segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Deus

Deus é fiel. Deus me livre. Deus me proteja. Creio em Deus-Pai Todo Poderoso.
Mas, de que deus estamos falando ?
Decidi embarcar num estudo mais profundo sobre o conteúdo desse Poder Superior que inspira todas as crenças religiosas da humanidade.
De nada me adiantaria buscar respostas nas religiões tradicionais, que são sectárias e não admitem tergiversações aos seus dogmas.

O leitor que me visita tem a sua crença, e sabe onde foi buscá-la. Mas, será que essa crença já se defrontou com a dúvida de como a sua fé interage com a Divindade? E como resolveu esse impasse ? Ou acabou acostumando-se a conviver com ele ?
A esses que mais valorizam as dúvidas do que as certez
as, dedico essas minhas divagações por um reino místico e, às vezes, secreto, onde as verdades se escondem e repousam através dos tempos.
Numa história muito hermética, publicada em q
uadrinhos, e intitulada Monstro do Pântano, os dois irmãos arquetipais bíblicos, Caim e Abel, se confrontam, e, mais uma vez, Caim mata Abel.
Questionado pela única testemunha, quanto aos motivos do crime, C
aim explica que, na condição de salvaguardadores da história, ele e o irmão não podem revelar os Segredos do Mundo.
Diz ele : "Os Mistérios são para serem compartilhados e os Segredos devem ser guardados".
O irmão havia acabado de revelar um desses Segredos, e teria de ser punido.

Acreditando que por trás dessa afirmativa resida uma verdade bem maior do que uma simples HQ possa pretender contar, darei os meus passos seguintes com o devido cuidado para não vir a provocar a ira de um Caim que queira punir as
minhas inconfidências.

Com esses cuidados, começo explorando os ensinamentos da maior medium de todos os tempos Helena Petrovna Blavatsky, que, em suas obras, A Doutrina Secreta, Isis sem véu e a Chave da Teosofia, repeliu qualquer idéia de um Deus pessoal ou extracósmico e antropomórfico, que seria tão somente a sombra gigantesca do homem, e nem sequer do melhor.
Blavatsky dizia que o Deus da Teologia é um conjunto de contradições e uma impossibilidade lógica.

"Nossa Deidade não se encontra nem num paraíso, nem numa árvore especial, casa ou montanha, está em todas as partes, em cada átomo do Cosmos, tanto visível como invisível, no interior, acima e ao redor de cada átomo invisível e molécula divisível, porque Ela é aquele misterioso poder da evolução e involução, a potencialidade criadora, onipresente, o onipotente e onisciente..."
Qualquer semelhança com a afirmação de Jesus, o Cristo, aos seus apóstolos, de que "o reino de Deus está no meio de vós" (Lc 17, 21) não seria uma simples coincidência, senão uma verdade universal.
A questão está na distorção das palavras, por parte dos ensinamentos religiosos, para justificar seus dogmas. Não existe um reino de Deus dissociado da própria Divindade, logo o reino de Deus seria um "anti-eufemismo" religioso, trocando-se o aspecto mais sagrado de Deus, o Todo, pelo seu reino, uma particularidade . E a afirmação "está no meio de vós" poderia ser perfeitamente entendida por "está dentro de cada um de vós".

