segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Abertura do Portal dos Mestres




Aconteceu ontem, dia 29 de novembro, em São Lourenço, sul de Minas Gerais, no sítio Lenda Pessoal, o VIII Seminário de Primavera da Numerologia da Alma, com o tema Abertura do Portal dos Mestres.
Tudo começou, porém, dois meses antes, quando algumas pessoas, ligadas ao Instituto Alma Mater, foram previamente selecionadas e convidadas a participar desse Seminário, no qual os discípulos iriam assumir seus compromissos com os Mestres.
Naquele convite inicial, postado em 29 de setembro, foi explic
ada a motivação para a escolha do tema e o que se esperava de cada participante.
O convite dizia que " quando dia, mês e ano somarem 33, estaremos realizando o Seminário de Primavera, para comemorarmos a abertura do Portal dos Mestres".
Os iniciados na Numerologia da Alma sabem da importância do número mestre 33, na vida de nosso planeta, e da ocorrência de ciclos planetários de 9 em 9 anos.
A cada 9 anos, fecha-se um c
iclo planetário, e abre-se outro. Durante todo o século passado, após o ano de 1901, que após um ano 1, vem um ano 2, e assim sucessivamente.
A partir de 2009 e até 2090, isso muda, pois ocorrerão 10 ciclos seguidos em que, a cada 9 anos, à semelhança do que está ocorrendo em 2009, ao invés de um ano 2, haverá um ano 11, um ano de mestre.
E essa energia do número mestre 11 é inspiradora para
as grandes transformações planetárias que nos aguardam durante este século.
Daí porque, a importância dada aos anos 11, e mais ainda a um dia em que a soma total dá 33.
Durante os 365 dias do ano de 2009, nenhum outro dia possuía a força espiritual do dia 29 de novembro, pelo fato de que, 29 (2+9=11) de novembro (11) de 2
009 (2+0+0+9=11) totaliza 33, um número que simboliza a presença da energia divina crística na criatura humana.

Ontem, chegado o grande dia, penetramos através do Portal dos Mestres, em direção à nossa missão, com cada participante assumindo publicamente os seus compromissos, de a
cordo com o que o destino estabeleceu para a vida de cada um.
A linguagem numerológica serviu para orientar e conduzi
r cada discípulo até o limiar do Portal, além do qual estava o seu Mestre.
Cada missão foi analisada e explicada numerologicamente, levando os participantes a uma auto-avaliação de suas vidas, antes de assumir seus compromissos para o futuro.
O compromisso dos discípulos foi o passaporte para a travess
ia do Portal, dando início à peregrinação pelos Caminhos dos Mestres, numa jornada que nunca mais terá fim.


Os 14 discípulos que acolheram à convocação ouviram as análises de suas missões, quando os karmas foram abo
rdados como eternas ameaças e os números mestres ressaltados como méritos herdados de outras vidas e facilitadores da missão.
Cada participante expôs suas experiências e as dificuldades que têm encontrado em suas jornadas, e se comprometeram a dar tudo de si para o sucesso de suas missões.
Esclareceu-se que as missões individuais se somam para compor a missão coletiva de toda a humanidade, dentro de um processo de evolução planetária da Alma do Mund
o.
Concluiu-se, diante dessa explicação, que o mundo caótico em que vivemos, com guerras e doenças, é a clara comprovação de que a grande maioria não está cumprindo a sua missão.


O ambiente cordial, quase celestial, predominou por todo o dia, irmanando os participantes naquela busca espiritual de evolução de suas almas.
E como ninguém é de ferro, e nem só de filosofia e números vive o corpo, havia uma belíssima, saudável e saborosa infra-estrutura alimentar para poder sustentar corpo e alma.
Uma leve e caprichada merenda foi servida às 10h, saladas e ro
cambole vegetariano foram para a mesa em torno do meio-dia e um farto lanche com bolo, pão integral, pastinhas, geléia e chá fecharam o Seminário, numa amorosa confraternização.
A retaguarda de forno e fogão ficou a cargo da chef Flora Maria, um misto de zelosa artesã e artística decoradora de ambientes.
A Numerologia da Alma e o Bem Estar do Corpo caminharam juntos ao longo do dia, levando os discípulos até os seus Mestres, todos plenamente conscientes de suas missões.





