segunda-feira, 8 de setembro de 2008

As esquisitices de quem nasce num dia 7

Esta é uma paisagem que cativa e penetra na alma dos que cultivam os talentos do nº 7.
A neblina induz ao mistério e a floresta convida para uma incursão ao desconhecido.
Introspectivo e silencioso, ele é o caminhante peregrino, que segue sozinho, lentamente, sem se dar c
onta de onde veio e para onde vai.
A beleza para ele não está na forma com que se defronta, mas com a essência que se mantém fora da sua visão física, e nem por isso distante do campo visual da sua alma.
Ele julga a todos por um padrão rígido e muito elevado, do qual poucos escapam ilesos, condenados pelos mais simples e ingênuos deslizes. E, quase sempre, é ele mesmo o primeiro a sofrer co
m esse rigor, não se perdoando por suas falhas e desvios, que não são desculpáveis, segundo suas auto-críticas.Calada e pensativa, a moça que nasce num dia 7 fica meditando e projetando seus pensamentos no céu, imaginando o que existe além do horizonte.
Ela e todos que comemoram o aniversário nesse dia precisam encontrar respostas para seus questionamentos e não aceitam verdades sem antes pesquisarem todas as possibilidades. Essas criaturas introspectivas e pensadoras vivem em busca das imagens perfeitas que se desenham em suas mentes, as quais insistem em definir e materializar.
Elas parecem tristes e desligadas do mundo ao seu redor, mas enganam-se aqueles que pensam que essas pessoas não ligam para nada e só se preocupam com assuntos esquisitos, coisas que ninguém entende bem para que servem e que importância têm.

Os nascidos num dia 7 possuem talentos extraordinários no campo mental e espiritual, e são capazes de pô-los em prática de uma forma tão estranha que serão considerados por muitos como visionários, loucos ou feiticeiros. E, talvez, até sejam mesmo um pouco de cada, quando se mostram distantes e alheios a tudo que o mundo moderno tanto valoriza. Bem aventurados loucos, que valorizam o que os outros desprezam, e fazem pouco caso das riquezas perseguidas e ambicionadas pelos lúcidos gananciosos.
Nascer num dia 7 é dispor de poderes psíquicos e mediúnicos, é advinhar as coisas que estão por vir, é perseguir a solução perfeita para todas as causas imperfeitas, é negar o óbvio e crer no insólito, no inexplicável e no improvável.

Com o olhar fixo num mundo que ninguém vê, ele consulta a sua bola de cristal, que é a projeção na matéria da sua mente que tudo vê e que para tudo tem resposta e explicação.
Essas pessoas não aceitam os erros, nem os remendos, para elas tudo deve ser correto e perfeito, nem mais, nem menos. Elas acreditam em coisas que não podem ser comprovadas fisicamente, e que para muitos são loucuras e esquisitices. Mas, quem foi que disse que esses talentosos setenários se preocupam com o que os outros pensam ou deixam de pensar.
Eles se põem a caminho da verdade, como peregrinos crédulos e visionários, à procura das suas origens e dos seus destinos sagrados.
O convívio com esses talentosos e poderosos magos não é uma tarefa simples, já que eles não enxergam o mundo com a ótica predominante, pois têm sempre uma versão profunda e instigante para cada fato, por mais simples e corriqueiro.
Eles não são, em sua maioria, religiosos e devotos, mas possuem uma forte crença no poder espiritual de suas mentes, que utilizam para realizar curas e materializ
ar desejos.
O casamento não é uma aptidão dos que chegaram ao mundo num dia 7, mas, muitos deles, se dão muito bem em suas vidas de casado, quando encontram parceiros que entendem e respeitam os seus momentos de contemplação e solidão. Nesses momentos, o que eles mais precisam é de silêncio e compreensão, enquanto mergulham dentro de si mesmos e se deleitam com o prazer de comungar com o seu aspecto divino, que com eles conversa e ouv
e suas confissões.
A natureza é uma eterna e amorosa amante desses que são influenciados pelo nº 7, e recebe como retribuição dos seus encantos, uma adoração absoluta e uma incontida e irrefreável defesa e proteção. Eles são reconhecidos por sua condição de ambientalistas e confirmam essa lenda agindo em defesa das florestas, rios e espécies animais, sendo capazes de ir a extremos para impedir a derrubada de uma árvore ou a caça a um animal silv
estre.
Estranhos, muito estranhos, esses filhos do dia 7. Pensam mais do que falam, e agem fora dos padrões, como se não fossem deste mundo. Entendê-los é um desafio, satisfazê-los, quase impossível, admirá-los, uma questão de bom senso.
Intelectuais, místicos, proféticos, perfeccionistas, solitários, sábios e espiritualizados, eles não nasceram para serem compreendidos e rotulados. O mundo deles está muito distante de tudo que rola à nossa volta, pois vivem ensimesmados, vendo o que ninguém vê, ouvindo vozes dentro da mente e falando um idioma estranho, muito estranho mesmo.

