quinta-feira, 7 de abril de 2011

É PROIBIDO PROIBIR

TEIA AMBIENTAL - É proibido proibir
Rede de Conspiradores Preservacionistas




Meus assíduos leitores da Teia, o mundo está ficando louco. Têm acontecido coisas, por esse mundo a fora, do arco da velha. Eu já nem falo das reações da natureza às agressões ambientais, isso já é manchete superada. Estou a falar das atitudes humanas, de destempero, diante da ganância de tirar dos outros e encher as suas burras. Eles enchem, e nós assumimos o papel delas.

Veja se tem cabimento, meu atento leitor, a notícia que li na internet, há bem poucos dias – AS LÂMPADAS INCANDESCENTES COMUNS SERÃO RETIRADAS DO MERCADO ATÉ 2016. E quem determinou essa aberração autoritária foi uma Portaria interministerial dos Ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio.

Alegam os íntegros representantes desses preocupados Ministérios com o futuro energético do país que a razão é para que elas sejam substituídas por versões mais econômicas. Será que eu li bem, meu econômico leitor? Os Ministérios estão preocupados com a economia do povo? Ou com que outra economia?

Ah, meu desconfiado leitor, tu, assim como eu, já estás começando a encontrar os verdadeiros beneficiários dessa medida, afinal este não é um enigma tão difícil assim. A notícia que vem a seguir me esclareceu as dúvidas, e esclarecerá as tuas também.

Estima-se que a lâmpada incandescente seja responsável por aproximadamente 80% da iluminação residencial no Brasil – o mercado brasileiro consome cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes contra 100 milhões de fluorescentes compactas.

Segundo os técnicos do Ministério de Minas e Energia, as lâmpadas incandescentes superiores a 40 W serão banidas do mercado até 2016, a não ser que surja uma nova tecnologia que as torne mais eficientes. Com esse mercado nas mãos, não há de aparecer nenhuma indústria com tecnologia que as preserve. Isso só pode ser uma piada de mau gosto, com sabor a amarga e indigesta tecnocracia.

Acredito, e me perdoem os ingênuos leitores, que assinaram essa Portaria, não de caneta na mão, mas de olhos grandes no futuro mercado, as indústrias fabricantes de lâmpadas fluorescentes.

Os argumentos contra as pobres lâmpadas incandescentes seriam de enrubescer o próprio Edson, o gênio criador desse dispositivo simples, capaz de iluminar o planeta inteiro e que nunca se tornou uma ameaça à saúde humana. Mas, que parece ter-se tornado o grande vilão do consumismo energético dos tempos modernos.

Pensem comigo, meus inteligentes leitores, numa fábrica, o consumo das máquinas, compressores, fornos elétricos, refrigeradores, bombas de elevação e outros equipamentos elétricos não são considerados ameaças ao futuro da nação, mas as lâmpadas incandescentes que iluminam os corredores, os refeitórios e os vestiários dos operários, essas parecem ser uma séria preocupação para os técnicos dos nossos Ministérios.

Numa residência de uma família de classe média, os chuveiros elétricos, os aparelhos de ar refrigerado, os freezers, os aquecedores, os televisores, os computadores, todos ligados em pleno funcionamento não valem um segundo da atenção que despertaram as maléficas e consumistas lâmpadas incandescentes. A quem estão querendo enganar? A ti, meu assustado leitor, só pode ser a ti, que a mim, não conseguem.

Conheces as tradicionais tomadas de luz, com dois ou quatro buraquinhos para enfiar os pinos e ligar um liquidificador, uma torradeira, um ferro elétrico ou qualquer aparelho? Não meu caro leitor, elas não podem mais ser encontradas nas casas de materiais elétricos, porque também foram banidas, em nome da segurança nacional. Agora, elas possuem uma reentrância, onde se encaixa o plugue com dois pinos. Alega-se que assim é muito mais seguro, manipular as tomadas, mas só não revelam os riscos que a população corria com as perigosas antigas tomadas.

A realidade é que estamos diante de mais uma dessas decisões que privilegiam a economia em prejuízo da saúde pública. As lâmpadas fluorescentes oferecem riscos comprovados, que até parecem com esses remédios que os efeitos colaterais são piores que as doenças que eles combatem.

A Teia denunciou, antes, através do blog Flora da Serra, e continuará a denunciar essas lâmpadas que são perigosas, quando inteiras, por suas radiações prejudiciais ao organismo humano, e muito mais perigosas, se quebradas, pela contaminação por mercúrio. Mas, quem vê esses riscos, quem está interessado na saúde da população? Se ficar doente vai ao médico, se contaminar toma remédio, se morrer, enterra.

Não se escandalizem com minhas palavras, meus sensíveis leitores, esse é o lema predominante na civilização capitalista moderna, ou talvez também na antiga. Vejam como as nações lidam com as guerras e com seus cidadãos que são enviados aos campos de batalha. A diferença é pequena, acrescente-se ao final, presta-se uma homenagem ou dá-se uma medalha.

