sábado, 2 de julho de 2011

ACORDA HUMANIDADE!


Meus queridos leitores, eu vos confesso não poder deixar de manifestar a minha perplexidade diante do rumo que a humanidade insiste seguir, negando suas origens divinas e se apegando obsessivame
nte à matéria.

A cada momento da vida, sou abordado por pessoas desesperadas com a possibilidade de perder o que têm e de ficar na miséria. Desvinculadas da essência divina, que todos trazem em suas almas, essas pessoas se desesperam com seus medos, que são tantos e tão destrutivos, que elas se anulam e não sabem o que fazer.

Os apegos a tudo que diz respeito ao mundo material, dinheiro e poder em primeiro lugar, e outras inúmeras frustrações egoístas e fúteis, estão levando a humanidade a perder a fé na capacidade da criatura humana de se realizar internamente, sem depender de nada ou de ninguém.


Meus fiéis leitores, o medo é o vírus que está adoecendo a população do planeta, numa doença epidêmica que vem sendo alimentada através dos tempos pela elite do poder. Quanto maior o medo, mais submissas as criaturas humanas se tornam a temores incutidos em suas mentes, expondo-as aos riscos de misérias, doenças e violências.

Poupo-vos, meus caros leitores, de falar da morte, pois esta, que é o único remédio para o alívio de todos os medos, não pode nem ser cogitada, sem levar as pessoas ao desespero e à loucura.

Todos querem viver, e se possível fosse, para sempre, e com muita riqueza e ostentação. A pobreza é o inferno, e o trabalho duro, o próprio demônio. Facilidades e vaidades são buscas triviais, alimentadas pelo consumismo absurdo que o modernismo incutiu na sociedade contemporânea.

O corpo é tudo que conta. A alma, coitadinha, essa eterna desconhecida, fica esquecida num recanto sombrio da mente, por onde o pensamento poucas vezes transita. A personalidade se sobrepõe à alma, e busca satisfazer os caprichos do corpo, estimulada pela propaganda irresponsável, às vezes, criminosa, que promove o consumismo ilimitado.

Vende-se a futilidade do vestuário, como se a moda pudesse fazer de uma alma vazia um ser humano melhor e mais feliz. Vende-se a vacinação em massa, como se fosse possível evitar as doenças nos corpos de almas doentias e desprotegidas. Vende-se a riqueza fácil nas casas lotéricas. Ensina-se a enganar o semelhante e levá-lo a gastar mais do que deve, mediante cursos de marketing e de perversas técnicas de enganação. Vende-se a exaltação ao ego personalista e vaidoso, como meio de se alcançar a suprema felicidade.

O medo, eterno companheiros, dos apegos materiais, alimenta as ambições e afasta, cada vez mais, a humanidade do seu verdadeiro destino, o de se reencontrar com a sua origem divina. Os governantes, seduzidos pelo poder, exploram os governados com mentiras e promessas. Os governados, iludidos pela ânsia do poder e da riqueza, se deixam enganar, e se contentam em reclamar ou pintar as caras, em protestos orquestrados pelos mesmos donos do poder.

A uma simples promessa de cargo público, de benefício forjado ou de propinas espúrias, o honesto cidadão, até então um chefe de família exemplar, se deixa comprar e adere ao sistema corrupto, que antes combatia.

Em nome de Deus, líderes religiosos acumulam riquezas, à custa da ingenuidade dos seguidores de suas promessas de céu para todos e de exorcismos salvadores. A Igreja maior, sentada em trono esplêndido, acumula poderes e riquezas e promete o verdadeiro céu aos seus fiéis seguidores, sempre à espera de milagres. Gurus e falsos mestres prometem o Nirvana a peso de ouro, iludindo os que sonham com os mundos ocultos, por meio de magias e rituais, num ilusório misticismo.

Apegos e medos, unidos a uma falta de disposição crônica para o trabalho, estão levando a humanidade a uma situação que beira o caos. Todos querem chefiar, dar ordens ou simplesmente planejar, sobrando poucos dispostos a trabalhar por prazer ou convicção. Os que trabalham, sem prazer e sem a mínima convicção do que fazem, são escravizados pelo sonho de se tornar patrões, ou vir a ser ricos e viver de renda. E como não conseguem, porque os poderosos não lhes permitem, eles ficam ainda mais pobres e doentes e mais dependentes do sistema.

Esquecida da sua origem divina, a humanidade caminha sem rumo, seduzida pelo dinheiro e iludida pelo poder. Reconhecendo-se como a personalidade, e desconhecendo a alma, o seu verdadeiro ego espiritual, a criatura humana se tortura diante de um espelho, em busca de formas e trajes que possam forjar suas falsas premissas de ideais satisfeitos. Na carteira ou na conta bancária, ela se engana, imaginando possuir a segurança que lhe dará proteção por toda a vida. Com seus planos de saúde, ela se esquece de cuidar da mente, julgando ter o corpo protegido.

Dormindo, envolta em sonhos ou pesadelos, a humanidade caminha, lenta e inexoravelmente, para o caos. Quem sobreviverá? O rico que acumulou recursos para se proteger das catástrofes? O pobre que só vive contando com ajudas externas ou à espera de milagres?

Caminhando pelas ruas dos grandes centros, a humanidade num sonambulismo crônico, vive esperando salvação. Na religião, na magia, no governante ou em algum Robin Hood moderno?

O medo inibe, mas a ambição dá forças para prosseguir lutando. E quanto mais luta para ter, mais riqueza a humanidade ingênua proporciona aos que já tem. E, assim, contentando-se com os trocados que sobram, tais quais esmoleres sem teto, cidadãos de todo o mundo vivem adormecidos, distantes dos seus verdadeiros poderes, engravatados ou de sapato alto, servindo aos seus exploradores patrões.

Correndo de um lado para outro, freqüentando ambientes poluídos, estressados pelo trânsito, amedrontados pela violência e na ilusão de ficarem ricos, os seres humanos gastam seus dias na Terra, a servir a seus próprios carrascos.

Se servissem aos ideais de suas almas, estariam a cumprir suas missões, sem medo de não ter recursos para viver e sem apegos pelo que não tem valor. Despertos e ligados aos Mestres, nada poderia ameaçar a sua integridade física ou espiritual, que não estivesse ao seu alcance controlar e superar. A pobreza nunca bateria à sua porta, pois sua riqueza seria interior, e jamais estaria ameaçada.

Da maneira que caminha a humanidade, a criatura está sempre com a corda no pescoço. Sem perceber, o nó vai sendo apertado, até que, um dia, o alçapão se abre debaixo dos seus pés, e ela pendurada e sem mais nada, dá o seu último suspiro.

