terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

DIGA-ME O TEU NOME E EU DIREI QUEM TU ÉS

Meus fiéis leitores, eu cá estou a vos desafiar, em nome dos poderes da numerologia e do seu criador, o grande Mestre, sábio, filósofo e matemático, Pitágoras. Proponho-te a dizer-me o teu primeiro nome, somente o nome próprio, e eu te darei um breve perfil da tua pessoa.

Mistério e magia, para os leigos e descrentes. Ciência e poder, para os iniciados espiritualistas. Os numerólogos possuem poderes ocultos, que permitem identificar uma pessoa sem jamais tê-la conhecido pessoalmente.

Ah, se a humanidade soubesse dos poderes que estão ao dispor da criatura humana, ela não estaria mendigando milagres e nem se submetendo a toda sorte de charlatães. Somos filhos da Divindade, herdeiros do Seu poder.


Pitágoras, o grande Mestre da Grécia Antiga, foi inspirado pelos Deuses e recebeu os segredos dos números, que desvelam todos os mistérios da vida e da morte. O sábio Mestre reuniu todos os ensinamentos divinos numa ciência espiritual, em que letras e números são fontes reveladoras dos segredos ocultos de nossas almas.

A Numerologia da Alma é uma metodologia que eu desenvolvi, inspirado na filosofia pitagórica, com a intenção de ajudar a criatura humana a alcançar o autoconhecimento. Os mapas respondem às dúvidas dos que me consultam e os cursos os ensinam a encontrar suas próprias respostas.

Sim, meu ansioso leitor, tudo tem o seu custo, mas nada do que se alardeia nas grandes cidades, nem preços exorbitantes e nem revelações tolas que de nada ajudam à evolução da alma.


Se tu queres saber como funciona eu faço uma breve explanação. Letras são números e cada número tem um perfil próprio, que o identifica com o comportamento humano. Não te parece simples?


É claro que eu não darei uma aula sobre letras e números, apenas me concentrarei em uns poucos exemplos. E começo explicando que a primeira vogal e a primeira consoante do nome podem revelar muito mais do que se possa imaginar.

Aos que se chamam Paulo, digo-lhes que são muito independentes e individualistas, não gostando de seguir lideranças alheias, pois só aceitam a si mesmos como os únicos donos da sua vontade. Inteligentes e intelectuais, pensativos e solitários, preferem bem mais suas reflexões a sós do que o papo furado com amigos. Místicos, ou simplesmente crendo nos poderes ocultos que governam os acontecimentos, esses homens são perfeccionistas e têm dificuldades para manter relacionamentos amorosos consistentes e duradouros. Que tal? É bom ficarmos por aqui.

E tu, Daniela, que lês o meu texto com desconfiança e pouca simpatia, em ti identifico o desejo de querer mandar em todos, ou pelo menos de cobrar obediência às suas determinações e absoluto respeito às suas posições, quase todas intransigentes. Dura nas críticas, exigente nos padrões que tu impões, poucos são os que saem vitoriosos nos confrontos com a tua postura racional e lógica. Honestas e sinceras, responsáveis e cumpridoras de seus compromissos, poucos poderão acusar as Daniela de serem injustas em seus julgamentos e condenações. Vamos ficando por aqui, para não desanimar o jovem que interessado em ti, possa intimidar-se com minhas palavras. Se ele não está bem intencionado, é melhor desistir logo, e nem perder tempo.

Às Maria, eu aconselho que sejam esposas e mães menos dominadoras, e que não usem o seu imenso amor para justificar esse impulso de controlar e dominar as pessoas amadas. Aos João e José, recomendo-lhes algo semelhante ao que receitei para as Marias, apesar de reconhecê-los como homens muito carinhosos e zelosos com o futuro da família. E bem menos mandões do que as suas Marias.


A quem tem filhos com nome de anjos, Rafael, Gabriel e Micael, aconselho carinho e paciência com eles, pois eles agirão como guardiães da família. Rafael mais amoroso, Gabriel mais intelectual e Micael mais guerreiro, porém todos dedicados protetores dos pais, irmãos, esposas e filhos. Anjos, verdadeiros anjos, encarnados entre os humanos.