Um dia, quem sabe quando, estivermos banindo as lâmpadas fluorescentes, por terem sido comprovadas como danosas à saúde humana. E uma nova Portaria Interministerial dirá algo parecido com esta recente, enquanto as indústrias de lâmpadas estarão faturando horrores para abastecer o mercado nacional que, àquela altura, já terá ultrapassado os bilhões de lâmpadas.

Eu não compro essa bomba de ação retardada, banindo ou não a lâmpada incandescente. A gente que mora na roça sempre dá um jeito pra lumiar o caminho. E tu, urbano leitor, vais baixar a cabeça e obedecer a ordem do Rei?

Eu vou ficar cantando, sem parar, aquela música que o Caetano compôs para um dos Festivais da Record: “É proibido proibir. É proibido proibir...”.

sábado, 26 de março de 2011

OS CASAMENTOS DO NÚMERO SEIS

Meus amorosos leitores, basta de falar de guerras e crises! Eu já não agüento mais receber tanta radiação atômica na tela do meu monitor. As balas e os mísseis da guerra na Líbia, qualquer dia me atingem, e eu nem tenho a quem reclamar. Há anos que judeus e palestinos brigam e se matam, e a ONU não sabe o que fazer para acabar com a luta.

Eu estive pensando em escolher um número para celebrar a paz no mundo. Pensei no número dois, que é o mais indicado para celebrar acordos e acalmar os ânimos dos mais aguerridos. Depois, pesei os prós e os contras, e concluí que a situação já saiu do controle de ações celebradas pelo número dois.

A minha idéia seguinte foi dedicar o meu espaço ao número três, falando da força da arte e da cultura para aproximar os povos. A beleza e a criatividade tocam fundo no coração da gente. Então, eu parei para refletir, e cheguei a conclusão que beleza é muito relativa, e cada povo tem o seu próprio padrão. Mais uma vez, fui obrigado a concluir que eu poderia estar correndo o risco de provocar uma batalha cultural, e a emenda sair pior que o soneto.

De repente, veio-me a lembrança o amoroso e casamenteiro número seis. Alguns poderiam ridicularizar minha escolha, numa época em que casamento virou quase palavrão e casar um ato de comprovada estupidez. Se isto não é a realidade dos fatos, não deixa de ser o que se apregoa nos filmes, livros e meios de comunicação.

Desta vez, porém, eu fui um pouco mais fundo na questão. Casar não é só acasalar, mas unir e compor casais. Desde a infância, buscamos o nosso par ideal. Eu não me refiro a sonhos românticos com príncipes encantados ou belas adormecidas. O ser humano precisa de companhia, ele tem de encontrar correspondência em todas as áreas por onde circula. Escola, amigos, esporte, música, trabalho e lazer pedem pares, aqueles que se identificarão com os nossos gostos e com as nossas preferências.

Pensem bem, atentos leitores, se eu busco alguém que se harmonize comigo, no que estou a fazer, ou somente a pensar e planejar, então, eu procuro quem possa casar suas idéias com as minhas. E em questões de casamentos, ninguém se compara com o número 6. Ele é amoroso, generoso, carinhoso e zeloso com aqueles, ou aquilo, a quem ama.

Diante dessa sábia conclusão, eu dei por encerrada a minha pesquisa. Agora, só era preciso que eu justificasse os diversos e tão genéricos casais, em cada qual das áreas que eu houvera mencionado.

Comecei pela escola, como poderia ter começado pela babá. Mas, usei a minha experiência de vida, quando babá ainda era sonho de consumo das mães liberadas, a surgir num futuro ainda relativamente distante.

O amor pela professora, aquela doce segunda mãe, que com paciência e dedicação nos ensinou as primeiras letras. Quem não sentiu a afinidade amorosa por uma professora, ou professor, que formava o par perfeito com a nossa criança insegura e ansiosa por conhecimentos? Nessa união reconhece-se a presença do número seis, de uma forma muito intensa, pois se existe uma profissão inspirada pelo número seis, esta é a de educadora e alfabetizadora de crianças. Concluí que havia alcançado um par perfeito, ou quase, da criança tímida, diante de uma cartilha cheia de letras, ao lado de uma professora paciente e sorridente, iniciando-a na literatura. O amor dos discípulos pela mestra, nos primeiros passos de uma jornada repleta de futuras uniões.

O passo seguinte me conduziu ao segundo casamento, quase sempre, também celebrado no convívio escolar. A união com o amigo do peito, aquele, ou aquela, colega que parece até nossa alma gêmea. Quem conseguiu escapar desse amor puro e inocente? Quem poderia passar pela infância sem ter amigos e confidentes da mesma idade, com as mesmas dúvidas e medos semelhantes? O casamento parece perfeito, e, em certos casos, torna-se eterno por toda a vida. Quantos casamentos por amizade resistem ao tempo, e celebram todas as bodas existentes, até que uma das partes fique viúva!

