Como foi a sua infância, meu caro leitor ? Alegre, muito feliz, ou triste e amedrontada ? Sentia-se como um líder, nas brincadeiras, ou só acompanhava os outros, cumprindo ordens ? Era um brincalhão, irreverente e rebelde, ou sério, responsável e adulto ? A soma do dia com o mês em que nascemos responde a todas essas perguntas. O período inicial da nossa vida é de suma importância para o nosso futuro, em nossa preparação para o cumprimento da missão. Durante esse 1º ciclo de vida, iremos preparar-nos para dar continuidade a tudo que começamos na vida anterior, e que vem expresso em nosso caminho de origem. Deixemos, porém, o caminho de origem de lado, já que o nosso objetivo é falar do 1º ciclo de nossa vida, a infância espiritual. A infância física é parte da infância espiritual, mas, quase nunca, ocupa todo o período. Aqui, não vamos preocupar-nos com o período completo do 1º ciclo, mas somente com aquela fase dos nossos tempos de criança. E também não irei abordar todos os diversos ciclos de experiências possíveis, mas apenas alguns que costumam chamar mais a nossa atenção. As crianças com um 1º ciclo 6 são extremamente apegadas à família, e vivem muito preocupadas com a harmonia do lar. Se os pais brigam, elas costumam ficar assustadas, se a discussão se faz aos gritos, elas podem entrar em pânico. Elas temem que os pais se separem, e estão, a todo momento, cobrando carinho e atenção, para que possam sentir-se seguras. E se durante esse 1º ciclo ocorre a separação dos pais, podem marcar hora num psicólogo, pois a criança vai precisar de ajuda. As crianças com um 1º ciclo 7 já são diferentes, pois parecem ausentes de tudo que acontece à sua volta, pois vivem mergulhadas em seus próprios pensamentos. Sozinhas e em silêncio, essas crianças deixam os pais preocupados, pensando que elas estão com algum problema. Se elas começam a ouvir vozes e a ver amiguinhos ocultos, aí mesmo é que os pais entram em paranoia, correndo com os filhos para o médico, em busca de devolver-lhes a razão. A mediunidade e o dom de vidência que estavam num estágio embrionário, logo são interrompidos, às custas de remédios e muitas reprimendas. Esses dons irão retornar mais tarde, quando essas crianças se tornarem adultas, com maior ou menor naturalidade, conforme tiverem sido as repressões sofridas na infância. As crianças com um 1º ciclo 9 serão muito sérias e de um comportamento adulto, confiáveis e honestas, sinceras e responsáveis. Os adultos as admirarão, e serão tratadas como se já houvessem atingido a maturidade, mesmo nos seus primeiros anos de vida. A conversa delas será muito profunda e consciente, preocupando-se desde cedo com a justiça e os direitos alheios. Essas crianças apresentam tamanha maturidade que, ao chegar na adolescência, quase sempre procuram relacionar-se com parceiros mais velhos, mas sentem muitas dificuldades de manter relacionamentos, por se julgarem num nível superior a todos que delas se aproximam. Por não trazerem de outras vidas a boa prática de relacionamentos amorosos consistentes e duradouros, essas pessoas estão, na sua grande maioria, sujeitas a divórcios, separações e até a noivados desfeitos. Se o 1º ciclo é simbolizado pelo 2, então a criança será tímida e insegura, carente e dengosa. Se é o 5 que comanda, então haja fôlego para acompanhar as suas buscas de respostas às tantas curiosidades e às necessidades que sentem de serem livres, para agir e pensar. Se é o 3 o número do 1º ciclo, os pais terão de dar tratos à imaginação para acompanhar as idéias criativas e as tantas invencionices dos filhos, que se revelarão verdadeiros artistas no uso da mente para sonhar e criar fantasias.
Pois é, atento leitor, e ansiosa leitora, não pretendo ensinar todas as verdades sobre os ciclos da vida, pois não é esta a pretensão deste blog, mas só dar uma pequena demonstração do que se pode entender e concluir, quando se tem o conhecimento numerológico. Estou prestes a começar um curso via internet, que, dentro de mais alguns dias, abrirei ao meu público leitor. Por enquanto, fiquemos por aqui. Até a próxima.
Meus queridos leitores, eu não resisiti a reprisar este texto que foi originalmente postado em setembro de 2008. E se o faço é pelo interesse que ele desperta até hoje. Portanto, quem não leu, leia e não deixe de comentar. Quem já leu, releia, e tente lembrar-se de alguém que conheça e que nasceu num dia 7, para fazer as devidas comparações. Então, vamos lá.
Esta é uma paisagem que cativa e penetra na alma dos que cultivam os talentos do nº 7. A neblina induz ao mistério e a floresta convida para uma incursão ao desconhecido. Introspectivo e silencioso, ele é o caminhante peregrino, que segue sozinho, lentamente, sem se dar conta de onde veio e para onde vai. A beleza para ele não está na forma com que se defronta, mas com a essência que se mantém fora da sua visão física, e nem por isso distante do campo visual da sua alma. Ele julga a todos por um padrão rígido e muito elevado, do qual poucos escapam ilesos, condenados pelos mais simples e ingênuos deslizes. E, quase sempre, é ele mesmo o primeiro a sofrer com esse rigor, não se perdoando por suas falhas e desvios, que não são desculpáveis, segundo suas auto-críticas. Calada e pensativa, a moça que nasce num dia 7 fica meditando e projetando seus pensamentos no céu, imaginando o que existe além do horizonte. Ela e todos que comemoram o aniversário nesse dia precisam encontrar respostas para seus questionamentos e não aceitam verdades sem antes pesquisarem todas as possibilidades. Essas criaturas introspectivas e pensadoras vivem em busca das imagens perfeitas que se desenham em suas mentes, as quais insistem em definir e materializar. Elas parecem tristes e desligadas do mundo ao seu redor, mas enganam-se aqueles que pensam que essas pessoas não ligam para nada e só se preocupam com assuntos esquisitos, coisas que ninguém entende bem para que servem e que importância têm. Os nascidos num dia 7 possuem talentos extraordinários no campo mental e espiritual, e são capazes de pô-los em prática de uma forma tão estranha que serão considerados por muitos como visionários, loucos ou feiticeiros. E, talvez, até sejam mesmo um pouco de cada, quando se mostram distantes e alheios a tudo que o mundo moderno tanto valoriza. Bem aventurados loucos, que valorizam o que os outros desprezam, e fazem pouco caso das riquezas perseguidas e ambicionadas pelos lúcidos gananciosos. Nascer num dia 7 é dispor de poderes psíquicos e mediúnicos, é advinhar as coisas que estão por vir, é perseguir a solução perfeita para todas as causas imperfeitas, é negar o óbvio e crer no insólito, no inexplicável e no improvável. Com o olhar fixo num mundo que ninguém vê, ele consulta a sua bola de cristal, que é a projeção na matéria da sua mente que tudo vê e que para tudo tem resposta e explicação. Essas pessoas não aceitam os erros, nem os remendos, para elas tudo deve ser correto e perfeito, nem mais, nem menos. Elas acreditam em coisas que não podem ser comprovadas fisicamente, e que para muitos são loucuras e esquisitices. Mas, quem foi que disse que esses talentosos setenários se preocupam com o que os outros pensam ou deixam de pensar. Eles se põem a caminho da verdade, como peregrinos crédulos e visionários, à procura das suas origens e dos seus destinos sagrados. O convívio com esses talentosos e poderosos magos não é uma tarefa simples, já que eles não enxergam o mundo com a ótica predominante, pois têm sempre uma versão profunda e instigante para cada fato, por mais simples e corriqueiro. Eles não são, em sua maioria, religiosos e devotos, mas possuem uma forte crença no poder espiritual de suas mentes, que utilizam para realizar curas e materializar desejos. O casamento não é uma aptidão dos que chegaram ao mundo num dia 7, mas, muitos deles, se dão muito bem em suas vidas de casado, quando encontram parceiros que entendem e respeitam os seus momentos de contemplação e solidão. Nesses momentos, o que eles mais precisam é de silêncio e compreensão, enquanto mergulham dentro de si mesmos e se deleitam com o prazer de comungar com o seu aspecto divino, que com eles conversa e ouve suas confissões. A natureza é uma eterna e amorosa amante desses que são influenciados pelo nº 7, e recebe como retribuição dos seus encantos, uma adoração absoluta e uma incontida e irrefreável defesa e proteção. Eles são reconhecidos por sua condição de ambientalistas e confirmam essa lenda agindo em defesa das florestas, rios e espécies animais, sendo capazes de ir a extremos para impedir a derrubada de uma árvore ou a caça a um animal silvestre. Estranhos, muito estranhos, esses filhos do dia 7. Pensam mais do que falam, e agem fora dos padrões, como se não fossem deste mundo. Entendê-los é um desafio, satisfazê-los, quase impossível, admirá-los, uma questão de bom senso. Intelectuais, místicos, proféticos, perfeccionistas, solitários, sábios e espiritualizados, eles não nasceram para serem compreendidos e rotulados. O mundo deles está muito distante de tudo que rola à nossa volta, pois vivem ensimesmados, vendo o que ninguém vê, ouvindo vozes dentro da mente e falando um idioma estranho, muito estranho mesmo.
Ame-os ou deixe-os, mas nunca tente mudá-los, pois eles sabem muito bem o que querem.
A estrela de 6 pontas é formada por 2 triângulos, um voltado para baixo e outro para cima. O triângulo que está voltado para baixo representa as 3 virtudes de mestre, conquistadas em vidas passadas e que se manifestam nesta vida, para auxiliar a alma no seu processo de evolução. O triângulo que se volta para cima simboliza a tríade encarnada, como alma, personalidade e missão, responsável por essa evolução. A estrela constituída por esses 2 triângulos é a síntese do divino manifestado na matéria, onde se faz presente a criatura humana, representada pelo quadrado, no qual se concentram todas as experiências e desafios a serem vivenciados ao longo da vida. O Espírito se manifesta através da alma que, a cada encarnação, vem em busca de evolução. A alma se manifesta através da personalidade, que busca cumprir a missão. A missão é o ideal de evolução manifestado pela alma, e que precisa ser materializado pela personalidade. O Espírito é o Pai, o Deus Solar, o ZERO que se auto-manifestou no 1. Ele é o Fogo que gerou a alma, a centelha de vida, pela união mística Pai-Mãe. É dessa união que surge o Filho, a personalidade encarnada, que deverá cumprir a missão, pois só assim se dará a transferência de todas as suas experiências para a alma em evolução. O Divino se manifesta no Humano, para que este atinja a iluminação através do Espírito Santo. A tríade, voltada para cima, com a sua base assentada no quadrado, é a nave do templo, enquanto o quadrado é a cripta do templo. Na base da nave está a missão e no teto da cripta, o caminho de origem. É dessa união que surgirá o número poderoso, uma energia presente desde o início da vida, e que vai intensificando-se, até atingir o auge do poder no último ciclo, quando se dá o grande salto evolutivo, em direção à vida seguinte. Ninguém retorna ao Pai, senão através do Filho, que se manifesta pelo Espírito Santo. Nenhuma alma evolui, senão através da personalidade, que se manifesta através da missão. A missão é a base da tríade divina, em seu processo de ascensão, é o divisor natural entre os registros kármicos, relacionados ao passado, e os resgates kármicos, projetados para o futuro. O quadrado, a cripta do templo, se prende à matéria e a tudo que se relaciona com a luta da personalidade para evoluir espiritualmente, vencendo os karmas e cumprindo a missão. O limite entre o quadrado, a cripta, e o triângulo, a nave do templo, é uma linha tênue entre o mundo material e o espiritual, onde se concentra o presente, pressionado entre o passado e o futuro. É no presente, através da missão, que se dá o salto evolutivo, entre o passado e o futuro, quando alma e personalidade terão de comungar dos mesmos ideais para que, juntas, refaçam o caminho de volta ao Pai. O Cristo, a encarnação do divino na matéria, sempre repetirá as mesmas afirmações : "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", e ninguém alcançará o Pai, senão através Dele, o Filho. Ninguém alcançará essa graça, a não ser pela perfeita fusão do Filho com o Espírito Santo, da personalidade com a missão. Os 7 números planetários limitam a tríade assentada sobre o quadrado, enquanto o 8 e o 9, os números de transição entre a Matéria e o Espírito, entre a Terra e os Céus, entre o Planeta e o Cosmos, estão inseridos no interior das formas, como energias transformadoras. Os 4 primeiros números, cuja soma dá 10, que reduzido dá 1, simbolizam o retorno ao Pai, no cume do triângulo, com suas faces limitando a tríade, a forma divina, enquanto os números 5, 6, 7 e 8 limitam o quadrado, a forma humana. O número 5 é o movimento de expansão no Plano Físico-Emocional, responsável pelo crescimento horizontal da alma, no espaço tridimensional. O número 6 é a base do quadrado, a sustentação da humanidade, feita através da família e do amor pessoal. O número 7 é o processo de expansão no Plano Mental-Espiritual, responsável pelo crescimento vertical, no espaço quadridimensional, rompendo todas as barreiras da matéria, a caminho do Espírito. O número 8, dentro do quadrado, é o grande impulsor do crescimento em direção ao ilimitado, daí porque o infinito é simbolizado pelo 8 deitado. Ele é o fator propulsor da evolução no plano físico, mediante o estímulo da ambição e da eterna busca por novas conquistas, até atingir um nível de consciência superior, que irá transmutar a busca de riquezas materiais pela mística jornada em busca de tesouros espirituais. É por esse motivo que o número 8 se manifesta tanto no centro do quadrado como na cúpula da cripta, refletindo a expansão da matéria e o seu reflexo para cima, antes de romper o plano físico e penetrar no mundo espiritual. O número 9, no interior da tríade, é o definitivoo impulso que conduz a Matéria ao Espírito, a Humanidade à Divindade, refletindo-se acima, não mais como 9, mas como 1, simbolizando a missão cumprida, com a superação de todos os karmas. Os 4 karmas começam a ser resgatados através do amor e da família, tendo início com o karma 14, num movimento sobre a base do quadrado, onde está o número 6, seguindo em direção ao 8, num movimento de libertação que é representado pelo número 5, postado na lateral direita do quadrado. Os dois números 8, o original e o seu reflexo, são os responsáveis pelo deslocamento do karma 16, para frente e para o alto, contando com a influência mística e transmutadora do número 7, pela sua influência na lateral esquerda do quadrado. O karma 13 já se apresenta no interior da tríade, entre os números 4 e 9, numa jornada de transformação, onde vida e morte se confundem na presença da personalidade e da alma. O karma 19 é o salto definitivo da personalidade em direção à "remissão dos pecados", ao resgate dos karmas, à redenção da alma, numa espécie de Juízo Final. Os números mestres 11, 22 e 33 são os responsáveis por trazerem o sagrado ao profano, fazendo com que os antigos mestres reencarnem para o reencontro com seus discípulos, facilitando a realização da missão, pelas conquistas espirituais herdadas de outras vidas. Assim se dá a jornada mística de evolução da alma, segundo os estudos herméticos da Numerologia da Alma, cujos códigos estão contidos no Templo Sagrado da Tradição Secreta, desde os tempos de Pitágoras. Os mistérios serão sempre decifrados por aqueles que tiverem a percepção intuitiva para ler os sinais sagrados, jamais pelo uso da lógica e da razão. Mistérios devem ser decifrados, mas os segredos, não. Os mistérios, após serem decifrados, deverão ser revelados, mas, os segredos, após serem entendidos, deverão ser guardados e empregados para ajudar a humanidade no seu processo de evolução. Assim foi escrito, mas nem todos serão capazes de ler e entender os mistérios.
