quarta-feira, 15 de setembro de 2010

RECEITAS PARA FAZER OS FILHOS FELIZES




Minhas ansiosas leitoras mães, decidi trazer-vos receitas que se não curam, amenizam as vossas ansiedades. Dirijo-me mais às mães, já que as ansiedades dos pais estão mais voltadas para os filhos já crescidos, quando os “meninos” já podem virar-se sozinhos.

A situação é de tamanha gravidade que algumas amigas, depois que ouviram minhas recomendações numerológicas sobre a educação dos filhos, intimaram-me a dar um curso para as suas amigas mães.

Enquanto me preparo para essa jornada de ensinar as mães a conhecer melhor os seus filhos, passo aos meus leitores, homens e mulheres, pais e filhos, velhos ou moços, receitas e remédios que não têm garantidas propriedades terapêuticas, mas seriam excelentes medidas profiláticas.

A ti, mãe dominadora, poucas não o são, deixo-te a receita para não tratar com o mesmo rigor ou condescendência todos os filhos, mas a cada um de acordo com sua sensibilidade. Isto, que tanto já ouvimos de pessoas mais idosas, de educar todos os filhos da mesma maneira, não é o melhor caminho para fazer um filho feliz.

Dou-vos, amigas leitoras, dois exemplos que servem para confirmar o que digo. Mães de Bruno e de Daniela, não caiam na asneira de educar essas crianças de acordo com um modelo único.

Os meninos Bruno são sensíveis e emotivos, tímidos e inseguros, e se forem tratados aos gritos e ameaças, poderão recalcar mágoas e ressentimentos que carregarão por toda a vida. Crianças que têm nos seus nomes, as letras B, K ou T como primeira consoante são muito sensíveis e se sentem magoadas quando são tratadas com grosserias e violência. Elas recalcam as suas revoltas, e fazem de conta que aceitam tudo que lhes é imposto. Mas, no fundo, os seus sentimentos mal resolvidos poderão resultar em desvios e fugas que virão a se manifestar na idade adulta.

Na outra extremidade, encontram-se as meninas de nome Daniela, muito fortes e seguras, adorando dar ordens e controlar tudo e a todos. Teimosas e autoritárias, elas não deixam de ter suas razões, quando cobram muito dos outros e se revoltam quando não recebem o retorno esperado. É que elas costumam fazer a parte delas, cumprir acordos e seguir regras, e não perdoam os que se utilizam de desculpas para descumprir os compromissos assumidos.

As meninas chamadas Daniela precisam ser educadas com disciplina e ordem, para que não assumam o comando da casa, passando a dar ordens nos pais e irmãos, como se fossem elas as verdadeiras donas da casa. Educá-las apenas com conversa mansa e bons exemplos pode não ser o suficiente para controlar seus impulsos de dominação e imposição de suas vontades.

O amor, a tolerância e a paciência serão as legítimas vitaminas que fortalecerão a educação de todas as crianças. O receituário profilático é o melhor caminho, mas não o único, para uma boa educação. Terapias educativas são recomendáveis, e até indispensáveis, quando se trata de corrigir efeitos kármicos ou de controlar determinados excessos de individualismo.

Um exemplo bastante ortodoxo é o que envolve as crianças que vivem as experiências do nº 6 no seu 1º ciclo de vida. Viver um 1º ciclo sob o signo do doméstico e familiar nº 6 é estar sempre governado por sentimentos de amor e dependência dos pais. Elas se alimentam do ambiente do lar e da presença dos pais ao seu lado. Elas necessitam do amor carinhoso da mãe e da força protetora do pai para que se sintam seguras e protegidas.

Se os pais dessa criança decidem separar-se, e pior ainda se for durante o seu 1º ciclo de vida, podem marcar consulta com um analista, pois haverá de ser o consultório dele o muro das lamentações dessa infeliz criaturinha. As culpas da separação dos pais serão todas dela. As razões da tristeza do pai com o casamento terão suas origens na decepção que lhe causou, por não haver correspondido aos ideais paternos. O choro e o sofrimento da mãe serão por causa dela, que fez com que o pai saísse de casa. Ela assumirá para si todas as culpas.