O número seis não se apega apenas a casamentos entre noivos, com festas e ritos religiosos, buquês e grinaldas, fraques e cartolas. Eu me permito generalizar os trajes, amáveis leitores, pois os ingleses e seus assemelhados ainda se dão ao luxo desses requintes e retoques no vestuário.

O número seis promove os casamentos românticos e amorosos, desde a infância até a mais extensa velhice. Ele não promove o amor ao corpo e a exaltação às formas, mas configura o sentimento que nos une a alguém, a alguma coisa, a algum lugar ou a algum fato. Amigos para sempre, casais celebrados pelo número seis no templo escolar, no salão do clube, no ginásio de esportes ou no palco de um teatro amador.

Os casamentos celebrados pelo número seis, meu ansioso leitor, prosseguem nos grupos musicais e nas companhias teatrais. A dupla musical perfeita, as vozes que se combinam desde a primeira nota. O casal de ator e atriz que faz a platéia chorar ou gargalhar, quando representam juntos. O número seis influencia no amor e também nas artes, especialmente na música.

Amor e paixão, união sincera e eterna, nos casamentos artísticos e nas atividades culturais. No teatro e no cinema, no palco ou na arena, no museu ou nas galerias, a celebração dos casamentos entre almas sensíveis e criativas, apegadas ao bom e o belo, e com muito amor para dar.

Ah, estás surpreso, meu refinado e culto leitor, não esperavas assistir tantos casamentos inusitados, como estes que o meu número seis vai celebrando, à medida que vou mudando de ambientes. Da escola para o clube, e deste para os palcos e para os museus, o amor casamenteiro do número seis não dá trégua, unindo seres que se atraem pela compatibilidade de gostos e ideais.

E assim se repete em todas as áreas, com a união pelo amor. Se não fossem o ciúme e a mania de querer mandar nos entes queridos, eu até vos diria que eles se casaram, se amaram e foram felizes para sempre. Mas, sinto muito frustrar-vos, um pouco antes do THE END.

O amor não é a certeza da união perfeita, nem eterna. Mas, é o prazer de encontrar um parceiro, ou parceira, com quem tenhamos afinidades, tais e tamanhas, que vale a pena enquanto durar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

MISTERIOSA SABEDORIA

Meus fiéis leitores, eu entendi que já era hora de retornar ao estudo dos eventos espirituais, após duas postagens sobre as tragédias que estão ocorrendo no plano físico. Todos nós sabemos que estas decorrem do desconhecimento ou da lamentável negligência da criatura humana com os princípios divinos, que regem a espiritualidade no plano físico. Por isso mesmo, é conveniente voltarmos ao estudo do mundo das causas, para tentar entender melhor o que se passa neste mundo dos efeitos.

A humanidade somente tem consciência da existência de vida após o nascimento num corpo físico, pouco ou quase nada sabendo da vida pré-natal, que antecede a sua chegada a este mundo. Quando pensa que sabe, acaba comprovando que pouco ou nada sabe dos preparativos que antecedem a encarnação de uma alma num corpo físico.

Apóio-me em relatos feitos por Mestres a alguns humildes seguidores, que por seus dons de clarividência são capazes de vê-los e ouvi-los. Dentre esses clarividentes, destacou-se no seu tempo, o teosofista Leadbeater, que nos legou escritos valiosos e esclarecedores sobre a permanência desses Seres entre nós.

No seu livro repleto de magia e encantamento, intitulado Os Mestres e a Senda, o conceituado estudioso da alma humana C. W. Leadbeater deixou para a humanidade um pouco da história desses Seres iluminados, depois que atingem o mais alto grau de evolução no plano físico.

Ao alcançar esse alto padrão de evolução, eles podem escolher transportar-se para Planos Superiores, e assumir novas tarefas que venham a beneficiar a Obra Divina num sentido cósmico, ou permanecer na Terra, auxiliando diretamente a evolução da humanidade terrestre.

Esses Mestres, em determinadas tarefas, para a perfeita realização dos seus propósitos humanitários, precisam de corpos físicos absolutamente sadios, que possam suportar o alto padrão vibratório de suas energias espirituais. Muitos poderiam questionar a necessidade de corpos físicos, se eles poderiam agir sem ser percebidos, somente com seus corpos sutis. Mas, alguns deles, nem todos é verdade, consideram mais conveniente atuar através de corpos físicos.

Nesse momento, surge uma natural dificuldade – a preparação de um corpo físico perfeito demanda tempo, mesmo se tratando da alma de um Ser que já atingiu a condição de Mestre. Ninguém pode mudar as Leis do Universo, nem mesmo os Seres mais evoluídos. Um corpo físico, para atender os mais elevados requisitos que o habilitem a abrigar a alma de um Mestre, necessita de tempo e energia, como ocorreu com diversos Mestres da história da humanidade.

O ingênuo leitor pode estar pensando, com aquela natural desconfiança humana, que se ele fosse um Mestre de verdade faria aparecer um corpo, e entraria nele. Demonstras bem, meu caro amigo, que desconheces a Lei e a Ordem das Hierarquias Sagradas. Nem mesmo uma simples vírgula poderá ser mudada, e menos ainda desrespeitada, no processo de evolução cósmica, segundo as Leis da Criação Divina.

