quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Missão nossa de cada dia

As pessoas me questionam muito sobre suas missões. Algumas, por não entenderem bem o que a vida lhes destinou. Outras, por não concordarem com o que lhes digo para fazer.
Ah, minha cara leitora, é difícil fazer as pessoas entenderem que a vida não é bem do jeito que a gente pensa, e que há muitos mistérios inacessíveis às mentes da maioria delas!


Nós somos educados de um modo meio capenga, não por culpa dos nossos pais, mas por uma predominância de valores materialistas, que são passados de pais para filhos.
Essa educação capenga faz com que a maioria de nós oscile para cima e para baixo, entre as crenças religiosas e os ideais profissionais. A religião ensina humildade, a nossa profissão estimula a vaidade e o egoísmo. Os cristãos pregam o perdão, mas, no trabalho, na maioria das vezes, não há muito espaço para perdoar os erros ou as fraquezas alheias.



Eu costumo dizer, em algumas das análises numerológicas, que nossos pais nos educam para sermos vitoriosos na vida, e isso nos dá uma visão distorcida do que seja uma carreira de sucesso.
Estudar, para se formar e para ser um executivo de sucesso, ganhar dinheiro e dar conforto à família. Quantos de nós, quando meninos, não ouviram algo semelhante?
E as meninas, quantas vezes, não foram testemunhas de elo
gios a mulheres bem vestidas, que têm motoristas e guarda-costas, e que fizeram um "bom casamento"!



A ética e a moral, a honestidade e o trabalho, são exaltados, mas ficam mais nos discursos dos adultos do que nos exemplos práticos que passam para as crianças.

Num mundo em que o patrimônio da família é o maior símbolo da grandeza do seu sucesso, fica muito difícil convencer alguém que não é o dinheiro que torna uma pessoa realizada e feliz, mas o fiel cumprimento da sua missão.



A nossa missão é que nem o pão que pedimos em oração ao
Pai, precisamos dela a cada dia, não podendo negligenciar nem por um momento, sob o risco de amargarmos profundas decepções.
A missão de cada um é parte da grande missão da humanidade, e deixar de cumpri-la é retardar a evolução planetária. Poucos, muito poucos, se dão conta de
ssa realidade, e menos ainda conseguem cumprir a sua missão de cada dia. Daí porque não é dificil entender a causa de um mundo caótico como este que estamos enfrentando, com cada um por si, sem pensar no outro.




Se aprendemos na escola, ouvimos em casa e lemos nos jornais, nas revistas e na internet, que temos de nos tornar pessoas de sucesso e líderes em nossas profissões, como imaginar que um filho nosso possa escolher a profissão de carpinteiro ou eletricista?


A sensação imediata de um pai, é querer traduzir isso n
um diploma, talvez de arquiteto ou de engenheiro, ou, na pior das hipóteses, num doutor em projetos de decoração ou empresário de uma indústria de móveis ou de construções. Ninguém consegue imaginar que seu filho só queira ser um bom profissional na confecção de móveis ou um eletricista competente.



Todos querem ser chefes e doutores. Operário ou um técnico, ainda que habilidoso ou competente, é sinal de fracasso.
A Numerologia, porém, não pensa assim, e o Universo não pode programar uma conspiração de tribos, onde só existam caciques, com todos mandando em todos. O Universo conspira a favor daqueles que seguem o seu destino e buscam cumprir suas missões.





Se a missão é ser um líder, que não se aceite tarefas submissas a ordens, mas não precisa ser um Mahatma Gandhi, cuja liderança era quase absoluta. Mas, se a missão é atuar na retaguarda, que não se pretenda assumir funções de chefia, pois existe muito herói pacifista agindo por trás e celebrando a paz.

Se a missão é
ser um artista, não precisa ser um Van Gogh, mas que se pinte e borde dentro dos talentos e vocações de cada um.
Se a missão é ser um bom mestre de ofícios, que se sente a um
a bancada e se realize, com as mãos, obras de arte. E se a missão é sair por esse mundo afora, pregando mudanças e liberdade, que cada um se faça um peregrino e pé na estrada. Mas, se a missão pede o lar e a família, que o casamento seja assumido com amor e devoção.









Se, pelo co
ntrário, a missão vier a valorizar a vida a sós, voltada para pesquisas e estudos de ciências, tanto as físicas como as espirituais, então que não se cobre o casamento dessas pessoas. Elas estarão tão impressionadas com os valores do Tao, como com os da física quântica e dos seus grandes mestres Heisenberg e Bohr.











Se a missão é administração e negócios, não se precisa ser o emp
resário milionário, mas que se procure fazer o melhor, em busca de um sucesso financeiro junto com o progresso espiritual.




E, finalmente, se a missão é servir a todos, praticando a caridade em obras humanitárias, não precisa ser uma Madre Tereza, mas que se faça o que for possível, junto à sua comunidade.
A missão nossa de cada dia é para ser praticada dia a dia, e a grandeza dela está fora do alcance da visão humana. O Espírito, que está acima de tudo e de todo
s, julgará os nossos atos e aprovará ou não, a execução da nossa missão.
Se a gente se afastar da Missão, começam as perdas e os sofrimentos, psíquicos, emocionais e físicos. As depressões são sinais de afastamento da missão. As perdas e os fracassos sinalizam que o caminho não é aquele em que insistimos em prosseguir.
Há toda uma estrutura espiritual montada a nosso favor, para que venhamos a cumprir a nossa missão. Afinal de contas, o nosso fracasso determina um efeito negativo na missão da Alma do Mundo, fazendo toda a humanidade também sofrer a dor do nosso fracasso.
A verdade, minha leitora, é que tudo isso parece muito complic
ado de aceitar. O mais fácil é continuar fazendo o que cada um tem vontade, e acreditar que Deus resolve tudo.
E se Deus for o conjunto de todos nós? E se a Humanidade for o
nosso Deus, como o somatório dos egos divinos que estão presentes dentro de cada um de nós? Como é que fica?
Pensem bem que não tem sentido, um mundo em que todos perseguem os mesmos ideais, onde só há lugar para os mais poderosos e intelectuais.

O processo de evolução cósmica desconhece essa possibilidade, que só existe na cabeça dos mais ambiciosos e egoístas, que querem tudo para si, e nada para os outros. Eles não percebem que para a Lei do Karma, que rege a vida planetária, cada qual se encontra num estágio diferente, e nem todos podem ocupar posições de destaque. Alguns até podem, mas não devem. Outros não podem, nem devem.
Agora, minha atenta leitora, desliga o teu pensamento e põe-te a refletir, tentando descobrir qual é a tua missão. Se não for capaz de se livrar do véu de maya, e só conseguir enxergar o que a razão te obriga a acreditar, talvez esteja na hora de fazer o teu mapa numerológico e descobrir o que a tua alma espera de ti nesta vida.
Quando souberes qual é o teu destino, hás de te sentir muito melhor, e a humanidade haverá de te agradecer sensibilizada. A missão nossa de cada dia é uma minúscula, porém inseparável parcela da missão da humanidade de cada dia.
O que é razão para os homens é loucura para Deus. O que os homens julgam loucura é a realidade divina, que poucos conseguem enxergar.
E então, estás cumprindo a tua missão?










segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Deus

Deus é fiel. Deus me livre. Deus me proteja. Creio em Deus-Pai Todo Poderoso.
Mas, de que deus estamos falando ?
Decidi embarcar num estudo mais profundo sobre o conteúdo desse Poder Superior que inspira todas as crenças religiosas da humanidade.
De nada me adiantaria buscar respostas nas religiões tradicionais, que são sectárias e não admitem tergiversações aos seus dogmas.

O leitor que me visita tem a sua crença, e sabe onde foi buscá-la. Mas, será que essa crença já se defrontou com a dúvida de como a sua fé interage com a Divindade? E como resolveu esse impasse ? Ou acabou acostumando-se a conviver com ele ?
A esses que mais valorizam as dúvidas do que as certez
as, dedico essas minhas divagações por um reino místico e, às vezes, secreto, onde as verdades se escondem e repousam através dos tempos.
Numa história muito hermética, publicada em q
uadrinhos, e intitulada Monstro do Pântano, os dois irmãos arquetipais bíblicos, Caim e Abel, se confrontam, e, mais uma vez, Caim mata Abel.
Questionado pela única testemunha, quanto aos motivos do crime, C
aim explica que, na condição de salvaguardadores da história, ele e o irmão não podem revelar os Segredos do Mundo.
Diz ele : "Os Mistérios são para serem compartilhados e os Segredos devem ser guardados".
O irmão havia acabado de revelar um desses Segredos, e teria de ser punido.

Acreditando que por trás dessa afirmativa resida uma verdade bem maior do que uma simples HQ possa pretender contar, darei os meus passos seguintes com o devido cuidado para não vir a provocar a ira de um Caim que queira punir as
minhas inconfidências.

Com esses cuidados, começo explorando os ensinamentos da maior medium de todos os tempos Helena Petrovna Blavatsky, que, em suas obras, A Doutrina Secreta, Isis sem véu e a Chave da Teosofia, repeliu qualquer idéia de um Deus pessoal ou extracósmico e antropomórfico, que seria tão somente a sombra gigantesca do homem, e nem sequer do melhor.
Blavatsky dizia que o Deus da Teologia é um conjunto de contradições e uma impossibilidade lógica.

"Nossa Deidade não se encontra nem num paraíso, nem numa árvore especial, casa ou montanha, está em todas as partes, em cada átomo do Cosmos, tanto visível como invisível, no interior, acima e ao redor de cada átomo invisível e molécula divisível, porque Ela é aquele misterioso poder da evolução e involução, a potencialidade criadora, onipresente, o onipotente e onisciente..."
Qualquer semelhança com a afirmação de Jesus, o Cristo, aos seus apóstolos, de que "o reino de Deus está no meio de vós" (Lc 17, 21) não seria uma simples coincidência, senão uma verdade universal.
A questão está na distorção das palavras, por parte dos ensinamentos religiosos, para justificar seus dogmas. Não existe um reino de Deus dissociado da própria Divindade, logo o reino de Deus seria um "anti-eufemismo" religioso, trocando-se o aspecto mais sagrado de Deus, o Todo, pelo seu reino, uma particularidade . E a afirmação "está no meio de vós" poderia ser perfeitamente entendida por "está dentro de cada um de vós".

Este mesmo princípio crístico era defendido por Lao-Tsé o inspirador do taoísmo, cuja tese fundamental se baseava na existência de um princípio supremo - o tao - que rege o curso do Universo. De acordo com o taoísmo, todas as coisas têm origem no tao, obedecem ao tao e finalmente retornam ao tao, que pode ser descrito como o absoluto, a ordem do mundo e a natureza moral do homem bom. O tao está em tudo, porque tudo existe em função do tao, e nada pode ser considerado afastado ou divergente dos ideais sagrados do tao. Is
to, em tese, não difere da doutrina budista, que cultua uma Energia Divina, em lugar de um Deus.
Deus, Brahman, Yahveh, Tao, uma única verdade com muitos nomes diferentes ? Ou uma busca de conceituar um poder superior que foge à compreensão do homem ?
Para muitos, Deus é uma espécie de ditador celeste, uma pessoa que v
igia os homens de longe e registra os seus créditos e débitos, premiando-os ou castigando-os depois da morte, mandando os bons para um céu e os maus para um inferno eterno.
Essa visão terrorista domina as teologias cristãs por cerca de dois mil anos e, embora haja grandes variantes dessa concepção de Deus, no fundo essa é idéia antropomorfa que tem prevalecido.
Em seu livro, Mein Wetbild, o grande cientista Albert Einstein descreve três tipos de concepção de Deus :
1. o conceito do Deus-máquina, entre os povos mais primitivos;
2. o conceito de Deus-pessoa, entre os hebreus do Antigo Testamento, em g
eral, e entre os cristãos de todos os tempos e países;
3. o conceito do Deus-cósmico, professado por uns poucos místicos, os quais ultrapassam igrejas e teologias, e encontram-se misturados em todos os povos e religiões.
O mais surpreendente, nessa incursão da ciência no campo espiritual, está
no fato de Einstein incluir nesse 3º grupo, como 3 irmãos na mesma fé, um pagão, Demócrito, um cristão, Francisco de Assis e um hebreu, Spinoza. Lao-Tsé se enquadraria certamente nessa irmanação criada e batizada pelo gênio científico de Einstein.
O taoísmo se inclui entre os mais avançados princípios da cultura espiritual dos povos orientais, ao professar a idéia de um Deus-cósmico. Essas crenças espirituais não são politeístas, panteístas ou monoteístas, e sim monistas cósmicas.
O monoteísta reconhece um só Deus-pessoa, residente no céu. Os hebreus, desde o tempo de Moisés, nunca chegaram a um Deus único para o mundo inteiro, se
apegando à idéia de um Deus único para Israel, o Deus dos Exércitos.
O monoteísmo nunca conseguiu incorporar o verdadeiro monismo, que é a concepção sistêmica do Espírito e da Matéria, numa existência interdependente que não pode ser dissociada uma da outra. O monoteísta acaba se tornando um dualista, ao admitir a existência de um Deus-pessoa, distante e transcendente à Matéria, com o qual o homem espera encontrar-se depois da morte.
Esse encontro, somente pós-morte, com Deus é comum às religiões monoteístas, que se tornam dualistas ao afastarem dos nossos corpos físicos a presença divina. Elas negam o próprio princípio crístico, de que Deus não está aqui ou ali, mas dentro de cada um de nós. E, s
e dentro, fazendo parte de nossas vidas, isso nos torna deuses também, ainda que inconscientes desses nobres e sagrados poderes.
A visão do monista, presente nas tradicionais religiões orien
tais, é que Deus está em tudo e tudo está em Deus - mas tudo não é Deus, nem Deus é tudo. As criaturas e tudo o mais que exista na natureza não estão separados de Deus, porque nada que exista pode estar dissociado da presença divina, mas também não são idênticos a Deus.
E aqui, volto a recorrer à Bíblia dos cristãos, que ensina esse princípio monista, mas que passa ao largo do entendimento da maioria dos seguidores religiosos dessas doutrinas cristãs.
É da palavra do Cristo que vem a afirmativa : "Eu e o Pai somos um" "...o Pai está em mim e eu no Pai". Mas, o Cristo se preocupa em fazer a distinção entre o Filho e o Pai. Ele nunca disse "eu sou o Pai", mas sustenta a sua argumentação na tese monista de que a Divindade estava sendo manifestada através dele, num pleno estado de consciência.
E aí estaria o grande diferencial entre o homem comum e um Cristo, o Espírito Divino age de forma consciente na vida do Cristo, enquanto permanece adormecido e inconsciente na quase totalidade das almas humanas.
Os verdadeiros gênios da História da Humanidade sempre pensaram e sentiram em termos de um monismo cósmico, como Jesus, o Cristo. E, da mesma forma, Pitágoras, Krishna, Lao-Tsé, Sidarta Gautama e, mais recentemente, Gandhi.

Todas as afirmativas contidas nos livros de Blavatsky nos conduzem a uma nítida realidade de que, a Doutrina Secreta foi a religião universalmente difundida no mundo antigo e anterior aos relatos históricos. Essas comprovações, no entanto, encontram-se veladas para os não-iniciados nas criptas secretas das bibliotecas pertencentes à Fraternidade Oculta.
Os ocultistas sabem da existência dessas provas sagradas, mas, enquanto segredos, não poderão ser revelados. Já os mistérios mexem com o nosso imaginário, e provocam pesquisas, estudos e, até e principalmente, falsas afirmações e delirantes fantasias.
Mas, tempos virão em que esses segredos serão revelados, e alguns dos muitos e sutis desses segredos serão transformados em mistérios. E mistérios, como até um jovem que gosta de HQ e lê o Monstro do Pântano sabe muito bem, são para ser compartilhados.

Por enquanto, como nos diz Blavatsky, ainda teremos de nos contentar com o lento despertar da consciência humana, e ir aturando com a devida paciência os fragmentos das verdades divinas, difundidas pelas religiões, cada qual pretendendo promover a Verdade Absoluta, e não fazendo mais do que arranhar muito de leve, a profunda, mística e eterna Essência Divina.
Os fiéis dessas religiões espalhadas pelo mundo inteiro nem se dão cont
a dos Mistérios Ocultos, que constituem a tradição esotérica dos seus rituais religiosos. Poucos têm acesso aos Grandes Mistérios, que são protegidos pelos Grãos-Mestres, os responsáveis pela guarda das revelações secretas, enquanto os homens ainda não estiverem preparados a acessar seus conhecimentos.
A religião dada ao consumo das massas é a doutrina exotérica, um alimento facilmente digerível para o corpo de emoções daqueles que ainda crêem num Deus distante, habitando num céu inatingível, e que zela por nós ou aplica castigos quando cometemos pecado
s.
Uma Deidade taoísta, presente em nossa alma e integrada ao nosso corpo físico, parece ainda ser uma realidade improvável para o consumo das massas.
Promessas e milagres são mais fáceis de serem aceitos do que com
promissos e responsabilidades espirituais. Transferir para um Deus lá no céu os deveres e obrigações daqui da Terra, parece mais cômodo e menos trabalhoso.
Oh, meu Deus, até quando, até quando ! Mas, afinal, de que Deus estou falando ?

Bibliografia consultada : A Doutrina Teosófica de H.P. Blavatsky; Tao Te Ching - O Livro que revela Deus de Lao-Tsé; Bíblia Sagrada, Monstro do Pântano de Alan Moore e Sabedoria Incomum de Fritjof Capra.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Diagnóstico Numerológico e a Missão de cada um

Outro dia, convidei um amigo para participar do Seminário que irei realizar no dia 29 de novembro próximo, e recebi como resposta uma pergunta : o que é a Numerologia da Alma ?
Esse amigo, caro leitor, entendeu que talvez não estivesse preparado a participar de um momento de reflexão em grupo, em que a temática fosse a numerologia, matéria por ele desconhecida. E parece que mais temeroso ainda ficou, com a qualificação dessa numerologia de Numerologia da Alma.
Confirmei o convite, por haver identificado nele todos os requisitos que estou exigindo dos participantes, mas decidi dedicar-lhe uma postagem no Alma Mater, tentando aclarar a sua mente, sobre o que seja esta minha metodologia, a que chamo de Numerologia da Alma, e que é a essência da filosofia pitagórica para a interpretação dos números.
Portanto, aí vai uma síntese dessa ciência mística, dedicada ao meu amigo Eduardo.

