Teia Ambiental - em defesa da saúde!Meus queridos e fiéis leitores, certas palavras confundem a nossa mente, e outras, nos conduzem a um jogo sonoro interessante, que ajuda a reflexões. Este é o caso das palavras laticínio e latrocínio – uma designa os derivados do leite e a outra, o ato de matar para roubar.
No grupo dos laticínios, encontra-se a manteiga, e no dos latrocínios, o uso de margarina como substituta da manteiga. A manteiga é um produto derivado do leite que vem sendo utilizada há séculos, e que, antes da Revolução Industrial, nunca fora cogitada como prejudicial à saúde.
A margarina surge com as indústrias de produção em massa, em que tudo tem de ser produzido em larga escala, e quanto mais artificial, melhor. A margarina surgiu para combater o consumo da manteiga, que dada à simplici
dade da sua fabricação, pode ser fabricada em casa, para o consumo familiar.
Meu ingênuo leitor, não crê nas propagandas enganosas, que alegam benefícios à saúde, pois essas indústrias não ligam a mínima para os efeitos que seus produtos possam causar aos consumidores, desde que estejam protegidas pelas leis. E suas marcas são cuidadosamente licenciadas por Órgãos Sanitários que se importam muito menos com a saúde do corpo do que com a saúde do bolso.
A propaganda negativa contra a manteiga foi uma estratégia natural, usada por essas grandes corporações internacionais que estão costumadas a impor suas verdades à custa de fortunas em publicidade. Campanha semelhante foi promovida pelos Laboratórios contra as propriedades medicinais e curativas das águas minerais.
Valho-me de um dos inúmeros informativos que podemos encontrar na internet, e que comparam as vantagens e desvantagens da manteiga e da margarina. Deve-se, naturalmente, evitar os “sites” das empresas fabricantes, que irão puxar a brasa para as suas sardinhas.
O “site” que eu vou mencionar, e até podia usar outros, é o da nutricionista Ana Rosa, denominado Laboratório da Nutricionista, no qual ela faz uma comparação entre a manteiga e a margarina.
Segundo a nutricionista, alguns estudos evidenciam que comer margarina, em lugar da manteiga, aumenta em 53% o risco de desenvolver doenças coronarianas, principalmente nas mulheres. Afirmam os mesmos estudos que, a margarina aumenta em cinco vezes a possibilida
de de contrair um câncer.
E, o que poucos sabem, porque a mídia pouco divulga, já que os grandes anunciantes são fabricantes de margarinas, e não de manteigas, é que a margarina, ao contrário do que se costuma imaginar, aumenta o colesterol ruim, o LDL, e diminui o bom, o HDL. A manteiga, principalmente as mais naturais, conhecidas como “manteigas da terra”, pelo contrário, não aumenta o colesterol.
Aumenta o teu espanto, caro leitor, pois ainda te reservo mais surpresas. A manteiga é naturalmente rica em “omega6”, um tipo de gordura essencial ao nosso corpo. A manteiga aumenta a absorção de alguns importantes nutrientes, como as vitaminas A – D – E - K, presentes em outros alimentos, além de ser fonte natural de algumas dessas vitaminas. Na margarina, todas as vitaminas são adicionadas industrialmente.
As pessoas se deixam influenciar pela publicidade, que afirma o que bem entende, até porque alegam pesquisas que ninguém confere. O resultado é que se repetem falsas verdades, com base em verdades falsas, divulgadas pela mídia, sem nenhum outro comprometimento, que não a conta publicitária do fabricante de margarinas.
Quem tiver estômago forte, pode ler a composição das margarinas, e tentar entender o motivo pelo qual eu incluo este texto na Teia Ambiental. Saúde também é ecologia, e manter o organismo limpo e puro também é uma preocupação ambiental.
Existem diversos “sites” que explicam a composição das margarinas, mas é só consultar o “site” Wikipédia, que se tem uma noção de onde os consumidores de margarina estão metidos.