De volta para casa, nenhum deles há de ser o mesmo que era, antes dessa celebração.
Cada um levou consigo a consciência dos seus deveres e a imp
ortância da sua missão para o futuro da humanidade.
Às vezes, nós subestimamos a importância das nossas ações, julgando-nos personagens sem poder ou forças insignificantes para mudar o destino da humanidade. Tolo engano !
Se cada um cumprir a sua miss
ão, a Alma do Mundo se fortalecerá e a Humanidade alcançará o êxtase da sonhada iluminação.
E a propósito, qual é a sua missão, minha cara leitora ? O que tem feito para fortalecer a Alma do Mundo ? Nunca se esqueça que a sua alma é parte da Alma do Mundo, e se não cumprir a sua missão, a evolução da humanidade nunca será completa.




quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Missão nossa de cada dia

As pessoas me questionam muito sobre suas missões. Algumas, por não entenderem bem o que a vida lhes destinou. Outras, por não concordarem com o que lhes digo para fazer.
Ah, minha cara leitora, é difícil fazer as pessoas entenderem que a vida não é bem do jeito que a gente pensa, e que há muitos mistérios inacessíveis às mentes da maioria delas!


Nós somos educados de um modo meio capenga, não por culpa dos nossos pais, mas por uma predominância de valores materialistas, que são passados de pais para filhos.
Essa educação capenga faz com que a maioria de nós oscile para cima e para baixo, entre as crenças religiosas e os ideais profissionais. A religião ensina humildade, a nossa profissão estimula a vaidade e o egoísmo. Os cristãos pregam o perdão, mas, no trabalho, na maioria das vezes, não há muito espaço para perdoar os erros ou as fraquezas alheias.



Eu costumo dizer, em algumas das análises numerológicas, que nossos pais nos educam para sermos vitoriosos na vida, e isso nos dá uma visão distorcida do que seja uma carreira de sucesso.
Estudar, para se formar e para ser um executivo de sucesso, ganhar dinheiro e dar conforto à família. Quantos de nós, quando meninos, não ouviram algo semelhante?
E as meninas, quantas vezes, não foram testemunhas de elo
gios a mulheres bem vestidas, que têm motoristas e guarda-costas, e que fizeram um "bom casamento"!



A ética e a moral, a honestidade e o trabalho, são exaltados, mas ficam mais nos discursos dos adultos do que nos exemplos práticos que passam para as crianças.

Num mundo em que o patrimônio da família é o maior símbolo da grandeza do seu sucesso, fica muito difícil convencer alguém que não é o dinheiro que torna uma pessoa realizada e feliz, mas o fiel cumprimento da sua missão.



A nossa missão é que nem o pão que pedimos em oração ao
Pai, precisamos dela a cada dia, não podendo negligenciar nem por um momento, sob o risco de amargarmos profundas decepções.
A missão de cada um é parte da grande missão da humanidade, e deixar de cumpri-la é retardar a evolução planetária. Poucos, muito poucos, se dão conta de
ssa realidade, e menos ainda conseguem cumprir a sua missão de cada dia. Daí porque não é dificil entender a causa de um mundo caótico como este que estamos enfrentando, com cada um por si, sem pensar no outro.




Se aprendemos na escola, ouvimos em casa e lemos nos jornais, nas revistas e na internet, que temos de nos tornar pessoas de sucesso e líderes em nossas profissões, como imaginar que um filho nosso possa escolher a profissão de carpinteiro ou eletricista?


A sensação imediata de um pai, é querer traduzir isso n
um diploma, talvez de arquiteto ou de engenheiro, ou, na pior das hipóteses, num doutor em projetos de decoração ou empresário de uma indústria de móveis ou de construções. Ninguém consegue imaginar que seu filho só queira ser um bom profissional na confecção de móveis ou um eletricista competente.