Durante todo o primeiro tempo desse jogo, o número 8 controlou as ações e dominou o jogo. Agora, estamos jogando o segundo tempo, e a reação do número 7 pode ser observada e sentida por todos os participantes e assistentes. O poder de ataque do número 8 começou a fraquejar com a constatação de que todas as riquezas têm as suas origens nos recursos naturais e na energia extraída desses recursos. E à medida que esses recursos se tornam mais escassos, as matérias-primas e a energia elétrica têm de ser extraídas de reservas que já se encontram por demais exauridas e cada vez mais inacessíveis, o que exige um volume crescente de capital para os processos de exploração. A redução dos recursos naturais acarreta uma natural ascensão dos preços desses recursos e da energia indispensável à produção industrial, dando origem a uma das principais fontes geradoras do processo inflacionário. Como a economia moderna depende de um volume excessivo de energia e de recursos naturais, por ser uma economia de capital intensivo, o custo dessa política econômica está tornando-se cada dia mais oneroso e inflacionário. À medida que os recursos naturais escasseiam, em decorrência dos processos de extração e exploração não-renováveis, o próprio capital vai tornando-se escasso. Mas, mesmo assim, a economia mundial tem insistido na substituição do trabalho pelo capital. E, com isso, o dinheiro se torna mais caro, enquanto cresce o desemprego. Os governos, influenciados pelos poderosos detentores do capital, prosseguem incentivando os grandes investimentos, numa pretensa política de geração de novos empregos. Na prática, no entanto, o que se observa é o exagerado crescimento dos lucros das megas empresas, apoiadas em modernas tecnologias, que dispensam, cada vez mais, o emprego da mão de obra. A solução para o desemprego acaba por se tornar a realimentadora do processo que promove a constante e lamentável dispensa do uso de mão de obra. Acontece que, a longo do prazo, a economia de capital intensivo, por empregar intensivamente os recursos naturais e a energia extraída da natureza, acaba por se tornar altamente inflacionária, e contribuindo para as crises econômicas que afetam drásticamente o mercado de trabalho. Os economistas, porém, insistem em conceitos absolutamente ultrapassados, em que o excessivo emprego do capital, em detrimento da maior utilização da mão de obra, provoca esses viciados efeitos inflacionários, deixando o mercado de trabalho sob constantes ameaças. A dependência exagerada do capital, da energia e dos recursos naturais seria a causa mais visível da inflação, e deveria ser considerada a variável ecológica da inflação. Uma segunda causa, tão séria quanto a primeira, ficaria por conta dos custos sociais, em decorrência do obsessivo e utópico crescimento econômico ilimitado, que seria a variável social da inflação. Na tentativa de maximizar seus lucros e atingir sempre maiores níveis de progresso, as pessoas, as empresas e as instituições públicas procuram excluir de suas contas, os custos sociais e ambientais. O mais comum é não assumir esses custos, e empurrá-los para os outros, transferindo-os para as contas públicas, para o meio-ambiente e para as gerações futuras. Com isso, os orçamentos públicos estão sempre ocupados com investimentos em áreas que buscam corrigir as distorções sócio-econômicas, e que em nada contribuem para a produção em si, e que só servem para gerar mais inflação. Avolumam-se os custos para se consertar todo o estrago que o sistema provoca com suas ações dissociadas das cautelas ambientais e sociais. Os volumes absurdos de dinheiro disponibilizados para cuidar das vítimas desses descasos ambientais e sociais são custos sociais altamente inflacionários. A necessidade de prestar assistência aos desempregados, que foram substituídos pelas máquinas, financiadas pelos órgãos estatais de desenvolvimento industrial, é outro fator inflacionário patrocinado pelo próprio Estado. E ainda temos de somar a tudo isso, os desastres ambientais, provocados pelas ocupações desordenadas dos centros urbanos, por diques ou represas que transbordam, por rios que invadem as cidades mal planejadas, destruindo casas e matando inocentes, e a seca nos campos, onde antes existiam florestas e rios cristalinos. Contabilizando todos esses custos, chegaremos a uma triste conclusão, que se gasta mais tempo e dinheiro para consertar o que se estragou do que para produzir bens e serviços úteis. As crises econômicas vão muito além de tudo isso, por envolverem interesses de empresas e governos, misturando política e investimentos altamente lucrativos. Os prejuízos dessas empresas estão, quase sempre, comprometidos com projetos governamentais, nos quais os Governos acabam por ter de injetar dinheiro do povo para cobrir prejuízos fraudulentos dessas empresas, com a desculpa de evitar-se um colapso econômico, inflacionário e prejudicial ao mercado de trabalho. Muitos alegam que não tem jeito, não há como mudar. Só não se muda, se não se quiser mudar. A solução não é simples, por envolver mudanças de hábitos, costumes e sistemas. A economia teria de ser descentralizada, como, por exemplo, com o fim de uma moeda única de troca, como acontece com o comércio em dólar. As tecnologias desenvolvidas não mais poderão ser agressivas ao meio-ambiente, nem a exploração dos recursos e da energia poderão continuar a se basear na falsa premissa de crescimento industrial ilimitado. A meta seria encontrar o equilíbrio ideal para se lidar com o capital, a mão de obra, os recursos energéticos e naturais e a preservação de áreas verdes e mananciais de água potável. Os índices econômicos, para se medir o progresso de uma nação, teriam de se ajustar a essas novas realidades, levando-se mais em conta o desenvolvimento sustentável, com o uso de energias alternativas limpas, e a ocupação da mão de obra como fator tão importante quanto o capital investido. O país que melhor utilizasse a tecnologia moderna, sem a dispensa ou redução da mão de obra, adotando um meio-termo ideal, seria visto como o mais progressista para o seu povo, em função de uma melhor qualidade de vida, ainda que se confrontasse com os atuais e tradicionais índices econômicos. Dentro desse mesmo critério, seria valorizado o país que adotasse uma legislação preservacionista, zelando por suas florestas, cuidando dos seus mananciais e redistribuindo a sua população entre o campo e a cidade. Essa tese que pode parecer utopia, na visão ambiciosa dos banqueiros e dos dirigentes das grandes multinacionais, tem a seu favor os relatórios científicos que previnem sobre os sérios desastres ambientais que se prenunciam, diante das atividades devastadoras do homem contra os recursos naturais do planeta. A única solução virá da inter-relação do sistema econômico com os conceitos ecológicos, numa abordagem sistêmica em que tudo está relacionado, no que o Físico Fritjof Capra denomina de teia da vida. Dentro desses mesmo princípio, o ideal seria que os nossos economistas passassem a enxergar a economia como parte de um sistema vivo, constituído de seres humanos e instituições sociais, em constantes interações com os ecossistemas ao seu redor. As relações de causa e efeito, lineares e newtonianas, usadas no passado, teriam de ser abandonadas. Os conceitos de progresso ilimitado e desenvolvimento a todo custo deveriam ser definitivamente desconsiderados. A teoria dos sistemas, defendida pela física quântica moderna, afirma que as estratégias bem sucedidas num determinado estágio podem tornar-se totalmente inadequadas, numa outra situação. Essa dinâmica não-linear traz à discussão a questão da reciclagem e do reaproveitamento de tudo que antes era considerado lixo, e jogado fora, despejado em "outro lugar", longe da nossa casa, da nossa loja, da nossa indústria e da nossa cidade ou país. Acontece que, dentro da concepção sistêmica, o que existe é a biosfera global, interligando todos e tudo. E, dessa forma, um "outro lugar" não existe. Sob o aspecto econômico, a visão sistêmica nos ensina que não existe o lucro fortuito, ou ele sai do bolso de alguém, ou é obtido às custas do meio-ambiente ou será transferido para as gerações futuras. E esses conceitos acabam com o sonho do lucro crescente e ilimitado, que é a grande ilusão dos sistemas lineares, ainda adotados pelos economistas. As flutuações econômicas seguem princípios não-lineares, de processos cíclicos contínuos de ascensão, apogeu e queda. Pessoas, métodos, atividades e, inclusive, empresas nascem e morrem, para renascerem mais adiante com novos conhecimentos e experiências, adquiridos nos ciclos anteriores.
O desprezo pelo trabalho mais simples e mais duro tornou-se um consenso, uma verdade óbvia que não merece discussão ou reflexão. No início da Revolução Industrial, atraía-se essa mão de obra não especializada com promessas de bons salários, benefícios sociais e progresso profissional. Com o passar do tempo e com o surgimento das novas tecnologias, o capital foi tomando conta da situação e ocupando espaços que, antes, pertenciam exclusivamente ao trabalhador. Até que chegamos nesta encruzilhada entre o progresso e a própria sobrevivência. Estamos vivendo, porém, o limiar de uma grande revolução nos paradigmas de progresso, que envolverão mudanças em métodos produtivos e em hábitos de consumo, para a superação da futura escassez dos recursos fornecidos pela natureza. A base dessa revolução é a constatação de que esses recursos naturais nem são ilimitados, nem são gratuitos. O ar que se respira, a água que mata a nossa sede e a terra que nos fornece os alimentos estão exigindo investimentos cada vez maiores, para continuar ofertando o que, antes, julgava-se ser de graça. Tudo começou a ficar mais caro, quando a mão de obra foi desprezada e substituída pelo capital, e o trabalho deu lugar à especulação financeira. Ninguém mais quer trabalhar, mas só viver de renda. Mas, quem produzirá o que se precisa consumir ? A realidade, que todos terão de aceitar, é que ou o homem muda a sua relação com a natureza, ou a natureza mudará a sua relação com a humanidade. A humanidade está em débito com o planeta, por ter sacado a descoberto, um volume de riquezas que, a curto prazo, não tem como pagar. Essa dívida está sendo cobrada de um modo mais intenso, nesses últimos tempos. E como os bons economistas sabem muito bem, quem não paga as dívidas, perde o crédito. A humanidade está sem crédito, e para recuperá-lo terá de trabalhar muito, e isso demandará tempo. Economia sem ecologia não terá mais sentido num futuro muito próximo.
O número 7 reagiu no segundo tempo, fez belos contra-ataques, mas o jogo ainda não terminou. O vencedor não poderá ser nem um, nem outro, mas a humanidade como um todo. O progresso econômico terá de ser ecológico. A ecologia terá de ser econômica. Não se pode destruir a natureza, para justificar crescimento e progresso. E nem se pode abrir mão da ciência e da tecnologia moderna, para se retornar à idade da pedra.
Ainda tem jogo, ainda falta tempo para o jogo terminar. Nós vamos vencer !
Nota do autor : Os dados e muitas das informações utilizados neste texto foram extraídos do livro Sabedoria Incomum, de Fritjof Capra, e fazem parte da sua entrevista com a escritora e estudiosa da economia internacional Hazel Henderson.
PRIMEIRO TEMPO : o domínio do número 8 A Alma do Mundo padece com a miséria e as injustiças da sociedade moderna. Nem mesmo os ricos estão a salvo dos sofrimentos de viverem num planeta que está sendo tomado pela pobreza humana e pela degradação ambiental, e pelas quais são eles os grandes responsáveis, direta ou indiretamente, por conivência ou omissão. Os pobres sofrem, por carência material ou por ignorância sócio-cultural, mas os ricos não são menos sofredores, ainda que muitos não pensem assim. O universo não admite separatividade e, quando isso acontece, passam a ser ativadas energias e movimentos sistêmicos que procuram reequilibrar as forças vitais. A vida é o único sentido que faz movimentar esse infinito universo. Organismos vivos e sistemas vivos são as únicas abordagens plausíveis, quando tratamos da preservação da espécie humana. E essas abordagens não poderão jamais excluir os paradigmas ecológicos, de onde são extraídas as energias vitais. Qualquer atividade humana que possa ferir a natureza humana e a natureza ambiental será vista como uma doença ameaçadora ao organismo da humanidade, e será combatida de todas as formas, até ser aniquilada e erradicada do planeta. Por isso, queira o homem, ou não, a economia terá de aderir às abordagens ecológicas para que o jogo do futuro seja vencido pela humanidade. As atividades econômicas, nas próximas décadas, terão de se adequar aos processos cíclicos da natureza e aos sistemas de valores da cultura dos povos, para os quais sejam aplicadas. E não há outra alternativa, é mudar ou mudar. Esse conceito sistêmico é comprovado pela ciência quântica que já demonstrou que não existem mundos separados, tudo precisa interagir de modo consistente e harmônico. O nosso planeta tem de interagir com os demais planetas do nosso Sistema Solar, assim como a minha família precisa interagir com as famílias vizinhas. O nosso país tem de interagir com as nações do mundo inteiro de modo equilibrado e harmônico, assim como o homem com as árvores das florestas e com as águas dos rios e mares. Diz-nos a física quântica que, se este sistema é rompido e fragmentado, ocorrem diversas ações em cadeia, que buscam promover o reequilíbrio das energias afetadas e a reintegração do sistema. E isso será feito a qualquer custo, ainda que custe muitas vidas ou a destruição de muitas regiões do planeta, até que tudo volte ao seu devido lugar.
O jogo duro que o planeta está assistindo vem sendo travado entre a Economia e a Ecologia, e a Economia não tem a mínima chance de sair vencedora, ainda que os seus jogadores e a sua torcida pensem exatamente o inverso. A Ecologia utiliza como tática, métodos invencíveis e que se destacam por valorizarem o trabalho conjunto, em que todos se beneficiam da sua vitória, até mesmo os derrotados. A Economia, ao contrário da Ecologia, por ser individualista e independente, instiga a luta e a rivalidade insana, através do lema de vitória a qualquer preço. Mas, no início das relações comerciais não era assim, por isso não adianta a desculpa de que não tem jeito de mudar, que não tem como ser diferente. Até o século XVI, a economia estava relacionada ao bem estar de cada povo. Os mercados eram regidos por trocas de mercadorias, sem envolver o dinheiro. A idéia de lucro não era aceita, e em alguns locais era proibida. E, ninguém se atrevia a falar de cobrança de juros, que era alguma coisa inimaginável. A base da economia moderna surgiu no século XVII, com Sir William Pety, contemporâneo de Isaac Newton, que se utilizou de conceitos newtonianos para avaliar o volume do dinheiro e a velocidade da sua circulação. O método adotado consistia em substituir palavras e argumentos por números, pesos e medidas. As leis mecânicas de Newton serviriam de inspiração para outros teóricos, como John Locke, que foi o criador da teoria da oferta e da procura. Esta teoria parte do pressuposto que os participantes do mercado irão gravitar sem nenhum atrito, de um valor máximo a um mínimo, até que se atinja um preço ideal que satisfaça ambas as partes. Adam Smith aceitou a idéia de Locke, e também adotou a premissa de que produtores e consumidores se encontrariam no mercado, com igual poder e de posse das mesmas informações. Esse quadro idealista ainda é usado por muitos economistas, desconhecendo que gigantescas empresas internacionais controlam a oferta dos bens de consumo, provocam demandas artificiais com suas campanhas publicitárias e interferem incisivamente nas políticas nacionais dos países onde estabelecem suas filiais. Essa visão de um capitalismo controlador e manipulador das fontes de riqueza e, ao mesmo tempo usurpador dos maiores lucros, foi o alvo principal da crítica à economia clássica, feita por Karl Marx. Marx, no entanto, não conseguiu evitar que a elite intelectual do seu tempo seguisse o mesmo caminho, valorizando as virtudes de uma industrialização moderna e mecanizada, em detrimento da vida rural. Deve-se, porém, a Marx, uma visão pioneira da consciência ecológica que só viria a ganhar força quase um século mais tarde. Numa passagem de "O capital", Marx afirma que todo progresso na agricultura capitalista está comprometido com a arte de roubar, não só do trabalhador, mas também do solo de onde se extrai a produção. Mas, na prática, as sociedades socialistas foram tão agressoras e poluidoras, quanto os países capitalistas, o que, atualmente, veio a se agravar com o progresso industrial da China. A realidade é que, através dos tempos, as sociedades não vacilavam em derrubar florestas, poluir rios e despejar fumaça no ar, em seus processos de crescimento econômico. As teorias têm mudado, mas as práticas continuam as mesmas, prejudiciais à preservação ambiental e ao futuro da humanidade. Com o advento da Grande Depressão de 1929, surge uma nova visão econômica, concebida por John Maynard Keynes, que passou a levar em conta diversas variáveis econômicas, até então desprezadas, como a renda nacional, a taxa de emprego e o volume de moeda circulante. Keynes propôs o controle do dinheiro em circulação, das taxas de juros, do aumento ou redução dos impostos e outras medidas a serem adotadas, conforme a situação econômica do país. Essa nova abordagem de Keynes, ainda que não fosse a sua intenção, acabou colocando nas mãos dos governos e das empresas, as decisões de interferir nas relações de oferta e procura, deixando os consumidores como autênticas cobaias nas mãos dos cientistas econômicos e dos economistas das grandes empresas multinacionais. O modelo proposto por Keynes peca por não levar em conta certos fatores que pressionam os resultados dos índices econômicos, como o poder de interferência das grandes empresas, as condições políticas por que passa uma nação e, principalmente para os dias de hoje, os custos sociais e ambientais decorrentes das atividades econômicas. O efeito maior e mais assustador de tudo isso veio a se tornar a inflação. O conceito acadêmico de inflação é que se trata de uma excessiva quantidade de moeda circulante, superior ao lastro em ouro, que garantiria o seu resgate por parte do Estado. Mas, há muito que essa definição está considerada como ultrapassada , devido à enorme complexidade dos fatores que interferem nos índices inflacionários, dentre os quais as variáveis sociais, psicológicas e ecológicas que, por não serem levadas em conta pelos economistas, têm causado e poderão causar estragos ainda maiores, para controlar o processo inflacionário diante do utópico conceito de desenvolvimento sem inflação e sem desemprego. Mas disso trataremos no Segundo Tempo desse jogo entre a Economia e a Ecologia, que ficará para uma próxima postagem. Até aqui, as ações características do número 8 têm prevalecido, com o descontrole absoluto do sentido de progresso, provocando movimentos de desmedidas ambições, de ganâncias de lucros absurdos e de expansão de crescimento contínuo e ilimitado. O efeito de tudo isso tem-se refletido na qualidade de vida e na degradação ambiental do planeta com sérias possíveis consequências para as gerações futuras. A salvação do futuro da humanidade está na dependência da reação do número 7, no Segundo Tempo desse jogo, que até o momento está sendo dominado pelo número 8. FIM DO PRIMEIRO TEMPO.
