quinta-feira, 7 de junho de 2012

O MUNDO SEM ABELHAS


TEIA AMBIENTAL
A trama em defesa da Natureza

Meus queridos e assíduos leitores da nossa Teia Ambiental, as abelhas estão desaparecendo do planeta, e o homem não consegue saber o motivo. Um ambientalista mais radical diria que elas são abelhas e não burras. Ficar aqui para que? Quantos cuidam da natureza, com a intenção de criar jardins e embelezar o mundo?

As abelhas só têm reconhecido o seu valor pela polinização da agricultura, que não sobrevive sem elas. A preocupação com o desaparecimento das abelhas não é por outro motivo senão o econômico. Sem abelhas, não há polinização. E, sem polinização, não há produção.

Em 2007, as abelhas estavam desaparecendo dos Estados Unidos e da Europa, sem motivos aparentes. Enxames inteiros começaram a desaparecer de repente, e não se soube para onde. Após o dia de trabalho, elas não voltavam para suas colmeias, e nem eram encontradas mortas pelo caminho.

Nos Estados Unidos, o sumiço ocorreu pela primeira vez em novembro de 2006, na Flórida, e depois se espalhou por outros 24 estados americanos, chegando ao Canadá. Enquanto isso, França, Inglaterra, Espanha e Suíça enfrentavam situação semelhante, registrando-se, em alguns casos, a perda de 90% das abelhas de colmeias situadas nesses países europeus. O fenômeno foi batizado de “desordem de colapso de colônias”, sem que as causas, no entanto, fossem identificadas.

Como não poderia deixar de ser, diversas suposições apontam para as interferências danosas que o homem provoca na natureza com o uso de pesticidas e a cultura transgênica. O aquecimento global é outro possível vilão, mas, qualquer que seja a origem, o único responsável é, sem dúvida, o ser humano.


No Brasil, o fenômeno ainda não vem sendo observado, pois, ao contrário dos
Estados Unidos que só possuem, praticamente, uma espécie de abelhas, nós temos por aqui cerca de 2.000 espécies. As abelhas, nos Estados Unidos, são exploradas com o único interesse comercial, na produção agrícola. Mas, se isso se estender para o mundo inteiro, corre-se o risco de um grave desastre ambiental, com o desaparecimento do mel e um lamentável colapso n
a proliferação de plantas e flores.

Os agricultores norte-americanos recorreram à importação de abelhas da Austrália, na tentativa de manter a produção, pois sem elas não há polinização, e sem polinização não há a fecundação das plantas.

Enquanto pesquisam as causas do que vem acontecendo com as abelhas, os países onde o fenômeno tem sido registrado buscam noutros países as abelhas que faltam para manter seus programas agrícolas. Como sempre acontece, enquanto houver abelhas no mundo, nada muda, mesmo com a sinalização de que as causas possam estar nos pesticidas e nas lavouras transgênicas.

O que pouca gente sabe é que a abelha é um dos insetos mais sensíveis da natureza, sendo o que primeiro percebe qualquer alteração no meio ambiente. Durante o acidente nuclear em Chernobyl, em 1986, milhares de abelhas começaram a morrer nos países vizinhos da antiga União Soviética. Com isso, o mundo inteiro soube da gravidade do acidente que os russos tentaram encobrir.

Muitos especulam que as abelhas tenham previsto um cataclismo climático e desaparecido. Mas, se foi assim, a pergunta é para onde elas foram se não estão sendo encontradas mortas. E, por que não atribuir aos pesticidas e aos transgênicos, e sim a um possível vírus, como revelou uma pesquisa em 2009?

Um vírus deveria exterminar as abelhas, mas não fazê-las desaparecer. Estranho, muito estranho! Se formos investigar, vai ver que foi uma indústria química ou uma produtora de sementes que financiou a pesquisa.

A Inglaterra acabou de informar que resolveu o seu problema, pelo menos momentaneamente, com a importação de abelhas suecas. Há 24 anos, a população de abelhas britânicas desaparecera, e agora, os ingleses pretendem recuperar os seus enxames com as abelhas suecas.

A pergunta que se faz é que, se trazendo abelhas de fora, elas não enfrentarão, daqui a algum tempo, o mesmo colapso das suas colegas nativas, que sumiram não se sabe o motivo e nem para onde foram. Será que as abelhas suecas já chegam vacinadas contra o suposto vírus ou viciadas em pesticidas?

No Reino Unido, 97% das abelhas sumiram, enquanto na Suécia a população está aumentando. Será que a diferença não é o local do seu habitat? Ao transportá-las para o Reino Unido, será que manterão a mesma saúde e o mesmo comportamento que tinham no seu local de origem, a Suécia?

A conclusão, meu ecológico leitor, é que quando desaparecer a úlima abelha, a Terra já não mais será um planeta habitável. E tu o que pensas disso? Eu nem dou a minha opinião, senão os ruralistas e as indústrias de agronegócios dirão que é implicância minha. Mas, que eu sou implicante com eles, sou mesmo. Eles são o verdadeiro vírus que vem exterminando os enxames de abelhas do mundo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

QUAIS SÃO OS SINAIS?



Meus queridos leitores, os novos tempos já chegaram. E, os fatos contrariam os eternos apocalípticos, que preconizavam o fim do mundo. A Terra não será destruída. A humanidade, porém, ainda corre risco.

