quarta-feira, 7 de outubro de 2015

TEIA AMBIENTAL - CONDUTA AMBIENTAL UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS

Meus fiéis leitores, estamos, em mais este dia 7, a falar de desenvolvimento sustentável e de conduta ambiental. Antes disto, porém, vamos parar para refletir sobre o perfil de quem se espera que venha a assumir atitudes preservacionistas.

As pessoas de um modo geral, no mundo inteiro e não somente no Brasil, estão envolvidas em atos nocivos à sociedade, comportando-se como corruptos, mentirosos, traidores, ambiciosos e egoístas. A maioria delas ocupa funções de destaque e até de julgadores e administradores das causas públicas.

O que esperar de quem desvia o dinheiro público para suas contas no exterior, mesmo sabendo que aquela verba foi aprovada para atender a saúde do povo? E daquele que pactua com os que invadem terras e destroem florestas para criar gado ou praticar a agroindústria?

Não, não precisamos procurar nos que exercem o poder, aqueles que se comportam de forma desastrosa em relação à sua cidade, ao seu país e ao planeta. Eles estão nas ruas, no meio do trânsito ou caminhando pelas calçadas. Eles estão nos escritórios, trabalhando e sonhando em ter mais e sempre dispostos a fazer alguma coisa imprópria para levar vantagem e se promover.

Quando se falsifica um documento ou se falseia com a verdade na declaração de renda, isto é crime. Quando se paga propina a um fiscal ou a um guarda de trânsito, isto também é crime. Quando se recebe o salário-desemprego, mesmo depois de ter conseguido um novo emprego, isto é crime. Quando se recebe a aposentadoria ou pensão de quem já morreu, isto é crime. Quando se dá um jeitinho para passar na frente da fila, isto é crime.

Reclama-se do lixo na rua, e da negligência do serviço público com a limpeza da cidade, mas atira-se lixo nas ruas e calçadas, como se fosse algo normal. Estaciona-se o carro em local proibido, como se a pressa justificasse a infração, mas isto é crime.

Os meios de comunicação mentem, ao noticiar um fato. Os empresários pagam comissões para participar e ganhar concorrências. Os deputados recebem doações em suas campanhas, com o compromisso de defender os interesses dos doadores, mais do que dos seus eleitores.

Num mundo em que há tanta corrupção e desrespeito aos legítimos interesses da coletividade, como esperar responsabilidade no trato com a natureza? Quem rouba, mente e destrói tudo que impede o seu lucro, não se importará com a devastação das florestas, contaminação dos rios e poluição do ar. E, como a grande maioria, até os que se dizem conscientes dos seus deveres preservacionistas, age desta maneira, o que se pode esperar do futuro?

Esta não é uma pergunta derrotista, caro leitor, mas uma provocação à reflexão. Não se deixe enganar por propagandas, que estão a serviço de interesses econômicos, jamais ambientais. Não confie nunca nos meios de comunicação, principalmente nos que tentam vender uma imagem de confiabilidade, pois eles estão a serviço dos seus patrocinadores e patrões.

Então, surge a pergunta: em quem confiar? Antes de tomar a sua decisão, pesquise sobre de quem se trata, do que fez pela natureza e quais os interesse em jogo de cada corporação. Doação para proteção e preservação ambiental não é garantia de se trata de uma empresa seriamente comprometida com a natureza. Não se esqueça que são os mais cultos e educados que estão envolvidos em corrupção e desvios de verba para alimentar seus propósitos expansionistas.

Os pobres, quando roubam, são pegos e humilhados. Os ricos escapam e são exaltados. Mais do que a acusação e a punição, a delação é a solução. O traidor entrega o cúmplice e ganha os seus cem anos de perdão. De bandido se transforma em herói, enquanto a destruição e a corrupção ganham força.

Diante desse quadro, que insisto não ser privilégio do cenário nacional, mas internacional, eu pergunto quem está, de fato, preocupado com o futuro da natureza. Se a destruição, um dia, for total, os degradadores se consolam com as conquistas imediatistas que obtiveram graças aos seus crimes, que só vão apresentar seus efeitos daqui a 100 ou mais anos, quando eles julgam não mais estar por aqui. Quem sabe, hein!

