terça-feira, 12 de abril de 2011

O JOIO E O TRIGO

Meus religiosos e fiéis seguidores deste espaço espiritual, o juízo está cada vez mais próximo. Não o final, mas o que irá separar o autêntico do falso, o sincero do fingido, o quente do frio, o bom do mau, o joio do trigo.

A humanidade caminha lenta e inexoravelmente para os momentos de definição, de quem é quem, e nem importa quem é o que. Já não é mais possível conviver com a hipocrisia, e os números estão aí mesmo para comprovar que não há muito mais tempo para se escolher de que lado ficar.

O meu mestre físico dizia que ele não conseguia aturar o morno, ele preferia o frio ou o quente, mas rejeitava todos que viviam em cima do muro. Na numerologia, o que prefere permanecer pendurado no muro, sem decidir de que lado fica, é reconhecido como um aspecto negativo do número 2.

Desejo pedir-vos, caros leitores, para que pensais bem sobre o que vou dizer, e que não me venhais a crucificar, por me achar um herege. Eu pensei bastante, antes de chegar a esta triste conclusão que compartilho agora com todos vós.

O que de pior está acontecendo no mundo não é culpa dos maus, não pode ser atribuído aos ditadores insanos, nem aos corruptos e nem mesmo aos criminosos violentos. A culpa é dos bonzinhos, os estereótipos do verdadeiro número 2.

A verdadeira dignidade dos seres de Alma dois é tamanha que os encontraremos espalhados pelo mundo, pregando a paz, celebrando tratados ou mediando conflitos entre patrões e empregados, entre governantes e governados. Ser um número 2 é rejeitar soluções violentas e dar as mãos ao inimigo, e nunca reagir com vingança às agressões. Isto é prova de coragem, jamais de covardia.

Os seres que são governados por impulsos de energias inspirados no número 2 são bondosos, generosos, pacientes e tolerantes. Mas, não são omissos, nem fingidos, dizendo que tudo está bem, quando sabem que as coisas estão indo de mal a pior.

Os filhos da energia yin são bons, mas não são bonzinhos. Eles são fortes e corajosos, podendo fazer-se quentes ou frios, de acordo com a temperatura ambiente, mas nunca serão mornos.

Os grandes e verdadeiros responsáveis pelo estado de insolvência moral em que se encontra a sociedade mundial não são os imorais ou amorais, nem os antiéticos e perversos, e nem mesmo os governantes corruptos e os governados subornáveis, mas os bonzinhos, os “coitadinhos-de-mim”, os que nunca desagradam e estão sempre em cima do muro, e de lá não descem nem com terremoto de 9 graus.

Na hora do desastre, eles são os que põem os paninhos quentes, que são contra punições e que propõem anistia geral. Eles são contra as penas “rigorosas demais” por crimes hediondos, mas cobram das autoridades providências contra a criminalidade. Eles são contra discriminações de todos os tipos, mas são radicais nas suas crenças e tentam convencer a todos que só eles estão certos.

Os bonzinhos não fazem mal a ninguém, só a todos. Eles são incapazes de apoiar atitudes que punam os faltosos, por pena ou medo de cometer injustiça, e com isso deixam muitos a correr riscos. Eles nunca são contra, preferem não opinar. Eles nunca dizem sim ou não, sempre talvez.

Essas ações estão minando as sociedades, permitindo que os fortes imponham aos mais fracos a sua lei, seja ela legal ou não. A massa crítica não é formada pelos fortes, nem pelos fracos, mas pelos bonzinhos. São os bonzinhos que, por falta de atitudes, permitem que o mal prevaleça, a injustiça se imponha e as guerras devastem povos e nações.

Pessoas boazinhas, instituições boazinhas, lideranças boazinhas, povos bonzinhos, nações boazinhas estão permitindo tudo que de mal está ocorrendo na natureza e nas sociedades.

