e arriscar no futuro, pronto a recomeçar toda vez que fracassar. Ousadia é um atributo dos que foram capazes de mudar suas vidas e saírem das mesmices que os prendiam às rotinas repetitivas do dia-a-dia. Mas, não pretendo vos enfadar com discursos de auto-ajuda, pois desses, eu já cansei, antes mesmo de tê-los começado.

Ah, amáveis leitores, peço-vos paciência e tolerância, não para mim que, como afirmei, não hei de vos exigir mais do que atenção, mas para aqueles que se dizendo esotéricos e espiritualistas não conseguem mudar suas vidas, vivendo num eterno limbo entre o consumismo e as buscas espirituais.

Quantos de vós tendes, entre seus amigos, membros de seitas secretas ou simples estudiosos da literatura esotérica? Estou a me referir a pessoas deslumbradas e cheias de mistérios que se consideram muito evoluídas e conhecedoras de segredos que não podem ser revelados. Não precisais responder, contento-me com o vosso silêncio.

Pergunto-vos, e como todo bom advogado eu já sei a resposta. Essas pessoas são inconstantes ou inconscientes, entrando e saindo de sintonia com o Divino, com a mesma naturalidade que entram e saem do shopping, carregadas de bolsas, depois de confessar que estão vivendo uma fase de grande aperto financeiro.

Essas de quem vos falo são consumistas espirituais, conhecem todas as religiões e seitas, por já terem entrado e saído de todas elas, sem saber muito bem porque fizeram uma coisa e outra. Elas costumam adorar conversas sobre assuntos estranhos e se mostram curiosas a respeito de novidades ritualísticas que entram e saem da moda, mas de espiritualistas elas têm muito pouco ou quase nada.

Existem outras, meus atentos leitores, que, diante de uma novidade, são capazes de largar tudo e se dedicar ao estudo, até que os chamados do mundo material atraiam novamente suas atenções, fazendo-as desistir de aprender aquilo que parecia ser a salvação das suas almas.

Detenho-me nestas inconstantes e ansiosas transeuntes das vias espirituais, que percorrem seus caminhos por algum tempo e logo desistem. Elas ouvem o chamado da alma e se curvam diante do caminho iniciático. Mas, só por algum tempo.

Digo-vos, caros leitores, com toda a tristeza que, dentre essas, muitas seriam fiéis aprendizes e futuras discípulas, se fossem capazes de se desapegar dos bens materiais e cuidar mais da alma do que do corpo. Infelizmente, a grande maioria não consegue abrir mão dos seus sestros e badulaques, que penduricalham no corpo como Carmens Mirandas modernas.

As místicas e badaladas espiritualistas apegadas estão, de tal forma, ao plano físico que não têm coragem de trocar o consumismo duvidoso pela espiritualidade certa. Elas falam como seres espiritualizados, mas agem como infiéis profanas, que saem dos templos para as modas, como se essas fossem meras extensões dos outros.

Lamento muito por elas, amigos leitores, que ficam agoniadas, quando se afastam da sua vidinha presa à matéria, e, por algum curto espaço de tempo, se dedicam à alma mais do que ao corpo. Elas não conseguem resistir por muito tempo a esse afastamento da vida material, que lhes dá segurança, e acabam esquecendo os seus compromissos com os Mestres dos seus Raios e retornam ao Deus Dinheiro.

Quando percebo que isso começa a acontecer com quem estava começando a se empolgar com o seu aprendizado espiritual, realmente me entristeço e lamento por ela, mas nada posso fazer para obrigá-la a perseverar no caminho iniciático, pois cada qual tem o seu livre arbítrio para escolher a que Deus servir.

A maioria, quase a totalidade, daqueles que despertam para a vida espiritual, arrasta consigo um fardo pesado, de ser tentada pelas ambições do mundo materialista e estar sujeita às seduções das riquezas e do poder. E sucumbem à matéria, e a ela retornam mais afoitos e gananciosos do que antes, numa espécie de compensação pelo tempo perdido.

Ah, o medo, meus assíduos seguidores, o medo causa, senão todos esses estragos, a maioria deles! Medo de ficar pobre ou de perder o status social. Medo de ser despedido e ficar desempregado. Medo de não ganhar o suficiente e de depender dos outros. Mas, quase ninguém tem medo de não cumprir sua missão espiritual e transformar em fracasso a sua volta a este mundo.