E tudo porque não fez uso da sua maior fortuna neste mundo, a riqueza espiritual da alma. Deixou tudo por conta da personalidade, um falso ego, que deveria servir à alma, mas que, na maioria das vezes, se serve da alma.

Por isto, meus atentos leitores, eu chamo a atenção da humanidade para a corda que cada um traz em volta do pescoço. Acorda humanidade!

domingo, 19 de junho de 2011

HOLISMO OU REMÉDIO NÃO CURA

O holismo é uma maneira que cada um pode usar para se compreender melhor e entender sua participação no mundo. A partir daí, pode-se fazer melhores opções relacionadas à saúde e à forma de viver a vida.

O holismo não é algo novo, já existe em diversas culturas, sob diferentes designações, há muitos séculos. Estamos apenas redescobrindo o que já é conhecido.

Em seu livro Viver Holístico, o autor Patrick Pietroni afirma que, desde os primórdios da existência humana, tenta-se entender o meio em que vivemos e a nossa posição em relação ao Universo. Segundo o escritor, no início, nós acreditávamos ser totalmente insignificantes, e que vivíamos conforme o humor dos deuses. Mesmo assim, numa atitude paradoxal, os seres humanos se julgavam importantes para os deuses, por morar num planeta que se situava no centro do Universo e por reinar sobre todas as criaturas vivas.

A maior parte dos ensinamentos sobre as origens humanas e o seu destino era determinada pela Igreja. Com o passar do tempo, foram surgindo resistências e rejeições ao supremo poder da Igreja, até que ocorreu nos séculos XV e XVI a separação da Igreja e do Estado, dando origem a um período denominado Renascença, sinalizando para o “renascimento” do progresso humano. Conto-vos esses fatos, meus assíduos leitores, para que possais melhor entender a seqüência do raciocínio que pretendo desenvolver, até alcançar o ponto crucial dos meus argumentos.

Prosseguindo, faço menção a uma famosa frase daquela época, enunciada pelo cientista Renée Descartes: “Penso, logo existo”. Com essa afirmação, ele conseguiu dar um sentido auto-suficiente à criatura humana, ao mesmo tempo em que separava a mente do corpo.

Daquele instante em diante, passou-se a defender a idéia do estudo em separado da mente e do corpo, enquanto se buscava a melhor maneira de obrigar o corpo a revelar os seus segredos. Os padres estavam confinados às questões do espírito. Os médicos e cirurgiões ocupavam-se do estudo do corpo. E a mente ficou à deriva, continuando a ser vista como um enigma, até que Freud, no final do século XIX, assumiu a responsabilidade por se ocupar a estudá-la.

No início do século XX, o domínio da ciência sobre a medicina era quase absoluto. Drogas poderosas foram desenvolvidas e a formação médica passou a se concentrar no estudo da bioquímica e da neurofarmacologia. No entanto, críticas à forma mecanicista e reducionista de lidar com o corpo humano nunca deixaram de ser feitas. Coube ao famoso bacteriologista Louis Pasteur deixar para a história uma frase famosa: “A bactéria nada é, o terreno é tudo”.

Na Antiga Grécia, Platão havia afirmado: “A cura das partes não deve ser tentada sem o tratamento do todo. Nenhuma tentativa de curar o corpo deve ser feita sem levar a alma em consideração, e se a cabeça e o corpo devem ser saudáveis é necessário começar pela mente, pois o grande erro dos nossos dias ao tratarmos o corpo humano é que os médicos separam a alma do corpo”.

Em 1976, o teólogo e cientista social Ivan Illich, em seu livro Limites para a Medicina, atacou o universo médico, ao afirmar que a medicina tornara-se uma grave ameaça à saúde. Ele se baseou em provas para comprovar a sua afirmação, que demonstravam o quanto o tratamento médico se mostrava inútil e potencialmente perigoso.

Na opinião de Patrick Pietroni, como ele deixou claro em seu livro Viver Holístico, Ivan Illich se esquecera de levar em consideração que as suas acusações à classe médica não poderiam ser separadas das idéias e da cultura da sociedade, em que a profissão médica havia surgido.

A realidade, meu atento leitor, é que em nossa cultura, todos os “poderes de cura” foram entregues ao médico e as doenças ficaram localizadas no paciente. Numa perspectiva holística, o correto seria o médico abandonar a sua sede de poder e a sua ânsia de controlar. E o paciente deveria abandonar a sua necessidade de ser tratado como uma criança, e passar a assumir a sua parte como responsável por sua própria saúde.

O fundamento derivado da Mecânica Quântica de que “o todo determina o comportamento das partes, e não o inverso” é a abordagem holística para o estudo da saúde e da doença. À medida que começamos a descobrir a natureza da conexão entre mente e corpo, o nível da nossa percepção começa a se modificar. A separatividade, nesses casos, esconde as causas e só expõe os efeitos.

Imaginemos que tu, meu preocupado leitor, vás ao médico e recebas como diagnóstico de tuas dores estomacais, a existência de uma úlcera. O médico identifica como causa da úlcera o excesso de acidez, receitando-te antiácidos ou, em hipótese extrema, operar-te. A análise e conclusão foi toda ela determinada por uma perspectiva física, que é correta, porém que não corresponde à abordagem completa, por desconsiderar o aspecto psicológico.

Pensamentos podem aborrecer-te, sentimentos podem causar-te ansiedades e medos, o teu casamento pode estar passando por uma fase difícil ou, quem sabe, teus negócios vão mal. Estes e outros sentimentos desempenham papéis influentes no aparecimento de doenças no aparelho digestivo. Não se trata de negar a existência da úlcera no corpo físico, mas de buscar as causas mentais e emocionais da doença.

A medicina ocidental, de uns tempos para cá, passou a aceitar melhor a conexão entre o corpo e a mente, mas o envolvimento com o espírito já é completamente diferente. Os médicos não estão preparados para admitir uma origem espiritual para explicar a saúde e a doença. No entanto, a física moderna e a mecânica quântica já incorporaram causas espirituais a fenômenos físicos, ainda que a maioria dos cientistas se sinta constrangida em adotar esta nova postura em seus trabalhos e estudos.

Voltando à tua hipotética úlcera, caro leitor, se buscarmos uma causa espiritual, ela poderia ser o resultado de uma “fome” de amor, de desejos reprimidos ou, talvez, um enorme incômodo roendo por dentro. É bom não te distraíres, quando usares certas expressões populares para definir o que sentes, pois elas podem oferecer um conteúdo profundo que te ajude a identificar a origem dos teus males.

