quinta-feira, 5 de julho de 2018

CRISE MUNDIAL - HISTÓRICA REPETIÇÃO


Hoje, vou usar trechos do livro de Fritjof Capra, O Ponto de Mutação, para tentar esclarecer as permanentes crises por que passa a humanidade. Recuso-me a explicar as crises por envolver causas múltiplas e sem padrões definidos. Os esclarecimentos visam, muito mais, dar aos leitores uma conscientização de que tudo se repete, as crises são sempre as mesmas, mas com facetas diferenciadas.

Diz o autor do livro, logo no 1º capítulo que, desde a metade do último século, vem ocorrendo, mais do que em tempos passados, um estado de profunda crise mundial. Trata-se de uma crise complexa, multidimensional, cujas facetas afetam todos os aspectos de nossa vida – a saúde e o modo de vida, a qualidade do meio ambiente e das relações sociais, da economia, tecnologia e política.

Ele alega que, desta feita, a crise é de dimensões intelectuais, morais e espirituais; uma crise de escala e efeitos sem precedentes em toda a história da humanidade. De repente, nos vimos forçados a nos defrontar com a real ameaça de extinção da raça humana e de toda a vida no planeta.

Pouco depois da virada da metade do século XX, na década de 50, líderes mundiais decidiram usar os chamados “átomos para a paz” e apresentaram a energia nuclear como a fonte energética do futuro, confiável, limpa e barata. Hoje, estamos conscientes que, a energia nuclear não é segura, nem limpa e nem barata.

Os reatores nucleares liberam elementos radioativos exatamente iguais os que caem sobre a Terra, após a explosão das bombas atômicas. Milhares de toneladas desse material tóxico já foram descarregados no meio ambiente, em consequência das explosões nucleares e de vazamentos de reatores.

E continuam se acumulando no ar que respiramos, nos alimentos que comemos e na água que bebemos, aumentando o risco de se contrair câncer e doenças que afetam a nossa imunidade, por atingirem o nosso sistema imunológico.

Mesmo pondo de lado a ameaça de catástrofe nuclear, o ecossistema global e a futura evolução da vida na Terra estão correndo sério perigo e podem resultar num desastre ecológico em grande escala. A superpopulação e a tecnologia industrial têm contribuído de várias maneiras para uma grave deterioração do meio ambiente natural, do qual temos total dependência.

Além da poluição atmosférica, nossa saúde também é ameaçada pela água e pelos alimentos, contaminados por uma enorme variedade de produtos químicos tóxicos, empregados como aditivos alimentares sintéticos, pesticidas, agrotóxicos e em produtos plásticos.

Enquanto as doenças de subnutrição e infecciosas são as maiores responsáveis pela morte no Terceiro Mundo, os países industrializados são flagelados pelas doenças crônicas e degenerativas, chamadas “doenças da civilização”, dentre as quais, enfermidades cardíacas, câncer e derrame.

Quanto ao aspecto psicológico, enfrentamos depressões graves, esquizofrenia e outros distúrbios comportamentais, que têm suas origens numa deterioração paralela de nosso meio ambiente social. O aumento de crimes violentos e de suicídio de pessoas jovens é tão elevado que já é considerado como epidemia.

A par dessas patologias sociais, segundo a visão de Capra, tem-se presenciado anomalias econômicas que parecem confundir nossos principais economistas e políticos. Inflação, desemprego e uma distribuição grosseiramente desigual de renda e de riquezas passaram a ser características estruturais da maioria das economias.

Discute-se o que se deve atacar em primeiro lugar – a crise energética ou a inflação? Não se percebe que ambos os problemas, como os demais são apenas facetas de uma mesma crise. Quer falemos de câncer, criminalidade, poluição, energia nuclear, inflação ou escassez de energia a causa é a mesma, ainda que os efeitos pareçam não ter relações.

Os economistas são incapazes de entender como conciliar o progresso e o controle da inflação, os oncologistas estão totalmente confusos acerca das causas do câncer, os psiquiatras são mistificados pela esquizofrenia, a polícia vê-se impotente em face da crescente criminalidade, e a lista vai por aí afora.