A realidade é que eu poderia ficar desfiando um rosário de exemplos, só para comprovar o poder da Numerologia da Alma. Mas, prefiro parar por aqui, e aguardar os vossos comentários leitores silenciosos, que tendes passado por estas páginas sem dar sinal de vida.


Magia, meus queridos leitores, pura magia. Ou, se preferires, tu podes levar tudo por conta da ciência que me permite comprovar as teses pitagóricas. Ou, se ainda preferires não precisas crer no que digo, basta continuar com a tua fé.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

QUALIDADE DE VIDA - AUTOMÓVEL, O GRANDE VILÃO?








Teia Ambiental - em defesa da saúde do planeta!


Meus assíduos leitores, eis-me aqui para tratar de um tema ambiental com um enfoque bem pouco habitual, em que o automóvel deixa de ser um item festejado como padrão de qualidade na vida de uma família e passa a ser considerado uma ameaça ao bem estar da sociedade.
De acordo com um recente estudo, os transportes no Brasil são responsáveis por cerca de 6% das emissões poluentes em nosso país, que é um índice bem maior do que o da indústria, que apresenta uma participação de 3,6%.

Um dado que chama a atenção é o do setor elétrico, que é responsável por apenas 1,2%, quando, no mundo, a geração de eletricidade responde por 28,8%. Os grandes vilões em nosso país são os desmatamentos, a agricultura e a pecuária que somam 79,6%.


Temos criticado bastante as atividades nessas áreas em que os poderosos fazem o que querem, não estando nem aí para os efeitos ambientais desastrosos de suas políticas. A sensação é que não dá para controlar os desmatamentos praticados pelas indústrias da madeira e pelos pecuaristas que reduzem as áreas verdes ao seu bel prazer.
A agroindústria não está nem aí para a natureza, derruba florestas e semeia campos imensos numa monocultura ambiciosa e destrutiva. Os governantes, voltados somente para o fatídico PIB, contabilizam essas destruições na conta do progresso industrial e do crescimento dos índices de desenvolvimento.
Meu atento leitor, retorno à questão do transporte urbano, que é um vilão menor, mas nem por isso menos prejudicial à nossa qualidade de vida. As cidades estão sendo invadidas, a cada ano, por milhares de novos veículos, que congestionam as ruas e poluem o ar, enquanto governo e empresários comemoram o crescente aumento de produção da indústria automobilística.
Diariamente, a cidade de São Paulo convive com engarrafamentos de dezenas e dezenas de quilômetros, para o desespero dos motoristas, que reclamam das horas e da paciência perdidas no meio do trânsito. Parece um problema sem solução, como todos os dramas que os grandes centros urbanos têm sido obrigados a enfrentar no mundo moderno.

Alguns estudiosos sugerem carros menos poluentes para que o ar fique menos contaminado e veículos mais seguros para a maior segurança dos motoristas em caso de desastres. Mas, nada disso resolve o maior de todos os problemas, o volume crescente do tráfego urbano.

Os motoristas se estressam e chegam para trab
alhar já completamente esgotados e nervosos.
A população a pé respira o ar contaminado que vai das ruas para as calçadas, causando diversas doenças respiratórias e outras ainda mais graves.
Queima-se combustível, queima-se o dinheiro da nação, queimam-se os rec
ursos da natureza, e tal qual um fósforo queimado a humanidade perde a energia, o brilho e o fogo criador.

Tudo se repete, dia após dia, sem que as pessoas tomem qualquer atitude para demonstrar a sua indignação com a forma quase suicida como o progresso vem sendo perseguido. Elas não se dão conta que são corresponsáveis por todos os crimes que estão sendo cometidos contra a natureza, contra a vida e contra a própria humanidade. O sonho de ficar rica ainda prevalece sobre o ideal de saúde e bem estar. E assim muitas pessoas chegam a admitir que, vale à pena, se expor a riscos, ameaças e contaminações, dependendo da recompensa financeira.

A reação mais comum é dizer que não tem jeito, não há o que fazer, é preciso enfrentar todos os riscos e inconvenientes para sobreviver. Mentira! Essas são desculpas forjadas pelos milionários patrões que precisam transformar a massa produtiva em submissos peões que geram as riquezas que o poder econômico mundial manipula tão bem a favor de seletas minorias.
Os automóveis já não podem servir de meios de transporte urbanos, pois as ruas não oferecem espaços para o tráfego diário dos que se deslocam de casa para o trabalho. A solução é o transporte de massa, trens, ônibus e metrôs.
A questão não é emitir menos carbono dos canos de descarga dos automóveis, o problema é que não cabem mais carros nas ruas. Nada de carro elétrico ou movido a ar, água ou hidrogênio, a solução nas grandes cidades é transporte público eficiente, e ponto final.