“Carregar um peso nas costas”, “algo que cortou o coração” ou “uma situação difícil de engolir” poderão ajudar no diagnóstico de uma doença que parece não ter explicação física, quando os exames nada revelam de errado com o corpo. Cada uma dessas expressões descreve um estado de espírito ou emoção que pode manifestar-se num nível físico.

Quando a medicina aprender a decifrar as nossas doenças, pelas imagens ou expressões com que definimos o que estamos sentindo, ficará mais simples perceber o significado dos sintomas que estão presentes em nossos corpos físicos.

A verdadeira abordagem holística exige que médico e paciente atinjam esse nível complexo e profundo de exploração das origens dos males do corpo. Antes de receitar remédios ou prescrever exames, o médico precisa ouvir o paciente e entender o momento por que está passando.

A perda de um parente, ou a solidão após uma separação e ainda os conflitos familiares são precursores de doenças físicas e distúrbios psicológicos. Superadas ou corrigidas as causas, desaparecem os sintomas. Sem remédios, exames computadorizados ou operações. Simples e barato!

As pesquisas têm confirmado a tese holística que uma doença não tem uma causa única e nem pode ser curada suprimindo-se os sintomas. O fato de desaparecer a dor e os efeitos físicos, ainda que torne o tratamento eficaz, num primeiro momento, não é a certeza da cura. Remédios servem para remediar, tratamentos para tratar, cirurgias para extirpar, mas a cura só ocorre quando são eliminadas as causas que deram origem à doença.

Não te deixes iludir ingênuo leitor, tu sabes mais de ti do que o mais competente dos médicos. Não há cura para os teus males, sem que participes diretamente do processo de eliminação das causas, que poderão estar reprimidas nos teus sentimentos, na tua mente ou na tua alma. O teu médico é um agente de cura, jamais o teu curador.

Trata do teu corpo como um todo, não permitindo que ele seja repartido em fatias. A visão holística é uma postura científica, com origem na ciência quântica. Os remédios não curam, eles só aliviam a tua dor e te dão tempo para te reencontrares com a tua saúde. Mente sã, corpo são.

terça-feira, 7 de junho de 2011

TEIA AMBIENTAL - ALEMANHA INICIA A GUERRA NUCLEAR

TEIA AMBIENTAL - ALEMANHA INICIA A GUERRA NUCLEAR
Rede de Conspiradores Preservacionistas

Meus ansiosos leitores, vós podeis vos acalmar, pois não vos estou prenunciando uma terceira guerra nuclear, senão a própria antítese de uma conflagração mundial. A nação que, durante toda uma geração, foi acusada de haver provocado o pior de todos os conflitos e o genocídio de raças e populações, deu ao mundo um surpreendente exemplo de que não pode haver progresso com a destruição de outras nações e com a perda de vidas inocentes do seu povo. A tradicional desculpa dos governantes das grandes nações que “uns dão a vida pela liberdade de muitos” foi retificada pela nação Alemanha, que reescreve a história com a afirmação de que “uns se libertam pela vida de todos”.

No dia 30 de maio de 2011, uma data histórica que não se poderá jamais perder de vista, a Alemanha anunciou ao mundo que desistia de produzir energia nuclear, e que até 2022 todas as suas usinas estariam desativadas. E para que não suscitassem dúvidas ou alegações levianas de outras nações, o que seria inevitável acontecer, o Ministro do Ambiente da Alemanha declarou que a decisão alemã era irreversível.

Na ocasião, para surpresa geral de seus aliados europeus e dos norte-americanos, a Alemanha anunciou a definitiva desativação de sete usinas que haviam sido desligadas após a tragédia de Fukushima, e o imediato desligamento de uma oitava que corria o risco de uma avaria a qualquer momento. As demais 17 centrais nucleares mais antigas serão definitivamente desligadas até 2021 e as três que entraram em atividade mais recentemente serão desligadas em 2022.

A Teia Ambiental não existe somente para denunciar o mal, mas também, e principalmente, para exaltar o bem. Esta nossa Teia não se alimenta das desgraças e tragédias, mas de atos que exaltem o comprometimento da humanidade com a sustentabilidade da vida no planeta.

A Alemanha jogou baldes de água fria sobre seus principais aliados, como França e Estados Unidos, que defendem o uso da energia nuclear, e não só para fins pacíficos, ainda que mantenham o tradicional discurso hipócrita que estão lutando pelas causas dos fracos e oprimidos. Os arsenais nucleares desmentem as falsas premissas de paz, e ainda estimulam que países menos desenvolvidos produzam armas, a partir da energia nuclear, para ameaçar seus vizinhos, como Israel e Irã, ou as duas Coréias.

Depois dessa decisão alemã, o discurso progressista do Irã perde o sentido, as desculpas da China, da Índia e do Brasil se tornam ridículas, ainda mais se os reatores utilizados em suas usinas tiverem vindo da Alemanha, como acontece com as usinas brasileiras de Angra.

As tragédias e as guerras, com seus sofrimentos e cicatrizes, sempre deixam belas lições para a humanidade. Fukushima ganhou notoriedade mundial, não por ser uma progressista cidade japonesa, mas por ter sofrido um abalo terrível em sua estrutura física e humana, com um safanão da natureza, que chamou a atenção do resto do mundo.

O terremoto gerado por uma convulsão da Terra, em reação às agressões provocadas pela devastação ambiental, atingiu fisicamente o Japão, mas abalou emocionalmente o mundo inteiro.

A mensagem de Fukushima foi captada por nações ricas e pobres, laicas e fundamentalistas, cristãs e pagãs, numa demonstração clara que a Natureza tem uma linguagem própria, que precisa ser entendida pela humanidade, para o seu próprio bem. E que ninguém acuse a Alemanha de estar tomando essa decisão por uma postura religiosa ou mística, pois se há um povo frio e calculista, sem dúvida, este povo é o alemão.

Que também não se pense que a Alemanha dependa pouco da energia nuclear e que possua diversas outras opções disponíveis, como acontece com o Brasil, que poderá encontrar nos rios, no sol e nos ventos, alternativas mais limpas e com menos riscos ambientais. A energia nuclear representa 22% da produção energética alemã, e a substituição dessa forma de energia por qualquer outra ainda não foi anunciada pelo governo alemão.

O povo alemão teve a sua parcela de responsabilidade, diante dessa decisão, pois, dois dias antes, foram para as ruas mais de 150.000 pessoas, em protesto contra o uso da energia nuclear e exigindo o fechamento das usinas. O povo não estava preocupado com emprego ou com o desenvolvimento a qualquer preço, mas com a sua sobrevivência, com a preservação das suas vidas.

