quinta-feira, 15 de junho de 2017

QUEM TEM MEDO DA MAGIA?

Tu abriste este blog, por curiosidade ou por aprendizado?

Se foste curioso, alerto-te para revelações que fogem à lógica da tua fé.

Não posso falar dos mistérios da fé sem mencionar a magia! Tremes ao ouvir a palavra magia? Será que associas a magia a rituais malignos, com sacrifícios humanos e aparições fantasmagóricas?

Tranquiliza-te, que todas estas crendices foram incutidas, através dos tempos, pelas religiões, para te afastar dos mundos ocultos, onde reside o teu poder e a tua sabedoria.

Já ouviste falar de Madame Blavatsky? Se a tua resposta é afirmativa, facilita a minha tarefa. Se nunca ouviste a menção à maior vidente dos novos tempos, vou ter um pouco mais de trabalho, mas nada que se torne uma empreitada impossível.

Qualquer que seja o teu conhecimento sobre o ocultismo, começo a minha jornada indo buscar em Blavatsky, uma estranha afirmativa, não para mim, mas, certamente, para os que imaginam que a magia é uma prática ligada ao mal, com a intenção de prejudicar ou atingir alguém.

Na Doutrina Secreta, obra ímpar, entre as inúmeras que tratam do assunto, Blavatsky afirma que “a Magia está indissoluvelmente ligada à Religião de cada país, e lhe é inseparável desde a origem”. Segundo Blavatsky, “a Magia é tão velha quanto o homem”.

Não te deixes confundir pelo que ouves ou lês, em pregações e livros religiosos, pois na tentativa de dar um sentido falso e desqualificar os poderes da magia, muitos criam inverdades, para assustar e afastar os que se sentem atraídos pelos fenômenos hiperfísicos.

A Magia não tem nada que a possa configurar como maléfica ou perversa, ela é uma simples ponte que liga o mundo invisível ao visível. Quem não possui o dom da vidência, pode se servir das práticas de magia, para desvelar outros planos além do físico.

Se pensares bem, concluirás, sem muito esforço, que a Religião é pura magia, pois cultua seres e valores invisíveis, para os nossos olhos físicos. A conexão do religioso com seus dogmas se dá mediante rituais de magia e fé, em que ocorre uma busca de interação do poder divino com o fiel em oração.

Os fenômenos, antes atribuídos a crendices e superstições, desde o início do século passado vêm sendo confirmados e demonstrados pela ciência, com o advento da física quântica. Um livro marcante para o bom entendimento dessas semelhanças, entre o mundo espiritual e o mundo físico, é a obra de Fritjof Capra, O Tao da Física.

E o medo, onde entra nesta história? Por que tantos temem a magia e a relacionam com rituais do mal?
A explicação está na História, que relata a oposição da Igreja à manifestação dos poderes mágicos espontâneos das curadoras e videntes, que tiravam dos líderes religiosos a primazia do milagre da cura.

O medo surge, então, incutido nas mentes dos religiosos, por seus chefes de Igreja, que atribuíam aos atos de magia influências diabólicas, relacionando as magas a poderes demoníacos. Contenta-te com esta explicação, pois ela está nas páginas dos muitos livros que relatam as ações cruéis da Santa Inquisição, que condenou à fogueira, as seguidoras da Magia, pois eram as mulheres as que mais praticavam a magia.


Se tens a falsa impressão que condeno a tua fé religiosa, engana-te mais uma vez. Não há nenhuma incompatibilidade entre a fé religiosa e a magia, entre a Religião e a Espiritualidade, pois todas são manifestações que buscam religar a criatura ao Criador. As divergências ficam por conta dos interesses de homens que se arrogam ao direito de falar em nome de Deus, quando o que pretendem mesmo é exercer o poder e o controle dos crentes.

Segue o teu caminho religioso, mas te mantenhas vigilante, pois muitos hão de querer manipular a tu fé, e tu serás levado a crer em falsas afirmações, que só afastam o religioso da Divindade. O Divino está em cada um de vós, nos virtuosos e nos pecadores, nos religiosos e nos ateus, nos cientistas e nos videntes, pois a Divindade está em Tudo, por ser ao Força Criadora de todos e de tudo que existe no mundo.

Quem se reconhece como Filho de Deus não deve ter medo, nem do que vê, e muito menos, do que não vê. O verdadeiro religioso cultua seu amor a Deus e à Humanidade, o que, segundo Jesus, o Cristo, era a mesma coisa. Na Bíblia e nos muitos livros sagrados de outras religiões, Deus e Humanidade são uma só, legítima e verdadeira, expressão do Poder Superior.

Espero ter transmitido certa paz à tua alma, extraindo da tua mente o injustificável medo do que existe, mas não se vê, da magia que revela o oculto e o traz para a tua vida, ainda que nada vejas ou sintas com teus sentidos físicos.

Por hoje, é só.






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