Segundo concluiu em seus estudos, Capra declara que esses problemas são sistêmicos, o que significa que estão intimamente interligados e são interdependentes. Não podendo, por isso, serem entendidos por uma metodologia fragmentada, que é característica de nossas disciplinas acadêmicas e de nossos organismos governamentais.

Diante dessas conclusões, não podemos fugir de admitir que a maioria dos nossos principais pensadores usa modelos conceituais obsoletos e variáveis irrelevantes. E uma afirmativa que polemiza ainda mais essas conclusões é a que atribui esse impasse conceitual à quase totalidade dos mais eminentes intelectuais ser constituída por homens.

Rigidez, tipicamente masculina, pouca sensibilidade para efetuar mudanças, emprego da imposição de verdades, pela força ou pelo uso do poder, são as consequências naturais desse predomínio quase absoluto da presença de homens à frente das experiências e conclusões.

A conclusão a que se pode chegar é que, perante regras e conceitos inovadores, enfrenta-se uma resistência à mudança de métodos e posturas para tratar dos velhos problemas. E assim caminha a humanidade, entre conflitos e crises, numa histórica repetição. Os velhos efeitos se repetem, mesmo diante de novas causas.

Como dizia Quincas Borba, na excelente obra de Machado de Assis – é sempre Humanitas lutando contra Humanitas.




domingo, 24 de junho de 2018

OS MISTÉRIOS DO KARMA



A vida tem sido dura para muitos, já que os tempos modernos cobram muito e dão pouco. Pelo menos, assim pensam os que desconhecem a justiça da Lei do Karma.

A ilusão de uma vida única, em que a justiça parece ser o efeito do que, simplesmente, se faz nesta vida, é a responsável por tanta revolta e inconformismo.

Fui na prateleira da biblioteca e recolhi o livro de Virginia Hanson e Rosemarie Stewart, intitulado KARMA A Lei Universal da Harmonia, para tentar extrair de suas folhas, algum tipo de consolo para este povo sofrido e tão desinformado das leis espirituais.

Na página 32, capítulo 2, encontro uma simples afirmativa, bem conhecida e aceita, por muitos de nós, “cada trabalhador é merecedor de seu salário, segundo o Livro da Sabedoria”.

Logo a seguir, lê-se que a personalidade é como uma série de roupas novas com suas características específicas, tais como cor, forma e qualidades. Mas, o homem real que as veste é o mesmo que vestiu as velhas.

Isso, e apenas isso, pode responder pela aparente terrível injustiça na distribuição de cada destino na vida da humanidade. Muitos seres bons sofrem durante quase toda a vida, sem motivo aparente, para quem só enxerga a vida presente.

Por que tantos nascem pobres e sofrem famintos? Perguntam-nos as autoras. E nós, sem saber o que alegar para essas discrepâncias de tratamento, nos consolamos com desculpas rotas e esfarrapadas, sem nenhum sentido lógico, mas que encontram respaldo na fé incutida nas mentes religiosas.

A resposta é encontrada na reencarnação e na evolução das almas, através da superação dos karmas, contraídos em vidas passadas. A roupa nova não será melhor do que a antiga, a não ser que tenha uma saudável serventia ao dono, a sua alma.

A troca de roupa, a cada vida, temo real objetivo de proporcionar novas experiências à alma, para que, enfrentando novos desafios, dê um novo sentido às suas ações, que em vidas passadas causaram danos e males à natureza e à humanidade.

A justiça que prevalece no fiel cumprimento dos mais nobres ideais de evolução da humanidade denomina-se Karma, a lei infalível que, nos planos físicos, mental e espiritual da existência, ajusta o efeito à causa.

Nada e ninguém estão isentos aos efeitos de ações passadas. Se as causas forem criativas e favoráveis à evolução, os efeitos serão ajustados a essas causas construtivas e as ações serão recompensadas na forma de ocorrências benéficas a quem as provocou. Caso contrário, surgem os sofrimentos, castigos e punições, inevitáveis e irrecorríveis.

Os nossos Mentores Espirituais relatam que, no momento da morte, cada um vê toda a sua vida diante de si, em seus mínimos detalhes. Esse instante é suficiente para revelar toda a cadeia de causas presentes em sua vida.

