quarta-feira, 15 de abril de 2015

A PSICOLOGIA E A NUMEROLOGIA DO MEDO


Meus caros leitores:

Os numerólogos enxergam números em tudo. Existem fatores que só mesmo o conhecimento da numerologia permite identificá-los e explicá-los. Estamos vivendo uma época estranha e ao mesmo tempo assustadora.
Estranha, por revelar diversos amigos transtornados pelo ódio e por um incontido desejo de vingança. Assustadora, por identificar um medo desesperado naqueles, aparentemente bondosos, que se manifestam com ódio e ânsia de vingança.

A pergunta que cabe a um  estudioso avaliador da alma humana é “por que tanto medo?” Vivemos um momento que, comparado com outras eras, apresenta uma relativa calmaria, sem guerras mundiais ameaçadoras, sem guerras frias e apenas com  focos localizados em regiões tradicionalmente belicosas.

A crise mundial desencadeada pelos países mais ricos poderia explicar um dos aspectos deste medo. As nações reconhecidas como as mais ricas e estáveis padecem conflitos internos, políticos e econômicos, que seria impossível não se espalhar pelos países mais pobres ou mais dependentes de suas economias.

O liberalismo social e moral que tudo permite, e que aceita como normal atitudes absurdas e condenáveis, poderia também servir de explicação para esses medos. Afinal, se tudo é permitido, eu posso ser ofendido e atacado nas redes sociais, e ter minha honra manchada por um irresponsável palpiteiro, que não sabe do que fala.

A sensação de que o dinheiro que agora eu tenho para gastar pode voltar a faltar, e o fato de não saber o que fazer se o fantasma da miséria voltasse a me assombrar, pode ser outro fator fomentador do medo. Do outro lado, estariam os que sempre possuíram muito dinheiro e que se sentem ameaçados pelos emergentes, que formam uma nova classe social.

Medo de perder o emprego para um sem teto, que adquiriu o direito de morar em casa própria! Medo de perder as terras, improdutivas e ostentadoras do poder secular herdado de usurpadores ancestrais. Medo de perder a vaga na universidade, para um ser de tez escura, sangue indígena ou escravo, antes um sem-terra, hoje, um cidadão com voz ativa que sabe se defender e reivindicar os seus direitos.

Jung identificava esses medos como projeções que reproduziam frustrações, decepções, inseguranças e baixa autoestima. Criar espantalhos para espantar invasores é uma prática bastante conhecida pelos nossos antepassados que tinham suas raízes no campo e cuidando da lavoura. Inventar fantasmas para amedrontar crianças ou ingênuos, fazendo-os se afastar de um lugar proibido ou protegido, é uma prática ainda identificada em muitas famílias.

A numerologia identifica o medo de várias formas distintas, de acordo com as suas origens. Em todas elas, porém, prevalece a fraqueza e a sensação de impotência, diante de uma ameaça. Se o medo é injustificável sob a visão lógica, então ele pode ser resultado do karma 13, cuja causa está relacionada a práticas de manipulação de magia negra. No entanto, se a ameaça é reconhecida como plausível, então pode-se atribuir sua origem a timidez, insegurança e baixa autoestima. Neste caso, o número 2 se faz presente, sinalizando heranças de vidas passadas, relacionadas a fracassos, tragédias e sofrimentos. O medo de sentir tudo outra vez, amedronta e inibe a criatura humana.

Se numa vida, a missão fracassou, e nem importa qual fosse essa missão, a alma pode reencarnar com um sentimento de incapacidade ou incompetência para enfrentar desafios. Se o fracasso foi motivado pela violência ou pelo autoritarismo, o medo pode estar relacionado a uma retração de iniciativas, pelo temor de repetir os karmas de outras vidas.

Casos dessa natureza revelam seres tensos e reprimidos, temerosos de enfrentar a vida e muitas vezes submissos e assustadiços. Essas criaturas, ainda que, aparentemente, medrosas e frágeis, possuem um potencial de agressividade ainda muito intenso, reprimido no fundo da alma, mas ainda não superado. Elas possuem, em alguns casos, fortes presenças dos números 1 e 2 em confrontação permanente, como se fossem fracos e desprotegidos, e, ao mesmo tempo, agressivos e violentos.

