segunda-feira, 7 de maio de 2012

TEIA AMBIENTAL - ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Meus queridos leitores, estamos no limiar de uma nova era, de um admirável mundo novo, um mundo sem energia nuclear. Os mais progressistas não me tomem por avesso ao progresso, nem por um saudosista ainda preso a velas e lampiões.

Acontece que, enquanto o homem não for capaz de dominar a técnica e empregar a energia nuclear com segurança, o melhor é ficar dedicado a pesquisar energias limpas, do tipo da eólia e da solar, e, eventualmente, da hidráulica, desde que em usinas de pequeno porte, sem devastar grandes áreas de florestas.

Voltemos, porém, para a notícia alvissareira que me contagiou a ponto de projetar um mundo novo, sem o risco nuclear. O Japão fechou a sua última usina nuclear, por medida de segurança, após o desastre de Fukushima.

Este é um marco histórico, pois, há quase 50 anos, o Japão utilizava esse tipo de energia, e parecia que seu progresso econômico não poderia sobreviver sem a criação de novas usinas nucleares, espalhadas em seu território.

Esta decisão do governo japonês foi motivada pela reação indignada do povo, após um tsunami haver provocado a maior ameaça à nação japonesa, o que levou milhares de cidadãos às ruas, exigindo o fim do uso da energia nuclear.

A realidade é que o governo central japonês bem que tentou adiar o quanto foi possível essa decisão, mas não conseguiu convencer a população e os administradores das províncias onde as usinas estão instaladas. A população japonesa não mais confia nas agências reguladoras que controlam a segurança dessas usinas.

Antes do acidente de Fukushima, o Japão operava 54 reatores comerciais, que respondiam por 1/3 das necessidades de energia do país. Em 2011, 17 deles foram danificados pelo terremoto ou foram fechados por medida de segurança. Outros 36 reatores foram desligados, após ser inspecionados, e não foram religados.

A discussão é que o Japão poderá ser afetado economicamente pelo desligamento das usinas nucleares, pois a indústria necessita delas ou de fontes alternativas, ainda não existentes, para operar a produção japonesa. Sem a opção nuclear, o governo japonês terá de importar combustíveis fósseis para oferecer uma alternativa imediata à indústria. E, isto está levando a indústria a pressionar os órgãos ligados à produção industrial e energia elétrica, no sentido de religar algumas das indústrias que foram retiradas de operação.

Acontece que o governo não está conseguindo convencer a população da conveniência de religar as usinas, mesmo diante das graves consequências econômicas que isto possa acarretar à nação japonesa. Os japoneses não acreditam nos padrões de segurança alegados pelos operadores das usinas e pelos órgãos fiscalizadores, e que lhes garantam que desastres semelhantes ao de Fukushima não se repetiriam.

A economia japonesa sofrerá, é o que afirmam os especialistas econômicos. Mas, a população japonesa se mantém inflexível, e, por lá, parece que a voz do povo é, realmente, a voz de Deus.

Os países de todo o mundo mudaram suas mentalidades, após o desastre de Fukushima, em março de 2011, e a Alemanha foi um desses países, com compromissos assumidos de desligar seus reatores nucleares nos próximos anos. Mas, o Japão, que sentiu na própria pele os efeitos do desastre, saiu na frente.

A Alemanha é o país no mundo que mais e melhor utiliza a energia solar. A produção desse tipo de energia na Alemanha representa 55% da produção global, o que é uma marca digna de registro, por representar mais da metade da produção de todo o mundo.

Portugal é outro país europeu que vem investindo maciçamente em energias renováveis. Segundo previsão do governo português até 2020, o país poderá atingir a meta de 60% de energias renováveis.

O programa português inclui a entrada em plena operação da maior usina de energia solar do mundo, o que também é pretensão da Espanha, na cidade de Sevilha. Esses dois países estão investindo também em energia eólia, e diversas outras formas de energia alternativa, inclusive, a que existe na costa norte de Portugal, que produz eletricidade a partir das ondas do mar.