Pobres seres humanos, que temem o secundário e desprezam o principal! Eles se esquecem que o que importa mesmo é a sua capacidade de enfrentar a vida sem medo e de confiar que a justiça divina irá proporcionar-lhes o que necessitam para sobreviver. Mas, para a maioria, isso é muito pouco, e entre a missão espiritual e a ambição material, não há dúvida em escolher o dinheiro e o progresso econômico.

Pobres e frágeis criaturas, julgando optar pela força, entregam-se a práticas que só as enfraquecem e as afastam do processo de evolução espiritual, que é a verdadeira razão por que estão no mundo! Mas, elas não confiam em si, nem crêem nos ensinamentos ocultos, e preferem lutar pelo ouro que podem perder, do que pela sabedoria e conhecimentos, que ninguém jamais poderá retirar-lhes.

E tu, meu curioso leitor, por onde andas? O que te deixa angustiado? Sentir-te pobre de dinheiro ou carente de espírito? O que te incomoda? Não ser tão espiritualizado quanto aparentas, ou não possuir toda a riqueza com que sonhas?

domingo, 23 de janeiro de 2011

O CAMINHO DA INICIAÇÃO

Meus assíduos leitores, o tema Iniciação é um assunto muito atual, por se tratar de um processo que está influindo na vida espiritual de muita gente, ainda que a grande maioria nem se dê conta disso.

O atual ciclo planetário está chegando ao fim, e um novo período cósmico está prestes a começar. A humanidade já está sentindo mudanças na sua maneira de ver a vida, e muitos dos seus antigos apreços estão sendo abandonados, substituídos por novos ideais de conteúdo essencialmente espiritual.

Muitas pessoas estão perguntando-se o que fazem neste mundo, porque estão enfrentando tantas dúvidas e inseguranças, e quais os motivos de se virem expostas a tantas e tamanhas violências. As mudanças geram crises, e essas promovem as mudanças. Os efeitos das crises cósmicas se refletem na humanidade, provocando crises e conflitos humanos.

Diante desse momento sensível e transformador por que vive a humanidade, decidi dedicar um tempo a falar da intensificação do processo iniciático que está ocorrendo no planeta Terra. Na última postagem, tratei do processo iniciático na sua origem, e agora o faço nas suas diversas etapas de evolução. Uma vez mais, sustento os meus argumentos nos sábios ensinamentos da grande estudiosa da alma humana, Alice Bailey, através do seu livro Iniciação Humana e Solar.

De acordo com a autora, a alma humana encarna durante uma longa sucessão de vidas completamente alheia aos seus desígnios espirituais mais evoluídos, somente dando os primeiros sinais de consciência espiritual quando demonstra uma tendência religiosa e, mais tarde, uma profunda devoção aos dogmas da sua crença.

Esse processo não ocorre isoladamente, mas em conjunto com milhões de almas encarnadas que, através de gerações e gerações, nascem, vivem, morrem e renascem, numa sucessão de idas e vindas ao plano físico, onde são chamadas a cumprir missões que as ajudam a evoluir.

Depois de um período mais ou menos longo, de muitas experiências e desafios, de lutas e sofrimentos, aprendizados e fracassos, o aprendiz se apresenta, numa determinada vida, diante do Portal da Iniciação. A partir deste instante, ele se torna mais próximo do mundo espiritual, por se sentir inspirado pelos Planos Superiores. Ele fica mais sensível às mudanças que ocorrem ao seu redor, não em função dos outros, mas da forma como passa a enxergar a vida.

Os primeiros passos foram trilhados no chamado Caminho Probacionário, depois foram os tempos de Discipulado e, finalmente, chega o grande momento da religação da Alma com o Espírito. A realidade é que nunca houve a separação, mas um enorme afastamento em que a ligação praticamente ficara interrompida.

Desde os tempos de Discipulado que já ocorrera um despertar para três intenções nobres de reaproximação do Humano com o Divino:

a. O desejo de servir à humanidade.

b. A intenção de cooperar com o Plano dos Mestres, ainda que de modo inconsciente, mais como um impulso interior do que como um ato de fé.

c. A determinação de seguir os ditames do seu Eu Superior, e não mais da sua manifestação tríplice inferior.

O aprendiz é aquele que, tomando os primeiros contatos com as verdades ocultas se sente atraído pelos temas esotéricos, e começa a ler e refletir sobre o assunto.

O discípulo é quem apresenta uma condição mais consciente dos seus ideais espirituais, conseguindo se enxergar como um ponto de luz que reflete o foco do seu Mestre.