O futuro da humanidade depende do presente, e do que alguns estão fazendo em benefício de todos. Seres visíveis e invisíveis, terrestres e extraterrestres, estão trabalhando irmanados, para que a humanidade penetre nos novos tempos, dentro do que os Grandes Mestres da Hierarquia Planetária haviam planejado para o ciclo de evolução planetária.

Quem vaticinou guerras e destruições falhou em seus prognósticos, pois a linha da vida do planeta Terra possuía outros caminhos, desconhecidos para os homens. Não haverá guerras. Mas quem precisa de mais delas do que as que já existem? Os cataclismos não ocorrerão. Mas, o que vem acontecendo em diversas regiões do planeta, até naquelas que pareciam imunes a terremotos e furacões?

A realidade, meus leitores pessimistas, que somente conseguem enxergar o lado negativo das coisas, é que, jamais antes, a humanidade tomou tamanha consciência do seu papel de proteger e preservar o futuro da vida na Terra.

Aos poucos, as pessoas veem despertando para suas responsabilidades de manter vivo o planeta, preservando a vida dos seus habitantes. A vida do planeta é a vida da humanidade, De que adianta considerar vivo, o planeta vazio, sem habitantes? Ele só tem o sentido de vida enquanto existam seres vivendo nele.

Acontece, no entanto que, para manter a vida na Terra, a humanidade está começando a perceber que terá de abrir mão de certas conquistas, que representam conforto e comodidade, para não comprometer a qualidade de vida e a própria existência da vida na Terra.

As pessoas vêm consumindo, cada vez mais, tudo que se possa imaginar e que tem servido para tornar o planeta um lixão cósmico. Enquanto poluía a terra, o ar e o mar, a humanidade brincava e debochava das profecias que alertavam para os riscos de epidemias e contaminação, que ameaçavam o futuro da humanidade.

Na última década, porém, um grande número de pessoas vem despertando para uma nova realidade, de que é o homem o responsável por salvar ou condenar o planeta em que vive. De repente, chegou-se à conclusão de que não há como culpar quem quer que seja, além da criatura humana, por tudo que vem afetando a qualidade de vida na maioria das regiões do planeta. Não há povo e nem nação mais ou menos culpado. Ou todos assumem a culpa, ou o dia seguinte será inevitável.

Os mestres têm revelado todas as informações necessárias por livros, canalizações e até pela mídia, através de notícias subliminares destinadas aos seus discípulos mais despertos, que são capazes de reconhecer as mensagens e divulgá-las como um alerta geral.

O medo tem sido combatido pelos Adeptos e Guardiões, mas ainda é produzido em larga escala. Aqueles que já despertaram suas consciências para enfrentar e vencer o medo devem combater a divulgação de notícias alarmistas e filmes sensacionalistas que só tratam de incutir o medo nas populações, alimentando os propósitos dos que só buscam prosseguir espalhando o caos nos quatro cantos do mundo.

Existem muitos seres ligados aos Mestres encarnados entre nós e trabalhando duramente para reverter o processo de intimidação, que tem surtido efeito através das últimas décadas, sobre a humanidade materialista e descrente do seu poder divino.

Se não houver compreensão, tolerância e paciência, não há como reverter o medo espalhado pelo mundo, que se manifesta na prática com atos de agressão, destruição e violência, como efeitos da perda dos verdadeiros atributos amorosos.

É a guerra, a violência e a confrontação que instigam e estimulam o medo, fazendo com que o ameaçado, muitas vezes, reaja agredindo, antes mesmo de ser agredido. Se o ameaçado ou agredido soubesse resistir à agressão sem represálias, sem vinganças ou retaliações, o medo não seria estimulado. Mas, a cada ato de violência corresponde uma reação com mais violência, num ciclo interminável de confrontações e destruições. E a consequência não poderia ser outra senão MEDO, MEDO, MUITO MEDO!

Os Mestres Cósmicos estão liberando vibrações com um padrão mais elevado, desde o centro da Galáxia, na tentativa de mudar o perfil vibratório da humanidade, ainda muito baixo e bastante inferior ao que era esperado pelas Hierarquias Planetária e Solar. Com o novo padrão vibratório, os corpos densos se sutilizam e as energias espirituais se sobrepõem à matéria.

Existe, porém, o grande risco do corpo físico da maior parte dos habitantes da Terra não suportar o aumento de vibração, e ocorrerem mortes súbitas, aparentemente sem uma causa orgânica. Isto já vem acontecendo, ainda que de forma isolada, com aqueles que exigem do seu corpo que chegue ao limite, e não suportam as pressões do novo padrão, que modificou os antigos limites.

As novas ondas têm como objetivo acelerar os ritmos e as pulsações de toda a vida no planeta. A aceleração pode levar o corpo físico a ultrapassar seus limites, que são mais curtos do que eram antes. A única forma de evitar que isto aconteça é purificando o corpo e a mente, para que não haja resistência, e a tensão não cresça além do que a nossa rede interna possa suportar.

Pessoas estão tendo colapsos de energia por curto-circuito, quando seus corpos não suportam o aumento da tensão a que são submetidos. Os Mestres apenas afirmam que as criaturas humanas terão de se sutilizar, e quem não suportar não sobreviverá.

Meus sensíveis leitores, eu sei que isso pode parecer cruel, mas as Hierarquias possuem planos sagrados que precisam ser acionados, e quem não se integrar a eles, já não tem mais nada a fazer no planeta. Tudo é uma questão de evolução, e quem não evolui ou prejudica a evolução tem de ser retirado do processo.