Todos querem ser chefes e doutores. Operário ou um técnico, ainda que habilidoso ou competente, é sinal de fracasso.
A Numerologia, porém, não pensa assim, e o Universo não pode programar uma conspiração de tribos, onde só existam caciques, com todos mandando em todos. O Universo conspira a favor daqueles que seguem o seu destino e buscam cumprir suas missões.





Se a missão é ser um líder, que não se aceite tarefas submissas a ordens, mas não precisa ser um Mahatma Gandhi, cuja liderança era quase absoluta. Mas, se a missão é atuar na retaguarda, que não se pretenda assumir funções de chefia, pois existe muito herói pacifista agindo por trás e celebrando a paz.

Se a missão é
ser um artista, não precisa ser um Van Gogh, mas que se pinte e borde dentro dos talentos e vocações de cada um.
Se a missão é ser um bom mestre de ofícios, que se sente a um
a bancada e se realize, com as mãos, obras de arte. E se a missão é sair por esse mundo afora, pregando mudanças e liberdade, que cada um se faça um peregrino e pé na estrada. Mas, se a missão pede o lar e a família, que o casamento seja assumido com amor e devoção.









Se, pelo co
ntrário, a missão vier a valorizar a vida a sós, voltada para pesquisas e estudos de ciências, tanto as físicas como as espirituais, então que não se cobre o casamento dessas pessoas. Elas estarão tão impressionadas com os valores do Tao, como com os da física quântica e dos seus grandes mestres Heisenberg e Bohr.











Se a missão é administração e negócios, não se precisa ser o emp
resário milionário, mas que se procure fazer o melhor, em busca de um sucesso financeiro junto com o progresso espiritual.




E, finalmente, se a missão é servir a todos, praticando a caridade em obras humanitárias, não precisa ser uma Madre Tereza, mas que se faça o que for possível, junto à sua comunidade.
A missão nossa de cada dia é para ser praticada dia a dia, e a grandeza dela está fora do alcance da visão humana. O Espírito, que está acima de tudo e de todo
s, julgará os nossos atos e aprovará ou não, a execução da nossa missão.
Se a gente se afastar da Missão, começam as perdas e os sofrimentos, psíquicos, emocionais e físicos. As depressões são sinais de afastamento da missão. As perdas e os fracassos sinalizam que o caminho não é aquele em que insistimos em prosseguir.
Há toda uma estrutura espiritual montada a nosso favor, para que venhamos a cumprir a nossa missão. Afinal de contas, o nosso fracasso determina um efeito negativo na missão da Alma do Mundo, fazendo toda a humanidade também sofrer a dor do nosso fracasso.
A verdade, minha leitora, é que tudo isso parece muito complic
ado de aceitar. O mais fácil é continuar fazendo o que cada um tem vontade, e acreditar que Deus resolve tudo.
E se Deus for o conjunto de todos nós? E se a Humanidade for o
nosso Deus, como o somatório dos egos divinos que estão presentes dentro de cada um de nós? Como é que fica?
Pensem bem que não tem sentido, um mundo em que todos perseguem os mesmos ideais, onde só há lugar para os mais poderosos e intelectuais.

O processo de evolução cósmica desconhece essa possibilidade, que só existe na cabeça dos mais ambiciosos e egoístas, que querem tudo para si, e nada para os outros. Eles não percebem que para a Lei do Karma, que rege a vida planetária, cada qual se encontra num estágio diferente, e nem todos podem ocupar posições de destaque. Alguns até podem, mas não devem. Outros não podem, nem devem.
Agora, minha atenta leitora, desliga o teu pensamento e põe-te a refletir, tentando descobrir qual é a tua missão. Se não for capaz de se livrar do véu de maya, e só conseguir enxergar o que a razão te obriga a acreditar, talvez esteja na hora de fazer o teu mapa numerológico e descobrir o que a tua alma espera de ti nesta vida.
Quando souberes qual é o teu destino, hás de te sentir muito melhor, e a humanidade haverá de te agradecer sensibilizada. A missão nossa de cada dia é uma minúscula, porém inseparável parcela da missão da humanidade de cada dia.
O que é razão para os homens é loucura para Deus. O que os homens julgam loucura é a realidade divina, que poucos conseguem enxergar.
E então, estás cumprindo a tua missão?










segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Deus

Deus é fiel. Deus me livre. Deus me proteja. Creio em Deus-Pai Todo Poderoso.
Mas, de que deus estamos falando ?
Decidi embarcar num estudo mais profundo sobre o conteúdo desse Poder Superior que inspira todas as crenças religiosas da humanidade.
De nada me adiantaria buscar respostas nas religiões tradicionais, que são sectárias e não admitem tergiversações aos seus dogmas.

O leitor que me visita tem a sua crença, e sabe onde foi buscá-la. Mas, será que essa crença já se defrontou com a dúvida de como a sua fé interage com a Divindade? E como resolveu esse impasse ? Ou acabou acostumando-se a conviver com ele ?
A esses que mais valorizam as dúvidas do que as certez
as, dedico essas minhas divagações por um reino místico e, às vezes, secreto, onde as verdades se escondem e repousam através dos tempos.
Numa história muito hermética, publicada em q
uadrinhos, e intitulada Monstro do Pântano, os dois irmãos arquetipais bíblicos, Caim e Abel, se confrontam, e, mais uma vez, Caim mata Abel.
Questionado pela única testemunha, quanto aos motivos do crime, C
aim explica que, na condição de salvaguardadores da história, ele e o irmão não podem revelar os Segredos do Mundo.
Diz ele : "Os Mistérios são para serem compartilhados e os Segredos devem ser guardados".
O irmão havia acabado de revelar um desses Segredos, e teria de ser punido.

Acreditando que por trás dessa afirmativa resida uma verdade bem maior do que uma simples HQ possa pretender contar, darei os meus passos seguintes com o devido cuidado para não vir a provocar a ira de um Caim que queira punir as
minhas inconfidências.

Com esses cuidados, começo explorando os ensinamentos da maior medium de todos os tempos Helena Petrovna Blavatsky, que, em suas obras, A Doutrina Secreta, Isis sem véu e a Chave da Teosofia, repeliu qualquer idéia de um Deus pessoal ou extracósmico e antropomórfico, que seria tão somente a sombra gigantesca do homem, e nem sequer do melhor.
Blavatsky dizia que o Deus da Teologia é um conjunto de contradições e uma impossibilidade lógica.

"Nossa Deidade não se encontra nem num paraíso, nem numa árvore especial, casa ou montanha, está em todas as partes, em cada átomo do Cosmos, tanto visível como invisível, no interior, acima e ao redor de cada átomo invisível e molécula divisível, porque Ela é aquele misterioso poder da evolução e involução, a potencialidade criadora, onipresente, o onipotente e onisciente..."
Qualquer semelhança com a afirmação de Jesus, o Cristo, aos seus apóstolos, de que "o reino de Deus está no meio de vós" (Lc 17, 21) não seria uma simples coincidência, senão uma verdade universal.
A questão está na distorção das palavras, por parte dos ensinamentos religiosos, para justificar seus dogmas. Não existe um reino de Deus dissociado da própria Divindade, logo o reino de Deus seria um "anti-eufemismo" religioso, trocando-se o aspecto mais sagrado de Deus, o Todo, pelo seu reino, uma particularidade . E a afirmação "está no meio de vós" poderia ser perfeitamente entendida por "está dentro de cada um de vós".

