LEGALIDADES
E ILEGALIDADES ESPIRITUAIS
Assim
como existe o Código de Justiça, elaborado pelos homens, há um
Código maior, desconhecido da maioria dos homens, e que rege a
justiça no mundo terrestre.
A
base que inspirou este Código divino é desconhecida da humanidade,
que se confunde, sempre que tenta explicar as suas origens.
A
maioria atribui estas origens a um Deus Justiceiro, que não só
criou as Leis, mas que também julga os infratores, uma espécie de
Sérgio Moro, que não só aplica a Lei, como a modifica a seu gosto
e critério.
Os
Iniciados recebem ensinamentos dos seus Mestres, que lhes contam
verdades inacessíveis aos homens comuns, daí porque, de tempos em
tempos, surgem revelações que contrariam as crenças religiosas.
Os
mais evoluídos, dentre esses Iniciados, sabem que as religiões não
correspondem aos nobres ideais de seus inspiradores, e que foram
deformadas por seus criadores, transformando-se, todas elas, em
verdadeiros partidos políticos da fé.
No
mundo moderno, surgem clamores para transformar crimes em atos
legais, para o que seus defensores alegam uma nova ordem social,
científica e política, que cobra a modernização das Leis.
A
ingenuidade da massa humana que habita este jovem planeta Terra
invoca os novos tempos, para justificar mudanças nos critérios
éticos e morais vigentes, por considerar os métodos mais antigos
como fora de moda.
Dentre
as modernizações pleiteadas, junto aos poderes políticos e
jurídicos, encontra-se o direito ao aborto, sob a alegação de se
tratar do direito da mulher sobre o seu corpo.
Escrevi,
recentemente, a um grande amigo com o qual troco opiniões, que este
tema está sendo banalizado, numa discussão de simples direito de
propriedade, como se o feto fosse um objeto pertencente à mãe.
Dizia
eu que, em minha opinião, o aborto não é uma questão política e
nem legal, mas, essencialmente, espiritual.
Quem
acredita que o feto já tem alma, o aborto é um assassinato, em tudo
semelhante ao ato de se matar um bebê recém-nascido, com a
diferença que um ainda não saiu do útero da mãe e o outro já se
encontra fora do corpo materno.
Quem,
no entanto, acredita que o feto seja uma propriedade física da mãe,
então, não há o que discutir, nem razão para proibi-la de se
desfazer de algo que lhe pertence.
Conclui
o meu comentário, nessa conversa virtual com esse amigo, que a
decisão é pessoal, com todas as consequências visíveis e
invisíveis.
No
Código de Justiça divino, é a Lei do Karma que governa o Tribunal,
e ela é implacável no julgamento do aborto, atribuindo-lhe o karma
14, com todas as futuras consequências, nas vidas subsequentes.
Os
castigos kármicos, como efeitos do karma 14, podem acarretar, nas
vidas seguintes, esterilidade, abortos espontâneos, rejeição e
abandono da parte de filhos e rompimentos de relacionamentos
familiares, ou consequências, ainda, mais trágicas.
Quem
considerar que vale a pena se livrar de um futuro filho, nesta vida,
e sofrer os efeitos kármicos desta atitude, ainda nesta ou nas
próximas vidas, então que o faça, independente da Lei dos Homens,
pois não há lei humana que justifique o karma.
Quem
não acredita em vidas futuras, que corra o risco, e faça o seu
aborto, se livrando de uma criança, cuja alma escolheu nascer de uma
mãe que não a deseja, e que é capaz de matá-la, antes que possa
conhecer o mundo de luz desta mãe.
Quem
espera a autorização da justiça dos homens, para cometer o crime,
pode ter certeza que, o crime já foi cometido, faltando apenas
materializá-lo.
Esta
é uma pequena amostra da diferença entre a justiça divina e a
justiça humana, em que há princípios que regem a evolução da
alma, em confronto direto com direitos que satisfazem o interesse do
corpo físico e da sua personalidade.
Esta
é uma das inúmeras diferenças entre as duas modalidades de
justiça.
Tudo
vai depender do grau de consciência espiritual, para seguir uma ou
outra.
Desejo
a futuras mamães, médicos e enfermeiras, políticos ou juízes,
que, ao pôr a cabeça no travesseiro, durmam bem, e tenham um bom
sono.
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