Ame-os ou deixe-os, mas nunca tente mudá-los, pois eles sabem muito bem o que querem.



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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Nove no primeiro ciclo

Quando é o 9 que governa o 1º ciclo de nossa vida, então é bom estar preparado para divórcios e separações, não importa com quem ou contra quem.

Aliás nem importa mesmo se haverá ou não o amor. Aquela fantasia dos "felizes para sempre" não costuma dar certo para quem começa a vida sob o signo do 9. O amor para essas pessoas é a confirmação perfeita da frase do poeta Vinícius de Morais "o amor é eterno enquanto dura".





Quem se enquadra nesse perfil, não deve ficar sonhando com relacionamentos muito duradouros, e deve aprender a viver o momento presente, extraindo o máximo prazer de cada uma de suas paixões.

Esses amantes exigentes e, muitas vezes, pouco fiéis, buscam a sua alma-gêmea com tamanha determinação que, quase sempre, se esquecem que o casamento é uma relação a dois, em que cada um tem de fazer a sua parte.

Eles sonham com a mulher perfeita ou com o belo princípe encantado, que farão de suas vidas um paraíso eterno.
Muitas dessas mulheres sonhadoras eram, em suas vida passadas, sacerdotisas ou vestais do templo, e por isso não possuem a menor afinidade para lidar com a vida a dois, pois sempre viveram solitárias, isoladas do mundo, cultuadas pelos homens por seus dons proféticos, mas nunca amadas por seus talentos amorosos.


Os homens, em situação idêntica, trazem experiências templárias, como monges que viveram trancados em monastérios ou conventos, orando e meditando, capazes de amar a humanidade inteira, mas tendo enorme dificuldade para satisfazer os ideais da mulher amada.
Homens ou mulheres, não importa o se
xo, se nasceram num ciclo 9, serão muito adultos e responsáveis, por suas origens místicas ou religiosas, quando se voltaram para servir ao próximo e orar pelo bem estar de todos.

Elas, autênticas fadas e sacerdotisas do templo, eles, magos e monges solitários, trazem o amor no coração, mas não sabem como interagir com os parceiros a
morosos, exigindo muito de cada um, e tendo pouco a lhes oferecer.
As experiências iniciais num ciclo 9 revelam ao mundo criaturas muito idealistas, prontas a se dedicarem a uma causa justa e capazes de se esquecerem de si mesmas quando se envolvem na defesa dos direitos alheios.
Altruístas e humanitárias, essas pessoas que nasceram num dia cuja soma com o mês dá 9, têm um grande poder de amar, mas não se sentem à vontade para compartilhar suas vidas com os parceiros escolhidos a dedo, que parecem à primeira vista perfeitos, mas q
ue logo começam a revelar defeitos, que com o tempo se tornam insuportáveis.
Então uma nova separação, uma outra frustração, decepção, desencanto e desapontamentos.
Mas, para elas, o amor é a essência das suas buscas de felicidade, por isso a perda é logo aceita e superada, dando lugar a novas expectativas amorosas, a uma nova perseg
uição ao sonho do amor eterno.
Essas pessoas terão de aprender, ao longo da vida, a serem menos rigorosas com seus parceiros e a compreenderem seus erros, antes de, quem sabem, encontrarem aqu
ela alma que, se não é gêmea, bem que se parece com ela, ou quase...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Alma 14/5 - Uma Alma Cigana