Lembro-vos agora, uma situação clássica da numerologia na infância, e que nos chegam dos que, no seu 1º ciclo de vida, são levados a vivenciar as experiências do nº 7. Essas crianças têm uma infância diferente das demais, preferindo ficar sozinhas no quarto, a sair aos pulos para brincar com os amiguinhos. Elas estudam, lêem e pensam mais do que qualquer outra criança. Elas falam pouco, mas raciocinam demais. E para piorar a situação, costumam ter lapsos de vidência e mediunidade, vendo parentes mortos ou conversando com amigos invisíveis.

Pobres crianças sob a regência do nº 7! O destino delas é o consultório de um psicanalista que irá receitar-lhes drogas pesadas para seus corpinhos frágeis, até que jurem nunca mais haver visto nada além do que todos costumam ver. Poucos saberão afirmar se foram os remédios ou o alívio de se livrar das pressões do médico e dos pais que levarão essas crianças a nunca mais tocar no assunto. Ser diferente nesse mundo padronizado é um risco muito sério que se corre desde pequeno.

Muitos outros, minhas atentas mães, poderiam ser os exemplos dos cuidados que seus filhos requerem por pensarem de maneira independente, por serem criaturas individualizadas e por terem suas próprias preferências que, nem sempre, ou quase nunca, coincidem com as dos pais. Mas, eu fico por aqui.

Os vossos filhos não são vossas propriedades, mas foram postos aos vossos cuidados para serem preparados para o futuro cumprimento de suas missões. Eles não têm o dever de idolatrar a mãe e de se orgulhar do pai. Eles possuem os seus próprios critérios de julgamento, que independem das carências maternas e paternas.

Os pais são os mentores do crescimento sadio dos filhos e os responsáveis por oferecer-lhes um ambiente familiar adequado ao desenvolvimento de suas potencialidades e talentos. Os filhos não devem nada aos pais, assim como os pais também nada devem aos seus pais. A boa educação é dever dos pais e direito dos filhos. Cobranças e mágoas somente criam situações de constrangimento nos filhos e geram conflitos existenciais entre pais e filhos.

A Numerologia da Alma educa os pais a educarem seus filhos. Ela desnuda a alma dos filhos para que os pais os entendam sem as máscaras da personalidade. Ela alerta aos pais sobre suas fraquezas e inseguranças, herdadas de outras vidas, e que não devem interferir negativamente na educação dos filhos.

Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás os Deuses e o Universo. Esta frase recepcionava os visitantes do Templo de Delfos, na Antiga Grécia. Os que iam ao Templo em busca dos conselhos das sacerdotisas videntes, as famosas pitonisas, deveriam ficar conscientes que o verdadeiro e pleno conhecimento não vem de fora para dentro, mas é o resultado de um processo interior de autoconhecimento.

A Numerologia da Alma proporciona esse autoconhecimento a todos que buscam os seus ensinamentos. Mas, as mães, mais do que ninguém, precisam absorver esses ensinamentos, pois serão elas que, eternamente, servirão de berço amoroso e seguro para os futuros governantes do mundo. Assim, já pensava Pitágoras, há 600 anos antes de Cristo, quando criou a sua Ordem Iniciática, na cidade de Crotona.

Deixei a vós, amorosas mães, nessas breves considerações, um pouco do que a Numerologia da Alma é capaz de fazer pela educação dos vossos filhos e por vossa tranqüilidade. Permanecei atentas a tudo que vos disse, e não vos deixeis levar pelos medos ou preocupações que não são ameaças reais, porém apenas frutos da vossa insegura e amedrontada imaginação.

As receitas dadas, certamente ficaram incompletas. Os remédios receitados não promoverão curas, mas somente amenizarão dores e acalmarão os nervos. A saúde só virá com o autoconhecimento e a consciência espiritual de que mães, pais e filhos, todos somos criaturas e criadores, seres divinos como Aquele que nos criou e criaturas poderosas e capazes de transformar o mundo, até torná-lo mais apropriado para o futuro dos nossos filhos e dos filhos dos nossos filhos.

