terça-feira, 7 de outubro de 2014

TEIA AMBIENTAL - A ERA DA ESTUPIDEZ

Meus caros leitores:
Estou lançando a releitura desta matéria publicada em 7 de fevereiro de 2011, por considerá-la muito de acordo com o momento atual, mesmo passados mais de 3 anos desde a sua publicação original.

"Somente duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto ao primeiro" Albert Einstein


Meus ecológicos leitores, estamos por aqui novamente, para tecer mais alguns fios desta nossa Trama Ambiental, que foi criada para alertar a humanidade sobre os riscos que se corre nessa ensandecida corrida por um progresso ilimitado.
Confesso-vos, meus amigos, que se não fôssemos testemunhas desta era absurdamente louca, não acreditaríamos que pudesse o homem cometer tantas barbaridades contra si.
A realidade é que não estamos diante de crimes ambientais, mas de crimes contra a humanidade. A natureza, bem ou mal, se recupera, mas a humanidade está, aos poucos, se dizimando. Isto mesmo, surpreso leitor, estamos provocando o maior holocausto que já teve lugar em todo o Cosmos.
O planeta é o nosso lar maior, é nele que de fato habitamos. A nossa casa é um abrigo de passagem, onde nos acomodamos por uns tempos, até encontrar outras paragens, mais adequadas para um novo momento de nossas vidas. Mudamos de Cidade, de Estado ou de País, mas não mudamos de Planeta. A Terra é o nosso lar.
Cuidamos de nossas casas, forramos o chão e pintamos o teto, decoramos os ambientes e fazemos do nosso lar temporário um recanto de paz e sossego. O lixo que retiramos da casa passageira, esse nós atiramos no lar definitivo, naquele de onde não mudaremos nunca.
O ser humano é o habitante da Terra que possui o maior desenvolvimento mental dentre todos os demais, é aquele que assumiu o direito de governá-la e de cuidar dela. Uma tarefa preservadora se transformou em ação predatória. E a alegação é que tudo que se polui só tem um motivo, a necessidade de acelerar o progresso. E no rastro da poluição fica a devastação ambiental, efeito do mesmo ideal de progresso, só que um progresso crescente e ilimitado.
O homem sábio, o conhecido homo sapiens, é um estúpido, e de sábio só tem a pecha de saber pensar, ou de pensar que sabe. Estamos em tempo de expansão tecnológica, de franco progresso científico, mas a estupidez não é um estigma que se extermina com estudos e doutorados, mas uma erva daninha que medra exatamente nos terrenos cultivados pelo tecnicismo e pela empáfia do saber universitário.
A humanidade caminha lenta, mas inexoravelmente, para o caos, destruindo todos os recursos naturais que sustentam a vida planetária. Em sua busca desenfreada e estúpida, em direção a lugar nenhum, atropelam-se os ciclos da natureza, destroem-se as riquezas que dão sustentabilidade ecológica à própria vida humana e fomenta-se um ideal suicida de crescer mais e mais, como se as reservas energéticas fossem inesgotáveis.
A ciência, que deveria dar o alerta sobre o risco fatal, torna-se cúmplice do projeto ecologicamente falido, não por conta de estudos e pesquisas, mas por razões meramente econômicas.
A era da tecnologia e da informática, um tempo de progresso espantoso e de um desenvolvimento científico que parece desafiar tudo que a mente humana foi capaz de imaginar, está prestes a ficar conhecida, nos anais da história como a era da estupidez.
E tamanha tem sido a estupidez humana que esses anais poderão jamais contar essa história, pela total ausência de ouvintes ou leitores. O planeta não está correndo risco, mas a humanidade, sim. E tudo por ganância e luta por poder.
Confesso-vos, caros leitores, que a ambição humana somente possui paralelo na estupidez que a acompanha. E o pior é que, em sã consciência, ninguém levaria adiante esses projetos progressistas que derrubam florestas e desviam rios para construir mega usinas.
A estupidez nem é tanto pela usina, mas pelo mega tamanho, que serve para lustrar o ego de uns pobres coitados que só foram alçados ao poder, para desafiar a humanidade a tomar atitudes. Mas, quem quer atitudes que se oponham ao progresso? Geração de empregos? Balela, iludidos leitores! Melhoria de vida para os mais carentes? Tolice, meus crédulos leitores!
Tudo por dinheiro! Mesmo que os lucros abusivos e extorsivos, em prejuízo da natureza, resultem mais tarde no extermínio da raça humana.
Crede ser exagero meu, não é mesmo? Os cientistas garantem que não se corre risco? Tudo é feito com a mais absoluta segurança, não é essa a vossa crença? Essa segurança não existe, pois a natureza não assinou com o homem nenhum tratado que garanta a paz.
Ela, a natureza, já está em guerra. A humanidade invadiu um território perigoso, onde jamais deveria ter pisado. Agora, é aguentar as consequências. As armas da natureza já estão causando sérias baixas. Terremotos, ciclones, enchentes, tsunamis, epidemias, por enquanto, têm sido os primeiros mísseis acionados pela natureza contra a humanidade ameaçadora.
A ciência sabe que a Terra é um ser vivo, que se defenderá sempre que for ameaçada, como fazem todas as criaturas na defesa dos seus corpos. A guerra está só começando. Até onde pretenderá o homem provocar a força da natureza? Ainda há tempo para recuar.
A triste realidade é que a criatura humana está transformando um momento raro na evolução planetária, de expansão da consciência humana e sutilização do corpo físico, numa fracassada incursão por terrenos sombrios e pantanosos – uma era de estupidez.