Evites levar adiante os teus questionamentos, aguerrido leitor, pois desconheces, senão toda quase toda realidade divina que se impõe no processo de expansão do Universo. Nessas horas, o melhor é calar e ouvir os Mestres.

Quando a alma de um homem comum assume o seu novo corpo infantil, ele o encontrará sob cuidados de um elemental artificial, gerado a partir do karma de outras vidas. Cabe ao elemental modelar a forma com que o corpo físico irá nascer, prosseguindo o processo de modelagem até que o corpo complete seis ou sete anos.

Durante esse período inicial, a alma vai estabelecendo, aos poucos, um contato mais íntimo, com os seus novos veículos físico, emocional e mental. A realidade é que, ninguém se dá conta que a relação da alma com esses veículos, durante os primeiros anos de vida, é muito pequena, até que se dê a retirada definitiva do elemental.

Embora a alma esteja perfeitamente integrada ao corpinho físico da criança, ela geralmente prefere esperar que o corpo amadureça e seja mais receptivo aos seus esforços. É claro que existem as diferenças, de acordo com o nível de consciência espiritual de cada alma encarnada!

Esse processo é o que é seguido no nascimento de seres comuns, mas com os Mestres é diferente. Como não há nenhum mau karma a ser esgotado, não se verifica a presença do elemental artificial. A própria alma se encarrega do desenvolvimento do corpo desde o começo. Sem dúvida, com isso constrói-se um corpo bem mais requintado e sensível, mas também provoca um dispêndio de energia e tempo, prejudicial à missão do Mestre.

Esta é uma das razões para que os Mestres procurem fazer com que seus corpos físicos durem o maior tempo possível. Eles não desejam repetir esse processo além do necessário, para não ter que repetir todo o processo, com o desperdício do tempo de infância e meninice, que podem retardar a sua missão no mundo.

Os corpos das criaturas comuns envelhecem e morrem, em função de fraquezas hereditárias, doenças, acidentes, abusos, preocupações, excesso de trabalho, má alimentação e outros motivos conhecidos de todos nós. No caso dos Mestres, nada disso ocorre, seus corpos possuem resistência acima do comum, e podem usá-los por muito tempo, mantendo uma aparência jovem e saudável.

Os Mestres que reencarnaram dentro desse processo convencional costumam viver por mais de um século, às vezes, por dois ou mais, como parece ocorrer com Mestre Morya, Mestre Kuthumi e outros que habitam uma região esplendorosa num desfiladeiro no Tibete.

Os Mestres para preservarem seus veículos físicos vivem em retiros isolados, e raramente aparecem no mundo caótico das grandes cidades. O fato de possuírem corpos sensibilíssimos e que requerem cuidados especiais obriga-os a evitar todas as formas destrutivas do viver a vida do homem comum.

No entanto, existem Mestres que, por sua missão, não podem isolar-se do caótico mundo dos homens, o que os obriga a usar temporariamente o corpo de um discípulo, ao invés de desenvolver e preservar o próprio corpo.

Agora mesmo é que piraste, não foi atento leitor? O Mestre utiliza o corpo físico de um discípulo, toda vez que precisa agir no mundo físico. Que loucura, hein!

Esta engenhosa artimanha dos Mestres faz com que economizem o tempo de esperar o pleno desenvolvimento do corpo, e ainda contribui de maneira incalculável para a evolução do discípulo. O uso do corpo do discípulo somente ocorre quando o Mestre precisa aparecer em público e interagir com a sociedade. Realizado o propósito, o corpo é devolvido ao dono, e o Mestre reassume o seu corpo de energias, e prossegue o seu trabalho ocultamente.

Quantos discípulos não hão de se sentir tocados por essa apropriação física passageira, porém esplendorosa para a evolução de suas almas! Os Mestres têm poderes para assumir os corpos de seus discípulos, e o fazem sempre que as oportunidades são favoráveis a passar ensinamentos que só o Mestre seria capaz de fazê-lo.

Muitos Mestres falam pelos lábios dos seus discípulos, não sempre, mas de vez em quando. Isto talvez explique o brilhantismo do discurso de uma criatura, num determinado momento, e o silêncio ou a ignorância sobre aquele mesmo assunto, numa outra ocasião.

Saint Germain é um Mestre que utilizou os dois métodos - o próprio corpo físico, de uma longevidade estranha para seus contemporâneos nos séculos XVIII e XIX, e os corpos físicos dos seus discípulos, a partir do século XX e até os dias de hoje.

Os Mestres Pitágoras, Jesus, Sidarta e Lao-Tzé, dentre outros, pelas características de suas missões, tiveram de utilizar seus próprios corpos físicos, durante as suas missões no mundo. Depois de cumpridas suas missões no plano físico, todos passaram a usar os corpos físicos dos seus discípulos para deixar suas mensagens para o mundo, o que fazem até os dias de hoje. Mas, todos eles foram também inspirados por Mestres Sagrados, durante suas missões na Terra.