Nota do autor : Os dados e muitas das informações utilizados neste texto foram extraídos do livro Sabedoria Incomum, de Fritjof Capra, e fazem parte da sua entrevista com a escritora e estudiosa da economia internacional Hazel Henderson.
Quando viajo, vou em busca de mim. Quando escrevo, tento religar-me a mim mesmo.
Quando ensino, passo conhecimentos antes a mim, e só depois aos demais.
A cada ano, celebro o nascimento de um novo Cristo dentro de mim. E com isso me renovo e me identifico com a energia divina que me alimenta.
Os reis magos são todos os meus amigos que, ao longo do ano, me visitam e me presenteiam com suas presenças ou palavras.
Ao chegar o Natal, quando esse Cristo renasce em mim, já fui visitado epresenteado, restando-me celebrar com os amigos o advento crístico da eterna busca de si mesmo.
Esse ano de 2009 foi um ano sagrado, não somente por sua soma 11, um número mestre, mas pelo que pôde proporcionar àqueles que souberam lidar com o seu forte padrão vibratório.
A todos que não se sentiram à vontade durante o ano que está terminando, digo-lhes que não julguem mal esse ano de mestre, pois daqui para frente, harmonizar-se com o padrão vibratório reinante no mundo, não será tarefa fácil para ninguém.
Aqueles que souberem deixar-se conduzir pelas ondas suaves, porém muito intensas, que irão prevalecer na Terra nos próximos anos, sentirão um prazer enorme por estar comungando com energias muito fortes e geradoras de poder.
As minhas metas espirituais foram, todas elas, cumpridas. Os meus ideais sentimentais e amorosos foram inteiramente satisfeitos. Os amigos que se chegaram a mim foram sinceros. Os estudiosos que buscaram ensinamentos na numerologia foram aplicados e dedicados.
Então, só me resta agradecer a todos com quem compartilhei cada momento desse ano de mestre, pois foi interagindo com cada um deles que pude manifestar o Cristo que há em mim.
Desejo a todos, amigos e inimigos, conhecidos e estranhos, parceiros e opositores, um Ano Novo cheio de bênçãos e graças, na certeza de que só assim poderemos contribuir para a paz mundial. Aos que destroem, faço votos para que controlem seus anseios agressivos. Aos que injuriam, oro para que se voltem mais para seus talentos do que para os defeitos alheios. Aos que poluem o planeta, peço-lhes que não mais ofusquem essa bela obra divina. Aos que amam, rogo para que sejam mais ativos em seus sermões de amor. Aos bons, para que se tornem ainda melhores. Aos justos, para que tenham a coragem de condenar as injustiças.
E a ti, meu irmão, que recebe esta minha mensagem, confesso-te que foi muito bom compartilhar cada passo ao teu lado, durante mais esta jornada de amor.
Almas gêmeas são duas almas que se completam, numa interação sadia, numa comunhão perfeita. Essas almas podem atuar em diversas áreas, e não somente no amor, mas há de ser como um par amoroso que essas almas são mais reconhecidas e comentadas. E há de ser sobre o amor que irei concentrar a minha atenção, enquanto divago sobre essas almas que se completam como feijão com arroz ou café com leite. Almas gêmeas são almas que encarnam uma como contraparte da outra, com o objetivo de somar esforços para estimular suas evoluções espirituais. Este estímulo deverá ser reconhecido por uma permanente busca de equilíbrio entre seus aspectos masculinos e femininos. Muito antes de encarnar, essas duas almas se atraem magneticamente, por motivações kármicas e por ideais comuns, baseados num rateio de valores, muito distante da nossa compreensão racional e dos nossos conceitos materiais. O princípio de tudo é que existe uma atração espontânea no plano espiritual que faz com que almas semelhantes se atraiam e se disponham a encarnar como almas gêmeas. Durante suas primeiras encarnações juntas, essas duas almas deverão ajudar-se mutuamente, estimulando virtudes e corrigindo defeitos, uma da outra. Nessas encarnações iniciais, essas almas não seriam facilmente reconhecidas como almas gêmeas, pelo menos de acordo com os padrões humanos. Isto porque, em suas primeiras encarnações juntas, elas estariam num estágio ainda muito bruto de afinidades, estando mais suscetíveis a desentendimentos e censuras do que a idéias e atitudes harmônicas. Nesse estágio inicial, as almas gêmeas se cobram e se amam, quase com a mesma intensidade, gerando diversos conflitos emocionais e dramas passionais. Mas, por trás das desavenças e das discussões, haverá sempre um idealismo amoroso de dedicação e preocupação com o bem estar comum. Muitas e muitas encarnações juntas serão necessárias até que essas almas comecem a ter uma conexão amorosa perfeita, a partir de suas lembranças e memórias kármicas, que as farão ver a vida com um sentimento único, a ser compartilhado pelas duas, sem distinção ou restrição. Durante esse processo, e por diversas vezes, essas almas serão afastadas e reaproximadas, até que suas afinidades comecem a se firmar, e elas sintam falta uma da outra. Quando isso ocorre, elas voltam a encarnar juntas, por sucessivas vezes, até que cheguem a uma tamanha ligação que já não dá mais para separá-las. Esse costuma ser o início da ascensão espiritual da dupla, quando o feminino e o masculino, ou como dizem os orientais o yin e o yang, atingem o equilíbrio ideal ou a harmonia perfeita. O 2 e o 1 se confundem, em cada uma das almas, e já não tem mais sentido voltar a encarnar, ora como homem, ora como mulher, pois a consciência do ser andrógino foi, enfim, alcançada. Outra não seria, portanto, a razão da atração entre almas gêmeas, senão estimular, no homem e na mulher, a busca dos aspectos do sexo oposto ao que encarnaram. Os homens precisam buscar o feminino, as mulheres necessitam encontrar o masculino, de modo que se dê a plena fusão das polaridades opostas, numa harmonia perfeita entre as energias yin e yang. O processo em curso, para o nosso melhor entendimento humano, seria como se a mulher se espelhasse nas virtudes masculinas de sua alma gêmea, a fim de fortalecer o seu aspecto yang, enquanto que o homem se espelharia nos atributos femininos, para o fortalecimento do seu aspecto yin. A ascensão se dá no momento em que, após inúmeras e sucessivas encarnações, essas almas atingem o equilíbrio perfeito. Se, nas primeiras encarnações juntas, essas almas podem enfrentar muitas dificuldades para ajudar-se mutuamente, isso muda completamente, após vidas e vidas encarnando como almas gêmeas, até que alcançam uma afinidade perfeita, transmitindo, uma a outra, uma paz de espírito indescritível e um sentimento de integração tão intenso, que já não se sentem duas, mas uma só alma. Quando chegam a esse nível de consciência espiritual, essas almas não mais encarnam no plano físico, passando a trabalhar em planos mais sutis, ou, então, em outros planetas mais evoluídos. Às vezes, não é nada simples reconhecer-se a nossa alma gêmea, por vivermos em atritos e com sentimentos confusos, que nos fazem rejeitar aquele convívio, numa sensação de que mais nos atrapalha do que ajuda. Mas, almas gêmeas não são sempre boazinhas, passando a mão pela nossa cabeça e aceitando calada os nossos erros. Elas estão no mundo para nos ajudar a crescer, e crescer junto conosco. A falsa impressão que a maioria costuma ter de que a alma gêmea é aquele ser que faz tudo que a gente quer, gosta de tudo que a gente gosta e sente da mesma maneira que a gente sente, faz com que muitos não consigam identificar suas almas gêmeas, quando elas surgem em seus caminhos. E não se enganem, meus caros leitores, nesse vai-e-vem de encarnações juntas e separadas, as almas gêmeas podem formar mais de um par, o que resulta em grandes aventuras amorosas e tragédias passionais. São os famosos triângulos amorosos, que já fizeram tanta história, em romances famosos, e que, a todo momento, se materializam na vida real. E no meio de tanto amor e tanto romance, o 1 e o 2 caminham juntos como homem e mulher, marido e esposa, mãe e filho, pai e filha, irmão e irmã, dupla de dançarinos, como Ginger e Fred, artistas de cinema, como Spencer Tracy e Katharine Hepburn, e duplas musicais, como Rodgers e Hart.
A busca do perfeito controle da mente é uma busca de autoconhecimento - o conhecimento de si mesmo. Essa busca inclui o entendimento correto da inter-relação da humanidade com o Universo e a percepção de todos os segredos e mistérios que regem a vida planetária.
No estudo da Numerologia da Alma, essas buscas interiores e explicações científicas ou místicas são tarefas atribuídas ao número 7 e àqueles que sofrem fortes influências das energias desse número. Começo refletindo e analisando as forças que interagem em todo o Universo, a fim de manter os infinitos mundos em equilíbrio, de modo que tudo se relacione com absoluta perfeição.
Esta nossa reflexão inicial nos conduz a uma realidade que poucos se dão conta, todos nós somos partes integrantes desse infinito poder cósmico que rege a vida na Terra. A nossa consciência somente desperta para essa realidade depois que aprendemos a sintonizar nossas mentes com essas energias poderosas que movimentam o Universo.
A primeira fase desse despertar passa por um processo de conscientização dos nossos limites, quando nos defrontamos com as Leis que atuam sobre nossas vidas, independentemente de nossas vontades. Gostando ou não, temos de aceitar a duração dos dias, a variação do clima em cada estação do ano, a inevitabilidade da morte e tudo aquilo que, fugindo ao nosso controle, faz parte das regras a que teremos de nos submeter.
O reconhecimento desses nossos limites é, portanto, uma condição indispensável para a aquisição do controle sobre a mente e a sua aplicação em nossas missões.
O passo seguinte é a superação dos preconceitos, passando a se admitir que tudo é possível, desde que se entenda as causas, para que se justifiquem os efeitos. Durante esse processo é necessário esvaziar-se a mente de todos os condicionamentos, crenças e certezas que, na maioria das vezes, nos afastam das verdades que julgávamos haver encontrado, por conta de vaidades e egocentrismos. Nesse momento, o nosso aspecto 7 precisará controlar os excessos do nosso 3, que costuma induzir a mente a fantasias e devaneios, gerando muitas idéias e possibilidades, mas com poucas ações práticas e concretas. Um outro risco seria o nosso lado 7, por uma pretensa superioridade mental, desviar o seu foco para atitudes de dominação e egoísmo, recaindo nos karmas do número 16. A pureza das ações perfeccionistas do número 7 não podem ser contaminadas por atitudes centralizadoras e autoritárias, sob o risco de de se trocar a busca da verdade pela pesquisa direcionada a uma prévia verdade. A verdade pesquisada pelo número 7 nem sempre está visível aos nossos olhos físicos, mas, nem por isso poderá ser negada , como costumam fazer os mais céticos, quando se baseiam nas limitações físicas e psíquicas das comprovações científicas.
Werner Heisenberg A física quântica, durante o último século, tem chamado a atenção dos cientistas para uma nova realidade em que, a verdade absoluta não pode ser comprovada, por ser indeterminada. De acordo com os princípios quânticos, nenhuma experiência está isenta das influências do observador. E isto nos conduz a uma antiga realidade alquímica e mística, de que a mente interfere sobre a matéria, provocando alterações na sua estrutura molecular, enquanto vier a perdurar a observação.
Esse processo em que o poder mental interfere na estrutura dos objetos observados é um dos princípios da alquimia, e comprova a crença mística das seitas orientais de que a energia sutil é capaz de transformar a matéria densificada.
Niels Bohr Em numerologia, diríamos que as energias do número 7 transformam as formas do número 4, através do poder mental do pensamento. E um fenômeno semelhante também ocorre com o criativo e artístico número 3, quando faz surgir uma obra de arte. A diferença está nos padrões vibratórios distintos do 7 e do 3, o primeiro mais intenso por conter energias mentais intelectuais, místicas e alquímicas, enquanto o outro é mais superficial, por surgir carregado de sentimentos e emoções. Assim, teríamos a diferença entre o cientista-místico e artista-criativo, entre as energias do 7 e as energias do 3. Quem souber dominar as diversas energias geradas por seus corpos terá o controle da sua mente e exercerá o poder sobre a matéria. É sempre bom lembrar que, antes do corpo físico, possuímos corpos de energias mais sutis, o etérico, o de emoções, o mental e o espiritual.
C. Jung
Controlar as emoções, dominar os pensamentos, acessar o divino e atuar com todas essas energias sobre o corpo físico, de modo consciente e harmônico, resultará num poder ilimitado para qualquer criatura humana. O segredo é reconhecer tudo como energia, não se deixando iludir por um corpo físico e visível, que pode parecer ser o único verdadeiro, mas que recebe a influência e o estímulo de outros corpos invisíveis, sutis e muito mais poderosos.
Controlar a mente é, portanto, um ato de poder que precisa ser bem trabalhado, a partir de energias mais sutis, até alcançar o domínio completo do corpo físico. O intelectual, científico e místico número 7 e o criativo, artístico e inspirador número 3, quando unidos e harmônicos, podem fazer façanhas mentais dificeis de se imaginar, como levar o 4 a mudar de forma, o 2 a ganhar novas forças e o 9 a salvar a humanidade. Tudo para a nossa mente é possível, dependendo somente de um pouco mais de energia, bem calibrada e focada no objeto do nosso desejo. Mas, nunca se esqueçam, caros leitores, de jamais utilizar todo esse poder para levar vantagens e prejudicar os outros. A vitima pode ser você.
Aconteceu ontem, dia 29 de novembro, em São Lourenço, sul de Minas Gerais, no sítio Lenda Pessoal, o VIII Seminário de Primavera da Numerologia da Alma, com o tema Abertura do Portal dos Mestres. Tudo começou, porém, dois meses antes, quando algumas pessoas, ligadas ao Instituto Alma Mater, foram previamente selecionadas e convidadas a participar desse Seminário, no qual os discípulos iriam assumir seus compromissos com os Mestres. Naquele convite inicial, postado em 29 de setembro, foi explicada a motivação para a escolha do tema e o que se esperava de cada participante. O convite dizia que " quando dia, mês e ano somarem 33, estaremos realizando o Seminário de Primavera, para comemorarmos a abertura do Portal dos Mestres". Os iniciados na Numerologia da Alma sabem da importância do número mestre 33, na vida de nosso planeta, e da ocorrência de ciclos planetários de 9 em 9 anos. A cada 9 anos, fecha-se um ciclo planetário, e abre-se outro. Durante todo o século passado, após o ano de 1901, que após um ano 1, vem um ano 2, e assim sucessivamente. A partir de 2009 e até 2090, isso muda, pois ocorrerão 10 ciclos seguidos em que, a cada 9 anos, à semelhança do que está ocorrendo em 2009, ao invés de um ano 2, haverá um ano 11, um ano de mestre. E essa energia do número mestre 11 é inspiradora para as grandes transformações planetárias que nos aguardam durante este século. Daí porque, a importância dada aos anos 11, e mais ainda a um dia em que a soma total dá 33. Durante os 365 dias do ano de 2009, nenhum outro dia possuía a força espiritual do dia 29 de novembro, pelo fato de que, 29 (2+9=11) de novembro (11) de 2009 (2+0+0+9=11) totaliza 33, um número que simboliza a presença da energia divina crística na criatura humana.
