AMIGOS:
Aqui está o link para adquirir o livro de numerologia.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016
terça-feira, 27 de setembro de 2016
NUMEROLOGIA DA ALMA - Conhece-te a ti mesmo
Meus queridos leitores:
No sábado passado foi lançado o meu livro de Numerologia da Alma - Conhece-te a ti mesmo, que reúne todos os ensinamentos que venho transmitindo em meus cursos, há cerca de 20 anos.
Nesta obra, eu pretendo ensinar a verdadeira essência da numerologia pitagórica, que promove com uma visão espiritual, a busca do autoconhecimento.
O livro tem um teor didático, voltado para o aprendizado de um leigo, que não tenha conhecimento da técnica e do teor do que seja a numerologia.
Numerologia da Alma é uma técnica desenvolvida por mim, a partir dos ensinamentos numerológicos e filosóficos de Pitágoras, dirigida para a revelação da missão a ser cumprida nesta vida.
Espero que os meus leitores adquiram a obra e, principalmente, aprovem o seu conteúdo.
As vendas serão, inicialmente, realizadas pela internet, através de um link que conectará o comprador à Editora.
Este link será informado ainda nesta semana, para que os leitores interessados possam adquirir o seu exemplar, com toda facilidade e comodidade.
Abraços.
Gilberto Gonçalves.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
TEIA AMBIENTAL - JOGO SUJO TAMBÉM É TEMA AMBIENTAL?
Meus
caros leitores:
Confesso-lhes
que já estou esgotando o meu repertório de alertas ambientais.
Verdade seja dita, que sujeira é que não falta neste país, mas nem
todas são de lixo concreto, matéria física e poluente ambiental.
Às
vezes, eu relembro de uma pessoa que conheci, de uma honestidade
ímpar no trato com seus semelhantes, religiosa e participativa das
atividades da igreja, mas, confessava que adorava roubar no jogo.
Menciono
isto, para comparar com outras pessoas que conheço, que admiro e
prezo, mas são omissas no trato com os cuidados com a natureza.
Poluem, sujam e destroem, e nem se dão conta que estão dando
mostras das criminosas ambientais que são.
Será
que mentiras sujam? Palavrões e agressões verbais poluem? Ou devo
fazer como um certo juiz que só procura sujeira em acusados que ele
pretende condenar? Mas, e os amigos, que parecem tão honestos ou
educados, o que faço com eles? Perdoo-os, a baixeza de suas
palavras e a vulgaridade do seu modo de tratar a quem não
simpatizam?
E
os mentirosos, que se baseiam em leis que existem, para distorcer
suas aplicações, o que faço com eles? Coloco as suas histórias
aqui no Teia Ambiental, ou os deixo governando as suas e as nossas
vidas, como se exercessem função legal?
Diante
de um momento na vida do país, em que a mentira se institucionalizou
e a farsa se tornou uma ação democrática, onde recolho os restos
da sujeira que vão sendo deixados para trás?
Como
falar de lixo jogado no chão, se, em muito maior quantidade, eles
estão sobre mesas e arquivos de autoridades, servindo de provas na
justiça e no parlamento?
Por
hoje, eu desisto, meus leitores. Lendo os jornais de nações livres,
em que folhas de papel informam e não deformam, não consigo conter
as minhas náuseas, quando vejo, nas bancas de jornais de nosso país,
tanto papel sujo embalando lixo.
Olhando
para as ruas da minha cidade, de repente, eu me dou conta que, se
comparadas com os porões dos palácios, elas são fontes de
inspiração para exaltarmos a limpeza de um chão, pisado pelo
humilde cidadão.
O
tempo só o tempo dirá, o que fazer com tanto lixo!
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
TEIA AMBIENTAL - DEFINA LIXO E EXEMPLIFIQUE POLUIÇÃO
Estamos
vivendo num lixão, e não mais nos apercebemos do mundo poluído ao
nosso redor. As pessoas não se dão conta do que seja lixo, e não
percebem que provocam e promovem a poluição.
O
que é lixo? Seriam resíduos de restos inúteis que não queremos ou
somos induzidos a não querer mais? Ou seriam coisas velhas, que os
meios de comunicação anunciaram estar fora de moda? Ou ainda, tudo
que atrai moscas e mosquitos, cheira mal e pode transmitir doenças?
Todas
estas afirmações podem e devem ser atribuídas ao lixo, mas as
definições omitem o verdadeiro conteúdo do lixo, o desperdício,
as mentiras, as hipocrisias, as falsidades e o imprestável. Nestas
realidades encontram-se os significados mais próximos do que, de
fato, seja o lixo.
