quinta-feira, 7 de julho de 2011

TEIA AMBIENTAL - O XEQUE-MATE DA TORRE


TEIA AMBIENTAL - O XEQUE-MATE DA TORRE
Rede de Conspiradores Preservacionistas

Meus progressistas leitores:

Cuidado, muito cuidado, com as torres! No tabuleiro da vida, uma torre poderá dar um xeque-mate na vida do cidadão. E pior do que ter de derrubar o rei e perder o jogo, o jogador pode perder a própria vida.

As torres em questão são essas armações de ferro que estão sendo montadas nos locais mais inconvenientes que se possa imaginar, com a intenção de reproduzir os sinais de telefonia móvel.

A notícia chega do estado de Pernambuco, onde no município de Pedra, a empresa operadora Claro foi obrigada a paralisar a construção de uma dessas torres, por possíveis riscos à população, em função da emissão de ondas radioativas, que são geradas por essas bases de retransmissão de sinais de telefones celulares, ou telemóveis, como são conhecidos em Portugal.

A ação proposta pelo Ministério Público de Pernambuco atendeu aos reclamos da população que se manifestou contrária à instalação do equipamento no local escolhido. Louvável a atitude da Promotoria Pública e, mais ainda, a corajosa iniciativa da população de Pedra, que demonstrou uma rara consciência do perigo que representa para a espécie humana, a exposição a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos.

Os riscos argüidos pelo Ministério Público já há muito são alertados aos governantes por instituições ambientais, que têm protestado contra a instalação de redes de alta voltagem de energia elétrica por sobre áreas residenciais. Agora, com a expansão da telefonia móvel, essas torres estão sendo construídas em locais de alto risco, sem que população ou governantes se dêem conta do perigo que elas representam.

O promotor ressaltou que a ação não tem como finalidade impedir a expansão dos serviços de telefonia, mas garantir o fiel cumprimento da lei, no zelo à saúde do cidadão. O juiz acatou a denúncia por considerar que “há presença de elemento que pode trazer prejuízo irreparável à população”. A empresa terá que comprovar que a torre não está sendo construída em área crítica, que delimita a distância em menos de 50 metros de hospitais, clínicas, escolas, creches ou asilos.

A realidade, meus atentos leitores, é que o perigo não existe somente para essas entidades que estejam localizadas em áreas críticas, mas para qualquer construção, residencial ou empresarial, que exponha seres humanos a esses campos elétricos. E quantas torres de transmissão de energia de alta voltagem passam por sobre os telhados das casas de populações mais humildes! Quantos estão expostos a toda sorte de doenças! E quantos já contraíram essas doenças sem se dar conta!

Sabe-se de casos em que os efeitos nocivos das radiações emitidas por essas torres provocaram problemas cancerígenos. Como essas radiações eram geradas por torres de eletricidade, e não de telefonia móvel, as empresas de telefonia se aproveitam da falta de uma comprovação mais direta e conclusiva. Os efeitos são semelhantes, e a comprovação será uma questão de tempo, quando os problemas já terão provocado muitos danos à saúde das populações.

A irresponsabilidade de empresas e governantes tem provocado inúmeros e irreversíveis desastres ambientais. A ganância por lucros faz com que empresários se tornem criminosos, com a desculpa que é preciso privilegiar o progresso. Os governantes têm sido cúmplices desses crimes, no momento em que autorizam atividades perigosas, próximas a centros residenciais.

O recente desastre da usina japonesa de Fukushima, já comentado aqui na Teia, é um dos mais recentes exemplos da irresponsabilidade de governantes que foram eleitos para proteger e defender os seus governados. Depois do desastre ocorrido, todos são bonzinhos, se sentem penalizados com as desgraças, falam de fatalidade e, com os rostos consternados, apresentam sua solidariedade à família dos mortos. Isto é pouco, muito pouco!

As populações esperam que seus governantes lhes dêem progresso sim, mas com segurança. O cidadão não pode investigar o padrão de segurança de um projeto, seja ele nuclear, hidroelétrico ou de telefonia, mas espera que o seu governante seja capaz de fazê-lo.

Imagine o meu caro leitor, se cada um de nós tivesse que planejar a sua vida, em função da segurança dos recursos que são colocados à nossa disposição para que nos movimentemos de um lado para outro, nos alimentemos, cuidemos da saúde e nos sintamos seguros onde moramos! Para isto, são eleitos os governantes, numa escala maior, e criados os órgãos de fiscalização, numa escala mais técnica e mais especializada.

A vida virou um jogo, meus amigos leitores, no qual não pedimos para entrar, e do qual não somos autorizados a sair. Tudo representa risco, nada existe que nos dê a segurança de uma efetiva proteção. Por isto, fiquem atentos, diante da tecnologia moderna. O moderno é bom, o conforto, aprazível, mas sem que se exponha a própria vida no final do jogo.