A União Europeia assumiu diversos compromissos de redução do uso de energia nuclear, e do crescimento permanente da utilização de energias limpas, como a solar e a eólia. Estes exemplos nos chegam do Velho Continente, e contrastam com os projetos do Novo Continente, cujos países continuam a destruir florestas, poluir os oceanos e pôr em risco suas populações, com ameaçadoras usinas nucleares.

O admirável mundo novo parece estar se desenhando a partir da Europa, onde o povo é ouvido, não por ser apenas esclarecido, mas por ser educado para ter sua vontade própria e por ter a consciência de que os governantes são seus empregados, que podem ser contratados ou demitidos a cada eleição.

Enquanto isto, no país que se proclama a maior democracia do mundo, tudo anda muito obscuro, com o presidente Obama sem saber como justificar a postura de uma camada considerável da população, que não está nem aí para a pobreza de seus vizinhos, os dos bairros pobres ou dos países miseráveis.

Lá nos Estados Unidos, falar em fechar usinas ou deixar de poluir a natureza é sinônimo de traição à pátria e crime contra o patrimônio nacional. Uma vergonha! E por aqui, meus atentos leitores, como nos comportamos, diante de nossos governantes, empresários e banqueiros? Submissos às suas intenções de colocar o dinheiro acima de tudo ou indignados com a forma como estão tratando as nossas florestas, mares e ares?

As eleições municipais vêm aí, e tudo começa na cidade em que moramos. Pensar global e agir local, este tem de ser o nosso lema, desde a política ambiental até a política partidária, energética e econômica. Digamos não às usinas nucleares, à poluição dos nossos mares e à destruição das nossas florestas. Vamos aprender com os japoneses e alemães a nos fazermos ouvir pelos governantes. Afinal, estão lá porque nós os colocamos.

Estamos no limiar de um novo tempo, quando tudo que não presta será deixado para trás. O admirável mundo novo não começará nos Estados Unidos, nem na China, e, talvez, nem no Brasil ou na Europa, mas dentro de cada um de nós, não importa onde nascemos ou moramos.