Cada um, então, vê e compreende a si mesmo, como se sua vida passasse a limpo, sem elogios ou condenações, apenas num relato frio e coerente com suas ações. Ele sente e reconhece a justiça de todo o sofrimento que se abateu sobre ele, a cada erro cometido ou maus pensamentos dirigidos àqueles com quem se relacionou.

Essa Lei é a que os religiosos costumam chamar de castigo de Deus, e que os mais espiritualizados identificam como Lei do Karma, ou a justiça que ajusta os efeitos às causas, e que tem agido desde toda a Eternidade.

O Karma não cria e nem planeja nada. É o ser humano quem planeja e cria as causas. A Lei do Karma somente ajusta o efeito, e tal ajustamento não é um ato, mas o resultado da harmonia universal que procura sempre recuperar o equilíbrio inicial, que retirou a justiça da sua posição original.

Todos têm seus pontos fracos, que nas vidas seguintes deverão ser corrigidos, numa eterna busca de perfeição. Quem aponta esses erros é a própria consciência de cada um, que passa a planejar uma nova personalidade, que venha a ajudar cada qual a se corrigir, e não mais repetir os erros passados.

O processo em si é muito mais simples do que essa história de Céu e Inferno, para toda a eternidade. A cada nova encarnação, surgem oportunidades de superação das antigas falhas e de novos aprendizados, que se incorporarão à evolução espiritual da alma.

Por conseguinte, não percamos tempo em esmiuçar as imperfeições alheias, vamos concentrar-nos em nossos próprios defeitos, a fim de corrigi-los e proporcionar às nossas almas as condições necessárias para a sua evolução.

domingo, 17 de junho de 2018

O GRANDE ENIGMA DO TER E DO SER



Diante da situação caótica que aflige a sociedade moderna, com valores autênticos sendo trocados por soluções baratas e desqualificadas, desfolhei o livro de Erich Fromm, TER OU SER, buscando respostas, que nos dê uma probabilidade razoável de esperança num futuro próximo.

Confesso-lhes que não encontrei opções animadoras, dentro do contexto atual em que vivemos, mas, não nos custa tentar seguir as reflexões deste humanista, psicólogo, economista e sábio pensador, em suas profundas divagações sobre as probabilidades futuras.

Começo este texto, indo buscar no último capítulo do livro, em que encontrei o que considerei interessantes considerações sobre como o autor vê a Nova Sociedade que se impõe com todas as suas formas obsoletas de conceituar o que seja o progresso.

Tendo em vista o poder das empresas, a apatia e a fragilidade de grandes segmentos das populações, a incompetência dos líderes políticos em quase todos os países, o permanente risco de guerras, os perigos ecológicos com permanentes ameaças de sérias alterações climáticas, que podem provocar a fome em grandes áreas do globo, surge a questão proposta por Erich Fromm – haverá uma oportunidade razoável de salvação?

É bom que se diga que, o livro que estamos utilizando para esta abordagem foi escrito em 1976, há mais de 40 anos, quando poucos se davam conta de todas essas ameaças, ou, até mesmo, nem haviam nascido.

Esqueçamos a sorte ou os programas econômicos que prometem transformar esses riscos num futuro seguro e próspero, e tratemos de fazer a nossa parte, avaliando as ponderações de um estudioso da sociedade, para chegarmos às nossas próprias conclusões.

A vida nem é um jogo de azar nem um negócio financeiro, e devemos procurar outros ângulos para uma apreciação das reais possibilidades de salvação. Façamos uma comparação com a medicina, e vamos concluir que, se o doente tem possibilidade de cura, por menor que seja, nenhum médico responsável dirá que já fez o possível ou usará tratamentos paliativos. Logo, uma sociedade doente, como a nossa, não pode esperar menos que isso.

Já naquela época, o nosso sábio autor, concluía que, o que ele chamou de fascismo tecnocrático, deve nos levar, inevitavelmente, à catástrofe. O homem desumanizado se tornaria, então, tão mau que não seria capaz de manter uma sociedade viável a longo prazo, enquanto que, a curto prazo não seria capaz de deter o uso suicida de armas nucleares ou biológicas.