Se não houver uma rede de transporte eficiente, segura e confortável, o automóvel ainda continuará a congestionar e a poluir as cidades. Os governantes precisam ter a coragem para admitir que é hora de mudar o discu
rso e não mais estimular o uso de veículos, como meio de transporte urbano. Os automóveis voltarão a ser chamados de carros de passeio, pois somente serão úteis para passear nos finais de semana. Os deslocamentos de casa para o trabalho terão de ser feitos por sistemas integrados de transporte confortáveis e eficientes.

O mundo não poderá imaginar progresso e bem estar sem mudanças. Estamos metidos num caos que não tem tamanho, e todo mundo quer continuar levando a mesma vidinha de há 30 ou 50 anos atrás. A idéia errada que foi incutida na mente de todos é que a tecnologia resolveria qualquer problema, e estamos vendo que a verdade é outra.
O progresso precisa de novas técnicas, mas a saúde e a qualidade de vida não estão dependendo dessas técnicas, mas de um modo mais coerente e natural de vida. Precisamos repensar o progresso, esta é a frase que já sai dos lábios dos homens mais sábios e que estão pesquisando sobre o futuro da humanidade.
Meu caro leitor, ninguém é contra o automóvel com o seu conforto e beleza, até mesmo, que não seja por outra razão, para satisfazer o ego dos mais vaidosos. O que não é mais admissível é produzir carros sem parar, oferecer vantagens de financiamento para que todas as famílias possuam o seu carro próprio e não ter como movimentar essa frota infinita pelas ruas da cidade.

Acorda meu distraído leitor, e não te deixes enganar por esses vendedores de ilusões, que querem te fazer crer que carros modernos resolvem a questão do transporte na tua cidade. Os carros são lindos e oferecem diversos dispositivos modernos, os preços são caros, mas as condições, acessíveis.

A tua garagem, porém, será o melhor local para usar o seu carro novo, pois as ruas, nem pensar. Se quiseres dar uma voltinha nos finais de semana, vá lá, mas nenhuma ousadia de buscar cidades com praias no verão, ou até mesmo um simples banho de mar no sábado ou no domingo.


A culpa será sempre lançada sobre os automóveis. Tem carro demais nas ruas. Não tem estacionamento. Não se pode andar mais depressa. Eu sempre chego atrasado por causa do trânsito. O carro que parecia ser, no ato da compra, o herói da família, aos poucos, está se tornando o grande vilão.

Aconselho-te, meu amigo leitor, que comeces a comprar um terreninho numa cidadela distante dos grandes centros, e com o seu lindo e potente carro, vá morar com a sua família, levando junto com ele toda a tua parafernália eletrônica.
Em qualquer lugar do planeta, pode-se ter o conforto e a informação, bastando aceitar o fato que, nas grandes cidades e no meio do tumulto, e com aquelas avenidas congestionadas, não dá mais.
Pensando bem, não é o carro o grande vilão do mundo moderno, mas o estilo de vida que se inventou para viver nas grandes cidades. Se não dá para mudar de estilo, a solução é mudar de cidade.








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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

AS MOCINHAS CASADOIRAS NASCIDAS NUM DIA 6

Meus românticos leitores, eu vou dedicar este texto a todas as jovens sonhadoras que, nascendo num dia 6, vivem a sonhar com o casamento. Elas não sabem se encontrarão o seu príncipe encantado, e nem mesmo se eles existem, mas passam a juventude a suspirar, sonhando com um amor sem rosto e sem nome.

Pensando bem, desde muito cedo elas já sentem no peito o desejo de amar. No banco escolar, o seu olhar está sempre fixo naquele coleguinha que parece ter-lhe dado uma atenção a mais. Essas meninas sonham demais, e todos os sonhos têm um único ideal, o de encontrar o seu par.