O mundo não tem fim, a vida sempre retorna após ciclos de descanso da natureza. E, cá entre nós, já tem tempo que a natureza está precisando de um descanso. Se a humanidade continuar com esse processo predatório, o descanso poderá ser antes da hora.

A conclusão, meu leitor, é que cada um, antes de julgar e condenar, coloque a mão na consciência e perceba como ele está envolvido até a raiz dos cabelos, com tudo que de pior vem acontecendo na natureza. Não se faça de inocente, e trate de conferir em quantas acusações está enquadrado, dentre as que fiz no início do texto. Continue protestando contra os ladrões e corruptos, mas tome cuidado, pois, um dia, a vítima pode ser você.

Como dizia um antigo anúncio de um produto que amenizava a dor, não basta protestar, reclamar e condenar, é preciso participar. E, para isto, é indispensável dar o exemplo, a começar em casa e passando pelo trabalho, amizades e religião. A hipocrisia está solta, mas os telhados de vidro não recomendam que as pedras sejam atiradas. Pensem nisto, e a natureza agradece.





segunda-feira, 7 de setembro de 2015

TEIA AMBIENTAL - MENTES POLUIDAS E ALMAS SOFRIDAS


A cada dia 7, ocupo o Alma Mater para falar de um tema relacionado à poluição e às consequências ao meio ambiente. Quase sempre me ocupo de ações humanas que, de alguma forma, afetam à natureza, e que prejudicam a qualidade de vida da humanidade.

Hoje, vou dedicar meu tempo e este espaço para falar de uma das mais terríveis agressões que a criatura humana pode sofrer na vida – a fuga de seus lares e o abandono da terra dos seus ancestrais. Isto está acontecendo no outro lado do mundo, onde milhares de refugiados procuram abrigo em nações europeias.

A poluição que gerou esta situação cruel foi a provocada pela indústria bélica, que se alimenta do medo e do terrorismo. O medo gerado por ameaças oriundas de países inimigos, de fanatismos religiosos ou de ambição por tesouros minerais, alimentado por quem só entende progresso como acúmulo de riquezas. E, riquezas estas, que venham de onde vierem.

Os refugiados estão abandonando suas terras e fugindo, principalmente, da Síria, da Líbia, da Nigéria, do
Afeganistão, por conta da violência de grupos radicais, que aterrorizam as populações pobres, tomam suas propriedades e violentam seu povo.

Perseguições políticas e econômicas, como as que ocorrem nos países que possuem grandes reservas de petróleo, ou religiosas, como as que confrontam os estados religiosos fundamentalistas com os que professam outras crenças, estão provocando um incontido morticínio de populações inteiras de cidades e regiões.

Quem provocou esta barbárie? Não tenham receio de responder que são os mesmos, sempre os mesmos, que através da história cometeram crimes semelhantes contra a humanidade. E tudo em nome do dinheiro, e das riquezas geradoras dos recursos econômicos que alimentam os países ricos, na sua eterna jornada de dominação dos miseráveis.

A Europa, acumpliciada com os Estados Unidos da América, invadiu países e estimulou grupos guerrilheiros a confrontar os poderes constituídos, em nome de uma pretensa e discutível democracia. A palavra democracia tem-se desgastado demais nos últimos tempos, quando a nação que se arvora como a grande defensora da liberdade mundial, invade países, como fez no Iraque e ainda faz no Afeganistão, interfere na economia de nações aliadas, com o intuito de explorar riquezas e impor sua política.

Grupos terroristas foram armados pelos Estados Unidos com o apoio dos aliados de sempre, Inglaterra e França, para derrubar regimes que se opunham ao domínio norte-americano, e com isso colocou-se, nas mãos de grupos insanos, a força de armas poderosíssimas, que são as grandes ameaças no momento atual.

