quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Os sintomas da transformação
domingo, 9 de setembro de 2012
TEIA AMBIENTAL - POLUIÇÃO ECONÔMICA
AMBIENTE ECONÔMICO MUNDIAL OU UMA POLUIÇÃO DIFERENTE.
Meu preocupado leitor:
Se tu possuis ações, esses papéis voláteis e volúveis que oscilam ao sabor de boatos e de crises, então deves estar triste por pensares que perdeste dinheiro. Afinal, lê-se na internet que 10 trilhões de dólares viraram pó por conta da crise financeira internacional. 
Pobre investidor, ambicioso por riquezas de curto prazo e sem trabalho, a cada momento tu estás sob o risco de perdas, que estão fora do teu alcance evitar, pois jogaste a sorte no cassino econômico, onde papéis ganham valores que, de fato, eles não têm.
As empresas são as mesmas, o patrimônio não foi reduzido, a força de trabalho permanece no mesmo nível, porém o mercado se retraiu por conta de crises provocadas pelo medo de perdas. Isto mesmo, meu atento leitor, o medo retrai e a retração amedronta. O processo se realimenta indefinidamente, até que a força do trabalho volte a se sobrepor sobre o papel desvalorizado e condenado à fogueira.
A humanidade está diante de uma crise ambiental diferente, em que montes de papéis de falsos valores, que serviram para a especulação bem mais do que como suporte para novos investimentos, viram pó que polui muito mais que a sua contraparte, a poeira.
Esta crise ambiental, como não poderia deixar de ser, começa com a ganância de querer sempre mais e pela pretensão de conseguir lucro fácil, sem qualquer esforço de trabalho. Os tais trilhões que viraram pó jamais existiram de verdade, eles só existiam nas mentes dos gananciosos que contabilizavam seus lucros diários, por conta da evolução do custo do produto chamado ação.
Acontece, meu sábio leitor, que esse produto variou para cima e para baixo, em função de boatos, jogadas financeiras, operações manipuladoras e, poucas vezes, por efetivo sucesso de um programa bem planejado que resultou em sucesso financeiro para a empresa.
Um simples boato sobre um contrato a ser assinado pode fazer disparar o valor de uma ação, ainda que nenhum lucro tenha sido obtido e antes mesmo que se tenha certeza de que o negócio irá resultar em lucro. A ação aumenta o seu valor por uma expectativa futura, que poderá dar certo, ou não.
Como afirmar que aquele papel valia mesmo aquilo que aparecia no pregão da bolsa? Quem sustenta a valorização? Qual a segurança de que o aumento do valor da ação representará um efetivo ganho para o investidor?
Imagine, o meu leitor, uma hipótese que te apresento, para que possas refletir com calma. Eu invisto 1000 dólares em ações de uma empresa que está em plena ascensão. Logo, o meu pacote de ações já está valendo 20, 30, 50, 100 mil dólares. A subida do valor da ação justifica-se em razão da notícia que um grande filão do mercado se curvará diante daquela empresa.
Eu que investira 1000 dólares, rapidamente possuo papeis no valor de 100 mil dólares. Mas, isto só viria para o meu bolso se eu vendesse o meu pacote de ações. Como eu não vendi, o meu ganho é hipotético, e só resistirá enquanto os papeis permanecerem valiosos.
De repente, os papeis despencam na Bolsa, e eu vendo minhas ações por 2000 dólares, e não mais por 100 mil dólares. Eu ganhei ou perdi, com esta operação de curto prazo? Observa bem que eu lucrei 100% no negócio, que é uma lucratividade excelente, menos para o especulador do mercado de ações, que considera ter perdido 98 mil dólares. 
Este é o mundo de mentiras em que vivemos. Negocia-se papeis, por conta de uma pretensa segurança por futuros lucros que, muitas vezes, só existem por conta de informações infiltradas na mídia para manipular o mercado.
Onde a força do trabalho entra no contexto? Não entra. O investidor mal conhece a condição financeira da empresa da qual adquiriu os papeis. Ele se deixa levar pelos jornais e pelos noticiários econômicos, e não quer nem saber se a empresa produz um produto ecologicamente correto ou se tem uma conduta ética digna de ter seus programas de investimentos apoiados e aprovados. Lucro, só o lucro interessa. E, o lucro fácil, em que não se entra com trabalho, mas com uma aplicação em dinheiro, como se fosse feita uma aposta num cavalo que vai correr o próximo páreo.