Muitos procuram os sinais das mudanças. Muitos olham para os céus, em busca de transformações. Aumenta a ansiedade, quando tudo parece não ter mudado. Mas, ocorrências localizadas e situações fora de controle sinalizam que as mudanças já vêm ocorrendo, e são inevitáveis.

A humanidade terá de mudar, pois assim está escrito. Quem resistir às mudanças não sobreviverá. Quem não purificar corpo e mente sucumbirá por doenças psíquicas e somáticas. Quem insistir em promover a guerra, a corrupção ética e moral, a violência contra a natureza e a exploração dos fracos e ingênuos não suportará o novo padrão vibratório.

As mortes se sucederão, caindo um a um, como acontece com as pedras de dominó enfileiradas, quando a primeira deles é derrubada e cai por cima da seguinte, que cai e derruba a próxima, e assim por diante.


A ciência não terá explicação e a medicina assistirá sem saber as causas e nem como combater os efeitos. A solução está na minha mão e na tua mão, meu nobre leitor. Temos de aceitar as mudanças sem resistir. Temos de abrir mão de conquistas que pareciam definitivas, mas que irão mostrar-se passageiras.

As religiões não salvarão, pois já vinham anunciando os riscos que a humanidade vem correndo. A ciência nada poderá fazer para reverter o quadro, pois tudo que vem acontecendo é uma questão física de causa e efeito.

A única salvação está em ti e contigo, meu atento leitor. Tu terás de abandonar teus antigos maus hábitos, teus atos maldosos e teus pensamentos repletos de malignidade. Tu terás de enfrentar isso de frente, pois já não poderás mais somente fazer de conta.

A Terra está em regime de mudanças, e cada um de nós é parte integrante do corpo planetário, sujeitos, portanto, às mesmas mudanças. Não há porque acreditar em desgraças e destruições basta assumir, cada qual, a sua responsabilidade e não resistir às mudanças.

Chega de trotes! Chega de datas apocalípticas! Chega de se omitir! Chega de bobagens!

Que cada qual assuma a sua parte, purificando a mente e fazendo uma faxina no porão da alma. Que cada corpo passe a ser alimentado por alimentos puros, que não contaminam o templo sagrado que abriga a vida. Que cada um leve a sua missão a sério, e pare de brincar com valores sagrados que desconhece.

O que tu estás esperando, meu amigo leitor? As mudanças já chegaram. E não há mais nada a esperar. Esperas por mais sinais? Os sinais estão piscando diante dos teus olhos, e já faz tempo.

Quais são os sinais? Se ainda não sabes, não serei eu que te convencerei quais sejam.

sábado, 12 de maio de 2012

NOVES FORA, NADA

Meus queridos leitores:

Muito se fala dos Novos Tempos ou de uma nova era. Discute-se se ela já começou ou se somente começará após 21 de dezembro próximo. Preocupações à parte, pouco se tem dado atenção ao principal, que é a postura a predominar nesses Novos Tempos.

As pessoas amedrontadas, diante da proximidade do desconhecido, rezam, fazem promessas e se apegam a milagres ou resgates alienígenas, como se interferências milagrosas ou fugas em noves espaciais resolvessem os problemas da humanidade – ambições e egoísmos.

Acontecimentos semelhantes ocorreram no final do milênio, quando muitos vaticinavam o fim do mundo. Aqueles que imaginaram eventos mágicos e transformações visíveis se decepcionaram. Entrou-se num novo milênio com a mesma cara com que se saiu do velho.

Uns imaginavam um final de milênio com guerras e rebeliões urbanas, mas nada disso aconteceu, além do que já vinha ocorrendo, e que sempre ocorreu. Outros pessimistas e que só imaginavam um futuro pior do que o presente, esses também se decepcionaram, quando nada do que imaginavam veio a acontecer.

O mundo caminha, a vida segue adiante e as datas fatídicas, fabricadas pela mente humana, se sucedem. Tragédias e desgraças são profetizadas, e como sempre nada demais acontece. Nem apocalipse, nem invasão de extraterrestres, e muito menos resgates por discos voadores.

Quem imaginar, porém, que não houve mudanças, engana-se. Se, fisicamente, nada ocorreu de diferente, sob o aspecto espiritual as transformações vêm acontecendo. Elas são imperceptíveis para a sensibilidade do homem comum, mas, para quem enxerga um pouco além da matéria, muita coisa está mudando, e muito mais irá mudar.

Na numerologia, o que se cobra da humanidade é que adote as posturas do número 9, em que prevalecem o sentimento coletivo e as ações humanitárias. Pensar só em si, não vai dar certo. É preciso ter uma mentalidade inteiramente voltada para as conquistas de grupo, compartilhando direitos e deveres, criando-se parcerias e celebrando-se acordos.

A maioria acredita que a humanidade está perdida, mas, isto não é verdade, ainda que muitos já se tenham perdido e não estejam preocupados em encontrar o caminho de volta. Quem pensa que tudo já esteja perdido desconhece que o que vem acontecendo é parte de um grande plano de evolução, idealizado pela Hierarquia Planetária. Cada um terá de aprender a assumir as consequências dos seus atos, sofrendo com seus erros, até nunca mais repeti-los.

O processo de evolução é lento, e nem todos estão preparados para seguir adiante, muitos ficarão pelo meio do caminho. Os fracassos parecem ser maiores do que os sucessos, mas é uma distorção de interpretação que nos leva a essa errônea conclusão. As personalidades ainda se debatem para manter vivos seus privilégios materiais, mas, as almas, nossos verdadeiros egos, estão em intensiva expansão de consciência, buscando impor a vitória da espiritualidade.