Destruído o Iraque, empobrecido o Irã, arrasado o Afeganistão, desestruturadas a Síria e a Líbia, as armas estão nas mãos de facínoras que perseguem, torturam e matam inocentes, cujo maior erro é crer numa religião diferente ou ser de uma classe miserável, que não tem força e nem formas de defesa.

Assim, estão morrendo milhares de crianças na África, dezenas de milhares no Oriente Médio e centenas de milhares no mundo inteiro, como efeito dessa hipócrita defesa dos direitos humanos, que só atua por interesses dos ricos para invadir as nações mais pobres.

O mundo está em guerra, e desta vez uma guerra camuflada, escondida por baixo de aparentes ações de solidariedade que não passam de remendos ridículos, nesse rasgo sem limite do direito inalienável de cada um seguir a sua consciência. Agora, tenta-se remediar uma situação angustiante em que vivem refugiados, atirados dentro do convés de barcos despreparados para longas travessias, sobrecarregados de quem  sabe que nem todos chegarão ao destino.

Os países ricos se reúnem e decidem investir uma ridícula soma de recursos para receber os refugiados e redistribuí-los em terras, que não são deles, e que nada têm a ver com a história dos seus povos. E, talvez, se julguem dignos de elogios, por abrigar os pobres coitados que foram enxotados de seus países, por terroristas armados pelos “bonzinhos” que os acolhem.

As mentes estão poluídas e não adianta tentar vender uma falsa misericórdia, pois nada poderá corrigir os erros que provocaram a situação caótica em que vivem essas populações em fuga. Essas mentes governantes são semelhantes às que provocaram o maior morticínio da história, aquelas mentes nazistas que pretenderam dominar o mundo, fuzilando ou trancando em câmaras de gás os que estavam em seus caminhos.

O mundo está de luto, um luto permanente, e que se espera não venha a ser eterno. A humanidade está diante da consequência de um capitalismo selvagem, que exalta o dinheiro e despreza a vida. Os ares estão poluídos por essas formas-pensamento cruéis e desumanas. As almas da humanidade estão sofridas. Não somente as dos refugiados, mas a de todos que estão solidários a esses seres sofridos e sem futuro.

As mãos sujas de sangue são as mesmas que tentam dar apoio aos que sobraram, ou sobrarão, da chacina provocada por suas mentes poluídas. Não existe pior poluição do que a que é provocada por mentes cruéis e assassinas. As guerras são as grandes poluidoras, as armas são os instrumentos de poluição que alimentam a ganância dos que vivem das mortes de inocentes.

Estamos diante de uma guerra disfarçada em atos de caridade. Não há almas caridosas, mas culpados tentando a absolvição. A poluição está no ar, e vai continuar. O dinheiro compra tudo, só não consegue absolver a consciência pesada, que acompanha os grandes culpados desse êxodo maior do que todos os anteriores êxodos registrados nos anais da História.

Enquanto isto, pessoas bem-vestidas, morando em prédios de luxo ou com grande conforto, se julgam infelizes por uma crise suave por que passa o Brasil. Elas desconhecem o que seja crise, elas não moram no agreste brasileiro, e só conhecem a Ásia e a África como turistas! Elas são incapazes de botar a mão no bolso para ajudar os refugiados, mas, certamente, investiriam milhões em ações de uma empresa bélica que oferecesse a possibilidade de lucro, por conta de um contrato fechado com países em guerra.

 As consciências pesadas esbravejam contra o mundo, numa ridícula projeção do que pensam e sentem diante de suas próprias imagens no espelho. Campanha da Fraternidade, Criança-Esperança e outras campanhas semelhantes são somente disfarces para as consciências dos que não estão nem aí para quem sofre com a miséria provocada para que se promova a riqueza de poucos. 