domingo, 7 de setembro de 2014

TEIA AMBIENTAL - FICHA LIMPA - CIDADE LIMPA



Meus caros leitores:
Dentro de um novo prisma em que decidi passar a enfocar na Teia Ambiental, dedico o texto deste mês à campanha eleitoral.
Muito se comemorou sobre a Lei da Ficha Limpa, mas pouco se valorizou da que se ocupou de manter a cidade limpa.
Como não creio ser uma tarefa simples controlar a aceitação somente de candidatos de Ficha limpa, pela escassez de políticos com esta condição, prefiro exaltar o avanço da qualidade ambiental que resultou na proibição de colar cartazes e panfletar pelas ruas.
No início, houve resistências. As prisões e multas fizeram com que os recalcitrantes recuassem de sua voracidade por promover seus candidatos a qualquer preço.
Muitos afirmavam que a Lei não ia pegar. Pegou e limpou a cidade.
Apesar de morar numa pequena cidade de Minas Gerais, não se encontra pelas ruas um só panfleto promovendo candidatos a deputado, governador, senador e presidente.
Convenhamos que além de ser uma excelente economia, principalmente para quem pretende se arriscar pela primeira vez, é uma forma de mostrar cidadania por parte dos cabos eleitorais.
Ainda me lembro dos tempos em que no dia da eleição, o vento levantava uma papelada que dava medo. Se chovesse, os bueiros ficavam entupidos. As paredes e os postes ficavam recobertos de fisionomias estranhas, de nomes esquisitos e com apelos exagerados.
Atualmente, quem quiser saber em quem votar, ligue o rádio ou ature aquele intervalo maçante na televisão aberta. Ou, se gostar mesmo de televisão, assine os canais pagos, que não custam tanto assim, e que proporcionam diversão mais sadia. Nem tanto, mas bem mais sadia que os canais abertos.
Não me estendo porque não há muito a dizer sobre os malefícios de morar numa cidade suja, onde, em nome de uma atitude democrática, sujava-se a cidade e se enfeava seus muros e fachadas.


Se a Ficha Limpa pretendia fazer uma faxina no Congresso, a Cidade Limpa poupou o trabalho de grandes faxinas nas cidades no período da propaganda política.
Tudo é possível, quando há vontade e senso comum.
Talvez, eu valorize tanto a cidade limpa e livre dos panfletos por morar numa cidade turística que gosta de receber seus visitantes com pompa e circunstância.
Possuindo um dos mais belos e saudáveis parques do Brasil, a cidade de São Lourenço com suas fontes de águas minerais oferece qualidade de vida e postura ambiental aos aquáticos, como eram chamados os que vinham em busca de tratamento pelas águas.  
A Teia Ambiental parabeniza os candidatos que orientam seus partidários a respeitar o meio ambiente e manter limpa a sua cidade. Antes da Lei que obriga, há de prevalecer a consciência que responsabiliza.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

TEIA AMBIENTAL - A FONTE SECOU?