22 comentários:

  1. Conheço uma Daniela e confirmo tudo isso :)

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  2. Oi Gilberto!
    Eu acredito que, mais que possam entender seus filhos tais como são,os pais devem aceitá-los assim.
    O mundo padronizado de hoje, exige que sejamos perfeitos, que não cometemos nenhum erro.
    Não é fácil pra uma mãe aceitar que, às vezes, não é hora do filho prestar um vestibular, por exemplo. Elas empurram a faculdade "guela" abaixo só porque ele terminou o colegial e não quer que ele pare de estudar.
    Todos tem o seu tempo! Os pais devem aceitar isso, não apenas compreender e entender.
    Seria muito bom se um filho ao nascer, viesse com um manual de instrução, mas seria melhor ainda se os pais lessem, entendessem, aceitassem e seguissem. Acho que os filhos e os pais sofreriam menos.
    E acredito também, que esse manual é encontrado na numerologia, que pode explicar e orientar sobre as pessoas e suas vidas!
    P.S.- to inspirada hoje...rsrs
    Abraços

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  3. Eu me revolto muito em ver os pais obrigando os filhos a seguirem o mundo padronizados senão estão no seu tempo. Principalmente com adolescentes.
    Se eu pudesse, escutaria caso por caso e resolveria todos, mas tudo ao seu tempo, estou no início dessa caminhada!!
    Abraços

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  4. Grato pelo seu testemunho, minha leitora Especial.
    A realidade é que não basta a gente simplesmente admirar e se encantar com os poderes da numerologia.
    É preciso saber usar a numerologia como uma ferramenta, para lidar com marido, esposa, filhos e amigos.
    Se as pessoas buscassem estudar mais a psicologia da alma humana, não haveria tantos conflitos neste mundo.
    Um abraço.
    Gilberto.

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  5. Concordo em gênero, número e grau com o que está dizendo, minha querida Karen.
    É assim que deve agir, dizendo o que pensa, sem tentar agradar a quem a lê ou ouve.
    Mas, não posso deixar de imaginá-la mãe, e questionar se faria o que diz, ou cairia no modelo tradicional da mãe intrometida e dominadora.
    Fique atenta, para dar a sua resposta na prática, quando o seu tempo chegar.
    Um abraço.
    Gilberto.

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  6. Parece-me que estou entendendo que há uma promessa de vir a atender pessoas que têm problemas com seus filhos adolescentes.
    Se entendi certo, uma nova psicóloga está nos planos do destino.
    Agora, minha futura universitária é menos teoria e mais ação.
    Aguardo as próximas atitudes a serem tomadas.
    Abraços.
    Gilberto.

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  7. Aos poucos vou sabendo me colocar em meu lugar sem querer agradar, um passo de cada vez está fazendo com que eu amadureça e se importe mais comigo.
    Com certeza falar é fácil! Também vou querer ver se na prática serei uma mãe mais compreensiva, moderna ou se eu cairia no modelo tradicional, só o tempo e Deus irão dizer!
    Abraços

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  8. Também acho que virá uma nova "conselheira", uma nova mediadora, não digo psicóloga porque acho a psicologia fascinante, mas ao mesmo tempo muito tradicionalista.
    Quero coisas novas, diferentes, não gosto nada do que é comum.
    O primeiro passo já foi dado, que é descobrir a minha vontade e vocação, agora é só ter foco e correr atrás!
    E você faz parte da vitória desse primeiro passo, muito obrigada!!
    Abraços

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  9. Ora, vivas! Uma nova Karen está surgindo, mais firme, mais segura e certamente mais feliz.
    Uma coisa de cada vez para não tropeçar nas próprias pernas. E muito cuidado com as críticas para não ser condenada por seu próprio rigor.
    O tempo, ah, o bendito e sábio tempo, sempre ele a confirmar ou negar nossas promessas de juventude!
    Abraços.
    Gilberto.

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  10. Pelo que entendi, a conselheira será uma terapeuta holística ou quem sabe uma xamã!
    Puxa, Karen! Acho que está mesmo muito mudada.
    Estarei acompanhando a evolução dos seus passos, para ver até onde irá chegar.
    Estou bastante curioso.
    Abraços.
    Gilberto.

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  11. Uma nova Karen já surgir!!
    Me desamarrei de tudo que lembrava a "velha" Karen e já estou mais segura, firme e atenta a todas as mudanças que estão surgindo. Me lembrarei de seu recado, e já o percebi antes de me atentar...
    Com certeza me farei terapeuta holística, é o que realmente quero.
    E pode deixar que não esquecerei de manter contato e sempre tirar minhas dúvidas com você, mestre!
    Muito obrigada!!
    Abraços

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  12. Agora, vá tentando caminhar com as própria pernas.
    Só peça conselhos, quando estiver de fato perdida. Caso contrário, tome as suas decisões sozinha, para ir testando a sua coragem de cometer erros.
    Estarei sempre atento e pronto para intervir...mas só na emergência.
    Confio na nova Karen.
    Abraços.
    Gilberto.