Ontem, chegado o grande dia, penetramos através do Portal dos Mestres, em direção à nossa missão, com cada participante assumindo publicamente os seus compromissos, de acordo com o que o destino estabeleceu para a vida de cada um. A linguagem numerológica serviu para orientar e conduzir cada discípulo até o limiar do Portal, além do qual estava o seu Mestre. Cada missão foi analisada e explicada numerologicamente, levando os participantes a uma auto-avaliação de suas vidas, antes de assumir seus compromissos para o futuro. O compromisso dos discípulos foi o passaporte para a travessia do Portal, dando início à peregrinação pelos Caminhos dos Mestres, numa jornada que nunca mais terá fim. Os 14 discípulos que acolheram à convocação ouviram as análises de suas missões, quando os karmas foram abordados como eternas ameaças e os números mestres ressaltados como méritos herdados de outras vidas e facilitadores da missão. Cada participante expôs suas experiências e as dificuldades que têm encontrado em suas jornadas, e se comprometeram a dar tudo de si para o sucesso de suas missões. Esclareceu-se que as missões individuais se somam para compor a missão coletiva de toda a humanidade, dentro de um processo de evolução planetária da Alma do Mundo. Concluiu-se, diante dessa explicação, que o mundo caótico em que vivemos, com guerras e doenças, é a clara comprovação de que a grande maioria não está cumprindo a sua missão. O ambiente cordial, quase celestial, predominou por todo o dia, irmanando os participantes naquela busca espiritual de evolução de suas almas. E como ninguém é de ferro, e nem só de filosofia e números vive o corpo, havia uma belíssima, saudável e saborosa infra-estrutura alimentar para poder sustentar corpo e alma. Uma leve e caprichada merenda foi servida às 10h, saladas e rocambole vegetariano foram para a mesa em torno do meio-dia e um farto lanche com bolo, pão integral, pastinhas, geléia e chá fecharam o Seminário, numa amorosa confraternização. A retaguarda de forno e fogão ficou a cargo da chef Flora Maria, um misto de zelosa artesã e artística decoradora de ambientes. A Numerologia da Alma e o Bem Estar do Corpo caminharam juntos ao longo do dia, levando os discípulos até os seus Mestres, todos plenamente conscientes de suas missões.
De volta para casa, nenhum deles há de ser o mesmo que era, antes dessa celebração. Cada um levou consigo a consciência dos seus deveres e a importância da sua missão para o futuro da humanidade. Às vezes, nós subestimamos a importância das nossas ações, julgando-nos personagens sem poder ou forças insignificantes para mudar o destino da humanidade. Tolo engano ! Se cada um cumprir a sua missão, a Alma do Mundo se fortalecerá e a Humanidade alcançará o êxtase da sonhada iluminação. E a propósito, qual é a sua missão, minha cara leitora ? O que tem feito para fortalecer a Alma do Mundo ? Nunca se esqueça que a sua alma é parte da Alma do Mundo, e se não cumprir a sua missão, a evolução da humanidade nunca será completa.
As pessoas me questionam muito sobre suas missões. Algumas, por não entenderem bem o que a vida lhes destinou. Outras, por não concordarem com o que lhes digo para fazer. Ah, minha cara leitora, é difícil fazer as pessoas entenderem que a vida não é bem do jeito que a gente pensa, e que há muitos mistérios inacessíveis às mentes da maioria delas!
Nós somos educados de um modo meio capenga, não por culpa dos nossos pais, mas por uma predominância de valores materialistas, que são passados de pais para filhos. Essa educação capenga faz com que a maioria de nós oscile para cima e para baixo, entre as crenças religiosas e os ideais profissionais. A religião ensina humildade, a nossa profissão estimula a vaidade e o egoísmo. Os cristãos pregam o perdão, mas, no trabalho, na maioria das vezes, não há muito espaço para perdoar os erros ou as fraquezas alheias.
Eu costumo dizer, em algumas das análises numerológicas, que nossos pais nos educam para sermos vitoriosos na vida, e isso nos dá uma visão distorcida do que seja uma carreira de sucesso. Estudar, para se formar e para ser um executivo de sucesso, ganhar dinheiro e dar conforto à família. Quantos de nós, quando meninos, não ouviram algo semelhante? E as meninas, quantas vezes, não foram testemunhas de elogios a mulheres bem vestidas, que têm motoristas e guarda-costas, e que fizeram um "bom casamento"!
A ética e a moral, a honestidade e o trabalho, são exaltados, mas ficam mais nos discursos dos adultos do que nos exemplos práticos que passam para as crianças. Num mundo em que o patrimônio da família é o maior símbolo da grandeza do seu sucesso, fica muito difícil convencer alguém que não é o dinheiro que torna uma pessoa realizada e feliz, mas o fiel cumprimento da sua missão.
A nossa missão é que nem o pão que pedimos em oração ao Pai, precisamos dela a cada dia, não podendo negligenciar nem por um momento, sob o risco de amargarmos profundas decepções. A missão de cada um é parte da grande missão da humanidade, e deixar de cumpri-la é retardar a evolução planetária. Poucos, muito poucos, se dão conta dessa realidade, e menos ainda conseguem cumprir a sua missão de cada dia. Daí porque não é dificil entender a causa de um mundo caótico como este que estamos enfrentando, com cada um por si, sem pensar no outro.
Se aprendemos na escola, ouvimos em casa e lemos nos jornais, nas revistas e na internet, que temos de nos tornar pessoas de sucesso e líderes em nossas profissões, como imaginar que um filho nosso possa escolher a profissão de carpinteiro ou eletricista?
A sensação imediata de um pai, é querer traduzir isso num diploma, talvez de arquiteto ou de engenheiro, ou, na pior das hipóteses, num doutor em projetos de decoração ou empresário de uma indústria de móveis ou de construções. Ninguém consegue imaginar que seu filho só queira ser um bom profissional na confecção de móveis ou um eletricista competente.
Todos querem ser chefes e doutores. Operário ou um técnico, ainda que habilidoso ou competente, é sinal de fracasso. A Numerologia, porém, não pensa assim, e o Universo não pode programar uma conspiração de tribos, onde só existam caciques, com todos mandando em todos. O Universo conspira a favor daqueles que seguem o seu destino e buscam cumprir suas missões.
Se a missão é ser um líder, que não se aceite tarefas submissas a ordens, mas não precisa ser um Mahatma Gandhi, cuja liderança era quase absoluta. Mas, se a missão é atuar na retaguarda, que não se pretenda assumir funções de chefia, pois existe muito herói pacifista agindo por trás e celebrando a paz.
Se a missão é ser um artista, não precisa ser um Van Gogh, mas que se pinte e borde dentro dos talentos e vocações de cada um. Se a missão é ser um bom mestre de ofícios, que se sente a uma bancada e se realize, com as mãos, obras de arte. E se a missão é sair por esse mundo afora, pregando mudanças e liberdade, que cada um se faça um peregrino e pé na estrada. Mas, se a missão pede o lar e a família, que o casamento seja assumido com amor e devoção.
Se, pelo contrário, a missão vier a valorizar a vida a sós, voltada para pesquisas e estudos de ciências, tanto as físicas como as espirituais, então que não se cobre o casamento dessas pessoas. Elas estarão tão impressionadas com os valores do Tao, como com os da física quântica e dos seus grandes mestres Heisenberg e Bohr.
Se a missão é administração e negócios, não se precisa ser o empresário milionário, mas que se procure fazer o melhor, em busca de um sucesso financeiro junto com o progresso espiritual.
E, finalmente, se a missão é servir a todos, praticando a caridade em obras humanitárias, não precisa ser uma Madre Tereza, mas que se faça o que for possível, junto à sua comunidade. A missão nossa de cada dia é para ser praticada dia a dia, e a grandeza dela está fora do alcance da visão humana. O Espírito, que está acima de tudo e de todos, julgará os nossos atos e aprovará ou não, a execução da nossa missão. Se a gente se afastar da Missão, começam as perdas e os sofrimentos, psíquicos, emocionais e físicos. As depressões são sinais de afastamento da missão. As perdas e os fracassos sinalizam que o caminho não é aquele em que insistimos em prosseguir. Há toda uma estrutura espiritual montada a nosso favor, para que venhamos a cumprir a nossa missão. Afinal de contas, o nosso fracasso determina um efeito negativo na missão da Alma do Mundo, fazendo toda a humanidade também sofrer a dor do nosso fracasso. A verdade, minha leitora, é que tudo isso parece muito complicado de aceitar. O mais fácil é continuar fazendo o que cada um tem vontade, e acreditar que Deus resolve tudo. E se Deus for o conjunto de todos nós? E se a Humanidade for o nosso Deus, como o somatório dos egos divinos que estão presentes dentro de cada um de nós? Como é que fica? Pensem bem que não tem sentido, um mundo em que todos perseguem os mesmos ideais, onde só há lugar para os mais poderosos e intelectuais. O processo de evolução cósmica desconhece essa possibilidade, que só existe na cabeça dos mais ambiciosos e egoístas, que querem tudo para si, e nada para os outros. Eles não percebem que para a Lei do Karma, que rege a vida planetária, cada qual se encontra num estágio diferente, e nem todos podem ocupar posições de destaque. Alguns até podem, mas não devem. Outros não podem, nem devem. Agora, minha atenta leitora, desliga o teu pensamento e põe-te a refletir, tentando descobrir qual é a tua missão. Se não for capaz de se livrar do véu de maya, e só conseguir enxergar o que a razão te obriga a acreditar, talvez esteja na hora de fazer o teu mapa numerológico e descobrir o que a tua alma espera de ti nesta vida. Quando souberes qual é o teu destino, hás de te sentir muito melhor, e a humanidade haverá de te agradecer sensibilizada. A missão nossa de cada dia é uma minúscula, porém inseparável parcela da missão da humanidade de cada dia. O que é razão para os homens é loucura para Deus. O que os homens julgam loucura é a realidade divina, que poucos conseguem enxergar. E então, estás cumprindo a tua missão?
Deus é fiel. Deus me livre. Deus me proteja. Creio em Deus-Pai Todo Poderoso. Mas, de que deus estamos falando ? Decidi embarcar num estudo mais profundo sobre o conteúdo desse Poder Superior que inspira todas as crenças religiosas da humanidade. De nada me adiantaria buscar respostas nas religiões tradicionais, que são sectárias e não admitem tergiversações aos seus dogmas. O leitor que me visita tem a sua crença, e sabe onde foi buscá-la. Mas, será que essa crença já se defrontou com a dúvida de como a sua fé interage com a Divindade? E como resolveu esse impasse ? Ou acabou acostumando-se a conviver com ele ? A esses que mais valorizam as dúvidas do que as certezas, dedico essas minhas divagações por um reino místico e, às vezes, secreto, onde as verdades se escondem e repousam através dos tempos. Numa história muito hermética, publicada em quadrinhos, e intitulada Monstro do Pântano, os dois irmãos arquetipais bíblicos, Caim e Abel, se confrontam, e, mais uma vez, Caim mata Abel. Questionado pela única testemunha, quanto aos motivos do crime, Caim explica que, na condição de salvaguardadores da história, ele e o irmão não podem revelar os Segredos do Mundo. Diz ele : "Os Mistérios são para serem compartilhados e os Segredos devem ser guardados". O irmão havia acabado de revelar um desses Segredos, e teria de ser punido.
Acreditando que por trás dessa afirmativa resida uma verdade bem maior do que uma simples HQ possa pretender contar, darei os meus passos seguintes com o devido cuidado para não vir a provocar a ira de um Caim que queira punir as minhas inconfidências. Com esses cuidados, começo explorando os ensinamentos da maior medium de todos os tempos Helena Petrovna Blavatsky, que, em suas obras, A Doutrina Secreta, Isis sem véu e a Chave da Teosofia, repeliu qualquer idéia de um Deus pessoal ou extracósmico e antropomórfico, que seria tão somente a sombra gigantesca do homem, e nem sequer do melhor. Blavatsky dizia que o Deus da Teologia é um conjunto de contradições e uma impossibilidade lógica. "Nossa Deidade não se encontra nem num paraíso, nem numa árvore especial, casa ou montanha, está em todas as partes, em cada átomo do Cosmos, tanto visível como invisível, no interior, acima e ao redor de cada átomo invisível e molécula divisível, porque Ela é aquele misterioso poder da evolução e involução, a potencialidade criadora, onipresente, o onipotente e onisciente..." Qualquer semelhança com a afirmação de Jesus, o Cristo, aos seus apóstolos, de que "o reino de Deus está no meio de vós" (Lc 17, 21) não seria uma simples coincidência, senão uma verdade universal. A questão está na distorção das palavras, por parte dos ensinamentos religiosos, para justificar seus dogmas. Não existe um reino de Deus dissociado da própria Divindade, logo o reino de Deus seria um "anti-eufemismo" religioso, trocando-se o aspecto mais sagrado de Deus, o Todo, pelo seu reino, uma particularidade . E a afirmação "está no meio de vós" poderia ser perfeitamente entendida por "está dentro de cada um de vós".