As sociedades estão sendo contaminadas por radiação nuclear ou CO2. Guerras civis estão exterminando populações inteiras. E as intervenções internacionais, por parte de países bonzinhos, acabam por matar mais do que as guerrinhas locais e a contaminar mais do que os desastres ambientais naturais.

Confesso-vos, meus bondosos leitores, que estou convicto, como meu mestre físico que já se foi deste plano, que os bonzinhos são difíceis de aturar, e que é bem mais fácil lidar com os maus convictos e enfrentar os seus atos de prepotência e arrogância.

Se tu conheces, meu atento leitor, uma dessas inseguras criaturas número 2 distorcidas e desfocadas, pede a ela que não seja boazinha, mas que assuma a sua verdadeira identidade – BOM ou MAU. Nada de subir no muro. Nada do “não sou contra nem a favor, muito pelo contrário”.

Mostra-lhe, meu diplomático leitor, que ser bonzinho nunca foi ser bom. O bonzinho é cruel com a sociedade, por não assumir suas convicções pacíficas com convicção, e não somar para impedir as bárbaras injustiças que estão sendo cometidas contra a natureza e a humanidade.

Ninguém pede brigas e agressões, só menos omissões. Quem sabe se a sociedade moderna não fica mais sadia, justa e honesta, se os bonzinhos abandonarem os seus dengos de querer a peninha de todos, deixarem de ser “coitadinhos-de-mim”, e decidirem começar a ser, simples e exclusivamente, BONS. Ou, numerologicamente falando, um autêntico, pacífico, corajoso e sincero conciliador número 2.

Assim, os bonzinhos irão para o silo do trigo, e não para o fogo do joio. E a humanidade, enfim, salva pela paz do número 2, agradecerá sensibilizada.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

É PROIBIDO PROIBIR

TEIA AMBIENTAL - É proibido proibir
Rede de Conspiradores Preservacionistas




Meus assíduos leitores da Teia, o mundo está ficando louco. Têm acontecido coisas, por esse mundo a fora, do arco da velha. Eu já nem falo das reações da natureza às agressões ambientais, isso já é manchete superada. Estou a falar das atitudes humanas, de destempero, diante da ganância de tirar dos outros e encher as suas burras. Eles enchem, e nós assumimos o papel delas.

Veja se tem cabimento, meu atento leitor, a notícia que li na internet, há bem poucos dias – AS LÂMPADAS INCANDESCENTES COMUNS SERÃO RETIRADAS DO MERCADO ATÉ 2016. E quem determinou essa aberração autoritária foi uma Portaria interministerial dos Ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio.

Alegam os íntegros representantes desses preocupados Ministérios com o futuro energético do país que a razão é para que elas sejam substituídas por versões mais econômicas. Será que eu li bem, meu econômico leitor? Os Ministérios estão preocupados com a economia do povo? Ou com que outra economia?

Ah, meu desconfiado leitor, tu, assim como eu, já estás começando a encontrar os verdadeiros beneficiários dessa medida, afinal este não é um enigma tão difícil assim. A notícia que vem a seguir me esclareceu as dúvidas, e esclarecerá as tuas também.

Estima-se que a lâmpada incandescente seja responsável por aproximadamente 80% da iluminação residencial no Brasil – o mercado brasileiro consome cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes contra 100 milhões de fluorescentes compactas.

Segundo os técnicos do Ministério de Minas e Energia, as lâmpadas incandescentes superiores a 40 W serão banidas do mercado até 2016, a não ser que surja uma nova tecnologia que as torne mais eficientes. Com esse mercado nas mãos, não há de aparecer nenhuma indústria com tecnologia que as preserve. Isso só pode ser uma piada de mau gosto, com sabor a amarga e indigesta tecnocracia.

Acredito, e me perdoem os ingênuos leitores, que assinaram essa Portaria, não de caneta na mão, mas de olhos grandes no futuro mercado, as indústrias fabricantes de lâmpadas fluorescentes.