Este mesmo princípio crístico era defendido por Lao-Tsé o inspirador do taoísmo, cuja tese fundamental se baseava na existência de um princípio supremo - o tao - que rege o curso do Universo. De acordo com o taoísmo, todas as coisas têm origem no tao, obedecem ao tao e finalmente retornam ao tao, que pode ser descrito como o absoluto, a ordem do mundo e a natureza moral do homem bom. O tao está em tudo, porque tudo existe em função do tao, e nada pode ser considerado afastado ou divergente dos ideais sagrados do tao. Is
to, em tese, não difere da doutrina budista, que cultua uma Energia Divina, em lugar de um Deus.
Deus, Brahman, Yahveh, Tao, uma única verdade com muitos nomes diferentes ? Ou uma busca de conceituar um poder superior que foge à compreensão do homem ?
Para muitos, Deus é uma espécie de ditador celeste, uma pessoa que v
igia os homens de longe e registra os seus créditos e débitos, premiando-os ou castigando-os depois da morte, mandando os bons para um céu e os maus para um inferno eterno.
Essa visão terrorista domina as teologias cristãs por cerca de dois mil anos e, embora haja grandes variantes dessa concepção de Deus, no fundo essa é idéia antropomorfa que tem prevalecido.
Em seu livro, Mein Wetbild, o grande cientista Albert Einstein descreve três tipos de concepção de Deus :
1. o conceito do Deus-máquina, entre os povos mais primitivos;
2. o conceito de Deus-pessoa, entre os hebreus do Antigo Testamento, em g
eral, e entre os cristãos de todos os tempos e países;
3. o conceito do Deus-cósmico, professado por uns poucos místicos, os quais ultrapassam igrejas e teologias, e encontram-se misturados em todos os povos e religiões.
O mais surpreendente, nessa incursão da ciência no campo espiritual, está
no fato de Einstein incluir nesse 3º grupo, como 3 irmãos na mesma fé, um pagão, Demócrito, um cristão, Francisco de Assis e um hebreu, Spinoza. Lao-Tsé se enquadraria certamente nessa irmanação criada e batizada pelo gênio científico de Einstein.
O taoísmo se inclui entre os mais avançados princípios da cultura espiritual dos povos orientais, ao professar a idéia de um Deus-cósmico. Essas crenças espirituais não são politeístas, panteístas ou monoteístas, e sim monistas cósmicas.
O monoteísta reconhece um só Deus-pessoa, residente no céu. Os hebreus, desde o tempo de Moisés, nunca chegaram a um Deus único para o mundo inteiro, se
apegando à idéia de um Deus único para Israel, o Deus dos Exércitos.
O monoteísmo nunca conseguiu incorporar o verdadeiro monismo, que é a concepção sistêmica do Espírito e da Matéria, numa existência interdependente que não pode ser dissociada uma da outra. O monoteísta acaba se tornando um dualista, ao admitir a existência de um Deus-pessoa, distante e transcendente à Matéria, com o qual o homem espera encontrar-se depois da morte.
Esse encontro, somente pós-morte, com Deus é comum às religiões monoteístas, que se tornam dualistas ao afastarem dos nossos corpos físicos a presença divina. Elas negam o próprio princípio crístico, de que Deus não está aqui ou ali, mas dentro de cada um de nós. E, s
e dentro, fazendo parte de nossas vidas, isso nos torna deuses também, ainda que inconscientes desses nobres e sagrados poderes.
A visão do monista, presente nas tradicionais religiões orien
tais, é que Deus está em tudo e tudo está em Deus - mas tudo não é Deus, nem Deus é tudo. As criaturas e tudo o mais que exista na natureza não estão separados de Deus, porque nada que exista pode estar dissociado da presença divina, mas também não são idênticos a Deus.
E aqui, volto a recorrer à Bíblia dos cristãos, que ensina esse princípio monista, mas que passa ao largo do entendimento da maioria dos seguidores religiosos dessas doutrinas cristãs.
É da palavra do Cristo que vem a afirmativa : "Eu e o Pai somos um" "...o Pai está em mim e eu no Pai". Mas, o Cristo se preocupa em fazer a distinção entre o Filho e o Pai. Ele nunca disse "eu sou o Pai", mas sustenta a sua argumentação na tese monista de que a Divindade estava sendo manifestada através dele, num pleno estado de consciência.
E aí estaria o grande diferencial entre o homem comum e um Cristo, o Espírito Divino age de forma consciente na vida do Cristo, enquanto permanece adormecido e inconsciente na quase totalidade das almas humanas.
Os verdadeiros gênios da História da Humanidade sempre pensaram e sentiram em termos de um monismo cósmico, como Jesus, o Cristo. E, da mesma forma, Pitágoras, Krishna, Lao-Tsé, Sidarta Gautama e, mais recentemente, Gandhi.

Todas as afirmativas contidas nos livros de Blavatsky nos conduzem a uma nítida realidade de que, a Doutrina Secreta foi a religião universalmente difundida no mundo antigo e anterior aos relatos históricos. Essas comprovações, no entanto, encontram-se veladas para os não-iniciados nas criptas secretas das bibliotecas pertencentes à Fraternidade Oculta.
Os ocultistas sabem da existência dessas provas sagradas, mas, enquanto segredos, não poderão ser revelados. Já os mistérios mexem com o nosso imaginário, e provocam pesquisas, estudos e, até e principalmente, falsas afirmações e delirantes fantasias.
Mas, tempos virão em que esses segredos serão revelados, e alguns dos muitos e sutis desses segredos serão transformados em mistérios. E mistérios, como até um jovem que gosta de HQ e lê o Monstro do Pântano sabe muito bem, são para ser compartilhados.