O ar está poluído, as águas estão poluídas e as terras estão poluídas, porque as mentes estão poluídas. O resto não passa do efeito do que pensamos e sentimos. A natureza não pode se recuperar enquanto povos de mentes poluídas alimentarem a egrégora da Terra.






sexta-feira, 7 de agosto de 2015

TEIA AMBIENTAL - PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES






Meus caros leitores:
A Teia deste mês vai falar de amenidades e beleza. Vamos colocar a Natureza no centro das nossas atenções. Chega de falar mal e de criticar! Eu não aguento mais estas destemperanças do Facebook, em que gente que não entende de nada fala como se fosse autoridade.
Tudo bem que a Natureza tem sido mal tratada, mas onde estão os paneleiros que fazem arruaças quando as coisas não vão bem? Onde estão os que se dizem defensores da pátria? Será que as nossas florestas e rios não fazem parte da pátria?

Pois bem, é tempo de falar de flores. Quem mora num santuário como eu, que habito uma cidade sagrada, chamada São Lourenço, no sul das Minas Gerais, tem o privilégio de poder repousar suas vistas em obras-primas da Natureza, como os ipês-amarelos floridos, em nossas ruas e montanhas.

Apesar do espírito destrutivo dos seres humanos, a Natureza não se ofende com a forma como é tratada, e retribui a cada ano com flores e cores, que nos fazem perder o fôlego. As ruas da cidade estão refletindo o dourado das flores dos ipês, as nossas montanhas estão salpicadas do amarelo contra o fundo verde, num certo quê nacionalista.

Os ipês vão tomando conta dos espaços, e quando chega setembro, a árvore símbolo do Brasil é reverenciada pela Natureza, mas, bem pouco exaltada pelos brasileiros. Os brasileiros precisam reparar mais nas nossas riquezas, que não estão nos bancos, mas na alma da nação. Somos um povo privilegiado, que por ter tanto, vive cobrando sempre mais.

Levantem a cabeça, olhem ao redor, e reconheçam a beleza do céu azul anil, das matas verdes, e dos ipês- amarelos, em nossos campos de Minas. Minas nos deu o ouro, nos tempos dos bandeirantes, e nos doa o dourado, sempre que setembro vier.

Bem-aventurado o povo que pode exaltar a sua Natureza, e tratá-la de Mãe Natureza. Como disse, um dia, o nosso inesquecível mineiro Juscelino Kubitschek, ao ser vaiado pela população de uma cidade que visitava - “Feliz o povo que tem liberdade para vaiar o seu presidente”.

Fiquem com as flores, e nunca tirem da lembrança o bem que a sua beleza nos faz.



sábado, 25 de julho de 2015

DISCRIMINAÇÕES SOCIAIS E CARIDADE

Meus leitores:
Cá estou eu, em mais uma semana, mergulhado em questionamentos que foram alimentados no nosso último Seminário de Numerologia da Alma, e que estou trazendo para todos que se interessem pelo assunto. 

Às vezes, eu me envergonho de ter nascido humano, talvez, melhor tivesse sido a permanência num outro plano, que me poupasse o constrangimento de ter de chamar meus semelhantes à realidade. Muitos seguem religiões e muitos outros exaltam seu caráter, mesmo sem se dizer religiosos. E o que vemos no noticiário e nas redes sociais? Escândalos e corrupção, ódio e violência, egoísmo e vingança.

Os pobres são desprezados e comparados a bandidos. Os negros são discriminados e considerados inferiores. As mulheres não são tratadas com o devido respeito, e são valorizadas por atributos que não as fazem melhores e nem piores. Quem pensa diferente é perseguido e atacado. Se o adversário se sai vencedor, se torna um inimigo e passa a ser odiado. E a caridade?

A maioria dos cristãos não conhece o Cristo, talvez já tenha lido na Bíblia sobre seus feitos e sacrifícios, mas não aderiram à sua doutrina. Cruéis como eram os escribas e fariseus, no tempo do Cristo na Terra, esses cristãos praticam uma forma de crença, em que estão incluídas as perseguições e agressões aos que não pensam como eles.

As redes sociais despejam agressividade e ódio em nossos lares, provocando uma atmosfera quase irrespirável para quem acredita no amor e na caridade. Muitos desprezam a caridade, comparando-a a um condenável paternalismo, e se recusam a ajudar os mais pobres e ignorantes, tratando-os como vagabundos e malandros. Misericórdia e caridade passam distante dos lares desses que tendo muito sentem desprezo pelos que pouco têm. E se julgam merecedores de suas conquistas, esquecendo que são apenas herdeiros de uma sociedade que ainda mantém o padrão da escravatura.