O mundo perdeu 10 trilhões, ou um balão de gás que muitos supunham valer tudo isso, simplesmente estourou? Parece-me que se está confundindo o não ganhar com imaginárias perdas. Ninguém pode perder o que ainda não conquistou. Ah, mas dirão os espertinhos – e se ele comprou por mil e vendeu por 500? Eu posso responder – e se ele decidir não vender na baixa, aguardar mais um pouco, até o mercado recuperar-se, e ele vender por um valor muito superior ao que comprou?
Será que o jogador que ganhou milhares de dólares em fichas num cassino, depois de começar com um único dólar, e decidir arriscar tudo que já ganhou, e vier a perder, ele perdeu ou deixou de ganhar? Afinal, se fizermos as contas, ele só perdeu mesmo um único dólar.
Enquanto continuar essa ganância que transforma trabalho em especulação com papeis, o nosso meio-ambiente continuará recebendo todo essa descarga de lixo que se produz por conta de se conseguir tudo com menos trabalho. A mão de obra humana é substituída pelas máquinas, pois assim se produz maior volume de produtos, e o lucro é maior, as ações passam a valer mais, e mais investidores compram os papeis da empresa, e com isso maior é o destaque que ela ganha no mercado.
Eis que, um dia, se descobre uma falcatrua entre os diretores em que os resultados estavam sendo adulterados. As ações despencam, os acionistas perdem dinheiro, mas os diretores permanecem ricos. Quem perdeu e quem ganhou? Jogo, meu caro leitor, um jogo sem vergonha e que engana somente o ingênuo aplicador, pois, os grandes investidores não perderam nada, porque estão prontos a recolher, mais adiante, as aparentes perdas, que fizeram despencar as ações.
A mente humana está poluída pela ganância. Ninguém mais pensa em trabalhar para ganhar. Só mesmo se não houver outro jeito, e apenas até que surja uma oportunidade de se beneficiar de alguma jogada corrupta.
O que o homem branco está fazendo com esta vida, cara pálida? Uma vida num planeta tão lindo, que oferece riqueza em abundância para todos? Por que usar essas estratégias de fazer de cada opção de ganho um modo de j
ogar e ganhar, sem fazer força?
O lixo é atirado na natureza, pois não se tem dinheiro para tratá-lo. Os governantes gastam rios de dinheiro com o empreguismo, enquanto obras indispensáveis ficam sem verba. O cidadão não tem dinheiro para assumir a sua cesta básica, mas não deixa de comprar sua cervejinha e fazer sua fezinha na loteria toda semana.
A poluição é bem maior do que se pensa. A corrupção é poluição. A jogatina nas Bolsas é poluição. A manutenção da população na ignorância, para facilitar a sua manipulação é poluição. A destruição de rios e florestas para construir usinas, fazer irrigações ou instalar agropecuárias, ditas indispensáveis ao progresso, é poluição.
Estou cansado de ler bobagens na internet a troco de verdades absolutas. A mídia adora escândalos e mentiras, mas quem vai reclamar, se o povo é sedento por essas notícias? E tudo isso é poluição.
Estamos no meio dessa poluição, mesmo sem saber identificar a causa poluidora. Diante de tanta coisa errada, como separar o joio do trigo? E a propósito, o que é mesmo o trigo?
terça-feira, 28 de agosto de 2012
MAGIA EXISTE?
Meus queridos leitores:
Volto a falar de um tema que mexe com todos, em especial com minhas assíduas leitoras, que, mais do que os homens, estão sempre muito ligadas nos mundos ocultos. Magia não é bruxaria ou feitiçaria, no seu sentido mais pejorativo. Magia é essencialmente divina, e de humano tem muito pouco.
O erro dos magos é se julgar o dono do poder, quando eles são meros veículos do poder divino. Na maioria das vezes, ao atingir a força da magia, homem ou mulher se julga o centro do poder, confundindo-se com a própria Divindade, origem de todas as manifestações de magia que ocorrem no mundo físico.