As mocinhas casadoiras são, quase sempre, românticas e sonhadoras, confiando demais nos homens, e se julgando o centro das atenções masculinas. Elas, na infância, são crianças que veneram a família e adoram os pais. Mais tarde, elas se tornarão adolescentes namoradeiras que não perdem tempo com rapazes sem juízo, mas vêem em cada colega comportado um candidato em potencial a futuro marido.

Uma palavra mais gentil ou uma atitude mais atenciosa de um rapaz que conheceu no final de semana se transforma num momento para ser lembrado por muito tempo, ou por toda a vida. Para elas, todos os namorados possuem perfis semelhantes, são cavalheiros, responsáveis e muito sérios. Esses dons são indispensáveis para torná-los sérios candidatos ao altar.


As mocinhas do dia 6 não estão dispostas a perder tempo com quem só quer aproveitar a vida, ou se aproveitar delas. Não é que elas não gostassem de ser admiradas como um objeto sexual, por um breve momento que fosse, mas isto seria arriscar a imagem de moça séria, e afastar os rapazes mais confiáveis. Em resumo, perda de tempo.
As moças do dia 6 são conservadoras, e preferem o ambiente doméstico à devassidão do barzinho da esquina. Elas são apegadas às tradições da família, e costumam dar mais valor a uma pulseira herdada de uma bisavó do que ao sapato da moda. Os hábitos e costumes dos pais são celebrados como rituais sagrados, e poderão permanecer no altar de suas lembranças pela vida toda.
O casamento e a maternidade são idéias fixas, muitas vezes disfarçadas pela timidez ou pelo bom senso. Elas sentem uma paixão incontrolável pela vida doméstica e pela educação dos filhos. Casar e procriar, eis os verbos que são conjugados, a todo instante, no silêncio de suas mentes.

Meus críticos leitores, não imaginem que essas moças sejam enfadonhas e não tenham outro assunto senão falar de suas famílias. Pensar assim seria tirar o maior valor que elas carregam consigo através da vida – amorosas e sentimentais, elas são companhias muito agradáveis e costumam ter dons musicais e voz muito afinada. Agradáveis e conversadas, bater um papo com elas, para um celibatário convicto, será um eterno risco, uma ameaça constante às suas convicções de que “casamento não é papo pra mim “.
A explicação para essa idéia fixa de casamento é a herança trazida de outras vidas, em que a vida a dois mostrou-se uma experiência agradável e muito prazerosa. Agora, elas desejam repetir o feito, e incorporar a agradável sensação de constituir uma família à sua missão, não importando qual seja essa missão. Elas sabem que para cumprir suas missões deverão desenvolver uma personalidade amorosa, romântica e familiar, e para isto, nada melhor do que casar.

Aconselho aos jovens mancebos que têm verdadeiro pavor do casamento que não se aproximem dessas donzelas do dia 6, pois correm o sério risco de serem seduzidos e se tornarem presas fáceis diante dos seus encantamentos.
Se tu, minha atenta leitora, nasceste num dia 6, e julgas não te enquadrares nesta imagem de casadoira, reflete bem antes de negar tua identidade com esse perfil que acabo de traçar, pois podes estar escondendo o jogo, e armando um bote para cima de alguém. Disfarça apenas, que já será o suficiente. Mas, seleciona bem o teu futuro parceiro, para não ter que descasar poucos anos depois de casada.
Eu já não agüento mais de tanto casa e separa. Na minha função de numerólogo, a estatística de separação é assustadora, chegando à casa de mais de oitenta por cento das mulheres que me pedem o seu mapa numerológico.
Acontece, minha querida leitora do dia 6, que se o ato de desmanchar o casamento costuma ser um sofrimento enorme para qualquer mulher, muito mais será na vida das nascidas num dia 6. Elas se sentem fracassadas e rejeitadas na sua condição de mulher, e demoram bastante a recuperar a auto-estima.

O meu conselho é escolher bem, antes de casar, mesmo sabendo que, em questões amor, não existe certificado de garantia. Talvez, seja conveniente perder um pouco mais de tempo, para conhecer melhor o futuro parceiro, antes de convencê-lo a unir sua vida à tua. Casar é um sonho na tua vida, minha sonhadora leitora, mas não o transforme num pesadelo, somente por não ter paciência na hora da escolha. Não precisa sonhar com um galã de cinema, mas não se atire nos braços do primeiro que se demonstrar disposto a topar uma vida a dois.



sábado, 7 de janeiro de 2012

POLUIÇÃO MENTAL - O INÍCIO DE TUDO


Teia Ambiental - em defesa da saúde mental do planeta!

