sábado, 7 de dezembro de 2013

TEIA AMBIENTAL - VÍTIMAS OU VILÕES?



               
 


Meus caros leitores:
A questão ambiental já se tornou caso de polícia. A dificuldade é descobrir as vítimas e os vilões. Todos reclamam das temperaturas extremas, mas o que está sendo feito para evitar o agravamento da situação climática? De quem é a culpa?
O calor está um horror, é preciso tomar alguma providência. A melhor solução seria criar bolsões verdes ou cinturões verdes, como prefere a maioria, a fim de tornar a temperatura mais amena. O governo não protege as matas, e deixa as agroindústrias devastar áreas de floresta. A população pede às prefeituras para derrubar árvores, por medo que caiam na cabeça de alguém ou para erguer uma casa ou, apenas, para desimpedir a entrada da garagem.
A reclamação da sujeira das ruas é uma unanimidade em quase todas as nossas cidades, com toda a população reclamando da omissão do serviço público. Se o povo não atirasse nas ruas o lixo que sobra de tudo que consome as ruas estariam limpas, e pouco haveria a se recolher.
O ar está poluído, e a culpa é da fumaça dos carros, que precisavam ser punidos pelo DETRAN. Se os motoristas cuidassem dos motores dos seus carros, a poluição seria insignificante.
Quanto mosquito! O que as autoridades estão fazendo para acabar com essa onda de mosquitos? O que a população vem fazendo com o seu lixo, quando perde a hora do lixeiro? Os terrenos baldios recebem os despejos dos lixos, e os que despejam seu lixo são os mesmos que reclamam da sujeira e dos mosquitos.
Os rios estão imundos, porque as margens tornam-se lixões para quem não tem tempo ou paciência de colocar seu lixo à espera do caminhão de coleta. As ruas ficam inundadas a cada chuvarada, e os bueiros entupidos pelo lixo atirado na sarjeta.
As grandes criações de bovinos são consideradas as grandes responsáveis pela devastação de imensas áreas verdes. O povo não passa sem o seu filezinho, e não quer nem saber dos estragos causados, na origem, pela carne que consome.
No plebiscito a população votou contra a proibição da venda de armas de fogo. Mata-se com todos os calibres disponíveis no mercado, e a culpa é da polícia.
Sabem de uma coisa? Não há vítimas ou vilões, pois a irresponsabilidade humana assume ambas as posições. O governo é a expressão fiel do povo. Governo predador administra cidades e nações habitadas por predadores.
Meus ecológicos leitores, ou cada qual começa a mudar sua postura, ou vamos passar a vida cobrando ações públicas que os governantes não estão nem aí para atender.
Muitas das causas de destruição ambiental são responsáveis por altos faturamentos em impostos ou lucros de empresas governamentais. Quem vai mudar a legislação para proteger a natureza?
A ignorância humana não vincula o desenvolvimento a qualquer preço com doenças e desgraças que afetam a humanidade. A saúde econômica é mais valiosa do que a saúde da criatura humana.
Meu amigo leitor precisa deixar de reclamar, e fazer a sua parte. Não assuma a condição de vítima, admita ser um dos vilões que estão destruindo a natureza.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

TEIA AMBIENTAL - ANTES DE RECICLAR, VAMOS REDUZIR?