Os argumentos contra as pobres lâmpadas incandescentes seriam de enrubescer o próprio Edson, o gênio criador desse dispositivo simples, capaz de iluminar o planeta inteiro e que nunca se tornou uma ameaça à saúde humana. Mas, que parece ter-se tornado o grande vilão do consumismo energético dos tempos modernos.

Pensem comigo, meus inteligentes leitores, numa fábrica, o consumo das máquinas, compressores, fornos elétricos, refrigeradores, bombas de elevação e outros equipamentos elétricos não são considerados ameaças ao futuro da nação, mas as lâmpadas incandescentes que iluminam os corredores, os refeitórios e os vestiários dos operários, essas parecem ser uma séria preocupação para os técnicos dos nossos Ministérios.

Numa residência de uma família de classe média, os chuveiros elétricos, os aparelhos de ar refrigerado, os freezers, os aquecedores, os televisores, os computadores, todos ligados em pleno funcionamento não valem um segundo da atenção que despertaram as maléficas e consumistas lâmpadas incandescentes. A quem estão querendo enganar? A ti, meu assustado leitor, só pode ser a ti, que a mim, não conseguem.

Conheces as tradicionais tomadas de luz, com dois ou quatro buraquinhos para enfiar os pinos e ligar um liquidificador, uma torradeira, um ferro elétrico ou qualquer aparelho? Não meu caro leitor, elas não podem mais ser encontradas nas casas de materiais elétricos, porque também foram banidas, em nome da segurança nacional. Agora, elas possuem uma reentrância, onde se encaixa o plugue com dois pinos. Alega-se que assim é muito mais seguro, manipular as tomadas, mas só não revelam os riscos que a população corria com as perigosas antigas tomadas.

A realidade é que estamos diante de mais uma dessas decisões que privilegiam a economia em prejuízo da saúde pública. As lâmpadas fluorescentes oferecem riscos comprovados, que até parecem com esses remédios que os efeitos colaterais são piores que as doenças que eles combatem.

A Teia denunciou, antes, através do blog Flora da Serra, e continuará a denunciar essas lâmpadas que são perigosas, quando inteiras, por suas radiações prejudiciais ao organismo humano, e muito mais perigosas, se quebradas, pela contaminação por mercúrio. Mas, quem vê esses riscos, quem está interessado na saúde da população? Se ficar doente vai ao médico, se contaminar toma remédio, se morrer, enterra.

Não se escandalizem com minhas palavras, meus sensíveis leitores, esse é o lema predominante na civilização capitalista moderna, ou talvez também na antiga. Vejam como as nações lidam com as guerras e com seus cidadãos que são enviados aos campos de batalha. A diferença é pequena, acrescente-se ao final, presta-se uma homenagem ou dá-se uma medalha.

Um dia, quem sabe quando, estivermos banindo as lâmpadas fluorescentes, por terem sido comprovadas como danosas à saúde humana. E uma nova Portaria Interministerial dirá algo parecido com esta recente, enquanto as indústrias de lâmpadas estarão faturando horrores para abastecer o mercado nacional que, àquela altura, já terá ultrapassado os bilhões de lâmpadas.

Eu não compro essa bomba de ação retardada, banindo ou não a lâmpada incandescente. A gente que mora na roça sempre dá um jeito pra lumiar o caminho. E tu, urbano leitor, vais baixar a cabeça e obedecer a ordem do Rei?

Eu vou ficar cantando, sem parar, aquela música que o Caetano compôs para um dos Festivais da Record: “É proibido proibir. É proibido proibir...”.

sábado, 26 de março de 2011

OS CASAMENTOS DO NÚMERO SEIS

Meus amorosos leitores, basta de falar de guerras e crises! Eu já não agüento mais receber tanta radiação atômica na tela do meu monitor. As balas e os mísseis da guerra na Líbia, qualquer dia me atingem, e eu nem tenho a quem reclamar. Há anos que judeus e palestinos brigam e se matam, e a ONU não sabe o que fazer para acabar com a luta.