Uma torre pode dar um xeque-mate e surpreender o enxadrista, mas torres que acabam com os peões, e preservam os reis, essas são perigosas demais, por ameaçar quem não quer entrar no jogo. Pensem nisso, meus cautelosos leitores, e se mantenham ligados como os habitantes de Pedra, que não se deixaram iludir e acionaram o Ministério Público.

Comunicar-se é bom, mas sem afetar a saúde. Energia elétrica em casa é confortável, mas sem ondas contaminando o nosso corpo. Progresso é ótimo, mas sem exageros, por favor!

sábado, 2 de julho de 2011

ACORDA HUMANIDADE!


Meus queridos leitores, eu vos confesso não poder deixar de manifestar a minha perplexidade diante do rumo que a humanidade insiste seguir, negando suas origens divinas e se apegando obsessivame
nte à matéria.

A cada momento da vida, sou abordado por pessoas desesperadas com a possibilidade de perder o que têm e de ficar na miséria. Desvinculadas da essência divina, que todos trazem em suas almas, essas pessoas se desesperam com seus medos, que são tantos e tão destrutivos, que elas se anulam e não sabem o que fazer.

Os apegos a tudo que diz respeito ao mundo material, dinheiro e poder em primeiro lugar, e outras inúmeras frustrações egoístas e fúteis, estão levando a humanidade a perder a fé na capacidade da criatura humana de se realizar internamente, sem depender de nada ou de ninguém.


Meus fiéis leitores, o medo é o vírus que está adoecendo a população do planeta, numa doença epidêmica que vem sendo alimentada através dos tempos pela elite do poder. Quanto maior o medo, mais submissas as criaturas humanas se tornam a temores incutidos em suas mentes, expondo-as aos riscos de misérias, doenças e violências.

Poupo-vos, meus caros leitores, de falar da morte, pois esta, que é o único remédio para o alívio de todos os medos, não pode nem ser cogitada, sem levar as pessoas ao desespero e à loucura.

Todos querem viver, e se possível fosse, para sempre, e com muita riqueza e ostentação. A pobreza é o inferno, e o trabalho duro, o próprio demônio. Facilidades e vaidades são buscas triviais, alimentadas pelo consumismo absurdo que o modernismo incutiu na sociedade contemporânea.

O corpo é tudo que conta. A alma, coitadinha, essa eterna desconhecida, fica esquecida num recanto sombrio da mente, por onde o pensamento poucas vezes transita. A personalidade se sobrepõe à alma, e busca satisfazer os caprichos do corpo, estimulada pela propaganda irresponsável, às vezes, criminosa, que promove o consumismo ilimitado.

Vende-se a futilidade do vestuário, como se a moda pudesse fazer de uma alma vazia um ser humano melhor e mais feliz. Vende-se a vacinação em massa, como se fosse possível evitar as doenças nos corpos de almas doentias e desprotegidas. Vende-se a riqueza fácil nas casas lotéricas. Ensina-se a enganar o semelhante e levá-lo a gastar mais do que deve, mediante cursos de marketing e de perversas técnicas de enganação. Vende-se a exaltação ao ego personalista e vaidoso, como meio de se alcançar a suprema felicidade.

O medo, eterno companheiros, dos apegos materiais, alimenta as ambições e afasta, cada vez mais, a humanidade do seu verdadeiro destino, o de se reencontrar com a sua origem divina. Os governantes, seduzidos pelo poder, exploram os governados com mentiras e promessas. Os governados, iludidos pela ânsia do poder e da riqueza, se deixam enganar, e se contentam em reclamar ou pintar as caras, em protestos orquestrados pelos mesmos donos do poder.

A uma simples promessa de cargo público, de benefício forjado ou de propinas espúrias, o honesto cidadão, até então um chefe de família exemplar, se deixa comprar e adere ao sistema corrupto, que antes combatia.

Em nome de Deus, líderes religiosos acumulam riquezas, à custa da ingenuidade dos seguidores de suas promessas de céu para todos e de exorcismos salvadores. A Igreja maior, sentada em trono esplêndido, acumula poderes e riquezas e promete o verdadeiro céu aos seus fiéis seguidores, sempre à espera de milagres. Gurus e falsos mestres prometem o Nirvana a peso de ouro, iludindo os que sonham com os mundos ocultos, por meio de magias e rituais, num ilusório misticismo.

Apegos e medos, unidos a uma falta de disposição crônica para o trabalho, estão levando a humanidade a uma situação que beira o caos. Todos querem chefiar, dar ordens ou simplesmente planejar, sobrando poucos dispostos a trabalhar por prazer ou convicção. Os que trabalham, sem prazer e sem a mínima convicção do que fazem, são escravizados pelo sonho de se tornar patrões, ou vir a ser ricos e viver de renda. E como não conseguem, porque os poderosos não lhes permitem, eles ficam ainda mais pobres e doentes e mais dependentes do sistema.

