quarta-feira, 21 de abril de 2010

A REVOLTA DO PLANETA VIVO







James Lovelock, em sua Hipótese Gaia, afirma que o planeta Terra é um ser vivo, capaz de se preservar e de se curar.

Curar-se pressupõe um poder de recuperar a saúde perdida, o que parece uma possibilidade alvissareira, diante dos vaticínios de destruição do planeta. Mas, preservar-se, é uma afirmativa preocupante.

O conceito de preservação é, no mínimo, ambíguo, por nos conduzir a uma idéia de conflito, em que a preservação do planeta pode pôr em risco a sobrevivência da humanidade.

De acordo com o estudo conclusivo de Lovelock, seríamos células de um Cérebro Global, e não habitantes isolados de um planeta.

Se partirmos desse princípio que, a Terra é um ser vivo e este ser é um Cérebro Global, nós seríamos os neurônios, os responsáveis por uma maior ou menor capacitação mental desse imenso órgão planetário.

O futuro da humanidade, nesse caso, dependeria da necessidade de assegurar-se que esse Cérebro Global fosse mentalmente são, e para isso seria indispensável que nós, os neurônios, contribuíssemos para essa sanidade.

Essa contribuição incluiria ações pela preservação dos recursos naturais, a descoberta de novas reservas de energias renováveis, a celebração de acordos que respeitem os ciclos naturais do planeta e, bem mais do que simplesmente lutar pela nossa sobrevivência, fazer uso da nossa potencialidade criativa a favor da expansão da consciência coletiva da raça humana.

A humanidade, para assumir essas tarefas regeneradoras, precisaria aceitar-se como parte de um todo maior, o corpo planetário.

Estamos diante de uma encruzilhada, na qual se cruzam a teoria científica e a realidade prática da sobrevivência humana. Cientistas, estudiosos, leigos e cidadãos comuns concordam, no entanto, que da maneira que as coisas vão, chegará um tempo em que a Terra já não oferecerá condições adequadas para a vida humana.

Nesse momento, de acordo com a Teoria Gaia, o fim da raça humana seria o início do fim da própria sobrevivência do planeta. Imagina-se que, sem seus neurônios, o Cérebro Global não teria como sobreviver.

Pensemos, porém, no conceito de que a Terra tem o instinto de, não somente se curar das feridas, mas também de se preservar contra os riscos de sua extinção. Então, na tentativa de se manter viva, antes que a ameaça se confirmasse, ela encontraria recursos para evitar a morte, mesmo que à custa do sacrifício de seus neurônios doentes.

Surge, agora, uma pergunta óbvia –“como permanecer viva, sem os neurônios?”.

A resposta pode estar numa transformação estrutural das suas células, com o aproveitamento de somente uma pequena parcela dos neurônios ainda sadios. Se assim for, mais do que cura e preservação, a Terra demonstraria uma capacidade ainda maior, de renascer, ressurgir das cinzas ou ressuscitar.

Há uma preocupação coletiva com “o fim do mundo”, por conta de guerras nucleares, colapsos de energia, desastres ecológicos, epidemias, fome e sede ou catástrofes ambientais.

A maioria não se dá conta, ou não acredita que, algumas dessas possibilidades senão todas, estejam sendo formas de defesa de um ser vivo, a Terra, numa tentativa consciente de se preservar da ameaça representada por suas células doentes, a humanidade.

Pensemos um pouco mais sobre a afirmação de James Lovelock, endossada por quase toda a classe científica mundial, de que a Terra possui meios para se defender e se preservar. Se a Terra é um Cérebro Global, um ser vivo que pensa e sente como qualquer um de nós, possuirá a capacidade de arquitetar estratégias de defesa, mesmo com o sacrifício da maior parte da humanidade.

A Terra está sendo sistematicamente agredida por suas células doentes, enfraquecendo-se e correndo sérios riscos, que poderão ser fatais, se elas não forem combatidas e eliminadas. Os riscos são decorrentes das ações humanas, as suas células nervosas. A cura e a preservação do Cérebro Global exigem atitudes de defesa, que atingirão fatalmente as fontes ameaçadoras – a raça humana.

A grande maioria das pessoas desconhece que assim como fazemos parte do planeta Terra, o próprio planeta é parte de um todo maior – o Sistema Solar. E, expandindo este raciocínio, atingiríamos mundos distantes e galáxias impensáveis para nossas mentes terrestres.

Quem, em são consciência, pode imaginar que a raça terrestre com a sua minúscula presença num planeta de um dos inúmeros sistemas solares, possa ser mais importante que o Universo inteiro? Diante deste questionamento, não será difícil chegar-se à conclusão de quem irá sobrar nesta luta desigual.

A vaidade humana, somente ela, pode desconhecer o perigo que corre a humanidade, quando presenciamos tantas e tamanhas agressões ao corpo do planeta.

