domingo, 7 de novembro de 2010

SUSTENTABILIDADE OU TRAVESSURAS?



TEIA AMBIENTAL - Agroindústrias e transgênicos
Rede de Conspiradores Preservacionistas



SUSTENTABILIDADE OU TRAVESSURAS?

A proximidade com o discutível, porém, inegavelmente tradicional Dia das Bruxas, está a conduzir-me, meus caros leitores, a esse questionamento ambiental, que formulo de modo jocoso, ainda que não tenha intenção de fazer graças.

A votação expressiva e surpreendente obtida pela candidata à presidência do Brasil, Marina Silva, demonstra que o povo brasileiro está bem mais atento às questões ambientais do que julgavam políticos e autoridades.

Quem poderá desconhecer que cerca de 20 milhões de brasileiros apoiaram o discurso ambientalista da candidata, no qual ela pregava o progresso e o desenvolvimento da nação brasileira com sustentabilidade.

A história nos conta que as eleições estimulam crenças e ações que se apóiam e se promovem no momento político de discussões e acusações, mas que não são sustentadas nos períodos seguintes.

O povo brasileiro não pode deixar que isso volte a acontecer. O eleitor que apoiou o discurso da Marina, na defesa do desenvolvimento sustentável, não pode voltar à sua rotina diária, como se nada de novo houvesse acontecido, como se aquela opção, na cabine diante da urna eletrônica, fosse mera obrigação constitucional.

A destruição de nossas florestas continua, e irá continuar, com qualquer presidente eleito, pois o poder das grandes empresas é maior do que um simples voto popular. O voto, apenas o voto, é pouco, muito pouco. E menos ainda, por Marina não ter sido eleita.

Os agronegócios são responsáveis por imensas fortunas, e não menores destruições de reservas ambientais. Com a falsa alegação de que são responsáveis por matar a fome dos povos pobres, essas empresas invadem qualquer santuário ecológico, e de lá retiram tudo que lhes possa resultar em lucros, por mais absurdos e abusivos que possam ser os efeitos destrutivos dessas ações.

Creiam-me, ingênuos leitores, que essas mega empresas só estão preocupadas em ganhar mais, à custa do sacrifício de quem se atravessar nos seus caminhos. Os povos pobres continuarão famintos e morrendo a mínguas, enquanto poderosas organizações de alimentos faturam verdadeiras fortunas, enquanto destroem a natureza.


Eu não sou louco a ponto de desconhecer a necessidade de se produzir cada vez mais alimentos para satisfazer o consumo de nossas populações urbanas que crescem a cada ano. O crescimento das populações urbanas está entregando os ambientes rurais à exploração das monoculturas, acabando com as pequenas fazendas e com as agriculturas familiares.



Tolos são os que acreditam nesses movimentos de assentamento de famílias no campo, como soluções para alimentar os mais pobres ou proporcionar um pedaço de terra ao pequeno agricultor. Alguns, desatentos ou desavisados, dirão que vêm crescendo as áreas ocupadas por essas agriculturas familiares. Ledo engano, meu crédulo leitor, o número dessas famílias que parece crescer, dedicadas ao cultivo dos seus produtos de consumo, são aquelas que venderão suas terras, dentro em breve, para organizações poderosas que precisarão expandir seus agronegócios.

Com uns trocados no bolso, esses pequenos agricultores, seguirão a caminho dos centros urbanos para gastar o que receberam, e se tornarem, dentro em breve, um novo problema social para o Estado.

Há uns anos atrás, vi uma reportagem que falava da volta às suas terras, de aldeões portugueses, que eram financiados pelo governo, para que abandonassem as grandes cidades e voltassem aos campos. Muitos protestavam, julgando um absurdo ter de pagar para que os antigos lavradores fizessem o movimento inverso, retornando aos antigos lares, suas pequenas fazendas, mesmo que não voltassem ao cultivo.

A teoria pode parecer errada, mas é uma prática que precisará, daqui a pouco tempo, ser pensada e adotada por muitos países, cujos grandes centros urbanos estão superlotados, e os campos repassados a preços vis para os grandes latifundiários, da agroindústria e da pecuária, ou, em algumas áreas, simplesmente abandonadas.

Aquele leitor menos informado perguntaria sobre o mal que pode haver, no fato de uma grande área de terra ser cultivada por uma empresa internacional, que abastecerá o mercado brasileiro e estrangeiro.