Eu estive pensando em escolher um número para celebrar a paz no mundo. Pensei no número dois, que é o mais indicado para celebrar acordos e acalmar os ânimos dos mais aguerridos. Depois, pesei os prós e os contras, e concluí que a situação já saiu do controle de ações celebradas pelo número dois.

A minha idéia seguinte foi dedicar o meu espaço ao número três, falando da força da arte e da cultura para aproximar os povos. A beleza e a criatividade tocam fundo no coração da gente. Então, eu parei para refletir, e cheguei a conclusão que beleza é muito relativa, e cada povo tem o seu próprio padrão. Mais uma vez, fui obrigado a concluir que eu poderia estar correndo o risco de provocar uma batalha cultural, e a emenda sair pior que o soneto.

De repente, veio-me a lembrança o amoroso e casamenteiro número seis. Alguns poderiam ridicularizar minha escolha, numa época em que casamento virou quase palavrão e casar um ato de comprovada estupidez. Se isto não é a realidade dos fatos, não deixa de ser o que se apregoa nos filmes, livros e meios de comunicação.

Desta vez, porém, eu fui um pouco mais fundo na questão. Casar não é só acasalar, mas unir e compor casais. Desde a infância, buscamos o nosso par ideal. Eu não me refiro a sonhos românticos com príncipes encantados ou belas adormecidas. O ser humano precisa de companhia, ele tem de encontrar correspondência em todas as áreas por onde circula. Escola, amigos, esporte, música, trabalho e lazer pedem pares, aqueles que se identificarão com os nossos gostos e com as nossas preferências.

Pensem bem, atentos leitores, se eu busco alguém que se harmonize comigo, no que estou a fazer, ou somente a pensar e planejar, então, eu procuro quem possa casar suas idéias com as minhas. E em questões de casamentos, ninguém se compara com o número 6. Ele é amoroso, generoso, carinhoso e zeloso com aqueles, ou aquilo, a quem ama.

Diante dessa sábia conclusão, eu dei por encerrada a minha pesquisa. Agora, só era preciso que eu justificasse os diversos e tão genéricos casais, em cada qual das áreas que eu houvera mencionado.

Comecei pela escola, como poderia ter começado pela babá. Mas, usei a minha experiência de vida, quando babá ainda era sonho de consumo das mães liberadas, a surgir num futuro ainda relativamente distante.

O amor pela professora, aquela doce segunda mãe, que com paciência e dedicação nos ensinou as primeiras letras. Quem não sentiu a afinidade amorosa por uma professora, ou professor, que formava o par perfeito com a nossa criança insegura e ansiosa por conhecimentos? Nessa união reconhece-se a presença do número seis, de uma forma muito intensa, pois se existe uma profissão inspirada pelo número seis, esta é a de educadora e alfabetizadora de crianças. Concluí que havia alcançado um par perfeito, ou quase, da criança tímida, diante de uma cartilha cheia de letras, ao lado de uma professora paciente e sorridente, iniciando-a na literatura. O amor dos discípulos pela mestra, nos primeiros passos de uma jornada repleta de futuras uniões.

O passo seguinte me conduziu ao segundo casamento, quase sempre, também celebrado no convívio escolar. A união com o amigo do peito, aquele, ou aquela, colega que parece até nossa alma gêmea. Quem conseguiu escapar desse amor puro e inocente? Quem poderia passar pela infância sem ter amigos e confidentes da mesma idade, com as mesmas dúvidas e medos semelhantes? O casamento parece perfeito, e, em certos casos, torna-se eterno por toda a vida. Quantos casamentos por amizade resistem ao tempo, e celebram todas as bodas existentes, até que uma das partes fique viúva!

O número seis não se apega apenas a casamentos entre noivos, com festas e ritos religiosos, buquês e grinaldas, fraques e cartolas. Eu me permito generalizar os trajes, amáveis leitores, pois os ingleses e seus assemelhados ainda se dão ao luxo desses requintes e retoques no vestuário.