Meus queridos leitores:
De onde vem a água que nós necessitamos para viver? Dos rios que estão secando ou dos reservatórios quase secos? Quem respondeu um ou outro, errou.
Esta água potável vem da chuva. 
E de onde vem a chuva? Das nuvens ou de uma caixa d'água nos céus? Mais uma vez, nem uma nem outra das duas opções. E não debochem, pois tem gente que acredita que a água da chuva vem de um reservatório pertinho do céu.
 A chuva vem da água que evapora dos rios e lagos. E, se os rios e lagos estiverem secos? Que dilema, hein!
Parece que as previsões estão se confirmando. A guerra vai se deslocar das terras do petróleo para as regiões com água.
Certamente, a tecnologia moderna não permitirá que as populações morram de sede!
Será que isto irá de fato acontecer?
Ou mais uma guerrinha dará mais riquezas aos promotores das guerras, enquanto os governantes esperam que o tempo resolva a situação ou uma reza forte quebre o encanto da seca. 
Não, ninguém faz nada, só se espera que venha a chuva. 
A chuva não vem e ninguém se dá conta que só a chuva não será suficiente para encher reservatórios que precisam de bilhões de litros para atender o consumo de nossas mega cidades espalhadas pelo mundo. 
São Paulo é somente um pequenino exemplo do que está ocorrendo no mundo. 
A irresponsabilidade do predador homem está poluindo as águas e alterando o ciclo das chuvas. 
Os rios são represados depois de ter seus cursos desviados, e vão morrendo ás minguas, sem que ninguém se dê conta que um dia eles vão secar. 
O clima está sendo violentado pela criatura humana, a natureza é desrespeitada e a água usada para fins econômicos com um desperdício assustador. 
Depois, os jornais estampam notícias alarmantes e, que parecem ser surpreendentes, falando de crises no abastecimento e na produção de energia elétrica. 
No dia seguinte, a vida continua. As eleições são mais importantes para os governantes do que a ameaça de seca no estilo nordestino. 
Quem conhecia o drama do sertão nordestino à distância, agora pode testemunhar o que seja uma seca sem sair do sudeste do país. Se continuar assim, mais tarde será o sul que vai secar. 
O norte tem água de mais, é o que acreditam os que estão interferindo no clima da Amazônia, cortando árvores, explorando os agronegócios e a pecuária, e construindo hidrelétricas.
A preocupação é com a energia elétrica e o seu potencial para mover máquinas, acelerar a produção e gerar riqueza para a nação. Para quem mesmo? Poucos enchem os bolsos e a grande maioria vai morrendo de sede.
Isto está acontecendo no mundo inteiro, e ninguém tem coragem de se rebelar contra as grandes exploradoras dos recursos minerais do planeta. O homem só se preocupa com o dinheiro.
Se ainda der para instalar mais alguns watts, que irão mover mais uma maquininha e gerar mais uns trocados, então é melhor deixar mais alguns morrerem de sede, para que a produção não seja interrompida.  
O povo protesta nas ruas contra 20 centavos do transporte público e não é capaz de se revoltar contra a seca urbana. Enquanto der para comprar umas garrafinhas de água no mercado, ninguém perde o capítulo da novela e nem deixa de xingar os dirigentes do seu time que está perdendo a cada rodada. 
Os países ricos invadem os mais pobres para roubar seus tesouros. Antes eram minas de ouro, depois reservas de petróleo e agora mananciais de água potável. Os ataques podem ser através de armas ou do dinheiro. Oferecendo empréstimos a perder de vista, desde que as reservas de água sejam privatizadas, o FMI se faz de carneirinho, antes de mostrar suas garras de lobo mau.
Agora, a cidade de São Paulo está entrando em pânico, com os seus reservatórios secando, e todos só medindo o nível que há para consumo. Quando acabar, acabou.
E o que será que vai acontecer, quando a humanidade se der conta que as notícias vindas de todas as regiões do planeta anunciarem que a fonte secou?
Muitos afirmam que solução existe, mas quem está buscando alguma solução? 
As chuvas escassearam, os níveis dos reservatórios baixaram, as gotas pingam das torneiras.
Uns dizem que a água jamais irá acabar. Outros que é fácil transformar água salgada em potável.
E o que está sendo feito? Nada, rigorosamente nada. 