Se lessem com mais atenção e respeito, os ensinamentos de Paulo, em suas cartas aos povos que desejavam conhecer a nova doutrina, perceberiam o valor da caridade. Na primeira carta aos Coríntios, Paulo declara: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade sou como um bronze que soa... E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, até o ponto de transportar montes, se não tivesse caridade, não seria nada”.

Será que eu preciso extrair mais ensinamentos sobre a caridade do que destas palavras do propagador da doutrina cristã? Paulo não catequizou povos com a intenção de fazê-los seguir uma religião, mas de lhes passar os ensinamentos do Cristo, que encarnou em Jesus para preparar a humanidade para conviver com toda essa grosseria e violência do mundo moderno. Com a antecedência de dois milênios, Cristo antecipou o que a humanidade teria de enfrentar nos dias de hoje. E, a maioria não entendeu nada do que o Mestre revelou.

Prossigo, mencionando Paulo: “A caridade nunca há de acabar, mas as profecias passarão, as línguas cessarão e a ciência será abolida. A caridade não é invejosa, não é temerária; não se ensoberbece, não é ambiciosa; não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo sofre”.

De que caridade falava Paulo, meus religiosos e devotos cristãos modernos? As igrejas estão cheias aos domingos, cantando com os padres e exaltando as sábias palavras do Papa. Palavras, apenas palavras, meras palavras, enfeitando melodias e homilias, sem atingir o coração dos fiéis. Os templos recebem a voz forte do pastor que clama por justiça e exalta o amor, mas e a caridade? Onde ficaram os ensinamentos do Cristo, que se misturava com os pobres, doentes e pecadores, pois eram eles que precisavam de amor e caridade? Infelizmente, O dinheiro é que alimenta boa parte da fé, nos tempos de hoje.

O ódio tomou contou dos perdedores. A vingança passou a ser a reação de justiça dos fracassados. Caridade é uma palavra, senão desconhecida, rigorosamente desprezada. Ajudar o próximo tornou-se um ato repugnante para os que clamam por vingança, por terem sido contrariados ou vítimas da derrota. Os corruptos são denunciados e crucificados pelos corruptores, e estes por aqueles, como se pudesse existir uns sem os outros.

O ódio e a vingança são deflagrados nas redes sociais, como reações justas e naturais, por quem se julga ultrajado com tanta violência, desonestidade e corrupção. Atiram a primeira pedra os que sempre pecaram. Com a habilidade e a praticidade de quem já se alimentou das propinas, para vender ou comprar, pretensos cristãos despejam acusações contra os “traidores da pátria”.

Os síndicos que só compram para o condomínio, com a sua comissão reservada; os motoristas que consideram mais vantajoso subornar do que gastar com a atualização dos seus documentos; os forjadores de suas declarações de renda, que querem mais, sempre mais, além do muito que já possuem; fiscais que cobram para aprovar o que não tem defesa; juízes que têm seu preço de acordo com a causa a ser julgada; o consumidor que fica com o troco a mais, o funcionário que mente para conquistar a vaga do colega no trabalho, e paremos por aqui senão vai ter muito leitor que não vai pegar no sono.

E a culpa é dos pobres? Será que o muito que os míseros ladrões de rua já roubaram, chega a 1% do que os ricos se apossam, diariamente, do dinheiro dos incautos e ingênuos que trabalham para eles e são cúmplices de suas tramoias? O problema não está na pobreza, mas no caráter e na ganância dos que têm acesso ao poder.

A maioria dos que condenam a corrupção, está projetando o seu imenso desejo de ser um corruptor. Se a corrupção acabar, a grande maioria se sentirá frustrada ou se julgará prejudicada, pois muitos dos seus ganhos serão encerrados, e suas vagas de trabalho fechadas. Ou, simplesmente, eles não terão oportunidade de também garantir a sua parte no bolo. Triste, muito triste, o ponto a que chegou a humanidade!