Por enquanto, como nos diz Blavatsky, ainda teremos de nos contentar com o lento despertar da consciência humana, e ir aturando com a devida paciência os fragmentos das verdades divinas, difundidas pelas religiões, cada qual pretendendo promover a Verdade Absoluta, e não fazendo mais do que arranhar muito de leve, a profunda, mística e eterna Essência Divina.
Os fiéis dessas religiões espalhadas pelo mundo inteiro nem se dão cont
a dos Mistérios Ocultos, que constituem a tradição esotérica dos seus rituais religiosos. Poucos têm acesso aos Grandes Mistérios, que são protegidos pelos Grãos-Mestres, os responsáveis pela guarda das revelações secretas, enquanto os homens ainda não estiverem preparados a acessar seus conhecimentos.
A religião dada ao consumo das massas é a doutrina exotérica, um alimento facilmente digerível para o corpo de emoções daqueles que ainda crêem num Deus distante, habitando num céu inatingível, e que zela por nós ou aplica castigos quando cometemos pecado
s.
Uma Deidade taoísta, presente em nossa alma e integrada ao nosso corpo físico, parece ainda ser uma realidade improvável para o consumo das massas.
Promessas e milagres são mais fáceis de serem aceitos do que com
promissos e responsabilidades espirituais. Transferir para um Deus lá no céu os deveres e obrigações daqui da Terra, parece mais cômodo e menos trabalhoso.
Oh, meu Deus, até quando, até quando ! Mas, afinal, de que Deus estou falando ?

Bibliografia consultada : A Doutrina Teosófica de H.P. Blavatsky; Tao Te Ching - O Livro que revela Deus de Lao-Tsé; Bíblia Sagrada, Monstro do Pântano de Alan Moore e Sabedoria Incomum de Fritjof Capra.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Diagnóstico Numerológico e a Missão de cada um

Outro dia, convidei um amigo para participar do Seminário que irei realizar no dia 29 de novembro próximo, e recebi como resposta uma pergunta : o que é a Numerologia da Alma ?
Esse amigo, caro leitor, entendeu que talvez não estivesse preparado a participar de um momento de reflexão em grupo, em que a temática fosse a numerologia, matéria por ele desconhecida. E parece que mais temeroso ainda ficou, com a qualificação dessa numerologia de Numerologia da Alma.
Confirmei o convite, por haver identificado nele todos os requisitos que estou exigindo dos participantes, mas decidi dedicar-lhe uma postagem no Alma Mater, tentando aclarar a sua mente, sobre o que seja esta minha metodologia, a que chamo de Numerologia da Alma, e que é a essência da filosofia pitagórica para a interpretação dos números.
Portanto, aí vai uma síntese dessa ciência mística, dedicada ao meu amigo Eduardo.

A Numerologia da Alma é uma avaliação espiritual, ecológica e sistêmica do mundo físico, a partir de conhecimentos místicos, extraídos da doutrina numerológica de Pitágoras.

A Divindade criou um mundo perfeito, expresso por equações e figuras matemáticas.

O Mestre Pitágoras codificou os símbolos numerológicos da Criação, e nos legou uma doutrina filosófica e espiritual, que tem como princípio a análise qualitativa dos números.

Os ensinamentos dessa doutrina conduzem ao autoconhecimento, à medida que despertamos para verdades que se mantinham ocultas e distantes da nossa percepção humana.

Assim, ficamos sabendo que os nossos nomes contêm mensagens que falam de nossa missão neste mundo. Seguindo o mesmo raciocínio, descobrimos que a data em que nascemos contém todo o nosso projeto de vida, com as experiências e os desafios necessários à nossa evolução espiritual.

O mau uso desses conhecimentos tem distorcido o verdadeiro sentido da numerologia, com o condenável intuito de satisfazer anseios físicos e personalistas, conflitando-se com os legítimos ideais da Alma.

A intenção da distorção do uso correto da numerologia é, quase sempre, tentar aplicar os poderes ocultos dos números para satisfazer a ganância e a cobiça, como se a conquista de riqueza e poder fosse o objetivo da nossa presença no mundo.

A correta interpretação dos números promove o despertar da consciência, tornando as pessoas mais sábias e generosas, e facilitando os seus relacionamentos entre si. E, quando se aprende a viver em harmonia com os outros, passa-se a ter uma outra visão do papel que nos cabe, como um fio dessa grande trama, tecida pela Divindade, a que chamamos vida.

O despertar da consciência nos faz respeitar mais o próximo e a natureza, promovendo o surgimento de um sistema humano e ecológico, no qual o individualismo começa a ceder espaço para as ações integradas, em benefício da coletividade.