A verdadeira magia tem suas origens nos planos celestiais, enquanto que, a magia manifestada em suas formas menos evoluídas, envolvendo sacrifícios e oferendas, ou influindo na vida alheia, a chamada magia negra, aprisiona, ao invés de libertar.
A magia que envolve fenômenos físicos é um pequeno reflexo da verdadeira magia divina, e quase sempre é mal empregada, voltada para a satisfação dos egos personalistas, conspirando contra os princípios sagrados, corrompendo corpos e almas.
A magia divina atua nas mais sutis vibrações do mundo espiritual, harmonizando o sagrado e o profano, o real e o imaginário, e integrando o visível ao oculto. A primeira destrói, porque fascina e corrompe, por atuar no ego inferior. A outra revitaliza e consagra, por expandir o padrão vibratório, levando a criatura humana a atingir planos superiores, morada do ego divino.
Quando cultua a magia fenomênica, a criatura humana se ilude e desvirtua o verdadeiro poder da magia. O sinal mais visível é revelado por seus atos individualistas, por causas pessoais, levando a atos egoístas, quase sempre relacionados à avidez por fama, riqueza e poder. Assim, costuma principiar um processo de autodestruição em seus campos de energia, instigando antigos karmas e atraindo para si vibrações maléficas que interferem no seu processo de evolução.
O mau entendimento do que seja e para o que serve a magia tem sido responsável pela queda de muitos seres, que adquiriram poder através de inúmeras vidas, e que põem tudo a perder, exatamente no momento que antecede o surgimento da Luz.
Antes, eles só avistavam sombras, e, de repente, surge a Luz, que os deixa cegos, quando deveria fazê-los enxergar o oculto. Eles protegem a vista, por não serem capazes de encarar a Luz divina de frente. Com isso, se denunciam os falsos magos, aqueles que já foram chamados de falsos profetas, e que agora são apenas devassos e impuros, usando o poder da magia em seu próprio benefício.
A maioria dos que se anunciam porta-voz da Divindade, se perde em seu discurso de revelador dos mistérios, pois, quase todos estão mais próximos das trevas do que da Luz. O ego se infla, e mais um mago negro surge para atrair e seduzir os tolos e ambiciosos, que com ele se cumpliciam, e se tornam tão culpados, quanto são ingênuos e i
nocentes.
O verdadeiro mago é manso, confiante e sereno, lançando suas vistas para adiante, e projetando tudo na mente, como se enxergasse aquém e além do que existe à sua volta. Nada poderá surpreendê-lo, pois, ainda que inconscientemente, ele tudo vê sem o uso dos olhos físicos.
O verdadeiro mago não se deslumbra com os fenômenos da magia no plano físico, por reconhecê-los como meros efeitos de sua vontade e orações. Ele sabe que o êxtase é o resultado natural do encontro do discípulo com o Mestre. E, para celebrar o encontro, ele sempre terá de refazer a ponte que liga o mundo visível ao invisível.
Se o poder divino não for acessado de modo correto, a ponte não será refeita, e em seu lugar surgirá um poço profundo, que aprisiona e afasta o mago do poder. Sem o amor nada será conseguido. Sem servir, melhor seria desistir. A insistência provocaria explosões de vaidade e delírios de falso poder, com práticas viciosas que fariam surgir fantasmas na mente, para assombrar suas noites de vigília.
O mago que não segue a essência divina da magia, e desvirtua os retos rumos dos seus seguidores, só pode esperar condenações e karmas. Ninguém engana a Divindade, ninguém engana a si próprio. A Divindade habita cada um de nós, e tudo sabe de nós.
A magia não admite exibicionismo, pois o poder divino não é uma brincadeira. A magia não pode ser usada em proveito próprio, pois ela existe como forma de manifestação do poder divino entre as criaturas humanas. O silêncio e a serena comunhão do corpo com a alma, em perfeita sintonia com o Espírito, fortalecem e autenticam a verdadeira magia.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
TEIA AMBIENTAL - NÓS, QUEM CARA-PÁLIDA?

Neste mês, decido homenagear os civilizados selvagens, que ensinam as sociedades como lidar com os recursos naturais, sem destruí-los.