A Numerologia da Alma é uma avaliação espiritual, ecológica e sistêmica do mundo físico, a partir de conhecimentos místicos, extraídos da doutrina numerológica de Pitágoras.

A Divindade criou um mundo perfeito, expresso por equações e figuras matemáticas.

O Mestre Pitágoras codificou os símbolos numerológicos da Criação, e nos legou uma doutrina filosófica e espiritual, que tem como princípio a análise qualitativa dos números.

Os ensinamentos dessa doutrina conduzem ao autoconhecimento, à medida que despertamos para verdades que se mantinham ocultas e distantes da nossa percepção humana.

Assim, ficamos sabendo que os nossos nomes contêm mensagens que falam de nossa missão neste mundo. Seguindo o mesmo raciocínio, descobrimos que a data em que nascemos contém todo o nosso projeto de vida, com as experiências e os desafios necessários à nossa evolução espiritual.

O mau uso desses conhecimentos tem distorcido o verdadeiro sentido da numerologia, com o condenável intuito de satisfazer anseios físicos e personalistas, conflitando-se com os legítimos ideais da Alma.

A intenção da distorção do uso correto da numerologia é, quase sempre, tentar aplicar os poderes ocultos dos números para satisfazer a ganância e a cobiça, como se a conquista de riqueza e poder fosse o objetivo da nossa presença no mundo.

A correta interpretação dos números promove o despertar da consciência, tornando as pessoas mais sábias e generosas, e facilitando os seus relacionamentos entre si. E, quando se aprende a viver em harmonia com os outros, passa-se a ter uma outra visão do papel que nos cabe, como um fio dessa grande trama, tecida pela Divindade, a que chamamos vida.

O despertar da consciência nos faz respeitar mais o próximo e a natureza, promovendo o surgimento de um sistema humano e ecológico, no qual o individualismo começa a ceder espaço para as ações integradas, em benefício da coletividade.

A Numerologia da Alma ensina que, sem uma ação sistêmica, não poderá existir progresso, e sem atitudes ecológicas, não haverá futuro.

A nossa missão nesta vida é o maior, ainda que não o único, de nossos deveres de casa. Essa missão nem sempre é uma tarefa fácil, e até pelo contrário, na maioria das vezes, é um fardo difícil de carregar. Cumpri-la, porém, é fator de crescimento para a evolução espiritual da Alma. E o entusiasmo pela vida e um corpo forte e sadio são os sinais mais visíveis, para que se reconheça se a nossa missão está sendo cumprida.

A soma das letras do nosso nome revela qual é a Missão que nos cabe nesta vida. A soma das vogais identifica a Alma que está em busca de evolução. A soma das consoantes indica com que Personalidade estamos agindo, na tentativa de cumprir a Missão.

As letras têm seus correspondentes numéricos, que servirão para os cálculos que nos levarão aos números que correspondem à Alma, à Personalidade e à Missão.



Calcular corretamente é o passo inicial, porém a interpretação fiel aos princípios pitagóricos é que determinará a análise perfeita do que seja a Missão de cada um. E para isso, é preciso estudar, além da numerologia, todas as ciências e filosofias que nos ajudem a expandir os nossos conhecimentos.

A Numerologia da Alma tem a intenção de facilitar o progresso espiritual da humanidade.

A Numerologia da Alma promove os ideais da Alma e traça caminhos para que cada um cumpra a sua Missão.

Os caprichos e ambições da Personalidade devem ser condenados e combatidos, toda vez que põem em risco o sucesso da Missão.

Todos nós temos uma Missão a cumprir, e deixar de cumpri-la é simplesmente desperdiçar toda uma vida, jogando fora uma existência inteira. Por isso, acima de tudo o mais, o que importa mesmo é cumprir a Missão, pois, em caso contrário, teremos de voltar a este mundo, para repeti-la tantas vezes quantas se fizerem necessárias.



















terça-feira, 22 de setembro de 2009

Exigências da Alma ou caprichos da Personalidade




Estava mergulhado nos meus pensamentos, ocupados com meus deveres espirituais e com a minha missão de passar conhecimentos, quando me veio à lembrança um fato que sempre foi motivo de brincadeiras na família, mas que, neste momento, me serviu a boas reflexões.

Os meus pensamentos, meio aborrecidos, não posso negar, tinham suas origens nas atitudes fugidias das pessoas, diante de comprometimentos espirituais assumidos, e, a seguir, descumpridos.



Sozinho, na solidão da mente, me sentia descontente com essas pessoas, sem dúvida espiritualizadas, mas que, invariavelmente, se recusam a mergulhar de cabeça na busca de conhecimentos, com explicações e justificativas vazias e inconsistentes, valorizando o secundário, em detrimento do principal.

As exigências de suas Almas pedem estudos e aprofundamentos espirituais, mas são os caprichos da Personalidade que prevalecem, desviando as atenções do Espírito para a Matéria. Seduzidas e tentadas pelos prazeres físicos e por ganhos materiais, elas vão afastando-se dos seus deveres espirituais, sem que percebam e sem saber como escapar das rotinas do cotidiano.

Os efeitos desses afastamentos, verdadeiras fugas e omissões, não poderiam ser mais danosos, provocando a morte do entusiasmo pela vida e o início de uma sucessão de males psíquicos e físicos, com uma contínua e inexorável fragilização do sistema imunológico.



A lembrança a que me referi, e que, à primeira vista, não tem nada a ver com essa divagação espiritual, aconteceu há muitos anos atrás, quando uma de minhas vizinhas, que tinha lá as suas esquisitices, ameaçou a empregada de um outro apartamento com uma faca, e forçou-a a entrar no seu apartamento.

A moça muito assustada, sem saber o que fazer, ouviu, de repente, uma insólita pergunta, que se tornou uma lenda dentro do condomínio : “ chá ou babalu?”.

Quem poderia imaginar que alguém pudesse seqüestrar a empregada do vizinho, com a única intenção de lhe impor uma escolha – ou ela tomava um chá ou mascava uma goma de mascar, conhecida na época como babalu.

Desse dia em diante, dentro da família, toda vez que se oferece um chá, complementa-se essa oferta com a opção "ou babalu?", inexplicável para quem não conhece o fato.


O tempo passou, a vizinha continuou aprontando das suas, mudamos do prédio, deixamos o Rio e viemos morar em S. Lourenço, mas aquela pergunta ficou gravada em nossa memória : “chá ou babalu?”.

Chá, uma bebida nobre, servida de forma requintada e cerimoniosa ou, às vezes, até mesmo dentro de um cerimonial ritualístico, com conotações de sacralidade.

Babalu, uma goma de mascar, mastigada de forma deselegante e grosseira, e, na maioria das vezes, dando demonstração inequívoca da mais absoluta falta de educação.

Dessa minha lembrança, meio fora de hora, à comparação com o que costuma acontecer com muitas pessoas espiritualizadas, foi uma conseqüência natural. Um final de semana, numa atividade de grupo, tratando das exigências da Alma, era o chá. Praias, excursões, passeios, festas e lazer eram o babalu, com a sucessão quase interminável de contração de mandíbulas, em frustradas tentativas de extrair sabor de uma goma sem vida, lançada de um canto para o outro da boca.

Quantas oportunidades perdemos na vida, por optarmos pelo babalu! Quantas vezes desprezamos o chá, por preferirmos a matéria aprisionada na boca, ao sutil sabor de um gole de chá!

O convite para a participação de um cerimonial do chá parece-nos, num primeiro momento, irrecusável e motivo de enorme entusiasmo. Impulsos da Alma, cara leitora, antes que os caprichos da Personalidade assumam o controle da situação!

Compromissos assumidos e palavras de efeito, logo dão lugar a motivos sentidos e o trato é desfeito.

Chá ou babalu?

O chá é uma bebida saborosa, que faz tão bem à Alma, mas, surgiu um compromisso que é inadiável, e que, afinal de contas, satisfaz muito mais os caprichos da minha Personalidade.

Desta vez, eu vou ficar com o babalu.

Mas, não deixe de me convidar para o próximo cerimonial de chá. Eu adoro chá.

Eu só não irei mesmo se ocorrer um outro imprevisto, e meus amigos aparecerem lá em casa com uma nova oferta de babalu.

Eu gosto muito de chá, mas não consigo resistir a um babalu.




















sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Os medos kármicos

A humanidade está simplesmente apavorada. O medo se instaurou, em caráter definitivo, na alma humana. Ninguém mais consegue puxar algum tipo de conversa que não se enverede por fatos relacionados a doenças, miséria e violência.
Chego a definir o estado emocional da criatura humana como de pânico, um medo descontrolado e quase suicida, diante das notícias veiculadas pelos meios de comunicação.
O medo sempre foi um fator dificultador, quase que impeditivo da evolução humana. O medo atrofia a mente e inibe os sentidos.
O leitor pode estar pensando consigo mesmo que, afinal de contas, o medo sempre esteve presente em nossas vidas, com intensidade e freqüência maior ou menor, de acordo com o equilíbrio emocional de cada um de nós. Mas, temos de reconhecer que agora está demais.
As pessoas não encontram outro assunto que não sejam crises,
doenças e violência. E as conversas não são comentários naturais com opiniões e críticas, mas verdadeiros atos de terrorismo, em que ameaças, destruições e mortes se fazem presentes, das mais variadas formas de tragédias. Tudo é motivo de sustos e pavor, já não se confia mais em nada, nem em ninguém.
Na polícia, há muito que se deixou de confiar. Nos médicos, pobres de nós, se ainda confiarmos no antigo idealismo missionário, de se sacrificar para salvar vidas. Nos governantes, nem pensar, na justiça, menos ainda. A quem resta apelar ?

O amigo leitor pode não acreditar, mas a solução está nas suas mão
s. E na minha também, e na de todos nós. Vençam seus medos, e se tornem pessoas mais equilibradas. Harmonizem os seus sentimentos e emoções, e espantem as doenças. Confiem mais em si mesmos, e não transfiram responsabilidades, assumindo cada qual o seu dever, cobrando menos os seus direitos.
Todos nós estamos sujeitos aos medos kármicos que são efeitos de nossas más ações, cometidas em vidas passadas. Os erros do passado ressurgem em nossa mente, sempre de forma muito assustadora, retirando-nos parte de nossa confiança, quando precisamos tomar uma decisão.

O mais triste desta história é que poucos se dão conta de que
vivem atormentados e intimidados pelos medos. E a grande maioria da humanidade vive cega aos efeitos desses medos em nosso sistema imunológico. A medicina ocidental, ainda presa a falsas crenças, não dá a devida atenção ao poder destruidor do medo, como o legítimo causador de doenças e epidemias.
O Dr. Simonton, uma das maiores autoridades mundiais no tratamento do câncer, diz que os médicos não são preparados para tratar da saúde, mas somente das doenças. No entanto, por mais estranho que pareça, eles não sabem lidar com a morte, e se sentem derrotados, quando morre um dos seus pacientes, mesmo em estado terminal.


Com todo o progresso que se costuma atribuir à medicina, a humanidade está mais doente do que nunca. As doenças se multiplicam, poucos são aqueles que não frequentam os consultórios médicos e as farmácias.
Com todos os modernos meios de comunicação ao seu dispor, as pessoa
s estão cada vez mais ignorantes, superficiais e despreparadas para tirar suas próprias conclusões.
Procure-se a resposta lógica que parecer mais adequada, que nen
huma delas será tão lúcida e clara para um ocultista que atribuir esses tantos medos aos efeitos kármicos.

O atento leitor tente acompanhar o meu raciocínio, e me diga se seria preciso mais do que quatro tipos de medo, para identificar o que tanto assusta esse povo.
Os medos estão relacionados aos 4 números kármicos, e aos efe
itos que provocam, diante da possibilidade de serem repetidos e realimentados, ao invés de resgatados e superados.
Os karmas do nº 13 estão ligados
ao medo dos fenômenos desconhecidos, em especial da morte. Os karmas 14 incutem o medo da miséria ou da simples perda dos bens materiais conquistados. Os karmas 16 sinalizam para o medo do fracasso de seus ideais e da traição do seu parceiro amoroso.
Os karmas 19 tratam das perdas em geral, desde as materiais, como as p
rofissionais, amorosas e sentimentais.

O somatório desses medos está acabando com todas as defesas do sistema imunológico dessa humanidade aflita e desesperada. As chamadas crises, que deveriam servir de inspiração para as transformações psíquicas e espirituais da raça humana, se constituem em autênticas ameaças ao futuro da humanidade.
Crises financeiras levam as pessoas ao desespero, com medo de perder empregos e de não ter o que comer. As separações de casais, o abandono dos filhos, as rupturas sociais, os apegos exagerados aos bens materiais e as ambições sem limites são causas e efeitos que se realimentam, enquanto a sociedade se desagrega e perde os seus referenciais.

O sistema imunológico das pessoas está sendo desintegrado pelos medos, que estão sendo incutidos em nossas mentes, não por acaso, mas deliberadamente, pelos meios de comunicação, a serviço das elites do poder internacional. Informações falsas ou desencontradas são plantadas propositalmente nos noticiários, com o intuito de desestabilizar a sociedade.
Uma sociedade doente e assustada torna-se uma presa fácil nas mãos dos poderosos, ficando ao sabor do seu terrorismo internacional, o pior de todos, da intimidação e da manipulação das vontades.

Esses poderosos são os responsáveis pelas crises forjadas nos gabinetes dos grandes Bancos e nas Associações Industriais internacionais, em que bilhões de dólares são transferidos, como prêmios,
para os cofres dessas instituições que são as manipuladoras das crises.
Uma gripe promovida à condição de pandemia, mediante uma in
timidação maciça da sociedade mundial, torna-se a nova crise, encobrindo os desmandos financeiros desses ricos poderosos, e transferindo o centro das atenções e dos lucros para uma indústria farmacêutica.
Assim caminha a humanidade, e assim está escrito. Enquanto a humanidade insistir na ganância de possuir riqueza e poder, estará fazendo o jogo dos poderosos e experimentando suas próprias fraquezas.

As pessoas pensam que estão bem informadas, quando estão apenas bem enganadas. Enquanto isso, os medos fazem a sua parte. Todos que se dizem cautelosos e responsáveis, promovendo os cuidados para a prevenção das crises, pregando trabalho, higiene e consumo, estão, os coitados, a serviço dos seus verdadeiros inimigos.
As crises financeiras encobrem desvios fabulosos de recursos dos cofres públicos para os bolsos dos empresários inescrupulosos. Uma gripe, que antes seria apenas uma gripe, ganha nome e destaque na mídia, matando os mais frágeis de susto, assim que dão o primeiro espirro.

Os medos são os maiores, senão os únicos pecados da humanidade. Eles são os efeitos mais visíveis dos karmas. Ah, os karmas, sempre eles !

Pois é, caro leitor, fique bem atento aos seus números kármicos, e aprenda que os karmas não serão capazes de nada, se nós não sucumbirmos aos medos kármicos.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O poder de decisão


As minhas experiências como numerólogo me reservam bons exemplos de como as pessoas têm o mau hábito de transferir responsabilidades.
A triste realidade é que quase ninguém gosta de assumir uma decisão. As pessoas estão cada dia pensando menos, e acham uma perda de tempo ficar meditando sobre algum tema, refletindo sobre o seu futuro ou,simplesmente, tomar para si o controle da sua vida.

Tudo hoje é feito tão às pressas que já não se perde tempo com pesquisas, escolhas ou opções. Ler-se sobre um assunto e discuti-lo com interessados naquele tema, deixou de ser uma prática usual. A internet está aí mesmo para dar respostas, as mais variadas, sem que se tenha de ouvir idéias discordantes em cansativos debates. Antes, dizia-se que a troca de opiniões enriquecia o conhecimento. Agora, acredita-se que é uma perda de tempo, ou como uns mais grosseiros costumam exclamar : "é um saco!".

Antigamente, o jovem procurava um idoso, quase sempre o avô, em busca de conselhos e ficava, horas a fio, ouvindo histórias da vida. Hoje, marca-se consulta com um adivinho, que tanto pode ser um tarólogo, um astrólogo ou um numerólogo, e pergunta-se o que se deve fazer, qual a decisão a ser tomada ou que nome devo dar ao meu filho que irá nascer.
A maioria desses adivinhos, completamente descompromissados com as realidades do mundo espiritual, assume a figura do oráculo infalível, e cobra uma nota por todas as soluções miraculosas que vão nos fazer felizes. Nessa ingênua verdade, acreditam os incautos que pagam por essas fantasias engendradas nas mentes perigosas desses falsos profetas.

Outro dia, recebi um email de uma grávida que me pedia ajuda para escolher o nome da filha que estava para nascer. Ela me dizia que perfil de mulher que ela queria gerar, quais os defeitos que não gostaria de ver na filha e todas as virtudes que seriam muito bem vindas.
Não tive outra saída senão decepcioná-la, e contrariando os meus colegas que cobram, às vezes pequenas fortunas, para dar tais conselhos, eu fui obrigado a dizer-lhe que o processo kármico de morte e renascimento não segue essa racionalidade que ela imaginava.
A cada nova encarnação, a alma vem em busca de experiências que hão de ajudá-la a evoluir, e dentre elas incluem-se alegrias e tristezas, prazeres e sofrimentos,
numa escala de valores que não podem ser manipulados, e que variam de acordo com o estágio de evolução de cada alma.
Infelizmente, as pessoas estão muito distantes da realidade da vida, julgando que podem fazer a bobagem que for, que Jesus salva. As religiões incutem nas frágeis mentes desses falsos devotos que Deus é fiel, e que isso é o suficiente, não sendo exigida uma contrapartida de fidelidade, para que cada um possa alcançar os seus ideais na vida.

A confusão é tamanha que procura-se uma bola de cristal para se adivinhar o futuro, e o que for dito pela cigana é considerado um fato consumado. Atualmente, a maior e mais perigosa de todas as ciganas em ação, é a Rede Globo com a sua bola de cristal, que após programar as mentes de milhões de espectadores, desperta-as com um sutil sinal de "plim-plim".
Estamos sendo enganados, e nem nos damos conta disso. Os videntes mal intencionados, os pretensos místicos e os profetas do apocalipse aproveitam a telinha de cristal, mais eficiente do que bolas, cartas, astros e números, para espalharem o pânico e cobrarem por suas magias baratas.