É bom que se entenda que essa ocupação, pelo Mestre, do corpo de um discípulo é temporária, e somente é usada quando o Mestre percebe que a mensagem a ser passada, deverá partir de uma criatura comum, igual a todas as outras.

A pergunta final que muitos ainda insistem em fazer, e não só aquele leitor mais ranzinza que acha que eu esteja inventando tudo isso, há de ser – por que o Mestre que pode realizar qualquer trabalho nos planos superiores, precisa de um corpo físico?

Os Mestres, na sua infinita sabedoria, pressentem que a crença dos homens é mais fácil de ser alcançada, diante de um testemunho físico para justificar um fenômeno espiritual. Com o Mestre atuando, simultaneamente, nos dois planos, tudo leva a crer que se atinja com maior facilidade esse intento. Os Mestres não perderiam, nem tempo, nem energia, se suas presenças ativas no plano físico, em determinadas ocasiões, não fossem estritamente indispensáveis.

E, nesses momentos, surge o valor dos discípulos, em suas condições de aspirantes e postulantes da Iniciação Espiritual, ao se apresentarem como canais mais puros e mais adequados a transmitir as energias do Mestre.

Agora, meu atento leitor, responde-me com consciência e sinceridade: como andam os teus canais de ligação com os planos superiores? Ah, e uma pergunta final: tens servido de veículo para o teu Mestre?

Se não sabes responder a essas perguntas, acho bom começar a pensar no assunto. Não estamos no mundo a brincar, nem por lazer. Quem não for digno de receber a visita do seu Mestre no seu templo físico, também não será digno de pisar o solo sagrado do Templo do Mestre.

Não durmas, sem antes refletir sobre estas simples questões. Nos sonhos, podem surgir as mensagens que o teu Mestre tem tentado passar ao mundo através de ti. E ao acordar, ocupa-te em purificar o teu veículo físico, e disponibiliza-o ao Mestre, para que possas servir de canal e ajudar tua alma a acelerar o seu processo de evolução.

quarta-feira, 16 de março de 2011

HIROSHIMA, OUTRA VEZ!

TEIA AMBIENTAL - Hiroshima, outra vez!
Rede de Conspiradores Preservacionistas
EM EDIÇAO EXTRAORDINÁRIA

Meus leitores ambientalistas, não estranhem a Teia num dia 16, mas, como diz a minha parceira ambientalista, Rute, todo dia que soma 7 é um dia 7. E o tema de hoje, em EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA, tem muito mais a ver com o kármico 16 do que com o ambientalista e naturalista número 7.


Meus atentos leitores, começo a Teia de hoje afirmando que pelo jeito, pra variar estamos em
guerra.

No final da 2ª guerra, os Estados Unidos bombardearam as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, com os primeiros artefatos atômicos utilizados para matar gente e vencer guerras.

As fotos do povo japonês, correndo desatinado tentando fugir daquela onda nuclear que varreu as duas cidades, ainda mexem com o emocional de toda a humanidade.

Aviões sobrevoavam os céus do Japão, de repente uma explosão, um cogumelo sobe em direção às nuvens, e depois só o silêncio.

As duas cidades, até os dias de hoje, choram os seus mortos. O mundo bradou - bomba atômica nunca mais! As guerras de lá para cá aboliram o uso da energia nuclear nas batalhas em céu, terra e mar.

Mas, qual o quê! O homem não se emenda! Se a gente pode correr riscos, porque viver em segurança?

As usinas nucleares surgiram e se espalharam pelo mundo, nos anos que se seguiram ao fim da Segunda Grande Guerra. Eram bombas, mas com fins pacíficos. Tudo sob absoluto controle, sem que nenhum risco pudesse haver para a população.

O povo japonês deverá entrar na justiça para reclamar o defeito de fabricação de suas usinas? A justiça decretará como a única culpada a Natureza? Nós já vimos este filme!

Os japoneses não tiveram juízo! A experiência com a contaminação nuclear com as bombas atômicas não foi suficiente.

Afinal de contas, como fomentar o progresso sem energia elétrica! Como ficar rico, sem correr riscos! Como não morrer, se esses riscos são mortais?

A Agência que cuida das usinas nucleares no Japão fez questão de tranqüilizar o povo japonês e as populações vizinhas, com um comunicado de que tudo estava sob controle. Mas, quem conhece o jogo de palavras que prevalece nessas ocasiões sabia que a situação estava feia e só tendia a piorar. Eis a verdade nua e crua.

Afirma o maior especialista russo em energia nuclear, o cientista Kiriyenko:

- Por desgraça, a situação está se desenvolvendo para o pior dos cenários.

Vai ver que os russos estão exagerando, deve ser coisa de ex-comunista, de uma nação que já não manda mais no mundo e quer assustar os aliados dos norte-americanos.

Espera lá, agora a afirmação é do Chefe de Energia da União Européia, Guenther Oettinger!