Lixo
é o desperdício com desvios e superfaturamentos, quando se tem
pouco para aplicar pelo bem-estar de um povo. Lixo é o que está por
debaixo das aparências honestas das ações políticas e jurídicas.
Lixo é elogiar o crime e a mentira, em nome de interesses
comerciais. Lixo é o valor recebido pela privatização de nossas
riquezas. Lixo é o que está por baixo do tapete dos interesses das
grandes corporações.
Muitos
dos leitores, talvez, estranhem estas conceituações do lixo, tão
distantes do que estão acostumados a ouvir. Elas são, no entanto,
as causas que antecedem o lixo físico, que, em nossa ingenuidade,
aceitamos como sendo apenas os monturos de dejetos expelidos pela
criatura humana, que são visíveis ao olhar humano.
O
lixo começa muito antes dos detritos atirados na natureza, da fumaça
lançada no ar, por chaminés e canos de descarga, e de lama tóxica
que rompe barreiras, como aconteceu em Mariana. O lixo termina, quase
sempre, sendo encoberto ou desviado para refúgios, longe dos nossos
olhos.
O
lixo está nas causas que antecedem a entrada em campo da seleção
de futebol. O lixo também antecede o desfile inaugural das
Olimpíadas. O lixo está nos locais de honra, nos palácios da
política e nos templos da justiça. O lixo está em nossa casa, nas
telas da TV e no Face dos nossos computadores.
Nós,
seres humanos, somos os fabricantes do lixo e os produtores da
poluição. Nós estimulamos as indústrias a sujar, sempre que somos
levados pela onda consumista, que é promovida por empresas de
marketing a serviço da mentira dos fabricantes, que só querem
vender e lucrar com seus produtos, muitos deles inúteis e nocivos.
O
lixo também está nas prateleiras das drogarias e dos supermercados,
nas vitrines de roupas e sapatos, nos salões das agências de
automóveis e nos esgotos que correm por baixo do chão até serem
lançados nas águas do rio, que corre para o mar. O lixo está onde
não se vê, onde ele é escondido ou queimado pelo fogo.
A
poluição está no ar, na fumaça das queimadas e nos
congestionamentos do trânsito das grandes cidades. A poluição está
na chaminé das fábricas que produzem quantidades imensas de
produtos e de fumaças tóxicas. A poluição está nos gabinetes que
autorizam os desmatamentos. A poluição está na corrupção que não
se vê, porque não é delatada, e não é delatada por ser
encoberta, antes que chegue ao conhecimento da população. A
poluição está no jornal de notícias que deforma as notícias, em
vez de informar.
Estamos,
sem dúvida, num mundo dominado pelos produtores do lixo. Eles são
os grandes poluidores da natureza. E os que aceitam os seus golpes
são seus cúmplices. Aqueles para os quais as propagandas são
dirigidas são meros e ingênuos culpados, que trocam as lâmpadas da
sua casa, com o intuito de economizar energia, e provocam mais e mais
lixo. Enquanto, se julgam heróis por gastar menos luz, os vilões
multiplicam seus consumos, com suas fábricas funcionando noite e
dia, para produzir mais lixo, para ser consumido por mais cúmplices.
Diria
o leitor mais crédulo do que ingênuo, que, para isto, existe
justiça. Eu convido a este e a todos que se amparam em ações desse
tipo, que olhem em volta, procurem os defensores da lei, da ordem e
do progresso, e me digam onde encontrá-los.
Aconselho
a todos que sejam seus próprios juízes, não esperando de fora o
que deve ser aguardado a partir da consciência de cada um. Se o lixo
existe, que ele não seja produzido pelo seu consumismo. Se a
poluição está no ar, que não seja da sua chaminé e nem da
fogueira do seu quintal. E se a natureza chora, que não sejamos nem
vítimas e nem vilões, mas cidadãos responsáveis que,
simplesmente, fazemos a nossa parte.
Neste
mês 8, publico a Teia Ambiental, não num dia 7, como é tradição,
mas, num dia 8, o número que melhor expressa o equilíbrio perfeito
entre o mundo material e o espiritual. Não pode haver sucesso
material sem o correspondente progresso espiritual. E quem revela
esta relação com a mais absoluta clareza pitagórica é o número
8.
Finalizo,
alertando a todos que não busquem o lixo somente no chão, e a
poluição apenas no ar, mas dentro de cada um de nós, consumistas,
comodistas ou egoístas. Como afirmou o índio Seattle, a humanidade
branca, um dia, despertará sufocada nos seus próprios dejetos. Será
que vamos dar razão a ele?
quinta-feira, 7 de julho de 2016
TEIA AMBIENTAL - OS MATA-MOSQUITOS AÉREOS
Caros leitores:
Nos
meus tempos de criança, os mata-mosquitos chegavam a pé, penduravam
uma bandeirinha amarela para sinalizar sua presença e despejavam
inseticidas em ralos e monturos de lixos. Com o passar do tempo, e a
tecnologia moderna, os mosquitos ganharam um grau mais elevado de
combatentes – os aviadores.