Essas pessoas são muito perigosas, pois costumam atacar pelas costas, sendo intrigantes, mentirosas e vingativas. Quando, porém, são confrontadas, elas agem como pobres inocentes, desdizendo-se e se mostrando como pobres e inocentes vítimas. Nelas, mais do que nas mais fortes e agressivas, percebe-se o ódio e a ânsia de vingança.

A fraqueza, quando esconde frustrações e ressentimentos, se torna muito perigosa e ameaçadora. Em tais situações, são os fracos bem mais perigosos, por esconderem seus instintos e se disfarçarem por trás de máscaras a sua verdadeira face vingativa. O medo transforma e transtorna a criatura humana.

A sociedade está testemunhando os efeitos desses medos descontrolados, que estão mostrando o lado oculto de amigos e parentes que, alegando a liberdade de expressão, se expressam de forma maldosa, usando termos insultuosos e se comportando de modo agressivo, para nossa tristeza e decepção. E nem importa, se as motivações são justas ou não. A reação destemperada é a causa da condenação.

Passar os olhos pelos comentários do Facebook nos levam da tristeza à indignação. Criaturas religiosas atacam, sem piedade, pessoas que nem conhecem, mas que cometeram o erro de pensar de modo diferente. Isto cria uma ameaça terrível ao seu status quo, e o medo de perder sua condição social e econômica, revela o seu verdadeiro ego, escondido por trás de máscaras.

O ódio é um fator de aceleração da violência, quando o medo alimenta as reações humanas. Acontece que, para os mais fracos, o ódio é um dos efeitos do medo. E a humanidade está com medo, muito medo!
Medo da sua pouca espiritualidade, ainda que recheada de crenças religiosas. Medo das conquistas de uma tecnologia avassaladora e intimidadora, por invadir vidas, lares e segredos íntimos.

Quantos amigos já nos decepcionaram após lermos declarações suas no Facebook, ou ouvirmos suas palavras de ódio contra governantes, patrões, colegas de trabalho ou, simplesmente, para quem discorda de suas opiniões. Mães de família e doutores diplomados, que possuem toda a educação que tanto se cobra dos mais ignorantes, despejam sua ira transtornada pelo medo de, um dia, serem comparados aos que eles julgam ser de classe inferior.

Medo, meus leitores, medo dos outros, medo da vida, mas, principalmente, medo de si mesmos. Essas pessoas sabem que não são exatamente como fingiam ser. Elas trazem no peito, contido e aprisionado, o ódio por muitos que elas julgam ser culpados de suas iniquidades e sofrimentos.

Quebrando seus espelhos, elas se negam a olhar suas imagens refletidas à sua frente, acusando-as de tudo que elas insistem em transferir para culpas alheias. Corruptas, desonestas, mentirosas e violentas são elas mesmas, e não os que elas acusam. Quem não faz uma sincera reflexão e não se reconhece como parte de uma humanidade violenta e decadente, não está pronta para ajudar sua alma a evoluir.

Enquanto o medo encobrir as falsas razões que prevalecem nos atos violentos e hostis de manifestantes, políticos, policiais e juízes, nas atitudes de parentes e amigos, nada vai mudar, as acusações prosseguirão e darão a impressão que apenas alguns são os culpados.

Meus caros leitores, não se enganem e nem nos enganem! Assumam as suas culpas e, juntos, reconheçamos em nós as responsabilidades por esse mundo que, para melhorar, precisa que, antes, cada um de nós trate de se tornar uma pessoa melhor.


Somos todos nós parte da Alma do Mundo, ou, se preferirem um termo mais técnico, do Inconsciente Coletivo. Somos nós que alimentamos os hábitos e costumes da nossa sociedade, uma sociedade doente, por causa da epidemia que, faz tempo, domina os nossos frágeis corpos, e que faz a humanidade ser dominada pela elite que manipula o seu poder - MEDO.







terça-feira, 7 de abril de 2015

TEIA AMBIENTAL - DINHEIRO NÃO MATA A SEDE

Muito se fala, meu caro leitor, das águas e da falta que elas nos fazem. A humanidade vive aterrorizada por uma possível escassez mundial de água, que, aliás, já existe, e que só tende a piorar. Alguns pensam que isto é coisa nova, e que vai passar, como tudo é passageiro na vida. Será?