Este mesmo princípio crístico era defendido por Lao-Tsé o inspirador do taoísmo, cuja tese fundamental se baseava na existência de um princípio supremo - o tao - que rege o curso do Universo. De acordo com o taoísmo, todas as coisas têm origem no tao, obedecem ao tao e finalmente retornam ao tao, que pode ser descrito como o absoluto, a ordem do mundo e a natureza moral do homem bom. O tao está em tudo, porque tudo existe em função do tao, e nada pode ser considerado afastado ou divergente dos ideais sagrados do tao. Is
to, em tese, não difere da doutrina budista, que cultua uma Energia Divina, em lugar de um Deus.
Deus, Brahman, Yahveh, Tao, uma única verdade com muitos nomes diferentes ? Ou uma busca de conceituar um poder superior que foge à compreensão do homem ?
Para muitos, Deus é uma espécie de ditador celeste, uma pessoa que v
igia os homens de longe e registra os seus créditos e débitos, premiando-os ou castigando-os depois da morte, mandando os bons para um céu e os maus para um inferno eterno.
Essa visão terrorista domina as teologias cristãs por cerca de dois mil anos e, embora haja grandes variantes dessa concepção de Deus, no fundo essa é idéia antropomorfa que tem prevalecido.
Em seu livro, Mein Wetbild, o grande cientista Albert Einstein descreve três tipos de concepção de Deus :
1. o conceito do Deus-máquina, entre os povos mais primitivos;
2. o conceito de Deus-pessoa, entre os hebreus do Antigo Testamento, em g
eral, e entre os cristãos de todos os tempos e países;
3. o conceito do Deus-cósmico, professado por uns poucos místicos, os quais ultrapassam igrejas e teologias, e encontram-se misturados em todos os povos e religiões.
O mais surpreendente, nessa incursão da ciência no campo espiritual, está
no fato de Einstein incluir nesse 3º grupo, como 3 irmãos na mesma fé, um pagão, Demócrito, um cristão, Francisco de Assis e um hebreu, Spinoza. Lao-Tsé se enquadraria certamente nessa irmanação criada e batizada pelo gênio científico de Einstein.
O taoísmo se inclui entre os mais avançados princípios da cultura espiritual dos povos orientais, ao professar a idéia de um Deus-cósmico. Essas crenças espirituais não são politeístas, panteístas ou monoteístas, e sim monistas cósmicas.
O monoteísta reconhece um só Deus-pessoa, residente no céu. Os hebreus, desde o tempo de Moisés, nunca chegaram a um Deus único para o mundo inteiro, se
apegando à idéia de um Deus único para Israel, o Deus dos Exércitos.
O monoteísmo nunca conseguiu incorporar o verdadeiro monismo, que é a concepção sistêmica do Espírito e da Matéria, numa existência interdependente que não pode ser dissociada uma da outra. O monoteísta acaba se tornando um dualista, ao admitir a existência de um Deus-pessoa, distante e transcendente à Matéria, com o qual o homem espera encontrar-se depois da morte.
Esse encontro, somente pós-morte, com Deus é comum às religiões monoteístas, que se tornam dualistas ao afastarem dos nossos corpos físicos a presença divina. Elas negam o próprio princípio crístico, de que Deus não está aqui ou ali, mas dentro de cada um de nós. E, s
e dentro, fazendo parte de nossas vidas, isso nos torna deuses também, ainda que inconscientes desses nobres e sagrados poderes.
A visão do monista, presente nas tradicionais religiões orien
tais, é que Deus está em tudo e tudo está em Deus - mas tudo não é Deus, nem Deus é tudo. As criaturas e tudo o mais que exista na natureza não estão separados de Deus, porque nada que exista pode estar dissociado da presença divina, mas também não são idênticos a Deus.
E aqui, volto a recorrer à Bíblia dos cristãos, que ensina esse princípio monista, mas que passa ao largo do entendimento da maioria dos seguidores religiosos dessas doutrinas cristãs.
É da palavra do Cristo que vem a afirmativa : "Eu e o Pai somos um" "...o Pai está em mim e eu no Pai". Mas, o Cristo se preocupa em fazer a distinção entre o Filho e o Pai. Ele nunca disse "eu sou o Pai", mas sustenta a sua argumentação na tese monista de que a Divindade estava sendo manifestada através dele, num pleno estado de consciência.
E aí estaria o grande diferencial entre o homem comum e um Cristo, o Espírito Divino age de forma consciente na vida do Cristo, enquanto permanece adormecido e inconsciente na quase totalidade das almas humanas.
Os verdadeiros gênios da História da Humanidade sempre pensaram e sentiram em termos de um monismo cósmico, como Jesus, o Cristo. E, da mesma forma, Pitágoras, Krishna, Lao-Tsé, Sidarta Gautama e, mais recentemente, Gandhi.