Num
ato de rara infelicidade, o governo acaba de autorizar o combate aos
mosquitos nas cidades, mediante a pulverização de inseticidas, por
aviões, como é costume fazer-se nas lavouras. Lendo a notícia, as
pessoas de bom senso, que não se deixam levar pelas artimanhas
enganosas da Rede Globo, se questionam sobre os perigos de
contaminação que tal medida pode provocar.
Os
noticiários, a serviço dos grandes anunciantes, os fabricantes de
agrotóxicos e inseticidas, não se insurgiram contra a medida,
trataram-na como uma atividade emergencial de combate à dengue e à
zika. Os órgãos de saúde, bem que protestaram, mas um protesto
tímido, como o de todos que comprometidos com o golpe têm medo de
se opor aos atos insanos, que se sucedem a cada dia.
Jogar
inseticida na nossa cabeça, enquanto estamos na rua ou no quintal de
casa? Pulverizar com veneno os reservatórios de água das cidades?
Contaminar os rios e lagos, os ares e mares? Espalhar veneno sobre
produtos alimentícios expostos em feiras e calçadas? Cobrir de
veneno os corpos de crianças e idosos, pegos desprevenidos em filas
ou relaxando numa praça pública?
Será
que eu entendi direito? Estamos autorizando o envenenamento das
cidades, por causa de um bando de mosquitos? Quem está ganhando com
isto? – é a pergunta que se faz? O povo não é, disto podemos ter
certeza.
A
que ponto chegou a ambição humana para ganhar dinheiro a qualquer
custo! As empresas de aviões especializadas em pulverizar plantações
já se manifestaram a favor do decreto presidencial. Pudera, serão
elas uma das grandes beneficiadas!
Os
organismos de saúde internacionais relacionam o veneno usado nessas
pulverizações com o crescimento de casos de cânceres, nas regiões
onde ele é usado e nas pessoas que o manipulam. Houve uma grita
geral, entre os sanitaristas que sabem dos riscos seríssimos que as
populações das cidades pulverizadas correriam, caso sejam
contaminadas por esses voos criminosos.
Onde
estamos com a cabeça? Parece que a ambição por dinheiro e poder
mexeu com os parafusos das cabeças de governantes e empresários,
deixando-os meio frouxos. Quem em sã consciência pode imaginar-se
caminhando pela rua da sua cidade, e, de repente, ouvindo sirenes de
ataque aéreo, procurar uma estação do metrô para se proteger das
bombas de veneno lançadas sobre suas cabeças? Isto é loucura!
O
nosso país perdeu o rumo! Não há mais limites para nada, quando o
interesse maior seja o dinheiro. Surgirão guarda-chuvas para
inseticidas, roupas de proteção antivenenos, protetores de pele,
óculos de isolação contra pulverização e um sem número de
artigos de ocasião, lucrando com a medida, enquanto os postos de
saúde não terão mãos a medir para tratar de tantos casos de
contaminação.
Isto,
sim, é um golpe, e que golpe! O golpe se configura como tal, quando
não há meios ou leis que nos protejam de medidas absurdas e
ditatoriais, que se sustentam em pretensos combates contra doenças.
Será que já não bastavam as vacinas que matam, os remédios cujos
efeitos colaterais são mais perigosos que as próprias doenças e
outras drogas que enchem os bolsos dos empresários das doenças?
Era
preciso inventar uma desculpa, ainda maior, para envenenar mais do
que as frutas, os legumes e as verduras cultivadas na base dos
agrotóxicos? Era preciso trazer o inseticida a domicílio? E o pior,
lançá-lo diretamente nos reservatórios de água potável!
Estamos
vivendo um momento de escuridão, na vida da nação. Ou de cegueira,
como diria José Saramago, em seu emblemático ensaio. Todos se
calam, com medo do desconhecido. Perdeu-se a noção dos limites
permitidos pela Constituição. Só se conhece a pena da Inquisição
do Lava Jato, que se tornou a lei maior desta nação.
Vivemos
o ressurgimento da caça às bruxas. Todos se encolhem e se calam. Ou
se falam, todos se fazem de surdos, como se a população além de
cega, tivesse ficado muda. E enquanto o medo se instala na alma do
povo, um medo, não menor, percorre as ruas das cidades, de olhos no
céu.