O aprendiz é aquele que está no primeiro estágio do caminho iniciático, o discípulo já se encontra numa etapa mais avançada do processo. Mas, ambos já se soltaram dos laços que os prendiam à matéria e começaram a caminhar em direção ao Espírito, com o qual já mantêm seus diálogos silenciosos, em meditações e orações.

Um dia, de repente, o discípulo se vê num caminho estranho, cercado de situações novas e desapegado dos tradicionais valores materiais – o Caminho da Iniciação. Diz-se que ele morreu e renasceu em vida, ele já não é o mesmo, nem ele mesmo se reconhece.

O Caminho da Iniciação é percorrido em diversas etapas, que vão promovendo aos poucos a expansão do nível de consciência do caminhante. O discípulo se torna um peregrino, e não consegue mais parar antes de encontrar a si mesmo, e comungar com o seu Eu Divino.

Na primeira iniciação, ocorre o despertar dos arrependimentos, com a condenação de tudo que antes parecia normal, mas que só servia para alimentar os desejos e satisfazer os instintos inferiores. O canal entre a Alma e o Espírito começa a se abrir, e as mensagens vindas dos Planos Superiores começam a alimentar a mente do discípulo, que se sente cada vez mais estimulado a prosseguir a jornada e a vencer seus apegos materiais.

Cada discípulo se desenvolve dentro de um ritmo próprio, uns superam os apegos físicos com maior facilidade do que outros, mas, a todos, é comum o desejo de se tornarem dignos de serem chamados “filhos de Deus”.

Muitas vidas podem decorrer entre a primeira e a segunda Iniciação, dando tempo para que o controle do corpo astral seja aperfeiçoado e o iniciado esteja pronto a dar o próximo passo. Atingida a segunda Iniciação, o progresso será mais rápido, ocorrendo a terceira e a quarta Iniciação numa mesma vida, ou uma numa vida e a outra na vida seguinte.

Com a evolução da alma, a vontade de servir à humanidade se torna cada vez maior, e os desapegos se intensificam, fazendo do iniciado um altruísta, que é capaz de abrir mão dos seus direitos e valores a favor dos mais carentes e ignorantes.

Que não penses, meu perfeccionista leitor, que tudo ocorre numa ordem impecável, com cada virtude substituindo um defeito, e com cada raio de luz surgindo e iluminando aos poucos o campo áurico do iniciado. Nada disso! Cada discípulo se vê envolvido com experiências e desafios distintos, ainda que sigam uma diretriz comum, inspirados pelos Adeptos dos seus Raios, que auxiliam os Mestres nesse processo evolutivo dos seus Discípulos.

Durante as duas primeiras Iniciações, as crises são constantes, enquanto a personalidade e a alma se conflitam, cada qual buscando o seu próprio espaço, como se fossem oponentes, e não parceiras de um mesmo ideal. Mas, esses embates espirituais e psicológicos têm efeitos favoráveis ao processo, pois são as crises as verdadeiras responsáveis pelas nossas legítimas transformações. Sem crises, a natureza humana fica estagnada e presa aos conceitos passados. Na crise, busca-se romper com o que ficou para trás e a descobrir novos valores.

Na terceira Iniciação, também chamada de Transfiguração, a personalidade inteira é inundada de luz vinda do alto, passando a existir uma interação permanente da Mônada com a Alma. O alvo de todo o desenvolvimento espiritual é o despertar da intuição espiritual, e quando isto vier a se concretizar, então o iniciado estará em condições de manejar com sabedoria as suas faculdades psíquicas, e com isto ajudar o progresso da humanidade.

Nas duas primeiras Iniciações, o oficiante é o Cristo, o Instrutor do Mundo, aquele que foi um dos primeiros em nossa humanidade a atingir a Iniciação. A partir da terceira Iniciação, o oficiante passa a ser o Grande Hierofante, o Senhor do Mundo, Melquizedec.

Antes da quarta Iniciação, o treinamento é intensificado e os conhecimentos passam a ser adquiridos com enorme velocidade, uma vez que o iniciado passa a ter acesso freqüente à Biblioteca de Livros Ocultos, de onde extrai ensinamentos e revelações que só estão ao dispor dos mais graduados.