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  13. É o principal que tenho aprendido, andar com minhas próprias pernas!
    Mas pode deixar que o procurarei em casos de emergências, pois tenho aprendido a confiar em mim mesma, o que está sendo maravilhoso!
    Também confio na nova Karen.
    Abraços

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  14. Olá, Gilberto
    O único que faço é amar e ajudar no que posso, quando solicitada, naturalmente.
    Nem sempre pensei ou agi assim... mas hoje sou livre e os deixo livres também.
    Um abraço fraterno

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  15. Oi, Karen:
    Fica combinado assim - caminhe com as próprias pernas e me consulte só quando não conseguir concluir com a própria mente.
    Abraços.
    Gilberto.

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  16. Oi, Orvalho:
    A gente sabe como é difícil para os pais encontrar um meio-termo ideal para lidar com os filhos.
    Falar ou calar? Ajudar ou aguardar?
    Mas, o tempo, esse sábio e generoso companheiro, nos ajuda a amadurecer e a encontrar a resposta certa.
    Um abraço.
    Gilberto.

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  17. Querido amigo Gilberto, adorei o texto. Grata por me atentar para o perigo de tratar de maneira imprópria minha querida filha. Um grande abraço... até a próxima...

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  18. Minha querida Daniele:
    Os pais, e em especial as mães, por mais que saibam o que é certo, nem sempre conseguem seguir as receitas.
    O corpo emocional trai o mental a todo momento, e é preciso estar em permanente vigilância para oferecer a cada filho o tratamento adequado.
    O melhor é identificar claramente o perfil psicoespiritual, mental, emocional e físico da sua filha, e dar-lhe uma educação diferenciada.
    E de resto, nada de se estressar, pois apesar das mães, os filhos, um dia, serão eles mesmos.
    Abraços.
    Gilberto.

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  19. Após tantos anos, com os filhos já adultos, podemos avaliar o resultado da nossa experiência como pais. Parece que deu certo, pelo menos, foi o melhor que conseguimos fazer.

    Agora é apreciar o futuro deles como pais...

    Beijo

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  20. Pois é, meu amor, e sem numerologia, não é mesmo?
    Às vezes, a gente pensa que precisa de muito conhecimento, mas o uso do bom senso pode ajudar muito, quando não se tem a teoria.
    Agora, a numerologia serve para dar o aval aos métodos que utilizamos.
    E os filhos estão aí mesmo, a dar seus testemunhos.
    Beijos, minha querida nº 6.
    Gilberto.

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  21. Olá Mestre ,meu pai teve o 1ª ciclo de infância o número 6 como vc cita , Meu pai sofre até hoje com a educação que ele teve com os pais deles meus avos , ele nunca mais se esquece de fatos tristes que ocorrerão na vida dele a consequência disso hoje é o simples estado temperamental , ele chora quando ouve musica relacionada a familia , ele ama os pais deles e ama principalmente o seu pai meu avo lembra de cada fato como se fosse hoje , fatos ruins e tristes , agora entendo porque meu pai é tão temperamental. Já eu tive uma infância 5 foi mais ou menos , não gostava da brinca dos meus pais , saia direto na rua para brincar todas as noites , mas , também via quando meu pai chegava embriagado em casa , foi um pouco triste , mas tudo bem.

    Abraços..
    Fabrício

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  22. Com o tempo irá aprender que uma coisa é saber reconhecer os perfis dos números de cada pessoa, e outra, muito mais complexa, é conseguir fazer a análise psicoespiritual dessa pessoa.
    A verdadeira numerologia, Fabrício, está no saber reconhecer a trama espiritual que envolve a nossa existência. Entender os karmas pesados de cada um como efeitos do que suas almas fizeram noutras vidas. Valorizar os méritos dos que herdaram números mestres de suas vidas passadas, por suas ações louváveis a serviço da humanidade.
    Prepare-se, e trate de não valorizar as tolices que são ditas na internet, por muitos pretensos sábios, que tentam ensinar o que nunca aprenderam na vida.
    Ler, estudar , refletir e só confiar na sua mente, eis o melhor conselho que posso dar.
    Um abraço.
    Gilberto.

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