As almas que trazem consigo o karma 14 são as chamadas almas ciganas, e não conseguem esconder a sua atração pelos ritos ciganos, simbolizados por festas em volta de fogueiras e por uma necessidade muito grande de liberdade.
As almas ciganas sentem enorme atração por aventuras e paixõe
s, ainda que quase sempre estejam vivendo experiências que inibem essas expansões típicas dos ciganos.
Algumas delas trazem no rosto, nas orelhas ou em torno do pescoço, os sinais físicos de suas origens. Elas não conseguem esconder a atração que sentem pela
s roupas coloridas, pelos brincos, colares e pulseiras, que estão sempre adornando as suas figuras sedutoras e cativantes.
Os ciganos são povos conhecedores dos mistérios sagrados e depositários de verdades ocultas, que tiveram de ficar protegidas do conhecimento profano, durante muitos séculos.
Alegres, festivas e sedutoras, as almas 14/5 adquiriram seus karmas, em suas vidas passadas, por seus hábitos impulsivos de perseguir os prazeres e as p
aixões, deixando para trás parentes e amores sofrendo com a dor do abandono.
Os karmas do nº 14 estão relacionados a rompimentos e abandon
os, quando se despreza os sentimentos alheios e se busca realizar apenas os próprios desejos.
Essas almas ciganas precisam de liberdade e independência para viverem suas vidas, mas estão quase sempre reprimidas e bloqueadas, por diversos fatores internos e ex
ternos, que as impedem de prosseguir nesta encarnação as suas tendências nômades.
Como qualquer outra alma 5, as almas ciganas adoram movimento e se sentem atraídas pelo mundo lá fora, apesar de já terem esgotado sua quota de atos aventureiro
s e serem obrigadas a focar seus interesses em práticas mais acomodadas e responsáveis.
Essas almas 14/5 são encontradas muitas vezes cumprindo missões 4 ou 6, que exigem comportamentos diametralmente opostos às suas tendências ciganas.
As dificuldades para essas almas cumprirem suas missões costumam ser muito grandes, já que elas relutam em assumir responsabilidades no trabalho e no lar, sonhando com uma vida livre e descompromissada.

O destino não costuma dar tréguas a essas almas ciganas, e cobra delas, a todo momento, aquietação, sossego e responsabilidade.
As almas ciganas detêm dons mediúnicos, que nem sempre se manifestam explicitamente, e possuem uma forte carga de sensualidade, que raramente conseguem esconder. Por isto, não é uma tarefa fácil para quem possui uma alma 14/5 resistir às tentações
do mundo, quando seu coração ouve o chamado dos violinos convidando-a para uma fuga amorosa ou uma louca paixão.
A missão dessas almas fugidias e escapistas costuma exigir delas que se acomodem num canto e aprendam a viver do trabalho e com a família, para que possam dar prosseguimento aos seus processos de evolução espiritual.

Durante suas vidas, essas almas experimentam muitos conflitos emocionais e têm seus ideais continuamente adiados, ocasionando-lhes desapontamentos e perdas.
Outra não é a intenção do destino senão oferecer a essas almas românticas e festivas uma visão mais séria da vida e um uso mais coerente de seus infinitos poderes espirituais.
Quando chegam no seu último ciclo de vida, essas almas cansadas de tanto tentar o que o destino lhes vedou conseguir, se dão conta do quanto foi útil aprender as n
ovas lições e não haver repetido as mesmas atitudes de outras vidas.
A família ao seu lado, os filhos amorosos e os méritos reconhecidos por seus trabalhos bem feitos dão-lhe a certeza de que valeu a pena controlar os impulsos e se desapegar das ambições materiais, enquanto se dedicaram a empregar melhor seus ímpetos
amorosos e seus sonhos de aventura.
Se deslizes essas almas cometerem, hão de ser desculpadas, pois os desafios serão imensos. Se, num determinado momento de suas vidas, se sentirem atraídas pelo desejo de trair, por impulsos de fuga ou de separações, que sejam relevadas as suas falhas, em nome da dureza das mudanças a serem enfrentadas nesta vida.

Dentro do coração dessas almas, sempre existirá muito amor para dar e um enorme poder espiritual para prever acontecimentos e ler o destino que está nas mãos dos outros. Da vida delas, porém, muito pouco elas conseguirão enxergar, e muito menos serão capazes de fazer para fugir do que o destino lhes houver reservado para a evolução da alma.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Globo Dourado