Depois da quarta Iniciação, o iniciado passa a contar com o auxílio direto do Mestre como também dos Chohans, do Bodhisattva e do Manu. Daí em diante, as respostas surgem em sua mente, sem que ele precise raciocinar ou tentar recordar o que aprendeu, pois o canal entre ele e o Mestre transporta, em tempo integral, os conhecimentos e as verdades entre o Plano Espiritual e o Plano Físico.

Agora, que sabes de mais alguns mistérios, meu atento leitor, está na hora de avaliar o teu grau de evolução espiritual, e tentar identificar-te mais e melhor com os Planos Superiores.

Outros graus de Iniciação existem, além do quarto. Mas, por enquanto, fiquemos por aqui, que já é o suficiente para quase toda a humanidade. Poucos, muito poucos, saíram da condição de postulantes e chegaram a aprendizes. Uma quantidade muito pequena existe de verdadeiros discípulos, em conexão direta com seus Mestres. E iniciados de fato e de direito, não nos é dado saber quão poucos atuam em nosso planeta.

A nossa peregrinação continuará pelos sagrados Caminhos da Iniciação. Espero ter-te ao meu lado, impaciente leitor, que gostaria de receber todos os conhecimentos de uma só vez, mas que terá de absorver cada ensinamento, sem pressa ou ansiedade.

Os Mistérios são para serem revelados, os Segredos, para serem guardados.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A INICIAÇÃO UNIVERSAL

Meu assíduo leitor, eu reconheço que a minha ausência se deu por um tempo maior do que gostaria, mas o início do ano fugiu um pouco do meu controle. Espero poder recompensar-te com um tema intrigante e instigante, do qual muitos esotéricos falam, sem ter a dimensão exata do que venha a ser.

Estou referindo-me à Iniciação Espiritual, um processo de expansão de consciência que se inicia sem que tenhamos controle da situação. De repente, tem-se a sensação de que alguma coisa diferente está acontecendo em nossas mentes, que os nossos interesses e apegos perderam o sentido e que novos questionamentos passam a ocupar os seus espaços.

Os nossos amigos e parentes já não nos vêem com os mesmos olhos, comentam nossas esquisitices e criticam nossos silêncios e solidões. Nós já não aceitamos os hábitos costumeiros dessas pessoas, que eram nossas companheiras de farras e brincadeiras, preferindo manter distância para evitar discussões e rompimentos.

Com esses sintomas, dá-se início à peregrinação da alma em direção ao Espírito. O peregrino começa a sua jornada sem saber para onde ir e porque ir. Negar-se a se pôr a caminho é motivo de frustrações e sofrimentos. Caminhar sem saber pra onde poderá angustiá-lo e dar-lhe medo do que encontrará mais adiante. Mas, ele não consegue parar, porque uma voz interior incita-o a prosseguir.

Assim tem início o que se denomina Iniciação, um caminho em direção a si mesmo, um mergulho para dentro da alma, um salto espiritual em busca do infinito. Sem querer, sem se preparar, sem planejar, o aprendiz começa a se interessar por adquirir conhecimentos que, até então, não lhe despertavam o menor interesse.

De acordo com a pensadora teosofista Alice Bailey, em seu livro Iniciação Humana e Solar, a Iniciação poderia ser considerada como uma forma antinatural de se evoluir espiritualmente. De fato, o ideal seria um despertar gradual da consciência humana, sem que se fizesse necessária a interferência da Hierarquia Planetária.

A expansão muito lenta da consciência espiritual da humanidade terrestre, porém, forçou a introdução de um método particular de desenvolvimento dessa espiritualidade, a partir da raça atlante. Essa interferência direta da Hierarquia perdurará por um longo período, até que três quintos da humanidade despertem para o caminho espiritual.

Nos planos ocultos, os seres das diversas hierarquias superiores ocupam-se em estimular o acesso dos aprendizes a energias sutis que deverão ocupar os espaços do excessivo materialismo que predomina na raça humana. As almas escolhidas para os primeiros movimentos iniciáticos foram as que se apresentavam mais sensíveis aos nobres ideais humanitários que precisam prevalecer nas relações humanas.

De acordo com Alice Bailey, o processo iniciático não é um privilégio do nosso planeta, ele ocorre também em outros dois planetas do nosso sistema. Além da Terra, Vênus e outro planeta não revelado encontram-se também envolvidos em semelhantes processos de expansão da consciência.

Vênus, por se encontrar num estágio mais avançado, ajudou a Terra, na implantação desse processo, assim como o nosso planeta, um dia, irá prestar auxílio na instituição de um processo similar num outro esquema planetário.