Este mesmo princípio crístico era defendido por Lao-Tsé o inspirador do taoísmo, cuja tese fundamental se baseava na existência de um princípio supremo - o tao - que rege o curso do Universo. De acordo com o taoísmo, todas as coisas têm origem no tao, obedecem ao tao e finalmente retornam ao tao, que pode ser descrito como o absoluto, a ordem do mundo e a natureza moral do homem bom. O tao está em tudo, porque tudo existe em função do tao, e nada pode ser considerado afastado ou divergente dos ideais sagrados do tao. Isto, em tese, não difere da doutrina budista, que cultua uma Energia Divina, em lugar de um Deus. Deus, Brahman, Yahveh, Tao, uma única verdade com muitos nomes diferentes ? Ou uma busca de conceituar um poder superior que foge à compreensão do homem ? Para muitos, Deus é uma espécie de ditador celeste, uma pessoa que vigia os homens de longe e registra os seus créditos e débitos, premiando-os ou castigando-os depois da morte, mandando os bons para um céu e os maus para um inferno eterno. Essa visão terrorista domina as teologias cristãs por cerca de dois mil anos e, embora haja grandes variantes dessa concepção de Deus, no fundo essa é idéia antropomorfa que tem prevalecido. Em seu livro, Mein Wetbild, o grande cientista Albert Einstein descreve três tipos de concepção de Deus : 1. o conceito do Deus-máquina, entre os povos mais primitivos; 2. o conceito de Deus-pessoa, entre os hebreus do Antigo Testamento, em geral, e entre os cristãos de todos os tempos e países; 3. o conceito do Deus-cósmico, professado por uns poucos místicos, os quais ultrapassam igrejas e teologias, e encontram-se misturados em todos os povos e religiões. O mais surpreendente, nessa incursão da ciência no campo espiritual, está no fato de Einstein incluir nesse 3º grupo, como 3 irmãos na mesma fé, um pagão, Demócrito, um cristão, Francisco de Assis e um hebreu, Spinoza. Lao-Tsé se enquadraria certamente nessa irmanação criada e batizada pelo gênio científico de Einstein. O taoísmo se inclui entre os mais avançados princípios da cultura espiritual dos povos orientais, ao professar a idéia de um Deus-cósmico. Essas crenças espirituais não são politeístas, panteístas ou monoteístas, e sim monistas cósmicas. O monoteísta reconhece um só Deus-pessoa, residente no céu. Os hebreus, desde o tempo de Moisés, nunca chegaram a um Deus único para o mundo inteiro, se apegando à idéia de um Deus único para Israel, o Deus dos Exércitos. O monoteísmo nunca conseguiu incorporar o verdadeiro monismo, que é a concepção sistêmica do Espírito e da Matéria, numa existência interdependente que não pode ser dissociada uma da outra. O monoteísta acaba se tornando um dualista, ao admitir a existência de um Deus-pessoa, distante e transcendente à Matéria, com o qual o homem espera encontrar-se depois da morte. Esse encontro, somente pós-morte, com Deus é comum às religiões monoteístas, que se tornam dualistas ao afastarem dos nossos corpos físicos a presença divina. Elas negam o próprio princípio crístico, de que Deus não está aqui ou ali, mas dentro de cada um de nós. E, se dentro, fazendo parte de nossas vidas, isso nos torna deuses também, ainda que inconscientes desses nobres e sagrados poderes. A visão do monista, presente nas tradicionais religiões orientais, é que Deus está em tudo e tudo está em Deus - mas tudo não é Deus, nem Deus é tudo. As criaturas e tudo o mais que exista na natureza não estão separados de Deus, porque nada que exista pode estar dissociado da presença divina, mas também não são idênticos a Deus. E aqui, volto a recorrer à Bíblia dos cristãos, que ensina esse princípio monista, mas que passa ao largo do entendimento da maioria dos seguidores religiosos dessas doutrinas cristãs. É da palavra do Cristo que vem a afirmativa : "Eu e o Pai somos um" "...o Pai está em mim e eu no Pai". Mas, o Cristo se preocupa em fazer a distinção entre o Filho e o Pai. Ele nunca disse "eu sou o Pai", mas sustenta a sua argumentação na tese monista de que a Divindade estava sendo manifestada através dele, num pleno estado de consciência. E aí estaria o grande diferencial entre o homem comum e um Cristo, o Espírito Divino age de forma consciente na vida do Cristo, enquanto permanece adormecido e inconsciente na quase totalidade das almas humanas. Os verdadeiros gênios da História da Humanidade sempre pensaram e sentiram em termos de um monismo cósmico, como Jesus, o Cristo. E, da mesma forma, Pitágoras, Krishna, Lao-Tsé, Sidarta Gautama e, mais recentemente, Gandhi. Todas as afirmativas contidas nos livros de Blavatsky nos conduzem a uma nítida realidade de que, a Doutrina Secreta foi a religião universalmente difundida no mundo antigo e anterior aos relatos históricos. Essas comprovações, no entanto, encontram-se veladas para os não-iniciados nas criptas secretas das bibliotecas pertencentes à Fraternidade Oculta. Os ocultistas sabem da existência dessas provas sagradas, mas, enquanto segredos, não poderão ser revelados. Já os mistérios mexem com o nosso imaginário, e provocam pesquisas, estudos e, até e principalmente, falsas afirmações e delirantes fantasias. Mas, tempos virão em que esses segredos serão revelados, e alguns dos muitos e sutis desses segredos serão transformados em mistérios. E mistérios, como até um jovem que gosta de HQ e lê o Monstro do Pântano sabe muito bem, são para ser compartilhados.
Por enquanto, como nos diz Blavatsky, ainda teremos de nos contentar com o lento despertar da consciência humana, e ir aturando com a devida paciência os fragmentos das verdades divinas, difundidas pelas religiões, cada qual pretendendo promover a Verdade Absoluta, e não fazendo mais do que arranhar muito de leve, a profunda, mística e eterna Essência Divina. Os fiéis dessas religiões espalhadas pelo mundo inteiro nem se dão conta dos Mistérios Ocultos, que constituem a tradição esotérica dos seus rituais religiosos. Poucos têm acesso aos Grandes Mistérios, que são protegidos pelos Grãos-Mestres, os responsáveis pela guarda das revelações secretas, enquanto os homens ainda não estiverem preparados a acessar seus conhecimentos. A religião dada ao consumo das massas é a doutrina exotérica, um alimento facilmente digerível para o corpo de emoções daqueles que ainda crêem num Deus distante, habitando num céu inatingível, e que zela por nós ou aplica castigos quando cometemos pecados. Uma Deidade taoísta, presente em nossa alma e integrada ao nosso corpo físico, parece ainda ser uma realidade improvável para o consumo das massas. Promessas e milagres são mais fáceis de serem aceitos do que compromissos e responsabilidades espirituais. Transferir para um Deus lá no céu os deveres e obrigações daqui da Terra, parece mais cômodo e menos trabalhoso. Oh, meu Deus, até quando, até quando ! Mas, afinal, de que Deus estou falando ?
Bibliografia consultada : A Doutrina Teosófica de H.P. Blavatsky; Tao Te Ching - O Livro que revela Deus de Lao-Tsé; Bíblia Sagrada, Monstro do Pântano de Alan Moore e Sabedoria Incomum de Fritjof Capra.
Outro dia, convidei um amigo para participar do Seminário que irei realizar no dia 29 de novembro próximo, e recebi como resposta uma pergunta : o que é a Numerologia da Alma ?
Esse amigo, caro leitor, entendeu que talvez não estivesse preparado a participar de um momento de reflexão em grupo, em que a temática fosse a numerologia, matéria por ele desconhecida. E parece que mais temeroso ainda ficou, com a qualificação dessa numerologia de Numerologia da Alma.
Confirmei o convite, por haver identificado nele todos os requisitos que estou exigindo dos participantes, mas decidi dedicar-lhe uma postagem no Alma Mater, tentando aclarar a sua mente, sobre o que seja esta minha metodologia, a que chamo de Numerologia da Alma, e que é a essência da filosofia pitagórica para a interpretação dos números.
Portanto, aí vai uma síntese dessa ciência mística, dedicada ao meu amigo Eduardo.
A Numerologia da Alma é uma avaliação espiritual, ecológica e sistêmica do mundo físico, a partir de conhecimentos místicos, extraídos da doutrina numerológica de Pitágoras.
A Divindade criou um mundo perfeito, expresso por equações e figuras matemáticas.
O Mestre Pitágoras codificou os símbolos numerológicos da Criação, e nos legou uma doutrina filosófica e espiritual, que tem como princípio a análise qualitativa dos números.
Os ensinamentos dessa doutrina conduzem ao autoconhecimento, à medida que despertamos para verdades que se mantinham ocultas e distantes da nossa percepção humana.
Assim, ficamos sabendo que os nossos nomes contêm mensagens que falam de nossa missão neste mundo. Seguindo o mesmo raciocínio, descobrimos que a data em que nascemos contém todo o nosso projeto de vida, com as experiências e os desafios necessários à nossa evolução espiritual.
O mau uso desses conhecimentos tem distorcido o verdadeiro sentido da numerologia, com o condenável intuito de satisfazer anseiosfísicos e personalistas, conflitando-se com os legítimos ideais da Alma.
A intenção da distorção do uso correto da numerologia é, quase sempre, tentar aplicar os poderes ocultos dos números para satisfazer a ganância e a cobiça, como se a conquista de riqueza e poder fosse o objetivo da nossa presença no mundo.
A correta interpretação dos números promove odespertar da consciência, tornando as pessoas mais sábias e generosas, e facilitando os seus relacionamentos entre si. E, quando se aprende a viver em harmonia com os outros, passa-se a ter uma outra visão do papel que nos cabe, como um fio dessa grande trama, tecida pela Divindade, a que chamamos vida.
O despertar da consciência nos faz respeitar mais o próximo e a natureza, promovendo o surgimento de um sistema humano e ecológico, no qual o individualismo começa a ceder espaço para as ações integradas, em benefício da coletividade.
A Numerologia da Alma ensina que, sem uma ação sistêmica, não poderá existir progresso, e sem atitudes ecológicas, não haverá futuro.
A nossa missão nesta vida é o maior, ainda que não o único, de nossos deveres de casa. Essa missão nem sempre é uma tarefa fácil, e até pelo contrário, na maioria das vezes, é um fardo difícil de carregar. Cumpri-la, porém, é fator de crescimento para a evolução espiritual da Alma. E o entusiasmo pela vidae um corpo forte e sadio são os sinais mais visíveis, para que se reconheça se a nossa missão está sendo cumprida.
A soma das letras do nosso nome revela qual é a Missão que nos cabe nesta vida. A soma das vogais identifica a Alma que está em busca de evolução. A soma das consoantes indica com que Personalidade estamos agindo, na tentativa de cumprir a Missão.
As letras têm seus correspondentes numéricos, que servirão para os cálculos que nos levarão aos números que correspondem à Alma, à Personalidade e à Missão.
Calcular corretamente é o passo inicial, porém a interpretação fiel aos princípios pitagóricos é que determinará a análise perfeita do que seja a Missão de cada um. E para isso, é preciso estudar, além da numerologia, todas as ciências e filosofias que nos ajudem a expandir os nossos conhecimentos.
A Numerologia da Alma tem a intenção de facilitar o progresso espiritual da humanidade.
A Numerologia da Alma promove os ideais da Alma e traça caminhos para que cada um cumpra a sua Missão.
Os caprichos e ambições da Personalidade devem ser condenados e combatidos, toda vez que põem em risco o sucesso da Missão.
Todos nós temos uma Missão a cumprir, e deixar de cumpri-la é simplesmente desperdiçar toda uma vida, jogando fora uma existência inteira. Por isso, acima de tudo o mais, o que importa mesmo é cumprir a Missão, pois, em caso contrário, teremos de voltar a este mundo, para repeti-la tantas vezes quantas se fizerem necessárias.
Estava mergulhado nos meus pensamentos, ocupados com meus deveres espirituais e com a minha missão de passar conhecimentos, quando me veio à lembrança um fato que sempre foi motivo de brincadeiras na família, mas que, neste momento, me serviu a boas reflexões.
Os meus pensamentos, meio aborrecidos, não posso negar, tinham suas origens nas atitudes fugidias das pessoas, diante de comprometimentos espirituais assumidos, e, a seguir, descumpridos.
Sozinho, na solidão da mente, me sentia descontente com essas pessoas, sem dúvida espiritualizadas, mas que, invariavelmente, se recusam a mergulhar de cabeça na busca de conhecimentos, com explicações e justificativas vazias e inconsistentes, valorizando o secundário, em detrimento do principal.
As exigências de suas Almas pedem estudos e aprofundamentos espirituais, mas são os caprichos da Personalidade que prevalecem, desviando as atenções do Espírito para a Matéria. Seduzidas e tentadas pelos prazeres físicos e por ganhos materiais, elas vão afastando-se dos seus deveres espirituais, sem que percebam e sem saber como escapar das rotinas do cotidiano.
Os efeitos desses afastamentos, verdadeiras fugas e omissões, não poderiam ser mais danosos, provocando a morte do entusiasmo pela vida e o início de uma sucessão de males psíquicos e físicos, com uma contínua e inexorável fragilização do sistema imunológico.
A lembrança a que me referi, e que, à primeira vista, não tem nada a ver com essa divagação espiritual, aconteceu há muitos anos atrás, quando uma de minhas vizinhas, que tinha lá as suas esquisitices, ameaçou a empregada de um outro apartamento com uma faca, e forçou-a a entrar no seu apartamento.
A moça muito assustada, sem saber o que fazer, ouviu, de repente, uma insólita pergunta, que se tornou uma lenda dentro do condomínio : “ chá ou babalu?”.
Quem poderia imaginar que alguém pudesse seqüestrar a empregada do vizinho, com a única intenção de lhe impor uma escolha – ou ela tomava um chá ou mascava uma goma de mascar, conhecida na época como babalu.
Desse dia em diante, dentro da família, toda vez que se oferece um chá, complementa-se essa oferta com a opção "ou babalu?", inexplicável para quem não conhece o fato.
O tempo passou, a vizinha continuou aprontando das suas, mudamos do prédio, deixamos o Rio e viemos morar em S. Lourenço, mas aquela pergunta ficou gravada em nossa memória : “chá ou babalu?”.
Chá, uma bebida nobre, servida de forma requintada e cerimoniosa ou, às vezes, até mesmo dentro de um cerimonial ritualístico, com conotações de sacralidade.
Babalu, uma goma de mascar, mastigada de forma deselegante e grosseira, e, na maioria das vezes, dando demonstração inequívoca da mais absoluta falta de educação.
Dessa minha lembrança, meio fora de hora, à comparação com o que costuma acontecer com muitas pessoas espiritualizadas, foi uma conseqüência natural. Um final de semana, numa atividade de grupo, tratando das exigências da Alma, era o chá. Praias, excursões, passeios, festas e lazer eram o babalu, com a sucessão quase interminável de contração de mandíbulas, em frustradas tentativas de extrair sabor de uma goma sem vida, lançada de um canto para o outro da boca.
Quantas oportunidades perdemos na vida, por optarmos pelo babalu! Quantas vezes desprezamos o chá, por preferirmos a matéria aprisionada na boca, ao sutil sabor de um gole de chá!
O convite para a participação de um cerimonial do chá parece-nos, num primeiro momento, irrecusável e motivo de enorme entusiasmo. Impulsos da Alma, cara leitora, antes que os caprichos da Personalidade assumam o controle da situação!
Compromissos assumidos e palavras de efeito, logo dão lugar a motivos sentidos e o trato é desfeito.
Chá ou babalu?
O chá é uma bebida saborosa, que faz tão bem à Alma, mas, surgiu um compromisso que é inadiável, e que, afinal de contas, satisfaz muito mais os caprichos da minha Personalidade.
Desta vez, eu vou ficar com o babalu.
Mas, não deixe de me convidar para o próximo cerimonial de chá. Eu adoro chá.
Eu só não irei mesmo se ocorrer um outro imprevisto, e meus amigos aparecerem lá em casa com uma nova oferta de babalu.
Eu gosto muito de chá, mas não consigo resistir a um babalu.
A humanidade está simplesmente apavorada. O medo se instaurou, em caráter definitivo, na alma humana. Ninguém mais consegue puxar algum tipo de conversa que não se enverede por fatos relacionados a doenças, miséria e violência. Chego a definir o estado emocional da criatura humana como de pânico, um medo descontrolado e quase suicida, diante das notícias veiculadas pelos meios de comunicação. O medo sempre foi um fator dificultador, quase que impeditivo da evolução humana. O medo atrofia a mente e inibe os sentidos. O leitor pode estar pensando consigo mesmo que, afinal de contas, o medo sempre esteve presente em nossas vidas, com intensidade e freqüência maior ou menor, de acordo com o equilíbrio emocional de cada um de nós. Mas, temos de reconhecer que agora está demais. As pessoas não encontram outro assunto que não sejam crises, doenças e violência. E as conversas não são comentários naturais com opiniões e críticas, mas verdadeiros atos de terrorismo, em que ameaças, destruições e mortes se fazem presentes, das mais variadas formas de tragédias. Tudo é motivo de sustos e pavor, já não se confia mais em nada, nem em ninguém. Na polícia, há muito que se deixou de confiar. Nos médicos, pobres de nós, se ainda confiarmos no antigo idealismo missionário, de se sacrificar para salvar vidas. Nos governantes, nem pensar, na justiça, menos ainda. A quem resta apelar ?
O amigo leitor pode não acreditar, mas a solução está nas suas mãos. E na minha também, e na de todos nós. Vençam seus medos, e se tornem pessoas mais equilibradas. Harmonizem os seus sentimentos e emoções, e espantem as doenças. Confiem mais em si mesmos, e não transfiram responsabilidades, assumindo cada qual o seu dever, cobrando menos os seus direitos. Todos nós estamos sujeitos aos medos kármicos que são efeitos de nossas más ações, cometidas em vidas passadas. Os erros do passado ressurgem em nossa mente, sempre de forma muito assustadora, retirando-nos parte de nossa confiança, quando precisamos tomar uma decisão.
O mais triste desta história é que poucos se dão conta de que vivem atormentados e intimidados pelos medos. E a grande maioria da humanidade vive cega aos efeitos desses medos em nosso sistema imunológico. A medicina ocidental, ainda presa a falsas crenças, não dá a devida atenção ao poder destruidor do medo, como o legítimo causador de doenças e epidemias. O Dr. Simonton, uma das maiores autoridades mundiais no tratamento do câncer, diz que os médicos não são preparados para tratar da saúde, mas somente das doenças. No entanto, por mais estranho que pareça, eles não sabem lidar com a morte, e se sentem derrotados, quando morre um dos seus pacientes, mesmo em estado terminal.