Eu pergunto, meu atento leitor, será que a natureza irá cantar um dia aquela marchinha dos antigos carnavais, acusando a humanidade de só procurar por ela na hora da sede? 
Quando isto vier a acontecer, podemos levar pela cara uma triste resposta: a fonte secou.
E o povo vai protestar com quem, e contra o que? Vão queimar ônibus? Talvez, pois não haverá água para combater as chamas. Podem quebrar as fachadas dos Bancos à vontade, pois dinheiro não mata a sede. 
E, em algum lugar do universo, o avô conta para o neto uma história triste de um mundo distante.
- A história acaba aqui meu neto - a fonte secou.



 


quinta-feira, 10 de julho de 2014

AS ESQUISITICES DE QUEM NASCE NUM DIA 7

Meus queridos leitores, o acesso a esta postagem já superou todas as expectativas, por isto, estou reprisando-a pela segunda vez. Originalmente, ela foi postada em setembro de 2008. Em 19 de janeiro de 2010, eu fiz a reprise da postagem. Portanto, quem ainda não leu, leia e não deixe de comentar. Quem já leu, releia, e tente lembrar-se de alguém que conheça e que nasceu num dia 7, para fazer as devidas comparações. Então, vamos lá.

As esquisitices de quem nasce num dia 7

Esta é uma paisagem que cativa e penetra na alma dos que cultivam os talentos do nº 7.
A neblina induz ao mistério e a floresta convida para uma incursão ao desconhecido.
Introspectivo e silencioso, ele é o caminhante peregrino, que segue sozinho, lentamente, sem se dar c
onta de onde veio e para onde vai.
A beleza para ele não está na forma com que se defronta, mas com a essência que se mantém fora da sua visão física, e nem por isso distante do campo visual da sua alma.
Ele julga a todos por um padrão rígido e muito elevado, do qual poucos escapam ilesos, condenados pelos mais simples e ingênuos deslizes. E, quase sempre, é ele mesmo o primeiro a sofrer co
m esse rigor, não se perdoando por suas falhas e desvios, que não são desculpáveis, segundo suas auto-críticas.Calada e pensativa, a moça que nasce num dia 7 fica meditando e projetando seus pensamentos no céu, imaginando o que existe além do horizonte.
Ela e todos que comemoram o aniversário nesse dia precisam encontrar respostas para seus questionamentos e não aceitam verdades sem antes pesquisarem todas as possibilidades. Essas criaturas introspectivas e pensadoras vivem em busca das imagens perfeitas que se desenham em suas mentes, as quais insistem em definir e materializar.
Elas parecem tristes e desligadas do mundo ao seu redor, mas enganam-se aqueles que pensam que essas pessoas não ligam para nada e só se preocupam com assuntos esquisitos, coisas que ninguém entende bem para que servem e que importância têm.

Os nascidos num dia 7 possuem talentos extraordinários no campo mental e espiritual, e são capazes de pô-los em prática de uma forma tão estranha que serão considerados por muitos como visionários, loucos ou feiticeiros. E, talvez, até sejam mesmo um pouco de cada, quando se mostram distantes e alheios a tudo que o mundo moderno tanto valoriza. Bem aventurados loucos, que valorizam o que os outros desprezam, e fazem pouco caso das riquezas perseguidas e ambicionadas pelos lúcidos gananciosos.
Nascer num dia 7 é dispor de poderes psíquicos e mediúnicos, é advinhar as coisas que estão por vir, é perseguir a solução perfeita para todas as causas imperfeitas, é negar o óbvio e crer no insólito, no inexplicável e no improvável.