Às vezes, conversando comigo mesmo, me ponho a lastimar pelo mau uso dessas ciências divinatórias, místicas e sagradas, que escondem segredos milenares, e que revelam a quem souber interpretá-los a solução para todas as crises da humanidade.
Mas, as pessoas não querem ter trabalho, não se dispõem a esforços e sacrifícios, querem tudo de bandeja, e não importam se com magias ou milagres. E como esse não é o método divino para a solução dos nossos problemas, as crises se sucedem, as doenças matam e a vida vai se tornando cada vez mais difícil de ser vivida.


O grande psicanalista Carl G. Jung deixou um tratado interm
inável de estudos sobre a relação entre a mente e a alma, entre a Matéria e o Espírito, mas nem mesmo a medicina tradicional acredita muito naquilo que esse gênio da psicanálise reuniu em suas obras.
As doenças são tratadas, ainda hoje, como se os corpos humanos fo
ssem máquinas, sem o poder de decidir o que lhes cura ou deixa de curar. Sem remédios, vacinas e operações, a medicina moderna não consegue responder às epidemias, às doenças degenerativas ou a um simples espirro, prenunciando um possível resfriado.

Os doutores da alma não são bem vistos pela humanidade. E até posso entender essa desconfiança, pois os que sempre foram assim chamados, padres, pastores e rabinos, dentre outros, vivem envolvidos em escândalos que não têm mais fim.
Os pobres e autênticos doutores da alma, que são os verdadeiros astrólogos, tarólogos e numerólogos, são discriminados pela mídia que é sustentada pelo dinheiro dos religiosos e dos donos das religiões.
As bruxas não são mais caçadas, mas desqualificadas. Os magos s
ão ridicularizados. E a ciência moderna quântica, que prega o poder da mente humana sobre qualquer acontecimento ou verdade aparente, torna-se uma espécie de enfeite de cristaleira, um objeto precioso e belo, mas guardado como peça decorativa, na sala de estar da ciência.

Mesmo assim, e apesar de tudo, as mentes continuam despertando, e muitos passam a se interessar pelos estudos místicos, pelos mundos ocultos e pelo poder exercido pela mente nos fatos relacionados à matéria.
O interesse pela espiritualidade humana está crescendo, percebe-s
e a curiosidade pelas ciências ocultas e pelos fenômenos que a ciência tradicional não consegue explicar. Mas, o medo é o fator dificultador da expansão da consciência humana, por ser alimentado por aqueles que mantêm o controle sobre os meios de comunicação e de produção.

A qualquer ameaça de mudança na relação preestabelecida por essas elites do poder, ocorrem crises provocadas deliberadamente para assustar amedrontar e fazer recuar os processos de transformação que começavam a se pôr em movimento.
Diante do medo de perdas, da miséria e da morte, a humanidade dá um
passo atrás, e volta a se submeter às mesmas regras dominadoras que haviam começado a ser contestadas.
Quando surge um clarão de liberdade, uma possibilidade maior de acesso do povo à riqueza ou ao poder, vem uma crise financeira que desemprega, desestabiliza e desagrega. Acaso, fatalidade, azar ou ... ?

Por tudo isso, eu não estranho que as pessoas continuem amedrontadas, no momento de tomarem decisões. Transfere-se, para o governante, o poder público. Transfere-se, para o médico, o poder de decisão sobre a vida do paciente. Transfere-se, para o conselheiro, o poder de dar um rumo na vida do consulente.

Muitos me perguntam sobre o que fazer na vida, se casam ou vão ao futebol, se entram na faculdade ou vão tomar um chopinho com os amigos, se isto ou aquilo. Essas pessoas seguem uma marcha lenta, porém inexorável, de cabeça baixa, à espera de ordens, de esperança ou apenas de algum sonho ou magia que as façam crer no dia de amanhã.
Tenho dito e repetido que os números estabelecem o plano da alma, o caminho a ser seguido para o cumprimento da missão e os talentos
a serem desenvolvidos para que tudo se faça da forma mais simples e natural. Mas, quem dita o ritmo do movimento, somos nós. Mas, quem escolhe a força a ser empregada e a ousadia a ser adotada, somos nós. Pois, quem sente prazer ou sofre com os resultados, somos nós.

Se seguirmos o caminho da missão, seremos sadios e felizes. Quem faz a leitura dos números é o numerólogo, quem analisa o que revelam os números é o num
erólogo, mas não é o numerólogo quem diz o que cada um tem de fazer ou como fazer.

O conselheiro dá os conselhos, mas quem decide é o aconselhado. Transferir a responsabilidade da decisão ao seu conselheiro é um ato de absoluta insensatez. As recomendações do conselheiro não devem ser confundidas com intromissões na vida do aconselhado. Elas são sugestões a serem seguidas, desde que sejam aceitas pelo aconselhado, mas não podem ser vistas como interferências na vontade alheia.

O poder de decisão fugiu do nosso controle, no dia em que passamos a ter medo. O poder, então, foi assumido por aqueles que passaram a nos alimentar com novos e intermináveis medos, que não têm mais fim. E enquanto a gente se encolhe com medo do que possa vir a nos acontecer, as elites do poder nos dão pão e circo, para distrair a nossa atenção. Até quando ?

A numerologia também tem resposta para essa pergunta, mas entendê-la dependerá do nosso nível de consciência espiritual. E, por enquanto, esse tempo ainda não chegou.

Está em nossas mãos dizer um basta a essas elites, e retomar o nosso poder de decisão. Quem se habilita a dar o primeiro passo ? Sou todo ouvidos ao clamor dos meus leitores.




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Somos apenas mensageiros



Em tempos de fortes vibrações espirituais, como os que estamos vivendo, é preciso muito cuidado para não se confundir os mensageiros, que somos nós, com os autores das mensagens, que são nossos Mestres, Guias, Guardiães e Anjos.

As mensagens estão chegando às nossas mentes, vindas de Planos Superiores, alimentadas por Seres de Luz que desejam ajudar o nosso despertar espiritual. Esses Mestres procuram os seus discípulos mais conscientes, para passar-lhes mensagens que deverão ser transmitidas, como sinais e avisos divinos.
Essas mensagens estão chegando num padrão vibratório muito intenso, e podem dar ao discípulo a falsa impressão de que Deus está falando com ele, e passando-lhe atribuições de salvar a humanidade. Muitos se julgam o novo Cristo, outros o próprio Deus. Mas, todos não passam de mensageiros, semeadores do amanhã.
De tempos em tempos, nascem criaturas muito evoluídas espiritualmente, apesar de trazerem os mesmos defeitos e limitações encontrados em grande parte dos seres encarnados. Essas almas só se diferenciam das demais, por terem atingido um nível de consciência bem mais evoluído do que a grande maioria da raça humana.


Há um aspecto bem marcante nessas almas encarnadas, é que todas elas possuem uma conexão muito forte com os Mestres dos seus Raios. De alguma forma, já traba
lharam juntos, Mestre e discípulo, em encarnações passadas, e isso faz com que mantenham um vínculo espiritual quase permanente, vida após vida. Por isso, são essas almas que costumam receber as mensagens dos seus Mestres, confundindo-as, muitas vezes, com a Palavra de Deus ou com as aparições de Nossa Senhora.
A nossa mente tem a propriedade de ver, ouvir ou acreditar no que esteja mais próximo do seu alcance de entendimento. Um homem do campo verá Deus na terra, na semente ou nos frutos, e por isso o Mestre Jesus usou essas imagens nos seus ser
es. Se a mensagem deve chegar a um devoto de Maria ou a quem sente afinidades com a face feminina de Deus, há de ser atribuída a Nossa Senhora, os conselhos divinos ou as recomendações sagradas que são passados aos devotos.
Em qualquer dessas situações, em todos esses fenômenos espirituais, não somos nós os autores das mensagens, nem mesmo somos as mensagens, somos apenas os mensageiros.
Muitas vezes, passei por experiências em que senti uma corrente vibratória muito intensa, e comecei a escrever mensagens que não eram criadas na minha mente, mas que adentravam a minha alma e me faziam enxe
rgar com clareza fatos e explicações com o que jamais havia antes sonhado. Nesses momentos, eu sentia que era preciso registrar aquelas mensagens, para que mais tarde eu as analisasse e as revelasse, da forma mais adequada e natural.
Às vezes, parecia que eu tinha o poder de criar todas aquelas verdades, de engendrar todas as mais inusitadas imagens, até então desconhecidas para mim. Daí a me julgar um Todo Poderoso, ou um Cristo da Nova Era seria um passo a frente, bem fácil de ser arriscado. Mas, meu Mestre fazia questão de assinar as mensagens, deixando claro que eu era um simples aprendiz, ouvindo as instruções do Mestre, e tendo de espalhá-las entre aqueles com quem eu convivia.



Assim, eu aconselho a todos que canalizarem mensagens ou as receberem em sonhos, que não se deixem iludir, julgando-se um salvador da humanidade, um novo Cristo que deverá deixar-se pregar na cruz, para comprovar a santidade das suas afirmações. Introduzam, simplesmente, os ensinamentos recebidos nas suas vidas, através de atitudes, palavras ou sugestões, o que acharem mais convenie
nte e convincente, para que possam influir na vida de todos.
Mas, não se iludam, pois muito poucos hão de ouvi-los, menos ainda hão de seguir seus conselhos, ainda que os considerem sensatos e inteligentes. Uma quantidade ínfima de pessoas, há de mudar de vida, por se deixar sensibilizar por suas mensagens. E essa quantidade insignificante será o suficiente para justificar todos os esforços que vierem a fazer, para serem convincentes.
Aconselho-os a fazerem a sua parte, e deixarem que Deus faça a Dele. Se é Dele a autoria da mensagem, numa conexão direta com a sua alma, se é de um Anjo intermediário
, ou do Mestre do seu Raio, isso não importa, o que se espera dos que recebem tais mensagens é que saibam ser bons mensageiros. O Todo Poderoso só precisa de nós, para que nos tornemos seus mensageiros
e bons semeadores das Suas mensagens.
Evitem exibir-se demais, falarem em nome da Divindade ou pregarem verdades, como se estivessem exercendo poderes celestiais. Sejam semeadores humildes das mensagens recebidas, pois são as mensagens que deverão ser realçadas e não os egos dos mensageiros.
Controlem suas ansiedades, e não se deixem levar por sentimentos de vaidade ou egocentrismo, julgando-se donos da verdade ou seres dignos de serem adora
dos ou reverenciados, pelo simples motivo de terem sido escolhidos como mensageiros.

Os grandes líderes são os que servem a todos. Os mais sábios são os que não se dizem sabedores das verdades, mas que têm perfeita consciência de que, quanto mais sabem, mais ignorantes se sentem diante da eterna sabedoria. Os mensageiros escolhidos desconhecem os reais motivos por que receberam a mensagem, e não devem ficar vangloriando
-se, pois os mensageiros não escolhem o teor das mensagens, mas apenas as entregam no destino.

Creiam, meus caros e bem intencionados canalizadores, que todos nós não somos nada mais do que meros mensageiros...apenas mensageiros.












quarta-feira, 22 de julho de 2009

VII Seminário de Inverno




VII Seminário de Inverno

Tema : Agosto : mês de desgosto???


O mundo está à beira do caos, com as pessoas se debatendo para todos os lados, sem se dar conta que a solução não está fora, mas dentro de cada um de nós.

As crises se sucedem, num ritmo alucinante, uma atrás da outra, deixando todo mundo apavorado.

É a crise financeira, deixando todo mundo com medo de ficar na miséria. São as crises conjugais, e o medo da solidão. É a crise das epidemias, e o medo da morte. E até os desastres aéreos estão provocando a crise do medo de andar de avião.

O medo gera as crises em nossas mentes, que se transportam para o mundo físico, numa decorrência natural do processo de transferência de energias. A pergunta é quase unânime, “como vencer as crises?”. E cada um vive alimentando aquela angústia, que se repete no fundo da mente, “conseguirei passar imune por mais esta crise?”.

O nosso tradicional Seminário de Inverno estará colocando em discussão a nossa capacidade para sair ileso dessas crises.

E aproveitaremos o fato deste VII Seminário ser realizado no mês de agosto, para pôr em debate o dito popular de que agosto é um mês de desgosto.

DIA : 22 de Agosto de 2009

LOCAL : Parque Brasilan – São Lourenço

CUSTO : R$ 70,00/PESSOA ou R$ 60,00/PESSOA, no caso de 2 ou mais pessoas da mesma família, incluindo o almoço

Programação Abertura : às 9h30 Apresentação dos participantes e breve exposição sobre os temas em debate.

1ª Palestra : das 10h00 às 11h00 Tema : A Numerologia como instrumento de prevenção das crises Debates : das 11h00 às 11h30

2ª Palestra : das 11h30 às 12h30 Tema : O sistema imunológico e a baixa resistência global diante das crises Debates : das 12h30 às 13h00

Almoço : das 13h00 às 14h30

3ª Palestra : das 14h30 às 15h30 Tema : O aumento do padrão vibratório planetário e as doenças esotéricas Debates : das 15h30 às 16h00

4ª Palestra : das 16h00 às 17h00 Tema : Números mais suscetíveis às crises e posições críticas no mapa Debates : das 17h00 às 17h30

Chá de Encerramento : das 17h30 às 18h00

Informações importantes sobre hospedagem :

Existem diversos hotéis e pousadas com preços muito em conta. Eles são simples, mas podem surpreender pelo conforto e bom atendimento. Anotem :

1.Hotel Globo S. Lourenço (www.hotelglobosaolourenco.com.br)

2. Pousadas das Rosas (www.pousadadasrosasmg.com.br)

3. Pousada Santo Antônio (www.pousadasantoantonio-mg.com.br)

4.Hotel Pousada Mineira (hotelpousadamineira.blogspot.com)

5. Hotel Granada Tel : (35) 3331-1132

6. Pousada Terra das Águas Tel: (35) 3332-4462

7.Hotel Estância (hotelestancia-mg.com.br)

As diárias por pessoa estão em torno de R$ 35,00/40,00, com café da manhã.

São Lourenço, 22 de julho de 2009

Instituto Alma Mater

Gilberto Gonçalves











sexta-feira, 10 de julho de 2009

Curso de Numerologia da Alma em São João

Preparo-me para pôr-me a caminho, de volta a São João da Boa Vista.

Estou indo ao encontro das Almas Peregrinas que trilham por aqueles caminhos, em busca de auto conhecimento.

Na minha primeira passagem por lá, pude revelar a 17 Almas Peregrinas muitos dos grandes mistérios e segredos da Numerologia da Alma.

Espero reencontrá-las, a todas, neste novo curso, acompanhadas daqueles amigos e parentes, com os quais elas desejam compartilhar seus conhecimentos.

Esta mensagem tem o propósito de convocar para esse reencontro, nos dias 5 e 6 de setembro, novas datas do curso, a Ana Flávia, a Bárbara, a Cláudia, a Daniele, a Denise, a Fernanda, o Hélio, a Hélita,a Kátia, a Maria Yoko, as Patrícias Almeida e Cristina, o Renato, a Rita, a Vanja e a amorosa e zelosa anfitriã, Maria da Glória.

O convite, porém, se estende para muitas outras Almas Peregrinas, com as quais não me encontrei por lá, mas que vim a conhecer após o curso de 24-25 de janeiro.

Muitas dessas Almas chegaram a mim através da guia Maria da Glória, e outras por indicação de pacientes dela, que se identificaram com a Numerologia da Alma.

A todas essas Almas Peregrinas, eu convoco para um reencontro, no início do mês de setembro, lá em São João. Entrem em contato com a Maria da Glória, e se inscrevam para o curso. Os novatos serão iniciados nos conhecimentos sagrados da Numerologia da Alma e os matemáticos irão revisar o que aprenderam e aprofundar os conhecimentos adquiridos, para serem promovidos a discípulos.

O email dela é mgloria60@terra.com.br . Não deixem para confirmar suas presenças em cima da hora, pois podem perder alguns benefícios. As inscrições devem ser feitas até o dia 26 de agosto, pois depois desta data perde-se o direito a esses benefícios.

Temos uma encontro marcado. Até lá.

E não se esqueçam de fazer o dever de casa, que fugindo a regra deverá ser feito antes da aula. O dever que passo para todos é a leitura de todas as postagens do meu blog.

Anotem o endereço do blog Alma Mater www.brasilan.blogspot.com

Carinhosamente.

Gilberto Gonçalves.


Curso Integrado de Numerologia da Alma

Uma abordagem psicoespiritual da Numerologia Pitagórica

O Curso Integrado de Numerologia da Alma visa proporcionar uma harmonia perfeita, na difusão dos ensinamentos numerológicos, para todos os que se interessem por expandir sua espiritualidade, desde os novatos, que estão em busca dos seus primeiros conhecimentos, até

os veteranos que anseiam por aprofundar ainda mais suas experiências adquiridas em cursos anteriores.

Ministrante: Gilberto Gonçalves

DATAS: 5 e 6 de setembro de 2009

Local: Rua Conselheiro Antonio Prado,

412

São João da Boa Vista

Inscrição: até 26/08/2009

Duração: 20 horas : 10h no sábado e 10h no domingo

Durante o curso, serão abordados os seguintes temas:

1. Alma, Personalidade e Missão

2. Números kármicos e números mestres

3. Linha da Vida : experiências e desafios

4. Relações familiares : amor, protecionismo, intromissões e conflitos

5. Relações conjugais : reencontros e uniões kármicas, vidas compartilhadas e separações

6. Trabalho : líderes e liderados – sucessos e fracassos – ganhos

e perdas

7. Dinheiro : ambição e ganância – riqueza e pobreza – trabalho e segurança

8. Comportamento : individualidade e coletividade

9. Físico : saúde e doenças

10. Mente : inteligência e sabedoria

11. Espírito : religião e devoção – fé e espiritualidade

12. Os números de poder e suas várias influências ao longo da vida.

Programação

CURSO INTEGRADO DE NUMEROLOGIA DA ALMA

1ª ETAPA: Montagem do Mapa Numerológico

- Conceitos e Aplicação da Matemática Numerológica

2ª ETAPA: Leitura do Mapa Numerológico

- Interpretação e Análise do Mapa Numerológico

PREPARAÇÃO : Leitura prévia, em casa, antes do Curso, do blog Alma Mater.