Com todo o progresso que se costuma atribuir à medicina, a humanidade está mais doente do que nunca. As doenças se multiplicam, poucos são aqueles que não frequentam os consultórios médicos e as farmácias. Com todos os modernos meios de comunicação ao seu dispor, as pessoas estão cada vez mais ignorantes, superficiais e despreparadas para tirar suas próprias conclusões. Procure-se a resposta lógica que parecer mais adequada, que nenhuma delas será tão lúcida e clara para um ocultista que atribuir esses tantos medos aos efeitos kármicos.
O atento leitor tente acompanhar o meu raciocínio, e me diga se seria preciso mais do que quatro tipos de medo, para identificar o que tanto assusta esse povo. Os medos estão relacionados aos 4 números kármicos, e aos efeitos que provocam, diante da possibilidade de serem repetidos e realimentados, ao invés de resgatados e superados. Os karmas do nº 13 estão ligados ao medo dos fenômenos desconhecidos, em especial da morte. Os karmas 14 incutem o medo da miséria ou da simples perda dos bens materiais conquistados. Os karmas 16 sinalizam para o medo do fracasso de seus ideais e da traição do seu parceiro amoroso. Os karmas 19 tratam das perdas em geral, desde as materiais, como as profissionais, amorosas e sentimentais.
O somatório desses medos está acabando com todas as defesas do sistema imunológico dessa humanidade aflita e desesperada. As chamadas crises, que deveriam servir de inspiração para as transformações psíquicas e espirituais da raça humana, se constituem em autênticas ameaças ao futuro da humanidade. Crises financeiras levam as pessoas ao desespero, com medo de perder empregos e de não ter o que comer. As separações de casais, o abandono dos filhos, as rupturas sociais, os apegos exagerados aos bens materiais e as ambições sem limites são causas e efeitos que se realimentam, enquanto a sociedade se desagrega e perde os seus referenciais. O sistema imunológico das pessoas está sendo desintegrado pelos medos, que estão sendo incutidos em nossas mentes, não por acaso, mas deliberadamente, pelos meios de comunicação, a serviço das elites do poder internacional. Informações falsas ou desencontradas são plantadas propositalmente nos noticiários, com o intuito de desestabilizar a sociedade. Uma sociedade doente e assustada torna-se uma presa fácil nas mãos dos poderosos, ficando ao sabor do seu terrorismo internacional, o pior de todos, da intimidação e da manipulação das vontades. Esses poderosos são os responsáveis pelas crises forjadas nos gabinetes dos grandes Bancos e nas Associações Industriais internacionais, em que bilhões de dólares são transferidos, como prêmios, para os cofres dessas instituições que são as manipuladoras das crises. Uma gripe promovida à condição de pandemia, mediante uma intimidação maciça da sociedade mundial, torna-se a nova crise, encobrindo os desmandos financeiros desses ricos poderosos, e transferindo o centro das atenções e dos lucros para uma indústria farmacêutica. Assim caminha a humanidade, e assim está escrito. Enquanto a humanidade insistir na ganância de possuir riqueza e poder, estará fazendo o jogo dos poderosos e experimentando suas próprias fraquezas. As pessoas pensam que estão bem informadas, quando estão apenas bem enganadas. Enquanto isso, os medos fazem a sua parte. Todos que se dizem cautelosos e responsáveis, promovendo os cuidados para a prevenção das crises, pregando trabalho, higiene e consumo, estão, os coitados, a serviço dos seus verdadeiros inimigos. As crises financeiras encobrem desvios fabulosos de recursos dos cofres públicos para os bolsos dos empresários inescrupulosos. Uma gripe, que antes seria apenas uma gripe, ganha nome e destaque na mídia, matando os mais frágeis de susto, assim que dão o primeiro espirro.
Os medos são os maiores, senão os únicos pecados da humanidade. Eles são os efeitos mais visíveis dos karmas. Ah, os karmas, sempre eles ! Pois é, caro leitor, fique bem atento aos seus números kármicos, e aprenda que os karmas não serão capazes de nada, se nós não sucumbirmos aos medos kármicos.
As minhas experiências como numerólogo me reservam bons exemplos de como as pessoas têm o mau hábito de transferir responsabilidades. A triste realidade é que quase ninguém gosta de assumir uma decisão. As pessoas estão cada dia pensando menos, e acham uma perda de tempo ficar meditando sobre algum tema, refletindo sobre o seu futuro ou,simplesmente, tomar para si o controle da sua vida.
Tudo hoje é feito tão às pressas que já não se perde tempo com pesquisas, escolhas ou opções. Ler-se sobre um assunto e discuti-lo com interessados naquele tema, deixou de ser uma prática usual. A internet está aí mesmo para dar respostas, as mais variadas, sem que se tenha de ouvir idéias discordantes em cansativos debates. Antes, dizia-se que a troca de opiniões enriquecia o conhecimento. Agora, acredita-se que é uma perda de tempo, ou como uns mais grosseiros costumam exclamar : "é um saco!".
Antigamente, o jovem procurava um idoso, quase sempre o avô, em busca de conselhos e ficava, horas a fio, ouvindo histórias da vida. Hoje, marca-se consulta com um adivinho, que tanto pode ser um tarólogo, um astrólogo ou um numerólogo, e pergunta-se o que se deve fazer, qual a decisão a ser tomada ou que nome devo dar ao meu filho que irá nascer. A maioria desses adivinhos, completamente descompromissados com as realidades do mundo espiritual, assume a figura do oráculo infalível, e cobra uma nota por todas as soluções miraculosas que vão nos fazer felizes. Nessa ingênua verdade, acreditam os incautos que pagam por essas fantasias engendradas nas mentes perigosas desses falsos profetas.
Outro dia, recebi um email de uma grávida que me pedia ajuda para escolher o nome da filha que estava para nascer. Ela me dizia que perfil de mulher que ela queria gerar, quais os defeitos que não gostaria de ver na filha e todas as virtudes que seriam muito bem vindas. Não tive outra saída senão decepcioná-la, e contrariando os meus colegas que cobram, às vezes pequenas fortunas, para dar tais conselhos, eu fui obrigado a dizer-lhe que o processo kármico de morte e renascimento não segue essa racionalidade que ela imaginava. A cada nova encarnação, a alma vem em busca de experiências que hão de ajudá-la a evoluir, e dentre elas incluem-se alegrias e tristezas, prazeres e sofrimentos, numa escala de valores que não podem ser manipulados, e que variam de acordo com o estágio de evolução de cada alma. Infelizmente, as pessoas estão muito distantes da realidade da vida, julgando que podem fazer a bobagem que for, que Jesus salva. As religiões incutem nas frágeis mentes desses falsos devotos que Deus é fiel, e que isso é o suficiente, não sendo exigida uma contrapartida de fidelidade, para que cada um possa alcançar os seus ideais na vida. A confusão é tamanha que procura-se uma bola de cristal para se adivinhar o futuro, e o que for dito pela cigana é considerado um fato consumado. Atualmente, a maior e mais perigosa de todas as ciganas em ação, é a Rede Globo com a sua bola de cristal, que após programar as mentes de milhões de espectadores, desperta-as com um sutil sinal de "plim-plim". Estamos sendo enganados, e nem nos damos conta disso. Os videntes mal intencionados, os pretensos místicos e os profetas do apocalipse aproveitam a telinha de cristal, mais eficiente do que bolas, cartas, astros e números, para espalharem o pânico e cobrarem por suas magias baratas.
Às vezes, conversando comigo mesmo, me ponho a lastimar pelo mau uso dessas ciências divinatórias, místicas e sagradas, que escondem segredos milenares, e que revelam a quem souber interpretá-los a solução para todas as crises da humanidade. Mas, as pessoas não querem ter trabalho, não se dispõem a esforços e sacrifícios, querem tudo de bandeja, e não importam se com magias ou milagres. E como esse não é o método divino para a solução dos nossos problemas, as crises se sucedem, as doenças matam e a vida vai se tornando cada vez mais difícil de ser vivida. O grande psicanalista Carl G. Jung deixou um tratado interminável de estudos sobre a relação entre a mente e a alma, entre a Matéria e o Espírito, mas nem mesmo a medicina tradicional acredita muito naquilo que esse gênio da psicanálise reuniu em suas obras. As doenças são tratadas, ainda hoje, como se os corpos humanos fossem máquinas, sem o poder de decidir o que lhes cura ou deixa de curar. Sem remédios, vacinas e operações, a medicina moderna não consegue responder às epidemias, às doenças degenerativas ou a um simples espirro, prenunciando um possível resfriado.
Os doutores da alma não são bem vistos pela humanidade. E até posso entender essa desconfiança, pois os que sempre foram assim chamados, padres, pastores e rabinos, dentre outros, vivem envolvidos em escândalos que não têm mais fim. Os pobres e autênticos doutores da alma, que são os verdadeiros astrólogos, tarólogos e numerólogos, são discriminados pela mídia que é sustentada pelo dinheiro dos religiosos e dos donos das religiões. As bruxas não são mais caçadas, mas desqualificadas. Os magos são ridicularizados. E a ciência moderna quântica, que prega o poder da mente humana sobre qualquer acontecimento ou verdade aparente, torna-se uma espécie de enfeite de cristaleira, um objeto precioso e belo, mas guardado como peça decorativa, na sala de estar da ciência.
Mesmo assim, e apesar de tudo, as mentes continuam despertando, e muitos passam a se interessar pelos estudos místicos, pelos mundos ocultos e pelo poder exercido pela mente nos fatos relacionados à matéria. O interesse pela espiritualidade humana está crescendo, percebe-se a curiosidade pelas ciências ocultas e pelos fenômenos que a ciência tradicional não consegue explicar. Mas, o medo é o fator dificultador da expansão da consciência humana, por ser alimentado por aqueles que mantêm o controle sobre os meios de comunicação e de produção.
A qualquer ameaça de mudança na relação preestabelecida por essas elites do poder, ocorrem crises provocadas deliberadamente para assustar amedrontar e fazer recuar os processos de transformação que começavam a se pôr em movimento. Diante do medo de perdas, da miséria e da morte, a humanidade dá um passo atrás, e volta a se submeter às mesmas regras dominadoras que haviam começado a ser contestadas. Quando surge um clarão de liberdade, uma possibilidade maior de acesso do povo à riqueza ou ao poder, vem uma crise financeira que desemprega, desestabiliza e desagrega. Acaso, fatalidade, azar ou ... ?
Por tudo isso, eu não estranho que as pessoas continuem amedrontadas, no momento de tomarem decisões. Transfere-se, para o governante, o poder público. Transfere-se, para o médico, o poder de decisão sobre a vida do paciente. Transfere-se, para o conselheiro, o poder de dar um rumo na vida do consulente.
Muitos me perguntam sobre o que fazer na vida, se casam ou vão ao futebol, se entram na faculdade ou vão tomar um chopinho com os amigos, se isto ou aquilo. Essas pessoas seguem uma marcha lenta, porém inexorável, de cabeça baixa, à espera de ordens, de esperança ou apenas de algum sonho ou magia que as façam crer no dia de amanhã. Tenho dito e repetido que os números estabelecem o plano da alma, o caminho a ser seguido para o cumprimento da missão e os talentos a serem desenvolvidos para que tudo se faça da forma mais simples e natural. Mas, quem dita o ritmo do movimento, somos nós. Mas, quem escolhe a força a ser empregada e a ousadia a ser adotada, somos nós. Pois, quem sente prazer ou sofre com os resultados, somos nós. Se seguirmos o caminho da missão, seremos sadios e felizes. Quem faz a leitura dos números é o numerólogo, quem analisa o que revelam os números é o numerólogo, mas não é o numerólogo quem diz o que cada um tem de fazer ou como fazer. O conselheiro dá os conselhos, mas quem decide é o aconselhado. Transferir a responsabilidade da decisão ao seu conselheiro é um ato de absoluta insensatez. As recomendações do conselheiro não devem ser confundidas com intromissões na vida do aconselhado. Elas são sugestões a serem seguidas, desde que sejam aceitas pelo aconselhado, mas não podem ser vistas como interferências na vontade alheia.
O poder de decisão fugiu do nosso controle, no dia em que passamos a ter medo. O poder, então, foi assumido por aqueles que passaram a nos alimentar com novos e intermináveis medos, que não têm mais fim. E enquanto a gente se encolhe com medo do que possa vir a nos acontecer, as elites do poder nos dão pão e circo, para distrair a nossa atenção. Até quando ?
A numerologia também tem resposta para essa pergunta, mas entendê-la dependerá do nosso nível de consciência espiritual. E, por enquanto, esse tempo ainda não chegou.
Está em nossas mãos dizer um basta a essas elites, e retomar o nosso poder de decisão. Quem se habilita a dar o primeiro passo ? Sou todo ouvidos ao clamor dos meus leitores.
Em tempos de fortes vibrações espirituais, como os que estamos vivendo, é preciso muito cuidado para não se confundir os mensageiros, que somos nós, com os autores das mensagens, que são nossos Mestres, Guias, Guardiães e Anjos.
As mensagens estão chegando às nossas mentes, vindas de Planos Superiores, alimentadas por Seres de Luz que desejam ajudar o nosso despertar espiritual. Esses Mestres procuram os seus discípulos mais conscientes, para passar-lhes mensagens que deverão ser transmitidas, como sinais e avisos divinos. Essas mensagens estão chegando num padrão vibratório muito intenso, e podem dar ao discípulo a falsa impressão de que Deus está falando com ele, e passando-lhe atribuições de salvar a humanidade. Muitos se julgam o novo Cristo, outros o próprio Deus. Mas, todos não passam de mensageiros, semeadores do amanhã. De tempos em tempos, nascem criaturas muito evoluídas espiritualmente, apesar de trazerem os mesmos defeitos e limitações encontrados em grande parte dos seres encarnados. Essas almas só se diferenciam das demais, por terem atingido um nível de consciência bem mais evoluído do que a grande maioria da raça humana.
Há um aspecto bem marcante nessas almas encarnadas, é que todas elas possuem uma conexão muito forte com os Mestres dos seus Raios. De alguma forma, já trabalharam juntos, Mestre e discípulo, em encarnações passadas, e isso faz com que mantenham um vínculo espiritual quase permanente, vida após vida. Por isso, são essas almas que costumam receber as mensagens dos seus Mestres, confundindo-as, muitas vezes, com a Palavra de Deus ou com as aparições de Nossa Senhora. A nossa mente tem a propriedade de ver, ouvir ou acreditar no que esteja mais próximo do seu alcance de entendimento. Um homem do campo verá Deus na terra, na semente ou nos frutos, e por isso o Mestre Jesus usou essas imagens nos seus sermões. Se a mensagem deve chegar a um devoto de Maria ou a quem sente afinidades com a face feminina de Deus, há de ser atribuída a Nossa Senhora, os conselhos divinos ou as recomendações sagradas que são passados aos devotos. Em qualquer dessas situações, em todos esses fenômenos espirituais, não somos nós os autores das mensagens, nem mesmo somos as mensagens, somos apenas os mensageiros. Muitas vezes, passei por experiências em que senti uma corrente vibratória muito intensa, e comecei a escrever mensagens que não eram criadas na minha mente, mas que adentravam a minha alma e me faziam enxergar com clareza fatos e explicações com o que jamais havia antes sonhado. Nesses momentos, eu sentia que era preciso registrar aquelas mensagens, para que mais tarde eu as analisasse e as revelasse, da forma mais adequada e natural. Às vezes, parecia que eu tinha o poder de criar todas aquelas verdades, de engendrar todas as mais inusitadas imagens, até então desconhecidas para mim. Daí a me julgar um Todo Poderoso, ou um Cristo da Nova Era seria um passo a frente, bem fácil de ser arriscado. Mas, meu Mestre fazia questão de assinar as mensagens, deixando claro que eu era um simples aprendiz, ouvindo as instruções do Mestre, e tendo de espalhá-las entre aqueles com quem eu convivia.