As nossas almas têm evoluído intensamente, à custa de muitos sofrimentos de suas personalidades. O sofrimento é parte da evolução, por representar um rompimento brusco nos maus hábitos e nos vícios predominantes na sociedade consumista em que se transformou o mundo moderno.

O mundo tem jeito, sim! As personalidades influenciadas pela consciência do número 9 e as missões que apontam para as ações governadas por esse número humanitário farão a diferença num tempo bem próximo, bem mais próximo do que se possa imaginar.

Pensar como um nove, e sentir e agir como o nove, eis a receita da paz universal. Aquele que souber mudar o seu padrão vibratório, do egoísmo para a partilha e do individualismo para a comunhão de interesses, esse será o primeiro dentre os que adentrarão a nova era.

A nova era não é propriamente um tempo, mas uma consciência. Não se chega nela com dia marcado, mas com a consciência alterada.

Em 21 de dezembro, mais uma vez, para a decepção da maioria, nada acontecerá de visível no plano físico, mas, no plano espiritual, uma nova energia irá iluminar o caminho dos que buscam a expansão de suas consciências.

A vida só vale a pena se ocorrer evolução, seja do planeta em sua expansão cósmica, seja da criatura humana em sua expansão espiritual. O Universo vive em permanente processo de evolução, e nós, componentes do processo de evolução do planeta Terra, estamos submetidos aos mesmos padrões que regem o Universo.

Acontece, porém, que para que se dê a evolução humana, nossos níveis de consciência terão de expandir, e com isto vaidades, egoísmos e apegos materialistas terão de dar lugar a despojamentos, ações altruístas e atos humanitários. Deste modo, as energias do número 9 irão prevalecer sobre todas as demais.

As ações individualistas deverão ceder espaços para os movimentos comunitários e solidários. As lutas por poder e riqueza deverão ser substituídas por esforços compartilhados pela paz mundial e a união de todos os povos. Estas são ações do número 9, que sintetiza as energias em defesa da liberdade, dos direitos humanos e dos ideais humanitários.

Os que sofrem a influência do número nove não pensam em si, antes de sentir que todos estão bem assistidos e seguros. Os que vibram as energias do número nove dão mais do que recebem e fazem mais questão de doar o amor do que serem amados. Sacrificam-se pelo bem estar geral e não descansam enquanto não sentem que deram tudo de si a favor da coletividade.

Essas energias novenas estarão aos poucos penetrando nas mentes e nos corações de todas as criaturas. Quem se harmonizar com elas receberá um imenso fluxo de energia divina e se sentirá mais forte mental e espiritualmente. Quem se conflitar com elas, padecerá de um processo degenerativo muito intenso, adquirindo doenças gravíssimas e desencarnando de modo abrupto e inesperado.

Isto tudo já vem acontecendo, sem que a medicina saiba explicar a origem de certos colapsos repentinos que afetam os corpos físicos de um dia para outro, ou, simplesmente, tiram a vida de quem parecia tão saudável.

O padrão vibratório de que tanto se fala não é somente quantitativo, mas, também, qualitativo. O padrão da Terra não somente está vibrando alguns ciclos mais fortes, mas, também, exigindo corpos mais puros que possam assimilar as novas energias, sem resistir a elas.

Meus atentos leitores, ou vibramos no diapasão do número 9, ou não sobreviveremos à expansão da vida na Terra. Insistir nos erros do passado é abdicar da vida. E não adianta perguntar quando isto começará a ocorrer, pois não houve dia para começar, nem haverá para terminar.

É tempo das energias do amor caridoso e humanitário do número nove. Ou elas, ou não há futuro. Com elas tudo, noves fora, nada.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

TEIA AMBIENTAL - ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Meus queridos leitores, estamos no limiar de uma nova era, de um admirável mundo novo, um mundo sem energia nuclear. Os mais progressistas não me tomem por avesso ao progresso, nem por um saudosista ainda preso a velas e lampiões.

Acontece que, enquanto o homem não for capaz de dominar a técnica e empregar a energia nuclear com segurança, o melhor é ficar dedicado a pesquisar energias limpas, do tipo da eólia e da solar, e, eventualmente, da hidráulica, desde que em usinas de pequeno porte, sem devastar grandes áreas de florestas.

Voltemos, porém, para a notícia alvissareira que me contagiou a ponto de projetar um mundo novo, sem o risco nuclear. O Japão fechou a sua última usina nuclear, por medida de segurança, após o desastre de Fukushima.

Este é um marco histórico, pois, há quase 50 anos, o Japão utilizava esse tipo de energia, e parecia que seu progresso econômico não poderia sobreviver sem a criação de novas usinas nucleares, espalhadas em seu território.

Esta decisão do governo japonês foi motivada pela reação indignada do povo, após um tsunami haver provocado a maior ameaça à nação japonesa, o que levou milhares de cidadãos às ruas, exigindo o fim do uso da energia nuclear.

A realidade é que o governo central japonês bem que tentou adiar o quanto foi possível essa decisão, mas não conseguiu convencer a população e os administradores das províncias onde as usinas estão instaladas. A população japonesa não mais confia nas agências reguladoras que controlam a segurança dessas usinas.