O Globo Dourado tem sua existência no plano espiritual, mediante a projeção de uma imagem mental, que se dissocia de tudo que possa se relacionar com o plano físico.
Descrevê-lo ou materializá-lo é uma tarefa impossível, e o que de melhor se pode fazer é sugerir uma imagem que instigue a mente a criar a sagrada forma do Globo Dourado.
A palavra forma não é a mais adequada para expressar a imagem mental a ser criada, mas pode ajudar-nos a entender melhor onde se pretende chegar.
Mentalizar o Globo Dourado e se envolver em sua "matéria" dourada é um ritual de proteção que todos precisam aprender, para fortalecerem suas defesas e não ficarem expostos às ameaças do mundo hostil que põe em risco o futuro de todos nós.
Antes dos Novos Tempos, era o Globo Azul que oferecia essa proteção sob o eco da palavra PAZ, zelando por todos os seres de boa vontade, que trabalhavam com amor a favor da paz.
Agora, com a Nova Era, a proteção passou a ser dada pelo Globo Dourado com a sublime vibração da palavra LUZ, despertando a sabedoria mística daqueles que viviam adormecidos e iludidos pelo véu de maya.
A Numerologia da Alma analisa e decodifica as energias de poder de cada um de nós, transformando cada número numa característica pessoal a ser desenvolvida e conquistada.
O Globo Dourado deve ser mentalizado como uma capa de proteção, enquanto pomos em prática nossas vocações e aprimoramos os nossos talentos.
Os poderes de cada um devem ser vistos como forças efetivas para a realização de nossas ações pessoais direcionadas para a missão. Mas, não devem ser considerados autosuficientes, diante das tentações e tribulações que estão à espreita, a cada passo de nossa jornada.
Envolver-se no Globo Dourado é uma questão de bom senso, que evitará inúmeras ameaças e ataques hiperfísicos.
O Globo Dourado é a sublime projeção do Senhor da Luz, que envolve seus Filhos e os toma nos braços, quando suas defesas pessoais e humanas são insuficientes para pô-los a salvo das incursões das egrégoras negativas que, a cada dia, se condensam mais e mais sobre nossas cabeças.
A Raça Dourada ou Solar haverá de transformar a humanidade terrestre no Graal resgatado e celebrado, como na parábola do filho pródigo. Os perdidos serão encontrados, os ignorantes se tornarão sábios, os violentos conhecerão a mansidão e os destruídores se porão a reconstruir a Obra que eles não foram capazes de cuidar e conservar.
O fundo do poço está próximo. Quando a Luz se aproxima é que a negra escuridão se faz mais caótica. A Luz está próxima, e muitos estão ficando cegos com a sua luminosidade dourada.
O Globo Dourado é o sinal da proteção para os Filhos da Luz, que podem envolver-se nele sem o risco da cegueira.
A Numerologia da Alma desperta a visão interior daqueles Filhos da Luz que ainda insistem em suas ingênuas sonolências, ensinando-os a trabalhar seus números de poder.
Enquanto esperam por tempos melhores, os Filhos da Luz têm de cultivar seus poderes inatos que trouxeram de suas outras vidas e trabalhar pela Obra que estamos ajudando a criar.
Esperando, confiando e trabalhando, todos têm de se proteger, plasmando na mente a energia dourada e se deixando envolver por ela.
Os Filhos da Luz refletirão assim em suas auras douradas a expressão mais sagrada da proteção divina, que estarão recebendo através do Globo Dourado.
Deixem-se envolver pelo Globo Dourado e se sintam acolhidos e protegidos pela Divina Criação, Pai, Mãe e Filho, Todos em Um...
Um dia, a luz dourada estará iluminando toda a Terra, e todas as aflições e amarguras dos dias de hoje terão ficado para trás, e somente serão lembradas como meras histórias "dos tempos dos nossos avós".