Em 1998, precisamente na edição do Jornal Nossa Folha, no período de 10 a 25 de abril, eu escrevi uma crônica sobre as águas. Profecia, vidência ou mero bom senso? Vou extrair alguns trechos do texto, e deixo-os a julgamento dos leitores.



Inspirado pela canção de Guilherme Arantes, Planeta Água, eu escrevi: “Água que nasce na fonte serena do mundo e que abre um profundo grotão, faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão”.

Ela brota do seio da terra, pura e cristalina, e se dá, sem fechos, nem preços, para a vida de todos nós. Mas, o homem com a esperteza e mania de civilização, tratou logo de inventar as bicas e criar as taxas para o seu controle e exploração.



Lá pelos idos de 1855, o sábio cacique Seattle enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, que desejava comprar a terra dos índios, onde dizia ser-lhe muito estranho comprar ou vender terras, já que não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água. 
 


E, continuemos cantando a bela canção Planeta Água. “Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao serão. Águas que banham aldeias, que matam a sede da população”. O lirismo da música acaba escondendo a trágica realidade que, a certa altura, já poluída pelos esgotos, pelo lixo e por substâncias tóxicas, a água que mata a sede também pode matar o sedento beberrão. Quem sabe a tecnologia moderna não acaba inventando uma forma de se viver sem beber e sem respirar!



Continuando a nossa cantoria: “Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão, e que depois dormem tranquilas no leito dos lagos”. Para os índios, a água dos rios simbolizava o sangue dos ancestrais, e os reflexos nas águas límpidas dos lagos contavam toda a história do seu povo. Os simbolismos modernos continuam os mesmos, daí porque tantos cara-pálidas têm sangue ruim nas veias e uma história de vida tão feia para contar.

E a melodia nos encanta: “Águas dos igarapés, onde Yara mãe-d'água é misteriosa canção. Água que o sol evapora, pro céu vai embora, vira nuvens de algodão. Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobra a plantação. Gotas de água da chuva são tristes, são lágrimas na inundação. Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão e sempre voltam humildes pro fundo da terra”.



Enquanto a água volta pro fundo da terra, eu me meto num buraco pra me esconder, não dos homens, porque a eles nada devo, mas esconder-me dos filhos dos nossos filhos, das gerações que herdarão este planeta Terra. As nossas florestas vivem em chamas. Os mananciais da Bacia Amazônica estão ameaçados. Mas, os governantes e os governados vivem preocupados com desempregos e assentamentos dos sem-terra. Mais emprego significa mais indústrias e poluição. Assentamentos trazem mais matas devastadas e mais incêndios nos campos.



Inconsequente, o homem não enxerga nada além do seu próprio umbigo. Os governantes intimidados pelas pressões políticas e sociais agem contra a natureza. O povo incentivado pelos poderosos faz o jogo dos ricos, pensando que assim, todos poderão, um dia, se tornar ricos também.



Ainda há tempo para mudar a história. Não se pode deixar as águas rolarem. Sem água não há vida. E nenhum dinheiro do mundo pode comprar a água que já não mais exista. Os governantes estão escondendo a verdade. Os gestores da água estão mentindo. O povo está tendo a sua atenção voltada para outros temas que importam muito para os ricos, mas bem pouco para os mais pobres. O petróleo não é mais valioso que a água. O petróleo gera dinheiro e a água sustenta a vida. Vamos dar prioridade ao que merece mais a nossa atenção. Os valores expostos há quase 20 anos continuam os mesmos.

sábado, 7 de março de 2015

TEIA AMBIENTAL - A FALTA DE ÁGUA OU A FALTA DE COMPETÊNCIA?



Meus prezados leitores:

Valho-me do artigo do Professor da Universidade Federal de Pernambuco Heitor Scalambrini Costa, para fazer uma nova análise da crise hídrica que estamos enfrentando. Os meios de comunicação enfatizam, por razões políticas e econômicas, os problemas que estão enfrentando os moradores do Rio e de São Paulo, mas a verdade é que o Nordeste vem enfrentando crises semelhantes há décadas. 