segunda-feira, 30 de abril de 2012

PREPARATIVOS PARA O NOVO CICLO

Meus fiéis leitores, a aproximação do 21 de dezembro está deixando muita gente preocupada. 
A virada do ciclo solar de 25.920 anos vai acontecer no dia 21 de dezembro, e isto tem provocado muitos boatos, envolvendo a profecia maia, e um alegado fim do mundo. 
As mudanças são muitas e elas estão mexendo com o nosso equilíbrio emocional, exigindo muito equilíbrio e bom senso. 
De fato, estamos diante de um portal que nos conduzirá a novos tempos, e para tanto seria bom que estivéssemos preparando-nos para o novo ciclo que se aproxima. 
Os Mestres pedem a seus discípulos que não acreditem nas notícias alarmistas que tomam conta da internet, e que só tendem a piorar. Eles sugerem algumas posturas e fazem diversas recomendações, para que cada um assuma a sua missão nesta vida. 
Não olhes para trás., esquece o passado. Tudo que passou deve ser deixado para trás. Não insistas em repetir os velhos refrões que já não mais têm valor. Não repitas as antigas atitudes que não mais darão certo. Muda o foco do teu pensamento, fixando-o num ponto futuro. 
Por que insistir nas mesmas discussões do passado? Por que as mesmas reclamações e acusações? Por que ainda transferir as tuas responsabilidades? Faze o que te cabe fazer, e que cada um faça o mesmo.
Entende que todos têm os seus limites, e não podem ir além, não porque não querem, mas por não serem capazes. 
Do que adianta imaginar que isto ou aquilo deva ser desta ou daquela maneira, se não tens domínio sobre os fatores que poderão resultar na mudança? Aceita o que estiver fora da tua alçada, para que não te desvies da missão. 
Cada um de nós tem a sua missão, que se não vier a ser cumprida compromete o futuro da humanidade. Se ficares preocupado com o que outros fazem ou deixam de fazer, acabarás deixando tuas obrigações de lado.
O mundo vive um momento caótico, não somente por causa dos mais briguentos e violentos, mas devido o fato da maioria não estar cumprindo a sua missão. 
Cada um de nós que não faz o dever de casa compromete todo o grupo, levando a turma a correr o risco de ficar de castigo. Enquanto te preocupas com o dever alheio, esqueces do teu. E, assim, com tantos esquecidos, o resultado final está comprometido. A turma está prestes a ser reprovada a a repetir, não de ano, mas de eras, pois somos turmas cósmicas, em que os ciclos são contados em eras.
Respeita os pensamentos alheios, inclusive os mais pessimistas, mas não entres na vibração deles. Todos têm o direito de escolher o lado de sua preferência, ou dos reconstrutores ou dos predadores. 
Não sintas ódio e nem tomes atitudes violentas, mesmo contra os predadores, pois eles são apenas componentes do desafiador jogo da vida. 
Tu és filho de Deus e eles também. Tu acreditas no amor e na paz, mas eles, não. Os processos mentais desenvolvidos por esses grupos, reconstrutores e predadores, darão origem a arquétipos, cujas energias influirão nos demais, de acordo com a tendência de cada um  dos seus componentes.
O futuro da humanidade dependerá desse bom combate a ser travado entre as duas partes, inicialmente no plano das energias sutis, e só depois se manifestará no físico. 
Fica atento aos sinais, que te indicarão os novos caminhos. Outros sinais serão recebidos por outras pessoas, que serão orientadas a partir da mesma fonte. Valoriza as tuas mensagens e respeita as dos outros. Elas serão diferentes, mas farão parte de uma realidade única. 
As pessoas se unirão em grupos, uma vez que a individualidade perderá força. Os grupos se aproximarão uns dos outros por afinidades espirituais. Mas, tudo com um só objetivo, servir a humanidade e ajudá-la a acelerar seu processo de evolução. 
Esquece as ajudas externas e não esperes milagres. Tu és o milagre. Se não fizeres a tua parte, os milagres não acontecerão. Ora a teu Deus Interno e roga para que Ele te ajude.
Tudo funcionará como um jogo em que cada grupo terá de obter o maior volume de informações. Cada membro do grupo trocará entre si as revelações que chegarem às suas mentes. 
Da mesma forma, os grupos deverão interagir, trocando informações, já que cada qual ficará encarregado de uma área distinta de ação. 
A troca de informações entre os grupos será a chave do sucesso de todos eles. E a vitória final não caberá a um único grupo, mas a todos. Quanto maior a interação, melhores serão as perspectivas futuras. 
A preparação já vem sendo feita com a reunião de pessoas afins. A contagem regressiva já começou. O jogo terá início no dia 21 de dezembro, quando o mestre 11 chegará pelo caminho de origem do peregrino e entrará em ação. 
Preparai-vos, caros leitores, pois se trata de um jogo em que, ou todos ganham, ou todos perdem, e este é o nome do jogo.É claro que muitos ficarão fora do jogo, por não serem capazes de criar grupos, E, sem grupo, não se joga.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