O povo alemão não se deixou seduzir por programas de aceleração do progresso, nem pelo crescimento dos empregos, e muito menos com o fechamento das indústrias que alimentam e produzem peças para as usinas nucleares. Eles não precisaram esperar que instituições ambientais internacionais, tipo Greenpeace, promovessem manifestações no território alemão. Eles foram para as ruas e exigiram um basta, antes que viessem a sofrer os horrores semelhantes aos sofridos pelos russos em Chernobyl e pelos japoneses em Fukushima.

As indústrias responsáveis pela produção da energia nuclear alemã, RWE, E.ON, Vattenfall e a EnBW ficaram em polvorosa, pois terão de se adaptar às novas formas de energia, se quiserem sobreviver. A ameaça de desemprego e a transferência de seus investimentos para outras nações serão argumentos inevitáveis e repetitivos, como formas de pressão, tentando demover o governo da decisão.

A decisão alemã enfraquece os lobistas pró-nucleares e é um golpe nas tentativas que, de tempos em tempos, ocorrem na União Européia de convencer países a aderir ao “clube nuclear”, como tem acontecido em Portugal. Que nossos irmãos portugueses sigam o caminho dos bravos guerreiros alemães, dizendo NÃO à contaminação pela energia atômica ou pela estupidez humana.

Meu atento leitor, essa estupidez a que me refiro não se refere somente aos riscos da energia nuclear, mas de tudo que se relacione à natureza e ameace o futuro da humanidade. Nós, brasileiros, precisaremos estar prontos para tomar atitudes semelhantes ao povo alemão, que não se deixando seduzir por promessas de desenvolvimento a qualquer custo, foi para as ruas exigindo, em primeiro lugar, segurança e qualidade de vida.

De que adianta desenvolvimento e emprego, se não existir saúde e bem estar? De que servem luzes elétricas e máquinas funcionando, se o povo viver sob as sombras desse progresso que favorece os mais ricos e distribui esmolas aos que geram as riquezas? De que servem usinas, se fazem desaparecer florestas e poluem nossas águas? De que serve a promessa do futuro, se o presente destrói a perspectiva do amanhã?

No Brasil, luta-se para construir uma usina que causará um impacto ambiental desastroso, a Usina de Belo Monte, e o Instituto que deveria proteger o Meio Ambiente e os Recursos Naturais Renováveis, acaba de adotar uma decisão política, autorizando o desmatamento de uma área de 238 hectares no Rio Xingu, no Estado do Pará. O absurdo ainda se torna mais inaceitável, quando se toma conhecimento que 64,5 hectares dessas terras pertencem a Área de Proteção Permanente.

Meus responsáveis leitores, um dia, o homem irá entender que o dinheiro não mata a sede e nem dá saúde a ninguém. Tratar as doenças não é sinônimo de proporcionar saúde. Assim também, o progresso econômico de uma nação não garante conforto e bem estar para o povo.

A Natureza não perdoa, e Fukushima é testemunha dos efeitos dessas ações punitivas. O Japão foi forçado a aprender a lição, em meio a uma enorme tragédia. A Alemanha se antecipou, e com a tradicional frieza e racionalidade alemã, cortou o mal pela raiz.

O Brasil ainda brinca de desviar rios e cortar árvores. Em Angra, disfarça-se a bobagem que foi feita com a aquisição do ferro-velho alemão. Enquanto isso, o sol brilha nos céus brasileiros o ano todo e os ventos sopram nos mares à espera dos cata-ventos que vão dar energia à Região Nordeste. O nosso imenso território pode produzir matéria-prima para o combustível limpo, sem prejudicar a agricultura de alimentos.

Agora, meu pensativo leitor, o que achas dessa pantomima em que estamos metidos? Até quando, continuaremos exigindo a nossa própria condenação? O que significa progresso para ti, o dinheiro no bolso ou a saúde no corpo?

Não, não responde já. Pensa um pouco, reflita com calma. E se decidires tomar semelhante atitude à do povo alemão, cobra, enfim, do teu governante, que ele governe para ti, que o elegeste, e não para os que patrocinam suas eleições e encobrem suas fortunas.

A Alemanha deu um corajoso exemplo ao mundo, e cabe à Teia aplaudir e divulgar. Assim como Barcelona foi exaltada por dar uma destinação adequada ao seu lixo, a Alemanha está recebendo as nossas homenagens por proteger o seu povo e dar um exemplo de como é possível governar para o povo, com o povo e pelo povo.

A nova guerra nuclear já começou. A cada um de nós cabe pegar nas armas ecológicas e entrar nessa luta, pois se a Alemanha pode tomar essa decisão, o Brasil também pode. E, se o Brasil pode, o quanto não poderá também, o nosso velho Portugal.

Ah, querida Lisboa, houve um tempo que corrias o risco de ser francesa! Que tal, só por uns tempos, tomar os ares de alemã, e não te permitires contaminar-te com o lixo atômico! Dá o teu exemplo, e que Brasília dê o nosso!


terça-feira, 17 de maio de 2011

O LADO OCULTO DAS RELIGIÕES


Meus religiosos leitores, eu me dedicarei, nas próximas linhas, a refletir sobre um tema de inestimável valor para o momento por que passa a humanidade – o lado esotérico e místico das religiões. A maioria das pessoas cristãs negará a existência de ensinamentos ocultos no cristianismo, e que os chamados Mistérios
Menores e Maiores não passam de crenças pagãs. Os crentes e devotos religiosos costumam afirmar, até com certo orgulho, que os ensinamentos do Cristo não têm segredos, e que o Mestre Jesus, o que tinha a ensinar, ensinava-o a todos.

Eu irei utilizar-me de um precioso livro, escrito por uma das mais sábias pensadoras teosofistas, Annie Besant, denominado O Cristianismo Esotérico, que faz uma análise profunda sobre as origens das religiões e seus fundamentos espirituais. A autora afirma que o cristianismo possuía o seu lado oculto, como ocorria com todas as grandes religiões, e que nele estavam guardados sagrados segredos, que somente eram revelados aos escolhidos. Que cristão ousaria desconhecer a frase de Jesus: “muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos”?

O lado oculto de qualquer religião é a condição primordial de sua força e estabilidade. A existência deste esoterismo, em todas as religiões que resistiram ao passar dos tempos, é um fato histórico, que deu consistência às suas crenças até os dias de hoje.

O início de nossa reflexão começa com a pergunta: qual é a finalidade das religiões?

As religiões, de acordo com Annie Besant, são ofertadas ao mundo por homens mais sábios que as massas, com a intenção de acelerar a evolução humana. Essa aceleração, porém, só irá ocorrer de modo efetivo, se os ensinamentos atingirem e influenciarem individualmente cada criatura humana.