Antes do acidente de Fukushima, o Japão operava 54 reatores comerciais, que respondiam por 1/3 das necessidades de energia do país. Em 2011, 17 deles foram danificados pelo terremoto ou foram fechados por medida de segurança. Outros 36 reatores foram desligados, após ser inspecionados, e não foram religados.

A discussão é que o Japão poderá ser afetado economicamente pelo desligamento das usinas nucleares, pois a indústria necessita delas ou de fontes alternativas, ainda não existentes, para operar a produção japonesa. Sem a opção nuclear, o governo japonês terá de importar combustíveis fósseis para oferecer uma alternativa imediata à indústria. E, isto está levando a indústria a pressionar os órgãos ligados à produção industrial e energia elétrica, no sentido de religar algumas das indústrias que foram retiradas de operação.

Acontece que o governo não está conseguindo convencer a população da conveniência de religar as usinas, mesmo diante das graves consequências econômicas que isto possa acarretar à nação japonesa. Os japoneses não acreditam nos padrões de segurança alegados pelos operadores das usinas e pelos órgãos fiscalizadores, e que lhes garantam que desastres semelhantes ao de Fukushima não se repetiriam.

A economia japonesa sofrerá, é o que afirmam os especialistas econômicos. Mas, a população japonesa se mantém inflexível, e, por lá, parece que a voz do povo é, realmente, a voz de Deus.

Os países de todo o mundo mudaram suas mentalidades, após o desastre de Fukushima, em março de 2011, e a Alemanha foi um desses países, com compromissos assumidos de desligar seus reatores nucleares nos próximos anos. Mas, o Japão, que sentiu na própria pele os efeitos do desastre, saiu na frente.

A Alemanha é o país no mundo que mais e melhor utiliza a energia solar. A produção desse tipo de energia na Alemanha representa 55% da produção global, o que é uma marca digna de registro, por representar mais da metade da produção de todo o mundo.

Portugal é outro país europeu que vem investindo maciçamente em energias renováveis. Segundo previsão do governo português até 2020, o país poderá atingir a meta de 60% de energias renováveis.

O programa português inclui a entrada em plena operação da maior usina de energia solar do mundo, o que também é pretensão da Espanha, na cidade de Sevilha. Esses dois países estão investindo também em energia eólia, e diversas outras formas de energia alternativa, inclusive, a que existe na costa norte de Portugal, que produz eletricidade a partir das ondas do mar.

A União Europeia assumiu diversos compromissos de redução do uso de energia nuclear, e do crescimento permanente da utilização de energias limpas, como a solar e a eólia. Estes exemplos nos chegam do Velho Continente, e contrastam com os projetos do Novo Continente, cujos países continuam a destruir florestas, poluir os oceanos e pôr em risco suas populações, com ameaçadoras usinas nucleares.

O admirável mundo novo parece estar se desenhando a partir da Europa, onde o povo é ouvido, não por ser apenas esclarecido, mas por ser educado para ter sua vontade própria e por ter a consciência de que os governantes são seus empregados, que podem ser contratados ou demitidos a cada eleição.

Enquanto isto, no país que se proclama a maior democracia do mundo, tudo anda muito obscuro, com o presidente Obama sem saber como justificar a postura de uma camada considerável da população, que não está nem aí para a pobreza de seus vizinhos, os dos bairros pobres ou dos países miseráveis.

Lá nos Estados Unidos, falar em fechar usinas ou deixar de poluir a natureza é sinônimo de traição à pátria e crime contra o patrimônio nacional. Uma vergonha! E por aqui, meus atentos leitores, como nos comportamos, diante de nossos governantes, empresários e banqueiros? Submissos às suas intenções de colocar o dinheiro acima de tudo ou indignados com a forma como estão tratando as nossas florestas, mares e ares?

As eleições municipais vêm aí, e tudo começa na cidade em que moramos. Pensar global e agir local, este tem de ser o nosso lema, desde a política ambiental até a política partidária, energética e econômica. Digamos não às usinas nucleares, à poluição dos nossos mares e à destruição das nossas florestas. Vamos aprender com os japoneses e alemães a nos fazermos ouvir pelos governantes. Afinal, estão lá porque nós os colocamos.

Estamos no limiar de um novo tempo, quando tudo que não presta será deixado para trás. O admirável mundo novo não começará nos Estados Unidos, nem na China, e, talvez, nem no Brasil ou na Europa, mas dentro de cada um de nós, não importa onde nascemos ou moramos.