PROGRESSO PELO EQUILÍBRIO PERFEITO



Meus queridos leitores, num dos diversos cursos que ministro via internet, surgiu um breve questionamento entre os aprendizes sobre números preferenciais. Uns alegam que gostam deste número e outros, daquele. Isto é normal, por afinidades naturais a esta ou àquela energia. O que se deve evitar é a aversão a qualquer dos números.
Condeno os apegos a certos números, pois, se agem sozinhos, eles pouco podem representar de benéfico a nossas vidas. Condeno muito mais, no entanto, quando ouço um aprendiz negar valor a um número ou confessar sua total antipatia por ele. Isto pode até mesmo sugerir um bloqueio em relação à energia do número, o que acarreta problemas de inibição e bloqueio de energias.
As presenças de quaisquer números na alma, na personalidade ou na missão, são muito fortes e exercem intensas influências no comportamento humano. Mas, não se pode desprezar o dia do nascimento, a soma da data do nascimento, reconhecida como caminho de origem, e o número poderoso, que é a soma da missão com o caminho de origem.
Em qualquer dessas posições no mapa, o número identifica fortes influências das energias que ele representa na vida de qualquer um de nós. Mas, o ideal é que esses números surjam em combinações equilibradas, que confiram harmonia à vida da pessoa. A desarmonia, quando ela surge no mapa, revela heranças kármicas de outras vidas, a serem superadas durante esta vida atual.
Se a alma for muito rígida, autoritária ou dominadora, características dos números quatro, um e seis, respectivamente, é muito saudável encontrar uma personalidade três, cinco ou nove inspirando as ações dessa pessoa. Assim, cria-se um equilíbrio favorável a ações mais harmônicas do que inflexíveis.
Se a alma for uma Alma UM, qualquer influência do número 2 é benéfica ao abrandamento do rigor com que ela tende a agir, condenando erros por mais simples que sejam. A presença do número 2 motivará a personalidade a ser mais conciliadora e pacificadora, evitando os confrontos e estimulando as uniões e comunhões.
A combinação do quatro com o cinco também é muito benéfica, por inspirar atividade e mudanças a quem poderá ter a tendência a se acomodar e não gostar de mudar de lugar e de opinião. Os nascidos em dia 5 beneficiam as atividades de almas cuja soma dá o número 4. O rigor e a dureza da alma se diluem nas ações impulsivas e dinâmicas dos talentos natos do dia 5.
Mas não pensem que o número quatro seja o vilão, pois não é. Ele serve como âncora, para segurar e estabilizar os que sofrem fortes influências dos números três e cinco. E, quando estes dois aparecem juntos, a situação poderá ficar fora de controle, se um quatro não se fizer presente em posição forte no mapa.
Meus atentos leitores, é bom que todos tenham em mente que o que acontece com esses números, também ocorre com outros, que, quando surgem em par tudo se torna mais fácil. Algumas boas combinações, dentro de certas áreas, como a espiritual, por exemplo, são as que colocam lado a lado, seis, sete e oito com o nove. Outra boa combinação, sob o aspecto artístico é juntar 2, 3, 5 e 6. A proximidade do quatro com oito estimula o materialismo e a ambição financeira, mas se o oito se aproximar do número nove, como já mencionamos, favorece as práticas espirituais humanitárias, envolvendo sucesso financeiro e progresso espiritual.
A realidade é que não existem números bons ou ruins, mas combinações boas ou más. Se um determinado número expressar todo o seu potencial de forma absoluta sem uma contraparte que amenize o seu poder, ele pode causar mais estragos do que benefícios.
Como eu afirmei para os meus aprendizes, qualquer número, se agir isoladamente, é insuportável. Os números, como tudo na vida, precisam de parceiros adequados que lhes proporcionem equilíbrio. Quatro demais pode ser algo muito chato e repetitivo, mas, se mesclado com o nove pode promover um belo trabalho comunitário. Seis demais é matriarcado ou patriarcado dominador que não acaba mais, porém, na companhia de um três, o seis se torna amoroso, romântico e sentimental.
Creiam, amigos leitores, a união não faz só a força, ela também promove equilíbrio, quando as partes que se unem se complementam, sem se conflitar ou sem exagerar na soma de suas energias. E por que digo isto? Se ocorrer a união do número um com o três pode-se chegar a um empresário artístico ou um empreendedor cultural. Mas, se um cinco se somar ao grupo, os efeitos podem ser outros, fazendo surgir um individualismo exagerado, voltado para paixões, prazeres e vícios.
Se quiseres progredir, não imagina um progresso somente financeiro, pois resultará em sérios problemas para a evolução espiritual da tua alma. Mas, se o teu ideal é um progresso somente voltado para a espiritualidade, com desprezo pelo mundo material, correrás o risco de passares por necessidades econômicas, ficando a reclamar da vida, e se achando um injustiçado.
Equilíbrio, meus leitores, muito equilíbrio, para que o progresso não seja capenga. Acostuma-te a combinar o forte com o fraco, e terás a medida perfeita, para que não fiques para trás, nem aceleres demais e atropeles os que vão à tua frente.
Nunca deixes de buscar o progresso, mas, lembra que ele deverá ser conquistado num perfeito equilíbrio. Não sejas ambicioso demais, e nem desprezes o progresso. Não o vincule a dinheiro, mas sempre ao perfeito equilíbrio entre os mundos espiritual e material.  Agindo assim, terás tudo para ser feliz e fazer os outros felizes.






sábado, 7 de abril de 2012

TEIA AMBIENTAL - É ESTE O PROGRESSO QUE CONTA PARA O PIB?