Assim, eu aconselho a todos que canalizarem mensagens ou as receberem em sonhos, que não se deixem iludir, julgando-se um salvador da humanidade, um novo Cristo que deverá deixar-se pregar na cruz, para comprovar a santidade das suas afirmações. Introduzam, simplesmente, os ensinamentos recebidos nas suas vidas, através de atitudes, palavras ou sugestões, o que acharem mais conveniente e convincente, para que possam influir na vida de todos. Mas, não se iludam, pois muito poucos hão de ouvi-los, menos ainda hão de seguir seus conselhos, ainda que os considerem sensatos e inteligentes. Uma quantidade ínfima de pessoas, há de mudar de vida, por se deixar sensibilizar por suas mensagens. E essa quantidade insignificante será o suficiente para justificar todos os esforços que vierem a fazer, para serem convincentes. Aconselho-os a fazerem a sua parte, e deixarem que Deus faça a Dele. Se é Dele a autoria da mensagem, numa conexão direta com a sua alma, se é de um Anjo intermediário, ou do Mestre do seu Raio, isso não importa, o que se espera dos que recebem tais mensagens é que saibam ser bons mensageiros. O Todo Poderoso só precisa de nós, para que nos tornemos seus mensageiros e bons semeadores das Suas mensagens. Evitem exibir-se demais, falarem em nome da Divindade ou pregarem verdades, como se estivessem exercendo poderes celestiais. Sejam semeadores humildes das mensagens recebidas, pois são as mensagens que deverão ser realçadas e não os egos dos mensageiros. Controlem suas ansiedades, e não se deixem levar por sentimentos de vaidade ou egocentrismo, julgando-se donos da verdade ou seres dignos de serem adorados ou reverenciados, pelo simples motivo de terem sido escolhidos como mensageiros. Os grandes líderes são os que servem a todos. Os mais sábios são os que não se dizem sabedores das verdades, mas que têm perfeita consciência de que, quanto mais sabem, mais ignorantes se sentem diante da eterna sabedoria. Os mensageiros escolhidos desconhecem os reais motivos por que receberam a mensagem, e não devem ficar vangloriando-se, pois os mensageiros não escolhem o teor das mensagens, mas apenas as entregam no destino.
Creiam, meus caros e bem intencionados canalizadores, que todos nós não somos nada mais do que meros mensageiros...apenas mensageiros.
O mundo está à beira do caos, com as pessoas se debatendo para todos os lados, sem se dar conta que a solução não está fora, mas dentro de cada um de nós.
As crises se sucedem, num ritmo alucinante, uma atrás da outra, deixando todo mundo apavorado.
É a crise financeira, deixando todo mundo com medo de ficar na miséria. São as crises conjugais, e o medo da solidão.É a crise das epidemias, e o medo da morte. E até os desastres aéreos estão provocando a crise do medo de andar de avião.
O medo gera as crises em nossas mentes, que se transportam para o mundo físico, numa decorrência natural do processo de transferência de energias. A pergunta é quase unânime, “como vencer as crises?”. E cada um vive alimentando aquela angústia, que se repete no fundo da mente, “conseguirei passar imune por mais esta crise?”.
O nosso tradicional Seminário de Inverno estará colocando em discussão a nossa capacidade para sair ileso dessas crises.
E aproveitaremos o fato deste VII Seminário ser realizado no mês de agosto, para pôr em debate o dito popular de que agosto é um mês de desgosto.
DIA : 22 de Agosto de 2009
LOCAL : Parque Brasilan – São Lourenço
CUSTO : R$ 70,00/PESSOA ouR$ 60,00/PESSOA, no caso de 2 ou mais pessoas da mesma família, incluindo o almoço
ProgramaçãoAbertura : às 9h30 Apresentação dos participantes e breve exposição sobre os temas em debate.
1ª Palestra : das 10h00 às 11h00Tema : A Numerologia como instrumento de prevenção das crisesDebates : das 11h00 às 11h30
2ª Palestra : das 11h30 às 12h30Tema : O sistema imunológico e a baixa resistência global diante das crisesDebates : das 12h30 às 13h00
Almoço : das 13h00 às 14h30
3ª Palestra : das 14h30 às 15h30Tema : O aumento do padrão vibratório planetário e as doenças esotéricasDebates : das 15h30 às 16h00
4ª Palestra : das 16h00 às 17h00Tema : Números mais suscetíveis às crises e posições críticas no mapaDebates : das 17h00 às 17h30
Chá de Encerramento : das 17h30 às 18h00
Informações importantes sobre hospedagem :
Existem diversos hotéis e pousadas com preços muito em conta. Eles são simples, mas podem surpreender pelo conforto e bom atendimento. Anotem :
Preparo-me para pôr-me a caminho, de volta a São João da Boa Vista.
Estouindo ao encontro das Almas Peregrinas que trilham por aqueles caminhos,em busca de auto conhecimento.
Na minha primeira passagem por lá, pude revelar a 17 Almas Peregrinas muitos dos grandes mistérios e segredos da Numerologia da Alma.
Espero reencontrá-las, a todas, neste novo curso, acompanhadas daqueles amigos e parentes, com os quais elas desejam compartilhar seus conhecimentos.
Esta mensagem tem o propósito de convocar para esse reencontro, nos dias 5 e 6 de setembro, novas datas do curso, a Ana Flávia, a Bárbara, a Cláudia, a Daniele, a Denise, a Fernanda, o Hélio, a Hélita,a Kátia, a Maria Yoko, as Patrícias Almeida e Cristina, o Renato, a Rita, a Vanja e a amorosa e zelosa anfitriã, Maria da Glória.
O convite, porém, se estende para muitas outras Almas Peregrinas, com as quais não me encontrei por lá, mas que vim a conhecer após o curso de 24-25 de janeiro.
Muitas dessas Almas chegaram a mim através da guia Maria da Glória, e outras por indicação de pacientes dela, que se identificaram com a Numerologia da Alma.
A todas essas Almas Peregrinas, eu convoco para um reencontro, no início do mês de setembro, lá em São João.Entrem em contato com a Maria da Glória, e se inscrevam para o curso. Os novatos serão iniciados nos conhecimentos sagrados da Numerologia da Alma e os matemáticos irão revisar o que aprenderam e aprofundar os conhecimentos adquiridos, paraserem promovidos a discípulos.
O email dela é mgloria60@terra.com.br . Não deixem para confirmar suas presenças em cima da hora, pois podem perder alguns benefícios. As inscrições devem ser feitas até o dia 26 de agosto, pois depois desta data perde-se o direito a esses benefícios.
Temos uma encontro marcado. Até lá.
E não se esqueçam de fazer o dever de casa, que fugindo a regra deverá ser feito antes da aula. O dever que passo para todos é a leitura de todas as postagens do meu blog.
Anotem o endereço do blog Alma Mater www.brasilan.blogspot.com
Carinhosamente.
Gilberto Gonçalves.
Curso Integrado de Numerologia da Alma
Uma abordagem psicoespiritual da Numerologia Pitagórica
O Curso Integrado de Numerologia da Alma visa proporcionar uma harmoniaperfeita, na difusão dos ensinamentos numerológicos, para todos os que se interessem por expandir sua espiritualidade, desde os novatos, que estão em busca dos seus primeiros conhecimentos, até
os veteranos que anseiam por aprofundar ainda mais suas experiências adquiridas em cursos anteriores.
Ministrante:Gilberto Gonçalves
DATAS:5 e 6 de setembro de 2009
Local:Rua Conselheiro Antonio Prado,
412
São João da Boa Vista
Inscrição: até 26/08/2009
Duração:20 horas : 10h no sábado e 10h no domingo
Durante o curso, serão abordados os seguintes temas:
1.Alma, Personalidade e Missão
2.Números kármicos e números mestres
3.Linha da Vida : experiências e desafios
4.Relações familiares : amor, protecionismo, intromissões e conflitos
5.Relações conjugais : reencontros e uniões kármicas, vidas compartilhadas e separações
6.Trabalho : líderes e liderados – sucessos e fracassos – ganhos
e perdas
7.Dinheiro : ambição e ganância – riqueza e pobreza – trabalho e segurança
8.Comportamento : individualidade e coletividade
9.Físico : saúde e doenças
10.Mente : inteligência e sabedoria
11.Espírito : religião e devoção – fé e espiritualidade
12.Os números de poder e suas várias influências ao longo da vida.
Programação
CURSO INTEGRADO DE NUMEROLOGIA DA ALMA
1ª ETAPA: Montagem do Mapa Numerológico
- Conceitos e Aplicação da Matemática Numerológica
2ª ETAPA: Leitura do Mapa Numerológico
- Interpretação e Análise do Mapa Numerológico
PREPARAÇÃO : Leitura prévia, em casa, antes do Curso, do blog Alma Mater.
Alma Mater:www.brasilan.blogspot.com
INTRODUÇÃO : Apresentação do Curso e dos Princípios Pitagóricos
1ª etapa : MONTAGEM DO MAPA NUMEROLÓGICO
Módulo I: Tabela Numerológica
- Os 9 números simples
- Os 3 números mestres
- Os 4 números kármicos
Módulo II: Cálculos Numerológicos.
A – Cálculos do Nome
1.Estudo do Nome Completo
- Nome no Registro de Nascimento
- Nome de casada
- Outras mudanças de Nome
2.Identificação das Letras com os Números
- Numeração das letras
- Separação de vogais e consoantes
3.Cálculos Individuais.
- Nome próprio
- Sobrenome Materno
- Sobrenome Paterno
- Sobrenome do Marido
4.Somatório dos Cálculos Individuais
B – Cálculos da Data de Nascimento
1. Cálculos Individuais
- Dia do Nascimento
- Mês do Nascimento
- Ano do Nascimento
2.Somatório dos Cálculos Individuais
C – Cálculos dos Ciclos de Vida
1.Os 4 períodos ciclícos
2.Vidas com somente 3 ciclos
3.As experiências
4.Os desafios
D – Número poderoso
2ª etapa : LEITURA DO MAPA NUMEROLÓGICO
Módulo I :Alma e as vogais : quem sou eu?
- a 1ª vogal do nome
- a soma das vogais : nome+sobrenome da mãe+sobrenome do pai
- ausência ou acréscimo de um sobrenome
- as somas parciais e a soma total
- as presenças de números mestres e kármicos
Módulo II :Personalidade e as consoantes : quem devo ser?
- a 1ª consoante do nome
- a soma das consoantes : nome+sobrenome da mãe+sobrenome do pai
- ausência ou acréscimo de um sobrenome
- as somas parciais e a soma total
- as presenças de números mestres e kármicos.
Módulo III :Missão e o nome completo : o que devo fazer?
- a soma de todas as letras do nome
- ausência ou acréscimo de um sobrenome
- as somas parciais e a soma total
- as presenças de números mestres e kármicos.
Módulo IV :Lições kármicas : aprendizados pendentes
- números ausentes no nome
- lições a serem obrigatoriamente aprendidas
Módulo V :Talentos Natos : a bagagem de experiências
- cada dia do mês um talento diferente : os 31 perfis
- o uso prático com a redução dos números
- vocações, defeitos, virtudes, fortalezas e fraquezas
Módulo VI :Caminho de Origem : o manual de consultas
- a soma da data de nascimento
- o caminho em direção à missão
- os sinais mais visíveis da última vida
- a relação do mês com a mãe
- a relação do ano com o pai
Módulo VII : Os Ciclos de Vida : o plano de viagem da Alma
- os 4 ciclos de vida – a linha da vida
- as vidas de 3 ciclos
- as experiências e os desafios
- a relação entre os ciclos e a Missão
Módulo VIII : Número Poderoso : inspiração e poder
- a soma da Missão com o Caminho de Origem
- o poder que inspira e protege
- a consagração no último ciclo
Módulo IX :Trama da Alma : uma visão global
- a leitura do todo, sem desprezar o individual
- a verdadeira história da Alma
- o perfeito entendimento da Missão
Módulo X :A expansão da consciência
- o despertar da alma do discípulo
- a conexão direta do Mestre com o discípulo
- a verdadeira compreensão do karma
- a relação entre a Missão e a Saúde
- o papel do discipulado na evolução planetária
- cada dia, mês e ano com suas vibrações particulares
- Avataras, Tulkus, Mônada e Iniciação : Mistérios e os Mundos Ocultos
Informações Gerais :
Ministrante: Gilberto Gonçalves
Data de Nascimento : 27.02.1944
Formação e Experiência Profissional :
# Administração Comercial : Gerente e Instrutor
#Cursos de Qualificação Profissional :
*Técnica e Supervisão de Vendas – PUC/RJ
*Marketing em Telecomunicações – ERICSSON
Formação e Experiência Holística :
#Autodidata em Numerologia, desde 1990, com metodologia própria, denominada Numerologia da Alma, baseada na interpretação kármica dos princípios pitagóricos.
#Curso de Parapsicologia no Instituto Joseph Murphy – 1990/91
#Curso de Calendário Maia – 1997
#Práticas de visualização criativa e harmonização de energias, através do uso do pêndulo.
#Pesquisas nas áreas de terapias naturais e ecologia, com participação ativa em movimentos de defesa e educação ambiental.
#Iniciação na Doutrina Secreta, com aprofundamento no Esoterismo Crístico.
#Escritor, poeta, cronista e instrutor de numerologia.
#Participação no Circuito Cultural SEBRAE-2004, como palestrante com o tema “Auto-conhecimento e Espiritualidade”, nas cidades de S. João da Boa Vista-SP, Santa Cruz das Palmeiras-SP, Aguaí-SP e S. José do Rio Pardo-SP.
#Cursos ministrados no Rio de Janeiro, nos anos de 2003 e2004.
#Palestra realizada no Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro, em 16 de setembro de 2005, sobre o tema “Numerologia e Auto-conhecimento”, dentro do Programa Bem Viver.
#Encontro de Numerologia da Alma, realizado em
17 de setembro de 2005, no Condomínio Barramares, no Rio de Janeiro, sobre o tema Encontros e Desencontros.
#Cursoministrado em São João da Boa Vista – SP, em janeiro de 2009.
Valores e condição de pagamento:
R$ 150,00 – no ato da inscrição ou
3 x R$ 60,00, sendo a 1ª parcela no ato da inscrição, a 2ª 30 dias após e a 3ª 60 dias após.
2 x R$ 80,00, sendo a 1ª parcela no ato da inscrição e a 2ª parcela 30 dias após.
A data limite de inscrição e do pagamento da 1ª parcela será o dia 26/08/2009.
Refeições : almoço e lanche
O almoço e o lanche de final de tarde, no sábado e no domingo, estão incluídos no valor do curso.
Diplomação :
Os participantes receberão ao final do curso um diploma de credenciamento como Matemático ou Discípulo de Numerologia da Alma, conforme seja o seu primeiro ou segundo curso.
Os karmas, para quem não tem um convívio muito íntimo com os seus significados, costumam ser intrincados enigmas, de difícil compreensão e aceitação. Imaginem só, quando eles surgem em dupla, em trio ou num quarteto, que confusão nas mentes e quanta revolta no coração!
Os mistérios das origens kármicas provocam muita curiosidade e especulações, mas bem poucos têm a noção exata dos segredos que trazem e de como decifrá-los. Os karmas são vistos como fantasmas espirituais, quase demônios, de quem todos querem distância. Ninguém gosta de reconhecer suas origens kármicas, e quase todos se recusam a se identificar com eles.
A realidade, a que poucos se dão conta, é que, os karmas, por serem meros efeitos de ações cometidas noutras vidas, são inevitáveis, como se fossem o trovão após um relâmpago. A grande maioria, daqueles que me consultam, fica logo assustada, quando menciono a presença de números kármicos em seus mapas. Quem já fez regressão ou consultou videntes, esperava ser informado que, em vidas passadas, já fora rei, santo ou herói. E fica decepcionado, arrasado mesmo, quando toma consciência dos karmas que carrega nas costas. As pessoas, de um modo geral, têm dificuldades em reconhecer suas fraquezas, e quase ninguém conseguem enxergar o seu lado mau, às vezes cruel e perverso. A impressão que se tem é que somos poços de virtude, forçados a lidar com o lixo e a poluição produzida pelos outros. Daí porque, é comum encontrar-se justificativa para todos os nossos erros, transferindo-se culpas e não as reconhecendo em nós.
A realidade, porém, é que a humanidade sofre de 4 espécies diferentes de males kármicos, diagnosticados na numerologia sagrada pelos números 13, 14, 16 e 19. Se possível fosse definir cada um deles, por uma única atitude reprovável, poderíamos resumir esses "pecados de outrora" em medo, egoísmo, ganância e dominação. Cada uma dessas malignas heranças se desdobra, porém, em diversas pequenas partículas maldosas, que compõem o conteúdo malévolo de todos os karmas.