A Numerologia da Alma ensina que, sem uma ação sistêmica, não poderá existir progresso, e sem atitudes ecológicas, não haverá futuro.

A nossa missão nesta vida é o maior, ainda que não o único, de nossos deveres de casa. Essa missão nem sempre é uma tarefa fácil, e até pelo contrário, na maioria das vezes, é um fardo difícil de carregar. Cumpri-la, porém, é fator de crescimento para a evolução espiritual da Alma. E o entusiasmo pela vida e um corpo forte e sadio são os sinais mais visíveis, para que se reconheça se a nossa missão está sendo cumprida.

A soma das letras do nosso nome revela qual é a Missão que nos cabe nesta vida. A soma das vogais identifica a Alma que está em busca de evolução. A soma das consoantes indica com que Personalidade estamos agindo, na tentativa de cumprir a Missão.

As letras têm seus correspondentes numéricos, que servirão para os cálculos que nos levarão aos números que correspondem à Alma, à Personalidade e à Missão.



Calcular corretamente é o passo inicial, porém a interpretação fiel aos princípios pitagóricos é que determinará a análise perfeita do que seja a Missão de cada um. E para isso, é preciso estudar, além da numerologia, todas as ciências e filosofias que nos ajudem a expandir os nossos conhecimentos.

A Numerologia da Alma tem a intenção de facilitar o progresso espiritual da humanidade.

A Numerologia da Alma promove os ideais da Alma e traça caminhos para que cada um cumpra a sua Missão.

Os caprichos e ambições da Personalidade devem ser condenados e combatidos, toda vez que põem em risco o sucesso da Missão.

Todos nós temos uma Missão a cumprir, e deixar de cumpri-la é simplesmente desperdiçar toda uma vida, jogando fora uma existência inteira. Por isso, acima de tudo o mais, o que importa mesmo é cumprir a Missão, pois, em caso contrário, teremos de voltar a este mundo, para repeti-la tantas vezes quantas se fizerem necessárias.



















terça-feira, 22 de setembro de 2009

Exigências da Alma ou caprichos da Personalidade




Estava mergulhado nos meus pensamentos, ocupados com meus deveres espirituais e com a minha missão de passar conhecimentos, quando me veio à lembrança um fato que sempre foi motivo de brincadeiras na família, mas que, neste momento, me serviu a boas reflexões.

Os meus pensamentos, meio aborrecidos, não posso negar, tinham suas origens nas atitudes fugidias das pessoas, diante de comprometimentos espirituais assumidos, e, a seguir, descumpridos.



Sozinho, na solidão da mente, me sentia descontente com essas pessoas, sem dúvida espiritualizadas, mas que, invariavelmente, se recusam a mergulhar de cabeça na busca de conhecimentos, com explicações e justificativas vazias e inconsistentes, valorizando o secundário, em detrimento do principal.

As exigências de suas Almas pedem estudos e aprofundamentos espirituais, mas são os caprichos da Personalidade que prevalecem, desviando as atenções do Espírito para a Matéria. Seduzidas e tentadas pelos prazeres físicos e por ganhos materiais, elas vão afastando-se dos seus deveres espirituais, sem que percebam e sem saber como escapar das rotinas do cotidiano.

Os efeitos desses afastamentos, verdadeiras fugas e omissões, não poderiam ser mais danosos, provocando a morte do entusiasmo pela vida e o início de uma sucessão de males psíquicos e físicos, com uma contínua e inexorável fragilização do sistema imunológico.



A lembrança a que me referi, e que, à primeira vista, não tem nada a ver com essa divagação espiritual, aconteceu há muitos anos atrás, quando uma de minhas vizinhas, que tinha lá as suas esquisitices, ameaçou a empregada de um outro apartamento com uma faca, e forçou-a a entrar no seu apartamento.

A moça muito assustada, sem saber o que fazer, ouviu, de repente, uma insólita pergunta, que se tornou uma lenda dentro do condomínio : “ chá ou babalu?”.

Quem poderia imaginar que alguém pudesse seqüestrar a empregada do vizinho, com a única intenção de lhe impor uma escolha – ou ela tomava um chá ou mascava uma goma de mascar, conhecida na época como babalu.

Desse dia em diante, dentro da família, toda vez que se oferece um chá, complementa-se essa oferta com a opção "ou babalu?", inexplicável para quem não conhece o fato.


O tempo passou, a vizinha continuou aprontando das suas, mudamos do prédio, deixamos o Rio e viemos morar em S. Lourenço, mas aquela pergunta ficou gravada em nossa memória : “chá ou babalu?”.