Segundo o Professor Heitor, o Brasil detém, sozinho, 16% do total das reservas de água doce do planeta, possuindo em seu território o maior rio e o segundo maior aquífero subterrâneo do mundo, além de apresentar índices recordes de chuva. Mesmo assim suas maiores cidades sofrem racionamento, pois o Brasil não usa nem 1% do seu potencial de água doce.
Segundo ele, a razão da atual crise e das anteriores que vem enfrentando a Região Nordeste é uma só: o mau gerenciamento dos recursos hídricos pelo poder público – em todas as esferas de atuação. Não há proteção das nascentes, que sofrem com o desmatamento, e nem dos reservatórios naturais. Os rios estão degradados; os índices de perda de água nas empresas são assustadores; há um desperdício muito grande por parte da população, e na agricultura, onde ocorre mais de 70% do consumo, ainda se utiliza tecnologias do século passado – tudo contribui para o desperdício de água e o consumo excessivo de energia.
Ele considera que a comercialização da água tem provocado situações surrealistas. As empresas de água vão muito bem do ponto de vista financeiro, todavia a população acaba sofrendo as consequências de políticas voltadas a satisfazer os interesses dos acionistas (geralmente minoritários nas companhias), ávidos por dividendos crescentes.
Ele apresenta dados relativos ao seu Estado de Pernambuco, onde a gestão é da Compesa, que pertence 80% ao Estado e 20% a acionistas. Esses dados que seguem abaixo não hão de ficar muito distantes dos que dizem respeito a outros Estados brasileiros.
Um exemplo da má gestão diz respeito ao índice de perdas. Enquanto a média nacional de desperdício de água tratada, devido às perdas por vazamento, é de 35% (muito superior à média de países europeus e o Japão, que é inferior a 5%), em Recife as perdas chegam a mais de 50%.
Com a justificativa de aumentar a base de investimentos e de permitir maiores investimentos, as tentativas de privatização pelos governos estaduais já ocorreram. Foram rechaçadas pela população depois do exemplo desastroso ocorrido após a privatização da Companhia Energética de Pernambuco, a Celpe, em 2000.
Em 2015, mais uma vez os problemas de fornecimento de água em Pernambuco se tornam críticos, como se já não fossem. A chamada crise hídrica atinge em cheio a capital pernambucana e sua região metropolitana, sem obviamente levar em conta o problema crônico dos municípios do agreste e do sertão. Diante de reservatórios com pouca armazenagem de água, o governo estadual finalmente acorda para o problema.
A primeira atitude dos gestores, diante da própria incompetência, foi culpar São Pedro pela escassez das chuvas. Nada diferente do que aconteceu com os gestores do Rio e de São Paulo. Como o Santo não pode se defender, fica fácil esta transferência de responsabilidade. A segunda atitude, para mostrar serviço, foi apontar soluções imediatistas, como a construção de novas barragens e a transposição de águas, demonstrando sua incapacidade no planejamento de ações preventivas e mesmo corretivas, que com certeza minimizariam em muito os sacrifícios impostos à população. Qualquer semelhança com o que vem acontecendo no Sudeste não é mera coincidência.
No caso especifico da região metropolitana do Recife, o único reservatório no Litoral Norte que alimenta a Região Metropolitana do Recife é a barragem de Botafogo, que atualmente conta com menos de 15% de sua capacidade. Mesmo sendo uma área de proteção ambiental, protegida por lei, o entorno da barragem vem sendo desmatado há anos, com a cumplicidade dos órgãos públicos. Agora se verifica que, mesmo para precipitações consideradas normais na região, o nível de água do reservatório já não se recupera como antes. Será que isso lembra o que está acontecendo na região metropolitana de São Paulo, com a Cantareira?