Os chamados "homens-brancos", como os índigenas norte-americanos tratavam os invasores de suas terras, se arvoravam no direito de invadir as terras ocupadas pelos índigenas, e ocupá-las sem qualquer cerimônia ou escrúpulos. Para eles, os índigenas não eram gente, tamanho o descaso que demonstravam pela vida das tribos que ocupavam o território, desde muito antes de sua chegada.
Vou reproduzir nesta Teia Ambiental, uma famosa carta que o cacique Seattle enviou ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Pearce, em 1855, como resposta a uma proposta para a compra das terras indígenas.
Esta carta já foi divulgada em diversos meios de comunicação, mas, se o faço novamente, e se insisto em relembrá-la, é para que o pretensioso "homem-branco" pare para refletir, e aprenda com os nossos irmãos indígenas quem está com razão. Assim, se um dia uma grande catástrofe vier a atingir a humanidade, por conta das ações predatórias das civilizações modernas, e alguém lamentar os erros do passado, praticados por todos nós, não estranhe se, do meio da multidão aterrorizada, ouvir-se uma voz dos lábios de um selvagem de cara-pintada - "nós, quem cara-pálida?"
“O grande chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.
Minhas palavras são como as estrelas, elas não empalidecem nunca.
Como podes comprar ou vender o céu e o calor da terra ? Tal idéia é-nos muito estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los ?
Cada torrão desta terra é sagrado para o meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados, nas tradições e na consciência do meu povo.
A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do índio. O homem branco esquece a sua terra natal, e depois de morto sai a vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do índio.
Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. As cristas rochosas, o verde das campinas e o calor que emana do corpo do mustangue, e o homem, todos pertencem à mesma família. Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar a nossa terra, ele exige muito de nós.
O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos os seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar a nossa terra, mas não vai ser fácil não, porque esta terra é para nós muito sagrada.
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim, o sangue de nossos ancestrais.
Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada. E terás que ensinar a teus filhos que é sagrada, e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida do meu povo. O murmurejar da água é a voz do pai do meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se te vendermos a nossa terra, terás de te lembrar e ensinar aos teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele, um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã mas, sim, sua inimiga. E, depois de a conquistar, ele vai embora. Deixa para trás os túmulos dos seus antepassados e não se importa, arrebata a terra das mãos dos seus filhos e também não se importa. Ficam esquecidos, a sepultura do seu pai e o direito dos seus filhos à herança.
Ele trata, sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas, como ovelhas ou miçangas cintilantes. Sua voracidade arruinará a terra um dia, deixando para trás apenas um grande deserto. Não sei, nosso modo difere dos teus. A vista das tuas cidades causa tormento aos olhos do índio. Mas talvez isto seja assim, por ser o índio um selvagem que nada entende.
Não há sequer um lugar calmo na cidade do homem branco. Não há um lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas, talvez assim seja, por ser eu um selvagem que nada compreende. O barulho parece apenas insultar os nossos ouvidos. E que vida é aquela se o homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo. Sou um índio e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo a pinheiros.
O ar é precioso para o índio porque todas as criaturas respiram em comum – os animais, as árvores, o homem. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas, se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O ar que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida também recebe o nosso último suspiro. E, se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres. Assim, pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco, que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo-de-ferro pode ser mais importante que o bisão, que nós, os índios, matamos apenas para o sustento de nossos filhos. O que é o homem sem os animais! Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito, um dia. Porque, tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.
Deves ensinar a teus filhos que, o chão debaixo dos teus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos – que a terra é nossa mãe, que tudo quanto fere a terra fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.
De uma coisa sabemos, a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza.
Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida, ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.
Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sobre o peso da vergonha e, depois da derrota, passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias, eles não são muitos, mais algumas horas, mesmo uns invernos. E nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar sobre os túmulos. Um povo que foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso !
Nem o homem branco, que tem um Deus que com ele passeia e conversa, como de amigo para amigo, pode ser isento do grande destino comum. Poderíamos ser irmãos apesar de tudo, vamos ver ! De uma coisa sabemos, que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir : o nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que O podes possuir, do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra, mas não podes. Ele é o Deus da humanidade inteira, e é igual sua piedade para com o índio e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é acumular de desprezo seu criador.
Os brancos também vão acabar um dia, talvez mais cedo do que todas as outras raças.