Esquecida da sua origem divina, a humanidade caminha sem rumo, seduzida pelo dinheiro e iludida pelo poder. Reconhecendo-se como a personalidade, e desconhecendo a alma, o seu verdadeiro ego espiritual, a criatura humana se tortura diante de um espelho, em busca de formas e trajes que possam forjar suas falsas premissas de ideais satisfeitos. Na carteira ou na conta bancária, ela se engana, imaginando possuir a segurança que lhe dará proteção por toda a vida. Com seus planos de saúde, ela se esquece de cuidar da mente, julgando ter o corpo protegido.

Dormindo, envolta em sonhos ou pesadelos, a humanidade caminha, lenta e inexoravelmente, para o caos. Quem sobreviverá? O rico que acumulou recursos para se proteger das catástrofes? O pobre que só vive contando com ajudas externas ou à espera de milagres?

Caminhando pelas ruas dos grandes centros, a humanidade num sonambulismo crônico, vive esperando salvação. Na religião, na magia, no governante ou em algum Robin Hood moderno?

O medo inibe, mas a ambição dá forças para prosseguir lutando. E quanto mais luta para ter, mais riqueza a humanidade ingênua proporciona aos que já tem. E, assim, contentando-se com os trocados que sobram, tais quais esmoleres sem teto, cidadãos de todo o mundo vivem adormecidos, distantes dos seus verdadeiros poderes, engravatados ou de sapato alto, servindo aos seus exploradores patrões.

Correndo de um lado para outro, freqüentando ambientes poluídos, estressados pelo trânsito, amedrontados pela violência e na ilusão de ficarem ricos, os seres humanos gastam seus dias na Terra, a servir a seus próprios carrascos.

Se servissem aos ideais de suas almas, estariam a cumprir suas missões, sem medo de não ter recursos para viver e sem apegos pelo que não tem valor. Despertos e ligados aos Mestres, nada poderia ameaçar a sua integridade física ou espiritual, que não estivesse ao seu alcance controlar e superar. A pobreza nunca bateria à sua porta, pois sua riqueza seria interior, e jamais estaria ameaçada.

Da maneira que caminha a humanidade, a criatura está sempre com a corda no pescoço. Sem perceber, o nó vai sendo apertado, até que, um dia, o alçapão se abre debaixo dos seus pés, e ela pendurada e sem mais nada, dá o seu último suspiro.

E tudo porque não fez uso da sua maior fortuna neste mundo, a riqueza espiritual da alma. Deixou tudo por conta da personalidade, um falso ego, que deveria servir à alma, mas que, na maioria das vezes, se serve da alma.

Por isto, meus atentos leitores, eu chamo a atenção da humanidade para a corda que cada um traz em volta do pescoço. Acorda humanidade!

domingo, 19 de junho de 2011

HOLISMO OU REMÉDIO NÃO CURA

O holismo é uma maneira que cada um pode usar para se compreender melhor e entender sua participação no mundo. A partir daí, pode-se fazer melhores opções relacionadas à saúde e à forma de viver a vida.

O holismo não é algo novo, já existe em diversas culturas, sob diferentes designações, há muitos séculos. Estamos apenas redescobrindo o que já é conhecido.

Em seu livro Viver Holístico, o autor Patrick Pietroni afirma que, desde os primórdios da existência humana, tenta-se entender o meio em que vivemos e a nossa posição em relação ao Universo. Segundo o escritor, no início, nós acreditávamos ser totalmente insignificantes, e que vivíamos conforme o humor dos deuses. Mesmo assim, numa atitude paradoxal, os seres humanos se julgavam importantes para os deuses, por morar num planeta que se situava no centro do Universo e por reinar sobre todas as criaturas vivas.

A maior parte dos ensinamentos sobre as origens humanas e o seu destino era determinada pela Igreja. Com o passar do tempo, foram surgindo resistências e rejeições ao supremo poder da Igreja, até que ocorreu nos séculos XV e XVI a separação da Igreja e do Estado, dando origem a um período denominado Renascença, sinalizando para o “renascimento” do progresso humano. Conto-vos esses fatos, meus assíduos leitores, para que possais melhor entender a seqüência do raciocínio que pretendo desenvolver, até alcançar o ponto crucial dos meus argumentos.

Prosseguindo, faço menção a uma famosa frase daquela época, enunciada pelo cientista Renée Descartes: “Penso, logo existo”. Com essa afirmação, ele conseguiu dar um sentido auto-suficiente à criatura humana, ao mesmo tempo em que separava a mente do corpo.

Daquele instante em diante, passou-se a defender a idéia do estudo em separado da mente e do corpo, enquanto se buscava a melhor maneira de obrigar o corpo a revelar os seus segredos. Os padres estavam confinados às questões do espírito. Os médicos e cirurgiões ocupavam-se do estudo do corpo. E a mente ficou à deriva, continuando a ser vista como um enigma, até que Freud, no final do século XIX, assumiu a responsabilidade por se ocupar a estudá-la.