- Nas próximas horas podem ocorrer mais eventos catastróficos, que podem representar uma ameaça à vida das pessoas na ilha. Os sistemas de refrigeração não funcionaram, e estamos em algum lugar entre um desastre e um desastre gigantesco.

Será que o sistema de refrigeração ainda está na garantia? E a usina tem conserto? E que garantia poderá ter o povo da ilha, no caso de um evento catastrófico? O povo da ilha é bom que se esclareça é o povo japonês, que habita a ilha, onde se localiza o Japão.

Quer dizer que depois de ser contaminado por duas bombinhas atômicas, o povo japonês, ainda assim, resolveu espalhar bombas gigantes por todo o seu território! Que loucura! Quanta ambição! Que imensa irresponsabilidade! Mas, os técnicos garantiram que as usinas eram seguras.

Vá a gente acreditar em técnicos! A verdade dos técnicos é diretamente proporcional aos interesses da empresa para a qual trabalham. A humanidade está sendo envenenada por produtos aprovados por laboratórios e agências de Governos.

Ah, meu crédulo leitor, não te deixes enganar por esses pesquisadores vendidos a indústrias e laboratórios. Eles não sabem o que falam. Ou melhor, sabem mas não confessam a verdade.

E agora, a quem o povo japonês, o tal povo da ilha, deve recorrer? À ONU, ao Tribunal de Haia, à Agência Internacional de Energia Nuclear? Ou a Deus, quando lá chegar?

Estamos diante de um crime contra a humanidade. Nada de desculpas, transferindo culpas para terremotos e tsunamis! Nada de desculpas esfarrapadas, que não dá para prever desastres naturais!

Nós estamos tratando de responsabilidades humanas, daqueles que impuseram ao povo usinas criminosas, que desprendem partículas e energias letais à vida humana. Impuseram é a palavra correta, pois os governantes, de um modo ou de outro, enganam seus cidadãos e com promessas de prosperidade e abundância implantam bombas de ação retardada que um dia vão explodir, vão vazar e contaminar a atmosfera.

As primeiras vítimas serão japonesas, porém o mundo inteiro está sob a ameaça de contaminação. Mas, as usinas eram seguras, foram aprovadas pelas autoridades competentes! E a segurança das usinas está matando, imaginem se fossem inseguras!

A pergunta que não pode calar é – e agora?

Vamos continuar instalando mais usinas seguras, para o progresso da humanidade? Ou será que a nossa usina será mais segura do que aquelas ultrapassadas e perigosas usinas japonesas? Basta tirar aquelas usinas de fabricação e desenvolver novos modelos, mais modernos e bem mais seguros. Quem cai nessa?

Qual será a primeira nação, depois desse desastre nuclear, a ter a desfaçatez de construir a sua nova usina?

Não se fiem, acreditando que as explosões nucleares só acontecem no Japão! Os fatos só comprovam que o raio cai, sim, no mesmo lugar mais de uma vez. Na vez seguinte, não há como prever.

segunda-feira, 7 de março de 2011

CONTAMINAÇÃO: O PROGRESSO A ALTO CUSTO.



TEIA AMBIENTAL - Contaminação: o Progresso a Alto Custo
Rede de Conspiradores Preservacionistas





Meus progressistas e ambiciosos leitores, eu faço questão absoluta de deixar a minha opinião, logo nas primeiras linhas, citando para isto uma frase que consta numa das canções de protesto de Roberto e Erasmo Carlos, em defesa da preservação ambiental – “eu não sou contra o progre
sso, mas apelo pro bom senso”.

Pensa bem, sensato leitor, que modelo de progresso é este, que para alcançá-lo teremos de contaminar o planeta com elementos tóxicos que afetarão a saúde da população mundial?

Confesso-te, caro leitor, que, às vezes, ponho-me a questionar sobre a racionalidade da criatura humana. Nós sabemos que não são todos que pensam assim e compartilham dessa destruição. Mas, se consumimos os produtos que são direta ou indiretamente responsáveis por essa contaminação, como negar a nossa cumplicidade?

No início do ano, li uma notícia que denunciava a contaminação de crianças chinesas pelo chumbo, devido à proximidade de usinas de baterias às localidades em que suas famílias residiam. O governo chinês se dizia preocupado com a reincidência desse tipo de contaminação, que já havia sido detectada em outras regiões do país.

A notícia mencionava a contaminação de cerca de 200 crianças num universo de 280 examinadas, das quais três delas apresentavam altos índices de chumbo no sangue. A intoxicação pelo chumbo pode causar diversos danos, alguns irreversíveis, aos organismos de crianças, afetando o sistema nervoso, o sistema reprodutivo e os rins.

O governo mandou fechar as fábricas responsáveis, que estavam localizadas em áreas proibidas, pela proximidade de locais habitados. Mas, o que se pode esperar de prático em relação a essas medidas? Mais dia, menos dia, as fábricas serão reabertas, senão no mesmo local, num outro tão ameaçador quanto aquele. E a desculpa será sempre a mesma – o progresso não pode parar.