Acontece que essas empresas praticam a danosa e criminosa monocultura, que exaure a terra e favorece o surgimento das pragas. Insensível ao meio-ambiente, essas empresas aplicam pesticidas no combate às pragas, que poluem córregos e regatos, provocando doenças e expulsando famílias que ocupam regiões ribeirinhas.

A monocultura da soja, do milho, da batata, ou lá do que for, exige o uso de fertilizantes e adubos químicos, e o pior de tudo, pesticidas para combater as pragas. Pragas essas que somente se desenvolvem e se fortalecem graças à monocultura. Uma coisa leva à outra, e todas, por estranha coincidência, levam para as indústrias de insumos agrícolas, as grandes produtoras de herbicidas e produtos que se tornam indispensáveis às grandes plantações de um produto só.

Diante dessas despesas enormes com esses produtos químicos, maléficos à natureza e ao corpo humano, surge mais uma arma contra a vida, e favorável ao enriquecimento das grandes indústrias – os transgênicos.

A desculpa das empresas que promovem as sementes transgênicas é que os produtos necessitam de menos adubos e muito menos pesticidas. Mas, esse menos só era mais, por causa delas próprias, que executam uma agricultura predatória, visando somente lucros, e pouco se importando com a saúde humana.

A grande sacada dos transgênicos, meus caros leitores, é que os produtos não dão sementes. A cada plantio, o agricultor terá de comprar novas sementes, que só poderão ser produzidas pelas donas das patentes.

O risco fica por conta de serem sementes modificadas, através da mistura de DNA de diversas origens, inclusive de produtos animais. Os efeitos danosos à saúde humana têm sido escondidos ou disfarçados, por meio de desmentidos, a cada nova conclusão de análises em laboratórios.

O fato de gerarem uma nova cadeia, alheia à origem natural, essas sementes transgênicas cortam o elo com as antigas genéticas e afastam a humanidade de suas fontes primordiais, impossibilitando de se voltar a elas. Assim, fica-se nas mãos dos produtores transgênicos, e não se produz mais nada sem antes adquirir novas sementes, que são de direitos exclusivos de algumas poucas empresas no mundo.

Existem ainda duas questões a serem analisadas, uma econômica e outra da área de saúde.

A econômica é que, essas espécies transgênicas vão contaminando as demais, e transformando as plantações naturais em lavouras transgênicas. E, quando isso acontece, as empresas donas das patentes entram na justiça para cobrar o direito de uso, do pobre lavrador que teve a sua lavoura contaminada pelo contágio com as lavouras vizinhas.

A questão de saúde é que há muitas suspeitas e confirmações não divulgadas dos males que esses produtos transgênicos poderão acarretar, por conta das misturas de outros genes ao gene original.

O nosso papel, eleitor de Marina Silva, é trabalhar pelo progresso do nosso país, porém de modo ecologicamente correto, promovendo um desenvolvimento sustentável e seguro. Cabe-nos o dever, como cidadãos, de não permitir que essas empresas imponham impunemente as suas vontades e interesses comerciais, acima dos interesses da nação brasileira.

Deveremos estar preparados para contra-argumentar, quando essas empresas vierem fazendo-se de vítimas ou de parceiras do nosso governo, no combate à fome. Não é verdade que os produtos transgênicos tragam a solução para a fome no mundo, e nem é com isto que elas estão preocupadas.

As sementes transgênicas são um crime de lesa-terra contra os verdadeiros agricultores, que plantam para oferecer produtos saudáveis e sem agrotóxicos. Os agronegócios são lesivos aos interesses da população, mesmo que, à primeira vista, possam parecer solução para o combate à fome.

Peço-lhes, conscientes leitores, que quando forem às compras, digam NÃO ao transgênico.

Confiram as embalagens, e se neguem a levar para o consumo das suas famílias, aqueles produtos que tenham um T dentro de um triângulo, pois eles são produzidos com produtos transgênicos. E atenção especial para os produtos de soja, especialmente o óleo de soja.

Se nós fomos capazes de dar 20 milhões de votos a uma candidata que durante a sua campanha pregou a sustentabilidade, também poderemos ser capazes de manter a nossa mobilização durante os próximos quatro anos de governo, sem ficar esperando uma nova campanha eleitoral.


22 comentários:

  1. Olá, Gilberto
    Hoje vou me deter apenas na "enganação" a que vc se referiu e da qual participei ativamente (vi ao vivo e a cores o interesse político no Paraná na época em que fui e decrevo em meu post de hoje)...
    Vc está coberto de razão,meu caro amigo.
    No mais,vamos ver o que será depois do 31...
    Abraços saudáveis e sem "agrotóxicos" pra vc e Frorinha.