E
a denúncia em jornais? Não há porque não mais possuímos jornais,
ou nunca os tivemos. E as estações de televisão com seus
noticiários, não protestam? O Jornal Nacional abafa os demais,
afinal quem manda na verdade ainda é a Globo.
As
redes até que se esforçam, mas não são suficientemente poderosas
para confrontar-se com o Sistema Globo, e acabam criando aquela
pequena comunidade, que troca informações entre si, mas nada além
que possa criar uma indignação nacional.
Corre-se
o risco de acabarmos com a dengue, acabarmos com a zika, e acabarmos
com tantas e tantas vidas, se não como nas câmaras de gás
nazistas, mas a médio prazo, como ocorre com as contaminações
nucleares, que vão matando aos poucos.
E
agora, será que se batermos panelas, muda alguma coisa?
A
que ponto chegamos!
terça-feira, 7 de junho de 2016
TEIA AMBIENTAL - VENTO - O MENSAGEIRO DOS DEUSES
Meus
caros leitores:
Decidi,
este mês, fazer uma apologia ao vento, rendendo, desta forma, a
minha homenagem a um amigo e companheiro de todo dia. Fiel e pontual,
a cada manhã, recebo sua suave e perfumada brisa, ao abrir minha
janela.
Muitos
o temem, eu não. Muito reclamam de sua fúria, eu a respeito. Muitos
atribuem-lhe desastres, eu os debito na conta das insanidades
humanas.
Senhor
das grandes mudanças na superfície terrestre, ele transforma
paisagens e muda o curso das nuvens, conduzindo a água da chuva de
um lugar para outro.
Se
eu invoco a sua presença, ele me responde com um suave balançar das
folhas das árvores. Se eu clamo para que adie as chuvas para o dia
seguinte, ele aumenta sua força e desvia o seu rumo, carregando as
negras nuvens para mais distante.
As
mudanças são orquestradas pelas suas lufadas que afetam tempo e
espaço. Ele é independente e muito impulsivo, cultua a liberdade e
não se intimida diante do futuro.
O
vento traz as revelações do éter. Ele é o mensageiro dos deuses.
Se uma folha de árvore iniciar um balanceio imprevisto, não temam a
chuva que vai cair, mas celebrem o ritual mais
sagrado da natureza,
em que a água que subiu aos céus vai comungar
com o leito dos rios.
Sem
a força dos ventos, as nuvens não sairiam do lugar, e o mundo não
conheceria as mudanças. Sem as mudanças, a terra seria insípida,
sem expectativas e cansativamente repetitiva.
Abrir
os braços e conclamar a presença do vento é um ritual de amor. Ele
virá, esteja onde estiver, por ser fiel aos seus sacerdotes.
A celebração é garantida, se o deus a ser cultuado é o vento.
Comecem
a girar e a chamar sua presença, e logo ele se fará presente. As
folhas começam a girar ao redor do nosso corpo, e a alçar voo em
direção ao infinito. Não há limites para o vento, ele começa
onde muitos terminam, e termina onde o vento faz a curva.
Amigo,
escudeiro, transformador e mensageiro, não haveria vida sem a sua
vital presença no ar. Se eu fosse materializar a sua imagem no mundo
físico, eu desenharia o número 5, e incorporaria à imagem as
energias ousadas e aventureiras de suas paixões e fantasias.
Neste
dia 7, que revela a energia mais próxima da consciência ambiental,
eu decidi homenagear o número 5, símbolo do vento e da magia. A
magia é a ponte que liga o visível ao invisível, e o vento é o
agente transformador que nos ajuda a atravessar essa ponte.
A
bênção, meu irmão vento, mensageiro dos deuses.
sábado, 7 de maio de 2016
TEIA AMBIENTAL - A NATUREZA NÃO ADMITE IMPEACHMENT
Meus
caros leitores:
Quem
pensou que eu havia desistido de comparecer, a cada dia 7, com um
texto em defesa da natureza, enganou-se. Acontece que, eu, como a
natureza, precisamos de um tempo de trégua, para sobreviver a esse
ataque permanente do homem contra o planeta. Por isto, no 7 de abril,
eu fui espairecer em Tiradentes, onde a história está viva nas
ruas, e o verbo preservar é conjugado a todo instante.
Ao
retornar com o que me deparo? Como
se dizia na época de guerra “sem novidades no fronte”. Nada que
tem surgido, nem mesmo o recente e repetitivo compromisso das nações
para reduzir a destruição ambiental pode ser motivo de comemoração.
Essas reuniões se sucedem de tempos em tempos, quando muitas
previsões fazem parte do documento final, umas antecipando tragédias
e outras prometendo mudanças.