Muitos se sentem deprimidos, os mais desesperados se têm suicidado. O número desses que chegam ao extremo, por absoluta desesperança, é cada vez maior. Eles sentem a infelicidade do seu isolamento e o vazio da sua “aglomeração”, e assim se veem impotentes, face a falta de significado de suas vidas.

Hoje, a vida vazia de consumo e futilidade pertence a toda a classe média, que econômica e politicamente não tem poder nenhum e pouquíssima responsabilidade pessoal. Começa-se a descobrir que o fato de ter muito não proporciona bem-estar e os conceitos de qualidade de vida estão sendo postos à prova.


Ambição e cobiça são tão fortes não porque sejam inerentes à natureza humana ou por serem inerentemente intensas, mas devido à dificuldade de resistir à pressão de se tornar lobo entre os lobos. E a tendência é que isto permaneça e se intensifique, numa sociedade como a nossa, cuja principal orientação e para TER, e cada vez mais.

Pensemos numa sociedade futura que nos dê esperanças de paz, que proporcione progresso para todos, e não restrito a uma pequena elite, que só ela, se beneficie das conquistas humanas.

Este nobre ideal só será possível se as atuais motivações com base no lucro, poder e intelecto forem substituídas por novas motivações, de ser, participar e compreender; se o ideal mercantilista der lugar a um sentimento de compartilhar direitos e conquistas; se a religião preconceituosa e discriminadora for substituída por uma nova prática espiritual profundamente humanista e universal.

Deixo para o último parágrafo a conclusão numerológica para esse enigma, e o faço de forma clara e serena – a solução é trocar o costume arraigado de supervalorizar o 1 e exaltar a busca do 8 por uma ação determinada pelo 4 e pelo 6, sob a inspiração do humanitário e caridoso 9. Sem a prática altruística e compartilhada do 9, a humanidade não terá uma probabilidade razoável de salvação.



quinta-feira, 14 de junho de 2018

LEGALIDADES E ILEGALIDADES ESPIRITUAIS

LEGALIDADES E ILEGALIDADES ESPIRITUAIS

Assim como existe o Código de Justiça, elaborado pelos homens, há um Código maior, desconhecido da maioria dos homens, e que rege a justiça no mundo terrestre.

A base que inspirou este Código divino é desconhecida da humanidade, que se confunde, sempre que tenta explicar as suas origens.

A maioria atribui estas origens a um Deus Justiceiro, que não só criou as Leis, mas que também julga os infratores, uma espécie de Sérgio Moro, que não só aplica a Lei, como a modifica a seu gosto e critério.

Os Iniciados recebem ensinamentos dos seus Mestres, que lhes contam verdades inacessíveis aos homens comuns, daí porque, de tempos em tempos, surgem revelações que contrariam as crenças religiosas.

Os mais evoluídos, dentre esses Iniciados, sabem que as religiões não correspondem aos nobres ideais de seus inspiradores, e que foram deformadas por seus criadores, transformando-se, todas elas, em verdadeiros partidos políticos da fé.

No mundo moderno, surgem clamores para transformar crimes em atos legais, para o que seus defensores alegam uma nova ordem social, científica e política, que cobra a modernização das Leis.

A ingenuidade da massa humana que habita este jovem planeta Terra invoca os novos tempos, para justificar mudanças nos critérios éticos e morais vigentes, por considerar os métodos mais antigos como fora de moda.

Dentre as modernizações pleiteadas, junto aos poderes políticos e jurídicos, encontra-se o direito ao aborto, sob a alegação de se tratar do direito da mulher sobre o seu corpo.

Escrevi, recentemente, a um grande amigo com o qual troco opiniões, que este tema está sendo banalizado, numa discussão de simples direito de propriedade, como se o feto fosse um objeto pertencente à mãe.

Dizia eu que, em minha opinião, o aborto não é uma questão política e nem legal, mas, essencialmente, espiritual.

Quem acredita que o feto já tem alma, o aborto é um assassinato, em tudo semelhante ao ato de se matar um bebê recém-nascido, com a diferença que um ainda não saiu do útero da mãe e o outro já se encontra fora do corpo materno.