No início do século XX, o domínio da ciência sobre a medicina era quase absoluto. Drogas poderosas foram desenvolvidas e a formação médica passou a se concentrar no estudo da bioquímica e da neurofarmacologia. No entanto, críticas à forma mecanicista e reducionista de lidar com o corpo humano nunca deixaram de ser feitas. Coube ao famoso bacteriologista Louis Pasteur deixar para a história uma frase famosa: “A bactéria nada é, o terreno é tudo”.

Na Antiga Grécia, Platão havia afirmado: “A cura das partes não deve ser tentada sem o tratamento do todo. Nenhuma tentativa de curar o corpo deve ser feita sem levar a alma em consideração, e se a cabeça e o corpo devem ser saudáveis é necessário começar pela mente, pois o grande erro dos nossos dias ao tratarmos o corpo humano é que os médicos separam a alma do corpo”.

Em 1976, o teólogo e cientista social Ivan Illich, em seu livro Limites para a Medicina, atacou o universo médico, ao afirmar que a medicina tornara-se uma grave ameaça à saúde. Ele se baseou em provas para comprovar a sua afirmação, que demonstravam o quanto o tratamento médico se mostrava inútil e potencialmente perigoso.

Na opinião de Patrick Pietroni, como ele deixou claro em seu livro Viver Holístico, Ivan Illich se esquecera de levar em consideração que as suas acusações à classe médica não poderiam ser separadas das idéias e da cultura da sociedade, em que a profissão médica havia surgido.

A realidade, meu atento leitor, é que em nossa cultura, todos os “poderes de cura” foram entregues ao médico e as doenças ficaram localizadas no paciente. Numa perspectiva holística, o correto seria o médico abandonar a sua sede de poder e a sua ânsia de controlar. E o paciente deveria abandonar a sua necessidade de ser tratado como uma criança, e passar a assumir a sua parte como responsável por sua própria saúde.

O fundamento derivado da Mecânica Quântica de que “o todo determina o comportamento das partes, e não o inverso” é a abordagem holística para o estudo da saúde e da doença. À medida que começamos a descobrir a natureza da conexão entre mente e corpo, o nível da nossa percepção começa a se modificar. A separatividade, nesses casos, esconde as causas e só expõe os efeitos.

Imaginemos que tu, meu preocupado leitor, vás ao médico e recebas como diagnóstico de tuas dores estomacais, a existência de uma úlcera. O médico identifica como causa da úlcera o excesso de acidez, receitando-te antiácidos ou, em hipótese extrema, operar-te. A análise e conclusão foi toda ela determinada por uma perspectiva física, que é correta, porém que não corresponde à abordagem completa, por desconsiderar o aspecto psicológico.

Pensamentos podem aborrecer-te, sentimentos podem causar-te ansiedades e medos, o teu casamento pode estar passando por uma fase difícil ou, quem sabe, teus negócios vão mal. Estes e outros sentimentos desempenham papéis influentes no aparecimento de doenças no aparelho digestivo. Não se trata de negar a existência da úlcera no corpo físico, mas de buscar as causas mentais e emocionais da doença.

A medicina ocidental, de uns tempos para cá, passou a aceitar melhor a conexão entre o corpo e a mente, mas o envolvimento com o espírito já é completamente diferente. Os médicos não estão preparados para admitir uma origem espiritual para explicar a saúde e a doença. No entanto, a física moderna e a mecânica quântica já incorporaram causas espirituais a fenômenos físicos, ainda que a maioria dos cientistas se sinta constrangida em adotar esta nova postura em seus trabalhos e estudos.

Voltando à tua hipotética úlcera, caro leitor, se buscarmos uma causa espiritual, ela poderia ser o resultado de uma “fome” de amor, de desejos reprimidos ou, talvez, um enorme incômodo roendo por dentro. É bom não te distraíres, quando usares certas expressões populares para definir o que sentes, pois elas podem oferecer um conteúdo profundo que te ajude a identificar a origem dos teus males.

“Carregar um peso nas costas”, “algo que cortou o coração” ou “uma situação difícil de engolir” poderão ajudar no diagnóstico de uma doença que parece não ter explicação física, quando os exames nada revelam de errado com o corpo. Cada uma dessas expressões descreve um estado de espírito ou emoção que pode manifestar-se num nível físico.

Quando a medicina aprender a decifrar as nossas doenças, pelas imagens ou expressões com que definimos o que estamos sentindo, ficará mais simples perceber o significado dos sintomas que estão presentes em nossos corpos físicos.

A verdadeira abordagem holística exige que médico e paciente atinjam esse nível complexo e profundo de exploração das origens dos males do corpo. Antes de receitar remédios ou prescrever exames, o médico precisa ouvir o paciente e entender o momento por que está passando.

A perda de um parente, ou a solidão após uma separação e ainda os conflitos familiares são precursores de doenças físicas e distúrbios psicológicos. Superadas ou corrigidas as causas, desaparecem os sintomas. Sem remédios, exames computadorizados ou operações. Simples e barato!