As
tragédias continuam acontecendo, mas as mudanças, quando ocorrem,
são mínimas transformações estratégicas ou simples jogo de
palavras, que ficam no papel e não sensibilizam a alma humana. O
dinheiro é o fator prioritário das ações e decisões dos países
ricos. Enquanto isto, os países pobres não fogem à regra
geral,
e, na alegação de
que
precisam crescer, embarcam nas mesmas ações predatórias dos ricos.
O
resultado a cada ano é o surgimento de novas catástrofes
ambientais, anunciadas, umas, e confirmadas, outras. Querem um
exemplo prático? O vazamento da barragem da Samarco, em Mariana,
aqui pertinho da minha querida, São Lourenço. E dentro de uma área
de preservação histórica, que inclui a vizinha Ouro Preto, um
patrimônio da humanidade.
O
que faz a humanidade jogar com a saúde da natureza e a vida humana,
sem o menor escrúpulo de usar como defesa de seus atos predatórios,
o progresso econômico da região! Que progresso poderemos esperar,
agora, daquela região, após o despejo de uma lama envenenada no rio
Doce, e do sufocamento
da terra, em que, talvez, nunca mais possa crescer nada que sirva
para alimentar os lavradores da região.
A
punição para o crime é a multa. Estabeleceu-se uma vultosa multa,
que, segundo o histórico jurídico, não será paga. Os recursos se
sucederão, as instâncias serão percorridas, até que, no
esquecimento do fato e nos meandros da lei, sob a manipulação de
escritórios de advocacia especializados em forjar mentiras, tudo
ficará para trás.
O
rio, pouco a pouco, no passar das águas e do tempo, voltará a
clarear, as novas gerações não se lembrarão das águas turvas de
um passado, que serão contadas como lendas de uma época em que uma
tragédia imprevisível destruiu muitos sonhos e esperanças, mas
que, não impediu o progresso econômico de uma região rica em
minério.
A
existência de riqueza mineral no subsolo de uma região pode
transformar a celebração do achado na desertificação lamentada
num distante amanhã. O dinheiro é
que
regula a vida do povo que habita a região, e nem a justiça e nem os
governos são capazes de garantir a segurança e os direitos de
propriedade dos cidadãos.
A
riqueza é o céu das grandes mineradoras, que esburacam os solos e
acumulam seus detritos em barreiras intransponíveis, até o dia em
que uma ocorrência imprevista, repete as mesmas antigas tragédias.
Acontece que, nessas horas, percebe-se que para o ganancioso e
criminoso, o céu não é o limite, mas, apenas, um degrau para
seguir adiante em busca do lucro infinito.
As
mortes são choradas e consoladas com flores e sepulturas para
esconder os corpos. As perdas materiais das grandes empresas são
recuperadas, em curto espaço de tempo, menos as da população
atingida que, na justiça, precisa entrar na fila e pacientemente
aguardar a esmola que vai indenizar as perdas materiais, já que as
humanas são debitadas a fundo perdido.
A
humanidade não cansa de esperar dias melhores. A natureza, porém, é
implacável com os crimes ambientais, e cansa muito facilmente. O
dinheiro compra quase tudo, mas não pode comprar a água, quando
todas as reservas potáveis estiverem poluídas ou, simplesmente,
desaparecerem. E sem a água não há vida.
Nunca
é demais relembrar a famosa carta do cacique Seattle, e que se
tornou um ícone da defesa ambiental. A terra não pertence ao homem,
é o homem que pertence à terra. Continua a poluir a terra, e, um
dia, despertarás debaixo dos teus próprios dejetos.
Será
que alguém ainda acredita que essas sejam meras palavras de efeito?
A marcha do tempo é inexorável, e, quando se trata de crimes contra
a natureza, o tempo acelera e, de repente, não há mais nada a
fazer.
Continuem
assinando tratados, imaginando que estão enganando a todos! Mas, tolos
são os que julgam enganar a força da natureza. Dias virão em que
não serão palavras no papel que mudarão a conduta humana, mas a
proximidade do fim, chegando na soleira de nossas portas.
A
solução é mudar ou mudar. Se ficar como está, pouco, ou quase
nada, vai restar. E, quando esse tempo chegar, nenhum golpe poderá
dar o poder a quem não merece, a Natureza não admite impeachment.
segunda-feira, 7 de março de 2016
TEIA AMBIENTAL - TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA
Meus
caros leitores, muitos alegam dificuldades para mudar de hábitos e
se adaptar aos novos tempos, com economia de energia, zelo pelas
árvores das ruas e dos quintais, menos carros poluindo o ar e menos
lixo contaminando as águas.