Comenta, ainda, a autora do livro, que nos esquemas planetários de Netuno, Urano e Saturno, o método da Iniciação não será empregado. Eles servirão para acolher os que tiverem alcançado sucesso em seus processos de evolução, nos seus respectivos planetas.

A conclusão a que chega a renomada teosofista é que, todos aqueles que tiverem atingido a expansão da consciência ideal serão considerados evoluídos espiritualmente e transferidos para esses planetas, onde deverão vivenciar experiências em padrões mais elevados de espiritualidade.

Afirma, por fim, a autora que, os que não vierem a atingir o nível ideal de progresso, reencarnarão em outros esquemas planetários, muito mais densos, e menos evoluídos. Lá, eles reiniciarão seus processos de evolução, a partir de estágios mais brutos e mais compatíveis com suas índoles ainda muito arraigadas ao plano físico e presas à matéria.

A chamada estrela Sirius, conhecida esotericamente como o sol Sírio, é o centro solar de onde emanam todas as energias cósmicas que influenciam esses processos de evolução humana do nosso sistema solar. Por isso, considera-se na Doutrina Secreta que Sírio é o sol central do nosso sistema solar, existindo outros sistemas solares a ele relacionados e sob sua influência iniciática.

Outro tipo de energia, ainda na explicação de Alice Bailey, vem das Plêiades e influencia a iniciação em nosso planeta depois de passar pelo esquema venusiano, da mesma forma que a influência da energia de Sírio passa através do esquema de Saturno.

Calma, meu confuso eleitor, eu não pretendo dar nó na tua cabeça, apenas deixar registradas certas revelações ocultas que, mais tarde, possam servir de parâmetros para futuros estudos esotéricos. O aprendiz começa achando tudo muito complicado, até que, sem que perceba como e quando, passa a entender tudo direitinho.

Agora, é procurar identificar os sintomas iniciáticos e fazer o diagnóstico preventivo, antes que procure um médico, que há de enchê-lo de remédios contra disritmias e alucinações. O iniciado é “um louco”, se comparado à lucidez reinante neste planeta. Não aceite passar por doente mental, só porque vê coisas que os outros não vêem e porque não dá a mínima para valores que todo mundo dá a vida para conquistar.

Dias virão em que, alguns serão exaltados e outros condenados; o bonzinho será mandado para um planeta atrasado e o esquisito estará ocupando o seu espaço num planeta evoluído. Quando esses tempos chegarem, os aprendizes já terão passado da condição de discípulos para a de iniciados em alto grau de evolução, trabalhando para os Mestres dos Seus Raios e prestando serviços aos que ainda não tiverem conseguido atingir um nível de consciência mais evoluído.

E tu, meu atento leitor, de que lado tu pretendes estar?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A AMEAÇA DAS SACOLAS PLÁSTICAS


TEIA AMBIENTAL - A ameaça das sacolas plásticas
Rede de Conspiradores Preservacionistas


Meus ecológicos e conscientes leitores, o ano começa com uma bela notícia que precisa ser comemorada por todos nós ambientalistas – as sacolas plásticas estão proibidas em toda a Itália.

O Governo italiano baixou uma lei que proíbe, a partir do dia 1 de janeiro de 2011, os supermercados, as lojas e qualquer meio de comércio a fornecer sacolas plásticas a seus clientes. Antes da lei, as lojas já estavam cobrando R$ 0,05 por sacola, agora, elas só poderão fornecê-las até que acabem seus estoques, e gratuitamente.

Alguns países como França, Dinamarca, Irlanda, China e Suíça já vêm tomando medidas para a restrição do uso dessas sacolas que são consideradas grandes poluidoras ambientais. Essas medidas restritivas vão desde a cobrança de taxas aos clientes até a sua efetiva proibição.

A China proíbe a distribuição gratuita e exige o uso de um material plástico mais resistente, que torne a bolsa reutilizável, ao custo de R$ 0,20 por unidade. A Irlanda, desde 2002, instituiu a cobrança pelo uso de sacolas plásticas, conseguindo reduzir o consumo em 97%. Nos Estados Unidos, a cidade de S. Francisco baniu as sacolas plásticas, desde 2007, passando a fazer a coleta do lixo em coletores seletivos que não aceitam essas sacolas. O lixo deve ser embalado em papel, jornal ou sacos feitos de matéria-prima orgânica renovável.