Meus fiéis leitores, neste mês de janeiro do ano de 2012, eu dedico este espaço a uma reflexão, e me abstenho de denúncias ou acusações. Acompanhando as notícias, que me parecem verdadeiras obras-primas de “non sense”, eu tento entender o que se passa na mente da humanidade. E confesso-vos que não é uma tarefa fácil.
Os habitantes do planeta Terra parecem insanos devastadores da vida, numa competição sem fim pelo direito a pleitear o título de maiores ameaças ao futuro de si mesmos. As criaturas humanas são consideradas os únicos seres que destroem os ambientes que lhes proporcionam condições de sobrevivência.
Estive refletindo sobre a origem de tanta poluição, e não demorei muito a chegar a uma triste e fatal conclusão, de que o princípio de tudo está na mente da criatura humana. A mente da humanidade está poluída, motivo pelo qual tudo que pensa e faz gera poluição e destruição ambiental.  
A questão seguinte foi procurar encontrar a fonte alimentadora desta terrível poluição mental, a que abasteceria a mente humana dos impulsos agressivos e destrutivos. Não foi difícil chegar a ela, bastou-me digitar um ou dois sites de notícias, e lá estava eu, no meio do lixo.
Notícias aterrorizantes incutindo o medo na sociedade, pequenas observações subliminares criando suspeitas de ameaças à integridade física do cidadão, escândalos com comentários maldosos sugerindo que ninguém vale nada, futilidades sem conta promovendo atitudes escandalosas e programas desprovidos de um mínimo de ética e moral, do tipo BBB, Novelas e Humorismo de baixo nível.
Na televisão, os noticiários distorcem os fatos para promover os interesses dos grandes empresários e banqueiros internacionais, cujo último desejo na vida é ver o mundo sem miséria e em paz. Os destaques são para as violências nas grandes cidades, intimidando seus moradores a não sair às ruas. As guerras são noticiadas de forma tendenciosa, procurando favorecer a imagem das nações que estão associadas ao poder internacional que manda e desmanda no mundo. As mentiras disfarçam os crimes dos poderosos, tratando-os como ações para corrigir os desvios de conduta ou as ameaças causadas pelos países menores, esses sim os verdadeiros ameaçados.
E tudo isso com o único intuito de tornar os ricos mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Mesmo que à custa da poluição dos oceanos com derramamentos de petróleo, de milhares de florestas devastadas por pastos, dos milhões de armas assassinando jovens ingênuos ou iludidos por governantes que forjam as guerras e por falsas ajudas através de empréstimos aos países em crise, que se transformam em arapucas para roubar-lhes a soberania.
As mentes humanas, diante das telinhas, que agora são duas com a popularização da internet, vão sendo alimentadas pelo lixo despejado pela mídia, todo ele embrulhado em papel de presente. As mentiras se sucedem, as calúnias são estratégias fabricadas por marqueteiros para atingir a honra de quem se atravessa no caminho dos poderosos e tudo sob o aval de grandes redes mundiais de comunicação, que impressionam pelo tamanho, mas cuja grandeza está vinculada a interesses que subvencionam as falsas verdades, que são bem mais fortes causas de poluição do que as mentiras.
Os coitadinhos crédulos, diante da riqueza e da magia da tecnologia, acreditam em tudo que ouvem e vêem, permitindo que o lixo se aloje em suas mentes. Mente poluída pela mentira, pelo ódio e pelo medo é o ambiente perfeito para idéias distorcidas e agressivas contra a natureza e contra a sociedade.
A poluição mental produz reações violentas contra a natureza, numa busca frenética por riqueza, extraindo da terra tudo que possa ser transformado em dinheiro. Quando isto acontece, a poluição mental passa a ser a fonte que alimenta a poluição ambiental.
Atos ou notícias despretensiosas mexem com a mente humana, ativam as autodefesas e põem a sociedade em pânico. A mídia vende tudo que possa fazer de um cidadão comum um homem iludido pela moda. Ou com um revólver na mão, um pretenso guardião da família. Ou com dinheiro no bolso, uma figura respeitada na sua comunidade.
Tudo poluição, mera poluição. No início, a poluição limpa, não por não conter toda a sujeira, mas por escondê-la muito bem. Depois, com a insistência das mensagens poluidoras, já não há como evitar os efeitos físicos da poluição. Desperdício, para atender o promovido consumismo. Atitudes violentas, para imitar os grandes falsos heróis, promovidos pelos noticiários, com a disfarçada intenção de assustar e amedrontar a sociedade. De tanto serem noticiados, os bandidos se tornam heróis, e penetram na intimidade das famílias, que os tratam como pessoas da casa.
E as mentes vão sendo poluídas disfarçadamente, em meio a notícias falsas, fantasiosas e ilusórias. Tudo a serviço dos interesses financeiros internacionais, que distribuem fartas esmolas para o povo, ou na pior das hipóteses pão e circo.
Mente poluída, planeta destruído. Mente contaminada, natureza devastada.
E tu, atento leitor, como vai a tua mente? Quanto tens poluído a natureza?
Cuidado, muito cuidado! O cacique Seattle, há mais de 100 anos, já preconizava que, um dia, o homem branco despertaria sufocado em seus próprios dejetos. Toda noite antes de dormir, não custa dar uma olhada ao teu redor.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