O
argumento predominante é que, a preocupação com as condições
ambientais atravanca o progresso. Esses predadores da natureza, em
nome de seus agronegócios ou indústrias poluentes, defendem o lema
do “liberou geral”.
Ao
tomar conhecimento da existência dessas criaturas, quase sempre em
posição de destaque na sociedade, imagina-se seres demoníacos que
estão prontos a incendiar uma reserva florestal
para plantar soja. Mas, qual não é a nossa surpresa, quando nos
deparamos com um velhinho de boa aparência, cercado de filhos e
netos.
Nessas
horas, não posso me furtar de compará-los com os poderosos chefões,
sempre zelando pela família, enquanto mandam matar, os que tentam
prejudicar seus negócios. O mundo está cheio de contradições,
mata-se em defesa da vida, destrói-se para construir uma nação
mais rica, suja-se a natureza, para produzir alimentos mais limpos e
higiênicos.
O
homem, de repente, perdeu o controle da nave Terra, quando planejou
uma órbita nova e mais progressista, para que ela girasse pelo
espaço por caminhos modernos. A Terra está prestes a perder o rumo
e se perder pelo espaço à fora.
Por
que essa obsessão pelo progresso financeiro, ainda que às custas da
falência da qualidade de vida? Quanto mais ricas são as nações,
mais doente é o seu povo. E, por doença entendamos todo o tipo de
desgraça que se abate sobre a nação, pragas, epidemias, violências
e guerras.
O
mundo está doente por ter optado, a partir de um certo momento, pela
riqueza material ainda que em prejuízo da saúde e do bem-estar
social. O dinheiro é o alimento dos ambiciosos, o poder a saúde e a
fama, a felicidade. Tudo falso e passageiro.
Se
olharmos para os lados, vamos encontrar pobres e doentes, sem
condições de sobreviver. Eles podem estar logo ali na esquina ou do
outro lado do oceano, nem importa como se chamam ou em que país
nasceram, eles precisam de parte da fortuna que os ricos aferrolham
em seus cofres.
Com
a pobreza surgem as doenças, com
suas bactérias e larvas que provocam epidemias
que atravessam com a mesma velocidade a rua do bairro ou o mar que
parece afastar o
perigo. Sem que se dê conta, o homem rico morre da mesma doença do
pobre, ainda que reconhecida por um diagnóstico que lhe dê um certo
ar de nobreza. Tolice! A origem é a mesma, o destino também.
A
humanidade precisa mudar seus conceitos. Pobres e ricos têm que
zelar pela casa onde moramos, que, queiram ou não, é o único lar
disponível – a Terra. Destruir a Natureza é acabar com a vida.
Está
bem, eu até concordo que, muitas vezes, é preciso fazer algum
sacrifício. Mas, saudemos a sabedoria imortal do grande Fernando
Pessoa, fazendo eco de suas inesquecíveis palavras, que podem dar um
alento para o futuro da humanidade – Tudo vale a pena, se a alma
não é pequena.
domingo, 7 de fevereiro de 2016
TEIA AMBIENTAL - REDUÇÃO DA POLUIÇÃO COM GERAÇÃO DE ENERGIA LIMPA
Em
pleno Carnaval, decidi buscar um enredo mais otimista, para o nosso
desfile mensal ambiental. O mundo está saturado de pessimismo, e o
povo brasileiro vem se deixando contaminar pelos meios de
comunicação, que continuam sendo pouco informativos e muito
seletivos, politicamente. As notícias têm passado por uma mesa de
edição tendenciosa que insiste em atingir a autoestima do
brasileiro, omitindo
as conquistas que o país vem obtendo no cenário mundial.
Quando
se fala tanto de redução da emissão de CO2, compromisso já
assumido por todas as nações, preocupadas com a camada de ozônio e
com o aumento da poluição na biosfera, pouco se tem lido sobre os
avanços do Brasil na utilização da energia eólica, uma energia
limpa e econômica. Aos poucos, a nação brasileira está procurando
fazer a transição das energias poluidoras, que usam elementos
fósseis para energias limpas, como as que são geradas pelo vento e
pelo sol.
O
Brasil gera quase dois terços de sua energia a partir de
hidrelétricas, uma matriz limpa, mas, que,
no
momento atual, revela
uma
fraqueza deste modelo: a suscetibilidade às mudanças climáticas.
Com diversos estados passando por crises hídricas, com reservatórios
vazios ou perto disso, o Governo
se viu obrigado a recorrer às termelétricas, que geram uma energia
mais cara e mais poluidora.