Meu atento leitor, eu já sei que irás argumentar que, nem todos se encontram num mesmo grau de evolução. Os mais evoluídos encontram-se, intelectual e moralmente, bem acima dos demais. A cada passo evolutivo, o nível de consciência se modifica, e seria inútil querer dar a todos o mesmo ensinamento religioso. A mensagem que ajudaria o mais evoluído ficaria completamente incompreensível para o mais ignorante. O conceito que despertaria o êxtase no santo, não causaria nenhuma impressão ao criminoso. Mas, todos os seres humanos têm o direito e a necessidade da religião, para que possam alcançar a sua evolução.

Diante dessas constatações, nós somos forçados a admitir que a mensagem religiosa, para atingir o seu objetivo, deve ser compatível com o nível de evolução de cada um. E, assim sendo, torna-se imprescindível diferenciar-se o grau de complexidade do ensinamento, dando, a cada um, o que ele estiver em condições de entender e absorver.

A nossa sábia pensadora Annie Besant afirma ainda que, se uma religião não for capaz de atingir o nível intelectual, nem purificar e elevar as emoções humanas, ela não alcançará a sua finalidade. Mas, essas ações serão apenas estágios intermediários para estimular a expansão da natureza espiritual da criatura humana. E, só assim, ela se sentirá impelida a sempre caminhar em direção à eterna aspiração humana de comungar com Deus.

Voltemos meus caros leitores à nossa questão inicial, e após refletir sobre a finalidade, façamos outra pergunta: “qual é a origem das religiões?”. As investigações demonstram, de maneira indiscutível, que todas elas se assemelham por seus grandes ensinamentos. E também por seus Fundadores, que manifestaram faculdades sobre-humanas, uma ética de raras virtudes e uma elevação moral extraordinária. Somam-se a estas semelhanças mais comuns, os métodos que todas expressam para entrar em contato com os mundos invisíveis e os símbolos que exprimem suas crenças religiosas. Essas semelhanças chegam, muitas vezes, a uma identidade absoluta, comprovando uma origem comum a todas elas.

As religiões se apresentam ao nosso estudo como ramificações de um tronco comum – a Sabedoria Divina. Esta conclusão apóia-se no fato de seus Fundadores pregarem ensinamentos que excedem o nível de conhecimento do homem comum. Esses ensinamentos se mostram tão superiores aos princípios humanos que, muitos deles, mesmo sendo repetidos nos templos e igrejas, se degeneraram com o passar do tempo, desvirtuando o seu sentido e servindo a interesses distantes daqueles ensinados pelos Fundadores.

Outra nova pergunta, surge na tua e na minha mente, atento leitor: “a que povos as religiões foram ensinadas?” Somente a uns poucos, escolhidos por méritos, ou a muitos e dos mais diversos tipos de evolução? Encontramos esses ensinamentos religiosos não só entre as civilizações mais adiantadas, mas também nos povos mais ignorantes, entre os dotados de grande espiritualidade e entre os excessivamente brutais. E para cada um desses povos e pessoas é necessário oferecer um ensino diferenciado, conforme sua capacidade em absorvê-lo.

Deves estar a pensar aí com os teus botões, inquiridor leitor, “mas e o lado oculto, o esoterismo da religião, por que é necessário?”. Acontece que o acesso à Sabedoria Divina proporciona o saber, e “saber é poder”. A evolução espiritual permite que, a criatura humana venha a acessar conhecimentos que seriam perigosos, em mãos dos que não estivessem moralmente prontos para recebê-los. Por isso, todo Instrutor que difunde os ensinamentos ocultos precisa tomar muito cuidado com quem esteja a receber esses conhecimentos.

Quem já não ouviu falar na decadência da civilização atlante, por conta do mau uso do poder oculto? Naquela época, esse tipo de conhecimento era ensinado sem a indispensável segurança, quanto a quem iria recebê-lo. Muitos sem nobreza de caráter, desprovidos de ética, de pureza de propósitos e de altruísmo receberam esses conhecimentos. Eles se tornaram não somente gênios intelectuais, mas também criaturas egoístas e iníquas, que só visavam interesses pessoais e não se importavam em causar males aos demais.

A submersão da Atlântida, por conta de tantos desvarios humanos, é narrada na Bíblia, como o dilúvio que tem em Noé o grande herói. Nas Escrituras Sagradas dos Hindus, a história de Vaisvata Manu narra os mesmos fatos, numa outra versão, tão autêntica e fiel aos acontecimentos quanto a que foi transmitida pelo povo hebreu.

Os Grandes Seres, responsáveis pela evolução humana na Terra, passaram, então, a exigir maiores cuidados com a transmissão dos ensinamentos esotéricos, para evitar que o mundo viesse a sofrer uma nova catástrofe semelhante à da Atlântida. Os Mistérios continuaram a ser passados de Mestre para discípulo, mas de boca a ouvido, e com cautelas maiores. Os Mistérios do Egito foram uma glória para aquela terra sagrada. Na Pérsia, tivemos os Mistérios de Mitra. Na Grécia, os Mistérios de Orfeu e de Elêusis.

A Escola Pitagórica foi um grande centro iniciático, em que os Mistérios eram ensinados através da ciência oculta dos números. A Escola tinha discípulos que viviam externamente com suas famílias e outros que levavam uma vida interna, distribuídos em três graus distintos: os Ouvintes, que trabalhavam e ficavam sem falar durante dois anos, para melhor assimilar os ensinamentos; os Matemáticos, que estudavam, através da geometria e da música, a natureza dos números, das formas, da cores e dos sons e os Físicos, que aprendiam a Cosmogonia e a Metafísica.

Os ensinamentos da Escola de Pitágoras conduziam os seus discípulos aos Mistérios, e quem desejasse ser admitido na Escola deveria gozar de uma reputação irrepreensível e possuir firmeza de caráter.

Pitágoras recebeu uma Iniciação inicial no Egito, onde aprendeu a lidar com os conhecimentos esotéricos e a desvendar os segredos místicos da numerologia. Mais tarde, ele foi à Índia, e lá recebeu uma alta Iniciação.

Os Iniciados eram introduzidos nos Mistérios, principalmente no Egito, onde se concentravam os grandes conhecimentos do ocultismo. Depois, eles procuravam manter-se em relação constante, ao retornar para os seus países de origem.

Os Iniciados eram os Mestres dos futuros Instrutores que deveriam passar ensinamentos místicos e conhecimentos esotéricos para seus discípulos, nos diversos Centros Iniciáticos espalhados pelo mundo.

Os Instrutores sempre foram considerados indispensáveis, pois não bastava o ensinamento escrito, quando se tratava de transmitir os Mistérios. A Iniciação consiste, entre outros aprendizados, o de conhecer Deus e não somente em Adorá-lo à distância. Ela ensina que a criatura deve saber que a Existência Divina é real; que somente fé e esperança não bastam e que para obter o que quer ou o que costuma pedir a Deus, o homem deve realizar a grande união do seu aspecto humano com o divino.