Chá, uma bebida nobre, servida de forma requintada e cerimoniosa ou, às vezes, até mesmo dentro de um cerimonial ritualístico, com conotações de sacralidade.

Babalu, uma goma de mascar, mastigada de forma deselegante e grosseira, e, na maioria das vezes, dando demonstração inequívoca da mais absoluta falta de educação.

Dessa minha lembrança, meio fora de hora, à comparação com o que costuma acontecer com muitas pessoas espiritualizadas, foi uma conseqüência natural. Um final de semana, numa atividade de grupo, tratando das exigências da Alma, era o chá. Praias, excursões, passeios, festas e lazer eram o babalu, com a sucessão quase interminável de contração de mandíbulas, em frustradas tentativas de extrair sabor de uma goma sem vida, lançada de um canto para o outro da boca.

Quantas oportunidades perdemos na vida, por optarmos pelo babalu! Quantas vezes desprezamos o chá, por preferirmos a matéria aprisionada na boca, ao sutil sabor de um gole de chá!

O convite para a participação de um cerimonial do chá parece-nos, num primeiro momento, irrecusável e motivo de enorme entusiasmo. Impulsos da Alma, cara leitora, antes que os caprichos da Personalidade assumam o controle da situação!

Compromissos assumidos e palavras de efeito, logo dão lugar a motivos sentidos e o trato é desfeito.

Chá ou babalu?

O chá é uma bebida saborosa, que faz tão bem à Alma, mas, surgiu um compromisso que é inadiável, e que, afinal de contas, satisfaz muito mais os caprichos da minha Personalidade.

Desta vez, eu vou ficar com o babalu.

Mas, não deixe de me convidar para o próximo cerimonial de chá. Eu adoro chá.

Eu só não irei mesmo se ocorrer um outro imprevisto, e meus amigos aparecerem lá em casa com uma nova oferta de babalu.

Eu gosto muito de chá, mas não consigo resistir a um babalu.




















sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Os medos kármicos

A humanidade está simplesmente apavorada. O medo se instaurou, em caráter definitivo, na alma humana. Ninguém mais consegue puxar algum tipo de conversa que não se enverede por fatos relacionados a doenças, miséria e violência.
Chego a definir o estado emocional da criatura humana como de pânico, um medo descontrolado e quase suicida, diante das notícias veiculadas pelos meios de comunicação.
O medo sempre foi um fator dificultador, quase que impeditivo da evolução humana. O medo atrofia a mente e inibe os sentidos.
O leitor pode estar pensando consigo mesmo que, afinal de contas, o medo sempre esteve presente em nossas vidas, com intensidade e freqüência maior ou menor, de acordo com o equilíbrio emocional de cada um de nós. Mas, temos de reconhecer que agora está demais.
As pessoas não encontram outro assunto que não sejam crises,
doenças e violência. E as conversas não são comentários naturais com opiniões e críticas, mas verdadeiros atos de terrorismo, em que ameaças, destruições e mortes se fazem presentes, das mais variadas formas de tragédias. Tudo é motivo de sustos e pavor, já não se confia mais em nada, nem em ninguém.
Na polícia, há muito que se deixou de confiar. Nos médicos, pobres de nós, se ainda confiarmos no antigo idealismo missionário, de se sacrificar para salvar vidas. Nos governantes, nem pensar, na justiça, menos ainda. A quem resta apelar ?

O amigo leitor pode não acreditar, mas a solução está nas suas mão
s. E na minha também, e na de todos nós. Vençam seus medos, e se tornem pessoas mais equilibradas. Harmonizem os seus sentimentos e emoções, e espantem as doenças. Confiem mais em si mesmos, e não transfiram responsabilidades, assumindo cada qual o seu dever, cobrando menos os seus direitos.
Todos nós estamos sujeitos aos medos kármicos que são efeitos de nossas más ações, cometidas em vidas passadas. Os erros do passado ressurgem em nossa mente, sempre de forma muito assustadora, retirando-nos parte de nossa confiança, quando precisamos tomar uma decisão.

O mais triste desta história é que poucos se dão conta de que
vivem atormentados e intimidados pelos medos. E a grande maioria da humanidade vive cega aos efeitos desses medos em nosso sistema imunológico. A medicina ocidental, ainda presa a falsas crenças, não dá a devida atenção ao poder destruidor do medo, como o legítimo causador de doenças e epidemias.
O Dr. Simonton, uma das maiores autoridades mundiais no tratamento do câncer, diz que os médicos não são preparados para tratar da saúde, mas somente das doenças. No entanto, por mais estranho que pareça, eles não sabem lidar com a morte, e se sentem derrotados, quando morre um dos seus pacientes, mesmo em estado terminal.