Com o olhar fixo num mundo que ninguém vê, ele consulta a sua bola de cristal, que é a projeção na matéria da sua mente que tudo vê e que para tudo tem resposta e explicação.
Essas pessoas não aceitam os erros, nem os remendos, para elas tudo deve ser correto e perfeito, nem mais, nem menos. Elas acreditam em coisas que não podem ser comprovadas fisicamente, e que para muitos são loucuras e esquisitices. Mas, quem foi que disse que esses talentosos setenários se preocupam com o que os outros pensam ou deixam de pensar.
Eles se põem a caminho da verdade, como peregrinos crédulos e visionários, à procura das suas origens e dos seus destinos sagrados.
O convívio com esses talentosos e poderosos magos não é uma tarefa simples, já que eles não enxergam o mundo com a ótica predominante, pois têm sempre uma versão profunda e instigante para cada fato, por mais simples e corriqueiro.
Eles não são, em sua maioria, religiosos e devotos, mas possuem uma forte crença no poder espiritual de suas mentes, que utilizam para realizar curas e materializ
ar desejos.
O casamento não é uma aptidão dos que chegaram ao mundo num dia 7, mas, muitos deles, se dão muito bem em suas vidas de casado, quando encontram parceiros que entendem e respeitam os seus momentos de contemplação e solidão. Nesses momentos, o que eles mais precisam é de silêncio e compreensão, enquanto mergulham dentro de si mesmos e se deleitam com o prazer de comungar com o seu aspecto divino, que com eles conversa e ouv
e suas confissões.
A natureza é uma eterna e amorosa amante desses que são influenciados pelo nº 7, e recebe como retribuição dos seus encantos, uma adoração absoluta e uma incontida e irrefreável defesa e proteção. Eles são reconhecidos por sua condição de ambientalistas e confirmam essa lenda agindo em defesa das florestas, rios e espécies animais, sendo capazes de ir a extremos para impedir a derrubada de uma árvore ou a caça a um animal silv
estre.
Estranhos, muito estranhos, esses filhos do dia 7. Pensam mais do que falam, e agem fora dos padrões, como se não fossem deste mundo. Entendê-los é um desafio, satisfazê-los, quase impossível, admirá-los, uma questão de bom senso.
Intelectuais, místicos, proféticos, perfeccionistas, solitários, sábios e espiritualizados, eles não nasceram para serem compreendidos e rotulados. O mundo deles está muito distante de tudo que rola à nossa volta, pois vivem ensimesmados, vendo o que ninguém vê, ouvindo vozes dentro da mente e falando um idioma estranho, muito estranho mesmo.

Ame-os ou deixe-os, mas nunca tente mudá-los, pois eles sabem muito bem o que querem.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

TEIA AMBIENTAL - A POLUIÇÃO ESTÁ NO AR E EM TODO LUGAR



            