E como dizia o grande apóstolo Paulo, aquele que só veio a conhecer o Cristo após sua morte: se a religião não consegue conduzir o homem para essas verdades, ela se torna como “o bronze que soa ou como o címbalo que retine”.

sábado, 7 de maio de 2011

TEIA AMBIENTAL - VIVA BARCELONA, OLÉ!

TEIA AMBIENTAL - VIVA BARCELONA, OLÉ!
Rede de Conspiradores Preservacionistas

Meus ambientalistas leitores, eis-me aqui a dar viva a uma cidade de primeiro mundo que está sabendo harmonizar o progresso com o zelo ao meio ambiente. Barcelona é um exemplo admirável para outras grandes cidades que alegam ser a imundice das suas ruas e praças uma conseqüência natural do progresso.

A cidade de Barcelona utiliza um sistema subterrâneo para descartar o lixo, que acabou com a sujeira nas ruas, descartou os latões de lixo e deu um basta no velho chavão – progresso e lixo são parceiros inevitáveis.

Diversas cidades européias já se mobilizaram para se adaptar à idéia de progresso sem lixo, mas nenhuma delas criou um sistema que chegasse próximo ao de Barcelona, para o manejo ecologicamente correto do lixo.

As cidades da Europa mais preocupadas com o trato do lixo dispensaram as coletas em caminhões, substituindo-os por bocas de lixo, onde os sacos são colocados através de escotilhas. Daí em diante, cada qual usa um processo diferente para a destinação desse lixo.

Nenhuma delas, no entanto, encontrou solução de tamanha eficiência como Barcelona. Lá, as bocas de lixo são ligadas a um sistema de tubulação subterrânea, que, por sucção, transporta o lixo de hora em hora, dia e noite, o ano inteiro, para coletores que se destinam às usinas de triagem.

Assista a reportagem da Rede Globo.

O lixo chega a viajar a 70 km por hora, por baixo da terra, até os coletores que ficam na periferia, enquanto as usinas se localizam em pontos ainda mais distantes do centro da cidade. O material reciclável segue o seu destino para servir de matéria-prima a novos produtos, enquanto o lixo orgânico vira combustível para mover as turbinas que irão gerar eletricidade.

Meus atentos leitores, isso que parece tão simples, à primeira vista, é realmente muito simples, bastando um pouco de imaginação e uma enorme vontade política. Se tudo que entra e sai de uma casa costuma vir por baixo da terra, por que não incluir o lixo nesse procedimento?

A idéia surgiu em 1992, na Vila Olímpica de Barcelona, e o projeto foi elaborado especialmente para os Jogos Olímpicos daquele ano. A intenção inicial, que era atender apenas à Vila Olímpica, acabou tornando-se um projeto para toda a cidade de Barcelona.

Nos anos que se sucederam às Olimpíadas, a prefeitura de Barcelona tem investido na ampliação da rede de tubulação, como se costuma fazer com as redes de água, esgoto, gás, energia elétrica e telefonia.

Calma, meu ansioso leitor, eu bem que sei o que se passa na tua mente – contas, contas e mais contas. Esquece-te dessas tuas contas. Economia é uma questão muito mais política do que financeira, sempre afirmou com muita propriedade a sábia economista autodidata Hazel Henderson.

A prefeitura de Barcelona já comprovou que todo o custo do projeto acaba representando, a médio e longo prazo, um investimento menor do que o tradicional método de coleta. E sem contar com os benefícios paralelos, alguns impossíveis de contabilizar, relacionados à saúde, ao turismo e ao bem estar da população.

Em Barcelona, os prédios que têm sido construídos nas últimas décadas já possuem o sistema, incorporado às suas instalações de exaustão do lixo. Os moradores já não precisam carregar os sacos até a rua para depositá-los nas bocas de lixo. E, dessa forma, são recolhidos 70% do lixo da cidade, e, dentro de cinco anos, a previsão é que não existirá mais coleta por caminhão.

Meus sábios leitores, eu vos pergunto, para que me respondeis com sinceridade – um sistema desse tipo pode ser instalado no Rio e em São Paulo e em outras cidades menores, mas não menos progressistas? É claro que sim!

As obras do PAC estão aí mesmo, comprovando que o dinheiro público continua operando milagres, quando há vontade política. Ou seria interesse, a palavra mais adequada!

Estamos a caminho dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Mais alguns poucos anos, e teremos a nossa Vila Olímpica. Que tal copiar Barcelona? Já que não estamos conseguindo copiar a qualidade do time comandado pelo gênio do Messi, talvez possamos copiar o método de destinação do seu lixo.

Dinheiro? Como cantou o Martinho da Vila – dinheiro, pra que dinheiro? Não é para tornar a nação mais próspera e o povo mais feliz? De que adianta um mês de atrações esportivas, e quando o circo vai embora, fica tudo como era antes?

A cidade do Rio e a nação brasileira deveriam preocupar-se com o lixo da Vila Olímpica, a partir do projeto espanhol. Inventar coisa nova é muito bom, mas copiar o que já deu certo é bem mais inteligente do que sair gastando com maquiagens que escondem o mal, mas não saram a ferida. E ainda tem o aspecto pioneiro, semelhante ao que ocorreu em Barcelona, de começar na Vila Olímpica e se estender para toda a cidade, e, para o país inteiro.

Por enquanto, Barcelona está dando um olé no resto mundo. Nos campos de futebol e nas suas áreas urbanas. A Teia Ambiental saúda a prefeitura municipal de Barcelona e parabeniza o seu povo. Viva Barcelona, olé!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O PERDE-E-GANHA DOS NASCIDOS EM DIA 19

Meus assíduos leitores, se tu nasceste num dia 19, não te amofines por tuas perdas na vida, pois para perder, antes é preciso ganhar. O melhor é aceitar a surpreendente perda que estava fora do programa, porque ela não passa de dívida contraída noutras vidas. E quem deve, deve pagar.

O karma 19 é implacável, e tudo que retiraste para ti, em vidas passadas, sem mereceres, agora, tu terás de devolver. E nem mesmo importa a quem pagarás o que deves, mas terás de pagar. Este acerto de contas é a mensagem que nos traz o número kármico 19, não importa em que posição do mapa ele se apresente.

Os nascidos em dia 19 já conhecem bem essa espécie de juízo final, que os condena, a todo instante, a sofrer alguma perda, inesperada e injustificadamente. E, logo depois de ganhar aquele prêmio, que iria resolver tantos problemas em suas vidas, essas criaturas que aniversariam em dia 19, se vêem às voltas com cobranças, multas ou prejuízos, que os deixam fora de si. Mas, não adianta reclamar, o melhor mesmo é pagar.