Meus ecológicos leitores:
Quando o assunto é lixo, o chique é falar em reciclar. Nas embalagens de alguns produtos aparece a afirmação “reciclável”. Alguns produtos se promovem por sua condição de “reciclado”. Mas, o que ninguém se dá conta, pois poucos falam disso, é que reciclar consome energia, e, às vezes, muita energia.
A solução para a redução do lixo nunca foi reciclagem, e sim a redução. A sociedade continua consumindo de forma exagerada, mesmo depois de muito se falar do risco de não se ter onde botar tanto lixo. Mas, reduzir o lixo quer dizer consumir menos, comprando menos supérfluos.
As fábricas, na ânsia de vender cada vez mais, lançam marcas e produtos diferentes todo mês. E o que existia antes logo fica fora de moda. E o povo consumista não aceita usar produtos fora de moda. A cada lançamento, nova remessa de produtos antigos vai para o lixo.
Se eu estivesse falando somente de produtos de beleza, vestuário e alimentícios dava-se um jeito, afinal são de pequeno porte. Mas, eu estou falando de computadores, televisores, geladeiras, fogões, linha branca, linha cinza e linha negra. Lixo, tudo para o lixo, abrindo espaço para o moderno.
As margens dos rios que cortam as cidades ganham móveis velhos, poltronas e televisores. E nem se fala nas chuvas que inundam áreas urbanas, e carregam, na correnteza, eletrodomésticos e mobílias. Que excelente desculpa para um novo crediário, e toma um computador de última geração, a geladeira com desconto, o televisor sem desconto e o ar refrigerado, que no inverno é mais barato.
O carnê ficou pesado, será que dá para pagar? Se não der, deixa-se de pagar, e depois se recupera o crédito. Se tudo correr bem, aproveita-se o décimo terceiro e troca-se o que ainda restou do velho, para deixar tudo novinho. E para onde vai o mobiliário rejeitado? Vai tudo para o lixo que é o destino do que é velho.
E o vovô e a vovó são tão velhinhos, o que fazer com eles? Não, não dá para jogar no lixo, apesar de estarem em condições bem piores do que a maioria dos eletrodomésticos descartados. Dá-se um jeitinho, e empurra os dois para o fundo do quarto, senão a nova TV de tela plana e de tamanho descomunal não tem espaço para fazer a festa da família.
A geladeira nova não pode ficar vazia, tem de comprar iogurte, sorvete, cremes e pudins, pacotinhos disto e potinhos daquilo. Agora sim, abre-se a porta e aquele colorido de potinhos e tacinhas é uma festa. Amanhã, uma sacola de embalagens plásticas vai para o lixo. Afinal de contas, lixo é para ir para o lixo, ou não é?
Onde fica o lixo da sua cidade? Ora, o lixo fica onde o caminhão despeja o que não presta. O que é feito com esse lixo? Isto não é problema meu. Eu pago imposto para poder produzir lixo, e deixar que a prefeitura se encarregue de eliminar o que eu não quero mais.
Alguém deixou um carro velho e caindo aos pedaços num canto da rua, o que fazer com ele? Deixa lá, não está na garagem da gente, é velho demais para ser usado e ninguém dá muito por ele. Se alguém estiver incomodado que mande atirar o carro velho no lixo.
Eu era da classe D e agora subi para a C. Meu vizinho era da B e agora passou para a A. O patrão dele era da A e agora está vivendo em Miami, onde assumiu a classe B norte-americana. Um dia, eu chego lá! Em Miami? Não, calma lá, na classe A do Brasil.
E a redução do consumo, a diminuição do lixo? Está louco, agora que eu estou podendo comprar! Que os antigos ricos reduzam as compras e o lixo. Eu quero tudo novo, e exijo um lixão para atirar o velho que não quero mais.
Dizem que as cidades não terão mais espaço para receber o lixo. Isso é problema dos prefeitos. Os ministros estimulam a produção, as fábricas produzem e eu compro, é assim que se faz o progresso de uma nação.
E as doenças provocadas pelos lixões? E os ratos, moscas e baratas entrando pelos quintais e janelas, isto não incomoda. Para que serve o inseticida lançado no mercado, com embalagem gigante, que mata tudo com dois esguichos. E o mal que o tóxico causa à sua família? Eu tenho dinheiro para pagar plano de saúde para poder conviver com os venenos sem correr riscos.
Eu queria recomendar a diminuição do lixo, com a redução do consumo. E acabo o texto mais ameaçado ainda do que antes, pelo aumento do consumo e pela saturação do nosso lixão.
Será que serei ouvido se recomendar a reutilização? Claro que não! Como aproveitar coisa velha, se eu posso comprar uma nova, sem ficar quebrando o galho. Lixo é problema dos lixeiros, e quem tem de saber onde atirar esse lixo é o prefeito. O meu caso é com os gerentes de lojas e com as promoções do mês. E com o patrão para que não me mande embora. Mas, se isto acontecer, para que serve o salário desemprego?
Meu fiel leitor, que dureza essa tal de consciência ecológica! Eu vou ao quintal enterrar o meu lixo orgânico, e depois deixo no ferro-velho o reciclável. Vou forrar o sofá e levar o computador para formatar. Ele está velhinho, mas funciona tão bem!
REDUZIR – REAPROVEITAR E RECICLAR. Eu faço as três, mas eu sou tão pouco. O lixo cresce, o lixão transborda, as promoções são sedutoras e os caminhões entregam encomendas sem parar.
Ainda bem que moramos num país rico, que permite essa produção alucinante de lixo, pois o que é velho tem mesmo de ser trocado. E o que se troca, atira-se no LIXO.Não é isto em que todos acreditam? Será que eu é que estou errado!!!