Alma Mater: www.brasilan.blogspot.com

INTRODUÇÃO : Apresentação do Curso e dos Princípios Pitagóricos

1ª etapa : MONTAGEM DO MAPA NUMEROLÓGICO

Módulo I : Tabela Numerológica

- Os 9 números simples

- Os 3 números mestres

- Os 4 números kármicos

Módulo II : Cálculos Numerológicos.

A – Cálculos do Nome

1. Estudo do Nome Completo

- Nome no Registro de Nascimento

- Nome de casada

- Outras mudanças de Nome

2. Identificação das Letras com os Números

- Numeração das letras

- Separação de vogais e consoantes

3. Cálculos Individuais.

- Nome próprio

- Sobrenome Materno

- Sobrenome Paterno

- Sobrenome do Marido

4. Somatório dos Cálculos Individuais

B – Cálculos da Data de Nascimento

1. Cálculos Individuais

- Dia do Nascimento

- Mês do Nascimento

- Ano do Nascimento

2. Somatório dos Cálculos Individuais

C – Cálculos dos Ciclos de Vida

1. Os 4 períodos ciclícos

2. Vidas com somente 3 ciclos

3. As experiências

4. Os desafios

D – Número poderoso

2ª etapa : LEITURA DO MAPA NUMEROLÓGICO

Módulo I : Alma e as vogais : quem sou eu?

- a 1ª vogal do nome

- a soma das vogais : nome+sobrenome da mãe+sobrenome do pai

- ausência ou acréscimo de um sobrenome

- as somas parciais e a soma total

- as presenças de números mestres e kármicos

Módulo II : Personalidade e as consoantes : quem devo ser?

- a 1ª consoante do nome

- a soma das consoantes : nome+sobrenome da mãe+sobrenome do pai

- ausência ou acréscimo de um sobrenome

- as somas parciais e a soma total

- as presenças de números mestres e kármicos.

Módulo III : Missão e o nome completo : o que devo fazer?

- a soma de todas as letras do nome

- ausência ou acréscimo de um sobrenome

- as somas parciais e a soma total

- as presenças de números mestres e kármicos.

Módulo IV : Lições kármicas : aprendizados pendentes

- números ausentes no nome

- lições a serem obrigatoriamente aprendidas

Módulo V : Talentos Natos : a bagagem de experiências

- cada dia do mês um talento diferente : os 31 perfis

- o uso prático com a redução dos números

- vocações, defeitos, virtudes, fortalezas e fraquezas

Módulo VI : Caminho de Origem : o manual de consultas

- a soma da data de nascimento

- o caminho em direção à missão

- os sinais mais visíveis da última vida

- a relação do mês com a mãe

- a relação do ano com o pai

Módulo VII : Os Ciclos de Vida : o plano de viagem da Alma

- os 4 ciclos de vida – a linha da vida

- as vidas de 3 ciclos

- as experiências e os desafios

- a relação entre os ciclos e a Missão

Módulo VIII : Número Poderoso : inspiração e poder

- a soma da Missão com o Caminho de Origem

- o poder que inspira e protege

- a consagração no último ciclo

Módulo IX : Trama da Alma : uma visão global

- a leitura do todo, sem desprezar o individual

- a verdadeira história da Alma

- o perfeito entendimento da Missão

Módulo X : A expansão da consciência

- o despertar da alma do discípulo

- a conexão direta do Mestre com o discípulo

- a verdadeira compreensão do karma

- a relação entre a Missão e a Saúde

- o papel do discipulado na evolução planetária

- cada dia, mês e ano com suas vibrações particulares

- Avataras, Tulkus, Mônada e Iniciação : Mistérios e os Mundos Ocultos

Informações Gerais :

Ministrante: Gilberto Gonçalves

Data de Nascimento : 27.02.1944

Formação e Experiência Profissional :

# Administração Comercial : Gerente e Instrutor

#Cursos de Qualificação Profissional :

*Técnica e Supervisão de Vendas – PUC/RJ

*Marketing em Telecomunicações – ERICSSON

Formação e Experiência Holística :

#Autodidata em Numerologia, desde 1990, com metodologia própria, denominada Numerologia da Alma, baseada na interpretação kármica dos princípios pitagóricos.

#Curso de Parapsicologia no Instituto Joseph Murphy – 1990/91

#Curso de Calendário Maia – 1997

#Práticas de visualização criativa e harmonização de energias, através do uso do pêndulo.

#Pesquisas nas áreas de terapias naturais e ecologia, com participação ativa em movimentos de defesa e educação ambiental.

#Iniciação na Doutrina Secreta, com aprofundamento no Esoterismo Crístico.

#Escritor, poeta, cronista e instrutor de numerologia.

#Participação no Circuito Cultural SEBRAE-2004, como palestrante com o tema “Auto-conhecimento e Espiritualidade”, nas cidades de S. João da Boa Vista-SP, Santa Cruz das Palmeiras-SP, Aguaí-SP e S. José do Rio Pardo-SP.

#Cursos ministrados no Rio de Janeiro, nos anos de 2003 e 2004.

#Palestra realizada no Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro, em 16 de setembro de 2005, sobre o tema “Numerologia e Auto-conhecimento”, dentro do Programa Bem Viver.

#Encontro de Numerologia da Alma, realizado em

17 de setembro de 2005, no Condomínio Barramares, no Rio de Janeiro, sobre o tema Encontros e Desencontros.

#Curso ministrado em São João da Boa Vista – SP, em janeiro de 2009.

Valores e condição de pagamento:

R$ 150,00 – no ato da inscrição ou

3 x R$ 60,00, sendo a 1ª parcela no ato da inscrição, a 2ª 30 dias após e a 3ª 60 dias após.

2 x R$ 80,00, sendo a 1ª parcela no ato da inscrição e a 2ª parcela 30 dias após.


A data limite de inscrição e do pagamento da 1ª parcela será o dia 26/08/2009.


Refeições : almoço e lanche

O almoço e o lanche de final de tarde, no sábado e no domingo, estão incluídos no valor do curso.

Diplomação :

Os participantes receberão ao final do curso um diploma de credenciamento como Matemático ou Discípulo de Numerologia da Alma, conforme seja o seu primeiro ou segundo curso.


Gilberto Gonçalves

Numerólogo da Alma

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Combinações kármicas - expressões matemáticas da alma


Os karmas, para quem não tem um convívio muito íntimo com os seus significados, costumam ser intrincados enigmas, de difícil compreensão e aceitação. Imaginem só, quando eles surgem em dupla, em trio ou num quarteto, que confusão nas mentes e quanta revolta no coração!



Os mistérios das origens kármicas provocam muita curiosidade e especulações, mas bem poucos têm a noção exata dos segredos que trazem e de como decifrá-los.
Os karmas são vistos como fantasmas espirituais, quase demônios, de quem todos querem distância. Ninguém gosta de reconhecer suas origens kármicas, e
quase todos se recusam a se identificar com eles.



A realidade, a que poucos se dão conta, é que, os karmas, por serem meros efeitos de ações cometidas noutras vidas, são inevitáveis, como se fossem o trovão após um relâmpago.
A grande maioria, daqueles que me consultam, fica logo assustada, quando menciono a presença de números kármicos em seus mapas. Quem já fez regressão ou consultou videntes, esperava ser informado que, em vidas passadas, já fora rei, santo ou herói. E fica decepcionado, arrasado mesmo, quando toma consciência dos karmas que carrega nas costas.

As pessoas, de um modo geral, têm dificuldades em reconhecer suas fraquezas, e quase ninguém conseguem enxergar o seu lado mau, às vezes cruel e perverso. A impressão que se tem é que somos poços de virtude, forçados a lidar com o lixo e a poluição produzida pelos outros. Daí porque, é comum encontrar-se justificativa para todos os nossos erros, transferindo-se culpas e não as reconhecendo em nós.



A realidade, porém, é que a humanidade sofre de 4 espécies diferentes de males kármicos, diagnosticados na numerologia sagrada pelos números 13, 14, 16 e 19. Se possível fosse definir cada um deles, por uma única atitude reprovável, poderíamos resumir esses "pecados de outrora" em medo, egoísmo, ganância e dominação.
Cada uma dessas malignas heranças se desdobra, porém
, em diversas pequenas partículas maldosas, que compõem o conteúdo malévolo de todos os karmas.




O karma 13 é o medo do desconhecido, a omissão diante do que se esconde por trás dos remorsos de más ações de outras vidas. Os traumas resultantes dos atos maldosos, que foram praticados em vidas passadas, inibem e acovardam.
O karma 14 é o efeito dos apegos à matéria e aos prazeres físicos, que foram as sementes do egoísmo que levaram ao rompimento com as pessoas amadas.
O karma 16 é o sinal da vaidade, do egoísmo, da traição e do que de pior se pode esperar da criatura humana.

O karma 19 é a imagem do dominador, usurpador, o que explora o trabalho alheio e toma para si o que retira dos outros.




Se sozinhos, os karmas já trazem desgraças, tragédias, destruições e mortes, quando surgem em parcerias, aí mesmo é que podem tomar proporções c
atastróficas.
A presença desses números kármicos revela, é verdade, diversas más ações do passado, mas não condena ninguém "ao fogo eterno", nem as expulsa em definitivo do Paraíso. As saídas existem, para cada caso, como bulas de remédio, que indicam as dosagens corretas e os efeitos colaterais possíveis. Por isso mesmo, é preciso saber ler a bula e estar preparado para conviver com os tais efeitos colaterais.
A tradição popular costuma dizer que "o que arde, cura, o que aperta, segura". Não se pode pretender vencer a dor e as doenças do corpo, sem uma dose de sacrifício. E o mesmo acontece com as doenças da alma.






Se alguém sofre com um nº 13 junto a um 19, terá de sab
er que irá precisar trabalhar dura e intensamente, para que possa compensar o pouco que fez noutras vidas. E não adianta lamentar as perdas, pois elas serão indispensáveis para pagar as dívidas contraídas e jamais quitadas no passado. A esses pobres revoltados, lembro que, quando exploraram os outros, pondo-os a trabalhar para a sua opulência, se sentiram como donos do mundo, insensíveis às carências alheias. Agora, está na hora de devolver o que retiraram para si, sem merecimento, sem qualquer esforço.





Se o 13 aparece associado ao 16, será preciso entender o mo
tivo do medo por tudo que se relaciona aos fenômenos espirituais. Essas apavoradas criaturas, quase sempre, muito apegadas às crenças e religiões, muito ortodoxas e conservadoras, foram praticantes de magia negra e se aproveitaram dos seus conhecimentos e poderes para realizar rituais secretos com a intenção de dominar as mentes e os corações daqueles sobre quem lançavam seus feitiços. Agora, terão de aprender a empregar seus dons de magia e vidência para o bem, para aconselhar e curar os que buscam sua ajuda.
Se um 14 se une a um 19, houve rompimentos de relacionamentos amorosos, abandonos de filhos e ações de dilapidação dos bens da família. Se o encontro é do 16 com o 19, tirania e despotismo foram os estigmas de crueldade, dos atos praticados noutras vidas. Se é o 14 que surge junto ao 16, então, haja egoísmo e ambição para resgatar.





De uma coisa é preciso não esquecer, dos karmas não se p
ode escapar. Não há milagres que os anulem, nem orações que os perdoem. Nem adianta pedir a algum santo milagroso, e muito menos fazer promessas. Mas, nunca se deve deixar de orar e pedir perdão.
A oração é o diálogo silencioso
com o nosso"ego divino". O perdão é o sentimento do nobre arrependimento, que não anula o erro, mas consola e redime a alma. Mas, nenhum dos dois exime das punições kármicas, às quais deveremos submeter-nos, com humildade e aceitação.
Há de ser a forma como nos portarmos, diante dos karmas,
que determinará o tempo e o espaço dos sofrimentos e das frustrações em nossas vidas.


A felicidade e o bem estar de cada um de nós independe da q
uantidade e da qualidade dos karmas trazidos de outras vidas, mas estão diretamente relacionados com o modo com que viermos a encará-los e a conviver com eles. A não ser assim, será uma luta inglória contra o destino. E, nunca é bom esquecer que o destino é o braço direito de Deus.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia do Meio-Ambiente - um dia 7

Calma lá, amigo leitor, eu não me enganei no dia ! Mas, que o dia dedicado ao meio-ambiente deveria ser 7, disso não tenho dúvida ! E que o mês mais indicado seria julho, disto também não arredo pé.
O nº 7 é aquele que melhor simboliza a preocupação com a preservação ambiental. Nenhum outro número está mais identificado com os ideais preservacionistas do que o naturalista, científico e místico nº 7.
A interpretação numerológica do nº 7 é o maior testemunho do q
uanto estão relacionadas a ciência com a espiritualidade, e essas com a natureza.
As pessoas nascidas num dia 7 ou naqueles cuja soma dá 7, como o 16 e o 25, devem viver junto à natureza, onde se sentirão tranqüilos e sadios.
Quem tem o 7 na alma, na personalidade ou na missão se sentirá como um guardião da natureza, defendendo a integridade das florestas, a pureza do ar e a limp
idez cristalina das águas dos rios.
Como já escrevi numa outra postagem, essas pessoas que vivenciam o nº 7 são consideradas, por muitos, esquisitas e insensatas, pois são capazes de chorar por uma árvore tombada ou por uma espécie animal em extinção, e não se sensibilizar com "sem-terras" ou carentes na fila das cestas básicas.
A mente dos que vibram o nº 7 é muito chegada ao perfeccionismo, e não se deixa levar pelas emoções ou sentimentalismos, na hora de analisar o comportamento humano. Essas pessoas pensam como cientistas, têm a visão dos místicos e perce
bem à distância os aproveitadores e preguiçosos, que querem levar vantagem em tudo.
A natureza não tenta enganar o homem. Os animais são puros e instintivos, não traem, não são mentirosos e respeitam os ambientes onde vivem. Por isso mesmo, os animais silvestres, os rios, oceanos e florestas são amados e reverenciados pelos que vivenciam o nº 7, enquanto a criatura humana é vista com a mais absoluta desconfiança.
Agora, me respondam com sinceridade se não deveria ser num dia 7, a data escolhida para se comemorar o dia do meio-ambiente ! Mas, essas datas comemorativas não são obras de nenhum filósofo, cientista ou místico, mas, quase sempre, escolhas interesseiras e comerciais de autoria de algum espertinho que sabe como manipular a crendice e a ingenuidade alheia.
Não se surpreendam se aquele que chora com a mão no
peito, ouvindo o hino nacional, enquanto estudantes plantam uma árvore, seja um dono de serraria que corta árvores nobres em plena floresta amzônica. Por essas e outras razões, as criaturas que são regidas pelo nº 7 preferem a solidão do campo, o canto das aves e o coachar dos sapos num regato, do que o convívio com o cidadão de terno e gravata, bem falante e todo cheio de empáfia, quando se diz um ecologista.
A humanidade está vivendo um momento de grandes transformações, quando antigos padrões estão sendo desmascarados e dando lugar a novas verdades. A realidade é que, na opinião de Peter Russell, autor de "O despertar da Terra", estamos n
o limiar de um salto evolucionário, que só ocorre uma vez a cada bilhão de anos. E isto parece estar diretamente relacionado com a Teoria Gaia, desenvolvida pelo biólogo James Lovelock, que afirma ser a Terra uma entidade viva com potencial para se autopreservar, e que no seu esforço para se defender pode levar a humanidade à extinção.
Em seu livro, Peter Russell relembra suas primeiras divagações, quanto ao futuro do planeta, diante da forma abusiva como a humanidade vem explorando o
s seus recursos naturais.
Ele relata que, jovem ainda, acreditava que as ações h
umanas provocariam sérias mudanças na vida da Terra, e que todas elas tinham contextos negativos, incluindo holocausto nuclear, colapso ecológico, fome universal, pestes ou alguma catástrofe imprevisível.
À medida que os anos se passavam, ele começou a antever uma outra solução, menos dramática, em razão da mudança de atitudes da criatura humana,
devido a um amadurecimento natural e a um aperfeiçoamento espontâneo da humanidade terrestre.
O livro a que me refiro foi escrito em 1983, há cerca de 25 anos atrás, quando as experiências extremas que estamos vivendo, ainda não davam os primeiros sinais das crises que afligem a vida de todos nós. Havia uma guerra fria, é verdade, mas nada que se compare às atuais guerras quentes, que ameaçam o futuro imediato da humanidade.
Irã e Coréia não estão muito dispostos a fazer uma guer
ra diplomática e com a frieza dos russos. A gripe suína apavora o mundo inteiro, da mesma forma como já aconteceu com a gripe das aves e com a vaca louca. O sistema financeiro despenca a cada dia, e nenhum remendo americano, europeu ou internacional consegue devolver a confiança perdida, num pretenso progresso eterno e ilimitado. Falta água em quase todos os continentes, matando populações inteiras em diversas regiões do planeta. Enquanto isso, empresas poderosas engarrafam a água retirada do subsolo, dos rios e lagos, sem a menor cerimônia, e oferecem-na a peso de ouro. Morre-se de fome, em todas as partes do mundo, mesmo nos países mais ricos, alegando-se escassez de alimentos. Enquanto isto, os mais ricos desperdiçam em suas mesas, fartas de produtos plantados e colhidos pelos mesmos povos miseráveis e famintos, que morrem à míngua sem ter o que comer.
A solução existe, a humanidade tem salvação, como acredita o escritor, que declara no seu livro, que estamos vivendo um momento extraordinário de transformações, como nunca ocorrera antes, desde o surgimento da vida na Terra, há cerca de 3 bilhões e meio de anos atrás.
Mas, segundo ele, e como também creio eu, tudo depende
de atitudes. A raça humana tem de mudar seus conceitos, já é hora de cada um pensar mais no coletivo, e deixar de lado tanto egoísmo e ganância. Ou nos salvamos todos juntos, ou sucumbimos juntos, sem chances de milagres.
Se a teoria de James Lovelock está correta, a Terra não corre perigo, a humanidade, sim. Na hora do aperto, o planeta saberá defender-se, e quem vai pagar o pato é o mais fraco, que nesse caso é a humanidade.
A esperança está depositada naqueles que já despertaram para essa realidade, e que estão trabalhando pela preservação do planeta, o que corresponde à própria auto-preservação.
A insistência nos padrões e paradigmas superados será um atestado de absoluta estupidez. A ciência vem confirmando tudo que os místicos vêm profet
izando através dos tempos. A Teoria Gaia não foi inventada por nenhum místico, mas por um homem de ciências. A teoria do centésimo macaco também não é invencionice de uma meia dúzia de maluquinhos, que vive enxergando fantasmas à luz do dia. E tudo isso, que a nova física quântica vem revelando, o que fazer com esses ensinamentos ? Comprá-los por meia duzia de moedas, e calá-los para sempre ?
E com as crianças índigo e cristal, que estão nascendo e trazend
o conhecimentos que contrariam todos os conceitos e preconceitos da ciência materialista, o que fazer com elas ? O mesmo que Herodes, matá-las para não ameaçar o poder das elites ?
O meio-ambiente depende de atitudes de todos, em relação não som
ente à arvore que vai ser derrubada, mas a tudo que ameaça a vida da humanidade e o futuro do planeta.
De nada adiantam as homenagens, não tem nenhum val
or os discursos com suas palavras de efeito.