Estava pensando no tema ambiental deste mês, e resolvi refletir no que mais me tem desagradado nos últimos tempos. Eu queria saber que sujeira estava poluindo mais o meu ambiente. Confesso-lhes que eram tantas as opções que resolvi optar pela menos previsível, a poluição mental.
Aproveitei uma notícia que até me surpreendeu, mas a vida nos reserva muitas surpresas. Pasmem meus leitores, mas a Alemanha enfrenta uma séria crise de analfabetismo. Apesar de passar a imagem de uma sociedade culta e literária, existem sete milhões e meio de alemães que não sabem ler e escrever.
Lá, um país de primeiro mundo, quem termina o primeiro ano escolar sem saber ler ou escrever corre o risco de ficar analfabeto para sempre. Segundo consta na reportagem, o governo alemão não dedica tempo para se ocupar com alunos considerados problemáticos.
E o que isso tem a ver com a poluição, pode perguntar o leitor mais questionador. Sabe o que me veio à cabeça, caro leitor? É que, talvez, seja melhor ser analfabeto do que aprender a ler e escrever, e ocupar o tempo na frente do Facebook dizendo bobagens, despejando um palavrório sujo, puro lixo que polui a rede ambiental.
O povo brasileiro assumiu uma baixa autoestima tamanha que tudo que é nosso é pior do que o estrangeiro. É comum a gente ouvir, “só podia ser coisa de brasileiro” ou, “neste país todo mundo é ladrão” ou “o Brasil não é um país sério”.
Quem repete isto, e são muitos, ainda não se deu conta que está prestando um desserviço à nação e fazendo o jogo das elites que adoram se aproveitar desse baixo astral do povo para aumentar as suas influências e ampliar o seu domínio sobre as mentes fragilizadas das massas.
Quem abrir distraidamente o Facebook pode ser sufocado por um monturo de lixo, que vai desde bobageiras de novelas até ofensas morais gravíssimas a pessoas que a maioria nem conhece. Como se pode usar um palavreado tão vulgar e lançar ofensas a esmo, sem refletir antes naquilo que se está falando!
Lixo, meus caros leitores, este é um lixo que não vai para os aterros sanitários e nem para lixões, mas para dentro de nossas casas! E o destino desse lixo é a nossa mente que ao ler retém a imundice despejada sobre nós, e acaba por despejá-lo no ambiente do lar.
Por favor, vamos ter mais zelo pela justiça e pela verdade. Nem tudo, ou quase nada, do que se lê nos meios de comunicação é digno de ser aceito como verdadeiro. Os meios de comunicação produzem o lixo e as massas ignorantes abraçam as mentiras e espalham-nas no ar, como se todos fossem corruptos e ninguém prestasse.
Toda vez que ligar a sua televisão para assistir um telejornal saiba que a poluição está no ar. Antes de aceitar uma notícia como verdadeira, reflita que ela pode não passar de mais um lixo que está sendo atirado para poluir a sua mente.
Aquele insulto dirigido a uma autoridade ou a uma figura pública pode ter interesses escusos que viram lixo nas telas da TV ou do computador. Nem todos são ladrões, nem todos merecem ser ofendidos ou ridicularizados com cinismo e deboche. Este lixo televisivo e internáutico estão poluindo o ar e o lar. O ambiente está sendo agredido por palavras e pensamentos indignos de circular nos meios sociais e familiares. A poluição no Facebook precisa ser recolhida e reciclada, para transformar esse lixo global em matéria orgânica digna de adubar a nossa cultura.
Outra questão que vem tomando a atenção de muitos e que vem sendo motivo de ataques aos governantes é a sucessão de protestos de rua. A sensação que se tem é que a nação brasileira está toda ela “do contra”. Não caiam nessa, meus ingênuos leitores!
O mundo está todo na rua, gritando e protestando contra tudo e contra todos, sem saber bem o que se quer da vida. Não, não caiam nessa que estão tentando enfiar por sua goela abaixo, que só os brasileiros estão sendo sufocados pelos problemas dos tempos modernos.
Acabo de ler outra notícia que nos dá conta de ser Paris a capital mundial dos protestos. Uma média de 10 protestos por dia levou às ruas, durante o ano de 2013, cerca de onze milhões de participantes. Em Paris, uma cidade sonhada pelos românticos e amantes sonhadores, protesta-se contra qualquer coisa que esteja incomodando os exigentes franceses.
Os homens pintam os rostos, as mulheres arrancam as blusas e expõem os seios, os jovens põem fogo nos carros e os velhotes desfilam suas bengalas ameaçadoras gritando palavras de ordem. Depois, tudo pode acabar num café na mesinha da calçada, comendo brioches e acusando o Sarkozy ou exaltando a beleza da Carla Bruni.
A moda é protestar, e quem não pinta a cara e berra na rua, passa um atestado de alienado político, um burguês conservador ou termos mais chulos que me nego a mencioná-los. Se quiserem um conselho de quem já atravessou muitas etapas desta e de outras vidas, parem de reclamar e, cada qual assuma suas responsabilidades.
O povo francês ainda está queimando os karmas da Revolução Francesa, e nós não devemos imitá-los. Os norte-americanos ainda estão acumulando os karmas que começaram em Hiroshima, e não é bom entrar na energia deles. Os alemães sofrem as agruras da herança nazista até os dias de hoje. E, nós não temos nada com isso.
O Brasil está no seu tempo de expansão e precisa que o seu povo pare de copiar os outros, deixe de se iludir com as falsas notícias desses pretensos meios de informação, que são muito mais meios de contaminação, introduzindo vírus mentirosos ou desagregadores para beneficiar seus parceiros internacionais.
O lixo está no ar, está nas telas, está nas mentes – O LIXO ESTÁ EM TODO LUGAR. Vamos reduzir esse lixo, vamos reciclá-lo. Não façam o papel de lixeiros que transportam o lixo para dentro de suas próprias casas. Pensem bem, antes de produzir o seu lixo. Não usem o seu Facebook como um caminhão de lixo. Não despejem o seu lixo na casa dos outros.