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  2. Pois é, Orvalho, o mais importante é a gente estar sempre atenta para não se deixar enganar.
    Se a pessoa acha que não tem nada de mais, que siga a sua decisão, não é mesmo? O que nos deixa indignados é essa "enganação", de querer enfiar pela nossa goela abaixo, e literalmente, alimentos que não desejamos consumir.
    O dinheiro continua sendo a verdade que prevalece nas ações dessas mega empresas, que pouco se importam, se o que vendem irá prejudicar a saúde ou até matar.
    Precisamos estar atentos, para não nos deixarmos enganar. Quando vou ao supermercado, sempre leio os rótulos, para saber o que estou levando para o meu consumo e da família.
    E sempre que tenho oportunidade, denuncio esse desrespeito que os donos do poder têm pela vida humana.
    Abraços, minha amiga.
    Gilberto.

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  3. Meu querido numerólogo-ecólogo:

    Dizem que "de grão-em-grão a galinha enche o papo",(espero que esses grãos não sejam transgênicos...)e assim vamos nós semeando (e que as sementes sejam puras...) nossas idéias, ideais e pré-ocupações ambientais.

    Já não bastava as lidas normais da vida, agora também temos que vigiar para não sermos "envenenados" pelos produtos geneticamente modificados.
    Haja paciência...

    Beijo

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  4. Olá Gilberto

    Só tenho a agradecer por iniciativas como a Teia Ambiental, para levantar estas questões em diferentes mídias.

    Garanto que conscientizaremos muitas pessoas, de todas os cantos, culturas e níveis sociais, a respeito das questões ambientais. E tenho bastante otimismo de que o Brasil será a diferença na sustentabilidade do mundo.

    Eco-saudações!!

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  5. Olá Gilberto... eu lamento muito pela falta destes votos...
    mas... enfim, a vontade do povo foi por outros rumos...

    Mas, falando do assunto, tenho medo deste encaminhamento dos transgêncios...e da ganância dos agroempresários, que visam lucros a qualquer custo...

    lembro bem lá em de 2003, quando meu filho (e eu, fui sua secretária, pesquisadora) fazia sua monografia, na área de comércio exterior, pela PUC de SP... quando a Monsanto colocava suas manguinhas de fora... já falávamos com muita restrição e falta de conhecimento dos transgênicos..

    Eu procurei saber, pesquisei, e me assustei muito, e de lá pra cá, procuro ler rótulos, me afastar deles...mas...confesso que ainda não sei de todo o mal que possam fazer...

    com este tema, li muito, pesquisei, enfim, pude ler mais um pouco... e ainda continuar sem saber de todo o mal que eles causam...

    Sou por príncipio avessa a toda modificação genética...


    Muito bom ler sua explanação sobre o assunto... enfim, a Teia é um entrelaçãmento de idéias, opiniões, e no fim, chegamos a um lugar comum, a necessidade de saber mais, de mostrar os vários ângulos de uma questão...

    A teia ambiental, nos ajuda a saber mais... ou pelo menos a tentar nos indicar caminhos...

    Um abraço...

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  6. Minha querida, Flora:
    Nós conhecemos na própria pele, a ganância dessas multinacionais, que são capazes de tudo por dinheiro.
    A Nestlé secaria as nossas fontes de águas curativas, não fosse o nosso Movimento de Cidadania pelas Águas.
    Os grãos das galinhas já não são os mesmos da época em que o ditado foi criado. O homem assumiu uma atitude suicida, pela riqueza a qualquer preço.
    Se nós não nos cuidarmos, seremos envenenados, sim, e muito antes de podermos encontrar os antídotos para tantos venenos.
    A solução nos encontramos ao fazer o movimento de volta ao campo e à vida simples.Que outros nos sigam.
    Beijos.
    Gilberto.

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  7. A natureza é que agradece a todos que aderirem à Teia. Cada um de nós, Renata, terá de assumir um sério compromisso com a vida, apertando os nós dessa trama a favor da natureza.
    Os homens perderam a noção do perigo e passaram a correr todos os riscos, em função da conquista de riqueza.
    Aqueles mais sensatos precisam falar e defender com coragem suas crenças, para que os egoístas e gananciosos não venham a destruir a vida, promovendo mentiras e às custas de propagandas enganosas.
    A Teia é somente uma rede para o encontro das pessoas conscientes do verdadeiro papel a se assumir nesta hora de tantas agressões à natureza e à vida humana.
    Precisamos tomar atitudes, dizendo NÃO a tudo isso, e não tendo medo de defender os nossos mais puros ideais ambientalistas.
    Um abraço, Renata.
    Gilberto.