A única saída para que não ocorra essa apocalíptica previsão de “fim do mundo”, será a mais completa e absoluta mudança de consciência da criatura humana. Os neurônios precisam encontrar meios de se curar, para se preservar. Se nós somos partes do todo, temos os mesmos poderes de cura e preservação desse todo.

Cabe a nós, adotar uma nova ordem na relação com o planeta. Os neurônios precisam cuidar da sua saúde, para que o Cérebro Global recupere a sua integridade física, e não mais precise continuar defendendo-se, através de catástrofes e de ataques psíquicos às pobres criaturas terrestres.

E a propósito, meu atento leitor, de que número nós estamos falando?

Que tal fazer um comentário, e responder a este desafio?

12 comentários:

  1. Cada vez menos vejo sinais de preservação. É só destruir e fazer mal. Não pensamos nas futuras gerações, apenas no momento presente e em lucros...

    Pena que algo tão bonito esteja lentamente a caminhar para o colapso...

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  2. Mas, nós não deixaremos que isso aconteça, não é mesmo?
    Nós seremos os neurônios sadios que irão contribuir para a preservação do nosso planeta.
    Poucos conscientes valem muito mais do que milhões de inconscientes.
    Se esses poucos forem ativos e firmes na defesa dos seus ideais, a maioria inconsciente não terá outra saída senão se render ao poder mental e espiritual dos que reverterão esse quadro de destruição. Mas, para isso é preciso tomar atitudes. O mundo está cheio de teorias e discursos, mas está faltando atitude.

    Vamos lá?
    Precisamos mostrar ao Piki que estamos preocupados com o futuro da geração dele.
    Agradeço a visita. Volte sempre.
    Gilberto.

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  3. Meu muito querido, e exageradamente otimista, Gilberto.

    Ainda bem que v. acredita num futuro melhor, pois as previsões são negras.
    Eu me sinto como um espectador assistindo a um filme que ora é de terror, ora é uma comédia.

    Mas acredito sim, que podemos fazer o futuro que quisermos. Só depende de nós.

    Beijo

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  4. Minha querida Flora, não se trata de otimismo ou pessimismo, mas de uma análise espiritual, na qual existe, de um lado, o Poder Criador, e do outro, a força destruidora.
    Criar é um ato divino e destruir uma ação humana. Entre um e outro, eu fico com a lógica de que aquele que cria poderá sempre recriar, mas o que destrói vai ter de sofrer por isso.
    O engano da humanidade é pensar que todos pensam da mesma maneira, acreditam nas mesmas coisas ou estão sujeitos às mesmas desgraças.
    As diferenças kármicas separam o joio do trigo, colocam ou retiram pessoas de situações dolorosas e catastróficas, pois uns precisam passar por elas, outros não.
    No palco da vida está sendo encenada uma grande dramatização, sob a direção do Poder Criador, na qual temos de passar por experiências e desafios, a fim de aprendermos a crescer espiritualmente.
    A última coisa que há de passar por essa inimaginável Mente Criadora é destruir a sua Obra, pois o destruidor é o Homem, e não Ele.
    Antes que o Homem ponha em risco a sobrevivência da Obra Criada, o Criador irá excluindo cada ameaça, deixando impresso na alma de cada um o sinal da experiência e do karma assumido.
    E a vida continua...
    Ainda bem que para mim, ela continua ao seu lado.
    Beijos.
    Gilberto.

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  5. Parece-me que a Terra é uma grande escola de co-criadores. Por enquanto, alguns edificam, outros criam desestruturação; experienciando, assim, o que origina harmonia e o que gera o caos. Para os destruidores,penso que Deus e Jesus, misericordiosos, os guiará às escolas adequadas, às séries adequadas. para os despertos, restará a tarefa, que será tão natural quanto respirar, de co-criar felicidade, amor, e, quiçá,resgatando, inspirando saber construtivo nos irmaos destrutivos.E,quanto a minha prática ambiental, preciso revê-la, mas já foi péssima. Eu também contribui,mesmo infimamente, com o desequilibrio mundial. Um george faz pouco, bilhoes fazem muito. Por exemplo, eu era imprudentissimo com a agua do chuveiro e da torneira.Também,costumava presentear as ruas com lixos "inofensivos" de jovem: goma de mascar, embalagem de biscoitos,de balas etc. Presentemente,ainda posso e devo melhorar.