De acordo com o Professor Heitor, uma das medidas a médio prazo, das mais sensatas neste caso, seria o reflorestamento e a proteção do entorno da barragem e das nascentes que alimentam o sistema Botafogo. Ao invés disso, são propostos outros projetos visando resultados econômicos imediatistas, como ocorre no Brasil e no mundo, quando interesses econômicos dos grandes industriais atropelam projetos destinados a reduzir as agruras da população sofrida.  
A minha intenção foi mostrar aos meus leitores que, o que parece ser uma crise monstruosa que se abate sobre o Brasil, não passa da contaminação de uma doença que vem sendo enfrentada pelo povo nordestino há décadas. A doença quando atinge as classes abastadas se torna, então, uma crise de grandes dimensões. 
O descaso pelo Nordeste é parte da história do nosso país, pois vem de longa data. A seca é um dos ícones da região nordestina do Brasil. A miséria e a pobreza dos retirantes do Nordeste em fuga para os grandes centros sempre foi festejada pela indústria da construção como a possibilidade de obter mão-de-obra barata. Nunca houve interesse de solucionar o problema, e a criação de uma empresa com este objetivo daria com os burros n´água, se o precioso líquido se fizesse presente por lá.
A grita geral é porque o que parecia ser uma doença crônica de um povo atrasado e ignorante, que muitos acreditam que não tem nada a ver com os progressistas paulistas e cariocas, tornou-se uma epidemia que pode matar de sede a muita gente fina e rica. 
A separatividade do Nordeste com o Sudeste atingiu o seu clímax com a última eleição em que a população mais pobre negou votos ao candidato da classe mais rica, o que provocou furiosas acusações e ofensas. Nada que pudesse ser novidade, mas que estava recalcada no peito dos mais ricos que se consideravam a salvo da seca nordestina, que era coisa de um povo lerdo e ignorante, incapaz de tornar férteis as terras do agreste. 
E agora, o que dizer com a chuva inundando as ruas da capital paulista, e os reservatórios recebendo pingos desses temporais, como conta-gotas de um remédio amargo que a presunçosa classe social do Sudeste está sendo obrigada a experimentar?
O que a maioria parece desconhecer é que somos todos brasileiros do Norte ao Sul, e que não existe prosperidade se uns insistirem em explorar os outros, alegando motivos sociais e econômicos, que só tenderão a agravar ainda mais a situação. 
Ou a água volta a se tornar um bem comum à humanidade, ao alcance de todos, ou morreremos de sede, com muito dinheiro no bolso. O dinheiro pode comprar muita coisa, mas nunca matar a sede. E uma outra coisa que parecia difícil de aceitar é que, o voto do pobre vale tanto quanto o do rico, e que, muitas vezes, o ignorante que vota mal não é o pobre. Ele sabe o que ainda pode lhe proporcionar alguma esperança. 
Como nos revela o Professor Heitor, água não falta, o que falta é competência pra fazer a gestão correta dos recursos hídricos. É claro que faltam outras coisas mais, mas vamos no concentrar apenas na água. Afinal, aqui nós tecemos a Teia Ambiental, a outra teia, mais criminosa e vergonhosa, fica por conta da Polícia Federal, MP e STF. Mas, nós, povo, somos os gestores da ética e da moralidade em nossa nação, e não devemos ser incompetentes nessa gestão. E nem podemos nos deixar enganar pela imprensa comprada, ou vendida, como preferirem, e que faz o jogo do poder internacional.
Como disse um nordestino: "Crise, que crise! Há décadas que falta água para o povo nordestino". 