A natureza é a vida no planeta, e sem ela o planeta é uma entidade solitária, girando sem sentido e meio que sem rumo, na imensidão do Universo.
Pensemos nisso, como algo mais importante do que as indústrias que estão fechando.
O dinheiro que se desvaloriza, o produto interno bruto que cai vertiginosa
mente, as bolsas que despencam mais ainda, não têm nenhum significado para a humanidade, que se assemelhe aos riscos que se corre com a destruição permanente dos recursos naturais, das florestas, dos mares e de todos os mananciais que alimentam e sustentam o ciclo de vida no planeta Terra.
A benção, Mãe-Terra ! A benção, Mãe-Natureza !










sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mapa Numerológico da Alma

As pessoas costumam ficar curiosas sobre o que seja um mapa numerológico. A grande maioria está cansada de conhecer o popular mapa astral, que, na verdade, é um mapa astrológico. Poucos, muito poucos, no entanto, já viram um mapa numerológico.
Um mapa, além do significado tradicional de desenho ilustrativo de uma região, também pode ser definido como um esquema demonstrativo, que distribui e situa cada informação, dentro de um plano de trabalho. Pois bem, é assim que deve ser visto o mapa numerológico.
O plano de trabalho é baseado numa técnica pitagórica, que atribui valores
numéricos às letras, e caracteres qualitativos aos números. A numerologia não considera o número um simples símbolo de valor quantitativo, que estabelece volumes, intensidades, espaços e grandezas dimensionais. A técnica desenvolvida pelo grande filósofo, matemático e mestre iniciático Pitágoras atribui a cada número um perfil próprio, que identifica e define as tendências e vocações humanas.
Pitágoras foi um sábio grego que possuía dons cristícos e poderes avatáricos, se
melhantes aos que, séculos mais tarde, foram desenvolvidos por Jesus, o grande avatar do amor.
O mapa numerológico, porém, é apenas o esquema demonstrativo desse plano de trabalho, que tem por base transformar tudo em números. Como dizia Pitágoras, os números são tudo, e não existe nada que não seja número. Segundo a visão pitagórica, Deus é o grande matemático, que criou tudo a partir dos números.
O mapa numerológico é, portanto, o ponto de partida, mas jamais o de chegada.
Os números são símbolos que identificam, mas não influem. Chega-se a conclusões através da leitura dos sinais numerológicos, mas não se criam situações, nem se materializam obras, a partir dos números.
Pitágoras ensinava a seus discípulos que conhecer as qualidades numerológicas era um talento que permitia o acesso ao auto-conhecimento.
"Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás os Deuses e o Universo". Era com essa frase que a filosofia grega contemplava os que adentravam o Templo de Delfos, onde as sacerdotisas profetizavam os futuros acontecimentos e os sábios aconselhavam seus discípulos.

O mapa numerológico distribui os números em seus diversos espaços de leitura, mas haverá de ser com o conhecimento da filosofia do Mestre que o discípulo saberá interpretar corretamente o que esses números podem revelar.
Muitos se julgam conhecedores da numerologia, por saberem apenas montar esse plano inicial do trabalho. Mas, o mapa é só o início, já que a leitura correta exige profundos estudos e análises, dentro do que era ensinado por Pitágoras aos seus discípulos. Por isso, diz-se que não basta saber identificar o perfil de cada número, é preciso interpretá-los dentro de um contexto consistente e interativo, a que eu denominei "trama da alma".
A trama é um entrelaçamento de fios e nós que produzem uma peça enredada, onde tudo tem de estar relacionado e dependente entre si. E é assim que terá de ser visto o mapa numerológico.
A alma criou uma trama que terá de ser seguida pela personalidade, a fim de
que se concretize a missão. É dessa forma que o mapa terá de ser analisado. Nenhuma idéia solta, nenhum ponto discordante.
A alma é o resultado do somatório das vogais do nome que se recebe ao nascer. A personalidade é a soma das consoantes. A missão é a soma completa de vogais mais consoantes.
A Numerologia da Alma, metodologia por mim desenvolvida, promove a análise dos ideais da alma, as razões pelas quais ocorreu uma nova encarnação e os caminhos a serem percorridos para o fiel cumprimento da missão.

A Numerologia da Alma não se prende às ambições e anseios da personalidade, que é o ego encarnado, e que sofre todo tipo de pressão social e influências kármicas dos antigos erros cometidos em vidas passadas. Muitas vezes, a personalidade tenta desviar-se da missão, por comodismo, egoísmo ou vaidade, e sofre muito com isso, até que volte a se ocupar das tarefas que foram programadas, de acordo com o plano da alma.
A Numerologia da Alma condena os que procuram utilizar-se da numerologia para satisfazer os anseios materialistas da personalidade, por provocar o distanciamento da
missão e a conseqüente frustração espiritual da alma. Ninguém poderá ser feliz, se não cumprir a missão. Não há riqueza, nem fama, nem poder, que possam proporcionar paz e felicidade, se forem alcançados mediante o abandono da missão.
Convido, portanto, os meus leitores, que desejam se conhecer melhor, e saber qual é a sua missão nesta vida, que entrem em contato comigo, para solicitar seus ma
pas. O meu email é gilberto.numerologo@starweb.com.br, e será preciso enfrentar uma fila, para aguardar a vez. Por isso mesmo, é bom reservar já a sua vaga. Se quiserem saber um pouco mais sobre a Numerologia da Alma, façam seus comentários ou solicitem um tema de sua preferência que, dentro do possível, procurarei atender.









sexta-feira, 15 de maio de 2009

Karma e Reencarnação - o karma 16

A experiência me tem revelado que, cada vez mais, as pessoas demonstram curiosidade sobre suas vidas passadas e o que esperar do futuro. Não importando qual seja a sua crença, a reação natural e instintiva é pedir que fale alguma coisa dela, que ela não saiba. Algumas emendam o pedido com uma ressalva, "mas não me conte nada de ruim que virá a acontecer". Em relação às vidas passadas, costumam ser menos incisivas, mas ainda assim um pouco reticentes.
Quando surgem números kármicos nos seus mapas, ficam meio assustadas, por não saber o que isso possa representar de pior para sua vida.


O consolo que procuro dar, diante dessas presenças kármicas, é que são coisas do passado, ações de outras vidas que foram cometidas por uma outra personalidade, na qual sua alma esteve encarnada. O mérito maior que faço questão, então, de ressaltar é que ela foi a escolhida por sua alma a ajudá-la a superar as conseqüências dessas antigas ações kármicas.
É claro que a presença de qualquer um deles no mapa é uma demonstração inequívoca da natural tendência a repeti-los, se não houver muita atenção e permanentes cuidados.
Daí porque a numerologia pode prestar uma enorme ajuda na identificação de cada um desses karmas, e nas recomendações de como lidar com eles.
De acordo com a posição que ocupem no mapa, os karmas podem ser mais ou menos ativos, influindo de um modo maior ou menor, nos riscos de vir a re
peti-los.
Procuro tranqüilizar essas pessoas que trazem números kármicos nos seus mapas, dando-lhes o conselho mais simples e coerente que se pode dar, quando
o assunto em pauta é o karma.
Não resistir aos efeitos kármicos, não fugir do enfrentamento e não fechar os olhos para sua realidade são as lições mais eficientes para conviver com os karmas, pois recusá-los ou tentar desconhecê-los somente servirão para realimentá-los e torná-los mais fortes e atuantes.
Na visão numerológica, vence-se o karma através das atitudes sugeridas pelos seus números reduzidos, que se comportam como guias e conselheiros, em todos os momentos. Se o karma é o 14, o melhor é ouvir o número 5. Se o karma é o 16, ouve-s
e o número 7. Se o karma é o 19, é a vez de se dar ouvidos ao número 1. O karma 13, que é suave como a preguiça, resolve-se com a simples opção pelo trabalho e por assumir-se responsabilidades, como recomenda o número 4.
Aconselho, portanto, às minhas amigas que possuem 16 na alma ou na personalidade que se concentrem bem nas virtudes e vocações do nº 7,
procurando adotá-las em todas as suas ações.
Há diferenças, é verdade, apesar do tratamento ser sempre o mesmo. Se o karma 16 aparece na alma, a influência é bem mais forte, dando uma estranha sensação de que, a qualquer momento, tudo pode acontecer novamente, ainda que não se tenha a consciência exata do que é que pode voltar a se repetir.
As lembranças permanecem retidas na memória espiritual, mas não são identificadas a nível da consciência. Com isso, os efeitos dos antigos karmas vão agindo e influindo nas ações, apesar de não serem entendidos os motivos que provocam cada s
entimento ou emoção.
Dessa forma, os karmas na alma interferem bastante no comportamento, gerando medos e bloqueios emocionais, que poderão inibir ou até anular virtudes e talentos.
A maneira mais aconselhável para lidar com essas reações inibidoras é não tentar negá-las, nem fugir delas. O melhor mesmo é encará-las de frente, tentando entender os motivos que deram origem a essas tendências fugidias e escapistas. O autoconhecimento e uma avaliação precisa de cada acontecimento ajudarão a equacionar e resolver todos os conflitos, sem traumas ou medos.
Uma sensação estranha de um fracasso iminente, diante
de qualquer experiência mais ousada, pode ser um sinal de que uma situação semelhante foi vivida em uma outra vida. Mas, de forma alguma, essa sensação estaria prenunciando um novo fracasso. O sentimento é de que tudo pode vir a se repetir, e que é melhor não arriscar. Mas, o karma 16 também está relacionado a perdas de oportunidades ou a tentativas erradas, daí porque fugir ou evitar, não é a solução.
O ideal mesmo é enfrentar cada situação com a percepção e o detalhamento de um número 7, sem ilusões ou emoções.

As almas 7 devem seguir pressentimentos, pois são intuitivas e videntes, mas precisam aprender a separá-los das fantasias e devaneios do mundo místico que domina a sua mente. Não se deve confundir a visão hiperfísica, que gera imagens mentais, com sensações ilusórias, provocadas pela vontade de produzir um fenômeno espiritual. Tem gente que tem vontade de ser medium ou vidente, mas não nasceu com esse dom, então vive criando rituais e celebrações, nos quais surgem mensagens ou imagens, inventadas por suas fantasias mentais. Isto não é sadio, e também não ajuda, só atrapalha.
Cuidado com as mentiras e manipulações , que são tendências dessas
almas 16 que, ao invés de buscar saídas para seus karmas, se embaraçam cada vez mais nas suas redes de intrigas. Evitem os escândalos e as traições, especialmente as amorosas, buscando colocar-se a salvo das seduções e tentações da matéria.
Controlem suas ambições exageradas e as reações autoritárias, não se julgando donos da verdade ou senhores das vontades alheias.
Os karmas, qualquer um deles, quando surgem na alma,
podem fugir do controle e se repetirem a qualquer momento. Isso porque, as causas estão impregnadas na alma, palpitantes e latejantes, como uma ferida mal cicatrizada. Essas dores, quando se trata do karma 16, poderão ser ainda mais intensas, se o nº kármico 13 surgir em alguma posição do mapa. Essa presença configura o mau uso dos poderes espirituais em proveito próprio, interferindo na vida alheia e gerando os doloridos karmas da magia negra. Isso costuma afastar essas almas das práticas espirituais por diversas encarnações, devido ao medo de repetir os erros. Algumas pessoas não podem nem ouvir falar de fenômenos espirituais ou místicos que se arrepiam e se benzem. Muitas dessas, senão todas, foram magas negras em outras vidas, e não querem nem pensar em correr o risco de repetir os karmas do passado. Mas, o tempo trata de fazê-las esquecer os males causados, enquanto vão pagando por seus karmas e resgatando-os, vida após vida. Chega uma vida em que o mundo espiritual oculto se abre novamente para essas almas que, cautelosas e criteriosas, voltam aos seus rituais de magia, curando, aconselhando, consolando e exorcisando os demônios daqueles que insistem em manipular a vontade e os sentimentos alheios.
As personalidades 16, por estarem numa fase mais avançada de eliminação dos karmas, sofrem menos pressões, enquanto, de um modo mais prático e objetivo, vão deixando esses karmas para trás. O momento é este, com o karma na personalidade, a encarnação é propícia para a quitação de todas as dívidas do passado.
Assume-se o perfil do nº 7, e segue-se adiante. Pre
servamos nossos espaços, passamos mais momentos a sós e nos dedicamos a leituras, estudos e meditações. A ciência torna-se a fonte de nossas curiosidades; os mistérios, a inspiração de nossas pesquisas e a expansão ilimitada da nossa consciência espiritual, a razão de viver.
Os cuidados recomendáveis às almas 16 se aplicam às person
alidades, especialmente no que se refere a traições e escândalos amorosos. As personalidades, no entanto, não serão tão afetadas por remorsos e medos de fracassos com a mesma intensidade das almas 16.
Se o karma 16 vem na missão, aí então não há o que duvidar, essa alma fracassou numa missão anterior. E se ela traz, em qualquer lugar do mapa, o nº mestre 11, o fracasso envolveu a liderança de grupos iniciáticos, e, agora, está repetindo a missão fr
acassada.
Em tais casos, todo cuidado é pouco, para que o fracasso não
volte a se repetir. Um novo fracasso seria por demais decepcionante e doloroso para essa alma, quando se desse conta disso, depois de desencarnar.
Compreendo que, no Ocidente ainda se encontra muita resistência quando se fala em karma e reeencarnação. Se a gente menciona o assunto, as pessoas se sentem incomodadas e bastante desconfortáveis. Elas alegam, quase sempre, que não lembram de nada de outras vidas, logo não podem confirmar se o que é dito aconteceu mesmo, ou não.
É verdade que as lembranças de outras vidas são apagadas da memória consciente, mas permanecem no inconsciente, e assim, resíduos ou lapsos dessa memória kármica podem, a qualquer momento, colocar-nos diante de uma sensação estranha
ou de um sentimento que causa surpresa ou emoção.
Crendo ou não crendo nos karmas e na roda de reencarnações, eles existem, e o melhor é não duvidar. Todos nós continuaremos a reencarnar, até que o último sentimento negativo, por mais ingênuo ou simplório que seja, venha a ser superado.
Dar o amor sem esperar retribuição, ofertar o perdão sem re
strições ou doar aquela esmola que fará falta serão práticas obrigatórias, para que se possa evoluir. Enquanto uma simples pendência kármica persistir, a alma estará em dívida com o Espírito ou a Mônada.
Vencer os karmas, e ajudar as almas a quitarem todas essas dívidas espirituais, é a grande responsabilidade das personalidades, a cada encarnação. E para fazer isso basta cumprir a missão.

Dedico essa postagem às minhas mais ilustres seguidoras, que estão investidas de personalidades guerreiras e corajosas, para libertarem suas almas dos karmas do nº 16.
Daniele e Patrícia, o brilho dos seus nºs. 7 ilumina a escuridão dos kar
mas, e faz com que suas vidas sirvam de exemplo para suas amigas e familiares. Os karmas se perdem e se atrofiam, diante da grandeza com que põem em prática as qualidades e os valores do nº 7.
A receita é esta, o remédio é amargo, mas a cura é prazerosa e gratificante.








quinta-feira, 7 de maio de 2009

Espiritualidade sem religião

Os novos tempos estão cobrando novas posturas, novas atitudes, novos ideais, mas sem que se altere uma só vírgula das antigas verdades, que deram origens às tradicionais crenças, seitas e religiões.

Dedico esta reflexão espiritual a todos que estão transitando entre o devocional e o espiritual, sem entender com muita clareza o que se passa com a sua fé.
Até há bem pouco tempo, a missa, o culto, uma sessão espírita ou um ritual de candomblé, pareciam responder a todos os ideais da alma.
De acordo com as crenças de nossos pais, dávamos os nossos primeiros passos religiosos, e rezávamos com uma enorme fé para um Deus Todo-Poderoso, distante, é verdade, mas perfeitamente acessível através dos padres, pastores ou mentores espirituais.
O pecado nos apavorava, as ameaças com o inferno ou com os karmas mexiam com as nossas almas, fôssemos católicos, evangélicos, espíritas ou seguidores de seitas orientais.

As nossas dúvidas espirituais eram respondidas por nossos pais, pelos livros sagrados que nos eram dados a ler ou pelos líderes religiosos de nossas igrejas. As verdades pareciam encaixar-se em nossas crenças, ou, talvez fosse o inverso, mas tudo funcionava a contento, dando-nos uma sensação de conforto e segurança.
Tínhamos crenças que pareciam ser nossas boias salva-vidas diante dos naufrágios das almas pecadoras, que se comportavam de modo estranho à nossa fé ou que adotavam certos rituais, condenados pela nossa igreja.
A nossa certeza de estarmos no caminho certo
residia, quase sempre, num monólogo recitado ao nosso Deus, que acreditávamos estar-nos ouvindo e sempre pronto a nos atender, desde que fôssemos bonzinhos e cumpríssemos os ensinamentos de nossa religião.
A missa dos domingos, os cultos de meio de semana, os rituais das sextas-feiras, conforme fosse a nossa religião, pareciam oferecer a garantia de que Deus estava conosco, e que os pobres coitados que seguiam outras crenças estavam condenados, na melhor das hipóteses, a não serem jamais perdoados, a nunca alcançarem o Paraíso, o Nirvana, o Céu de Alá.
A gente olhava com desconfiança para quem não seguisse a noss
a religião, que nos parecia tão óbvia, tão certa, tão perfeita ! Como seria possível acreditar-se em outras verdades, senão naquelas ensinadas pela nossa religião, transmitidas pelos nosso livros sagrados e praticadas através dos tempos por seres sábios e generosos ?
A essas crenças religiosas, chama-se devoção, que é o culto a uma religião, envolvendo a crença em certos preceitos sagrados, que foram ensinados por um líder, numa determinada época, até serem reunidos por seus seguidores e transformados numa ideologia salvadora da alma.