Quem, no entanto, acredita que o feto seja uma propriedade física da mãe, então, não há o que discutir, nem razão para proibi-la de se desfazer de algo que lhe pertence.

Conclui o meu comentário, nessa conversa virtual com esse amigo, que a decisão é pessoal, com todas as consequências visíveis e invisíveis.


No Código de Justiça divino, é a Lei do Karma que governa o Tribunal, e ela é implacável no julgamento do aborto, atribuindo-lhe o karma 14, com todas as futuras consequências, nas vidas subsequentes.

Os castigos kármicos, como efeitos do karma 14, podem acarretar, nas vidas seguintes, esterilidade, abortos espontâneos, rejeição e abandono da parte de filhos e rompimentos de relacionamentos familiares, ou consequências, ainda, mais trágicas.

Quem considerar que vale a pena se livrar de um futuro filho, nesta vida, e sofrer os efeitos kármicos desta atitude, ainda nesta ou nas próximas vidas, então que o faça, independente da Lei dos Homens, pois não há lei humana que justifique o karma.

Quem não acredita em vidas futuras, que corra o risco, e faça o seu aborto, se livrando de uma criança, cuja alma escolheu nascer de uma mãe que não a deseja, e que é capaz de matá-la, antes que possa conhecer o mundo de luz desta mãe.

Quem espera a autorização da justiça dos homens, para cometer o crime, pode ter certeza que, o crime já foi cometido, faltando apenas materializá-lo.

Esta é uma pequena amostra da diferença entre a justiça divina e a justiça humana, em que há princípios que regem a evolução da alma, em confronto direto com direitos que satisfazem o interesse do corpo físico e da sua personalidade.

Esta é uma das inúmeras diferenças entre as duas modalidades de justiça.

Tudo vai depender do grau de consciência espiritual, para seguir uma ou outra.

Desejo a futuras mamães, médicos e enfermeiras, políticos ou juízes, que, ao pôr a cabeça no travesseiro, durmam bem, e tenham um bom sono.










quinta-feira, 5 de outubro de 2017

PELA REPÚBLICA

Encontrei nos meus guardados um recorte de jornal de 6.6.1987, e não pude me conter de publicá-lo neste meu espaço, que, além de tratar de numerologia, procura abrir a mente dos leitores.
Às vezes, imaginamos em nossa ingenuidade física e imaturidade espiritual que tudo vai de mal a pior, e que a humanidade não tem mais o padrão de ética e moral de antigamente. Leiam o texto abaixo, sem tentar descobrir o seu autor, e depois reflitam sobre justiça e honestidade.

"Quando na solidão do meu gabinete contemplo o Brasil que agoniza no leito das torturas que lhe armaram os desmandos do regime que nos rege; quando escuto as invectivas indecorosas que mutuamente se assacam os bandos políticos que, como lobos famintos, disputam entre si as migalhas de um poder degenerado; quando constato o estado de apatia coletiva que mais parece uma saliência do caráter nacional - enquanto o povo estorce-se nas garras aduncas da miséria, da ignorância e do vilipêndio; quando vejo a honra e o talento abatidos pela exaltação da mediocridade bem sucedida dos charlatães e pusilânimes da causa pública; e quando descortino o horizonte da impunidade e da desesperança - eu me pergunto: não haverá um único homem que, purificando o trato das instituições, sustenha a pátria que resvala para o abismo no fundo do qual irá encontrar seu esfacelamento? Como aterradora resposta, recolho o silêncio e o desânimo". 




(Texto de Clóvis Beviláqua - Junho de 1879)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

REPENSANDO OS PADRÕES VIGENTES

REPENSANDO OS PADRÕES VIGENTES

Caros leitores:
Há momentos em que nos sentimos derrotados por um sistema de vida, que nos impõe verdades, nas quais não acreditamos, e que nos deixam a repensar os padrões a que temos de nos submeter.
Será justo não acreditar nos valores desses padrões, mas, mesmo assim, sermos obrigados a segui-los e acatá-los? Quem tem esse poder de criar e impor padrões?