As pesquisas têm confirmado a tese holística que uma doença não tem uma causa única e nem pode ser curada suprimindo-se os sintomas. O fato de desaparecer a dor e os efeitos físicos, ainda que torne o tratamento eficaz, num primeiro momento, não é a certeza da cura. Remédios servem para remediar, tratamentos para tratar, cirurgias para extirpar, mas a cura só ocorre quando são eliminadas as causas que deram origem à doença.

Não te deixes iludir ingênuo leitor, tu sabes mais de ti do que o mais competente dos médicos. Não há cura para os teus males, sem que participes diretamente do processo de eliminação das causas, que poderão estar reprimidas nos teus sentimentos, na tua mente ou na tua alma. O teu médico é um agente de cura, jamais o teu curador.

Trata do teu corpo como um todo, não permitindo que ele seja repartido em fatias. A visão holística é uma postura científica, com origem na ciência quântica. Os remédios não curam, eles só aliviam a tua dor e te dão tempo para te reencontrares com a tua saúde. Mente sã, corpo são.

terça-feira, 7 de junho de 2011

TEIA AMBIENTAL - ALEMANHA INICIA A GUERRA NUCLEAR

TEIA AMBIENTAL - ALEMANHA INICIA A GUERRA NUCLEAR
Rede de Conspiradores Preservacionistas

Meus ansiosos leitores, vós podeis vos acalmar, pois não vos estou prenunciando uma terceira guerra nuclear, senão a própria antítese de uma conflagração mundial. A nação que, durante toda uma geração, foi acusada de haver provocado o pior de todos os conflitos e o genocídio de raças e populações, deu ao mundo um surpreendente exemplo de que não pode haver progresso com a destruição de outras nações e com a perda de vidas inocentes do seu povo. A tradicional desculpa dos governantes das grandes nações que “uns dão a vida pela liberdade de muitos” foi retificada pela nação Alemanha, que reescreve a história com a afirmação de que “uns se libertam pela vida de todos”.

No dia 30 de maio de 2011, uma data histórica que não se poderá jamais perder de vista, a Alemanha anunciou ao mundo que desistia de produzir energia nuclear, e que até 2022 todas as suas usinas estariam desativadas. E para que não suscitassem dúvidas ou alegações levianas de outras nações, o que seria inevitável acontecer, o Ministro do Ambiente da Alemanha declarou que a decisão alemã era irreversível.

Na ocasião, para surpresa geral de seus aliados europeus e dos norte-americanos, a Alemanha anunciou a definitiva desativação de sete usinas que haviam sido desligadas após a tragédia de Fukushima, e o imediato desligamento de uma oitava que corria o risco de uma avaria a qualquer momento. As demais 17 centrais nucleares mais antigas serão definitivamente desligadas até 2021 e as três que entraram em atividade mais recentemente serão desligadas em 2022.

A Teia Ambiental não existe somente para denunciar o mal, mas também, e principalmente, para exaltar o bem. Esta nossa Teia não se alimenta das desgraças e tragédias, mas de atos que exaltem o comprometimento da humanidade com a sustentabilidade da vida no planeta.

A Alemanha jogou baldes de água fria sobre seus principais aliados, como França e Estados Unidos, que defendem o uso da energia nuclear, e não só para fins pacíficos, ainda que mantenham o tradicional discurso hipócrita que estão lutando pelas causas dos fracos e oprimidos. Os arsenais nucleares desmentem as falsas premissas de paz, e ainda estimulam que países menos desenvolvidos produzam armas, a partir da energia nuclear, para ameaçar seus vizinhos, como Israel e Irã, ou as duas Coréias.

Depois dessa decisão alemã, o discurso progressista do Irã perde o sentido, as desculpas da China, da Índia e do Brasil se tornam ridículas, ainda mais se os reatores utilizados em suas usinas tiverem vindo da Alemanha, como acontece com as usinas brasileiras de Angra.

As tragédias e as guerras, com seus sofrimentos e cicatrizes, sempre deixam belas lições para a humanidade. Fukushima ganhou notoriedade mundial, não por ser uma progressista cidade japonesa, mas por ter sofrido um abalo terrível em sua estrutura física e humana, com um safanão da natureza, que chamou a atenção do resto do mundo.

O terremoto gerado por uma convulsão da Terra, em reação às agressões provocadas pela devastação ambiental, atingiu fisicamente o Japão, mas abalou emocionalmente o mundo inteiro.

A mensagem de Fukushima foi captada por nações ricas e pobres, laicas e fundamentalistas, cristãs e pagãs, numa demonstração clara que a Natureza tem uma linguagem própria, que precisa ser entendida pela humanidade, para o seu próprio bem. E que ninguém acuse a Alemanha de estar tomando essa decisão por uma postura religiosa ou mística, pois se há um povo frio e calculista, sem dúvida, este povo é o alemão.