Continua poluindo a tua cama e hás de morrer, uma noite, sufocado em teus próprios dejetos.
Este destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar, como será quando todos os bisões forem massacrados e os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanadas por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata ? Tudo terá acabado. Onde estará a águia ? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça. É o fim da vida e o começo da luta pela sobrevivência.
Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com o que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite aos seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã.
Somos porém selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos e, por serem ocultos, temos de escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos será para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último índio tiver partido e sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe.
Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos, protege-a como nós a protegíamos. Nunca te esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse. E, com toda a tua força e teu poder, e todo o teu coração, conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos.
De uma coisa sabemos, o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é por Ele amada, e nem mesmo o homem branco pode evitar este nosso grande destino comum”
sábado, 7 de julho de 2012
TEIA AMBIENTAL - VINTE ANOS DEPOIS
Vinte anos se passaram desde a realização da RIO 92, quando as nações do mundo inteiro se reuniram na cidade do Rio de Janeiro, para estabelecer metas que pudessem controlar os danos ambientais que o progresso desenfreado vinha acarretando ao planeta.
A humanidade festejou a iniciativa, os governantes fizeram do evento o seu palanque eleitoral, discursando e exaltando, cada qual, o seu país. A televisão enviou imagens para todos os continentes, e com as imagens, mensagens de esperança.
Os desconfiados ambientalistas não se entusiasmaram com as resoluções e menos ainda com os compromissos firmados por muitos, prometidos por alguns e negados por poucos, dentre os quais o maior poluidor de todos – os Estados Unidos.
Agora, vinte anos depois, uma nova reunião na mesma cidade, com os mesmos temas em debate, e batizada de RIO+20. Feitas as contas dos avanços obtidos nesses últimos vinte anos, chega-se à triste conclusão – pouco, muito pouco se fez para preservar o futuro da humanidade.
Discutiu-se até mesmo que o planeta não está ameaçado, pois o processo de aquecimento global nem existe e o degelo dos polos sempre existiu, e deve ser considerado um fato corriqueiro na história do planeta. Desviou-se o foco do discurso para uma realidade que a ciência já não desconhece, o planeta sabe se defender. Mas, e a humanidade! O que será dela, quando os recursos naturais se esgotarem, e todas as águas de superfície e de subsolo se poluírem?
Disseram que, as florestas não têm a importância a elas atribuída, pois, são os oceanos que fornecem o oxigênio de que necessitamos para viver. Houve quem afirmasse que a Floresta Amazônica não é importante. Cientistas e pseudocientistas opinaram antes, durante e depois do evento. Cada qual mais exibido e defendendo interesses econômicos, com os quais estavam comprometidos.
A realidade que ficou subentendida é que o dinheiro imediato é mais importante que a saúde futura. A vida de uma geração, a que está mandando no mundo, vale mais do que as gerações futuras de seus filhos e netos. A crise econômica europeia justificou quase todas as negações de se tomar atitudes mais sérias, pois, estas iriam desacelerar, ainda mais, o fraco desempenho da economia
mundial.
Meu sábio leitor pense bem, e acompanhe o meu raciocínio – se com a exploração abusiva dos recursos naturais, o homem não conseguiu resolver, até hoje, a sua ganância por dinheiro, o que será dos recursos que ainda nos restam, diante dessa dita necessidade de explorar ainda mais?
A conclusão a que se chega é que, ou os homens são ignorantes, e não enxergam a realidade, o que eu não acredito, ou são inconsequentes e irresponsáveis, preferindo mais 50 anos de luxo e ostentação, em troca do resto da vida de carências, epidemias e guerras.
A humanidade caminha para um beco sem saída, em que a volta será muito cara e sofrida. Não se deve discutir o perigo da ação do homem para o futuro do planeta, pois isso seria desviar o foco da discussão. O que é preciso enfocar é o efeito das ações abusivas e destrutivas que vêm sendo cometidas contra qualidade de vida na Terra.
A Terra sabe com se defender muito bem, mas a humanidade não. O planeta pode acabar com as ameaças à sua integridade, exterminando a vida na Terra. E isto quer dizer o mesmo que acabando com a humanidade. Estamos diante de uma guerra, não do homem contra o planeta,
mas do homem contra o homem.