sexta-feira, 30 de maio de 2008

A Alma do Mundo


Se o planeta Terra é o corpo físico do nosso mundo, nós somos a Alma do Mundo.
A humanidade, porém, não possui a plena consciência do seu papel nesse mundo.
As pessoas se apegam a uma visão egocêntrica, por se julgarem livres de qualquer vínculo com seus semelhantes. Esta separatividade, apesar de aparente, não passa de uma ilusão egóica e pretensiosa. Somos todos partes da Alma do Mundo.
Os efeitos de quaisquer ações praticadas por uma criatura repercutirão em todas as demais, ainda que não exista nenhuma ligação física entre elas.
Uma guerra distante, uma catástrofe num outro continente, o desespero de alguém diante de uma tragédia são sentidos por todos nós que somos partes da Alma do Mundo.
Os acontecimentos que atingem maior quantidade de pessoas repercutem mais intensamente, mas nem por isto os pequenos incidentes deixam de afetar a todos nós.
Se alguém está sofrendo na África, eu sofro no Brasil, ainda que não tenha consciência da origem do meu sofrimento. Se a violência das guerras deixa órfãos pelo meio da estrada, nós sentimos a dor da perda, e nos tornamos órfãos também, mesmo que ao nosso lado estejam os nossos pais. A fome, a sede, a miséria, a tortura e outras manifestações de violência contra a criatura humana são sentidas por todos nós que fazemos parte da Alma do Mundo.
Os tsunamis, os terremotos, as enchentes, os acidentes e os atentados terroristas não ferem e matam apenas nos locais onde se dão as ocorrências, mas eles penetram em nossas casas, em nossas vidas e em nossas almas.
Eu não posso viver completamente feliz, quando sei dos sofrimentos por que estão passando tantas pessoas, em diversas regiões do planeta.
Se é verdade que o que os olhos não vêem o coração não sente, a alma, porém, não é cega e nem insensível, diante das injusticas que estão sendo cometidas contra a Alma do Mundo.
A Alma do Mundo está sofrendo a dor das guerras, das violências urbanas, das catástrofes e tragédias ambientais. O mundo está envolvido em lutas e lutos, e a cada morte por um ato de violência corre uma lágrima invisível no rosto de cada um de nós.
A humanidade, no entanto, atônita, apavorada e omissa, assiste à desgraça alheia com uma complacência amoral, e cada um se consola por não estar diretamente envolvido naqueles acontecimentos, que envolvem dores, medos e perdas.
A quase totalidade das pessoas desconhece que tudo está interligado, se um sofre, todos sofrem, e não adianta disfarçar os sentimentos, pois cada alma padece das mesmas dores que assolam a Alma do Mundo.
A felicidade de uma única pessoa será sempre relativa e incompleta, porque agregadas a ela estarão a tristeza e a insatisfação da Alma do Mundo, com todas as injustiças que estão sendo cometidas contra a criatura humana.
Se a alegria absoluta é inatingível, que tenhamos, pelo menos, o consolo de estar contribuindo para amenizar as dores daqueles que sofrem com a miséria e a violência. Fazer a nossa parte, dar a nossa contribuição, eis o que se pode esperar de cada um para reverter o processo de destruição que ameaça cada vez mais o futuro da humanidade.
Quando se propõe algo neste sentido, a maioria logo se insurge contra a idéia, alegando que mal tem para si, quanto mais para doar aos outros. As pessoas não sabem que não existe esse "si" isolado dos outros "sis", se cada um só pensar em si mesmo, o caos continuará avançando e irá tomando conta de tudo. E um dia todos perceberão que a única saída está na busca de uma consciência coletiva, que precisa começar por atitudes isoladas de cada um.
Na numerologia, o número 9 reúne as qualidades humanitárias que promovem os desapegos e as ações altruísticas, em ações que se ocupam mais com os outros do que consigo mesmo. Em razão disto, o número 9 é considerado um sinal de azar, desprezível e dispensável, digno de rejeição por parte dos numerólogos, que devem conhecer a técnica dos números mas desconhecem a essência espiritual que rege a evolução da humanidade.
Entre os kahunas, nativos do Havaí, encontra-se uma filosofia, que se confunde com ciência e religião, que prega a responsabilidade pessoal de cada um com o todo. Dizem os sábios kahunas que, de alguma forma, cada um de nós tem responsabilidade por tudo que está acontecendo no mundo, e que transferir para os outros as soluções pode ser cômodo, mas não resolve nada.
A ciência kahuna prega que o universo físico é uma realização dos nossos pensamentos, e que se os pensamentos são doentios, a realidade criada é doente. Se, pelo contrário, os pensamentos são amorosos e caridosos, criam-se realidades físicas transbordantes de amor.
Tudo, porém, depende de nós, somente de cada um de nós.
Eu sou responsável por criar um universo físico perfeito, a partir dos meus pensamentos perfeitos. O lá fora não existe, tudo só existe dentro das nossas mentes, que refletem o mundo físico que se conhece.
Diante da realidade que se materializa aos nossos olhos, pode-se perceber o que a humanidade tem pensado, o quanto de violências e egoísmos está sendo alimentado dentro de nossas mentes.
Se eu quero mudar o mundo, tenho de começar mudando a minha maneira de pensar. Se eu quero ser ouvido, preciso aprender a ouvir. Se eu reclamo do desrespeito e da violência, não tenho outra saída senão me tornar cordial e amoroso.
Esses sábios nativos kahunas recomendam que comecemos assumindo as nossas próprias responsabilidades, deixando os outros em paz e parando de reclamar contra tudo e contra todos.
De acordo com a visão kahuna, se praticarmos 4 afirmações muito simples, já estaremos dando os passos certos, para mudar o mundo, a partir de transformações dentro de nós mesmos. Essas afirmações, surpreendentemente simples, não são nada semelhantes a certas palavras mágicas, daquelas que só os iniciados podem ter acesso.
Sinto muito - Te amo - Me perdoe - Sou grato.
Essas afirmações podem ser precedidas por uma espécie de confissão de culpa, que é dirigida não a uma determinada pessoa, mas a si mesmo, ao seu Eu Superior.
Concluo esta apresentação, deixando-os com esta magnífica obra de poder e magia, capaz de mudar radicalmente as vidas dos que souberem adotá-la.
Experimentem praticá-las, e observem os resultados.
"Divino Criador, pai, mãe, filho em um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofenderam, à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos, palavras, atos e ações do início da nossa criação até o presente, nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, liberar, cortar todas as lembranças, bloqueios, energias e vibrações negativas e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
E assim está feito.