Que também não se pense que a Alemanha dependa pouco da energia nuclear e que possua diversas outras opções disponíveis, como acontece com o Brasil, que poderá encontrar nos rios, no sol e nos ventos, alternativas mais limpas e com menos riscos ambientais. A energia nuclear representa 22% da produção energética alemã, e a substituição dessa forma de energia por qualquer outra ainda não foi anunciada pelo governo alemão.

O povo alemão teve a sua parcela de responsabilidade, diante dessa decisão, pois, dois dias antes, foram para as ruas mais de 150.000 pessoas, em protesto contra o uso da energia nuclear e exigindo o fechamento das usinas. O povo não estava preocupado com emprego ou com o desenvolvimento a qualquer preço, mas com a sua sobrevivência, com a preservação das suas vidas.

O povo alemão não se deixou seduzir por programas de aceleração do progresso, nem pelo crescimento dos empregos, e muito menos com o fechamento das indústrias que alimentam e produzem peças para as usinas nucleares. Eles não precisaram esperar que instituições ambientais internacionais, tipo Greenpeace, promovessem manifestações no território alemão. Eles foram para as ruas e exigiram um basta, antes que viessem a sofrer os horrores semelhantes aos sofridos pelos russos em Chernobyl e pelos japoneses em Fukushima.

As indústrias responsáveis pela produção da energia nuclear alemã, RWE, E.ON, Vattenfall e a EnBW ficaram em polvorosa, pois terão de se adaptar às novas formas de energia, se quiserem sobreviver. A ameaça de desemprego e a transferência de seus investimentos para outras nações serão argumentos inevitáveis e repetitivos, como formas de pressão, tentando demover o governo da decisão.

A decisão alemã enfraquece os lobistas pró-nucleares e é um golpe nas tentativas que, de tempos em tempos, ocorrem na União Européia de convencer países a aderir ao “clube nuclear”, como tem acontecido em Portugal. Que nossos irmãos portugueses sigam o caminho dos bravos guerreiros alemães, dizendo NÃO à contaminação pela energia atômica ou pela estupidez humana.

Meu atento leitor, essa estupidez a que me refiro não se refere somente aos riscos da energia nuclear, mas de tudo que se relacione à natureza e ameace o futuro da humanidade. Nós, brasileiros, precisaremos estar prontos para tomar atitudes semelhantes ao povo alemão, que não se deixando seduzir por promessas de desenvolvimento a qualquer custo, foi para as ruas exigindo, em primeiro lugar, segurança e qualidade de vida.

De que adianta desenvolvimento e emprego, se não existir saúde e bem estar? De que servem luzes elétricas e máquinas funcionando, se o povo viver sob as sombras desse progresso que favorece os mais ricos e distribui esmolas aos que geram as riquezas? De que servem usinas, se fazem desaparecer florestas e poluem nossas águas? De que serve a promessa do futuro, se o presente destrói a perspectiva do amanhã?

No Brasil, luta-se para construir uma usina que causará um impacto ambiental desastroso, a Usina de Belo Monte, e o Instituto que deveria proteger o Meio Ambiente e os Recursos Naturais Renováveis, acaba de adotar uma decisão política, autorizando o desmatamento de uma área de 238 hectares no Rio Xingu, no Estado do Pará. O absurdo ainda se torna mais inaceitável, quando se toma conhecimento que 64,5 hectares dessas terras pertencem a Área de Proteção Permanente.

Meus responsáveis leitores, um dia, o homem irá entender que o dinheiro não mata a sede e nem dá saúde a ninguém. Tratar as doenças não é sinônimo de proporcionar saúde. Assim também, o progresso econômico de uma nação não garante conforto e bem estar para o povo.

A Natureza não perdoa, e Fukushima é testemunha dos efeitos dessas ações punitivas. O Japão foi forçado a aprender a lição, em meio a uma enorme tragédia. A Alemanha se antecipou, e com a tradicional frieza e racionalidade alemã, cortou o mal pela raiz.

O Brasil ainda brinca de desviar rios e cortar árvores. Em Angra, disfarça-se a bobagem que foi feita com a aquisição do ferro-velho alemão. Enquanto isso, o sol brilha nos céus brasileiros o ano todo e os ventos sopram nos mares à espera dos cata-ventos que vão dar energia à Região Nordeste. O nosso imenso território pode produzir matéria-prima para o combustível limpo, sem prejudicar a agricultura de alimentos.

Agora, meu pensativo leitor, o que achas dessa pantomima em que estamos metidos? Até quando, continuaremos exigindo a nossa própria condenação? O que significa progresso para ti, o dinheiro no bolso ou a saúde no corpo?

Não, não responde já. Pensa um pouco, reflita com calma. E se decidires tomar semelhante atitude à do povo alemão, cobra, enfim, do teu governante, que ele governe para ti, que o elegeste, e não para os que patrocinam suas eleições e encobrem suas fortunas.