Nesta guerra, não haverá vencedores e nem vencidos. Todos perderão a batalha final, e não existirão culpados para serem levados aos tribunais de guerra, pois não haverá quem acusar, nem quem julgar.
E ainda existem tolos que cobram dos seus governantes mais indústrias poluidoras, mais barris de petróleo, extraídos do fundo do mar, e mais derrubadas de florestas para a criação de gado e para agroindústrias. E quantos se preocupam de exigir ações preservacionistas? Quantos são capazes de abrir mão do luxo para uma vida simples e saudável?
O resultado dessa atitude de cumplicidade entre governantes e governados deu no que deu, levando ao mais absoluto fracasso a RIO+20. Alguns tentam contemporizar, procurando encontrar méritos, no meio de decisões egoístas que privilegiam os países ricos e os interesses dos poderosos industriais e banqueiros.
Assistimos mais um capítulo da historinha do faz de conta. Os governantes fazem de conta que estão preocupados com o povo, e o povo faz de conta que acredita. Um doce na boquinha da criança, e cessa o choro. Uma declaração conjunta de novos compromissos para adoçar a boca da humanidade. E quem irá adoçar a boca do planeta?
Estamos numa encruzilhada, meu atento leitor, da qual não sabemos o caminho a tomar. Como desfazer o nó que ata as nossas vidas ao progresso consumista e destruidor dos recursos do planeta? Como preservar a vida, se tudo que representa esse progresso contribui para a sua destruição? Como convencer a humanidade que seu país não é governado por aquele que foi eleito por seu povo, mas por um grupo poderosos que se reúne num país qualquer, e não somente um, mas vários, e de lá dá as ordens para os quatro cantos do mu
ndo?
Se continuarmos a tentar resolver os problemas do mundo com acordos e resoluções, pobres de nós! Se esperarmos que a poluição ambiental respeite esses documentos que não nos levam a lugar algum, nós estamos perdidos! Então, o que faremos meu amigo leitor, o que fazer?
Confesso-te que eu sei o que fazer, e estou fazendo a minha parte. Os outros são os outros, e sobre suas mentes e palavras, eu não exerço poder. Se eu, sozinho, resolverei o problema do mundo, a resposta é não. Que eu sirva de exemplo para alguns, e que estes despertem a consciência dos demais. Esta é a minha esperança. Este é o objetivo, meu e de Flora, quando criamos a Teia Ambiental.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
REFLEXÕES DE UM IRMÃO KUMARA AO FINAL DO SÉCULO XX
Meus caros leitores, eu já vos disse quem são os kumaras, mas, por acreditar que esquecestes o meu relato, recordo-vos, resumidamente, quem são esses seres misteriosos. Os kumaras vieram de Vênus para ajudar os habitantes da Terra a acelerar seu processo de evolução mental. 
Vênus, por ser um planeta mais evoluído do que a Terra, foi escolhido pelas Hierarquias Cósmicas a prestar essa ajuda, enviando para cá um grupo de seus habitantes –os kumaras- com a missão de fecundar as mulheres daqui, de modo a gerar uma raça mentalmente mais desenvolvida.
Esses seres desembarcaram por aqui há milhões de anos, sob o comando de Sanat Kumara, que veio a ser conhecido como Melquisedec, o Ancião dos Dias, e cumprida a sua missão, muitos ainda por aqui permanecem por se terem apegado ao nosso planeta. E, suas missões tomaram diversos rumos, mas todas voltadas para a evolução espiritual da criatura humana e do próprio globo terrestre.
Um desses kumaras, no último dia do milênio passado, decidiu fazer um inventário dos últimos cem anos do milênio que estava chegando ao fim. E, como um observador que foi desse longo período, através de diversas vidas, mantendo na memória todas as suas encarnações, ele chegou a inúmeras reflexões que relato aos meus assíduos leitores.
Irmãos da Terra:
Após décadas de constantes ameaças de guerras, epidemias e medo de invasores vindos do espaço, o século XX chegou ao fim. Desde o início do século, quando a dezena 19 surgiu como os dois primeiros números das datas, o mundo iniciou o seu processo apocalíptico.