Com todo o progresso que se costuma atribuir à medicina, a humanidade está mais doente do que nunca. As doenças se multiplicam, poucos são aqueles que não frequentam os consultórios médicos e as farmácias.
Com todos os modernos meios de comunicação ao seu dispor, as pessoa
s estão cada vez mais ignorantes, superficiais e despreparadas para tirar suas próprias conclusões.
Procure-se a resposta lógica que parecer mais adequada, que nen
huma delas será tão lúcida e clara para um ocultista que atribuir esses tantos medos aos efeitos kármicos.

O atento leitor tente acompanhar o meu raciocínio, e me diga se seria preciso mais do que quatro tipos de medo, para identificar o que tanto assusta esse povo.
Os medos estão relacionados aos 4 números kármicos, e aos efe
itos que provocam, diante da possibilidade de serem repetidos e realimentados, ao invés de resgatados e superados.
Os karmas do nº 13 estão ligados
ao medo dos fenômenos desconhecidos, em especial da morte. Os karmas 14 incutem o medo da miséria ou da simples perda dos bens materiais conquistados. Os karmas 16 sinalizam para o medo do fracasso de seus ideais e da traição do seu parceiro amoroso.
Os karmas 19 tratam das perdas em geral, desde as materiais, como as p
rofissionais, amorosas e sentimentais.

O somatório desses medos está acabando com todas as defesas do sistema imunológico dessa humanidade aflita e desesperada. As chamadas crises, que deveriam servir de inspiração para as transformações psíquicas e espirituais da raça humana, se constituem em autênticas ameaças ao futuro da humanidade.
Crises financeiras levam as pessoas ao desespero, com medo de perder empregos e de não ter o que comer. As separações de casais, o abandono dos filhos, as rupturas sociais, os apegos exagerados aos bens materiais e as ambições sem limites são causas e efeitos que se realimentam, enquanto a sociedade se desagrega e perde os seus referenciais.

O sistema imunológico das pessoas está sendo desintegrado pelos medos, que estão sendo incutidos em nossas mentes, não por acaso, mas deliberadamente, pelos meios de comunicação, a serviço das elites do poder internacional. Informações falsas ou desencontradas são plantadas propositalmente nos noticiários, com o intuito de desestabilizar a sociedade.
Uma sociedade doente e assustada torna-se uma presa fácil nas mãos dos poderosos, ficando ao sabor do seu terrorismo internacional, o pior de todos, da intimidação e da manipulação das vontades.

Esses poderosos são os responsáveis pelas crises forjadas nos gabinetes dos grandes Bancos e nas Associações Industriais internacionais, em que bilhões de dólares são transferidos, como prêmios,
para os cofres dessas instituições que são as manipuladoras das crises.
Uma gripe promovida à condição de pandemia, mediante uma in
timidação maciça da sociedade mundial, torna-se a nova crise, encobrindo os desmandos financeiros desses ricos poderosos, e transferindo o centro das atenções e dos lucros para uma indústria farmacêutica.
Assim caminha a humanidade, e assim está escrito. Enquanto a humanidade insistir na ganância de possuir riqueza e poder, estará fazendo o jogo dos poderosos e experimentando suas próprias fraquezas.

As pessoas pensam que estão bem informadas, quando estão apenas bem enganadas. Enquanto isso, os medos fazem a sua parte. Todos que se dizem cautelosos e responsáveis, promovendo os cuidados para a prevenção das crises, pregando trabalho, higiene e consumo, estão, os coitados, a serviço dos seus verdadeiros inimigos.
As crises financeiras encobrem desvios fabulosos de recursos dos cofres públicos para os bolsos dos empresários inescrupulosos. Uma gripe, que antes seria apenas uma gripe, ganha nome e destaque na mídia, matando os mais frágeis de susto, assim que dão o primeiro espirro.

Os medos são os maiores, senão os únicos pecados da humanidade. Eles são os efeitos mais visíveis dos karmas. Ah, os karmas, sempre eles !