Meus assíduos leitores da Teia Ambiental, mais uma vez, eu os coloco para refletir sobre o progresso, segundo a visão da economia moderna. O progresso de uma nação é medido pelo seu PIB (Produto Interno Bruto), que leva em consideração o conjunto de bens e serviços produzidos pelo país.

O PIB não leva em consideração fatores ambientais ou sentimentais que fazem uma população sadia e feliz. Lucros a qualquer preço, riquezas materiais e contínua expansão do capital em investimentos industriais e poluidores são os carros-chefes das nações mais ricas do mundo.

Pensando nessas desgraças que essa política expansionista vem causando à natureza e às populações, principalmente as mais pobres, deparei-me com a reportagem sobre a cidade de Paulínia, onde a Shell e a Basf provocaram tamanha devastação ambiental que 59 pessoas já morreram por conta do envenenamento do ar e da água por agentes químicos.

A batalha judicial do Ministério Público contra essas duas empresas já se arrasta há mais de dez anos, num processo que envolve 59 mortes, duas das quais no mês passado, todas decorrentes de contaminação por substâncias cancerígenas nos locais de trabalho, na cidade de Paulínia, no interior do estado de São Paulo, onde funcionou a fábrica de agrotóxicos das duas empresas, entre 1977 e 2002.

O parecer técnico encomendado pela Promotoria de Justiça concluiu que houve negligência, imperícia e imprudência da Shell e das empresas que a sucederam, na contaminação da área da fábrica e dos terrenos vizinhos.

Em sentença de agosto de 2010, a Justiça do Trabalho da cidade de Paulínia determinou que, a Shell e a Basf venham a custear totalmente as despesas médicas, laboratoriais e hospitalares dos ex-funcionários e de seus parentes, além de todos que direta ou indiretamente prestaram serviços à fábrica. As empresas também foram multadas por danos à coletividade e indenização a cada um dos cerca de 600 ex-trabalhadores e seus filhos.

Como é de praxe, as empresas recorreram e derrubaram as multas e agora estão recorrendo ao Tribunal Superior do Trabalho contra o pagamento das despesas médicas. Talvez, elas estejam tentando comprovar que os empregados foram os únicos culpados por se deixarem contaminar por inocentes venenos, por negligência ou fraqueza. Faça-me o favor!

E dizer que tudo foi feito em nome do progresso econômico do país, quando em 1977 a fábrica de pesticidas começou a funcionar com 191 empregados, apesar dos protestos contra a sua instalação naquele local. O local não foi escolhido com base em estudos e aprovação de licença ambiental, mas pela configuração do terreno, que visto de cima tem um desenho semelhante à concha que simboliza a Shell.

Em 1992, a Shell passou o abacaxi adiante, na certa como parte do processo de despistamento e provocação de conflitos de interesse, que sempre confundem a Justiça. A nova vilã passou a ser a Cyanamid que, em 2000, prosseguindo na mesma política de transferir responsabilidades repassou o abacaxi para a Basf.

O lema da Shell enganou a ingênua população, que acreditou piamente na frase que era apresentada como um símbolo da seriedade da empresa “Shell, você conhece, você confia”.

Uma chaminé despejava fumaça poluente nas portas das casas da população simples que habitava a região, com seus membros trabalhando na fábrica, confiantes de que estariam protegidos.

Esta confiança logo mostrou o seu preço, com os primeiros casos de contaminação por Aldrin e outros agentes químicos produzidos pela Shell. Crianças nasciam com paralisia cerebral, outras adquiriam doenças que afetavam o baço, que é um dos sintomas da contaminação.

A situação se agravou a tal ponto que o local foi interditado em 2002, mas nem por isso deixou de representar ameaça para a população, pois ainda se registram altos índices de contaminação no local, que não possui qualquer aviso do perigo que representa circular na área.