    









sábado, 7 de fevereiro de 2015

TEIA AMBIENTAL - POLUIÇÃO MENTAL, A POLUIÇÃO DA ALMA

Meus queridos leitores:
Hoje, pela manhã, eu comecei a refletir sobre o tema a ser tratado na TEIA AMBIENTAL  de fevereiro, e de pensamento em pensamento cheguei a uma triste realidade - a maior poluição não é visível e nem sentida no corpo físico. A humanidade vive uma grande crise espiritual, e a poluição não poderia ter origem em outra causa que não fosse a ela relacionada.
Quem polui, senão a criatura humana! Quem provoca o maior dano à natureza, senão a criatura humana! Quem produz a droga que vicia e mata, senão a criatura humana! E por aí afora, podemos enumerar diversos fatores poluidores, e sempre recairemos na culpa da criatura humana.
Agora, resta buscar a essência dessa culpa, e tentar entender a sua origem e seus motivos.
Aprendemos no estudo da natureza e da raça humana que para que se mantenha a saúde é preciso harmonizar a matéria com o espírito. E a conclusão a que se chega, quando a desarmonia existe, é que surge, então, a doença, em razão da debilitação do corpo físico, diante dos permanentes conflitos dos seus  desejos e ambições com as suas naturais limitações.
A ambição desmedida está exterminando a raça humana, não somente com as doenças degenerativas, mas com aquelas epidêmicas que se espalham por todo o planeta.
A pureza, que é o oposto, da sujeira, que pode ser traduzida fisicamente como a poluição em geral, já faz muito tempo que é mercadoria rara de se encontrar. Não se pensa de modo puro, não se age com pureza de intenções e nem se pensa com sentimentos destituídos de maldade.
A maior de todas as virtudes, segundo todas as religiões, é a caridade, que é ridicularizada pela maior parte das pessoas, até muitas devotas e crentes, ou que se consideram como tal.
Poluir é despejar sujeira num ambiente que se mostrava limpo. Poluir, portanto, é sujar. 
Mas, para sujar é preciso antes pensar e sentir de modo sujo, impuro e poluidor. Somente depois vem o ato em si. 
O rico produz na sua fábrica e despeja seus poluentes nos rios e lagos.  O pobre atira pela janela os restos do pouco que tem. Se o empresário se preocupa com a poluição, logo é combatido por seus pares que temem ser obrigados a fazer o mesmo. Se o pobre é criticado por suas atitudes, logo vêm os falsos e pretensos defensores das classes menos favorecidas, acusando os críticos de discriminação.
Tanto uns quanto os outros não querem que a poluição acabe, para que não percam faturamento ou poder de barganhar seus interesses políticos ou sociais. 
De onde parte a poluição, senão de mentes empobrecidas por graves sintomas de desvios de conduta!
Tudo parece começar na mente, antes de atingir a má conduta no plano físico. 
Acontece que, se a mente não está devidamente sintonizada com a proteção ambiental e com o que ela pode provocar de prejudicial à evolução da raça humana, então ainda há uma origem anterior que influencia a mente a pensar da forma que pensa. 
Esta origem não é outra senão a consciência espiritual. Se a mente não está devidamente conectada ao corpo espiritual, ela não tem conexão com os princípios que regem a evolução espiritual da raça. 
Em função disto, aos poucos, todos os habitantes começam a sofrer as influências maléficas daqueles que só pensam em seus próprios interesses, e a muito curto prazo. Querem lucros rápidos, mesmo que deixem para trás as marcas da destruição. 
Essa é a geração que vai desaparecer do planeta, a geração desalmada, que dedicou boa parte da sua permanência por aqui para usufruir lucros, provocar guerras, destruir a natureza e tomar para si aquilo que pertence a todos. Esta é a geração poluidora, que não possui vínculos com a natureza, que não conhece outro deus senão o Ouro, e que sua justiça é eliminar os que se opõem às suas ações.
Se tudo está ficando poluído não é outra a razão, senão a presença na humanidade de um grande número de criaturas que só pensam em si e que de tudo são capazes para conseguir o que querem.
Estamos sofrendo a poluição espiritual pela presença entre nós desses seres desprovidos de alma e que só enxergam um futuro, em que sejam cada vez mais ricos e tirem mais e mais dos que pouco ou nada têm, mesmo que para isto eles roubem, matem e destruam a vida na Terra.
Esta é a poluição que vemos fisicamente em forma de fumaça negra, dejetos nas águas, sujeira nos mares, corrupção nos governos, lixo nas ruas, queimadas nas florestas, roubalheira nas instituições públicas, desvios de verbas e de recursos destinados aos doentes e inválidos. 
Se alguns pensam que estou me referindo ao Brasil, enganam-se, isto está ocorrendo em quase todas as nações do mundo. Muitas que parecem isentas desses males são as que mais poluem, usando das suas forças poderosas de convencimento - armas e dinheiro - para calar a boca da imprensa, que é mais um de muitos lixões espalhados por esse mundo afora. Triste imprensa, que vergonha!
O mundo está poluído, física, moral e mentalmente. E a origem disto é que a poluição espiritual está tomando conta de tudo e de todos. As instituições mais sérias , ou que pareciam ser, estão sendo não só acusadas de provocarem escândalos, mas de serem tais denúncias encaradas como normais. O lixo recolhido aqui é jogado ali, pois depois de produzido é difícil se livrar dele.
As igrejas são envolvidas por crimes dos quais deveriam estar imunes. A Justiça que julga os crimes e os criminosos abriga muitos deles, senão os mais influentes. As escolas ensinam tolices, no meio de drogas e criminalidade. Os hospitais são saqueados, e falta o básico para combater as doenças que são disseminadas pelos Agentes Poluidores, que produzem substâncias tóxicas lançadas no ar e nas águas do mar.
A TEIA faz um minuto de silêncio, em homenagem aos que estão morrendo por conta desses Agentes diplomados, cultos e bem educados, que usam o que aprenderam nas universidades para se tornarem cada vez mais ricos e mais poluidores.
Infelizmente, eles são surdos aos apelos que procuram tocar na consciência humana. Eles não ouvem porque não têm alma, são zumbis poluidores despejando lixo por onde passam, sendo homenageados 
por falsos méritos que não possuem e que nem estão interessados em possuir. 
A poluição não será combatida, enquanto os princípios e conceitos impostos por esses poluidores não forem condenados e uma nova geração de seres conscientes não assumir os poderes terrenos.
Que tal, começar cada um dos leitores, a fazer a sua parte? Não é uma boa ideia?