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  8. Oi, Zininha:
    Que bom que tenha o seu testemunho pessoal sobre as ações criminosas de empresas exploradoras e degradadoras da natureza, como a Monsanto.
    A política dessas empresas com o perfil da Monsanto é extremamente agressiva e violenta, não tendo o menor constrangimento de passar por cima de direitos e valores humanos.
    Uma das parceiras da Monsanto, e com a qual tive um contato mais direto na cidade onde moro é a Nestlé. Durante cerca de 5 anos travamos um combate direto contra as ações predatórias dessa multinacional, que utilizou de todos os artifícios para fazer prevalecer o seu direito de explorar de forma criminosa nossos aquíferos de águas minerais.
    Os advogados de empresas desse tipo usam de todas as baixezas e mentiras para intimidar. Mas, não recuamos, os enfrentamos na justiça, e ganhamos a luta.
    Hoje, a imensa fábrica que foi montada para extrair um milhão de litros de água por dia foi desativada e transferida para a cidade de Petrópolis.
    Na época, chegamos a alertar alguns moradores de Petrópolis para que se mobilizassem, antes que o rio Piabanha viesse a secar.
    Precisamos denunciar, e assumir o nosso papel de consumidor. Eu não uso produtos Nestlé, nem aqueles que são fabricados por empresas que agridem o meio-ambiente.
    Transgênicos JAMAIS.
    Um abraço, Zininha.
    Gilberto.

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  9. Gilberto

    Eu admiro a sua alegria, consistência e persistência em defender a natureza e a humanidade.
    Me inspira!!

    Abraços verdes!

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  10. Renata:
    Acabei de deixar o meu comentário no Dicas Green, e a encontro mais uma vez por aqui.
    A trama da Teia está sendo tecida por artesãos ativos e ligeirinhos.
    Agradeço as suas gentis palavras, e tenha certeza que até diante das situações mais adversas, devemos reagir com alegria e bom humor.
    Verdes abraços!
    Gilberto.

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  11. Olá,Gilberto
    Senti de novo a mesma alegria quando vi vc e Flora... passa lá e confere...
    Abraços e tenha paz interior.

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  12. Oi, Orvalho:
    Sentir alegrias é muito bom. Melhor ainda, junto de pessoas amigas, não é mesmo?
    Amigo é coisa pra se guardar debaixo de 7 chaves. E não é que eram 7 as amigas, 7 chaves da amizade.
    Abraços.
    Gilberto.

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  13. Minha chef aprendiz, Rute, ou será aprendiz chef?
    Eu tenho cá meus dotes culinários, que não me deixam passar vergonha, quando faço certos pratos de minha especialidade!
    Como cozinheiro eventual, tenho as minhas preferências, quase sempre com receitas criadas na hora, sob a inspiração do momento.Mas, nada que me habilite à função de chef.
    Se vier ao Brasil, será recebida aqui em casa, e comprovar o que digo, comendo um feijão carioca com arroz integral, acompanhado pela farofa da Flora. Um prato típico do Brasil, simples e delicioso. O prato principal seria um rocambole de ricota da Flora, de dar água na boca, e uma salada muito bem elaborada.
    Como dá para perceber, nos somos diádicos, porque até na cozinha trabalhamos em dupla.
    O convite está feito.
    Gilberto.

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  14. Que bom!!!
    Assim já posso desafiá-lo a participar no Projecto Reciclar na Cozinha :)
    Um género de blogagem colectiva com uma única participação pontual. Por favor, passe no meu espaço e siga o caminho para conhecer as regras.
    Eu sei que seu tempo livre é diminuto mas o poder da sua oratória é importantissimo numa iniciativa deste cariz ecologico.
    Já convidei também a Flora a participar. Deixaria-me muito feliz contar com participação de cada um de vós.
    O meu artigo de OGM´s ainda não está esquecido hein. Só fora de tempo :)
    O convite de vos visitar no Brasil é aceite com agrado. Só não sei quando... mas havemos de falar nisso.
    Abraço.
    P.s.-E...não será o único homem a participar hein. Já temos outra promessa masculina por lá.