sábado, 7 de junho de 2014

TEIA AMBIENTAL - COMENDA AMBIENTAL PARA O BRASIL


Meus caros leitores:
A cada dia 7, costumo relatar alguma atitude condenável contra a saúde do planeta. Até parece que os ambientalistas sentem prazer em acusar e condenar a humanidade por tudo de mau que vem acontecendo com a natureza. Mas, infelizmente, as agressões têm sido graves.
Neste mês, em que se comemora a importância e a proteção do meio ambiente, eu vou mudar o rumo da prosa, e trarei para este meu espaço, palavras de elogio ao povo brasileiro.
Esta exaltação nacionalista vem mesmo a calhar, numa época em que, incentivada pelos meios de comunicação a serviço dos interesses internacionais, a nação brasileira vive criticando e denegrindo a sua própria imagem, como se cada cidadão sentisse prazer em se violentar e se subestimar perante outras nações. 
Numa época de tantas homenagens a quem não as merece, recomendo uma comenda ambiental ao povo brasileiro, por ter sido, a nação brasileira, considerada pela ONU, um exemplo de sucesso na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa. 
O documento intitulado "Histórias de sucesso no âmbito do desmatamento : nações tropicais onde as políticas de proteção e reflorestamento deram resultado", dedicou um capítulo ao Brasil, que foi considerado o país que fez as maiores reduções  no desmatamento e nas emissões de gases em todo o mundo.
A matéria , publicada no JORNAL DO BRASIL, um dos poucos órgãos de imprensa em que se consegue encontrar opiniões isentas de partidarismos e interesses escusos, menciona que o governo brasileiro reduziu o desmatamento na Amazônia, por meio da criação de áreas de proteção ambiental a partir da segunda metade da década de 1990.
De acordo com o estudo científico, encomendado pela ONU, "as mudanças na Amazônia brasileira na década passada e a sua contribuição para retardar o processo de aquecimento global não têm precedentes em nenhuma outra nação no mundo inteiro. . 
O mais significativo de tudo isto foi a conclusão a que chegaram os analistas que, ao contrário do que argumentam as grandes nações e as indústrias exploradoras da natureza, o desenvolvimento econômico não é prejudicado pela redução do desmatamento. As indústrias de alimentos prosperaram apesar das ações de redução do desmatamento. 
O relatório avalia também que, a derrubada da floresta amazônica que era vista no século 20 como algo necessário para o desenvolvimento, passou a ser considerada como uma destruição de recursos, e como uma ação devastadora e exploradora do que se constitui um patrimônio de todos os brasileiros.
O estudo exalta a criação de reservas indígenas e as ações dos promotores públicos ambientais como um papel fundamental nos resultados alcançados. Um acordo celebrado pelo Brasil com a Noruega, que já repassou 670 milhões de dólares em compensação pelas reduções das emissões, destaca o apoio internacional que o Brasil vem recebendo com essas ações preservacionistas. 
Diante de tudo isso, o documento exalta o exemplo dado pela nação brasileira, como uma atitude de grande influência política sobre os demais países, ressalvando que não se trata de um simples projeto econômico, mas de uma iniciativa que visa a mudança de comportamento dos países mais industrializados.  
A conclusão final é que, a redução do desmatamento da Amazônia já trouxe uma grande contribuição no combate à mudança climática, mais do que qualquer outro país na Terra. E os que assinam esse documento são cientistas estrangeiros que atuam junto à Organização das Nações Unidas. 
Será que já não é hora de cada brasileiro passar a ter um pouco mais de respeito pela sua nação? Será que já não é hora de pararmos de nos desmerecer, ridicularizando e menosprezando a nossa condição de brasileiros? A quem estamos servindo, agindo desta forma, senão aos interesses dos países mais ricos que tentam fragilizar a nossa soberania, afetando a vontade do povo!
Vamos parar de reclamar e passar a tomar atitudes. Vamos deixar de repetir o que se ouve no Sistema Global, e não compartilhar dos interesses dos financistas internacionais, a quem servem esses meios de comunicação. Vamos parar de gastar tempo com fuxicos no Facebook, e divulgar notícias de interesse do povo brasileiro e de proteção às nossas reservas ambientais. 
Chega de repetir tolices, de alimentar consumismos tolos e de promover o besteirol que assola a telinha, com seus BBBs amorais e suas novelas imorais! Chega de apoiar declarações tolas de pessoas que não sabem o que dizem, e que tentam convencer que falam em nome da população brasileira. 
Por que este resultado obtido pelo Brasil não foi para a mídia global? Porque não há interesse dessa mídia de erguer a moral do povo brasileiro. Quanto mais pra baixo e menos consciente do seu valor, mais fácil é o povo de ser manipulado. 
Distribui-se tantas medalhas e comendas, exalta-se o Meio Ambiente e criam-se datas de celebrações para a árvore, para a água e para tantas coisas que parecem importantes, por que uma conquista dessa magnitude passa em branco na imprensa?
A TEIA AMBIENTAL não se curva diante desses interesses manipuladores, e publica a honraria dirigida ao Brasil e exalta o JORNAL DO BRASIL por ter divulgado a notícia. 
 Agora, meu caro leitor, passe a ler com mais critério esses noticiários que se espalham pela internet. Na sua quase absoluta maioria, eles só dão notícias que passam antes pela censura dos seus patrocinadores e anunciantes internacionais. 
Pensem bem que, a imprensa só será livre, no dia em que o leitor se libertar dela. 
Até lá, que cada um faça a sua censura pessoal sobre aquilo que lê.
 