A Doutrina Secreta nos conta que, no início do processo de evolução planetária, na fase da antiga Lemúria, seres de um outro planeta mais evoluído deslocaram-se
para a Terra, com a missão de dar uma contribuição psíquica à evolução mental dos seres que habitavam o nosso planeta.
Esses seres, os kumaras, vindos do planeta Venus, desembar
caram na Terra e unindo-se aos seus habitantes geraram uma raça mentalmente mais evoluída, dando início, então, a uma primeira expansão mental digna de registro entre nós.
Os milênios se passaram, o desenvolvimento psico-emocion
al da humanidade foi acontecendo, até que chegou o momento de dar um novo impulso nessa evolução, dessa vez com o intuito de promover uma aceleração no sentido espiritual.
Introduziu-se, então, a chamada "iniciação espiritual", uma prática que acelerava o padrão vibratório da alma humana, colocando ao alcance dos mais evoluídos, certos poderes místicos e inacessíveis aos não-iniciados.
Isso ocorreu na época da Atlântida, quando se deu um extraordi
nário progresso na história do planeta, com uma acelerada expansão no nível de consciência da criatura humana. Os poderes humanos se tornaram muito mais fortes, permitindo que ações de magia e encantamento se disseminassem por toda a terra, estimulando a ambição desenfreada e a luta pelo controle da vontade alheia.
A situação de descontrole chegou a uma condição irreversível,
que provocou uma decisão extrema da parte dos Regentes Planetários, de afundar o continente atlântico, para recomeçar num tempo futuro, uma nova fase de experiências iniciáticas. Alguns seres mais evoluídos espiritualmente foram orientados para buscar terras distantes, onde permaneceriam em segurança, enquanto os demais sucumbiam com seus egoísmos, arrogâncias e prepotências, afogados em seus imperdoáveis karmas de magia negra.
Diante disso, a humanidade deu um passo para trás, retrocede
ndo em seu caminho de evolução, e tendo de esperar por mais alguns séculos, antes de retomar o processo que fora abortado, no continente atlântico, diante dos desmandos da raça humana, quando adquiriu, e não soube usar, o poder de acessar os seus mais poderosos direitos divinos.
De lá para cá, foram séculos de reaprendizados, com práticas religiosas convencionais, algumas tentativas de ressurgimento de sociedades secretas de magia e muitos conflitos entre os poderes adquiridos pelas Igrejas e as ações espontâneas e livres, dos que ainda mantinham vivas na alma as forças místicas herdadas da antiga Atlântida.
A história da evolução espiritual fala de lutas e perseguições religiosas, de magias e fogueiras queimando os magos, fala de milagres e de crucificações de santos, fala de avataras, mestres e sábios, pregando o resgate dos poderes místicos deixados para trás.
Em algumas regiões do planeta, as religiões tomar
am o lugar do Estado, passando a impor a fé como um instrumento da lei e da ordem. Em outras épocas, e em outras regiões, predominaram o materialismo e o ateísmo, e ainda o xamanismo, com seus rituais voltados para as crenças nas forças da natureza, e as seitas africanas, com seus simbolismos místicos e seus ritos mágicos.
A fusão de todas essas crenças e a união de todos os conhecimentos re
sultaram numa síntese mítica, que aponta para o despertar espiritual de uma Nova Era, quando templos e rituais se individualizarão, se fazendo presentes dentro de cada criatura humana, que será, tanto o discípulo, quanto o mestre de si mesma.
Os sinais dessa nova fase de "iniciação espiritual" já se fazem presentes entre nós, desde a segunda metade do século passado. A literatura esotérica, a partir dessa época, ganhou uma enorme dimensão com o surgimento de obras reveladoras dos Grandes Mistérios, até então velados ao conhecimento humano.
As mentes começaram a recebe
r "idéias" estranhas e pensamentos que fugiam ao que se considerava normal. A mediunidade começou a sair das mesas do espiritismo e dos centros de candomblé e umbanda, para se manifestar entre religiosos de diversas crenças. Com isso, os conceitos de karma e reencarnação retomaram a força que haviam perdido no ocidente, desde que a Igreja e o Estado se uniram para dar lugar à famigerada Inquisição.
Nos dias de hoje, dá-se uma incontrolável aceleração da jornada
iniciática, que pode ser definida como uma caminhada em direção ao mais íntimo de nossa alma, onde habita o divino, a essência da vida espiritual de cada um de nós. Ali está a nossa nova e universal religião, que não separa os fiéis, mas agrega todas as crenças e todos os ideais. Ali, no fundo da alma, e dentro do coração, se faz presente a nossa única e definitiva religião, da qual somos o templo, o mestre e o discípulo.
Cada um de nós passará a ser o Cristo renascido, o novo caminho
, a verdade e a vida.
Por tudo isso, estamos sentindo uma necessidade enorme de não mais seguir seitas, de não sermos obedientes a regras criadas e impostas pelos falsos
profetas e pelos escribas e fariseus hipócritas.
A inspiração surgirá nas mentes e corações de todos nós, cada qual despertando no seu devido tempo. A verdade não estará com esta ou aquela religião, mas com todas elas, e com nenhuma.
A verdade será revelada a cada um de nós, pelo despertar dos
nossos Egos Divinos, que estavam adormecidos no fundo de nossas almas, desde o início dos tempos, quando fomos criados à imagem e semelhança da Criação Divina.
Muitos estão tendo dificuldades para prosseguir praticando a sua religião, pois não mais sentem o entusiasmo na alma para continuar crendo no que lhes é imposto, e que não mais lhes faz sentido.
Muitos sentem necessidade de obter respostas, que possam iluminar suas almas, e que não vislumbram nos meios religiosos que frequentam.
Muitos ouvem um chamado interior que não conseguem desconhecer, nem ficar alheios ao que eles colocam em suas mentes, desafiando-os a sair em busca de novas verdades, sem medos de castigos ou punições.
O tempo da espiritualidade devocional está chegando, po
uco a pouco, ao fim, dando lugar à espiritualidade mística, que transcende às crenças religiosas.
Que as pessoas que se sentem induzidas a seguir seus próprios caminhos, confiem mais nas suas intuições, e se entreguem às suas peregrinações solitárias, em busca de uma comunhão plena com o seu Deus Interior.
Dedico esta mensagem aos queridos discípulos da Numerologia da Alma, que estão passando por esse processo, e que precisam de muita serenidade, confiança e paciência, para dar um passo firme em direção à sua própria divindade.
Benção e graças sejam dadas a Daniele, Bárbara, Patrícia, Hélio
, Fernanda e Maria da Glória, que têm buscado a verdade com exaustiva dedicação e perseverança, numa jornada iniciática que nunca mais terá fim.






terça-feira, 14 de abril de 2009

As virtudes da dor

Longe de mim, meu caro leitor, fazer uma apologia à dor. A dor nada tem de agradável ou prazerosa. Ah, mas é um santo remédio para a preservação da saúde, e da própria vida! E não me refiro somente à saúde física, mas também à espiritual.
Pitágoras ensinava que a dor é um fator indispensável de aprendizado e proteção - "guia os ignorantes, protege os inexperientes, adverte os inatentos, castiga os culpados, brutaliza os rebeldes".
O livre-arbítrio oferece a qualquer um o direito de escolher o seu
caminho e de tomar suas próprias decisões. Mas, ao se extraviar, seremos avisados. E, certamente, os avisos virão acompanhados da dor.
Doenças, dores, desgraças, apresentar-se-ão,
forçando-nos a parar, refletir, investigar e, finalmente, a descobrir os motivos dos nossos sofrimentos, e a encontrar a cura para os nossos males.
Se não fosse a dor, que obriga a recuos e reflexões, o desvio seria indefinido, e in
evitável a queda, até o fracasso da missão.
Em seu livro "Vida Perfeita", o Dr. Paul Carton, um profundo estudioso da filosofia de Pitágoras, nos lembra que, se o contato com o fogo não provocasse uma dolorosa queimadura, nunca aprenderíamos a conhecer a natureza do fogo, a preservar o corpo da sua ação destruidora e a saber utilizá-lo para o seu
progresso.
Lembra o autor que, quando a gente se conserva na linha reta e se submete às leis divinas, se entregando ao fiel cumprimento da missão, no lugar da dor e do sofrimento, encontramos um prolongado bem estar e alegria interior.
Diante disso, poderíamos concluir que, alegria ou tristeza, bem estar ou sofrimento, saúde ou doença, não passam de efeitos de nossas decisões , aproximando-nos da missão ou dela nos afastando.
Pitágoras ensinava aos seus discípulos que as doenças
tinham um significado esotérico, que explicava e justificava as suas verdadeiras causas. Dizia ele que as doenças são desequilíbrios resultantes da ruptura da harmonia do homem com as leis da Natureza. Antes de adoecer, o organismo apresenta sintomas que têm a intenção de alertar e proteger. Esses sintomas podem provocar dores e sofrimentos que, apesar de resultarem, à primeira vista, numa reação desfavorável
no corpo, constituem-se em seus agentes de proteção e de progresso para o espírito.

Pitágoras ía ainda mais além, afirmando que as doenças não são consequências do acaso ou de agentes externos, como o frio, o calor, a umidade e os micróbios, mas da desarmonia entre o corpo e a alma.
Todo erro de conduta, que contrarie as leis da natureza e vá contra a evolução do espírito "resulta em desarmonia orgânica, imperfeições humorais e enfraquecimento das resistências, que acabam por provocar as doença
s no corpo físico".
Esses conceitos, emitidos há cerca de 2.600 anos atrás, vêm sendo confirmados pelas pesquisas modernas, aliadas a princípios descobertos pela física quântica, que desmentem as teses materialistas da tradicional medicina ocidental e dão razão à antiga medicina oriental.
Ensina o Dr. Paul Carton, com b
ase nas teorias pitagóricas, que os contatos infecciosos não são capazes de contaminar fatalmente os organismos mais resistentes, que se manteriam imunes a essas influências maléficas. Com base nesse diagnóstico, as doenças não são mais do que aparências terminais de um longo trabalho preparatório de degradação do organismo.
O homem, e somente ele, seria o criador da saúde e da doença. A saúde ganha-se por merecimento, ao se obedecer às leis da vida. A doença é a punição dos erros da má conduta física ou mental. E, assim sendo, somos nós mesmos, e mais ninguém, os únicos responsáveis por tudo que nos acontece, de bom ou de mau. Por essa razão, todas as vezes que enfrentamos dissabores ou sofrimentos, não temos o direito de nos queixarmos, senão de nós mesmos.
No lugar de reclamarmos de Deus, de acusarmos a natureza ou as ações alheias, o mais acertado é olharmos para trás e sobre nós mesmos, e investigarmos
as origens dos males que nos afligem, sejam eles físicos, psíquicos ou espirituais.
Quando descobrirmos as causas das nossas doenças e sofrimentos, c
onvém tirarmos lições e não repetirmos nunca mais os erros causadores de nossos males.
Mas, e as epidemias, as catástrofes e os flagelos coletivos, como explicar as desgraças de uns, enquanto outros são preservados ?
As explicações dadas por Pitágoras são as mesmas adotadas na análise das
causas das doenças humanas. A coletividade se comportou mal e de maneira prejudicial aos aspectos físicos e morais, provocando desequilíbrios e desarmonias na vida planetária. Os povos de um determinado país, região ou continente contrariaram as mais simples leis universais que regem a vida do planeta e da humanidade.
Houve desprezo pela alimentação pura e sadia, deixou-se de la
do os exercícios físicos que atuam na disciplina do corpo e abandonou-se as práticas naturais que harmonizam o homem com a natureza. Ocorreu um descaso pelas condições ambientais, prevaleceu o egoísmo e desprezou-se a espiritualidade. Espalhou-se, então, a devassidão, os vícios e a corrupção, permitindo-se que se instalasse a degradação moral. Com isso, enfraqueceram-se as resistências coletivas, o sistema imunológico da humanidade fraquejou, e as epidemias, violências e guerras transformaram-se nas doenças físicas, morais e espirituais de toda a coletividade.
A sociedade, em tais situações, costuma reagir da mesma forma que o indivíduo que se sente afetado pelas doenças, ela também adoece e começa a morrer.
A criatura humana, por conseguinte, não só provoca a sua desgraça pesso
al, como causa ainda a degeneração social e as catástrofes coletivas.
Afastada da natureza, presa à matéria e desprovida dos princípios básicos da ética, da moral e da espiritualidade, a humanidade se desespera com os efeitos das guerras e se debate em crises sociais e econômicas. O medo toma conta de todos, diante de um tremor de terra, um abalo financeiro ou um vírus descontrolado, enquanto o inconsciente coletivo cria um sentimento de que o fim do mundo está próximo.
As medidas de combate a esse caos financeiro, ambiental, político e social, traduzem-se em ações externas e medidas que atuam somente sobre os efeitos, sem atacar as verdadeiras causas dos problemas.
Tentando encontrar as causas fora de si, a humanidade se defronta com uma assustadora e insuperável fragilidade, que sempre toma conta dos que abdicam dos seus valores espirituais em favor das conquistas materiais.
No combate às doenças, recorre-se aos remédios químicos e à medicina materialista, por se julgar possível combater as fraquezas do organismo humano com vacinas, cirurgias e drogas pesadas, sem antes eliminar as verdadeiras causas dessas doenças, que dependem, antes de qualquer outro tratamento, da mudança de consciência e de uma profunda revisão da postura espiritual.
Se a crise é política , recorre-se às ameaças de sançã
o econômica e às guerras. Se a crise é econômica, busca-se encontrar soluções, com financiamentos, créditos e liberação de recursos, incentivando-se a indústria a produzir e a sociedade a consumir. Tudo errado, tudo na contra-mão da evolução espiritual, que é a única que pode oferecer bons resultados.
A economia mundial está doente, porque se apoia no desperdício e no consumo abusivo das reservas energéticas do planeta. A
política mundial está doente, porque acredita no poder da força e do dinheiro para gerar uma sociedade próspera e feliz. A saúde da humanidade está doente porque acredita nas panacéias curadoras, e não nos esforços pessoais de cada criatura para ser sadia e irradiar saúde.
A globalização acabou por se transformar num instrumen
to de propaganda de que tudo é possível, e que riqueza e felicidade estão ao alcance de todos. E isso não é verdade, se antes não considerarmos os encargos kármicos de cada um e suas missões diversificadas.
A humanidade ainda insiste no "ter", antes do "ser", e com isso todo
s "teremos" de enfrentar guerras, doenças e violências, antes de "sermos" sábios, sadios e felizes. Por quanto tempo ainda?
Bem, isso só depende de cada um de nós. Afinal, a humanidade é a
soma de todos nós.
Que tal se dermos as mãos e começarmos a caminhar juntos na mesma direção ?
Dois, para começar. Depois, três, quatro e assim pouco a pouco, até nos transformarmos numa massa crítica capaz de mudar a consciência da humanidade.
A contagem regressiva já começou. Dê a mão a alguém, e peça-lhe que estenda a mão para um outro alguém mais próximo.
Vamos dar as mãos !











quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Senda do Discipulado

Os estudiosos dos Mistérios possuem grandes conhecimentos sobre os Mestres Ascensionados e seus poderes sobre a evolução planetária, mas, na prática, pouco se conhece sobre a ligação que esses Mestres mantêm com seus discípulos.
Os probacionários, que são aqueles que ainda se encontram no limiar do Caminho da Iniciação, costumam atribuir valor excessivo às revelações que mexem com o emocional, deixando meio que de lado o principal, por não possuir sua percepção psico-espiritual plenamente ativa.
Os chamados probacionários, por estarem dando os primeiros passos na senda do discipulado, se deixam seduzir mais pelos fenômenos aparentes do que pelos mistérios ocultos. No entanto, são esses primeiros momentos na vida de qualquer um de nós que nos coloca num degrau acima da humanidade comum.

O caminho probacionário, segundo a grande teosofista Alice Bailey, corresponde ao período mais adiantado da gestação espiritual, que irá formar o menino Cristo, no coração do futuro iniciado. Mas, somente após atingir a sua primeira iniciação, esse menino começará a sua peregrinação no Caminho Iniciático, em busca do seu Destino, o Espírito Divino.
Em seu livro "Iniciação Humana e Solar", Alice Bailey descreve e
sse processo da seguinte forma : "Semeia um pensamento, e colherás ação; semeia uma ação, e colherás um hábito; semeia um caráter, e colherás um destino".
O destino imortal de todos nós é atingir a consciência do Ser Superior, e, subsequentemente, a do Espírito Divino. E nessa jornada peregrina, percebe-se que são os probacionários, muito mais do que os discípulos que falam dos Mestres, e muitos até alegam que falam com os Mestres. Isto não é impossível, mas pouco provável.
Os Mestres costumam utilizar-se dos seus Adeptos, seres que já atingiram um alto nível de consciência, para se comunicarem com os discípulos dos seus Raios. Essa intermediação é muito comum até que o discípulo venha a despertar para a senda do discipulado, que haverá de conduzi-lo a sucessivos processos de iniciação.