Pois é, caro leitor, fique bem atento aos seus números kármicos, e aprenda que os karmas não serão capazes de nada, se nós não sucumbirmos aos medos kármicos.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O poder de decisão


As minhas experiências como numerólogo me reservam bons exemplos de como as pessoas têm o mau hábito de transferir responsabilidades.
A triste realidade é que quase ninguém gosta de assumir uma decisão. As pessoas estão cada dia pensando menos, e acham uma perda de tempo ficar meditando sobre algum tema, refletindo sobre o seu futuro ou,simplesmente, tomar para si o controle da sua vida.

Tudo hoje é feito tão às pressas que já não se perde tempo com pesquisas, escolhas ou opções. Ler-se sobre um assunto e discuti-lo com interessados naquele tema, deixou de ser uma prática usual. A internet está aí mesmo para dar respostas, as mais variadas, sem que se tenha de ouvir idéias discordantes em cansativos debates. Antes, dizia-se que a troca de opiniões enriquecia o conhecimento. Agora, acredita-se que é uma perda de tempo, ou como uns mais grosseiros costumam exclamar : "é um saco!".

Antigamente, o jovem procurava um idoso, quase sempre o avô, em busca de conselhos e ficava, horas a fio, ouvindo histórias da vida. Hoje, marca-se consulta com um adivinho, que tanto pode ser um tarólogo, um astrólogo ou um numerólogo, e pergunta-se o que se deve fazer, qual a decisão a ser tomada ou que nome devo dar ao meu filho que irá nascer.
A maioria desses adivinhos, completamente descompromissados com as realidades do mundo espiritual, assume a figura do oráculo infalível, e cobra uma nota por todas as soluções miraculosas que vão nos fazer felizes. Nessa ingênua verdade, acreditam os incautos que pagam por essas fantasias engendradas nas mentes perigosas desses falsos profetas.

Outro dia, recebi um email de uma grávida que me pedia ajuda para escolher o nome da filha que estava para nascer. Ela me dizia que perfil de mulher que ela queria gerar, quais os defeitos que não gostaria de ver na filha e todas as virtudes que seriam muito bem vindas.
Não tive outra saída senão decepcioná-la, e contrariando os meus colegas que cobram, às vezes pequenas fortunas, para dar tais conselhos, eu fui obrigado a dizer-lhe que o processo kármico de morte e renascimento não segue essa racionalidade que ela imaginava.
A cada nova encarnação, a alma vem em busca de experiências que hão de ajudá-la a evoluir, e dentre elas incluem-se alegrias e tristezas, prazeres e sofrimentos,
numa escala de valores que não podem ser manipulados, e que variam de acordo com o estágio de evolução de cada alma.
Infelizmente, as pessoas estão muito distantes da realidade da vida, julgando que podem fazer a bobagem que for, que Jesus salva. As religiões incutem nas frágeis mentes desses falsos devotos que Deus é fiel, e que isso é o suficiente, não sendo exigida uma contrapartida de fidelidade, para que cada um possa alcançar os seus ideais na vida.

A confusão é tamanha que procura-se uma bola de cristal para se adivinhar o futuro, e o que for dito pela cigana é considerado um fato consumado. Atualmente, a maior e mais perigosa de todas as ciganas em ação, é a Rede Globo com a sua bola de cristal, que após programar as mentes de milhões de espectadores, desperta-as com um sutil sinal de "plim-plim".
Estamos sendo enganados, e nem nos damos conta disso. Os videntes mal intencionados, os pretensos místicos e os profetas do apocalipse aproveitam a telinha de cristal, mais eficiente do que bolas, cartas, astros e números, para espalharem o pânico e cobrarem por suas magias baratas.

Às vezes, conversando comigo mesmo, me ponho a lastimar pelo mau uso dessas ciências divinatórias, místicas e sagradas, que escondem segredos milenares, e que revelam a quem souber interpretá-los a solução para todas as crises da humanidade.
Mas, as pessoas não querem ter trabalho, não se dispõem a esforços e sacrifícios, querem tudo de bandeja, e não importam se com magias ou milagres. E como esse não é o método divino para a solução dos nossos problemas, as crises se sucedem, as doenças matam e a vida vai se tornando cada vez mais difícil de ser vivida.


O grande psicanalista Carl G. Jung deixou um tratado interm
inável de estudos sobre a relação entre a mente e a alma, entre a Matéria e o Espírito, mas nem mesmo a medicina tradicional acredita muito naquilo que esse gênio da psicanálise reuniu em suas obras.
As doenças são tratadas, ainda hoje, como se os corpos humanos fo
ssem máquinas, sem o poder de decidir o que lhes cura ou deixa de curar. Sem remédios, vacinas e operações, a medicina moderna não consegue responder às epidemias, às doenças degenerativas ou a um simples espirro, prenunciando um possível resfriado.