A Alemanha deu um corajoso exemplo ao mundo, e cabe à Teia aplaudir e divulgar. Assim como Barcelona foi exaltada por dar uma destinação adequada ao seu lixo, a Alemanha está recebendo as nossas homenagens por proteger o seu povo e dar um exemplo de como é possível governar para o povo, com o povo e pelo povo.

A nova guerra nuclear já começou. A cada um de nós cabe pegar nas armas ecológicas e entrar nessa luta, pois se a Alemanha pode tomar essa decisão, o Brasil também pode. E, se o Brasil pode, o quanto não poderá também, o nosso velho Portugal.

Ah, querida Lisboa, houve um tempo que corrias o risco de ser francesa! Que tal, só por uns tempos, tomar os ares de alemã, e não te permitires contaminar-te com o lixo atômico! Dá o teu exemplo, e que Brasília dê o nosso!


terça-feira, 17 de maio de 2011

O LADO OCULTO DAS RELIGIÕES


Meus religiosos leitores, eu me dedicarei, nas próximas linhas, a refletir sobre um tema de inestimável valor para o momento por que passa a humanidade – o lado esotérico e místico das religiões. A maioria das pessoas cristãs negará a existência de ensinamentos ocultos no cristianismo, e que os chamados Mistérios
Menores e Maiores não passam de crenças pagãs. Os crentes e devotos religiosos costumam afirmar, até com certo orgulho, que os ensinamentos do Cristo não têm segredos, e que o Mestre Jesus, o que tinha a ensinar, ensinava-o a todos.

Eu irei utilizar-me de um precioso livro, escrito por uma das mais sábias pensadoras teosofistas, Annie Besant, denominado O Cristianismo Esotérico, que faz uma análise profunda sobre as origens das religiões e seus fundamentos espirituais. A autora afirma que o cristianismo possuía o seu lado oculto, como ocorria com todas as grandes religiões, e que nele estavam guardados sagrados segredos, que somente eram revelados aos escolhidos. Que cristão ousaria desconhecer a frase de Jesus: “muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos”?

O lado oculto de qualquer religião é a condição primordial de sua força e estabilidade. A existência deste esoterismo, em todas as religiões que resistiram ao passar dos tempos, é um fato histórico, que deu consistência às suas crenças até os dias de hoje.

O início de nossa reflexão começa com a pergunta: qual é a finalidade das religiões?

As religiões, de acordo com Annie Besant, são ofertadas ao mundo por homens mais sábios que as massas, com a intenção de acelerar a evolução humana. Essa aceleração, porém, só irá ocorrer de modo efetivo, se os ensinamentos atingirem e influenciarem individualmente cada criatura humana.

Meu atento leitor, eu já sei que irás argumentar que, nem todos se encontram num mesmo grau de evolução. Os mais evoluídos encontram-se, intelectual e moralmente, bem acima dos demais. A cada passo evolutivo, o nível de consciência se modifica, e seria inútil querer dar a todos o mesmo ensinamento religioso. A mensagem que ajudaria o mais evoluído ficaria completamente incompreensível para o mais ignorante. O conceito que despertaria o êxtase no santo, não causaria nenhuma impressão ao criminoso. Mas, todos os seres humanos têm o direito e a necessidade da religião, para que possam alcançar a sua evolução.

Diante dessas constatações, nós somos forçados a admitir que a mensagem religiosa, para atingir o seu objetivo, deve ser compatível com o nível de evolução de cada um. E, assim sendo, torna-se imprescindível diferenciar-se o grau de complexidade do ensinamento, dando, a cada um, o que ele estiver em condições de entender e absorver.

A nossa sábia pensadora Annie Besant afirma ainda que, se uma religião não for capaz de atingir o nível intelectual, nem purificar e elevar as emoções humanas, ela não alcançará a sua finalidade. Mas, essas ações serão apenas estágios intermediários para estimular a expansão da natureza espiritual da criatura humana. E, só assim, ela se sentirá impelida a sempre caminhar em direção à eterna aspiração humana de comungar com Deus.

Voltemos meus caros leitores à nossa questão inicial, e após refletir sobre a finalidade, façamos outra pergunta: “qual é a origem das religiões?”. As investigações demonstram, de maneira indiscutível, que todas elas se assemelham por seus grandes ensinamentos. E também por seus Fundadores, que manifestaram faculdades sobre-humanas, uma ética de raras virtudes e uma elevação moral extraordinária. Somam-se a estas semelhanças mais comuns, os métodos que todas expressam para entrar em contato com os mundos invisíveis e os símbolos que exprimem suas crenças religiosas. Essas semelhanças chegam, muitas vezes, a uma identidade absoluta, comprovando uma origem comum a todas elas.

As religiões se apresentam ao nosso estudo como ramificações de um tronco comum – a Sabedoria Divina. Esta conclusão apóia-se no fato de seus Fundadores pregarem ensinamentos que excedem o nível de conhecimento do homem comum. Esses ensinamentos se mostram tão superiores aos princípios humanos que, muitos deles, mesmo sendo repetidos nos templos e igrejas, se degeneraram com o passar do tempo, desvirtuando o seu sentido e servindo a interesses distantes daqueles ensinados pelos Fundadores.