DIÁLOGO SILENCIOSO NUM NATAL DISTANTE

Meu querido amigo, minha querida amiga, nada nos deixa mais sensíveis do que a aproximação do Natal. Uns, vivem o ano inteiro, à espera desse dia, outros, pelo contrário, alegam detestá-lo. Mas, todos, de alguma forma, estão ligados nele.

Há muito tempo atrás, surpreendi um diálogo silencioso, entre minha Alma e minha Personalidade. Silenciei minha mente, para ouvir o que diziam. A Personalidade fazia planos para a festa e contabilizava os presentes a ganhar. Minha Alma chamou-lhe a atenção, censurando os apegos materiais.

A Personalidade retrucou que adorava as festas natalinas e que gostava de ganhar presentes. Ela falou do prazer nas surpresas dos presentes e na fartura da mesa na hora da ceia. E, ela ouviu mais críticas e censuras, vindas da Alma.

Dei razão à Alma, afinal de contas, o Natal é uma celebração sagrada e não esse consumismo em que foi transformado nos tempos modernos. A Personalidade defendeu-se com argumentos místicos. Ela acusou a Alma de ser insensível com a sua condição de existência passageira. Dizia ela que, enquanto a Alma tem vida eterna, ela só vive uma única vida. Assim, é mais do que natural querer aproveitar o máximo que pode. E, neste caso, era um consumismo comedido, alguns presentes a mais e um prato cheio com direito a repetição. Está bem, ela reconhecia que uns dois ou três copos de vinho, mas nada além.

A Alma passou-lhe uma descompostura, lembrando-lhe que ela estava ao seu serviço, e qualquer deslize iria repercutir na sua próxima existência. A Personalidade não se fez de rogada e acusou a Alma de explorar o seu trabalho e não lhe dar o direito de lazer ou férias.

A Alma ainda teve de ouvir acusações de que todas as conquistas futuras seriam frutos da dedicação da Personalidade à Missão. E que ela, a Alma, passava-lhe suas experiências, é verdade, mas quem tinha de executar as tarefas e correr riscos de fracassos, era ela, a pobre e sacrificada Personalidade.

Eu já estava quase interferindo, quando ouvi uma voz mansa e suave, vindo lá do fundo da mente, dizendo: “Está bem, minha esforçada Personalidade, para manter a nossa harmonia, eu e tu celebraremos juntas este Natal. Mas, eu ficarei de olho nos teus excessos. Cada garfada e cada copo de vinho a mais poderá significar um crédito a menos na minha evolução. Cada ambição por um presente mais caro e um desprezo por outro mais simples pode provocar retrocessos e karma”.

A Personalidade agradeceu e deu um abraço virtual na Alma. Ambas celebraram a harmonização dos opostos e a certeza de que não provocariam doenças no corpo físico. E daquele Natal em diante, nunca mais o fato se repetiu. Assim deveriam agir todas as Almas e Personalidades, abraçando-se umas às outras, e todas com todas.