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  15. Minha provocadora amiga, Rute:
    Como negar um convite de quem está sempre tão solícita a dar a sua participação em movimentos a favor do coletivo!!!
    Prometo dar o melhor de mim, mais como um escritor cozinheiro do que como um cozinheiro escritor.
    Aguarde-me.
    Um abraço.
    Gilberto.

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  16. Yupi!! Fico aguardando o escritor cozinheiro :)

    Entretanto, recebi hoje uma participação fantástica duma amiga de homeschooling que mora na Inglaterra. É também ele um texto digno de ser lido, especialmente por dar-nos a conhecer a Freeconomy e os sistemas de trocas solidarias.

    Por favor, quando tiver oportunidade visite este link, e avise a Flora:

    http://aprendersemescola.blogspot.com/2010/11/reciclagem-na-cozinha.html

    É digno da nossa melhor atenção.
    Abraço,
    Rute

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  17. Pode deixar, Rute, que quando eu não estiver dando aula, não estiver preparando postagens, não estiver projetando as aulas do futuro curso de Nível 2, nem estiver dormindo, eu visitarei o link indicado. Eu só não sei quando, mas que eu irei, irei.
    Quanto ao escritor cozinheiro, não se preocupe que a receita intuitiva que irei postar já está fluindo por minha mente, desde o momento em que disse sim.
    Um abraço.
    Gilberto.

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  18. Ora bem, aqui estou eu de volta para comentar o seu texto. Só hoje é que o li com olhos de ver :)

    Pois bem, em Portugal, os casais jovens estão a voltar ao interior, chamam-lhes os NOVOS RURAIS (conforme a reportagem que enviei pra vcs, conseguiu assistir?).

    Se Deus quiser, também vou tornar-me uma Nova Rural a breve tempo. E com predominância 9 de letras no nome, pretendo criar uma cooperativa de produtores biologicos na aldeia.

    Mas até o campo já não é, o que era! Muitos agricultores usam e abusam dos agrotoxicos pois cansaram-se das intemperies, das pragas, dos mini-vegetais ou mini-frutas, etc... Tanto trabalho no arar da terra, no semear, no colher, para depois ter saldo negativo de produção. Percebo-os... mas não aprovo a sua inconsciência quando desconhecem os efeitos secundários dos pesticidas, adubos ou sementes geneticamente modificadas.

    É notório o número crescente de rurais que morre com cancro. E espantam-se os da cidade por ver pessoas que até têm uma alimentação saudável e que respiram ar limpo, a morrer de degeneração celular.

    Mas não perguntam: o que usaram vocês para combater o escaravelho da batata, o bicho da fruta, a insuficiência de azoto no solo?

    Nem que quantidade de quimicos?! - Andam a medicar a terra sem conhecimento de causa! Porque do que estes pequenos agricultores percebem é de tradições transmitidas de geração em geração.

    E pronto, fico-me por aqui. Adoro estes debates à volta da questão ambiental.
    Abraço para o meu amigo escritor cozinheiro :)
    Rute

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  19. É um prazer enorme, recebê-la por aqui, minha aprendiz Rute.
    Concordo com as suas observações e conclusões.
    Acrescentaria apenas o fato de que não é preciso ser um estudioso do ambientalismo ou um praticante do vegetarisnismo, para se concluir sobre o risco que todos correm ao manipular esses fortes venenos que são empregados na lavoura.
    Admito a ingenuidade e ignorãncia do pobre e humilde lavrador, mas nós não podemos calar diante da omissão dos governantes e dos ditos representantes políticos do povo.
    O poder das mega-empresas é muito maior do que supõe a massa que não acredita nas denúncias que são feitas pelas ONGs ambientalistas.
    Enquanto isto, a Teia continua fazendo o seu papel. Quem quiser crer, creia, quem não quiser...
    Um abraço.
    Gilberto.

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  20. Olá Mestre , Bom essa visão de lucro só prejudica a humanidade , isso provem de causas individualistas(Empresa A e B) e financeiras , que descartam humanos e acarretam mortes se puder para ganhar dinheiro , essas moeda que garante sobrevivência neste maldito sistema , os transgênicos e apenas uma estratégia para produzir mais e consequentemente ganhar mas dinheiro , eles chegam aos limites para isso , até envenenar o próximo com seus produtos ele envenena , este é o ponto que a humanidade chegou e deste mesmo ponto ela não passará.

    Abraços..
    JF

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  21. Sábias palavras, Fabrício.
    Um abraço.
    Gilberto.

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