  



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

TEIA AMBIENTAL - A BOA E A MÁ NOTÍCIA



         A BOA E A MÁ NOTÍCIA
Meus caros leitores, o nosso assunto continua sendo o efeito estufa.
As geleiras estão derretendo acima das previsões.
O Tratado de Kyoto foi distratado, pois ninguém deu bola pra ele.
Rio 92, Rio +20 e Agenda 21 são meros enfeites no colar ambiental. Muitos discursos e nada prático.
 
A razão do fracasso dessas conferências não é nenhum segredo. Adotar qualquer atitude para reduzir a emissão de gases corresponde a conter os avanços industriais ou aumentar os custos de produção com a instalação de sofisticados filtros. Nem uma coisa e nem outra.
Essa é a má notícia. As nações não se entendem para estabelecer um plano ambiental que polua menos e dê mais esperança de um futuro melhor.
A boa notícia é que diversos países estão tomando medidas internas, para a redução da emissão de gases. Assistindo o programa Cidades e Soluções, tomei conhecimento que dois dos maiores poluidores, Estados Unidos e China, passaram a adotar novas medidas para reduzir os efeitos dos gases na natureza.
Se pensarmos bem, o problema mais preocupante não são os gases, mas os homens. São eles que não se conformam em desacelerar o desumano progresso, que para fazer crescer a economia acaba por matar florestas, mares e gente.
A água dos oceanos está subindo, e até 2100 deve estar invadindo ruas no centro de inúmeras cidades litorâneas. Mas, quem se preocupa com 2100? Até lá eu já morri, diz a maioria. E se já tiver reencarnado para poder ver a besteira que fez? Os efeitos kármicos são imprevisíveis, e o que fazemos hoje pode repercutir contra nós na próxima encarnação.
Espécies de animais desaparecem, e o homem pensa ser o único animal que não sofrerá com a extinção dessas espécies. Os índios sempre souberam que o que acontece aos animais, um dia também acontecerá aos homens.
Vamos sentar e esperar? Eu faço a minha parte, não comendo carne, reduzindo e separando o lixo e só comprando produtos de empresas que adotam o desenvolvimento sustentável. E tu meu indignado leitor, já tomaste alguma atitude?
Vou ficando por aqui, pois este tema é repetitivo. Muito já foi escrito e muito mais ainda o será, só não sei o quanto será feito ou não será, para evitar o temido desastre ambiental.
Despeço-me até o próximo dia 7, quando a Teia voltará a tecer sua trama em defesa da natureza. Enquanto isso, que tal descruzar os braços e fazer alguma coisa? Eu estou contando com a sua mobilização.
Deixe de pensar só em si. Ir pra rua, quebrar tudo e só pedir benefícios em proveito próprio já está ficando sem graça. É hora de reivindicar pela natureza e pelos interesses coletivos. Vamos tentar? Faz uma forcinha, tá bom!



sábado, 7 de setembro de 2013

TEIA AMBIENTAL - NÓS QUEM CARA-PÁLIDA?