Este é mais um exemplo de como o crescimento do PIB influi na vida da população de um país. O governo oferece áreas, isenta de impostos, oferece empregos, e daí a algum tempo, a população sofre com a poluição ambiental, e as mortes só servem para comprovar o sucesso do investimento da empresa, com sua produção em larga escala e a custos baixos pelos mínimos investimentos e a máxima insensibilidade no trato com a saúde e a vida dos empregados.

Quando se vai verificar o crescimento do PIB, encontra-se a produção de fábricas como essas e outras semelhantes que melhoram os índices de crescimento de uma nação, à custa da degradação ambiental e da morte de sua população trabalhadora. Poupem-me, senhores economistas!

O economista e prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, defendeu recentemente, na sede da ONU, a imposição de sanções comerciais aos norte-americanos, pelo que ele considera a culpa por estar onerando o restante do mundo, com seu posicionamento contrário à aprovação de dispositivos de proteção do planeta contra a degradação ambiental.

Meus ingênuos leitores, falar de Estados Unidos da América do Norte, de Shell, Cyanamid e Basf é tudo farinha do mesmo saco, pois mesmo as empresas que não tenham sua sede naquele país seguem a cartilha dos grandes conglomerados industriais e financeiros que comandam a economia mundial.

O economista e prêmio Nobel participou de um “Encontro sobre bem-estar e felicidade”, promovido pelo governo do Butão, e que discutiu a busca de um padrão holístico para medir o desenvolvimento de um país.

A ONU aprovou em julho de 2011 uma resolução em que afirma que o PIB não é suficiente para medir o bem-estar de uma população. O Butão já havia se adiantado, e desde 1972 criara o índice FIB, que mede a Felicidade Interna Bruta.

Meu rigoroso leitor, tu podes estar pensando que isso é coisa de um país sem expressão, e só para impressionar. Mas, os resultados do Butão têm sido tão expressivos que chamam a atenção do mundo, e fez com que a ONU parasse para debater o assunto e aprovasse uma resolução recomendando que os países estudem um padrão, semelhante ao do Butão.

Será que os destruidores da natureza e assassinos de crianças e de populações miseráveis e ignorantes vão permitir a avaliação do progresso de uma nação por outros métodos que não os deles? Será que os Estados Unidos da América vão aderir ao FIB, que contempla não apenas os norte-americanos como tem ocorrido até agora, mas os povos do mundo inteiro?

E as empresas que degradam a natureza e dizimam com seus agentes químicos povos pobres e ingênuos irão mudar suas políticas sem resistência? De uma coisa nós sabemos, e agora a ONU também já sabe, esse tal de PIB pode indicar o que for menos o progresso de uma nação.

E, quando voltamos os nossos olhos para o que está acontecendo no planeta, e bem mais próximo, ali na cidade de Paulínia, chegamos a uma conclusão ainda mais drástica. O PIB não só é um falso indicador do progresso, mas, pior do que tudo, ele mata.
























































sábado, 24 de março de 2012

SOMOS TODOS IGUAIS?

A pergunta, eu a dirijo a ti, meu assíduo leitor. E o que me dizes?

Na tua resposta, tu deves repetir aquele tradicional lenga-lenga, que nos faz crer que todos nós somos iguais, por favorecer o discurso do “cada um por si”.

É claro que, por uma questão de princípios, todos nós somos iguais. Mas, este princípio não tem outra finalidade senão beneficiar aqueles que são mais iguais que os outros. Essa é uma forma jocosa de acusar os favorecimentos de alguns em detrimento dos direitos dos outros. Não custa repetir a famosa frase: “Todos nós somos iguais, só que uns são mais iguais do que outros”.

Não há como negar que possuímos valores e aspectos essenciais que nos tornam semelhantes entre si. Entretanto, ao mesmo tempo, cada qual possui a sua condição individual que o diferencia dos demais.

Quando comparamos os fios de cabelo ou uma amostra de sangue, através do exame de DNA, percebemos as características individuais que tornam cada criatura um ser único.

Da mesma forma que nós somos diferentes no corpo físico, possuímos estruturas psicológicas distintas. E, quando analisamos essas diferenças com mais profundidade, podemos perceber que cada indivíduo possui ideias, conceitos e valores próprios. Quase todos, é verdade, colhidos no mundo à sua volta, mas o ser humano é assim mesmo, ele copia muito mais do que cria. Poucos criam, a maioria copia.