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  6. Não é um aprendizado nada fácil, meu caro George, esse de lidar com a Terra.
    A gente olha para o chão, e só vê terra, e pensa que aquela poeira está ali para receber o nosso lixo, e toca a atirar tudo nas ruas, sem nenhum senso da realidade.
    Acontece que, saibamos ou não, a nossa relação com a Terra é semelhante a qualquer relação que costumamomos ter com um outro ser vivo.
    Se eu agrido o meu semelhante, sou agredido por ele. Se eu maltrato o que está na minha frente, sou maltratado por ele. Causas e efeitos explicam esses atos contínuos, de ir e vir, dar e receber. No momento que descobrimos ser a Terra um ser vivo, que tem seus instrumentos de defesa, então a luta fica desigual, pois os efeitos são muito mais violentos do que possamos imaginar.
    Não se trata de um efeito do meu ato de jogar lixo na natureza, uma reação ao somatório de todas as ações predatórias contra o corpo do planeta.
    A reação, portanto, não é contra a minha ação individual, mas contra toda a ação coletiva, que golpeia o planeta, sem a mínima consciência de se tratar de um Ser vivo, da Mãe que abriga os filhos no seu corpo, da Deusa que zela pela evolução da humanidade.

    Um dia, porém, a gente desperta e percebe que a vida não era só o que imaginávamos ser.
    O despertar da nossa consciência é um ato de renascimento, como se estivéssemos insensíveis e mortos diante da realidade, e de repente abrimos os olhos e percebemos que já não somos os mesmos, e que passamos a ver o mundo sob um enfoque completamente novo.
    É isso que leva a essas reformulações de comportamento, a que você se refere, às suas mudanças e auto-críticas, condenando o seu passado, como se já não fosse a mesma pessoa.
    A essa mudança chama-se Iniciação, e sobre este tema estou preparando uma postagem.
    A humanidade tem solução, mas depende de cada um de nós. Que façamos a nossa parte, e deixemos que os demais despertem nos seus devidos tempos.
    Um abraço, George.
    Gilberto.

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  7. "A resposta pode estar numa transformação estrutural das suas células, com o aproveitamento de somente uma pequena parcela dos neurônios ainda sadios." - A transformação(5) , ouvi falar sobre uma mudança de dimensão onde só os bons e puros de coração sobreviverão e os outros serão descartados , o tempo está correndo temos que escolher e mudar para algo melhor e refletir em nossos próprios erros(7), as evidencias estão ai , a Terra quer passar de uma baixa frequência para alta , como todos planetas em evolução , temos que nos esforçar em pensamentos de amor e união , temos que ser "curados" e limpados , a oportunidade de evolução está ai temos que seguir seus passos em um certo sincronismo.

    Abraços..
    JF

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  8. É isto mesmo, Fabrício.
    A Natureza é impiedosa em sua reação.
    A reação é espontânea ao ser agredida.
    Ela não recua, não perdoa e nem deixa como está.
    A toda ação contra ela, ela responde com reação igual e contrária.
    Um dia, quem sabe, o homem aprende.
    Um abraço.
    Gilberto.

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  9. O homem ainda não caiu na verdadeira realidade, que estamos em algo que não é nosso, que podemos ter o maior cuidado para deixar nossos carros limpos, nossas casas arrumadas, mas esquecemos do principal, que estamos encima de uma obra criada e não algo doado, a terra que habitamos, tem dono e certeza que não somos nós humanos, ou qualquer outro tipo de ser vivo, cuidar do que não é nosso, sim seria uma verdadeira racionalidade, hoje sabemos do perigo que esta terra passa, mesmo assim muitos são incapazes de fazer algo por isso e o que me deixa mais revoltado é o proprio homem dizer que dentre os animais é o unico ser racioanal, construir seu proprio tumulo, sua propria destruição, si isso é ser racional, onde ficam os animais, que lutam pela a sua sobrevivência e não mas contra ele mesmo, mas contra os seres racionais, Sera que nosso grande criador seria racional assim como nos humanos, a ponto de deixar criaturas, animais bonitos, belos, para salvar a vida de um ser taum miseravel como nós humanos,só lamento por tamanha burrice, só pesso a Deus que tenha piedade de nós, que nos achamos forte e inteligentes...

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  10. Meu caro leitor:
    Tens toda razão, mas é este o nosso planeta, e se estamos por aqui, há de ter um motivo.
    Roguemos aos Céus, para que cada um de nós possa contribuir para um futuro melhor da humanidade.
    Um abraço.
    Gilberto.

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  11. Obrigado poder criador! Obrigado por me permitir estar em um ambiente de pessoas sábias e de atitudes coerentes. Obrigado por me manter longe de sites indesejados e dominados por "neurônios doentes". É por sites de pessoas inteligentes que poderemos somar um nº cada vez maior de pessoas com um objetivo comum e não tenho dúvidas de que promover atitudes saudáveis ao planeta é um dos grandes motivadores.

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  12. Bem vindo(a) a esta Teia de ambientalistas e de espiritualistas sem uma única religião, mas com uma enorme simpatia por todas elas.
    Bem vindo(a)a um mundo de neurônios sadios, que buscam curar o Cérebro Global, com a expansão do seu poder criador.
    Bem vindo(a) à essência do Alma Mater, ligada à Alma do Mundo.
    Grato pelas palavras de exaltação a quem só cumpre com o seu dever.
    Volte sempre.
    Abraços.
    Gilberto.

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