Entende-se a maior euforia dos probacionários, do que dos discípulos, pelo fato de aflorarem às suas mentes, novas e luminosas idéias, o que jamais acontecera antes, fazendo-os crer que já se encontram em comunhão com a própria Divindade. Os discípulos, por já estarem muitos passos adiante, não se deixam seduzir ou iludir por essas falsas impressões.
Os
probacionários começam, então, a ver coisas e ouvir vozes, interpretando os primeiros sinais iniciáticos, quase sempre de modo equivocado, mas que acabará favorecendo o surgimento de um imaginário espiritual, que há de aproximá-los do verdadeiro Caminho da Iniciação.
A maioria das mensagens que surgem na internet, anunciando catástrofes apocalípticas e boias de salvação, tem suas origens nesses probacionários, que se sentem tocados pela essência do
conteúdo das mensagens, mas despreparados para dar-lhes uma interpretação adequada. Por isso, a melhor maneira de reagir a essas mensagens é com cautela e bom senso, não as tomando como autênticas revelações deste ou daquele Mestre, mas também nunca as descartando.
Procurem analisar a maneira como a mensagem está sendo transmitida, le
vando sempre em conta que os Mestres e seus Adeptos possuem um modo muito simples e natural de conversar com seus discípulos, empregando um tom coloquial e formal, mas não utilizando um linguajar hermético, em desacordo com o idioma e os hábitos dos discípulos.
As mensagens dos Mestres nunca anunciam catástrofes ou desgraças , mas alertas e conselhos. Essas mensagens costumam chamar a atenção dos discípulos, em relação às suas missões e ao que deve ser feito para a realização da Obra Divina na face da Terra.
As mensagens são transmitidas para todos, mas nem todos são capazes de captá-las, e os poucos que as recebem nem sempre são capazes de interpretá-las.
O discípulo que já estiver na senda do discipulado se dará conta que um
a energia nova, mais intensa e num padrão vibratório mais elevado, se fará presente no seu corpo físico, gerando uma força até então desconhecida, que dá a sensação de estar controlando a sua mente. Desse momento em diante, o discípulo nunca mais será o mesmo, jamais voltará a se sentir sozinho e desamparado.
O célebre teosofista W.C. Leadbeater, no seu livro "Os Mestres e a Sen
da", relata um misterioso vínculo que determinados discípulos têm com seus Mestres, e que é muito pouco comentado na literatura esotérica, talvez por ser bem pouco conhecido da maioria dos autores.
Diz Leadbeater :"Como todos nós, os Grandes Mes
tres da Sabedoria têm uma longa série de vidas atrás de Si, e nessas vidas, tanto quanto outros, Eles estabeleceram certos laços kármicos e, por isso, às vezes, acontece que determinados indivíduos têm a seu crédito algum serviço prestado a Eles há muito tempo passado".
Esse crédito poderá surgir, então, numa forma de proteção mais direta, numa aproximação maior e mais íntima e até numa suspensão de antigos karmas, por conta de um novo serviço a ser prestado pelo discípulo.
Uma outra revelação, também pouco difundida, é transmitida na página 169 desse mesmo livro :
"Todo discípulo aceito pelo Mestre tem o direito e o dever de abençoar em s
eu nome, e quando isso o faça, seguramente, o Mestre derramará um copioso fluxo de energia".
Dessa forma, pode-se perceber que o Mestre transfere ao discípulo poderes d
e conceder bençãos em seu nome. E quando isso acontece é como se o próprio Mestre estivesse dando a benção.

A humanidade, mesmo sem saber explicar como, vem pe
rcebendo muitas transformações e sensações diferentes que prenunciam o limiar de uma nova era. A grande maioria daqueles que acreditam nisso parece associar essas mudanças a destruições, cataclismos e fim de mundo.
A sensação que se tem é que há um imenso sentiment
o de culpa no ar, exigindo punições e castigos. As pessoas parecem mais preocupadas em descobrir e punir os culpados do que de assumirem suas próprias culpas.
Guerras e destruições existirão sempre, num grau de maior ou menor violência, mas sempre como consequência de conflitos de idéias e discordâncias na forma de conciliar essas divergências.
O enfoque, ou desfoque, errado parece estar na visão apocalíptic
a que funcionaria como uma espécie de purificação dos pecados, através do sofrimento e do sacrifício da raça humana.
O sentimento religioso fica perfeitamente visível, e até compreensivel, diante de tantos fatos passados, ligados a Mestres que deram ou expuseram suas vidas pela liberdad
e ou salvação de muitos povos.
O fanatismo místico e o sectarismo religioso acabam por desv
iar o foco da realidade que se deve extrair dessas ações de despojamento pessoal, já que a realidade é que a vida continuou, e aqui estamos para testemunhar e vivenciar essa sobrevida.
O mundo não acabou com o dilúvio ou afundamento da Atlântida, e nem com o desaparecimento dos dinossauros. Se, de alguma forma houve atos de redenção de grandes seres como Sócrates, Buda e Cristo, e mais recentemente, num nível bem mais próximo à raça humana, de Gandhi, Kennedy e Martin Luther King, essas ações se destinariam a condenar erros da humanidade, e jamais a configurar vinganças e ameças.
Creio que já é tempo de se parar com tantas fantasias destrutiv
as e passarmos a dar um novo enfoque ao futuro de nosso planeta e de nossa humanidade terrestre.
Conta-nos a literatura esotérica que, há milhões de anos atrás, uma delegação de seres vindos de outro planeta desembarcou na Terra, com a missão de ajudar na evolução da raça. Muitos deles ainda permaneceriam entre nós, outros retornariam quando chegasse a hora, e tudo isso com um único ideal, o de acelerar o processo de evolução da humanidade.

Se existem visitantes do espaço com más intenções, há outros bem intencionados, pois é assim que funciona um universo bi-polarizado. Por que temer os piores e não confiar nos melhores?
Por que tanta preocupação com as naves no céu e extraterrestres na Terra
? Pelo jeito, isso sempre existiu, e não só no nosso mundinho terrestre, mas em todo o Universo.
Por que ficar fantasiando naves de resgates e retirada física para outros mundos? Há m
étodos muito mais simples e kármicamente mais lógicos, de retirar almas de um lugar e fazê-las vir a
reencarnar em outros.
Enquanto se perdem em mitos e fantasias, a humanidade não
ouve a convocação dos Mestres e se sente perdida, aguardando uma salvação externa, e se esquecendo que toda a sua esperança tem de ser voltada para dentro de si mesma, para a salvação interna.
Os probacionários buscam o discipulado. Os discípulos buscam a Iniciação. Os Iniciados buscam o Espírito Divino. Esse é a majestosa senda pela qual trilham as criaturas, após o despertar de suas consciências espirituais.
O universo está sempre em movimento, sem tempo para se importar com os que deixam de fazer a sua parte, esperando que outros venham resgatá-los, levando-os para o Céu ou para algum outro planeta melhor do que a Terra. Enquanto sonham com suas fantasias ou milagres, deixam de cumprir suas obrigações, e abandonam suas missões pelo meio do caminho.
A senda do discipulado é dura e longa, mas quando o discípulo está pronto, o Mestre sempre aparece.










segunda-feira, 23 de março de 2009

A Conspiração Aquariana

O termo conspiração aquariana surgiu em 1980, com o livro da jornalista e pesquisadora, Marilyn Ferguson (1938-2008), no qual a autora retratou o início de uma mudança de comportamento que ela observara na sociedade norte-americana.
O título do livro surgiu, quando a autora, analisando seus estudos e pesquisas, se sentiu atraída por essa duas palavras, que não faziam parte do contexto da obra. A sensação que sentiu, quando se deparou com as transformações sociais que davam seus primeiros sinais, foi de que estava diante de uma conspiração. Isso, no primeiro momento, deixou-a um pouco assustada, por não estar preparada para lidar com uma realidade que a conduzisse a essa visão revolucionária. O tempo, porém, viria a confirmar a exatidão do termo que melhor definiria
o resultado dos seus estudos.

Em todos os ambientes, Marilyn Ferguson identificou pessoas que se enquadravam na condição de conspiradoras, agindo em cooperação mútua, como se fizessem parte de uma rede que atuava de maneira uniforme, com todas elas inspiradas num ideal comum, mas sem que disso tivessem a menor consciência.
Essas pessoas pareciam reconhecer-se por meio de sina
is sutis, de estratégias comuns e de uma identidade de propósitos, que sugeriam fazer parte de um conluio secreto.
Diante dessas evidências, a autora não teve mais dúvidas, e passou a acreditar na existência de um movimento transformador muito intenso e profundo, que não poderia ser melhor definido do que uma conspiração.
Conspirar quer dizer "respirar junto", numa
ligação íntima, harmônica e introspectiva, quase imperceptível. Era dessa forma que ela enxergava a conexão existente entre essas pessoas, que não pareciam estar ligadas a nenhum movimento, mas que se comportavam como se obedecessem a uma estratégia comum, como se seguissem uma voz silenciosa, mística e imperceptível.
Na época em que o livro foi escrito, aguardavam-se as anunciadas mudanças que seriam trazidas pela Nova Era de Aquarius. Daí a escolha da palavra Aquar
iana, para melhor definir o modelo de conspiração que estaria em curso, já que, à luz da razão, seria quase impossível explicar o que estaria acontecendo.
As estratégias adotadas pelos conspiradores eram insólitas, e surpreendiam por não estarem subordinadas a instituições políticas
ou escolas de pensamentos. Os conspiradores aquarianos possuíam uma nova mentalidade, que sintetizava o que de melhor se pode extrair da vanguarda científica e dos mais expressivos pensadores.
A grande surpresa de nossa pesquis
adora foi encontrar esses conspiradores infiltrados em todas as classes sociais, políticas e econômicas. Eles podiam ser encontrados entre os mais ilustres mestres de universidades e também entre funcionários de escolas de ensino fundamental. Eles se faziam presentes nos meios científicos, entre os servidores públicos, nos grupos de legisladores e juristas, e como artistas, taxistas, médicos, educadores, jornalistas e formadores de opinião.
Os conspiradores demonstravam uma conexão perfeita, qua
lquer que fossem seus graus de cultura ou suas classes sociais. Eles estavam sempre afinados e convictos de suas crenças, não tendo dúvidas quanto aos melhores caminhos a serem seguidos.

A autora aprofundou seus estudos, e pode perceber que os conspiradores agiam em pequenos grupos, em todas as instituições, cidades e nações. O movim
ento não era nacional, não estava ocorrendo somente na sociedade norte-americana, mas se espalhava por outros países e por todos os continentes.
Os comportamentos observados eram os mais variados, uns
mais ativistas e panfletários, outros, semeando suas idéias nos ambientes de trabalho, sem muito alarde ou confusão. Os mais ativos defendiam publicamente suas teorias inovadoras, discursando em praças ou em palanques, defendendo suas teses em assembléias ou no Congresso, escrevendo livros ou artigos para jornais. Os mais reservados eram professores humildes e idealistas, escriturários subalternos ou serventes de pouco estudo, mas todos com um senso de profunda responsabilidade em relação ao
futuro da humanidade.


Espalhados por esse mundo afora existem milhões de pessoas, sem o mesmo nível de consciência desses conspiradores mais atuantes, mas ainda assim conectadas a essa rede de transformação. Elas não se dão conta de que fazem parte dessa rede, mas estão contribuindo, cada uma do seu jeito, para que a conspiração aquariana tenha sucesso.

As crises que acontecem a todo instante são os impulsos indispen
sáveis às transformações que se anunciam. As crises sociais e econômicas, que hoje parecem desastrosas, serão as grandes soluções para a vida futura da humanidade. Os desastres ambientais, as catástrofes iminentes e as carências energéticas, que tanto nos assustam, se tornarão os mais poderosos aliados desses conspiradores, em suas lutas pela preservação da vida no planeta.
A humanidade tem a mórbida tendência de precisar conviver com as dores, os sofrimentos e as mortes, para só então valorizar a vida e aceitar mudanças. A Era de Aquarius é um tempo de vida, e não mais de morte. A sua chegada promove a grande transição entre o antigo milênio, de guerras e mortes com o novo milênio de vida, paz e amor.
A Conspiração Aquariana está em todo lugar, longe e perto, den
tro e fora, e faz de cada um de nós um bem aventurado conspirador. Que cada um faça somente o que esteja ao seu alcance, nem mais, mas também nem menos. Que não se caia no desânimo, subestimando o seu valor individual. Todos nós podemos fazer muito pelo futuro da humanidade, se fizermos o mínimo que nos cabe realizar. A receita é "cada um dá o que pode". A rede se encarrega de conectar os atos conspiratórios individuais, dando-lhes poderes de transformação, fazendo com que atinjam os pontos mais distantes do planeta.

A conspiração não é de alguns, mas de todos nós. Cada qual tem a sua visão pessoal de como realizar essas transformações, mas não pode deixar-se levar por vaidades e teimosias. Todos aqueles que almejam um mundo melhor têm de se engajar nessa rede de conspiração, que há de levar a humanidade a celebrar, enfim, a tão sonhada paz mundial.
A convocação está feita para que todos se alistem nesse grupo de vanguarda que trabalha em silêncio, sem ninguém notar, para transformar esse mundo
aflito e amedrontado. Os rebeldes se chamam conspiradores, e fazem parte de uma rede mundial, sem chefias, sem hierarquias, sem manias de grandeza.


A Era de Aquarius já chegou, a conspiração já começou.
O conspirador aquariano conspira
na Alma e se inspira no Espírito. As suas ações são místicas e ritualísticas, mágicas e alquímicas, transmutando chumbo em ouro, guerra em paz.
Os rituais sagrados são suas inspirações. As suas palavras de poder são mantras e orações.


Sacerdotes e sacerdotisas aquarianos assumam suas posições no templo, o Senhor de Aquarius se aproxima e um novo r
itual já vai começar.


sábado, 7 de março de 2009

Os rituais secretos

Ainda sob a mística inspiração das almas 7, e aproveitando a energia de um dia 7, decidi penetrar a fundo nos mistérios dos rituais secretos.
Os rituais modernos, mesmo aqueles celebrados por seitas ou ordens in
iciáticas antigas, têm todos a mesma origem, a mítica e submersa Atlântida.
Os sacerdotes atlantes foram os primeiros que deram a esses rituais uma consistência de cerimonial, criando e sistematizando os procedimentos e as rotinas que abriam e fechavam essas celebrações místicas.
Os rituais são cerimônias que buscam criar um ambiente mágico, uma esp
écie de realidade paralela, com a intenção de provocar uma alteração no nível de consciência psíquica dos iniciados.
Essas Ordens místicas, as antigas e as modernas, praticam um cerimonial para a admissão dos seus membros, conhecido como iniciação. Daí porque são chamados de iniciados, todos os membros que passaram por esse processo de aceitação como membros da Ordem.

O termo iniciação tem o seu sentido simbólico como uma busca interior, um mergulho no fundo da alma, de onde o iniciado volta com um outro nível de consciência. Há algumas divergências quanto ao significado exato do termo, mas o de ação para dentro de si, parece-me o mais sensato para expressar o processo de morte e renascimento, como ele também é conhecido.
Após um período de preparação, os postulantes eram recebidos no salão secreto do templo, onde aconteciam os rituais, e tinham d
e se submeter a diversas provas, antes de serem aceitos na Ordem.
Fechemos os olhos, por alguns instantes, e viajemos no tempo, para alguns milhares de anos atrás. E ao abrirmos os
olhos, perceberemos que estamos num salão semi-iluminado por velas e archotes, onde um grupo de pessoas, vestindo paramentos brancos, recitam e repetem mantras, criando uma expectativa tensa, nos momentos que antecedem a chegada de mais um membro da Ordem, recém aprovado nos ritos secretos.
Ouve-se bater na porta do templo que permanece fechada. A argola de ferro, presa à porta, ao ser investida contra o batente de ferro, provoca uma forte res
sonância dentro do templo, causando um efeito instantâneo no ambiente, silenciando as vozes e criando um clima de expectativa. O Grão-Mestre pergunta quem bate à porta, ouvindo-se a voz do Guardião do Portal anunciar a chegada do postulante e solicitando autorização para introduzi-lo no templo.
O Grão-Mestre ergue a voz e concede a autorização pedida.
O templo está enfumaçado e sob o efeito de ervas aromáticas, dando uma sensação estranha e intimidadora, a quem nunca dantes houvera presenciado ambiente semelhante. O Grão-Mestre conduz o processo iniciático, sob o poder de Melquizedec, que preside o ritual. A presença de Melquizedec revela que o iniciado já é um espírito evoluído, que, noutras vidas, passou por 3 processos iniciáticos, e que agora está sendo introduzido à sua quarta iniciação.
Esse iniciado pode ser qualquer um de nós, já que estamos reproduzindo e
m nossas mentes os fatos testemunhados num passado distante, como se lá estivéssemos presentes.
Passemos, a seguir, a nos sentirmos já como membros dessa Ordem Atlante, após termos sido admitidos num ritual presidido por Melquizedec. Anos depois dessa inici
ação, ousemos imaginar que galgamos todos os graus intermediários da hierarquia da Ordem, e atingimos o grau máximo de poder, o de Grão Mestre.
Cabe-nos, agora, presidir um ritual sagrado, um cerimonial secreto, que ha
verá de reunir poder em torno dos participantes, a ser empregado para a evolução da humanidade. O ritual está prestes a começar. Todos devem estar trajando seus paramentos, que são as vestimentas sagradas para uso em rituais.
O Sacerdote acende as velas e os archotes, iluminando o templo e iniciando o cerimonial de abertura do ritual. O Guardião do Portal assume o seu lugar na entrada do templo, portando com firmeza a sua lança flamejante, que impedirá a entrada no ambiente, de todas as energias estranhas e malignas. Deste momento em diante, ninguém entra no templo sem a supervisão do Guardião e a autorização do Grão Mestre. Os cavaleiros e as sacerdotisas começam a entrar no templo, vão até junto ao altar, fazem suas saudações e ocupam seus lugares. Os mantras começam a ser ouvidos e os cantos suaves e harmônicos ajudam a purificar o ambiente e preparar os espíritos para o início do ritual.
A Zeladora do Fogo entra com
a Pira, sauda o altar, a coluna da Luz e a coluna do Fogo, e depois faz a saudação às 4 direções. O Sacerdote faz, então, a abertura do ritual, recitando o mantra de saudação à Divindade e mentalizando o ícone sagrado da Ordem. As cortinas do altar são abertas e canta-se o grande mantra de exaltação ao Poder Divino, ao mesmo tempo em que o Grão Mestre adentra o templo, e todos o saúdam.
Faz-se silêncio absoluto, os olhares convergem para o altar, onde o Grão Mestre saúda os Planos Superiores, dirige uma exaltação de Poder ao Eterno, o Altíssimo, Deus Único e Verdadeiro.
A exortação do Grão Mestre tem início, conclamando a todos para concentrar suas energias em torno da Taça do
Poder Cósmico, que estará pousada sobre o altar, e que reunirá todas as energias necessárias para as transformações pretendidas pelo ritual. O Grão Mestre prega o amor e a bondade, como as únicas formas de se reunir a necessária força energética de transformação. O Grão Mestre, inspirado por seus Mentores Espirituais, faz revelações e passa ensinamentos que estão fora da esfera do conhecimento humano. Uma derradeira saudação dirigida aos cavaleiros e sacerdotisas é o sinal de que o ritual está chegando ao fim.
O Grão Mestre se desp
ede, é saudado por todos e se retira do templo. Todos repetem o mantra de fechamento, enquanto o Sacerdote cobre a Santa Taça do Poder Cósmico e fecha as cortinas do altar.
A Zeladora do Fogo retira-se, sendo saudada por todos. Um a um, todos os participantes vão retirando-se, não sem ant
es saudar o altar. O Sacerdote e o Guardião do Portal são os últimos a sair, apagando-se as velhas e os archotes e trancando-se a porta do templo.
O ritual acabou. A Atlântida vai ficando para trás, as imagens vão-se dispersando e as lembranças , se apagando. Já não somos mais o Grão Mestre, mas certamente não deixamos de ser o mestre que fomos.