Todas as afirmativas contidas nos livros de Blavatsky nos conduzem a uma nítida realidade de que, a Doutrina Secreta foi a religião universalmente difundida no mundo antigo e anterior aos relatos históricos. Essas comprovações, no entanto, encontram-se veladas para os não-iniciados nas criptas secretas das bibliotecas pertencentes à Fraternidade Oculta.
Os ocultistas sabem da existência dessas provas sagradas, mas, enquanto segredos, não poderão ser revelados. Já os mistérios mexem com o nosso imaginário, e provocam pesquisas, estudos e, até e principalmente, falsas afirmações e delirantes fantasias.
Mas, tempos virão em que esses segredos serão revelados, e alguns dos muitos e sutis desses segredos serão transformados em mistérios. E mistérios, como até um jovem que gosta de HQ e lê o Monstro do Pântano sabe muito bem, são para ser compartilhados.

Por enquanto, como nos diz Blavatsky, ainda teremos de nos contentar com o lento despertar da consciência humana, e ir aturando com a devida paciência os fragmentos das verdades divinas, difundidas pelas religiões, cada qual pretendendo promover a Verdade Absoluta, e não fazendo mais do que arranhar muito de leve, a profunda, mística e eterna Essência Divina.
Os fiéis dessas religiões espalhadas pelo mundo inteiro nem se dão cont
a dos Mistérios Ocultos, que constituem a tradição esotérica dos seus rituais religiosos. Poucos têm acesso aos Grandes Mistérios, que são protegidos pelos Grãos-Mestres, os responsáveis pela guarda das revelações secretas, enquanto os homens ainda não estiverem preparados a acessar seus conhecimentos.
A religião dada ao consumo das massas é a doutrina exotérica, um alimento facilmente digerível para o corpo de emoções daqueles que ainda crêem num Deus distante, habitando num céu inatingível, e que zela por nós ou aplica castigos quando cometemos pecado
s.
Uma Deidade taoísta, presente em nossa alma e integrada ao nosso corpo físico, parece ainda ser uma realidade improvável para o consumo das massas.
Promessas e milagres são mais fáceis de serem aceitos do que com
promissos e responsabilidades espirituais. Transferir para um Deus lá no céu os deveres e obrigações daqui da Terra, parece mais cômodo e menos trabalhoso.
Oh, meu Deus, até quando, até quando ! Mas, afinal, de que Deus estou falando ?

Bibliografia consultada : A Doutrina Teosófica de H.P. Blavatsky; Tao Te Ching - O Livro que revela Deus de Lao-Tsé; Bíblia Sagrada, Monstro do Pântano de Alan Moore e Sabedoria Incomum de Fritjof Capra.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Diagnóstico Numerológico e a Missão de cada um

Outro dia, convidei um amigo para participar do Seminário que irei realizar no dia 29 de novembro próximo, e recebi como resposta uma pergunta : o que é a Numerologia da Alma ?
Esse amigo, caro leitor, entendeu que talvez não estivesse preparado a participar de um momento de reflexão em grupo, em que a temática fosse a numerologia, matéria por ele desconhecida. E parece que mais temeroso ainda ficou, com a qualificação dessa numerologia de Numerologia da Alma.
Confirmei o convite, por haver identificado nele todos os requisitos que estou exigindo dos participantes, mas decidi dedicar-lhe uma postagem no Alma Mater, tentando aclarar a sua mente, sobre o que seja esta minha metodologia, a que chamo de Numerologia da Alma, e que é a essência da filosofia pitagórica para a interpretação dos números.
Portanto, aí vai uma síntese dessa ciência mística, dedicada ao meu amigo Eduardo.

A Numerologia da Alma é uma avaliação espiritual, ecológica e sistêmica do mundo físico, a partir de conhecimentos místicos, extraídos da doutrina numerológica de Pitágoras.

A Divindade criou um mundo perfeito, expresso por equações e figuras matemáticas.