Os doutores da alma não são bem vistos pela humanidade. E até posso entender essa desconfiança, pois os que sempre foram assim chamados, padres, pastores e rabinos, dentre outros, vivem envolvidos em escândalos que não têm mais fim.
Os pobres e autênticos doutores da alma, que são os verdadeiros astrólogos, tarólogos e numerólogos, são discriminados pela mídia que é sustentada pelo dinheiro dos religiosos e dos donos das religiões.
As bruxas não são mais caçadas, mas desqualificadas. Os magos s
ão ridicularizados. E a ciência moderna quântica, que prega o poder da mente humana sobre qualquer acontecimento ou verdade aparente, torna-se uma espécie de enfeite de cristaleira, um objeto precioso e belo, mas guardado como peça decorativa, na sala de estar da ciência.

Mesmo assim, e apesar de tudo, as mentes continuam despertando, e muitos passam a se interessar pelos estudos místicos, pelos mundos ocultos e pelo poder exercido pela mente nos fatos relacionados à matéria.
O interesse pela espiritualidade humana está crescendo, percebe-s
e a curiosidade pelas ciências ocultas e pelos fenômenos que a ciência tradicional não consegue explicar. Mas, o medo é o fator dificultador da expansão da consciência humana, por ser alimentado por aqueles que mantêm o controle sobre os meios de comunicação e de produção.

A qualquer ameaça de mudança na relação preestabelecida por essas elites do poder, ocorrem crises provocadas deliberadamente para assustar amedrontar e fazer recuar os processos de transformação que começavam a se pôr em movimento.
Diante do medo de perdas, da miséria e da morte, a humanidade dá um
passo atrás, e volta a se submeter às mesmas regras dominadoras que haviam começado a ser contestadas.
Quando surge um clarão de liberdade, uma possibilidade maior de acesso do povo à riqueza ou ao poder, vem uma crise financeira que desemprega, desestabiliza e desagrega. Acaso, fatalidade, azar ou ... ?

Por tudo isso, eu não estranho que as pessoas continuem amedrontadas, no momento de tomarem decisões. Transfere-se, para o governante, o poder público. Transfere-se, para o médico, o poder de decisão sobre a vida do paciente. Transfere-se, para o conselheiro, o poder de dar um rumo na vida do consulente.

Muitos me perguntam sobre o que fazer na vida, se casam ou vão ao futebol, se entram na faculdade ou vão tomar um chopinho com os amigos, se isto ou aquilo. Essas pessoas seguem uma marcha lenta, porém inexorável, de cabeça baixa, à espera de ordens, de esperança ou apenas de algum sonho ou magia que as façam crer no dia de amanhã.
Tenho dito e repetido que os números estabelecem o plano da alma, o caminho a ser seguido para o cumprimento da missão e os talentos
a serem desenvolvidos para que tudo se faça da forma mais simples e natural. Mas, quem dita o ritmo do movimento, somos nós. Mas, quem escolhe a força a ser empregada e a ousadia a ser adotada, somos nós. Pois, quem sente prazer ou sofre com os resultados, somos nós.

Se seguirmos o caminho da missão, seremos sadios e felizes. Quem faz a leitura dos números é o numerólogo, quem analisa o que revelam os números é o num
erólogo, mas não é o numerólogo quem diz o que cada um tem de fazer ou como fazer.

O conselheiro dá os conselhos, mas quem decide é o aconselhado. Transferir a responsabilidade da decisão ao seu conselheiro é um ato de absoluta insensatez. As recomendações do conselheiro não devem ser confundidas com intromissões na vida do aconselhado. Elas são sugestões a serem seguidas, desde que sejam aceitas pelo aconselhado, mas não podem ser vistas como interferências na vontade alheia.

O poder de decisão fugiu do nosso controle, no dia em que passamos a ter medo. O poder, então, foi assumido por aqueles que passaram a nos alimentar com novos e intermináveis medos, que não têm mais fim. E enquanto a gente se encolhe com medo do que possa vir a nos acontecer, as elites do poder nos dão pão e circo, para distrair a nossa atenção. Até quando ?

A numerologia também tem resposta para essa pergunta, mas entendê-la dependerá do nosso nível de consciência espiritual. E, por enquanto, esse tempo ainda não chegou.

Está em nossas mãos dizer um basta a essas elites, e retomar o nosso poder de decisão. Quem se habilita a dar o primeiro passo ? Sou todo ouvidos ao clamor dos meus leitores.