Todos os Grandes Mestres ensinaram a bondade, o perdão e a caridade como sinônimo de amor. Os homens se dividiram em religiões, cada qual querendo conquistar mais fiéis. Os Mestres nunca criaram religiões, os homens, porém, com o seu senso de egoísmo e separatividade decidiram interpretar as mensagens de amor ao seu bel prazer, e criaram dogmas que separam, em vez de unir as pessoas.

Amor sem caridade não é amor, pode ser bondade, gentileza ou pena, mas não é caridade. A caridade, na visão de Paulo, não julga, não discrimina, não é maldosa e muito menos perversa. Quem se diz religioso, por frequentar grupos de oração, catequeses ou seja lá que nome for, deve primeiro aprender o que seja o verdadeiro ato de amor, que sem caridade não é nada.

Que tal pararmos de julgar e condenar, e procurar saber o que cada um pode fazer pelos outros? Que tal falar menos e fazer mais? Que tal rezar com um ideal maior do que só pedir para si? Que tal dar mais do que querer receber? Que tal dividir o pouco que tem, antes de que perca o muito que acumulou?

Todos nos temos um destino comum, que passa pela vida e pela morte, para voltar à vida e retornar à morte, num motocontínuo que começou num passado remoto e não se sabe onde vai acabar. Antes que acabe, seja numa outra dimensão, num outro planeta, no céu ou no inferno, que tal ser mais generoso e amoroso, e essencialmente mais caridoso?

Esta é a minha verdade, mas, muitas outras existem. Quem julga que há sentido no que leu, tente mudar o rumo da História, e quem julga que não tem nada a ver, me perdoe, mas esta é apenas a MINHA OPINIÃO.





domingo, 19 de julho de 2015

O ESTADO ISLÂMICO E OS PRECONCEITOS SOCIAIS E RELIGIOSOS

Nesta semana, vamos tratar dos preconceitos, uma mácula na história da sociedade humana. Ter qualquer tipo de preconceito é negar a condição divina a um semelhante, é condená-lo por ser, pensar ou crer de modo diferente do nosso. É arrogância indesculpável, prepotência abominável e presunção de superioridade ridícula e vergonhosa.

Esta atitude, de repente, ganhou nova força com a utilização das redes sociais e dos meios de comunicação via internet para promover o ódio e a perseguição a pessoas, conceitos e opiniões. Estaria certa, uma pessoa que se dizendo cristã ofende e condena, sem praticar o perdão? E, nem importa de que essa pessoa seria acusada, basta a ofensa e a agressão para a condenação do ódio destilado em palavras ofensivas, irônicas ou cínicas. Tudo faz parte do mesmo veneno que corrompe a aura espiritual do ofensor.

Os meios de comunicação noticiam horrores das ações de grupos de extermínio, que em nome da fé islâmica condenam à morte quem se coloca em seu caminho. Essas pessoas fanáticas degolam seus prisioneiros, por uma simples questão de divergência de crenças ou de pontos de vista. As pessoas que leem as notícias ficam horrorizadas e não entendem como seja possível tamanha barbaridade.

A questão é um pouco mais séria do que um simples fanatismo, pois tem suas origens num processo muito simples, que começa dentro das famílias e que contamina a sociedade local, e que, aos poucos, vai se tornar uma epidemia mundial. Fanáticos sempre existiram, mas eram considerados foras da lei, ou seres desprovidos de um mínimo de bom senso e de amor ao próximo. Mas, quando se mata em nome de Deus, a sociedade precisa refletir com mais atenção para as origens dessa incoerência religiosa.

A pergunta que surge em nossas mentes é a mais simples de todas elas - “por que?”. Por que matar, ou agredir, ou ofender, quem pensa diferente? Por que, sacrificar até a morte, aquele que acredita no mesmo Deus, mas de uma forma própria e pessoal? Onde começa tudo isto? Qual é a origem desses atos radicais? Certamente, que não pode ser a religião em si, já que os livros sagrados de todas elas pregam o amor e o respeito ao próximo.