A minha Alma se junta à minha Personalidade para abraçar os meus amigos e inimigos. Sim, eles existem, sempre existem, por mais que tentemos evitar que aconteça. Desejo um Natal muito feliz e pacífico para meus conhecidos e desconhecidos. E, por fim, desejo uma bela e solidária festa de confraternização para a minha e para as vossas famílias.

Sempre existirão Almas e Personalidades em conflito, cada qual ocupada com os seus interesses pessoais, mas todas deverão buscar uma integração de ideais, até porque elas não podem divergir, já que uma não existe sem a outra. Aliás, meus amigos, isto não é nenhuma novidade, ou não deveria ser.

Assim como as Almas e Personalidades dependem uma da outra, uma não existe, se a outra não existir, nós humanos também não podemos viver uns sem os outros. Nós precisamos uns dos outros.

É uma pena que muitos só parem para refletir sobre isto a cada Natal!

Vamos fazer de cada dia de 2012, uma celebração natalina? Vamos desejar de coração a todos um feliz ano novo? Assim, estaremos unidos o ano inteiro, celebrando a vida, renascendo a cada dia e proporcionando à nossa Personalidade o gostinho da eternidade.

Felicidades a todos os meus irmãos em humanidade.

FELIZ NATAL E UM 2012 COM MUITA PAZ E AMOR.

sábado, 17 de dezembro de 2011

A OVELHA E O PEREGRINO

Meus fiéis leitores, eu venho refletindo bastante sobre o momento espiritual por que passa a humanidade. Muitos acreditam que estamos vivendo uma grande expansão da fé, por causa do crescimento das igrejas evangélicas. Outros pensam ao contrário, sob a alegação de que a violência continua crescendo e os abusos e assédios sexuais se multiplicam, envolvendo, inclusive, representantes das diversas igrejas mundiais.

Confesso-vos que, na minha cadeira de observador, lidando com um público espiritualizado acima da média, não compartilho de nenhuma das duas opiniões. Eu sou forçado a reconhecer que vivemos uma imensa movimentação religiosa, mas que não me parece resultar num aumento de religiosos, mas numa redistribuição de fiéis pelas várias religiões.

Os movimentos religiosos se sucedem, procurando atrair novos fiéis para os seus antigos templos, ou, quem sabe, antigos fiéis para seus novos templos. As religiões utilizam de toda forma de marketing para convencer os tementes a Deus que a sua, e não a outra, é a garantia maior de se obter um lugar no céu. Elas promovem uma espécie de dança das cadeiras, atraindo para a sua igreja, o freqüentador da outra. Mas, não se ouve quase falar de ateus que se converteram a esta ou aquela religião.

Na Numerologia da Alma, as religiões são reconhecidas como uma prática devocional, da qual é o número 6 o ícone que as identificam e reconhecem numa análise numerológica. O mais interessante é que pelo mesmo número 6 chega-se a outras práticas tradicionais como o casamento, a família, a maternidade e a educação escolar. A religião estaria no mesmo patamar dessas práticas conservadoras e presas a tradições sociais.

Numa outra perspectiva e num patamar diferente, simbolizada pelo número 9, encontraríamos a espiritualidade, destituída do sectarismo religioso e sustentada pela fé num Ser Superior ou Divino, que a maioria denomina Deus. Entre uma tendência e outra, identificam-se muitas crenças em comum, mas uma tendência básica é suficiente para afastá-las uma das outras – a autoridade eclesiástica.

As igrejas precisam da autoridade que estabeleça as regras da fé e as convenções a ser seguidas, para determinar o virtuoso ou o pecador, a consagração ou a punição, as datas festivas e as celebrações ritualísticas.

A espiritualidade é um ato espontâneo de cada espiritualista, que segue uma jornada pessoal, tal qual um peregrino, em busca da iluminação. Ela não está inserida em instituições ou regulamentos, ela é um ato de fé numa presença indefinida e divina que se manifesta em tudo e em todos.

Não, meu caro leitor, o Espiritismo não deve ser confundido com esta espiritualidade de que falo. O Budismo e o Taoísmo também não. E, naturalmente, nenhuma das religiões judaico-cristãs. Todas essas manifestações de fé que, nas suas origens, tiveram um ideal de livre expressão da espiritualidade humana, um dia se tornaram religiões, e passaram a ter um comando superior. E, se possuem um chefe, não é mais o que denomino Espiritualismo.