segunda-feira, 28 de abril de 2008

Alma - o ego em evolução


A Alma é o nosso “eu" em eterna evolução, o perfil psicológico no qual nos reconhecemos. A Alma é a essência da nossa individualidade, a consciência atenta e vigilante na mente de cada um de nós. Ela é o somatório de todas as nossas experiências passadas, herdadas de outras vidas, tanto as boas, como as más. Na Alma, estão guardadas todas as nossas lembranças daquelas outras vidas, no aguardo do momento exato do despertar.
A Alma é o nosso veículo espiritual num processo de permanente evolução. Ela é o nosso “eu” já formado, responsável por tudo o que sabemos, do que se utiliza a Personalidade, que é o “eu” em formação, para a aquisição de novos conhecimentos.
Vida após vida, nós progredimos e decaímos, ora somos heróis, ora, vilões; somos santos e pecadores ou vencedores e perdedores. No entanto, jamais perdemos o que havíamos conquistado, que fica armazenado na memória da Alma.
Quando a Alma amarga um sério fracasso, é possível que, na vida seguinte, venha a aparentar uma certa decadência, que não deve ser interpretada como um retrocesso espiritual.
Os recuos são escorregões e quedas, que exigem esforços renovados para que se possa recuperar os direitos temporariamente suspensos, mas não perdidos. Por isso, algumas vezes, a Alma pode surgir enfraquecida, não por ser fraca ou pouco evoluída, mas por se encontrar traumatizada, pelo fracasso experimentado numa vida passada. Outras vezes, a Alma, apesar de se revelar forte, poderá vir a manifestar atitudes de fraqueza, dentro de um processo de aprendizado, a fim de saber respeitar os limites alheios.
A leitura e a interpretação da Alma, sem dúvida, exigem um discernimento espiritual bastante apurado, pelo fato da Alma, mesmo sendo a essência de quem somos, muitas vezes não expressar exatamente aquilo que pensamos e sentimos, no momento em que decidimos agir.
Dessa forma, situações de conflito podem vir a ocorrer, no instante de tomarmos uma decisão, quando a Alma nos induz a seguir um caminho, enquanto a Personalidade tende a seguir um outro completamente diferente.
Essa leitura exige muita atenção, pois é preciso ter em mente que a Alma busca seguir os caminhos já conhecidos, e que julga mais seguros, ao passo que a Personalidade pode estar buscando novos caminhos, ainda não trilhados por aquela Alma, mas que são riscos necessários para o cumprimento da Missão.
Diante desses conflitos, é sempre bom ter muito cuidado para não confundir a Alma com o Espírito. O Espírito é a Consciência Divina presente em toda criatura humana.
O Espírito está na Alma, mas não é a Alma. Ele conhece toda a verdade e busca induzir a Alma a perseguir essa verdade.
A Alma, diante da influência divina, tende a seguir as diretrizes do Espírito, dentro, porém, do seu nível de consciência, em função do seu estágio de evolução.
Assim, sob a permanente inspiração do Espírito, a Alma vai acumulando novas experiências, num processo permanente de evolução. As quedas e os fracassos sempre farão parte da história de todas as Almas, porque é através dos erros e dos insucessos do passado que as nossas Almas hão de, um dia, atingir a perfeição.

Gilberto Gonçalves





domingo, 16 de março de 2008

Encontros e desencontros




Quem já não se surpreendeu, dando um longo suspiro de amor, enquanto admirava um belo cair da tarde ?
Ah, o amor ! Um sentimento difícil de explicar, mas fácil de sentir.