segunda-feira, 30 de abril de 2012

PREPARATIVOS PARA O NOVO CICLO

Meus fiéis leitores, a aproximação do 21 de dezembro está deixando muita gente preocupada. 
A virada do ciclo solar de 25.920 anos vai acontecer no dia 21 de dezembro, e isto tem provocado muitos boatos, envolvendo a profecia maia, e um alegado fim do mundo. 
As mudanças são muitas e elas estão mexendo com o nosso equilíbrio emocional, exigindo muito equilíbrio e bom senso. 
De fato, estamos diante de um portal que nos conduzirá a novos tempos, e para tanto seria bom que estivéssemos preparando-nos para o novo ciclo que se aproxima. 
Os Mestres pedem a seus discípulos que não acreditem nas notícias alarmistas que tomam conta da internet, e que só tendem a piorar. Eles sugerem algumas posturas e fazem diversas recomendações, para que cada um assuma a sua missão nesta vida. 
Não olhes para trás., esquece o passado. Tudo que passou deve ser deixado para trás. Não insistas em repetir os velhos refrões que já não mais têm valor. Não repitas as antigas atitudes que não mais darão certo. Muda o foco do teu pensamento, fixando-o num ponto futuro. 
Por que insistir nas mesmas discussões do passado? Por que as mesmas reclamações e acusações? Por que ainda transferir as tuas responsabilidades? Faze o que te cabe fazer, e que cada um faça o mesmo.
Entende que todos têm os seus limites, e não podem ir além, não porque não querem, mas por não serem capazes. 
Do que adianta imaginar que isto ou aquilo deva ser desta ou daquela maneira, se não tens domínio sobre os fatores que poderão resultar na mudança? Aceita o que estiver fora da tua alçada, para que não te desvies da missão. 
Cada um de nós tem a sua missão, que se não vier a ser cumprida compromete o futuro da humanidade. Se ficares preocupado com o que outros fazem ou deixam de fazer, acabarás deixando tuas obrigações de lado.
O mundo vive um momento caótico, não somente por causa dos mais briguentos e violentos, mas devido o fato da maioria não estar cumprindo a sua missão. 
Cada um de nós que não faz o dever de casa compromete todo o grupo, levando a turma a correr o risco de ficar de castigo. Enquanto te preocupas com o dever alheio, esqueces do teu. E, assim, com tantos esquecidos, o resultado final está comprometido. A turma está prestes a ser reprovada a a repetir, não de ano, mas de eras, pois somos turmas cósmicas, em que os ciclos são contados em eras.
Respeita os pensamentos alheios, inclusive os mais pessimistas, mas não entres na vibração deles. Todos têm o direito de escolher o lado de sua preferência, ou dos reconstrutores ou dos predadores. 
Não sintas ódio e nem tomes atitudes violentas, mesmo contra os predadores, pois eles são apenas componentes do desafiador jogo da vida. 
Tu és filho de Deus e eles também. Tu acreditas no amor e na paz, mas eles, não. Os processos mentais desenvolvidos por esses grupos, reconstrutores e predadores, darão origem a arquétipos, cujas energias influirão nos demais, de acordo com a tendência de cada um  dos seus componentes.
O futuro da humanidade dependerá desse bom combate a ser travado entre as duas partes, inicialmente no plano das energias sutis, e só depois se manifestará no físico. 
Fica atento aos sinais, que te indicarão os novos caminhos. Outros sinais serão recebidos por outras pessoas, que serão orientadas a partir da mesma fonte. Valoriza as tuas mensagens e respeita as dos outros. Elas serão diferentes, mas farão parte de uma realidade única. 
As pessoas se unirão em grupos, uma vez que a individualidade perderá força. Os grupos se aproximarão uns dos outros por afinidades espirituais. Mas, tudo com um só objetivo, servir a humanidade e ajudá-la a acelerar seu processo de evolução. 
Esquece as ajudas externas e não esperes milagres. Tu és o milagre. Se não fizeres a tua parte, os milagres não acontecerão. Ora a teu Deus Interno e roga para que Ele te ajude.
Tudo funcionará como um jogo em que cada grupo terá de obter o maior volume de informações. Cada membro do grupo trocará entre si as revelações que chegarem às suas mentes. 
Da mesma forma, os grupos deverão interagir, trocando informações, já que cada qual ficará encarregado de uma área distinta de ação. 
A troca de informações entre os grupos será a chave do sucesso de todos eles. E a vitória final não caberá a um único grupo, mas a todos. Quanto maior a interação, melhores serão as perspectivas futuras. 
A preparação já vem sendo feita com a reunião de pessoas afins. A contagem regressiva já começou. O jogo terá início no dia 21 de dezembro, quando o mestre 11 chegará pelo caminho de origem do peregrino e entrará em ação. 
Preparai-vos, caros leitores, pois se trata de um jogo em que, ou todos ganham, ou todos perdem, e este é o nome do jogo.É claro que muitos ficarão fora do jogo, por não serem capazes de criar grupos, E, sem grupo, não se joga.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