 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

TEIA AMBIENTAL - A MEDIDA DA ÁGUA



Meus caros leitores:
Às vezes, eu fico pensando que a inteligência humana está entrando em colapso.
É verdade que a ambição desmedida e a ganância por possuir cada vez mais, e só para si, deixa muita gente cega. Agora, tenho a impressão que depois da cegueira vem a loucura.
Durante quase todo o ano passado, só se lia notícias sobre a queda do nível dos reservatórios de água, a cada dia um novo percentual disponível. E quase sempre para baixo.
Os meios de comunicação publicavam que a situação estava crítica. Os governantes reclamavam da falta de chuva. As torneiras secando e o povo reclamando.
De repente, choveu uma semana no sul do país, cidades ficaram inundadas e águas foram lançadas aos rios e deles para o mar. Água doce que se misturou com água salgada dos oceanos. Água perdida para quem precisa de água doce para o seu consumo diário.
A cidade de São Paulo mede diariamente a sua reserva de água e publica o resultado. A cada baixa do nível do reservatório mais angústia e medo da seca. Providências, além de torcida e orações, nenhuma que revele de fato o desejo de solucionar o problema.
O Tesouro Nacional, tão enfraquecido por desvios e corrupções, parece ser a salvação. Planos e projetos envolvem milhões que não estão disponíveis. A sensação que se tem é que se trata de uma situação rotineira, uma espécie de solicitação de verba para a construção de uma rede de esgoto ou de um sistema elétrico.
A rotina burocrática empaca em prazos e orçamentos, enquanto se espera o milagre que não vem e a chuva que não cai. Será possível que algum brasileiro ainda acredita que o que acontece em São Paulo seja um problema que diga respeito apenas aos paulistas?
Está na hora de tomar atitudes a nível nacional. Precisamos parar de nos preocuparmos só com as represas para a construção de usinas e de plataformas de petróleo, e tratar de construir uma grande rede de transmissão de água, com tubulações de alta capacidade de vazão, que possam ligar o país de Norte a Sul.
Se por causa de faturar mais, são construídas tubulações pelo deserto para conduzir petróleo e gás, como não fazer o mesmo ou muito mais para abastecer as regiões mais secas. É claro que isto já devia ter acontecido com o Nordeste, mas quem sabe onde fica o nordeste do Brasil?
Seca nunca foi uma preocupação do Sul ou do Sudeste, mas agora é. O susto ou o pavor de alguns está tomando conta das grandes cidades paulistas, apesar da indolência da sociedade frente a necessidade urgente de encarar o problema sem perda de tempo.
Agora, não estamos falando mais do sertão mas do centro empresarial do país. Os retirantes sempre procuraram outras terras para fugir da seca, mas os grandes empresários não podem colocar a bagagem nas costas e abandonar suas fábricas.
A ironia maior é que esses mesmos empresários estão mais preocupados com a corrupção na Petrobrás, em que muitos deles estão envolvidos, do que em cobrar dos governantes uma prioridade absoluta para uma grande obra contra a seca, que, tudo indica, terá vida longa.