Outra nova pergunta, surge na tua e na minha mente, atento leitor: “a que povos as religiões foram ensinadas?” Somente a uns poucos, escolhidos por méritos, ou a muitos e dos mais diversos tipos de evolução? Encontramos esses ensinamentos religiosos não só entre as civilizações mais adiantadas, mas também nos povos mais ignorantes, entre os dotados de grande espiritualidade e entre os excessivamente brutais. E para cada um desses povos e pessoas é necessário oferecer um ensino diferenciado, conforme sua capacidade em absorvê-lo.

Deves estar a pensar aí com os teus botões, inquiridor leitor, “mas e o lado oculto, o esoterismo da religião, por que é necessário?”. Acontece que o acesso à Sabedoria Divina proporciona o saber, e “saber é poder”. A evolução espiritual permite que, a criatura humana venha a acessar conhecimentos que seriam perigosos, em mãos dos que não estivessem moralmente prontos para recebê-los. Por isso, todo Instrutor que difunde os ensinamentos ocultos precisa tomar muito cuidado com quem esteja a receber esses conhecimentos.

Quem já não ouviu falar na decadência da civilização atlante, por conta do mau uso do poder oculto? Naquela época, esse tipo de conhecimento era ensinado sem a indispensável segurança, quanto a quem iria recebê-lo. Muitos sem nobreza de caráter, desprovidos de ética, de pureza de propósitos e de altruísmo receberam esses conhecimentos. Eles se tornaram não somente gênios intelectuais, mas também criaturas egoístas e iníquas, que só visavam interesses pessoais e não se importavam em causar males aos demais.

A submersão da Atlântida, por conta de tantos desvarios humanos, é narrada na Bíblia, como o dilúvio que tem em Noé o grande herói. Nas Escrituras Sagradas dos Hindus, a história de Vaisvata Manu narra os mesmos fatos, numa outra versão, tão autêntica e fiel aos acontecimentos quanto a que foi transmitida pelo povo hebreu.

Os Grandes Seres, responsáveis pela evolução humana na Terra, passaram, então, a exigir maiores cuidados com a transmissão dos ensinamentos esotéricos, para evitar que o mundo viesse a sofrer uma nova catástrofe semelhante à da Atlântida. Os Mistérios continuaram a ser passados de Mestre para discípulo, mas de boca a ouvido, e com cautelas maiores. Os Mistérios do Egito foram uma glória para aquela terra sagrada. Na Pérsia, tivemos os Mistérios de Mitra. Na Grécia, os Mistérios de Orfeu e de Elêusis.

A Escola Pitagórica foi um grande centro iniciático, em que os Mistérios eram ensinados através da ciência oculta dos números. A Escola tinha discípulos que viviam externamente com suas famílias e outros que levavam uma vida interna, distribuídos em três graus distintos: os Ouvintes, que trabalhavam e ficavam sem falar durante dois anos, para melhor assimilar os ensinamentos; os Matemáticos, que estudavam, através da geometria e da música, a natureza dos números, das formas, da cores e dos sons e os Físicos, que aprendiam a Cosmogonia e a Metafísica.

Os ensinamentos da Escola de Pitágoras conduziam os seus discípulos aos Mistérios, e quem desejasse ser admitido na Escola deveria gozar de uma reputação irrepreensível e possuir firmeza de caráter.

Pitágoras recebeu uma Iniciação inicial no Egito, onde aprendeu a lidar com os conhecimentos esotéricos e a desvendar os segredos místicos da numerologia. Mais tarde, ele foi à Índia, e lá recebeu uma alta Iniciação.

Os Iniciados eram introduzidos nos Mistérios, principalmente no Egito, onde se concentravam os grandes conhecimentos do ocultismo. Depois, eles procuravam manter-se em relação constante, ao retornar para os seus países de origem.

Os Iniciados eram os Mestres dos futuros Instrutores que deveriam passar ensinamentos místicos e conhecimentos esotéricos para seus discípulos, nos diversos Centros Iniciáticos espalhados pelo mundo.

Os Instrutores sempre foram considerados indispensáveis, pois não bastava o ensinamento escrito, quando se tratava de transmitir os Mistérios. A Iniciação consiste, entre outros aprendizados, o de conhecer Deus e não somente em Adorá-lo à distância. Ela ensina que a criatura deve saber que a Existência Divina é real; que somente fé e esperança não bastam e que para obter o que quer ou o que costuma pedir a Deus, o homem deve realizar a grande união do seu aspecto humano com o divino.

E como dizia o grande apóstolo Paulo, aquele que só veio a conhecer o Cristo após sua morte: se a religião não consegue conduzir o homem para essas verdades, ela se torna como “o bronze que soa ou como o címbalo que retine”.