quarta-feira, 7 de maio de 2014

TEIA AMBIENTAL - EU QUERIA SER CIVILIZADO COMO OS ANIMAIS



Será que ainda quer Roberto?
Eu já nem sei quem sou não é mesmo Roberto? Ah, o dinheiro muda hábitos, modifica opiniões e mexe com as nossas crenças!
Nada contra ganhar dinheiro promovendo o consumo da carne, mas que diferença há entre o boi e a baleia? Ou entre o outro e o atual Roberto Carlos? Seria o parceiro das músicas, que anda distante?
Eu fico ouvindo a música de Roberto e Erasmo, O Progresso, e me perguntando como é possível que o autor faça propaganda do consumo de carne. Eu até entenderia que ele não fosse vegetariano, como veio a afirmar, mas promover a comilança e a matança de animais, aí e demais.
“E as baleias desaparecendo por falta de escrúpulos comerciais”. Por que só a matança de baleias seria falta de escrúpulos comerciais, e não a matança de bois, e de todos os demais animais? Todas as matanças de animais têm o mesmo objetivo, os interesses comerciais.
O que será que houve, hein Roberto?
“Eu queria gritar que esse tal de ouro negro não passa de um negro veneno”. Agora, já está liberado para fazer propaganda da Petrobras, e defender os vazamentos de óleo que estão manchando os nossos oceanos. Como diziam meus filhos, “pai, agora liberou geral”!
Que tristeza! Ou, melhor, que vergonha!
Não pode matar as baleias para comer, mas a matança de bois é um ato comercial digno! É isto mesmo, Roberto? E a afirmação que queria ser civilizado como os animais, não quer mais? Será o boi um animal civilizado?



E você, meu carnívoro leitor, acredita que o boi é um animal civilizado, ou deve ser excluído da lista, deixando essa virtude somente para a baleia? E, a propósito, já adotou o carro a álcool? Que pergunta boba, não é mesmo? Se a matança está liberada, a poluição dos mares já não deve ser a sua preocupação.
Eu relevo a sua voracidade carnívora, afinal não é da sua autoria a afirmativa que matar animais é um ato de falta de escrúpulo comercial, não é mesmo?
Antigamente, os nossos ídolos morriam de overdose, agora, o risco é perder nossos ídolos pela mais absoluta decepção.
Enquanto o Paul McCartney promove o fim do consumo de carne, o nosso Roberto Carlos estimula a matança do boi. Afinal, ele alegou que era um homem do mar, e não podia ver o sangue das baleias tingindo os oceanos. Manchar a terra deve ser diferente.