Meus queridos leitores ambientalistas:
Estamos diante de uma nova ameaça de investida dos norte-americanos contra uma nação árabe, desta vez o alvo é a Síria. A razão, que é de causar espanto, trata-se da suspeita do uso de armas químicas para conter a rebelião que tomou conta das ruas de Damasco e outras cidades sírias.
Confesso-vos que seria muito louvável essa preocupação dos norte-americanos, se não fossem as alegações semelhantes que os levaram a invadir outras nações. A suspeita de um arsenal de armas de destruição em massa, mais tarde não comprovada, provocou a invasão do Iraque. Outras invasões dos Estados Unidos em territórios localizados naquela parte do mundo veem acontecendo ao longo dos tempos, com desculpas esfarrapadas, para justificar o domínio de posições estratégicas para o controle das reservas petrolíferas da região.
O que me deixa indignado não é o fato de que o governo sírio possa ter usado armas químicas contra o seu próprio povo, mas de quem, mais uma vez, parte uma reação bélica com a intenção de punir os responsáveis por essa eventual violência.
Quem lançou duas bombas atômicas sobre populações inocentes no Japão, quase ao final da segunda guerra? Quem usou de tamanha covardia, matando milhares de civis e contaminando uma vasta região tem o direito de acusar uma nação como fazem os norte-americanos?
A mesma nação norte-americana invadiu o Vietnã e o Camboja, e despejou sobre aldeias pobres, bombas de napalm e todo tipo de armamentos químicos, deixando uma onda de devastação e de aldeões mortos. As terras eram campos de arroz, alimento que sustenta os povos orientais, que ficaram destruídos ou contaminados.
O que dá a essa nação hipócrita o direito de falar em nome de outras nações, ameaçando os governos de nações livres, que bem ou mal têm que resolver seus problemas internos. E, se houver algum ato genocida, caberia a ONU, e não a um país isolado, alguma ação punitiva.
Se formos relembrando os fatos das últimas décadas, encontraremos sucessivas intervenções violentas da nação norte-americana despejando bombas e arrasando regiões imensas, espalhando a radiação gerada por seus mísseis e artefatos de grande poder destrutivo.
Eu me pergunto quem pune esse gigante fomentador de guerras e de invasões, que desfecha violentos ataques a nações livres, com a pretensão de punir infratores, quando ele é o maior de todos agressores? Cada bomba que explode deixa rastros de radiação de todo tipo, afinal os artefatos bélicos são fabricados com explosivos de alta periculosidade.
O planeta está contaminado pelas guerras e por outras formas de violência, todas elas de alto poder de destruição. Destrói-se a natureza para extrair minérios que serão usados em armamentos e foguetes. Derrubam-se florestas para implantar agroindústrias à custa de violência contra as populações nativas, que tentam resistir a essas invasões criminosas. Quem patrocina essas invasões e guerras ambientais para favorecer as elites do poder internacional? E quem mais sofre com tudo isto? As respostas são óbvias, pois são sempre as mesmas: as nações ricas capitaneadas pelos Estados Unidos exploram e as nações pobres são exploradas, com suas terras contaminadas por agrotóxicos, produzidos pelas grandes indústrias de adubos e venenos, cujo controle pertence aos países ricos.
Quem vai reagir a essa contaminação química? Quem vai punir os fomentadores das guerras e da poluição mundial? O maior culpado, o criminoso destruidor e responsável pela poluição ambiental do planeta, é ele o juiz e o carrasco que aplica o castigo?
E quando nações pacíficas protestam contra essas ações violentas e covardes, o pretenso guardião da democracia, se apresenta como protetor dessas nações, alegando que somos parceiros e aliados. De lá vêm mensagens de amizade e promessas de ajuda, pois somos todos irmãos e lutamos pelo mesmo ideal de justiça.
A preocupação com a segurança das nações amigas é tamanha que os Estados Unidos passaram a espionar seus aliados, como forma de garantir que ninguém lhes faça mal. Que absurdo! Isto é uma verdadeira desfaçatez! Que contaminação horrível essa de termos de conviver com criaturas com essa índole criminosa e pretensiosa!
Com amigos desse tipo não precisamos de inimigos. Com nações que resolvem seus problemas espionando seus aliados e invadindo as nações que detêm uma posição estratégica no mundo estamos todos contaminados, e sofrendo de uma doença incurável.
Meditemos sobre os riscos que representam para nós esse convívio com os nossos aliados. É melhor lidar com os inimigos, afinal deles nada se pode esperar, e temos de viver atentos. Afinal, inimigo não trai, só o amigo trai.
Se a Síria usou armas químicas contra seu povo ainda não se tem certeza, pois a CIA, a inteligência americana, é capaz de tudo, de atirar foguetes nos seus aliados, de despejar armas químicas para forjar um flagrante e até de matar seu próprio presidente. Pobre de nós. Que Deus nos proteja, não das armas químicas dos sírios, mas do fogo amigo dos americanos.
O governo norte-americano declara para o mundo inteiro que “nós temos de punir essas nações que atacam seus povos com armamentos nucleares ou artefatos químicos”, e que eles são os justiceiros da humanidade. Nós não pedimos a eles que façam isto. Eles não são nossos porta-vozes. Eles não estão autorizados a nos tratar de “Nós”. Nós quem, cara-pálida?