Aqui cabe uma reflexão. A quem se destina o progresso: ao povo ou aos empresários que extraem lucros dos seus investimentos? Os governos precisam refletir mais sobre essa questão, antes de projetar usinas e parques industriais.

Tu, meu ingênuo leitor, deves estar pensando que eu desconheça a exigência das licenças ambientais. Não a desconheço, só não confio nelas. E tenho cá os meus motivos, pois lidei na prática com o mau uso delas.

O Brasil está envolvido por uma aura progressista, que nos conduz a mais reflexões. Será que as usinas, que fornecerão energia para o futuro, e as indústrias, que prometem emprego para o presente, estarão preservando a qualidade de vida de todos nós? Que modelo de progresso será esse, apregoado como erradicador da miséria? Que segurança, temos nós, que não acabaremos enfrentando os mesmos problemas que os países mais progressistas já estão enfrentando, com contaminações e destruições de rios e florestas?

Gostaria de aconselhar alguns filmes muito interessantes, aos leitores mais crédulos, aqueles que confiam nas notícias veiculadas no Jornal Nacional e que se sentem seguros diante de compromissos assinados por grandes multinacionais, de que tomarão todos os cuidados para não afetar o meio-ambiente.

Se ainda não viram, por favor, não deixem de assistir. Se já viram, vejam novamente. Procurem uma locadora e aluguem os 3 filmes, e os assistam com absoluta isenção, ou tentem fazê-lo.

O primeiro deles é um clássico sobre o assunto, ainda que não seja o mais antigo, e deu um Oscar para a Julia Roberts, no papel de Erin Brockovich – Uma mulher de talento. O filme narra a história de uma funcionária de um Escritório de Advocacia que vai muito além dos seus deveres, para defender uma pequena comunidade afetada pela contaminação da água, por uma empresa de luz e gás.

O segundo filme, dentro de um tema semelhante, é estrelado por John Travolta, e denomina-se A Qualquer Preço. Neste filme, é o próprio advogado que, contrariando os interesses dos seus parceiros do Escritório de Advogados Associados, assume uma exaustiva batalha contra indústrias que despejaram resíduos tóxicos no solo, contaminando a água de um lugarejo.

O último dos três é mais uma história de lutas e pressões em batalhas judiciais, desta vez contra uma fábrica de peças para usinas atômicas que provocava contaminação radioativa em seus empregados. A estrela do filme é Meryl Streep, no papel que dá nome ao filme – Silkwood – O retrato de uma coragem.

A minha sugestão, caros leitores, é que assistam estes filmes, e depois julguem com isenção as notícias sobre as obras que trarão futuro progresso às nossas nações. Não importa onde morem, se no Brasil, em Portugal ou na China, o discurso é o mesmo, quando se trata de tentar convencer o povo que a destruição ambiental é um preço justo para o progresso econômico de qualquer nação.

Não crê nisso, sem antes tirar a tua própria conclusão. Desconfia daquele bom mocismo, que promete muito, mas que não passa de puro marketing, envolvente, é verdade, porém, quase sempre mentiroso.

Compara os projetos de Belo Monte, Angra e similares com os fatos narrados nos filmes, e só então tira a tua conclusão, sobre o verdadeiro futuro que nos espera. Mas, tu também podes tomar outra atitude – não te preocupares com isto e pagar para ver se haverá contaminação ou não.

O mundo de hoje não é o mesmo dos tempos de nossos avôs. Tudo acontece em fração de segundos. O bosque de hoje é a praça asfaltada de amanhã. A floresta verde irá tornar-se o pasto da nova agropecuária do futuro. O rio que passa a caminho do mar será transformado num imenso lago, que afetará todo o equilíbrio ecológico da região, para dar lugar a mais uma usina hidroelétrica, considerada indispensável para o progresso.

E tudo é tão dinâmico, tão aparentemente eficiente e estimulante, que nem temos tempo de medir as conseqüências daquelas ações predatórias, e nem mesmo julgamos necessário nos preocuparmos com isso.

Cabe a ti, consciente leitor e confiável eleitor, tomar as decisões que determinem o que seja melhor para o teu futuro e para o futuro da nação. O governante é teu empregado, que foi escolhido por ti, e é pago por seus serviços, através dos teus impostos. Tu nada deves a ele, e por isso não deves temê-lo, apenas respeitá-lo, tanto quanto ele a ti.

Agora, vamos descansar a mente e assistir uma boa sessão de cinema? Espero que todos gostem das minhas sugestões, e que as mensagens que elas contêm sirvam para que tirem melhor conclusão, diante de tanta ameaça de contaminação.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ECUMENISMO OU CATEQUESE?


Meus distintos leitores, eis-me aqui às voltas com novos questionamentos. Eu sei que pode tornar-se cansativo, seguir-me nessas minhas divagações, mas o que posso fazer se volta e meia vejo-me diante comportamentos humanos difíceis de aceitar sem questionar.