O mundo inteiro está mobilizando-se para enfrentar essa batalha contra a poluição do planeta. No Brasil, as sacolas são uma praga, uma autêntica epidemia. As autoridades pouco se manifestaram sobre a necessidade de se restringir seu uso, e a clientela cobra do comércio o fornecimento de sacolas para qualquer produto que seja adquirido, sem levar em conta que, muitos deles, por seu tamanho reduzido, podem ser colocados no bolso ou numa bolsa a tiracolo.

No Rio de Janeiro, foi criada, recentemente, uma lei que proibirá aos poucos, em diversas etapas, até restringir completamente, o uso das sacolas plásticas. As pessoas mais conscientes sabem que não se pode continuar usando produtos poluidores, ainda que facilitem a vida da população. As indústrias precisam tomar iniciativas criativas e saírem atrás de matérias-primas mais condizentes com essa nova postura ambiental que está sendo cobrada de toda a sociedade.

Não basta reciclar, como muitos acreditam ser a solução para os males ambientais. É necessário reduzir o consumo, preservar as nossas reservas, economizar energia e adotar atitudes ecologicamente corretas.

As indústrias de reciclagem estão crescendo e investindo cada ano mais recursos para a ampliação dos seus parques industriais. Elas vêm apresentando altos faturamentos e grandes lucros, comprovando que é lucrativo investir no lixo.

As sociedades estão começando a tomar consciência que precisam separar seu lixo e encaminhá-lo para depósitos de lixo reciclável, de onde sairão para essas grandes indústrias recicladoras. O lixo orgânico deverá ter um destino diferente, exigindo, muitas vezes, recursos públicos, para ser transformado em adubo, e vendido ou distribuído para pequenos produtores agrícolas.

As casas com quintais vêm desaparecendo, surgindo nos seus lugares grandes edifícios, o que vem inviabilizando a tradicional solução dos moradores enterrarem os seus lixos, como seria recomendável para a destinação do lixo orgânico.

Os moradores das grandes cidades não sabem lidar com situações que exijam posturas ambientalistas, preferindo transferir para o serviço público a solução desses problemas, que acabarão por retornar às suas vidas em forma de graves problemas sociais.

Em todas as grandes cidades do mundo, o lixo está tornando-se o problema mais grave e o mais difícil de ser solucionado, por implicar em altos investimentos públicos e profundas mudanças de hábito da população. As autoridades costumam alegar falta de recursos e os cidadãos culpam os governantes por empregar mal os impostos recolhidos.

Essa intolerância de ambas as partes está sendo resolvida na maioria das nações através de leis que proíbem ou cobram novas posturas das populações. As leis são formas vigorosas de obrigar a sociedade a mudar de comportamento diante da crescente produção de lixo. Se houvesse mais ações espontâneas por parte da população, e maiores estímulos criativos por parte dos governos, a humanidade poderia fazer do desafio do lixo uma grande lição de vida para se viver com menos e melhor.

Quem sabe se essas medidas coercitivas não acabam por despertar nas populações urbanas uma consciência mais clara do risco que estão correndo, e de como poderiam contribuir para diminuir e até eliminar grande parte desses riscos.

A Itália deu um grande salto nesse sentido. Outras nações já haviam dado os primeiros passos. O planeta precisa ser preservado do lixo produzido pela sociedade contemporânea. E a sociedade precisa preservar sua saúde desses riscos a que está expondo-se por não cuidar do lixo que produz.

Governantes e governados têm responsabilidades nesse desafio que é de todos. Alguns cidadãos já estão fazendo a sua parte, separando o lixo e encaminhando-o a centros de reciclagem. Outros, mais do que isso, estão comprando menos produtos supérfluos ou rejeitando os que possuam embalagens em excesso, que só aumentam o volume do lixo.

A recusa de embalagens nocivas ao meio-ambiente é uma atitude que qualquer cidadão pode tomar. Não é preciso esperar a proibição dessas sacolas plásticas no seu país, estado ou cidade. Tu que estás lendo e concordando com minhas palavras podes começar já a fazer algo mais a favor da natureza. Ou vais ficar esperando que a lei te obrigue a fazer o que é da tua alçada assumir como tua responsabilidade pessoal?

Saudemos a Itália e os demais países que saíram na frente nessa batalha pela vida. E saudemos a vós, meus ecológicos leitores, que já tendes diversas ações espontâneas para dar a destinação correta ao vosso lixo. A natureza se torna mais sadia, enquanto o planeta agradece.