O Mestre Pitágoras codificou os símbolos numerológicos da Criação, e nos legou uma doutrina filosófica e espiritual, que tem como princípio a análise qualitativa dos números.

Os ensinamentos dessa doutrina conduzem ao autoconhecimento, à medida que despertamos para verdades que se mantinham ocultas e distantes da nossa percepção humana.

Assim, ficamos sabendo que os nossos nomes contêm mensagens que falam de nossa missão neste mundo. Seguindo o mesmo raciocínio, descobrimos que a data em que nascemos contém todo o nosso projeto de vida, com as experiências e os desafios necessários à nossa evolução espiritual.

O mau uso desses conhecimentos tem distorcido o verdadeiro sentido da numerologia, com o condenável intuito de satisfazer anseios físicos e personalistas, conflitando-se com os legítimos ideais da Alma.

A intenção da distorção do uso correto da numerologia é, quase sempre, tentar aplicar os poderes ocultos dos números para satisfazer a ganância e a cobiça, como se a conquista de riqueza e poder fosse o objetivo da nossa presença no mundo.

A correta interpretação dos números promove o despertar da consciência, tornando as pessoas mais sábias e generosas, e facilitando os seus relacionamentos entre si. E, quando se aprende a viver em harmonia com os outros, passa-se a ter uma outra visão do papel que nos cabe, como um fio dessa grande trama, tecida pela Divindade, a que chamamos vida.

O despertar da consciência nos faz respeitar mais o próximo e a natureza, promovendo o surgimento de um sistema humano e ecológico, no qual o individualismo começa a ceder espaço para as ações integradas, em benefício da coletividade.

A Numerologia da Alma ensina que, sem uma ação sistêmica, não poderá existir progresso, e sem atitudes ecológicas, não haverá futuro.

A nossa missão nesta vida é o maior, ainda que não o único, de nossos deveres de casa. Essa missão nem sempre é uma tarefa fácil, e até pelo contrário, na maioria das vezes, é um fardo difícil de carregar. Cumpri-la, porém, é fator de crescimento para a evolução espiritual da Alma. E o entusiasmo pela vida e um corpo forte e sadio são os sinais mais visíveis, para que se reconheça se a nossa missão está sendo cumprida.

A soma das letras do nosso nome revela qual é a Missão que nos cabe nesta vida. A soma das vogais identifica a Alma que está em busca de evolução. A soma das consoantes indica com que Personalidade estamos agindo, na tentativa de cumprir a Missão.

As letras têm seus correspondentes numéricos, que servirão para os cálculos que nos levarão aos números que correspondem à Alma, à Personalidade e à Missão.



Calcular corretamente é o passo inicial, porém a interpretação fiel aos princípios pitagóricos é que determinará a análise perfeita do que seja a Missão de cada um. E para isso, é preciso estudar, além da numerologia, todas as ciências e filosofias que nos ajudem a expandir os nossos conhecimentos.

A Numerologia da Alma tem a intenção de facilitar o progresso espiritual da humanidade.

A Numerologia da Alma promove os ideais da Alma e traça caminhos para que cada um cumpra a sua Missão.

Os caprichos e ambições da Personalidade devem ser condenados e combatidos, toda vez que põem em risco o sucesso da Missão.

Todos nós temos uma Missão a cumprir, e deixar de cumpri-la é simplesmente desperdiçar toda uma vida, jogando fora uma existência inteira. Por isso, acima de tudo o mais, o que importa mesmo é cumprir a Missão, pois, em caso contrário, teremos de voltar a este mundo, para repeti-la tantas vezes quantas se fizerem necessárias.



















terça-feira, 22 de setembro de 2009

Exigências da Alma ou caprichos da Personalidade




Estava mergulhado nos meus pensamentos, ocupados com meus deveres espirituais e com a minha missão de passar conhecimentos, quando me veio à lembrança um fato que sempre foi motivo de brincadeiras na família, mas que, neste momento, me serviu a boas reflexões.

Os meus pensamentos, meio aborrecidos, não posso negar, tinham suas origens nas atitudes fugidias das pessoas, diante de comprometimentos espirituais assumidos, e, a seguir, descumpridos.