Desde muito cedo, as perdas começam na vida desses endividados kármicos, que não sabem explicar de onde surgem tantos credores a lhes apresentar contas a pagar. Se fossem apenas as dívidas financeiras! Elas incomodam, mas dá para suportar. Acontece que há dívidas no amor, na vida profissional, nas amizades, nos reconhecimentos e até dentro de casa na relação com marido, esposa e filhos.

Na escola, a menina do dia 19 está toda vaidosa, suspirando pelo colega bonitinho da sala, quando aquela sem gracinha vem e o toma dos seus devaneios, já que, nos seus braços, ele nunca esteve e jamais estará. Ela se revolta, acha injusto. O que ela tem que eu não tenho? Mas, a pergunta deve ser feita ao contrário. O que eu tenho que ela não tem? A resposta é muito simples – KARMA.

No trabalho, o funcionário exemplar se destaca e aguarda a promoção dada como certa. Mas, na hora H, outro vem de não sei onde, e passa na frente dele. O aniversário dele? Pode confirmar, que é no dia 19 de um mês qualquer, não importa qual.

A bela casa que foi herdada, e que parecia caída dos céus, tem de ser hipotecada, e o negócio que tinha tudo para dar certo, fracassa, e lá se vai ela embora - a casa dos sonhos. Nova oportunidade surge, a vida melhora, tem-se um aumento de salário, compra-se um apartamento, e, antes de se receber a chave, a construtora vai à falência, e todo o dinheiro pago é perdido.

No auge da carreira, a empresa se muda de cidade, e o emprego vai com ela. O padrão vai lá embaixo, mas com muita luta as coisas voltam a melhorar, até que um mau negócio realizado pelo filho obriga a vender tudo para salvar o filho da falência.

Amigos são perdidos, a troco de nada. Amores são frustrados, por razões que não se pode explicar. Casas são conquistadas e perdidas, empregos vão e voltam, para irem embora de vez. A conta bancária melhora, já dá para suspirar descansado, não fosse uma conta inesperada a ser paga por ter sido fiador do irmão.

Paga tudo, desconsolado leitor do dia 19, quem te mandou tirar dos outros, o que não te pertencia. Eu sei que não te lembras de nada, mas não se precisa de memória, quando a lembrança é kármica. Aqui se faz aqui se paga. E não adianta alegar o desconhecimento da dívida. Os registros akáshicos são precisos e não erram jamais. Se eles contabilizam uma dívida tua, é melhor pagar enquanto é tempo, pois acumulá-la não é uma boa idéia.

Paga e não reclama, pois de nada adianta reclamar. O gerente do banco não poderá ajudá-lo. A amiga daquela jovem que suspirava de amores por ti, não poderá ajudar-te, pois nem ela sabe explicar o que deu na cabeça da amiga.

As dívidas kármicas do número 19 são antecipações do juízo final, pequenos julgamentos prévios que procuram ir pondo as coisas nos seus lugares, para não deixar tudo para os últimos dias. Eu falo dos teus últimos dias, meu kármico amigo, e não da humanidade. Cada coisa no seu tempo, tua alma em primeiro lugar, as outras almas depois, e por fim a Alma do Mundo.

Todos pagam nas vidas seguintes, o que fizeram nas anteriores. Aqueles que trazem número 19 na alma, na personalidade ou na missão, ou no dia de nascimento, ou em outra qualquer posição do mapa, pagam mais, porque se apossaram de mais. Tomaram para si, o que outros deram duro para conseguir. Escravizaram, para ter vassalos ao seu dispor. Como reis ou rainhas, exploraram seus súditos, cobrando-lhes impostos indevidos, roubando-lhes terras e seqüestrando suas mulheres.

A conta vai sendo acumulada, a dívida cresce, até que tem de ser paga. A alma é a mesma, ainda que outra seja a personalidade. A cobrança desconhece a personalidade, a alma é o verdadeiro “eu”, a personalidade não passa de mais uma máscara que esconde o verdadeiro autor dos karmas.

Aconselho-te, revoltado leitor, a acalmar-te e quitar todas as tuas dívidas, e o mais rápido possível. Não adianta querer recorrer à justiça, pois é exatamente ela que te cobra essas dívidas. Não a justiça dos homens, que dessas dívidas ela nada entende, mas a justiça divina.

E se queres saber quanto ainda deves, eu não saberia dizer-te, nem eu, nem ninguém. A tua dívida poderá ser liquidada amanhã, daqui a um ano, ou deixar uns restos a pagar, para a próxima encarnação.

Por essas e outras, que é bom ter bastante cuidado com o que se toma para si. É bom pensar bem se o que estamos cobiçando está ao nosso alcance possuir ou se é melhor deixar onde está. Pagar o que a gente deve, quando a dívida foi contraída na mesma vida é fácil de digerir. Mas, pagar dívidas que já caíram no esquecimento, tantas foram essas vidas vividas depois de contraídas, não é uma tarefa fácil para nenhum de vós, meus leitores assustados, que estão a procurar em seus mapas a presença cobradora do número 19.

Se não tens 19 no teu mapa, é bom precaver-te para que, nesta vida, não avances no que é dos outros, não explores o trabalho alheio, não sejas um chefe ganancioso ou um pai de família autoritário. Juízo, meu caro leitor, juízo! Nunca se sabe a dívida que vamos deixar ao final da vida.

Entre tomar para ti, e doar o que tens, fica com a segunda opção. Esta pode render-te alguns dividendos, já nesta vida, e seguramente nas próximas. A outra opção, eu não te recomendo, pois os registros do Akasha não deixam passar uma só das tuas injustiças, sem contabilizar débitos na tua conta.

Esse perde-e-ganha na tua vida é a conseqüência desses desmandos em tuas vidas passadas, meu leitor do dia 19, que só não te deixam na miséria, porque a Lei do Karma é justa, e te dá chances de ganhar para pagar tudo que deves. Mas, não dês chance ao azar, pois a tua conta pode vir a ser impagável, como dizia um antigo Ministro da Era Collor.

sábado, 30 de abril de 2011

POR ONDE ANDAM OS ADEPTOS DOS MESTRES?

Meus queridos leitores, muitos têm falado de um novo tempo quando 2012 chegar, mas poucos têm noção do que isso quer dizer. As mensagens de seres mais evoluídos voltaram a aparecer, dando o tom das mudanças. Quem são esses seres, o que eles pretendem e quem são os receptores dessas mensagens?