A
demanda por energia deve dobrar até 2050, no mundo. No entanto,
acordos preveem que as emissões de dióxido de carbono devem
diminuir pela metade. É um paradoxo cuja solução passa por ter
mais eficiência energética.
Em
um ano, a produção da energia eólica, que representa 3,5% do total
da matriz de energia do Sistema Interligado Nacional, cresceu 179%.
No mês de maio do
ano passado, foram
gerados, a
partir dos ventos,
57% a mais do que em abril. De
acordo com o Ministério de Minas e Energia, em oito anos, a expansão
dos parques eólicos pode fazer a produção representar 11% da
matriz elétrica brasileira.
As
usinas eólicas brasileiras aumentaram em 114% a produção de
energia no primeiro semestre de 2015, quando comparado com o mesmo
período do ano anterior. No fim de junho de 2014, essa matriz era
responsável por 1,4% do total gerado de energia no ano no Sistema
Interligado Nacional (SIN). Atualmente, ela representa 3% de toda a
energia produzida no Sistema Integrado Nacional. O Rio Grande do
Norte segue na liderança, seguido por Ceará, Rio Grande do Sul e
Bahia.
No
primeiro semestre de 2015, as usinas eólicas do Rio Grande do Norte
geraram um montante 142% maior do que o produzido nos seis primeiros
meses do ano anterior. O Rio Grande do Sul registrou aumento de 91%
em relação ao montante gerado no mesmo período de 2014. Já no
Ceará ocorreu um aumento de 48% em comparação com o mesmo período
do ano anterior. E a Bahia quase triplicou sua geração eólica, com
mais283%.
O
Brasil deve alcançar, em 2016, a segunda ou terceira colocação no
ranking dos países que mais investem no aproveitamento dos ventos
como fonte de energia, subindo ainda para a sexta posição mundial
em capacidade instalada.
No
ano passado, o Brasil foi o quarto país do ranking, em termos de
aumento da capacidade eólica, atrás da China, Estados Unidos e
Alemanha, com expansão de 2,5 gigawatts (GW) de energia. Já em
relação à capacidade instalada, ocupava o décimo lugar, com ganho
de três posições em relação ao ano anterior.
Com
a capacidade instalada de 6,56 GW, o setor de geração eólica
consegue reduzir as emissões de 11,6 milhões de toneladas de gás
carbônico, estimando-se que em 2019, ao alcançar 18 GW, serão
cerca de 30 milhões de toneladas de gás carbônico que deixarão de
ser emitidas na atmosfera. Mais ou menos três vezes o que temos
hoje.
Ao
contrário do que muitos tentam fazer crer, o Brasil não está
parado e muito menos andando para trás. Na questão ambiental, mesmo
com todas as dificuldades que vem enfrentando, pressionada pelos
países do primeiro mundo, que não vêm com bons olhos a expansão
da liderança do país junto aos vizinhos da América do Sul e ao
Grupo dos Emergentes, a nação brasileira tem avançado na questão
de redução de gases poluentes.
O
mundo reconhece esse esforço e que os investimentos brasileiros em
energia alternativa crescem, Estimulando o investimento de capital
estrangeiro no financiamento de usinas de energia limpa, com destaque
para a China que está investindo na instalação de uma fábrica
para produzir equipamentos de energia solar.
Acredito
que, a nossa ala de produção de energia limpa pode não estar
fazendo ainda um desfile perfeito, mas merece permanecer entre os
países do primeiro grupo, quando a questão é preocupação com a
redução de CO2. Estamos cobrando atitudes responsáveis dos países
mais ricos, que se esforçam para compensar o muito que já poluíram
a biosfera.
E,
apesar de vez por outra o Brasil atravessar e não merecer a nota
dez, temos de conceder uma nota de louvor pelo esforço de estar
competindo com gigantes que, ao mesmo tempo, que se dizem nossos
aliados e parceiros, nos espionam para impedir ou dificultar o nosso
crescimento.
Neste
mês de carnaval, a TEIA AMBIENTAL canta o valor de uma nação
pacífica e ordeira, que tem na sua história relatos de
solidariedade a outras nações mais pobres e de fraternidade como
forma de solucionar suas pendências com todos os povos.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
TEIA AMBIENTAL - A NATUREZA É DEUS NA TERRA
Meus
ecológicos leitores, cá estamos nós reunidos, em mais um dia 7,
quando celebramos o culto à Natureza. E por que dia 7, pergunta o
curioso ou o leigo em ocultismo? E eu respondo que o 7 é um número
relacionado ao amor à natureza e à preservação ambiental.
Dito
isto, tratemos dessa obsessão humana de cortar árvores e acabar com
a vegetação. A poda esconde um desejo oculto de pôr fim às
árvores, enquanto o cimento se coloca entre a terra e a sola do pé,
com diversas desculpas, todas falsas e escondendo um apelo assassino
de matar a vegetação.