Será que a humanidade não vem semeando e adubando o ódio dentro de suas famílias? Será que não há um irresponsável descaso pelo que pensa e como se comporta alguém que segue crenças e tradições diferentes da nossa? Será que o desrespeito e o desamor não estão, aos poucos, sendo semeados nas famílias, adubados nas redes sociais e dando seus frutos malignos na discriminação e no ódio por quem pensa de modo contrário ao nosso?

Será que a humanidade não está perdendo, definitivamente, o respeito pelos direitos alheios, e enquanto condena as guerras, prepara guerrilheiros e fanáticos suicidas para ações de guerrilhas urbanas, e tudo em nome de uma pretensa e irresponsável liberdade? E, não seria no seio das famílias desestruturadas que o ódio vem sendo fomentado contra quem é diferente? Será que os meios de comunicação para vender seus produtos de consumo, patrocinados por indústrias que se beneficiam com as guerras, as violências, as doenças e o caos social, não se tornaram veículos de discriminação e de preconceitos, e não mais de informações?

As famílias se agridem e se ofendem por questões sociais, raciais e religiosas. E estou falando de gente de bem, ou que, pelo menos, ainda se julgam ou são aceitas como tal. A discriminação social continua existindo, com os ricos tirando o pouco que os pobres ainda têm, os cultos debochando e marginalizando os ignorantes, os vencedores tripudiando sobre os vencidos e os brancos se achando perfeitos e os negros, defeituosos. Ah, pobre Barão de Coubertin, o criador das Olimpíadas modernas! Para ele, o importante não era vencer, mas competir. Triste ilusão que ficou no papel!

Onde, ou em que, as ações cruéis e assassinas dos membros do EI, sigla do Estado Islâmico, são piores e mais perversas do que os atos dos donos do poder, capitaneados por banqueiros, empresários e meios de comunicação? A elite do poder econômico comanda o maior dos holocaustos dos tempos modernos, e ainda se fica contabilizando as barbaridades que foram praticadas por ordem de Hitler. Hussein era um ingênuo ditador, diante do que vem fazendo a família Bush, promovendo guerras e a mortandade de jovens inocentes, enviados aos campos de batalha, em nome de um pretenso patriotismo.

Debocha-se da crença do vizinho, ridiculariza-se a vestimenta do pobre, impede-se o acesso de pessoas negras a portarias reservadas para os brancos, e depois escandaliza-se com atos radicais de fanáticos religiosos e raciais, tipo EI ou KKK. Não seriam umas, meras consequências das outras?

Se tudo está relacionado, como separar a ação da reação no meio social, e nem importa em que país se vive e onde as ações barbáries estão ocorrendo. Tudo está relacionado, assim afirma a ciência, assim confirma o mundo espiritual. A humanidade não percebe a relação que existe entre a educação, ou deseducação dos filhos, e os acontecimentos que escandalizam e assustam o mundo inteiro.

Infelizmente, cada um de nós pode ter uma parcela bem maior do que se imagina, em todo este clima de violência que afeta o mundo moderno. A minha sugestão é respeitar mais os direitos alheios e assumir mais os deveres pessoais. Respeitar as crenças ou falta de crença dos nossos semelhantes. Respeitar a cor, a classe social, a preferência política ou esportiva, estas já seriam um bom começo para mudar o rumo da humanidade. O resto é consequência.

Como condenar a vingança dos fanáticos religiosos, se cada um comete a sua vingança pessoal, quando é contrariado ou confrontado? Como exigir respeito, se não respeitarmos os outros? Como esperar amor, se não sabemos amar de verdade? Vivemos num mundo de causas e efeitos, o que damos, receberemos; no que agredimos, seremos agredidos.