O número seis promove os casamentos românticos e amorosos, desde a infância até a mais extensa velhice. Ele não promove o amor ao corpo e a exaltação às formas, mas configura o sentimento que nos une a alguém, a alguma coisa, a algum lugar ou a algum fato. Amigos para sempre, casais celebrados pelo número seis no templo escolar, no salão do clube, no ginásio de esportes ou no palco de um teatro amador.

Os casamentos celebrados pelo número seis, meu ansioso leitor, prosseguem nos grupos musicais e nas companhias teatrais. A dupla musical perfeita, as vozes que se combinam desde a primeira nota. O casal de ator e atriz que faz a platéia chorar ou gargalhar, quando representam juntos. O número seis influencia no amor e também nas artes, especialmente na música.

Amor e paixão, união sincera e eterna, nos casamentos artísticos e nas atividades culturais. No teatro e no cinema, no palco ou na arena, no museu ou nas galerias, a celebração dos casamentos entre almas sensíveis e criativas, apegadas ao bom e o belo, e com muito amor para dar.

Ah, estás surpreso, meu refinado e culto leitor, não esperavas assistir tantos casamentos inusitados, como estes que o meu número seis vai celebrando, à medida que vou mudando de ambientes. Da escola para o clube, e deste para os palcos e para os museus, o amor casamenteiro do número seis não dá trégua, unindo seres que se atraem pela compatibilidade de gostos e ideais.

E assim se repete em todas as áreas, com a união pelo amor. Se não fossem o ciúme e a mania de querer mandar nos entes queridos, eu até vos diria que eles se casaram, se amaram e foram felizes para sempre. Mas, sinto muito frustrar-vos, um pouco antes do THE END.

O amor não é a certeza da união perfeita, nem eterna. Mas, é o prazer de encontrar um parceiro, ou parceira, com quem tenhamos afinidades, tais e tamanhas, que vale a pena enquanto durar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

MISTERIOSA SABEDORIA

Meus fiéis leitores, eu entendi que já era hora de retornar ao estudo dos eventos espirituais, após duas postagens sobre as tragédias que estão ocorrendo no plano físico. Todos nós sabemos que estas decorrem do desconhecimento ou da lamentável negligência da criatura humana com os princípios divinos, que regem a espiritualidade no plano físico. Por isso mesmo, é conveniente voltarmos ao estudo do mundo das causas, para tentar entender melhor o que se passa neste mundo dos efeitos.

A humanidade somente tem consciência da existência de vida após o nascimento num corpo físico, pouco ou quase nada sabendo da vida pré-natal, que antecede a sua chegada a este mundo. Quando pensa que sabe, acaba comprovando que pouco ou nada sabe dos preparativos que antecedem a encarnação de uma alma num corpo físico.

Apóio-me em relatos feitos por Mestres a alguns humildes seguidores, que por seus dons de clarividência são capazes de vê-los e ouvi-los. Dentre esses clarividentes, destacou-se no seu tempo, o teosofista Leadbeater, que nos legou escritos valiosos e esclarecedores sobre a permanência desses Seres entre nós.

No seu livro repleto de magia e encantamento, intitulado Os Mestres e a Senda, o conceituado estudioso da alma humana C. W. Leadbeater deixou para a humanidade um pouco da história desses Seres iluminados, depois que atingem o mais alto grau de evolução no plano físico.

Ao alcançar esse alto padrão de evolução, eles podem escolher transportar-se para Planos Superiores, e assumir novas tarefas que venham a beneficiar a Obra Divina num sentido cósmico, ou permanecer na Terra, auxiliando diretamente a evolução da humanidade terrestre.

Esses Mestres, em determinadas tarefas, para a perfeita realização dos seus propósitos humanitários, precisam de corpos físicos absolutamente sadios, que possam suportar o alto padrão vibratório de suas energias espirituais. Muitos poderiam questionar a necessidade de corpos físicos, se eles poderiam agir sem ser percebidos, somente com seus corpos sutis. Mas, alguns deles, nem todos é verdade, consideram mais conveniente atuar através de corpos físicos.