Ano após ano, década após década, sucederam-se eventos kármicos de ajuste de contas, como sinaliza a presença do karma 19, em qualquer situação. A presença do karma 19 se apresenta sempre como uma cobrança de dívidas kármicas, de pendências deixadas para trás a serem quitadas quando o destino apresentar a conta. E, no século XX o destinou apresentou a dívida kármica contraída pela humanidade noutros séculos, e exigiu o pagamento.
Deu-se, então, o olho por olho, dente por dente, com cobranças a quem devia, reparando-se as injustiças cometidas em outras eras. Os homens passaram a se matar, a roubar uns dos outros, cometendo toda sorte de violências contra seus semelhantes, e tudo sem ter a mínima consciência de que assim agiam em nome da Lei do Karma.
Enquanto a humanidade preocupava-se com o acúmulo de riquezas, os desastres financeiros se sucediam, aniquilando do dia para a noite, com grandes fortunas. Enquanto a humanidade cobiçava o poder, desejando explorar o trabalho do seu semelhante, tornando-o escravo, eclodiam as guerras, que puniam com a morte os mesmos títeres de outras eras, que estando reencarnados eram justiçados com armas semelhantes às que usaram para matar inocentes. Enquanto a humanidade sonhava com a fama, os desastres e as violências nas grandes cidad
es acabavam com a vida de ídolos e com os sonhos dos seus fãs, punindo seus crimes e traições de outras vidas.
A grande decadência da década de 20 trouxe a miséria e a depressão a uma sociedade materialista que investia sua vida no poder do dinheiro. Os Grandes Mestres fazem cumprir a Lei do Karma, provocando situações em que as criaturas agem inconscientes, enquanto a Lei do Karma vai sendo cumprida através dos seus atos, muitos deles considerados cruéis e desumanos, mas que não passam de efeitos kármicos justos, por causas ocorridas num passado distante, em que as atuais vítimas foram responsáveis por bárbaros crimes e atitudes perversas.
A grande depressão foi uma punição kármica muito simples, mas que transtornou a vida de muita gente neste mundo. Tudo que foi necessário não passou de mera desvalorização de papéis, que por si nunca valeram nada. Suicídios, roubos, agressões e traições, eram os homens pagando seus karmas, antigos reis pedindo ajuda aos que foram seus súditos, antigos nobres esmolando e seus servos consolando-os.
As guerras vieram exterminar as elites violentas, que julgavam poder dominar o mundo pela violência e a imposição do medo. As duas guerras mundiais resgataram milhares de karmas, e não só elas, mas as inúmeras outras guerras localizadas tiveram idêntico objetivo. Era a Lei do Karma cobrando dívidas e fazendo justiça.
Enquanto a ciência materialista progredia com suas pesquisas no campo da tecnologia, as doenças proliferavam com índices assustadores em todos os cantos do planeta. Existem doenças para cada tipo de pessoa e para cada tipo de sociedade, e elas não poupam nem ricos e nem pobres.
A humanidade esquecida do seu poder de tratamento espiritual, com rezas e rituais de cura, entregou-se nas mãos da medicina materialista, que por desconhecer a presença divina no homem, passou a tratá-lo como máquina, em que as peças são analisadas separadamente e seu funcionamento corrigido de forma mecânica.
As consequências foram terríveis, com as doenças sendo combatidas pelos seus efeitos e não pelas causas. Assim, as doenças não eram curadas, mas encobertas e controladas, muitas vezes mudando de um órgão para outro, até que não houvesse mais para onde mudar. As epidemias se alastraram no mundo, por conta dos karmas de nações e cidadãos, com a fragilização dos sistemas imunológicos, por conta do medo que se abatia sobre os que temiam o contágio. E, assim, mais mortes, mais resgates kármicos e mais almas retiradas do planeta.
A humanidade afastada da Divindade e sem sintonia com seus Mestres, viu-se abandonada e sem forças para combater o seu triste destino, no final do milênio. No entanto, os Mestres jamais abandonam os discípulos, e muito menos a Divindade poderia ficar ausente da Alma do Mundo, por ser a essência criadora da humanidade, presença permanente e eterna, enquanto perdurar a vida no planeta.