O Espiritualismo é como um despertar da alma humana, atendendo um chamado do Alto, como se a Divindade dispensasse os intermediários e se dirigisse diretamente aos que são capazes de acolher a mensagem, sem precisar da versão ou tradução de um líder ou guia espiritual.

Os devotos alegam que a humanidade precisa do pastor para guiar o rebanho. Os pastores ensinam que, somente quem é capaz de interpretar a linguagem sagrada dos livros religiosos poderá transmitir a verdadeira palavra dos profetas. As diversas religiões brigam entre si para impor suas verdades, que, na maioria das vezes, nem são as dos seus profetas, e longe estão de traduzir o que disseram os grandes Seres que as inspiraram.

Na igreja católica, os padres lutam com todos os argumentos seculares, para sustentar hábitos e tradições que são rejeitados, por grande parte dos seus seguidores. Nos templos evangélicos, pastores esbravejam aos berros, a maioria deles mal preparados para a função, tentando convencer pela altura da voz e não pela lucidez dos seus argumentos.

Nas religiões orientais, a situação não diverge muito das religiões judaico-cristãs, por insistirem em práticas que estabelecem verdades de cima para baixo, ou melhor, de fora para dentro. Os religiosos ainda não despertaram para o fato de que o diálogo Criador-criatura não mais exige tradução, e que os tradutores estão dispensados.

A leitura dos textos sagrados sugere que, um dia, isso viria a acontecer, e que Deus falaria à humanidade de um modo natural, sem véu e sem mistérios. Mas, as autoridades religiosas nunca aceitarão reconhecer que esse dia já chegou, e teimam em manter o poder e o controle sobre a sua comunidade de fiéis.

Todos, meus nobres leitores, todos os líderes religiosos resistem em entregar o poder sacerdotal aos seus fiéis liderados, considerando-os incapazes de falar com Deus. O mesmo argumento é utilizado pelos ditadores, quando não permitem o voto direto do povo, sob a alegação de que o povo não sabe escolher.

O povo não poderá jamais saber, se não praticar. Seja o ato de votar, de rezar, de governar. Se eu nunca ouvi a música suave e melodiosa, não poderei preferi-la a esses sons desconexos e patéticos. Se tu ainda não leste um escritor clássico, irás preferir ler o pasquim ou essas revistas semanais pretensamente sérias. Se não treinares os teus ouvidos espirituais para ouvir a palavra divina, não entenderás nada, e terás de recorrer a um intérprete que entendendo tanto quanto tu, e presumindo uma sabedoria que não tem criará uma interpretação bisonha e viciada em crendices descabidas.

O Espiritualismo está se irradiando por todo o mundo e despertando a verdadeira religiosidade na humanidade. O movimento é lento, porém inexorável, não pode ser interrompido, nem acelerado. A voz divina soa nos ouvidos espirituais dos seres despertos, que não buscam fora de si verdades que estão presentes no fundo de suas almas, onde sempre estiveram desde o início dos tempos.

Meditação, reflexão, estudo, leitura, atenção, silêncio e outras atitudes simples e espontâneas abrem os portais dos templos para a Iniciação. Aquele que prefere continuar recorrendo ao intérprete ou tradutor deverá seguir o que a sua consciência mandar. Mas, os que já não aceitam mais a coleira no pescoço devem confiar no seu Deus Interior ou seu Cristo Interno e sair em peregrinação a buscar a Iluminação, liberando os pastores para os rebanhos que permanecem nas pastagens.

Os Grandes Mestres não criaram religiões, foram seus seguidores que instituíram as igrejas. As doutrinas dos Mestres foram perfeitas, as versões dos seus seguidores tão imperfeitas como os seres que as redigiram, traduziram e as modificaram ao seu bel prazer ou interesse.

Eu te entendo, estás habituado às rotinas da tua fé, e tens medo de não seres capaz de lidar com a liberdade de falar com Deus. Mas, eu antevejo alguns que silenciosos se puseram a imaginar uma nova conduta, que responda melhor às suas dúvidas e incertezas.

Agora, meu atento leitor, tu podes escolher, ou a coleira na pastagem ou a estrada livre do peregrino.