Esta questão atravessa os tempos. Em eras antigas, atribuía-se a Deus os padrões estabelecidos, como se Ele fosse o autor das leis estabelecidas por reis e líderes religiosos.
Com o passar do tempo, descartou-se a autoria divina, e o mundo mais civilizado, segundo os juízes das sociedades, passou a estabelecer seus padrões, segundo os sábios e anciãos das tribos.
Mais algum tempo, e a civilização dando saltos de progresso, questionável, é verdade, mas seguindo os padrões impostos pela maioria, ou por uma suposta e influente tendência lógica, desprezou os sábios e mais velhos, substituindo-os pelos mais ricos e poderosos.
Em certo momento da história, uns pretensos especialistas, se deram conta que devíamos adotar a chamada democracia, em que o povo expressa a sua vontade, mediante o voto e por meio de seus representantes, os chamados deputados.
Se julgarmos que, isto tenha acontecido recentemente, estaremos redondamente enganado. A aclamada e reclamada democracia é antiga, talvez originária da Atlântida, após a partida dos Deuses.
E, para a decepção dos que se ufanam em se dizer democratas, como se isto fosse motivo de orgulho e justiça, o sistema com padrões democráticos, semelhantes aos adotados nos dias de hoje, foi abandonado, há milhares de anos, por se ter demonstrado irracional e inexequível. 
 
O padrão democrático provocou muita confusão, pois a raça humana confundia o poder temporário com o privilégio permanente de manipular esse poder, segundo seus próprios interesses, não se conformando em, simplesmente, transferir esse direito transitório para seu substituto, findo o seu mandato.
A história da política mundial narra essa confusão de poder com as tintas da leveza e da fantasia, sem relatar a luta nos bastidores da política, pela perpetuação desse poder.
A democracia passou a ser considerada um avanço na forma de governar, em que o poder era transferido  de um governante para outro, de acordo com a vontade popular. 
 
A conveniência dos poucos que, realmente, exercem o poder, não deixava transparecer as distorções e os ilícitos cometidos pelos poderosos que, depois de exercerem o poder, não mais o deixavam escapar-lhe do controle.
O sistema não é o responsável pela justiça ou pelo respeito à vontade popular, por ser apenas uma ferramenta que constrói o padrão estabelecido pelos homens. E esse padrão segue o poder da força e dos interesses dos mais poderosos.
Muitos hão de julgar que, criticando a democracia, estou defendendo a ditadura, por acreditarem que uma seja o oposto da outra. Engano, meus leitores, ledo engano, de quem vem sendo doutrinado por um sistema tendencioso e corrupto, com a cumplicidade de uma mídia facciosa, que não noticia, mas promove política, através dos noticiários.
Em verdade, podemos atribuir o conceito de ditadura, a qualquer forma de governo, desde o capitalista ao socialista, da república à monarquia. O diferencial está na consciência e cultura de cada povo, para aceitar ou rejeitar a prepotência e o autoritarismo.
Haveria uma forma de governo perfeita, em que o povo teria o direito a decidir seu futuro, de fato e de direito? Esta é uma pergunta que atravessa os tempos, sem uma resposta plausível.
A questão não é o governo, mas o governante. Não somente o governante, mas o povo que o eleja como seu líder.
As respostas fáceis não estão disponíveis, quando as perguntas envolvem interesses e poderes. Quando o povo não pauta suas ações pela cultura e pela justiça social, as soluções oferecidas pela democracia não solucionam, só confundem e criam conflitos.
Criam-se leis, que substituem as existentes, postas de lado com a desculpa de não mais atenderem à vida moderna, ou, o que é mais verdadeiro, aos interesses das novas elites do poder.
A democracia protege muito pouco os direitos conquistados pelo povo, bastando forjar mentiras e reunir interesses, para se derrubar a estrutura legal predominante.
A situação de uma nação, diante da escolha de um sistema ou de um governante, lembra-me das consultas que recebo, para dar um nome de sucesso a uma empresa.
Diante da proximidade do registro da razão social da nova empresa, um dos sócios me procura e pede que a numerologia indique um nome que propicie o sucesso nos negócios.
Assim como, não há sistema de governo perfeito, sob o comando de um governante imperfeito, o mesmo acontece com o mundo empresarial.
Se os sócios da empresa em formação apresentam karmas de insucesso, perdas e fracassos, não haverá razão social que, por si só, evite prejuízos e sérias dificuldades em seus negócios.
No caso dos sistemas e dos governantes, existe um fator que tem um peso relevante, para determinar o êxito de uma nação, o padrão cultural de quem põe e tira o poder das mãos dos governantes, a consciência ética e moral do eleitorado.