Estamos de volta ao nosso tempo, sem os paramentos sagrados, sem os objetos ritualísticos, mas trazendo dentro de cada um de nós todas as conquistas iniciáticas de outras vidas. De repente, percebemos que não somos quem somos, mas que estamos quem somos.
Despertamos de um sonho, que parece a única
e absoluta realidade, para viver uma realidade, que mais parece um sonho, e, muitas vezes, um pesadelo. Dentro de cada um de nós, ressoa uma mensagem que nos liga aos rituais antigos, que nos transporta no espaço e no tempo, e que nos conecta com mundos ocultos e planos superiores, nos quais habitam nossos espíritos, enquanto nossas almas tentam convencer nossas personalidades a cumprir suas missões.
Mistérios, muitos mistérios, para essas nossas mentes ingênuas e iludidas, que não são capazes de crer nesses mistérios, que são as verdades absolutas, para acreditar no óbvio, que são as falsas verdades, fabricadas por nossos olhos físicos, que só vêem o que é denso e matéria.

Viajamos por lugares distantes, neste dia 7, fomos longe, bem longe mesmo. Muito além da Atlântida, perdida no tempo e no espaço, fizemos uma jornada até o mais profundo de nossas almas, onde está a essência do nosso verdadeiro ser. Grato pela companhia, e espero que tenham se sentido confortáveis, enquanto viajavam.
Amanhã é dia 8, é tempo de pôr novamente
os pés no chão. Durmam bem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Almas 7 - Almas monásticas

A globalização está na boca do povo. A mídia massacra as mentes com generalizações que tendem a assumir a condição de verdades absolutas. A humanidade está sendo inventariada e rotulada, e indo para as prateleiras com etiquetas padronizadas, onde constam seus modelos, números de série e preços.
Ai de quem foge à regra ou não se enquadra nos padrões ! A sensação é de que o caminho do meio foi abolido pelos novos tempos. Tudo segue uma linha de produção, e todos os humanos são colocados numa esteira que nos conduz para um destino que o "chefe de produção" determinou, de acordo com os interesses globais.
A sabedoria recomenda o equilíbrio, mas os padrões modernos aboliram esse conceito, e o efeito está sendo desastroso. A humanidade sofre com a desarmonia e o desequi
líbrio, teme os desastres e os conflitos, lamenta a violência e as injustiças, mas não é capaz de contrariar o sistema. E assim todos seguem sem rumo, em direção a um destino desconhecido, que está fora do alcance e da vontade pessoal de cada um.
E nesse mundo globalizado, orquestrado por interesses escusos e inspirado por falsas verdades, as almas 7 resistem em silêncio, caladas e solitárias, mas conscientes d
e que tudo isso está errado e que dias virão em que nada disso estará de pé.
As almas 7 são monásticas, são sacerdotisas ou monges trancados em seus templos e monastérios. As almas 7 são introspectivas e interiorizadas, mergulha
das dentro de si mesmas, em comunhão com planos distantes, muito mais sutis e ocultos do que físicos e materiais.
Pobres almas 7 que, após vidas e vidas isoladas e distantes do mun
do, dedicadas a sagrados rituais e sublimes meditações, são recolocadas no meio do povo, com a missão de passar conhecimentos e exercer a função de mestres.
Essas almas são facilmente reconhecidas, por seus exagerados perfeccionismos, por suas buscas solitárias e suas teses e filosofias contrárias aos padrões vigentes, e que as tornam figuras estranhas e mal compreendidas.
Elas buscam acima de tudo o conhecimento superior e a suprema sa
bedoria, e não aceitam as falsas verdades. Elas aspiram a perfeição, e rejeitam os remendos sociais e culturais, que satisfazem aos conformados com o poder globalizador.
As almas 7 estão no mundo, quase sempre agindo em silêncio e sozinhas, mas buscando criar novos paradigmas que hão de promover uma onda de libertação e de verdadeiro progresso, fazendo surgir uma geração bem mais consciente dos seus direitos e deveres.
Amantes da natureza e preocupadas com as espécies animai
s e vegetais que estão em extinção, essas almas filosóficas e científicas se revoltam diante da destruição ambiental e da ignorância humana na insistência do consumo de carne animal. Elas condenam a atitude da sociedade moderna, que no seu egocentrismo imagina que o planeta e os elementos dos diversos reinos da natureza existam somente para servir a ele, homem, que de humano tem muito pouco, e de divino, não tem nem idéia do que possa ser.
As almas 7, porém, têm um trabalho a realizar e missões a cumprir, e não costumam discutir seus projetos antes de pô-los em prática. As suas idéias são pioneiras e inovadoras, mas quase nunca são bem entendidas, por não serem populares ou não atingirem o baixo nível de entendimento das massas.
Os laboratórios, as salas de universidades, as bibliotecas silenciosas
, os centros de pesquisa e as instituições ambientais costumam ser seus locais de trabalho, ainda que possam atuar em qualquer espaço físico, já que possuem o poder de se abstrair de tudo à sua volta, quando se põem a pensar ou meditar.
O barulho incomoda essas almas, a desordem e a confusão deixam-nas irritadas e os ambientes hostis e violentos são prejudiciais à sua vitalidade.
Essas almas místicas e intuitivas sã
o poderosas videntes e capazes de enxergar o que os olhos físicos não vêem, por isso, muitas vezes, são acusadas de visionárias ou até mesmo loucas.
Mentalmente mais evoluídas, espiritualmente mais conscientes, intele
ctualmente mais sábias e possuídoras de poderes ocultos inimagináveis, essas almas 7 têm muito a ensinar à humanidade e muito a contribuir para a evolução espiritual da criatura humana.
O ideal dessas almas é se isolar do mundo, retirar-se para uma pequena cidade, viver junto à natureza e dedicar-se aos seus estudos, reflexões e meditação espiritual. Mas, quase todas elas estão participando do grande salto quântico que o planeta está prestes a dar, e que levará junto uma parte dos seus habitantes, mas somente os espiritualmente mais conscientes.
Incompreendidas almas 7, encarnadas em personalidades com perfis ativos e dinâmicos, que sofrem e relutam a aceitar os
padrões globais, enquanto não concluem suas tarefas de recolocar a humanidade no seu eixo espiritual.
Se alguém encontrar uma alma dessas, isolada e silenciosa, olhando para o céu e tentando enxergar os mistérios do seu mundo interior, não a incomode, não faça barulho, ela está trabalhando.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Era de Aquarius ou Quando a Lua estiver na Sétima Casa

"Quando a Lua estiver na sétima Casa/E Júpiter se alinhar com Marte/Então a Paz guiará os Planetas/E o Amor varrerá as Estrelas" (Música "Aquarius", do musical Hair)

Com este verso, a canção fazia a leitura dos astros, no momento do nascimento da Era de Aquarius, tornando-se um hino de louvor à Nova Era.
O musical Hair expressou de modo irreverente, mas com muito lirismo, o encantamento e a magia revelad
os pelos astros. Os "hippies" cantavam e dançavam no meio de um Parque, perseguidos por policiais, montados em cavalos, que acompanhavam a música em passos marciais. Era a coreografia perfeita da quebra de tradições, da rebeldia jovem contra a hipocrisia das classes dominantes. Era a revolta diante da guerra, era a insubordinação a tudo que lembrasse o velho e superado paradigma. Era a negação ao falso moralismo, a confrontação gratuita com o poder e a autoridade.
Eis que, em 14 de fevereiro de 1962, o preconizado alinhamento acontece, a Lua encontrava-se na sétima casa, enquanto Júpiter e Marte
se alinharam. Estava, enfim, consumado, o aguardado nascimento da Era de Aquarius. De acordo com o que anunciara a canção, daquele momento em diante, a Paz guiaria os Planetas e o Amor varreria as Estrelas.
Que metáforas magníficas, para anunciar um novo tempo, em que prevaleceria a Paz e o Amor ! Paz e Amor eram os termos com que os "hippies" saudavam a todos, expressando a forma aquariana de buscar soluções para as diferenças e os conflitos. Surge, então, a frase : "faça amor, não faça a guerra".
De lá para cá, no entanto, pouco, muito pouco mudou.

A mudança de consciência de boa parte da humanidade é uma constatação inquestionável, mas as mudanças de comportamento não se fizeram notar, pelo menos a ponto de derrubar antigos paradigmas de rivalidades e confrontações.
O mundo continuou em guerra, a violência urbana cresceu a níveis assustadores, a destruição da natureza se intensificou por conta da ocupação irracional das áreas de florestas e a ganância reduziu a expectativa dos mai
s miseráveis de se erguerem social e economicamente.

Agora, em 2009, no mesmo dia e mês, 14 de fevereiro, tudo se repete. A Lua esteve, novamente, na sétima Casa, e Júpiter e Marte se alinharam. Mas, uma rara concentração de planetas, que não fora observada nos últimos mil anos, veio energizar esse alinhamento, como se fosse uma be
nção dos céus, um batismo celestial, a uma Era que teria nascido há 47 anos atrás, e que permanecia "pagã".

Ah, dirão os astrólogos, agora sim, daqui pra fre
nte, tudo vai ser diferente ! Ah, não temos mais com que nos preocuparmos, dirás tu, ingênuo místico, que vive à procura de soluções fáceis e invocações milagreiras ! Tolos, repetirão os Mestres, diante dessa crédula euforia, que sempre credita aos astros as soluções, ou as culpas, de todos os problemas humanos.
As energias planetárias mudaram, não há dúvida. Quem, dentre os que dispõem de um mínimo de sensitividade, que já não se deu conta de uma aceleração no padrão vibratório do planeta ? Quem negaria uma expansão no nível de consciência de boa parte da humanidade, levando muitas pessoas a mudarem seus comportamentos, a se preocuparem com a preservação ambiental, a lutarem pelos direitos humanos, a combaterem as injustiças sociais e a adotarem outras atitudes de responsabilidade coletiva, até então inimagináveis ?
Isso é bom, muito bom mesmo ! Essas notícias são por demais alvissareiras, mas não são suficientes. A humanidade, como um todo, precisa assumir a sua missão, esquecer a ajuda dos astros, as interferências dos santos e os milagres de Deus. Se cada um não fizer o seu dever de casa, a turma inteira será reprovada. O jogo aqui é coletivo, jamais foi, ou pretendeu ser, individual. Não haverá vitórias isoladas. Ou todos ganham, ou não se salva ninguém.
Muitos que se salvarem nesta vida, reencarnarão imediatamente para socorrer os demais que se debatem no meio do naufrágio, e que estão prestes a morrer afogados. Salvar-se sozinho, corresponde àquela imagem do náufrago que nadou até a praia, e ao se sentir seguro exclama : "agora que eu me salvei, deixa eu ir lá, salvar os outros".
A Era de Aquarius chegou, não importa se agora, ou há 47
anos atrás. Mas, ela é uma opção para a evolução humana, já que o planeta entrou numa fase evolutiva, de expansão do seu padrão vibratório. Mas, como diziam nossos avós lusitanos, "não são favas contadas".
Ou cada um faz a sua parte, ou o planeta prosseguirá no seu processo de evolução, enquanto a humanidade vai sendo descartada para outros mundos, inferiores e muito mais densos. Lá, os padrões vibratórios estarão mais adequados a quem só pensa no dinheiro e no poder, e acredita que para ser espiritualizado basta seguir uma religião, rezar uma oração, ter alguma visão, decorar um livro sagrado, participar de um ritual mágico, ou coisas do gênero.
A Era de Aquarius, sem dúvida, já chegou, mas as mudanças ainda não. Elas não virão com os astros, apesar de ser um excelente sinal,o fato da Lua estar na sétima Casa. Elas não virão com interferências externas, ainda que seja esperançoso o alinhamento de Júpiter e Marte. Elas também não virão com o Avatara de Aquarius, que como já disse numa postagem anterior, não encarnará como ocorreu com Jesus, o Avatara de Peixes, e ser também crucificado.

Elas dependerão de nossas atitudes, de Paz e Amor...só que dessa vez não pode ser apenas um ato de rebeldia contra o sistema, mas terá de ser uma ação consciente, para corrigir tudo que até hoje o homem destruiu, e construir um mundo novo, bem diferente de tudo que até então o homem valorizou.
Quando isso acontecer, a Era de Aquarius deverá, enfim, estar completando a sua maioridade. Oxalá, e que assim seja !

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Os Tulkus

O tulkuismo é muito pouco conhecido fora do esoterismo budista, sendo um termo bem íntimo dos lamas do Tibete, que o utilizam para expressar a linhagem de seres que se ligam a um Ser Central. Dentre esses, o primeiro na linha direta de descendência do Dalai Lama, seu Chefe Supremo, será o seu substituto, quando este vier a falecer.
Os monges saem, então, em peregrinação pelo mundo afora, tentando encontrar o tulku do seu líder espiritual recém falecido. Esse tulkuismo é o de sentido vertical, formado por seres preparados para receber estados de consciência de um Ser espiritualmente muito evoluído.
De um modo geral, os ocidentais costumam fazer confusão, quando tentam expressar essa busca por um ser "de origem divina". As aspas ficam por conta de dar um sentido religioso ao ato em si, tomando-se a palavra religião no seu aspecto primário, de religar o homem à divindade. Afinal, todos os humanos, de um modo abrangente, são criaturas geradas por uma vontade superior, logo divinos somos todos nós.
A confusão fica por conta da dificuldade de entender o processo do tulkuismo. Os tulkus são extensões, quase sempre em número de sete, de uma mesma individualidade, que é o verdadeiro repositório das experiências adquiridas. As diversas personalidades encontram-se conectadas entre si, e ligadas a esse Ser Maior, que dispõe de um estado de consciência altamente evoluído.
Os tulkus horizontais pertencem ao plano físico, e seus corpos estão preparados para que neles vibre, ocasional ou permanentemente, a consciência de um Ser também espiritualmente evoluído, que irá levá-los a influir em diversos setores das atividades humanas. Os tulkus horizontais costumam ser, geralmente, verdadeiros sósias, uns dos outros, como se fossem irmãos gêmeos, apresentando as mesmas tendências psíquicas e emocionais, encontradas em gêmeos uni-vitelinos.
Os tulkus horizontais, portanto, possuem missões relacionadas à evolução da criatura humana, em suas atividades no plano físico. Esses grupos tulkuistas agem em diversas áreas da sociedade, sob a regência de um comando superior, com a intenção de inspirar novas conquistas e favorecer a evolução da humanidade.

Os tulkus verticais pertencem ao plano espiritual, e permanecem sintonizados com frequências vibratórias de elevado padrão de consciência, cuja missão é expandir o nível de consciência espiritual da criatura humana. Os tulkus verticais, de um modo geral, não interferem nas atividades do plano físico, mantendo o seu foco em ações e revelações, inteiramente voltadas para o despertar das consciências humanas, no que se refere ao progresso espiritual.
Desta forma, poderemos perceber que, os monges do Tibe
te, em suas buscas, dedicam-se a encontrar o tulku vertical, que esteja sob a influência do mesmo Ser Superior que era a fonte de inspiração do Dalai Lama falecido. Se o jovem, enfim localizado, é efetivamente a reencarnação do Mestre, talvez possa deixar dúvidas, mas que seja um tulku vertical ligado ao mesmo estado de consciência que o inspirava em vida, aí não haveria qualquer dúvida, diante das evidências colhidas durante o processo de busca.
O meu mestre físico que realizou este estudo, do qua
l faço esta releitura, chamava a nossa atenção para que não se confundisse o tulkuismo com a mediunidade. O tulkuismo tem sua origem nos Grandes Mistérios das Manifestações Avatáricas, relacionados aos Avataras Cósmicos e Planetários, incluindo suas Colunas, Hierarquias e toda a sua Corte Celestial. A mediunidade é um estado psíquico de consciência espiritual, relacionado aos processos de resgates kármicos, em que dons e talentos se voltam para o ato de servir ao próximo, a fim de se redimir dos erros do passado. Assim se comportam os mediuns, na ânsia de se livrar dos karmas, às custas de renúncias e sacrifícios.
O processo de canalização, porém, está tomando aos poucos o lugar dos fenômenos mediunicos, fazendo, de cada um, seu próprio medium ou vidente que saberá distinguir a verdade, por enxergar com seus olhar hiperfísco o que os olhos físicos não conseguem ver.

Dizia o meu mestre que já não é mais tempo de se recorrer a incorporações, em busca de curas ou conselhos. As verdadadeiras ações de cura, segundo ele, sempre tiveram suas origens nos planos superiores, por obras de Seres altamente evoluídos, os Devas Curadores ou Espíritos de Cura, sob a liderança do excelso Arcanjo Rafael. As entidades que se dizem curadoras, e que tomam a consciência dos mediuns, não somente estariam enganando aos que nela acreditam, mas enganando-se a si mesmas, por crerem possuir tal poder.
O grande despertar da consciência planetária há de levar todas as criaturas humanas
a se tornarem, num tempo futuro, tulkus das Sublimes Consciências Cósmicas, fazendo-se mestras de si mesmas, curadoras dos seus próprios karmas e não mais dependentes de forças externas ou interferências psíquicas de seres desencarnados.
Enquanto essa consciência divina não assume o comando de nossas almas, integrando-as em definitivo ao Espírito, devemos ir nos libertando de todas as práticas que fujam ao nosso controle e que nos coloquem na dependência de energias ou fenômenos estranhos e alheios às nossas vontades.
Quem sabe se um de nós já não é um tulku vertical, ou, pel
o menos, um honesto e digno tulku horizontal, agindo dentro da família, no trabalho ou na comunidade em que vivemos ! E se assim for, será preciso estar ligado e sintonizado 24 horas, com o transmissor espiritual que transmite os recados das consciências superiores que regem nossas vidas.

Assim sendo, vez por outra, fique em silêncio, aquiete a mente, e aguarde a mensagem. Um dia, ela chegará.