Nesse momento, surge uma natural dificuldade – a preparação de um corpo físico perfeito demanda tempo, mesmo se tratando da alma de um Ser que já atingiu a condição de Mestre. Ninguém pode mudar as Leis do Universo, nem mesmo os Seres mais evoluídos. Um corpo físico, para atender os mais elevados requisitos que o habilitem a abrigar a alma de um Mestre, necessita de tempo e energia, como ocorreu com diversos Mestres da história da humanidade.

O ingênuo leitor pode estar pensando, com aquela natural desconfiança humana, que se ele fosse um Mestre de verdade faria aparecer um corpo, e entraria nele. Demonstras bem, meu caro amigo, que desconheces a Lei e a Ordem das Hierarquias Sagradas. Nem mesmo uma simples vírgula poderá ser mudada, e menos ainda desrespeitada, no processo de evolução cósmica, segundo as Leis da Criação Divina.

Evites levar adiante os teus questionamentos, aguerrido leitor, pois desconheces, senão toda quase toda realidade divina que se impõe no processo de expansão do Universo. Nessas horas, o melhor é calar e ouvir os Mestres.

Quando a alma de um homem comum assume o seu novo corpo infantil, ele o encontrará sob cuidados de um elemental artificial, gerado a partir do karma de outras vidas. Cabe ao elemental modelar a forma com que o corpo físico irá nascer, prosseguindo o processo de modelagem até que o corpo complete seis ou sete anos.

Durante esse período inicial, a alma vai estabelecendo, aos poucos, um contato mais íntimo, com os seus novos veículos físico, emocional e mental. A realidade é que, ninguém se dá conta que a relação da alma com esses veículos, durante os primeiros anos de vida, é muito pequena, até que se dê a retirada definitiva do elemental.

Embora a alma esteja perfeitamente integrada ao corpinho físico da criança, ela geralmente prefere esperar que o corpo amadureça e seja mais receptivo aos seus esforços. É claro que existem as diferenças, de acordo com o nível de consciência espiritual de cada alma encarnada!

Esse processo é o que é seguido no nascimento de seres comuns, mas com os Mestres é diferente. Como não há nenhum mau karma a ser esgotado, não se verifica a presença do elemental artificial. A própria alma se encarrega do desenvolvimento do corpo desde o começo. Sem dúvida, com isso constrói-se um corpo bem mais requintado e sensível, mas também provoca um dispêndio de energia e tempo, prejudicial à missão do Mestre.

Esta é uma das razões para que os Mestres procurem fazer com que seus corpos físicos durem o maior tempo possível. Eles não desejam repetir esse processo além do necessário, para não ter que repetir todo o processo, com o desperdício do tempo de infância e meninice, que podem retardar a sua missão no mundo.

Os corpos das criaturas comuns envelhecem e morrem, em função de fraquezas hereditárias, doenças, acidentes, abusos, preocupações, excesso de trabalho, má alimentação e outros motivos conhecidos de todos nós. No caso dos Mestres, nada disso ocorre, seus corpos possuem resistência acima do comum, e podem usá-los por muito tempo, mantendo uma aparência jovem e saudável.

Os Mestres que reencarnaram dentro desse processo convencional costumam viver por mais de um século, às vezes, por dois ou mais, como parece ocorrer com Mestre Morya, Mestre Kuthumi e outros que habitam uma região esplendorosa num desfiladeiro no Tibete.

Os Mestres para preservarem seus veículos físicos vivem em retiros isolados, e raramente aparecem no mundo caótico das grandes cidades. O fato de possuírem corpos sensibilíssimos e que requerem cuidados especiais obriga-os a evitar todas as formas destrutivas do viver a vida do homem comum.

No entanto, existem Mestres que, por sua missão, não podem isolar-se do caótico mundo dos homens, o que os obriga a usar temporariamente o corpo de um discípulo, ao invés de desenvolver e preservar o próprio corpo.