Eu sei que nem todos pensam assim, mas, é preciso não fazer aos outros, o que não desejamos que façam conosco. Este é o princípio de todas as religiões da Terra, mas não é o princípio que governa as ações dos que professam as religiões. Assim é, pois me parece. E o meu caro leitor, vai dar a sua opinião?




terça-feira, 7 de julho de 2015

TEIA AMBIENTAL - SOMOS VÍTIMAS OU CÚMPLICES DOS MALES DO MUNDO?


Meus queridos leitores:

No último dia 4, realizei mais um Seminário de Numerologia da Alma, abordando diversos temas do cotidiano, a serem interpretados pela ótica dos estudiosos da Alma Humana.

Alguns desses temas ficaram sem tempo para uma abordagem mais profunda, surgindo, então, a opção de trazê-los para este espaço aberto.

O primeiro desses assuntos, muito íntimos dos meus leitores, não apenas os residentes no Brasil, mas os do mundo inteiro, é o que trata da crise mundial da água. 
Aproveitando que hoje é dia da postagem da Teia Ambiental, e como o tema está relacionado à questão ambiental, estou inserindo a questão dentro do espaço reservado aos debates sobre o desenvolvimento sustentável e as crises decorrentes da má gestão dos recursos renováveis.  

No Seminário, a questão foi colocada como uma reflexão sobre a crise mundial da água e o desenvolvimento sustentável de nossas relações.

O foco da questão era saber como temos nos comportado em nossas relações com a natureza e a humanidade, e se a nossa maneira de agir teria alguma influência na crise que afeta o mundo.

Muitos poderiam estranhar a questão colocada para reflexão, mas jamais o estudioso da Alma Humana.

O leigo se isentaria de pronto de qualquer responsabilidade, alegando que ele paga seus impostos e não é o responsável pelos reservatórios que abastecem as cidades. Esta visão individualista e simplista não pode ser assimilada com naturalidade pelo estudioso da Numerologia da Alma.

De onde vem a água que abastece os reservatórios, senão da chuva! Se a chuva é absorvida pelo solo e cria os grandes mananciais no subsolo que geram as nascentes, que darão origem aos rios e lagos, e sendo estes os recursos que alimentarão os reservatórios, onde é que eu entro nisto? Esta é a pergunta daquele que não estuda o que nós estudiosos da Numerologia Sagrada estudamos. Nós, temos consciência perfeita da relação entre o humano e o sagrado, entre a humanidade e a natureza.

E se há crise fora da nossa casa, como poderemos afirmar que esta crise não tem a sua nascente dentro dos lares e nos relacionamentos familiares? Não podemos, já que tudo está relacionado, e nada existe que não esteja interligado com as ações humanas, seus pensamentos, sentimentos e emoções.

Nesta série de questionamentos que vou colocar ao alcance de todos, e não somente dos aprendizes dos Cursos de Numerologia da Alma, a reflexão é em busca de resposta do quanto somos vítimas de tudo que de pior está acontecendo no mundo, e se somos cúmplices dessas desgraças, em função de nossas ações e omissões.

Deixo uma questão de conotação mística, mas que será entendida por todos, tenho certeza. Chove amor no ambiente da minha família? O reservatório das Almas que moram na minha casa estão repletos de amor, ou há escassez de sentimentos e emoções? Não esqueçam que, no ocultismo, a água está relacionada com sentimentos e emoções! Será tudo um mero acaso, ou apenas um descaso de governantes? Há zelo da nossa parte pela natureza, que é a fonte geradora da água que está em crise? Estamos conscientes dos nossos deveres no trato com a terra e com a vegetação que cobre e protege a terra? Como eu trato o lixo que produzo? Como eu reajo diante da corrupção diária que contamina a minha alma? Como se encontra o meio ambiente em que eu vivo?

Tentem refletir bem sobre o que está ocorrendo com o mundo, e tentem se eximir de culpas, ou admiti-las. Não transfiram responsabilidades, pois isto, nossos aprendizes sabem que não é a atitude correta.

Aqueles que se julgarem isentos de culpas que atirem a primeira pedra.

O primeiro questionamento está lançado.

Mais tarde, num outro dia, eu volto com um novo desafio.

Mão na consciência, e cuidado com o que escrevem.