Se o povo é inculto, amoral, desonesto e ganancioso, o poder cai nas as mãos de governantes e deputados que expressam esses defeitos. Se, num certo momento da história do país, o povo desiludido, diante da pobreza e das injustiças, se rebela contra o sistema, e elege um defensor das causas sociais, a reação preconceituosa e maldosa, logo cria fórmulas que, mais tarde, hão de derrubar o governante eleito.
Sonhar com um mundo melhor passa, obrigatoriamente, pelo processo de ofertar cultura ao povo, para que, autoconsciente e cultivando o autoconhecimento, esse povo pratique a justiça e o poder coletivo, em que o regime favoreça o todo, e não a cada um dos que se beneficiam do poder.
 
Na Antiga Grécia, os sábios eram os filósofos, e os governantes os consultavam, quando tinham de tomar sérias decisões. Se as decisões iam além da sabedoria humana, a consulta era feita às sacerdotisas do Templo de Delfos, as pitonisas, que diziam como os reis e ministros deviam agir.
Os tempos eram outros, é verdade! A Grécia foi o berço da sabedoria, na época dos grandes filósofos, que passavam os seus conhecimentos em plena praça pública.

Pitágoras criou a Escola Iniciática de Crotona, construída e entregue a ele, pelos governantes gregos, com a intenção de preparar administradores, que soubessem reinar com justiça e sabedoria, com vistas, tanto ao sucesso econômico, como ao progresso espiritual.

Acho, meus leitores, que está na hora de reverem os seus conceitos, de confiarem menos nos outros e mais em si mesmos. Desliguem a TV, e liguem as suas mentes! Leiam livros e não acompanhem novelas! Preocupem-se mais com os outros, e deixem o egoísmo de lado!
Quando o mundo for justo e próspero com todos, cada um herdará uma parcela dessa justiça.





quinta-feira, 15 de junho de 2017

QUEM TEM MEDO DA MAGIA?

Tu abriste este blog, por curiosidade ou por aprendizado?

Se foste curioso, alerto-te para revelações que fogem à lógica da tua fé.

Não posso falar dos mistérios da fé sem mencionar a magia! Tremes ao ouvir a palavra magia? Será que associas a magia a rituais malignos, com sacrifícios humanos e aparições fantasmagóricas?

Tranquiliza-te, que todas estas crendices foram incutidas, através dos tempos, pelas religiões, para te afastar dos mundos ocultos, onde reside o teu poder e a tua sabedoria.

Já ouviste falar de Madame Blavatsky? Se a tua resposta é afirmativa, facilita a minha tarefa. Se nunca ouviste a menção à maior vidente dos novos tempos, vou ter um pouco mais de trabalho, mas nada que se torne uma empreitada impossível.

Qualquer que seja o teu conhecimento sobre o ocultismo, começo a minha jornada indo buscar em Blavatsky, uma estranha afirmativa, não para mim, mas, certamente, para os que imaginam que a magia é uma prática ligada ao mal, com a intenção de prejudicar ou atingir alguém.

Na Doutrina Secreta, obra ímpar, entre as inúmeras que tratam do assunto, Blavatsky afirma que “a Magia está indissoluvelmente ligada à Religião de cada país, e lhe é inseparável desde a origem”. Segundo Blavatsky, “a Magia é tão velha quanto o homem”.

Não te deixes confundir pelo que ouves ou lês, em pregações e livros religiosos, pois na tentativa de dar um sentido falso e desqualificar os poderes da magia, muitos criam inverdades, para assustar e afastar os que se sentem atraídos pelos fenômenos hiperfísicos.