PROGRESSO PELO EQUILÍBRIO PERFEITO



Meus queridos leitores, num dos diversos cursos que ministro via internet, surgiu um breve questionamento entre os aprendizes sobre números preferenciais. Uns alegam que gostam deste número e outros, daquele. Isto é normal, por afinidades naturais a esta ou àquela energia. O que se deve evitar é a aversão a qualquer dos números.
Condeno os apegos a certos números, pois, se agem sozinhos, eles pouco podem representar de benéfico a nossas vidas. Condeno muito mais, no entanto, quando ouço um aprendiz negar valor a um número ou confessar sua total antipatia por ele. Isto pode até mesmo sugerir um bloqueio em relação à energia do número, o que acarreta problemas de inibição e bloqueio de energias.
As presenças de quaisquer números na alma, na personalidade ou na missão, são muito fortes e exercem intensas influências no comportamento humano. Mas, não se pode desprezar o dia do nascimento, a soma da data do nascimento, reconhecida como caminho de origem, e o número poderoso, que é a soma da missão com o caminho de origem.
Em qualquer dessas posições no mapa, o número identifica fortes influências das energias que ele representa na vida de qualquer um de nós. Mas, o ideal é que esses números surjam em combinações equilibradas, que confiram harmonia à vida da pessoa. A desarmonia, quando ela surge no mapa, revela heranças kármicas de outras vidas, a serem superadas durante esta vida atual.
Se a alma for muito rígida, autoritária ou dominadora, características dos números quatro, um e seis, respectivamente, é muito saudável encontrar uma personalidade três, cinco ou nove inspirando as ações dessa pessoa. Assim, cria-se um equilíbrio favorável a ações mais harmônicas do que inflexíveis.
Se a alma for uma Alma UM, qualquer influência do número 2 é benéfica ao abrandamento do rigor com que ela tende a agir, condenando erros por mais simples que sejam. A presença do número 2 motivará a personalidade a ser mais conciliadora e pacificadora, evitando os confrontos e estimulando as uniões e comunhões.
A combinação do quatro com o cinco também é muito benéfica, por inspirar atividade e mudanças a quem poderá ter a tendência a se acomodar e não gostar de mudar de lugar e de opinião. Os nascidos em dia 5 beneficiam as atividades de almas cuja soma dá o número 4. O rigor e a dureza da alma se diluem nas ações impulsivas e dinâmicas dos talentos natos do dia 5.
Mas não pensem que o número quatro seja o vilão, pois não é. Ele serve como âncora, para segurar e estabilizar os que sofrem fortes influências dos números três e cinco. E, quando estes dois aparecem juntos, a situação poderá ficar fora de controle, se um quatro não se fizer presente em posição forte no mapa.
Meus atentos leitores, é bom que todos tenham em mente que o que acontece com esses números, também ocorre com outros, que, quando surgem em par tudo se torna mais fácil. Algumas boas combinações, dentro de certas áreas, como a espiritual, por exemplo, são as que colocam lado a lado, seis, sete e oito com o nove. Outra boa combinação, sob o aspecto artístico é juntar 2, 3, 5 e 6. A proximidade do quatro com oito estimula o materialismo e a ambição financeira, mas se o oito se aproximar do número nove, como já mencionamos, favorece as práticas espirituais humanitárias, envolvendo sucesso financeiro e progresso espiritual.
A realidade é que não existem números bons ou ruins, mas combinações boas ou más. Se um determinado número expressar todo o seu potencial de forma absoluta sem uma contraparte que amenize o seu poder, ele pode causar mais estragos do que benefícios.
Como eu afirmei para os meus aprendizes, qualquer número, se agir isoladamente, é insuportável. Os números, como tudo na vida, precisam de parceiros adequados que lhes proporcionem equilíbrio. Quatro demais pode ser algo muito chato e repetitivo, mas, se mesclado com o nove pode promover um belo trabalho comunitário. Seis demais é matriarcado ou patriarcado dominador que não acaba mais, porém, na companhia de um três, o seis se torna amoroso, romântico e sentimental.
Creiam, amigos leitores, a união não faz só a força, ela também promove equilíbrio, quando as partes que se unem se complementam, sem se conflitar ou sem exagerar na soma de suas energias. E por que digo isto? Se ocorrer a união do número um com o três pode-se chegar a um empresário artístico ou um empreendedor cultural. Mas, se um cinco se somar ao grupo, os efeitos podem ser outros, fazendo surgir um individualismo exagerado, voltado para paixões, prazeres e vícios.
Se quiseres progredir, não imagina um progresso somente financeiro, pois resultará em sérios problemas para a evolução espiritual da tua alma. Mas, se o teu ideal é um progresso somente voltado para a espiritualidade, com desprezo pelo mundo material, correrás o risco de passares por necessidades econômicas, ficando a reclamar da vida, e se achando um injustiçado.
Equilíbrio, meus leitores, muito equilíbrio, para que o progresso não seja capenga. Acostuma-te a combinar o forte com o fraco, e terás a medida perfeita, para que não fiques para trás, nem aceleres demais e atropeles os que vão à tua frente.
Nunca deixes de buscar o progresso, mas, lembra que ele deverá ser conquistado num perfeito equilíbrio. Não sejas ambicioso demais, e nem desprezes o progresso. Não o vincule a dinheiro, mas sempre ao perfeito equilíbrio entre os mundos espiritual e material.  Agindo assim, terás tudo para ser feliz e fazer os outros felizes.






sábado, 7 de abril de 2012

TEIA AMBIENTAL - É ESTE O PROGRESSO QUE CONTA PARA O PIB?

Meus assíduos leitores da Teia Ambiental, mais uma vez, eu os coloco para refletir sobre o progresso, segundo a visão da economia moderna. O progresso de uma nação é medido pelo seu PIB (Produto Interno Bruto), que leva em consideração o conjunto de bens e serviços produzidos pelo país.

O PIB não leva em consideração fatores ambientais ou sentimentais que fazem uma população sadia e feliz. Lucros a qualquer preço, riquezas materiais e contínua expansão do capital em investimentos industriais e poluidores são os carros-chefes das nações mais ricas do mundo.

Pensando nessas desgraças que essa política expansionista vem causando à natureza e às populações, principalmente as mais pobres, deparei-me com a reportagem sobre a cidade de Paulínia, onde a Shell e a Basf provocaram tamanha devastação ambiental que 59 pessoas já morreram por conta do envenenamento do ar e da água por agentes químicos.

A batalha judicial do Ministério Público contra essas duas empresas já se arrasta há mais de dez anos, num processo que envolve 59 mortes, duas das quais no mês passado, todas decorrentes de contaminação por substâncias cancerígenas nos locais de trabalho, na cidade de Paulínia, no interior do estado de São Paulo, onde funcionou a fábrica de agrotóxicos das duas empresas, entre 1977 e 2002.