Como
se pode podar uma árvore, deixando-a com um tronco vazio e alguns
cotocos, que antes foram galhos verdejantes, repletos de folhas, e
alegar que a poda fortalece a árvore? Quando a desculpa não é o
alegado benefício, prevalece a justificativa da fiação elétrica
ameaçada.
Lembro-me
de um assassinato horrível, testemunhado por mim e por minha esposa,
numa tarde perdida no passado. Funcionários da Prefeitura derrubavam
uma seringueira imensa, a maior que eu já havia visto, e que ficava
no centro da nossa cidade. A justificativa, e sem tentarem desculpas
esfarrapadas, foi que era para construir uma rede de lojas e com
autorização do órgão ambiental.
A
indignação levou-nos a tentar interromper a ação da derrubada da
seringueira, mas fomos confrontados por quem se dizia autorizado em
nome da Prefeitura. Ao percebermos que o serviço já estava bem
adiantado e que, a qualquer momento, a enorme árvore viria abaixo,
achamos melhor cair fora e não nos aborrecermos mais ainda. No
entanto, jamais aceitamos aquele crime ambiental.
A
Natureza tratou de reagir ao seu modo, e naquele local, até hoje, se
encontra uma construção decadente, que jamais proporcionou lucro ao
proprietário. A cidade perdeu uma bela seringueira e o proprietário
teve um enorme prejuízo com o seu investimento.
Outro
caso famoso na cidade, deu-se com uma palmeira imperial, garbosa e
altaneira, na praça principal da cidade. Como é natural, num certo
momento, desprendeu-se uma daquelas folhas típicas das palmeiras,
grandes e pesadas, caindo próxima de transeuntes que se assustaram,
mas seguiram em frente.
Poucos
dias depois, a palmeira foi derrubada, sob a alegação que
representava uma ameaça a quem transitasse pela praça. Lá se foram
anos de vida sadia e majestosa de uma palmeira imperial, cujo crime
foi soltar folhas, como é comum em qualquer palmeira.
Duas
paineiras, pelas mesmas desculpas, foram derrubadas, e das cinco
majestosas árvores, agora, restam três, não se sabe até quando.
Árvores foram retiradas, para abrir estradas ou construir
loteamentos e condomínios. Se houver árvore no caminho, é só
cortar, e ponto final.
As
podas nas árvores das calçadas são drásticas, e quando não
matam, deixam as pobres coitadas tão debilitadas, que levam meses e
até anos para se recuperar. Tudo com um sentido de dever cumprido,
como se as florestas ainda estivessem ameaçando a cidade, como se
acreditava nas primeiras vilas.
Desculpas,
meras desculpas, envolvendo riscos ou segurança, acabam,
diariamente, com a vida de árvores frondosas, que são cruelmente
derrubadas por guerreiros armados de serras, machados ou o que servir
para pôr fim a uma indefesa árvore, cujo crime alegado é ser muito
grande e um dia poder cair na cabeça de alguém.
Eu
fico pensando nessas estúpidas hipóteses, inventadas pelo ser
humano, para justificar suas atrocidades contra as florestas, os
jardins e a vegetação rasteira que cobre o solo. Todas encobrem o
real propósito de exterminar com a natureza, num medo ancestral às
seculares florestas que dominaram a Terra, e desafiaram o homem a
nelas penetrar.
Com
equipamentos pesados e poderosas máquinas de corte, a humanidade vai
decepando as árvores, acabando com as florestas e pondo fogo nas
matas. A vingança é terrível, e serve para saciar a ânsia de
transformar o campo em cidade, o espaço rural, em urbano. É o homem
enfrentando a natureza, e se julgando vencedor, a cada árvore
abatida.
Mal
sabe a humanidade ignorante e amedrontada que, a cada árvore que
cai, é menos tempo de vida que cada um tem para usufruir deste
planeta sagrado. O dia em que as florestas acabarem e não sobrar uma
só espécie de árvore, a humanidade contará seus últimos dias.
Até
hoje, nunca ninguém contou ao homem que, a natureza contra a qual
ele luta, não é uma inimiga, mas a Divindade que criou o mundo. Ela
é a Mãe Natureza dos índios, que sempre foi respeitada e celebrada
em seus cultos e orações.
O
tempo passa e a humanidade não aprende que, o que se faz de mal à
Terra, um dia, se voltará contra os agressores, exterminando com
eles, em incontáveis gerações futuras.
O que acontece à Terra, também acontece aos filhos da Terra. A
Natureza é Deus na Terra.
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