O karma 13 é o medo do desconhecido, a omissão diante do que se esconde por trás dos remorsos de más ações de outras vidas. Os traumas resultantes dos atos maldosos, que foram praticados em vidas passadas, inibem e acovardam. O karma 14 é o efeito dos apegos à matéria e aos prazeres físicos, que foram as sementes do egoísmo que levaram ao rompimento com as pessoas amadas. O karma 16 é o sinal da vaidade, do egoísmo, da traição e do que de pior se pode esperar da criatura humana. O karma 19 é a imagem do dominador, usurpador, o que explora o trabalho alheio e toma para si o que retira dos outros.
Se sozinhos, os karmas já trazem desgraças, tragédias, destruições e mortes, quando surgem em parcerias, aí mesmo é que podem tomar proporções catastróficas. A presença desses números kármicos revela, é verdade, diversas más ações do passado, mas não condena ninguém "ao fogo eterno", nem as expulsa em definitivo do Paraíso. As saídas existem, para cada caso, como bulas de remédio, que indicam as dosagens corretas e os efeitos colaterais possíveis. Por isso mesmo, é preciso saber ler a bula e estar preparado para conviver com os tais efeitos colaterais. A tradição popular costuma dizer que "o que arde, cura, o que aperta, segura". Não se pode pretender vencer a dor e as doenças do corpo, sem uma dose de sacrifício. E o mesmo acontece com as doenças da alma.
Se alguém sofre com um nº 13 junto a um 19, terá de saber que irá precisar trabalhar dura e intensamente, para que possa compensar o pouco que fez noutras vidas. E não adianta lamentar as perdas, pois elas serão indispensáveis para pagar as dívidas contraídas e jamais quitadas no passado. A esses pobres revoltados, lembro que, quando exploraram os outros, pondo-os a trabalhar para a sua opulência, se sentiram como donos do mundo, insensíveis às carências alheias. Agora, está na hora de devolver o que retiraram para si, sem merecimento, sem qualquer esforço.
Se o 13 aparece associado ao 16, será preciso entender o motivo do medo por tudo que se relaciona aos fenômenos espirituais. Essas apavoradas criaturas, quase sempre, muito apegadas às crenças e religiões, muito ortodoxas e conservadoras, foram praticantes de magia negra e se aproveitaram dos seus conhecimentos e poderes para realizar rituais secretos com a intenção de dominar as mentes e os corações daqueles sobre quem lançavam seus feitiços. Agora, terão de aprender a empregar seus dons de magia e vidência para o bem, para aconselhar e curar os que buscam sua ajuda. Se um 14 se une a um 19, houve rompimentos de relacionamentos amorosos, abandonos de filhos e ações de dilapidação dos bens da família. Se o encontro é do 16 com o 19, tirania e despotismo foram os estigmas de crueldade, dos atos praticados noutras vidas. Se é o 14 que surge junto ao 16, então, haja egoísmo e ambição para resgatar.
De uma coisa é preciso não esquecer, dos karmas não se pode escapar. Não há milagres que os anulem, nem orações que os perdoem. Nem adianta pedir a algum santo milagroso, e muito menos fazer promessas. Mas, nunca se deve deixar de orar e pedir perdão. A oração é o diálogo silencioso com o nosso"ego divino". O perdão é o sentimento do nobre arrependimento, que não anula o erro, mas consola e redime a alma. Mas, nenhum dos dois exime das punições kármicas, às quais deveremos submeter-nos, com humildade e aceitação. Há de ser a forma como nos portarmos, diante dos karmas, que determinará o tempo e o espaço dos sofrimentos e das frustrações em nossas vidas. A felicidade e o bem estar de cada um de nós independe da quantidade e da qualidade dos karmas trazidos de outras vidas, mas estão diretamente relacionados com o modo com que viermos a encará-los e a conviver com eles. A não ser assim, será uma luta inglória contra odestino. E, nunca é bom esquecer que o destino é o braço direito de Deus.
Calma lá, amigo leitor, eu não me enganei no dia ! Mas, que o dia dedicado ao meio-ambiente deveria ser 7, disso não tenho dúvida ! E que o mês mais indicado seria julho, disto também não arredo pé. O nº 7 é aquele que melhor simboliza a preocupação com a preservação ambiental. Nenhum outro número está mais identificado com os ideais preservacionistas do que o naturalista, científico e místico nº 7. A interpretação numerológica do nº 7 é o maior testemunho do quanto estão relacionadas a ciência com a espiritualidade, e essas com a natureza. As pessoas nascidas num dia 7 ou naqueles cuja soma dá 7, como o 16 e o 25, devem viver junto à natureza, onde se sentirão tranqüilos e sadios. Quem tem o 7 na alma, na personalidade ou na missão se sentirá como um guardião da natureza, defendendo a integridade das florestas, a pureza do ar e a limpidez cristalina das águas dos rios. Como já escrevi numa outra postagem, essas pessoas que vivenciam o nº 7são consideradas, por muitos, esquisitas e insensatas, pois são capazes de chorar por uma árvore tombada ou por uma espécie animal em extinção, e não se sensibilizar com "sem-terras" ou carentes na fila das cestas básicas. A mente dos que vibram o nº 7 é muito chegada ao perfeccionismo, e não se deixa levar pelas emoções ou sentimentalismos, na hora de analisar o comportamento humano. Essas pessoas pensam como cientistas, têm a visão dos místicos e percebem à distância os aproveitadores e preguiçosos, que querem levar vantagem em tudo. A natureza não tenta enganar o homem. Os animais são puros e instintivos, não traem, não são mentirosos e respeitam os ambientes onde vivem. Por isso mesmo, os animais silvestres, os rios, oceanos e florestas são amados e reverenciados pelos que vivenciam o nº 7, enquanto a criatura humana é vista com a mais absoluta desconfiança. Agora, me respondam com sinceridade se não deveria ser num dia 7, a data escolhida para se comemorar o dia do meio-ambiente ! Mas, essas datas comemorativas não são obras de nenhum filósofo, cientista ou místico, mas, quase sempre, escolhas interesseiras e comerciais de autoria de algum espertinho que sabe como manipular a crendice e a ingenuidade alheia. Não se surpreendam se aquele que chora com a mão no peito, ouvindo o hino nacional, enquanto estudantes plantam uma árvore, seja um dono de serraria que corta árvores nobres em plena floresta amzônica. Por essas e outras razões, as criaturas que são regidas pelo nº 7 preferem a solidão do campo, o canto das aves e o coachar dos sapos num regato, do que o convívio com o cidadão de terno e gravata, bem falante e todo cheio de empáfia, quando se diz um ecologista. A humanidade está vivendo um momento de grandes transformações, quando antigos padrões estão sendo desmascarados e dando lugar a novas verdades. A realidade é que, na opinião de Peter Russell, autor de "O despertar da Terra", estamos no limiar de um salto evolucionário, que só ocorre uma vez a cada bilhão de anos. E isto parece estar diretamente relacionado com a Teoria Gaia, desenvolvida pelo biólogo James Lovelock, que afirma ser a Terra uma entidade viva com potencial para se autopreservar, e que no seu esforço para se defender pode levar a humanidade à extinção. Em seu livro, Peter Russell relembra suas primeiras divagações, quanto ao futuro do planeta, diante da forma abusiva como a humanidade vem explorando os seus recursos naturais. Ele relata que, jovem ainda, acreditava que as ações humanas provocariam sérias mudanças na vida da Terra, e que todas elas tinham contextos negativos, incluindo holocausto nuclear, colapso ecológico, fome universal, pestes ou alguma catástrofe imprevisível. À medida que os anos se passavam, ele começou a antever uma outra solução, menos dramática, em razão da mudança de atitudes da criatura humana, devido a um amadurecimento natural e a um aperfeiçoamento espontâneo da humanidade terrestre. O livro a que me refiro foi escrito em 1983, há cerca de 25 anos atrás, quando as experiências extremas que estamos vivendo, ainda não davam os primeiros sinais das crises que afligem a vida de todos nós. Havia uma guerra fria, é verdade, mas nada que se compare às atuais guerras quentes, que ameaçam o futuro imediato da humanidade. Irã e Coréia não estão muito dispostos a fazer uma guerra diplomática e com a frieza dos russos. A gripe suína apavora o mundo inteiro, da mesma forma como já aconteceu com a gripe das aves e com a vaca louca. O sistema financeiro despenca a cada dia, e nenhum remendo americano, europeu ou internacional consegue devolver a confiança perdida, num pretenso progresso eterno e ilimitado. Falta água em quase todos os continentes, matando populações inteiras em diversas regiões do planeta. Enquanto isso, empresas poderosas engarrafam a água retirada do subsolo, dos rios e lagos, sem a menor cerimônia, e oferecem-na a peso de ouro. Morre-se de fome, em todas as partes do mundo, mesmo nos países mais ricos, alegando-se escassez de alimentos. Enquanto isto, os mais ricos desperdiçam em suas mesas, fartas de produtos plantados e colhidos pelos mesmos povos miseráveis e famintos, que morrem à míngua sem ter o que comer. A solução existe, a humanidade tem salvação, como acredita o escritor, que declara no seu livro, que estamos vivendo um momento extraordinário de transformações, como nunca ocorrera antes, desde o surgimento da vida na Terra, há cerca de 3 bilhões e meio de anos atrás. Mas, segundo ele, e como também creio eu, tudo depende de atitudes. A raça humana tem de mudar seus conceitos, já é hora de cada um pensar mais no coletivo, e deixar de lado tanto egoísmo e ganância. Ou nos salvamos todos juntos, ou sucumbimos juntos, sem chances de milagres. Se a teoria de James Lovelock está correta, a Terra não corre perigo, a humanidade, sim. Na hora do aperto, o planeta saberá defender-se, e quem vai pagar o pato é o mais fraco, que nesse caso é a humanidade. A esperança está depositada naqueles que já despertaram para essa realidade, e que estão trabalhando pela preservação do planeta, o que corresponde à própria auto-preservação. A insistência nos padrões e paradigmas superados será um atestado de absoluta estupidez. A ciência vem confirmando tudo que os místicos vêm profetizando através dos tempos. A Teoria Gaia não foi inventada por nenhum místico, mas por um homem de ciências. A teoria do centésimo macaco também não é invencionice de uma meia dúzia de maluquinhos, que vive enxergando fantasmas à luz do dia. E tudo isso, que a nova física quântica vem revelando, o que fazer com esses ensinamentos ? Comprá-los por meia duzia de moedas, e calá-los para sempre ? E com as crianças índigo e cristal, que estão nascendo e trazendo conhecimentos que contrariam todos os conceitos e preconceitos da ciência materialista, o que fazer com elas ? O mesmo que Herodes, matá-las para não ameaçar o poder das elites ? O meio-ambiente depende de atitudes de todos, em relação não somente à arvore que vai ser derrubada, mas a tudo que ameaça a vida da humanidade e o futuro do planeta. De nada adiantam as homenagens, não tem nenhum valor os discursos com suas palavras de efeito.
A natureza é a vida no planeta, e sem ela o planeta é uma entidade solitária, girando sem sentido e meio que sem rumo, na imensidão do Universo. Pensemos nisso, como algo mais importante do que as indústrias que estão fechando. O dinheiro que se desvaloriza, o produto interno bruto que cai vertiginosamente, as bolsas que despencam mais ainda, não têm nenhum significado para a humanidade, que se assemelhe aos riscos que se corre com a destruição permanente dos recursos naturais, das florestas, dos mares e de todos os mananciais que alimentam e sustentam o ciclo de vida no planeta Terra. A benção, Mãe-Terra ! A benção, Mãe-Natureza !
As pessoas costumam ficar curiosas sobre o que seja um mapa numerológico. A grande maioria está cansada de conhecer o popular mapa astral, que, na verdade, é um mapa astrológico. Poucos, muito poucos, no entanto, já viram um mapa numerológico. Um mapa, além do significado tradicional de desenho ilustrativo de uma região, também pode ser definido como um esquema demonstrativo, que distribui e situa cada informação, dentro de um plano de trabalho. Pois bem, é assim que deve ser visto o mapa numerológico. O plano de trabalho é baseado numa técnica pitagórica, que atribui valores numéricos às letras, e caracteres qualitativos aos números. A numerologia não considera o número um simples símbolo de valor quantitativo, que estabelece volumes, intensidades, espaços e grandezas dimensionais. A técnica desenvolvida pelo grande filósofo, matemático e mestre iniciático Pitágoras atribui a cada número um perfil próprio, que identifica e define as tendências e vocações humanas. Pitágoras foi um sábio grego que possuía dons cristícos e poderes avatáricos, semelhantes aos que, séculos mais tarde, foram desenvolvidos por Jesus, o grande avatar do amor. O mapa numerológico, porém, é apenas o esquema demonstrativo desse plano de trabalho, que tem por base transformar tudo em números. Como dizia Pitágoras, os números são tudo, e não existe nada que não seja número. Segundo a visão pitagórica, Deus é o grande matemático, que criou tudo a partir dos números. O mapa numerológico é, portanto, o ponto de partida, mas jamais o de chegada. Os números são símbolos que identificam, mas não influem. Chega-se a conclusões através da leitura dos sinais numerológicos, mas não se criam situações, nem se materializam obras, a partir dos números. Pitágoras ensinava a seus discípulos que conhecer as qualidades numerológicas era um talento que permitia o acesso ao auto-conhecimento. "Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás os Deuses e o Universo". Era com essa frase que a filosofia grega contemplava os que adentravam o Templo de Delfos, onde as sacerdotisas profetizavam os futuros acontecimentos e os sábios aconselhavam seus discípulos. O mapa numerológico distribui os números em seus diversos espaços de leitura, mas haverá de ser com o conhecimento da filosofia do Mestre que o discípulo saberá interpretar corretamente o que esses números podem revelar. Muitos se julgam conhecedores da numerologia, por saberem apenas montar esse plano inicial do trabalho. Mas, o mapa é só o início, já que a leitura correta exige profundos estudos e análises, dentro do que era ensinado por Pitágoras aos seus discípulos. Por isso, diz-se que não basta saber identificar o perfil de cada número, é preciso interpretá-los dentro de um contexto consistente e interativo, a que eu denominei "trama da alma". A trama é um entrelaçamento de fios e nós que produzem uma peça enredada, onde tudo tem de estar relacionado e dependente entre si. E é assim que terá de ser visto o mapa numerológico. A alma criou uma trama que terá de ser seguida pela personalidade, a fim de que se concretize a missão. É dessa forma que o mapa terá de ser analisado. Nenhuma idéia solta, nenhum ponto discordante. A alma é o resultado do somatório das vogais do nome que se recebe ao nascer. A personalidade é a soma das consoantes. A missão é a soma completa de vogais mais consoantes. A Numerologia da Alma, metodologia por mim desenvolvida, promove a análise dos ideais da alma, as razões pelas quais ocorreu uma nova encarnação e os caminhos a serem percorridos para o fiel cumprimento da missão. A Numerologia da Alma não se prende às ambições e anseios da personalidade, que é o ego encarnado, e que sofre todo tipo de pressão social e influências kármicas dos antigos erros cometidos em vidas passadas. Muitas vezes, a personalidade tenta desviar-se da missão, por comodismo, egoísmo ou vaidade, e sofre muito com isso, até que volte a se ocupar das tarefas que foram programadas, de acordo com o plano da alma. A Numerologia da Alma condena os que procuram utilizar-se da numerologia para satisfazer os anseios materialistas da personalidade, por provocar o distanciamento da missão e a conseqüente frustração espiritual da alma. Ninguém poderá ser feliz, se não cumprir a missão. Não há riqueza, nem fama, nem poder, que possam proporcionar paz e felicidade, se forem alcançados mediante o abandono da missão. Convido, portanto, os meus leitores, que desejam se conhecer melhor, e saber qual é a sua missão nesta vida, que entrem em contato comigo, para solicitar seus mapas. O meu email é gilberto.numerologo@starweb.com.br, e será preciso enfrentar uma fila, para aguardar a vez. Por isso mesmo, é bom reservar já a sua vaga. Se quiserem saber um pouco mais sobre a Numerologia da Alma, façam seus comentários ou solicitem um tema de sua preferência que, dentro do possível, procurarei atender.