segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A BASE DE UM BOM RELACIONAMENTO - 2ª PARTE - CO0MUNICAÇÃO

Não nos abrindo ao que somos, e forjando falsas imagens, afastamos os que se interessam em nos conhecer melhor, rejeitando suas críticas honestas e nos agarramos com mais força ainda aos conceitos que fazemos de nós mesmos. Só utilizando as nossas energias com sabedoria, seremos capazes de nos ajudar a descer no fundo de quem somos de verdade e efetuar as mudanças que precisam ser realizadas.
O incentivo que recebemos das outras pessoas é muito útil, mas ainda mais importante é o incentivo que damos a nós mesmos. E, quando estamos em sintonia com a realidade, nada na vida nos enfraquece. Em resumo, enquanto não nos conhecermos de verdade, todos os nossos relacionamentos podem estar sendo realizados partindo de falsas premissas e, em consequência, sem a menor consistência.
Surge, então, a essência de um relacionamento sólido e durável. Somente a partir de quando conseguimos apreciar quem realmente nós somos, é que seremos capazes de apreciar as qualidades das demais pessoas. Em síntese, se temos autoconfiança, somos capazes de nos abrirmos para que outras pessoas penetrem em nossas vidas.
Chegamos, então, ao passo seguinte em qualquer relacionamento – a COMUNICAÇÃO. Este é o tema do capítulo seguinte do livro que estamos consultando. E não percamos o nosso tempo, vamos logo analisar o que o autor tem a nos dizer sobre a comunicação.
Interessante a afirmativa com que ele abre o capítulo. A comunicação é o elo vital entre os projetos que visualizamos e o apoio necessário para que possam se desenvolver. Portanto, a comunicação desempenha um papel fundamental no processo contínuo para o aperfeiçoamento da qualidade de vida. E, retornando ao mesmo tema, pode-se concluir que não se comunicar é estagnar. E surge com a afirmação uma nova conclusão, sem relacionamento fica difícil ou quase impossível a comunicação.
Voltamos, portanto, para a importância dos relacionamentos e para a afirmação do autor que o bom funcionamento dos relacionamentos depende de uma interação fluente entre todas as partes envolvidas. Quando valorizamos o trabalho em conjunto, somos capazes de ouvir e de nos apoiar nas opiniões alheias.
O relacionamento ganha dessa forma uma nova consistência, deixando de ser mera atividade coletiva, e assumindo uma consistente relação interativa de grupo. Sendo sensíveis às mensagens que recebemos dos nossos pensamentos e sentimentos, tornamo-nos também sensíveis às pessoas com quem nos relacionamos.
Acontece que a grande maioria das pessoas não está nem aí para o conhecimento interior que é a verdadeira essência da comunicação. Em vez de se manter aberta para o que está em seu interior e assim compartilhar pensamentos e sentimentos, a quase unanimidade da humanidade fica preocupada em proteger a sua autoimagem.
Por mais que as pessoas busquem a comunicação através de gestos e expressões dando a impressão que estejam prontas para um relacionamento verdadeiro, o tom de voz e o ritmo que elas imprimem às suas ações parecem revelar que não estão dispostas a compartilhar. E sem compartilhar, os relacionamentos não se mantêm por muito tempo. Dá-se o famoso “junta e separa” que não tem mais fim. E isto vale para todo tipo de união e sociedade, incluindo o casamento.
Quando não temos um real interesse por compartilhar, nenhuma troca significativa de ideias pode ocorrer. Muitas vezes, revestimos nossos conceitos de uma linguagem em que poucos conseguem penetrar. Assim, usamos a comunicação para manipular os outros e não como um meio para nos abrirmos a eles. As empresas de propaganda e marketing vivem em função disso, dourando a pílula para fazer crer ao mercado consumidor que este ou aquele produto é o suprassumo da qualidade ou do investimento lucrativo.
Assim como se faz na propaganda comercial também ocorre na propaganda pessoal, em que as pessoas produzem uma autoimagem que é vendida para promover os relacionamentos, e que não representa a realidade, provocando separações e rompimentos, quando a realidade vem a ser descoberta.
A maioria das pessoas, quando se comunica, está mais preocupada em expor suas ideias e opiniões do que ouvir o que os outros têm a dizer. A tendência é interromper o que os outros dizem e persistir em repetitivas afirmações. Deste modo, não há relacionamento que perdure, e prevalecem sempre os apegos a valores e conceitos próprios, desprezando-se a opinião alheia.
Quando nos autoconhecemos, entramos em sintonia com o mundo, e o mundo em sintonia conosco. A necessidade de mantermos a autoimagem, então, desaparece, e os outros passam a nos apreciar pelo que realmente somos. Bons ou maus, nós somos o que somos.
Se algo nos desagrada, devemos mudar de atitudes e assumir novas posturas que promovam a mudança da nossa imagem, de fato e de direito. Disfarçar os erros e encobrir fraquezas é o caminho mais curto para sucessivos fracassos nos negócios e na vida social, em que se inclui o casamento.
E aqui chegamos nós à questão dos apegos. Tudo pode começar com o apego a uma autoimagem tão falsa quanto insustentável. E a tentativa teimosa de manter a autoimagem corrói todo e qualquer relacionamento, criando tantos e tamanhos conflitos neste nosso mundo em permanentes crises.
Como dizia Sidarta aos seus discípulos, a razão da infelicidade humana está nos apegos. E a superação desses apegos, geradores de tantas infelicidades, está em nossas mãos, dependendo apenas de mudanças de atitudes. Soltar o que parece indispensável e deixar o destino fazer acontecer. Se for necessário voltará a nós, caso contrário, seguirá seu curso, independente de nossos desejos e vontades.
E isto se aplica a emprego, amizade, sentimento, filhos, residências, bens materiais e tudo que possa provocar atração, desejo e posse. Se algo deva ficar conosco, não tenhamos dúvida que ficará. Seja pessoa, sentimento ou objeto. Que cada um faça a sua parte para obter a conquista, mas que não se apegue a nada como se fosse uma boia para a sua sobrevivência.
Comentarei a seguir a relação que se deve procurar entre os fatores que se apresentam prejudiciais aos relacionamentos e os números kármicos existentes nos mapas. Cada karma pode estar sendo responsável por um fator dificultador do relacionamento. Será muito bom que cada um se autoanalise, e após tirar suas conclusões, possa se sentir mais bem preparado para analisar outras pessoas. 


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