Quem já não viveu um grande amor ? Ou terá sido uma daquelas paixões passageiras, do tipo fogo de palha ? E quem se importa em definir o que lhe vai na alma, quando as emoções mais simples fazem disparar o coração ?

Quem não sentiu aquela ardente paixão, que chega no início das férias e acaba quando as férias terminam ? Um amor de verão !

Quando as energias do 3 e do 5 se encontram, os sentimentos costumam ficar fora de controle.

O 3 é um eterno sonhador, um romântico apaixonado. O 5 é um aventureiro incontrolável, um amante sedutor. Os dois, quando se juntam, provocam romances e aventuras apaixonantes, tão fantasiosas e intensas que, às vezes, até parecem amor.Esses sentimentos costumam arder como enormes labaredas, que até parecem que nunca irão apagar. De repente, a fogueira se transforma num monte de brasas, que, depois de esfriarem, deixam para trás um vestígio de fuligem, que, com o tempo, vira uma poeira de mágoas e ressentimentos.

Escândalos e traições são comuns, sempre que uma paixão passageira é confundida com o amor.

As causas estão relacionadas a antigos karmas de traição e adultério, ocorridos em vidas passadas. Esses karmas são identificados pelas presenças dos números kármicos 14 e 16.

Os desencontros ocasionados por essas paixões kármicas costumam ser responsáveis por medos e inseguranças, diante de novos relacionamentos. Algumas vezes, é tamanha essa decepção amorosa, que pode levar a futuras vidas solitárias e repletas de amargura.

Em tais situações, o 7 passa a predominar, estimulando o culto ao silêncio e à solidão. Nessas fugas, o antigo amante pode vir a se tornar o místico e contemplativo estudioso dos segredos do ocultismo.

O interesse e a dedicação à vida espiritual podem afastar essas pessoas do casamento e de qualquer relação que as aproxime demais das outras. O rigor com que passam a julgar a todos e a recusa a compartilhar a sua privacidade são fatores determinantes das dificuldades que elas passam a encontrar para se relacionarem afetivamente com alguém, principalmente vivendo debaixo do mesmo teto.

Encontros e desencontros também podem surgir na presença do número kármico19, que é um coletador das dívidas contraídas noutras vidas. Aqueles que não souberem interpretar os"perde e ganha", como lições a serem aprendidas, para que respeitem mais os direitos e valores alheios, sofrerão permanentes perdas, até quitarem todas as suas dívidas contraídas em encarnações passadas. Com isso, os seus relacionamentos não perduram por muito tempo, as separações se sucedem, em meio a sofrimentos e decepções, e aquele encontro que parecia eterno resulta num novo desencontro, pouco tempo depois.

Os encontros e os desencontros não passam de etapas naturais, dentro do processo amoroso, pelo qual todos deverão passar, antes de atingirem um relação amorosa estável e duradoura, simbolizada pelo número 6.

Os sonhos e as fantasias dos números 3 e 5 fazem parte dos encontros, como peças românticas e amorosas, e nem sempre são motivos de rompimentos e decepções, como acontece num amor de verão. Eles podem vir a ser os portais de acesso aos grandes amores, que conduzem à união conjugal perfeita, preconizada pelo número 6.

Os desencontros devem ser vistos como experiências educativas na consolidação das uniões, ajudando a entender e superar as dificuldades kármicas, por obrigar-nos a refletir sobre os nossos erros e defeitos.

Encontros e desencontros sempre fizeram parte da história dos casais que deram certo. Antes de celebrarem a grande união do 6, muitos casais sofreram as ilusões do 3 e do 5, mas souberam administrar juntos as divergências e os conflitos, até encontrarem a harmonia ideal.

Assim como a natureza não pode viver só de primaveras e verões, o amor também tem seus outonos e invernos. No meio de romances e paixões, de uniões e separações, vivem-se encontros e desencontros, enquanto se busca entender o verdadeiro sentido da vida, que nos é revelado pela missão de cada um de nós.