Num determinado momento da vida, alguns começam a se desvencilhar das amarras do sistema, e passam a perceber que possuem os seus próprios valores, a sua própria maneira de pensar e um caráter individual, que são padrões da nossa natureza humana.

Os mais sábios começam a se dar conta que é tolice tentar ser como todos os homens de sucesso, pois cada um tem a sua missão. Tentar alcançar o mesmo sucesso de uma figura famosa por nós admirada pode ser um ato louvável, por nos fazer perseguir certos ideais, mas, certamente, nos causará, mais tarde, uma imensa frustração.

A situação se agravou com o desenvolvimento dos meios de comunicação, que aproximou os povos antes distantes, fazendo com que as mensagens da mídia provocassem o sonho da conquista das mesmas fortunas, poder e fama das grandes celebridades internacionais.

Diante disso, a maioria das criaturas sofre por tentar ser o que não é, e se esquecendo de desenvolver os seus autênticos valores. Os arquétipos são universais e se fazem presentes no inconsciente de todos nós, o que até justifica esse modo de agir. No entanto, esses arquétipos se combinam em variações infinitas para criar a psique humana individual.

Aos poucos, e individualmente, cada qual é levado a se conhecer a si mesmo. E, quando, por fim, isto acontece, percebe-se que não é preciso imitar ninguém, pois o que cada um já tem é riqueza suficiente, e bem mais do que se sonhava ter.

Meu atento leitor, se já conheces a base da numerologia, que tanto insisto em mencionar por aqui, saberás que cada um tem a sua missão, e que os estágios de evolução variam de um para outro.

Se a minha missão for regida pelo número 4, o meu dever para com a alma é trabalhar e fazer o melhor em minhas atividades físicas, deixando de lado os ambiciosos sonhos de chefias e comandos. De nada adianta tentar tomar o controle e o comando dos negócios, pois a posição de liderança não estará reservada para ser entregue em minhas mãos. E se o for, ainda que saiba o que fazer com ela, não me sentirei realizado.

Isto, na certa, vai custar-me censuras e reprovações, por não ambicionar promoções e ficar satisfeito com a minha função de operário da obra, e não lutar para me tornar o arquiteto construtor.

Parece um erro, não é mesmo? Não lutar para ser o líder, tem um sabor de frustração para quem está de fora, mas não para quem sente na alma que a sua pretensão nesta vida não é comandar, mas executar as tarefas que lhe são delegadas.

O sistema nos provoca e nos instiga à luta, pois para os donos do poder, quanto mais se lutar para crescer e tentar alcançar o inatingível, mais eles lucram com os nossos esforços. Eles criticam os que se contentam com muito pouco para ser felizes, acusando-os de acomodados. Eles patrocinam os atos ambiciosos que, muitas vezes, tornam um pobre coitado, competente operário, num frustrado e sofrido comandante fracassado.

A humanidade não se dá conta que está sendo levada a fazer o que alguns poucos estabeleceram como padrão ideal de comportamento. As propagandas enganosas e que se alimentam de palavras de estímulo aos egos vaidosos desviam muitos seres bondosos e humildes, porém ingênuos e vaidosos, do caminho da missão.

Tu, surpreso leitor, que sempre ouviste dizer que todos nós somos iguais, trata de reconsiderar as tuas crenças, pois a igualdade que se aplica às leis dos homens, e assim mesmo com muitas ressalvas, não têm ressonância no mundo espiritual.

Um dia, fomos todos iguais, mas, com os ciclos de encarnação, já não somos mais. Uns evoluíram mais do que outros, e as diferenças foram surgindo e se ampliando. O melhor é tratar de se conhecer melhor, e procurar saber qual é a tua missão, pois só assim podes pretender compensar o tempo perdido.

E, uma recomendação de amigo, desliga a TV quando políticos e governantes vierem com essa história de que todos os cidadãos são iguais perante as leis. É verdade que isto é o que está escrito, mas para os políticos não vale o que está escrito. E para os Mestres, não há nada que os convença que uma alma kármica possa ser considerada igual a uma alma de mestre.