
TEIA AMBIENTAL
A trama em defesa da Natureza
Meus queridos e assíduos leitores da nossa Teia Ambiental, as abelhas estão desaparecendo do planeta, e o homem não consegue saber o motivo. Um ambientalista mais radical diria que elas são abelhas e não burras. Ficar aqui para que? Quantos cuidam da natureza, com a intenção de criar jardins e embelezar o mundo?
As abelhas só têm reconhecido o seu valor pela polinização da agricultura, que não sobrevive sem elas. A preocupação com o desaparecimento das abelhas não é por outro motivo senão o econômico. Sem abelhas, não há polinização. E, sem polinização, não há produção.
Em 2007, as abelhas estavam desaparecendo dos Estados Unidos e da Europa, sem motivos aparentes. Enxames inteiros começaram a desaparecer de repente, e não se soube para onde. Após o dia de trabalho, elas não voltavam para suas colmeias, e nem eram encontradas mortas pelo caminho.
Nos Estados Unidos, o sumiço ocorreu pela primeira vez em novembro de 2006, na Flórida, e depois se espalhou por outros 24 estados americanos, chegando ao Canadá. Enquanto isso, França, Inglaterra, Espanha e Suíça enfrentavam situação semelhante, registrando-se, em alguns casos, a perda de 90% das abelhas de colmeias situadas nesses países europeus. O fenômeno foi batizado de “desordem de colapso de colônias”, sem que as causas, no entanto, fossem ide
ntificadas.
Como não poderia deixar de ser, diversas suposições apontam para as interferências danosas que o homem provoca na natureza com o uso de pesticidas e a cultura transgênica. O aquecimento global é outro possível vilão, mas, qualquer que seja a origem, o único responsável é, sem dúvida, o ser humano.
No Brasil, o fenômeno ainda não vem sendo observado, pois, ao contrário dos
Estados Unidos que só possuem, praticamente, uma espécie de abelhas, nós temos por aqui cerca de 2.000 espécies. As abelhas, nos Estados Unidos, são exploradas com o único interesse comercial, na produção agrícola. Mas, se isso se estender para o mundo inteiro, corre-se o risco de um grave desastre ambiental, com o desaparecimento do mel e um lamentável colapso na proliferação de plantas e flores.
Os agricultores norte-americanos recorreram à importação de abelhas da Austrália, na tentativa de manter a produção, pois sem elas não há polinização, e sem polinização não há a fecundação das plantas.
Enquanto pesquisam as causas do que vem acontecendo com as abelhas, os países onde o fenômeno tem sido registrado buscam noutros países as abelhas que faltam para manter seus programas agrícolas. Como sempre acontece, enquanto houver abelhas no mundo, nada muda, mesmo com a sinalização de que as causas possam estar nos pesticidas e nas lavouras transgênicas.
O que pouca gente sabe é que a abelha é um dos insetos mais sensíveis da natureza, sendo o que primeiro percebe qualquer alteração no meio ambiente. Durante o acidente nuclear em Chernobyl, em 1986, milhares de abelhas começaram a morrer nos países vizinhos da antiga União Soviética. Com isso, o mundo inteiro soube da gravidade do acidente que os russos tentaram encob
rir.
Muitos especulam que as abelhas tenham previsto um cataclismo climático e desaparecido. Mas, se foi assim, a pergunta é para onde elas foram se não estão sendo encontradas mortas. E, por que não atribuir aos pesticidas e aos transgênicos, e sim a um possível vírus, como revelou uma pesquisa em 2009?
Um vírus deveria exterminar as abelhas, mas não fazê-las desaparecer. Estranho, muito estranho! Se formos investigar, vai ver que foi uma indústria química ou uma produtora de sementes que financiou a pesquisa.
A Inglaterra acabou de informar que resolveu o seu problema, pelo menos momentaneamente, com a importação de abelhas suecas. Há 24 anos, a população de abelhas britânicas desaparecera, e agora, os ingleses pretendem recuperar os seus enxames com as abelhas suecas. 
A pergunta que se faz é que, se trazendo abelhas de fora, elas não enfrentarão, daqui a algum tempo, o mesmo colapso das suas colegas nativas, que sumiram não se sabe o motivo e nem para onde foram. Será que as abelhas suecas já chegam vacinadas contra o suposto vírus ou viciadas em pesticidas?
No Reino Unido, 97% das abelhas sumiram, enquanto na Suécia a população está aumentando. Será que a diferença não é o local do seu habitat? Ao transportá-las para o Reino Unido, será que manterão a mesma saúde e o mesmo comportamento que tinham no seu local de origem, a Suécia?
A conclusão, meu ecológico leitor, é que quando desaparecer a úlima abelha, a Terra já não mais será um planeta habitável. E tu o que pensas disso? Eu nem dou a minha opinião, senão os ruralistas e as indústrias de agronegócios dirão que é implicância minha. Mas, que eu sou implicante com eles, sou mesmo. Eles são o verdadeiro vírus que vem exterminando os enxames de abelhas do mundo.























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