O parecer técnico encomendado pela Promotoria de Justiça concluiu que houve negligência, imperícia e imprudência da Shell e das empresas que a sucederam, na contaminação da área da fábrica e dos terrenos vizinhos.

Em sentença de agosto de 2010, a Justiça do Trabalho da cidade de Paulínia determinou que, a Shell e a Basf venham a custear totalmente as despesas médicas, laboratoriais e hospitalares dos ex-funcionários e de seus parentes, além de todos que direta ou indiretamente prestaram serviços à fábrica. As empresas também foram multadas por danos à coletividade e indenização a cada um dos cerca de 600 ex-trabalhadores e seus filhos.

Como é de praxe, as empresas recorreram e derrubaram as multas e agora estão recorrendo ao Tribunal Superior do Trabalho contra o pagamento das despesas médicas. Talvez, elas estejam tentando comprovar que os empregados foram os únicos culpados por se deixarem contaminar por inocentes venenos, por negligência ou fraqueza. Faça-me o favor!

E dizer que tudo foi feito em nome do progresso econômico do país, quando em 1977 a fábrica de pesticidas começou a funcionar com 191 empregados, apesar dos protestos contra a sua instalação naquele local. O local não foi escolhido com base em estudos e aprovação de licença ambiental, mas pela configuração do terreno, que visto de cima tem um desenho semelhante à concha que simboliza a Shell.

Em 1992, a Shell passou o abacaxi adiante, na certa como parte do processo de despistamento e provocação de conflitos de interesse, que sempre confundem a Justiça. A nova vilã passou a ser a Cyanamid que, em 2000, prosseguindo na mesma política de transferir responsabilidades repassou o abacaxi para a Basf.

O lema da Shell enganou a ingênua população, que acreditou piamente na frase que era apresentada como um símbolo da seriedade da empresa “Shell, você conhece, você confia”.

Uma chaminé despejava fumaça poluente nas portas das casas da população simples que habitava a região, com seus membros trabalhando na fábrica, confiantes de que estariam protegidos.

Esta confiança logo mostrou o seu preço, com os primeiros casos de contaminação por Aldrin e outros agentes químicos produzidos pela Shell. Crianças nasciam com paralisia cerebral, outras adquiriam doenças que afetavam o baço, que é um dos sintomas da contaminação.

A situação se agravou a tal ponto que o local foi interditado em 2002, mas nem por isso deixou de representar ameaça para a população, pois ainda se registram altos índices de contaminação no local, que não possui qualquer aviso do perigo que representa circular na área.

Este é mais um exemplo de como o crescimento do PIB influi na vida da população de um país. O governo oferece áreas, isenta de impostos, oferece empregos, e daí a algum tempo, a população sofre com a poluição ambiental, e as mortes só servem para comprovar o sucesso do investimento da empresa, com sua produção em larga escala e a custos baixos pelos mínimos investimentos e a máxima insensibilidade no trato com a saúde e a vida dos empregados.

Quando se vai verificar o crescimento do PIB, encontra-se a produção de fábricas como essas e outras semelhantes que melhoram os índices de crescimento de uma nação, à custa da degradação ambiental e da morte de sua população trabalhadora. Poupem-me, senhores economistas!

O economista e prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, defendeu recentemente, na sede da ONU, a imposição de sanções comerciais aos norte-americanos, pelo que ele considera a culpa por estar onerando o restante do mundo, com seu posicionamento contrário à aprovação de dispositivos de proteção do planeta contra a degradação ambiental.

Meus ingênuos leitores, falar de Estados Unidos da América do Norte, de Shell, Cyanamid e Basf é tudo farinha do mesmo saco, pois mesmo as empresas que não tenham sua sede naquele país seguem a cartilha dos grandes conglomerados industriais e financeiros que comandam a economia mundial.

O economista e prêmio Nobel participou de um “Encontro sobre bem-estar e felicidade”, promovido pelo governo do Butão, e que discutiu a busca de um padrão holístico para medir o desenvolvimento de um país.

A ONU aprovou em julho de 2011 uma resolução em que afirma que o PIB não é suficiente para medir o bem-estar de uma população. O Butão já havia se adiantado, e desde 1972 criara o índice FIB, que mede a Felicidade Interna Bruta.

Meu rigoroso leitor, tu podes estar pensando que isso é coisa de um país sem expressão, e só para impressionar. Mas, os resultados do Butão têm sido tão expressivos que chamam a atenção do mundo, e fez com que a ONU parasse para debater o assunto e aprovasse uma resolução recomendando que os países estudem um padrão, semelhante ao do Butão.

Será que os destruidores da natureza e assassinos de crianças e de populações miseráveis e ignorantes vão permitir a avaliação do progresso de uma nação por outros métodos que não os deles? Será que os Estados Unidos da América vão aderir ao FIB, que contempla não apenas os norte-americanos como tem ocorrido até agora, mas os povos do mundo inteiro?

E as empresas que degradam a natureza e dizimam com seus agentes químicos povos pobres e ingênuos irão mudar suas políticas sem resistência? De uma coisa nós sabemos, e agora a ONU também já sabe, esse tal de PIB pode indicar o que for menos o progresso de uma nação.

E, quando voltamos os nossos olhos para o que está acontecendo no planeta, e bem mais próximo, ali na cidade de Paulínia, chegamos a uma conclusão ainda mais drástica. O PIB não só é um falso indicador do progresso, mas, pior do que tudo, ele mata.