Uma transposição absurda do rio São Francisco para atender os interesses dos agronegócios consome milhões e não parece assustar governantes e banqueiros. Por que não pensar num projeto semelhante que possa distribuir a água entre os grandes reservatórios naturais e as diversas regiões do país? Por que não levar adiante um grande projeto de coleta de água da chuva, em alta escala, canalizando tudo que transborda e inunda cidades e desaguando em enormes reservatórios? Cada cidade poderia ter o seu sistema próprio, interligado aos demais.
Diriam os economistas que isso é uma fortuna, e é mesmo, porém, fortuna bem empregada. Diriam os fatalistas, mas isto seria mais um motivo de corrupção, e pode mesmo ser, desde que não se fiscalize. Ou a situação é emergencial ou não se fala mais nisso. Nem se olha para o céu e nem se faz promessa.
O que não se pode admitir é este ridículo ritual diário de anunciar a redução do nível da Cantareira, ou de outro reservatório qualquer. Parece pregação da Bolsa que só cai, e nunca sobe.
A sensação que a gente tem é que, um dia, após a medição, virá a aguardada, porém temida notícia, que o reservatório secou. E agora, como enfrentar a nova grande depressão, com a quebra não de bancos, mas de reservatórios de água?
Na depressão financeira, muitos morreram por se suicidar, agora, morrerão de sede. E, de braços cruzados, muitos aguardam a nova medida da água. E suspiram se ainda restam algumas gotas a mais.
E as causas, quando serão atacadas? E as atitudes imediatas, a partir de quando? Lenta e inexoravelmente, gota a gota, a água vai desaparecendo. A maioria torce por mais uns pingos de chuva, muitos rezam e pedem aos santos e uma minoria sorri calada, fazendo planos para novos negócios que explorem a crise da falta de água.
Como é possível ter projetos para tudo, e não ter recursos para matar a sede de um povo? Como é possível discutir-se empreendimentos para tornar o país mais rico, se não se tem dinheiro para saciar a sede da nação sedenta por um gole de água.
Chega de publicar diariamente a medida da água. Não interessa a ninguém, se tem mais meio por cento ou menos um por cento, quando o resultado final será a definitiva escassez de água. A propósito, qual é a medida da água, na tarde de hoje? E qual é a previsão de chuva? Acho melhor irmos todos à igreja.





sábado, 20 de dezembro de 2014

MENSAGEM DE NATAL E DE FINAL DE ANO



Aos que celebram o nascimento do Cristo em Jesus, a devoção.
Aos que celebram o nascimento de Maitreya em corpo físico, a invocação.
Aos que celebram o nascimento da Consciência Crística na Humanidade, a comunhão.
É tempo de unir mente e coração, sendo sábio como a serpente e pacífico como a pomba.
É tempo de cultuar a união e rejeitar a cisão, batizando o amor, na criança que nasce na alma.
É tempo de julgar a si, antes de condenar o outro.
Não nasce o Natal, onde habita o ódio.
Não cresce o Natal, onde prolifera a vingança.
Não amadurece o Natal, onde se cultua a segregação.
Não existe o Natal, onde se engendra a guerra.
Não permanece o Natal, onde se violentam os direitos.
Não há Natal, onde se alimenta o egoísmo.
Não há Natal, sem o perdão.
Que na despedida do ano 7, não fique o sabor amargo da vingança.
Que na chegada do ano 8, se exalte a união da mente com o coração, do cordeiro com o leão, do rigor com o amor.
Que na celebração do Natal e do Ano Novo, a paz seja mais do que um mero voto social; o amor, bem mais do que um simples desejo e a felicidade, um compromisso com a alma.
Gilberto Gonçalves .
Numerólogo da Alma.