Desta forma, apesar das aparências, o sagrado trabalho estava sendo realizado, e sem que a humanidade disso percebesse. E, pior ainda, ela não tomava consciência dos males que estava causando à evolução cósmica, ao agredir
a natureza e transgredir os sagrados princípios que regem a vida no universo.
Simultaneamente, agressora e agredida, assustada com os possíveis efeitos de seus atos destrutivos, numa irrefreável ganância materialista de tomar, cada qual só para si, a máxima riqueza possível, a humanidade não hesitou em roubar, corromper e matar.
A decadência foi tomando conta da vida na Terra, com todos acreditando que tratar o próximo como rival e inimigo era sadio e construtivo, e fazia parte do processo de evolução. Agora, ao chegar ao final do século, em que o justiceiro karma 19 deu por terminado o julgamento, assiste-se o desespero e o medo do que poderá vir a acontecer no próximo milênio.
Quando muitos esperavam um fim, estamos prestes a assistir um começo. Quando muitos vaticinavam guerras e destruições, começa uma era de paz e reconstrução. Sem que percebesse, a humanidade já vinha pagando, nos últimos cem anos, as suas dívidas kármicas.
Guerras, epidemias, doenças degenerativas, colapsos econômicos, quedas de governos tiranos, revoluções, perseguições religiosas, fracassos de regimes sociais e capitalistas, desastres individuais e coletivos, políticas discriminatórias raciais, sociais e religiosas, e uma série de outros acontecimentos exterminadores foram, lenta e inexoravelmente, fazendo cumprir os rigores da Lei do karma e os vaticínios apocalípticos.
A humanidade esperava ser atingida fatalisticamente por um raio de justiça num dia com hora marcada, e, por isso, deixou de perceber os julgamentos e condenações que se arrastaram ao longo do século.
Quem vier a pisar o chão da Terra, no novo século, deverá estar pronto para enfrentar uma forma diferente de vida, em que paz e justiça terão de prevalecer, sob o risco de uma condenação sumária de todos que desrespeitarem a Lei Divina.
Conseguimos trazer a humanidade até este ponto de entroncamento entre passado e futuro. Trabalhamos as ordens dos nossos Mestres, sintonizados com suas vontades superiores, e as irradiamos para toda a humanidade. Fizemos uma corrente de fé que invadiu mentes e corações, transformando medo e negativismo em coragem
e esperança.
Parte da humanidade absorveu as energias sagradas derramadas sobre o planeta. Vencemos as barreiras do medo, devolvendo a essa parcela consciente a confiança na divindade pessoal, que habita cada criatura humana. Impedimos que boatos e ameaças fantasiosas atingissem a mente da humanidade, e a desviassem dos retos caminhos da Lei. Sementes douradas foram lançadas em solo fértil, e germinaram trazendo a esperança de bons frutos, para o terceiro milênio.
A nossa missão, que fora planejada desde o nosso planeta de origem, a nossa amada Vênus, vai, finalmente, alcançar pleno êxito após constantes riscos, através dos milênios. Quando aqui chegamos, tínhamos plena consciência das dificuldades a ser enfrentadas, mas, mesmo assim, sucumbimos em nossas primeiras batalhas com a energia densa que prevalecia no planeta Terra.
A missão dos kumaras era sagrada, e tinha um ideal divino e avatárico, em que o sacrifício estava previsto, assim como dores e sofrimentos. Nossos irmãos da Terra tornaram-se nossos filhos, e nós nos tornamos seus Pais.
A falta de consciência do povo da Terra era dolorosa, mas, guiados por Sanat Kumara, o grande Senhor de Vênus, enfrentamos a missão dispostos a dar nossas vidas, pela libertação daquelas criaturas, aprisionadas na ignorância e ancoradas na matéria.
Hoje, podemos celebrar um grande feito, a humanidade está salva, e a consciência divina está prestes a despertar, de forma definitiva, nas mentes e corações de cada criatura que tiver atingido um estágio superior de evolução. Pouco a pouco, o medo será erradicado do seio da humana criatura, e cada qual tomará plena consciência do quanto é iluminada sua alma.
Quem sabe, um dia, voltaremos ao nosso lar, a nossa amada Vênus! Ou, quem sabe outro jovem planeta nos aguarde! Ou, quem sabe adotemos a Terra, como nossa morada, por vontade e graça dos Mestres!




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