Não vou te frustrar, meu leitor, e deixar-te sem uma idéia desses componentes, ainda que te recomende consultar a internet para maiores detalhes sobre as margarinas. Muitos desses elementos, eu não os conheço, nem jamais ouvi falar. Repito-os, e nada mais. Note bem, para que não se confunda, quando for perguntar ao seu médico, o motivo dele recomendar a margarina e não uma simples manteiga, produzida com creme de leite e sal.
As margarinas são compostas em suas essências por gorduras vegetais hidrogenadas, sebo de animal, ácido sulfúrico, leite de vaca, soda cáustica, ácido benzóico, ácido butil-hidro xitolueno, galato-propila, corante artificial, aromatizantes artificiais, antioxidantes artificiais, estabilizantes artificiais, vitamina A sintética e muitos outros produtos químicos. Segundo é informado, o uso do butil-hidroxitolueno é para quebrar as estruturas do sebo do boi e conservar a mistura, sendo um componente considerado altamente prejudicial à saúde.
Meus conscientes leitores raciocinem comigo. Como uma mistura explosiva desta pode ser mais saudável do que uma simples e doméstica manteiga? Como pode um médico ser capaz de receitar a substituição da manteiga por margarina, por conta de redução de colesterol. O que já se sabe que não é verdade.
As empresas de margarinas gastam fortunas para vender uma pasta artificial que promete uma saúde artificial. As agências de saúde não estão nem aí, para as porcarias que estão sendo lançadas no mercado, por empresas de projeção internacional que se vangloriam de produzir qualidade. Os governantes não se preocupam em orientar o povo, que acaba se deixando levar pela publicidade enganosa.
A margarina não é nenhuma descoberta moderna e revolucionária para proporcionar mais saúde, e quem pensa assim, não sabe o erro que está cometendo. Em 1860, o imperador Napoleão III da França ofereceu uma recompensa a quem conseguisse encontrar um substituto satisfatório e mais barato para a manteiga, que pudesse atender às classes sociais mais baixas e ao exército. O químico Hippolyte Mège-Mouriés inventou uma substância a que chamou oleomargarina, e mais tarde somente margarina, preparada com gordura de vaca, cuja porção líquida era extraída sob pressão e depois solidificada, em combinação com butirina e água.
Assim, veio a surgir essa falsa manteiga, um subproduto animal, preparado de um modo simplório e com o único objetivo de servir de alternativa barata e popular, para a tradicional manteiga. A sofisticação da margarina, como sendo um produto mais saudável do que a manteiga somente surgiu com a febre de novidades industrializadas, que tomou conta de uma sociedade que tenta escapar das doenças, mas cuja má alimentação nega essa intenção.
Agora, meus leitores, digam-me se estou errado, quando classifico como latrocínio, o que fazem essas empresas gigantescas que tentam impor verdades, à custa de publicidade enganosa e de subprodutos danosos à saúde. Elas matam e roubam. Matam, pois entregam ao consumo autênticos venenos, e roubam, pois enganam o incauto consumidor, que paga muito mais caro por produtos de má qualidade. Poluir o corpo da humanidade também é uma forma de agressão ambiental.
Não se deixem enganar, meus iludidos leitores, as propagandas são quase todas, senão todas, bem articuladas mentiras, que só têm um objetivo, o de vender. Se os efeitos do uso ou do consumo do produto anunciado ameaçam a saúde ou à vida, as instituições envolvidas não estão nem aí para isso.
Cuidado, com o que comem! O produto pode ser autorizado para consumo, mas pode não ser apropriado. E quem decide o que presta e o que não presta somos nós. Mesmo porque, por trás de todas as porcarias consideradas boas para consumo existem certificados de inspeção, que acabam comprovando que o nosso organismo é que não presta.
Eu prefiro os laticínios, pois prezo o meu corpo, e não me deixo enganar por modismos.





















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