Sozinho, na solidão da mente, me sentia descontente com essas pessoas, sem dúvida espiritualizadas, mas que, invariavelmente, se recusam a mergulhar de cabeça na busca de conhecimentos, com explicações e justificativas vazias e inconsistentes, valorizando o secundário, em detrimento do principal.

As exigências de suas Almas pedem estudos e aprofundamentos espirituais, mas são os caprichos da Personalidade que prevalecem, desviando as atenções do Espírito para a Matéria. Seduzidas e tentadas pelos prazeres físicos e por ganhos materiais, elas vão afastando-se dos seus deveres espirituais, sem que percebam e sem saber como escapar das rotinas do cotidiano.

Os efeitos desses afastamentos, verdadeiras fugas e omissões, não poderiam ser mais danosos, provocando a morte do entusiasmo pela vida e o início de uma sucessão de males psíquicos e físicos, com uma contínua e inexorável fragilização do sistema imunológico.



A lembrança a que me referi, e que, à primeira vista, não tem nada a ver com essa divagação espiritual, aconteceu há muitos anos atrás, quando uma de minhas vizinhas, que tinha lá as suas esquisitices, ameaçou a empregada de um outro apartamento com uma faca, e forçou-a a entrar no seu apartamento.

A moça muito assustada, sem saber o que fazer, ouviu, de repente, uma insólita pergunta, que se tornou uma lenda dentro do condomínio : “ chá ou babalu?”.

Quem poderia imaginar que alguém pudesse seqüestrar a empregada do vizinho, com a única intenção de lhe impor uma escolha – ou ela tomava um chá ou mascava uma goma de mascar, conhecida na época como babalu.

Desse dia em diante, dentro da família, toda vez que se oferece um chá, complementa-se essa oferta com a opção "ou babalu?", inexplicável para quem não conhece o fato.


O tempo passou, a vizinha continuou aprontando das suas, mudamos do prédio, deixamos o Rio e viemos morar em S. Lourenço, mas aquela pergunta ficou gravada em nossa memória : “chá ou babalu?”.

Chá, uma bebida nobre, servida de forma requintada e cerimoniosa ou, às vezes, até mesmo dentro de um cerimonial ritualístico, com conotações de sacralidade.

Babalu, uma goma de mascar, mastigada de forma deselegante e grosseira, e, na maioria das vezes, dando demonstração inequívoca da mais absoluta falta de educação.

Dessa minha lembrança, meio fora de hora, à comparação com o que costuma acontecer com muitas pessoas espiritualizadas, foi uma conseqüência natural. Um final de semana, numa atividade de grupo, tratando das exigências da Alma, era o chá. Praias, excursões, passeios, festas e lazer eram o babalu, com a sucessão quase interminável de contração de mandíbulas, em frustradas tentativas de extrair sabor de uma goma sem vida, lançada de um canto para o outro da boca.

Quantas oportunidades perdemos na vida, por optarmos pelo babalu! Quantas vezes desprezamos o chá, por preferirmos a matéria aprisionada na boca, ao sutil sabor de um gole de chá!

O convite para a participação de um cerimonial do chá parece-nos, num primeiro momento, irrecusável e motivo de enorme entusiasmo. Impulsos da Alma, cara leitora, antes que os caprichos da Personalidade assumam o controle da situação!

Compromissos assumidos e palavras de efeito, logo dão lugar a motivos sentidos e o trato é desfeito.

Chá ou babalu?

O chá é uma bebida saborosa, que faz tão bem à Alma, mas, surgiu um compromisso que é inadiável, e que, afinal de contas, satisfaz muito mais os caprichos da minha Personalidade.

Desta vez, eu vou ficar com o babalu.

Mas, não deixe de me convidar para o próximo cerimonial de chá. Eu adoro chá.

Eu só não irei mesmo se ocorrer um outro imprevisto, e meus amigos aparecerem lá em casa com uma nova oferta de babalu.

Eu gosto muito de chá, mas não consigo resistir a um babalu.