Agora mesmo é que piraste, não foi atento leitor? O Mestre utiliza o corpo físico de um discípulo, toda vez que precisa agir no mundo físico. Que loucura, hein!

Esta engenhosa artimanha dos Mestres faz com que economizem o tempo de esperar o pleno desenvolvimento do corpo, e ainda contribui de maneira incalculável para a evolução do discípulo. O uso do corpo do discípulo somente ocorre quando o Mestre precisa aparecer em público e interagir com a sociedade. Realizado o propósito, o corpo é devolvido ao dono, e o Mestre reassume o seu corpo de energias, e prossegue o seu trabalho ocultamente.

Quantos discípulos não hão de se sentir tocados por essa apropriação física passageira, porém esplendorosa para a evolução de suas almas! Os Mestres têm poderes para assumir os corpos de seus discípulos, e o fazem sempre que as oportunidades são favoráveis a passar ensinamentos que só o Mestre seria capaz de fazê-lo.

Muitos Mestres falam pelos lábios dos seus discípulos, não sempre, mas de vez em quando. Isto talvez explique o brilhantismo do discurso de uma criatura, num determinado momento, e o silêncio ou a ignorância sobre aquele mesmo assunto, numa outra ocasião.

Saint Germain é um Mestre que utilizou os dois métodos - o próprio corpo físico, de uma longevidade estranha para seus contemporâneos nos séculos XVIII e XIX, e os corpos físicos dos seus discípulos, a partir do século XX e até os dias de hoje.

Os Mestres Pitágoras, Jesus, Sidarta e Lao-Tzé, dentre outros, pelas características de suas missões, tiveram de utilizar seus próprios corpos físicos, durante as suas missões no mundo. Depois de cumpridas suas missões no plano físico, todos passaram a usar os corpos físicos dos seus discípulos para deixar suas mensagens para o mundo, o que fazem até os dias de hoje. Mas, todos eles foram também inspirados por Mestres Sagrados, durante suas missões na Terra.

É bom que se entenda que essa ocupação, pelo Mestre, do corpo de um discípulo é temporária, e somente é usada quando o Mestre percebe que a mensagem a ser passada, deverá partir de uma criatura comum, igual a todas as outras.

A pergunta final que muitos ainda insistem em fazer, e não só aquele leitor mais ranzinza que acha que eu esteja inventando tudo isso, há de ser – por que o Mestre que pode realizar qualquer trabalho nos planos superiores, precisa de um corpo físico?

Os Mestres, na sua infinita sabedoria, pressentem que a crença dos homens é mais fácil de ser alcançada, diante de um testemunho físico para justificar um fenômeno espiritual. Com o Mestre atuando, simultaneamente, nos dois planos, tudo leva a crer que se atinja com maior facilidade esse intento. Os Mestres não perderiam, nem tempo, nem energia, se suas presenças ativas no plano físico, em determinadas ocasiões, não fossem estritamente indispensáveis.

E, nesses momentos, surge o valor dos discípulos, em suas condições de aspirantes e postulantes da Iniciação Espiritual, ao se apresentarem como canais mais puros e mais adequados a transmitir as energias do Mestre.

Agora, meu atento leitor, responde-me com consciência e sinceridade: como andam os teus canais de ligação com os planos superiores? Ah, e uma pergunta final: tens servido de veículo para o teu Mestre?

Se não sabes responder a essas perguntas, acho bom começar a pensar no assunto. Não estamos no mundo a brincar, nem por lazer. Quem não for digno de receber a visita do seu Mestre no seu templo físico, também não será digno de pisar o solo sagrado do Templo do Mestre.

Não durmas, sem antes refletir sobre estas simples questões. Nos sonhos, podem surgir as mensagens que o teu Mestre tem tentado passar ao mundo através de ti. E ao acordar, ocupa-te em purificar o teu veículo físico, e disponibiliza-o ao Mestre, para que possas servir de canal e ajudar tua alma a acelerar o seu processo de evolução.