As pessoas comuns precisam de um clima para criar suas fantasias, e insistem em prosseguir buscando externamente, o que só serão capazes de encontrar dentro de si. É mais fácil acreditar na mensagem de um ser do espaço, do que no seu Deus Interno.

Aquele que precisa ler ou ouvir mensagens atribuídas a seres de outros mundos, para se convencer da necessidade de se transformar para se salvar, não seria digno de nenhuma salvação, se essa salvação, porventura, existisse do jeito que se imagina.

Como dizia o meu mestre físico, o psiquismo faz coisas que até Deus duvida. O misticismo barato é confundido com os ensinamentos místicos, e por isso vem proliferando, pela internet, toda sorte de vaticínios que jamais se confirmarão, por não passarem de pesadelos absurdos, criados por mentes atormentadas pelo medo.

As mensagens verdadeiras têm destino certo, e dizem respeito ao destinatário, e não ao mundo inteiro. Aquele que recebe uma mensagem deve interpretá-la e respeitá-la, e, se possível, cumprir a sua missão.

Quem são os senhores da Terra? Serão os seres de outros mundos? Mas, afinal, que seres e que outros mundos são esses? E mais, quem são os canais que estão recebendo mensagens marcando dia e hora de acontecimentos, que nunca se confirmam?

Os Mestres Ascensionados são os regentes da evolução humana no planeta Terra, e se comunicam, através dos seus Adeptos, com os discípulos dos seus Raios. Os discípulos, quando são contatados por esses Adeptos, deverão servir de canais para que as mensagens dos Mestres sejam respeitadas e praticadas.

Os discípulos não são âncoras de estações cósmicas que apresentam os boletins de notícias futuristas, dando ciência do que esteja acontecendo ou o que vá acontecer. O papel dos discípulos é incorporar as mensagens às suas consciências espirituais e expandir o nível de consciência da humanidade, pelas mudanças de suas condutas.

A febre mensageira planetária tem atingido as raias do absurdo, com mensagens eivadas de imagens despropositadas, cobrando mudanças coletivas impraticáveis, inspiradas nos mesmos temas que se arrastam no Inconsciente Coletivo há séculos ou, até mesmo, milênios.

As pessoas que não possuem o menor discernimento para avaliar o conteúdo das mensagens acreditam que foram agraciadas por um dom divino, e saem como estafetas do apocalipse, a noticiar em manchetes sobre o futuro da humanidade. O futuro é sempre negro e fala de desgraças catastróficas, como se elas já não estivessem ocorrendo, desde que a criatura humana pôs os seus pés na superfície terrestre.

O medo toma conta do leitor, que não suportando o pavor solitário, espalha a ameaça que paira sobre todos nós, aos quatro ventos. O resultado é que ninguém sabe como escapar da tormenta cósmica que se aproxima, e fica tolhido na sua aparente insignificância, querendo ver para crer.

A profecia se confirma a cada dia, pois, se ninguém toma atitudes para reverter esse quadro lastimável, provocado pelo próprio homem, e o qual só ele pode reverter, nada irá mudar, e não haverá viajante do espaço que perca seu tempo em resgatar criaturas egoístas e que só pensam em salvar a própria pele.

As pessoas precisam parar de esperar que outros façam o seu trabalho. Já é tempo de parar de olhar para o céu, aguardando naves de resgate, e passar a procurar a sua salvação, através do seu Deus Interno, alojado dentro do seu coração.

Se cada qual não fizer a sua parte, os Mestres não terão a quem convocar para a verdadeira missão de introduzir novos hábitos junto às populações e espalhar os conhecimentos que virão promover as mudanças indispensáveis à sobrevivência da humanidade. Os Mestres só entram em contato direto com seus discípulos, quando eles atingem um nível de consciência que permita a sua conexão com o elevado padrão vibratório do seu Mestre.

A humanidade ainda permanece muito distante desse momento de Iniciação Espiritual, quando o Mestre penetra na mente do discípulo, e convoca-o para o trabalho missionário. Essa missão passará a ser, então, a única razão de vida para o discípulo, que a ela dedicará todos os seus esforços.

O discípulo assumirá, a partir daí, a sua Missão de mestre, que já lhe era destinada desde que nascera, e que, só então, com o aval do Mestre, ele estará capacitado a realizá-la com plena consciência do que ela venha a ser.

Essas Missões são tratadas na Numerologia da Alma como as Missões de mestre, simbolizadas pelos números 11, 22 e 33. Aqueles que encarnaram com esses números mestres presentes na Missão foram escolhidos para assumir essas tarefas, desde muito tempo antes de reencarnarem.

Essas criaturas predestinadas não tinham a menor consciência de quem eram, até que o seu Mestre tocou-lhes o ombro e convocou-as a segui-Lo. Elas não traziam vivas na memória as suas vidas a serviço do Mestre, e só passam a lembrar dessas vidas passadas, no momento em que o Mestre as desperta para a Missão.

Toda a humanidade está ligada a um dos Sete Raios, mas são poucos ou quase nenhum, os que estão preparados para servir o seu Mestre. Serão esses seres que se tornarão líderes em suas comunidades e que semearão a palavra do Mestre.

Essas criaturas ainda adormecidas não estão nas Igrejas, não estão nos Templos de Seitas Secretas, muito menos nas Universidades, e menos ainda em naves espaciais, enviando mensagens para a Terra. Elas estão no meio de nós, elas, somos nós.

A ignorância provocada pelo excesso de materialismo e pela ganância de riquezas afasta o homem da Divindade, deixando-o fora do alcance do seu Mestre Espiritual. E esse afastamento torna impossível ao discípulo ouvir o Mestre, fazendo com que seus ouvidos só captem a barulheira grosseira que prevalece no linguajar chulo da sociedade moderna.

Desista, meu iludido leitor, de esperar salvação vinda dos céus. Esqueça essa história de mensageiros marcando datas de resgate e naves que irão levá-lo para um planeta onde reinará a paz. Creia que não é o planeta que faz as guerras ou que se polui, mas são aqueles que o habitam, os responsáveis pelo caos. E se tu fores levado a outro planeta, sem mudar a tua consciência, farás lá, a mesma bagunça que fizeste aqui.

Corrige-te, e a paz chegará a Terra. Disciplina-te, e o planeta será isento de poluição. Salva a ti, pois só assim poderás salvar a humanidade.

Os Adeptos também são todos vós, que tendes Missão de mestre, mas que não tendes consciência do vosso valor. Somos exatamente aquilo que julgamos ser. Acreditamos apenas no que queremos acreditar.

Eu vos digo como os Mestres sempre o disseram: “Vós sois deuses.”

Crede se quiserdes. Ou se preferirdes, prossegui, olhando para o céu e aguardando novas mensagens de seres do espaço.