A Magia não tem nada que a possa configurar como maléfica ou perversa, ela é uma simples ponte que liga o mundo invisível ao visível. Quem não possui o dom da vidência, pode se servir das práticas de magia, para desvelar outros planos além do físico.

Se pensares bem, concluirás, sem muito esforço, que a Religião é pura magia, pois cultua seres e valores invisíveis, para os nossos olhos físicos. A conexão do religioso com seus dogmas se dá mediante rituais de magia e fé, em que ocorre uma busca de interação do poder divino com o fiel em oração.

Os fenômenos, antes atribuídos a crendices e superstições, desde o início do século passado vêm sendo confirmados e demonstrados pela ciência, com o advento da física quântica. Um livro marcante para o bom entendimento dessas semelhanças, entre o mundo espiritual e o mundo físico, é a obra de Fritjof Capra, O Tao da Física.

E o medo, onde entra nesta história? Por que tantos temem a magia e a relacionam com rituais do mal?
A explicação está na História, que relata a oposição da Igreja à manifestação dos poderes mágicos espontâneos das curadoras e videntes, que tiravam dos líderes religiosos a primazia do milagre da cura.

O medo surge, então, incutido nas mentes dos religiosos, por seus chefes de Igreja, que atribuíam aos atos de magia influências diabólicas, relacionando as magas a poderes demoníacos. Contenta-te com esta explicação, pois ela está nas páginas dos muitos livros que relatam as ações cruéis da Santa Inquisição, que condenou à fogueira, as seguidoras da Magia, pois eram as mulheres as que mais praticavam a magia.


Se tens a falsa impressão que condeno a tua fé religiosa, engana-te mais uma vez. Não há nenhuma incompatibilidade entre a fé religiosa e a magia, entre a Religião e a Espiritualidade, pois todas são manifestações que buscam religar a criatura ao Criador. As divergências ficam por conta dos interesses de homens que se arrogam ao direito de falar em nome de Deus, quando o que pretendem mesmo é exercer o poder e o controle dos crentes.

Segue o teu caminho religioso, mas te mantenhas vigilante, pois muitos hão de querer manipular a tu fé, e tu serás levado a crer em falsas afirmações, que só afastam o religioso da Divindade. O Divino está em cada um de vós, nos virtuosos e nos pecadores, nos religiosos e nos ateus, nos cientistas e nos videntes, pois a Divindade está em Tudo, por ser ao Força Criadora de todos e de tudo que existe no mundo.

Quem se reconhece como Filho de Deus não deve ter medo, nem do que vê, e muito menos, do que não vê. O verdadeiro religioso cultua seu amor a Deus e à Humanidade, o que, segundo Jesus, o Cristo, era a mesma coisa. Na Bíblia e nos muitos livros sagrados de outras religiões, Deus e Humanidade são uma só, legítima e verdadeira, expressão do Poder Superior.

Espero ter transmitido certa paz à tua alma, extraindo da tua mente o injustificável medo do que existe, mas não se vê, da magia que revela o oculto e o traz para a tua vida, ainda que nada vejas ou sintas com teus sentidos físicos.

Por hoje, é só.






quinta-feira, 1 de junho de 2017

COMO ADQUIRIR O LIVRO NUMEROLOGIA DA ALMA - CONHECE-TE A TI MESMO

Queridos leitores:

Estou informando-lhes do relançamento do meu livro Numerologia da Alma - conhece-te a ti mesmo, que foi lançado em 24 de setembro do ano passado.

Por diversos motivos operacionais, trocamos de editora e fizemos diversos ajustes no modo de apresentar o livro.


O novo site de compra https://numerologiadalma.com.br é muito mais completo e contém informações relevantes sobre a numerologia e o autor. 



Este livro não é um livro comum, pois se trata de uma obra didática completa, sobre o que seja a Numerologia da Alma, e como calcular os mapas e analisá-los corretamente, de acordo com os milenares ensinamentos de Pitágoras. É um livro para toda a vida, um livro de cabeceira.


Espero que os meus fieis leitores venham a adquirir o livro e a penetrar nos mistérios dessa ciência sagrada.

Boa sorte.
Gilberto Gonçalves.