Tenta entender as minhas razões, e dize-me se não tenho lá os meus motivos para divagar ou, mais ainda, para rogar por coerência entre os que buscam manifestar sua fé. A Igreja Católica, numa determinada época, lançou campanha a favor do ecumenismo, e se outras o fizeram também, confesso-vos, atentos leitores, não me pareceram tão enfáticas quanto à dos católicos.

A pergunta que alguns podem estar fazendo é “o que é o ecumenismo?

O termo tem a sua origem na palavra grega “oikos”, que quer dizer “toda a terra habitada”. No sentido religioso, o termo passou a expressar o desejo em favor da união das igrejas cristãs. E num sentido mais amplo, de todas as religiões.

A verdade, amigos leitores, é que diversos movimentos vêm sendo desenvolvidos nesse sentido, com alguns resultados positivos, mas nada que nos permita sonhar com essa união entre diferentes crenças.

As criaturas humanas não têm facilidade para conciliar suas crenças, e menos ainda quando o assunto é religioso. Muitas de nossas guerras históricas tiveram suas origens em rivalidades religiosas, e ainda hoje, luta-se em diversas partes do mundo por conflitos de fé.

As autoridades eclesiásticas bem que se esforçam a dar exemplos ecumênicos, mas na prática a teoria não tem funcionado a contento. As próprias religiões que, vez por outra, se reúnem para buscar um diálogo pacífico e conciliador, possuem programas de catequese que, senão contrariam esses ideais, pelo menos em nada contribuem a seu favor.

Pensa comigo, meu religioso leitor, e me responde se és capaz de ouvir calado à crítica por tua Igreja adorar santos. E dize-me se o crítico, diante da tua explicação que não se trata de adoração, mas respeito e admiração, se ele aceita de bom agrado os teus argumentos.

Acompanha o meu raciocínio, e me diz se tu perdes a oportunidade de converter um crente de uma outra Igreja, convencendo-o que a tua é melhor. Não é isto que as Igrejas chamam de catequese? Converter para a sua crença? Eu sei que existem outras formas de catequese, mas essas são de foro íntimo da comunidade catequista. E a essas, eu respeito e apoio.


Lembro-me, quando ainda participava de movimentos pastorais na minha Igreja, de ter ouvido de coordenadores e dirigentes, da importância do ecumenismo para arregimentar novos seguidores para a nossa Igreja, num exaustivo trabalho de catequese. Isto é absolutamente incoerente e incompatível com a postura espiritual que seria de se esperar de um religioso.

Se o ecumenismo visa respeitar as crenças alheias, não deve caber, entre as tarefas de um religioso, dedicar-se a catequizar os seguidores de outras religiões. As religiões, porém, incentivam os seus fiéis a fazer a catequese, atraindo os religiosos de outras crenças para as suas Igrejas.

Dessa forma, não há ecumenismo que agüente! Que união pode ser feita, se o risco de uma traição é constante, bastando aparecer uma oportunidade? O que acontece com as religiões também ocorre sempre que duas posições antagônicas se enfrentam. O respeito mútuo acaba por desaparecer, quando os interesses em jogo expõem as posturas radicais que costumam prevalecer nessas situações.

Na escola, aprende-se que os jesuítas vieram para o Brasil catequizar os índios. Mas, quem disse que os índios não acreditavam em Deus? Eles possuíam suas crenças e suas religiões, mas como eram diferentes das do homem branco, entendeu-se que era preciso catequizá-los, para que suas almas se salvassem. Que coisa feia, julgar os outros inferiores, só porque são diferentes!

Pobres daqueles que nascem num dia 7, estão tão distantes dos atuais padrões que todos querem modificá-los, enquadrá-los nos padrões vigentes. Isto é o mesmo que tentar catequizá-los.

Acompanha-me, caro leitor, tu que já estás mais íntimo da minha numerologia. Eu vivo a repetir que não existem comportamentos padrões, que não se pode transformar a criatura humana em produto industrializado, fabricado em linha de montagem.

Cada um de nós tem a sua vocação própria, e mais do que isso, tem uma missão individual que não tem nada a ver com o que a sociedade considere o sonho ideal de consumo. Se o que predomina na minha missão é um número 1, realmente eu deverei agir como um líder, e me preparar para ocupar posições de liderança. Mas, se é o número 2 que se impõe a minha tendência será preferir atuar na retaguarda, buscando a proteção do líder.

Não é correto catequizar o número 2 e fazê-lo acreditar que é um número 1. Por favor, cada um tem o seu caminho a percorrer, e precisa ser respeitado, mesmo que não estejamos de acordo com as suas escolhas, crenças ou opções.

Sejamos ecumênicos, meus pacíficos leitores, nada de catequeses, nada de tentar seduzir para as nossas crenças, quem está satisfeito com as suas.

A minha crença precisa estar coerente com a minha missão nesta vida, para que eu possa cumpri-la e minha alma evoluir espiritualmente. Mesmo que tu, meu devoto leitor, julgues que o meu destino será o inferno.

Ainda bem que Deus não pensa como tu!