O despertar para a missão e a determinação em cumprí-la hão de ser suficientes para harmonizar os nossos sentidos e ajudar-nos a refazer os contatos, que foram desfeitos, por incompreensão e intolerância, levando-nos a repetitivos, cansativos, intermináveis, porém, instrutivos encontros e desencontros.
Quem não souber lidar com esse vai-e-vem amoroso, corre o risco de ficar para trás e perder o trem da história.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A Tríade Divina



A Divindade está em tudo. Tudo é expressão divina manifestada. Nada existe que não tenha na sua origem a Energia Divina Criadora. Ela está em tudo e em todos, e é Una antes de se manifestar.
No ato da Criação, essa Energia divide a si própria, e se manifesta numa Tríade : Pai-Mãe-Filho ou Espírito-Matéria-Consciência ou, ainda, Pai-Filho-Espírito Santo.
Da interação do Pai-Espírito com a Mãe-Matéria surge o Filho-Consciência. Esse Filho, produto dos dois princípios da Criação, é reconhecido esotericamente como”um que foi terceiro, mas que é segundo”.
A doutrina esotérica não dissocia o Pai da Mãe, ou o Espírito da Matéria, entendendo que o Espírito-Matéria é a primeira unidade, sendo o Filho a segunda. Logo, o Filho é a consciência Divina encarnada na matéria, tornando-se a personificação da qualidade divina, no Plano Físico.
Dessa forma, o terceiro a surgir é na verdade o segundo, pois os que deram origem ao terceiro se fundem num só aspecto, antes mesmo dele ser criado.
Estamos, portanto, diante do chamado Sagrado Mistério da Santíssima Trindade, de que nos fala o Esoterismo Cristão. A tríade Pai, Filho e Espírito Santo, como é conhecida pela ótica cristã, coloca o Filho na posição esotérica de segunda pessoa da Santíssima Trindade, apesar da grande maioria não saber explicar a ausência da figura da Mãe. Os ocultistas, porém, sabem que a Mãe está unida ao Pai, que, diante da existência do Filho, já não mais poderia ser apenas Espírito, precisando estar fundido à Matéria
Surge, então, o mistério sobre quem é o Espírito Santo, tantas vezes relacionado na literatura cristã, com a figura da Mãe. Mas, se a Mãe já está integrada ao Pai, não poderia ser Ela o Espírito Santo, senão um outro símbolo materno, que agisse como intercessor da humanidade, junto ao Pai-Mãe.
Cristo anunciou para os apóstolos a vinda desse intercessor que, após a sua morte, viria zelar pela humanidade. Seria esse intercessor, a energia materna, aquela que tem o poder criador no plano físico?
Discute-se se o Santo Graal, o Cálice Sagrado, não seria o símbolo de Maria, a Madalena, de quem Jesus teria tido filhos. Logo, o valor atribuído a Maria Madalena estaria relacionado ao fato dela ter sido mãe dos herdeiros de Jesus, o Cristo, e não por ter sido sua mulher. É a figura materna assumindo a condição de receptora da energia divina encarnada na humanidade e criadora de uma geração de filhos do Cristo. Estaria aí, a resposta para o mistério da Santíssima Trindade?
A Doutrina Secreta jamais escondeu a condição feminina do terceiro aspecto da Unidade Divina manifestada na Matéria. A Igreja Cristã preferiu optar pelo mistério, criando um dogma sagrado, fora do alcance do entendimento humano.
Haveria alguma razão para não se revelar essa natureza divina da mãe, aquela que pode dar vida, gerar filhos e fazer a conexão do divino com o humano? Teria sido mais um ato de discriminação contra o poder feminino da criação, quando se sabe que, em outros tempos, a gravidez, por não ser entendida, era considerada um milagre, e a mulher reverenciada como um ser sagrado, por gerar vida dentro do seu corpo, coisa que o homem não podia fazer?
Por que não admitir essa hipótese, se é atribuída à figura da mãe, tantos títulos divinos que relacionam a mulher-mãe ao poder divino na face da Terra? Mãe-Terra, Mãe-Natureza, Maria, Deusa, são alguns dos títulos atribuídos ao aspecto feminino da criatura humana, todos relacionados à manifestação divina entre nós.

sábado, 8 de março de 2008

Os Mistérios das Profecias


Os Mistérios das Profecias

A simples menção da palavra profecia faz aflorar à mente de quase todos nós, a lembrança do nome de Nostradamus, o mais conhecido e famoso profeta de todos os tempos.
No Antigo Testamento, fala-se dos profetas do povo de Israel, sendo citados Elias, Samuel, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, como guias espirituais e mensageiros de Deus.
No Novo Testamento, temos as profecias messiânicas de João Batista, o precursor da vinda do Cristo, que João anunciava como o maior profeta de todos os tempos.
Todas as mensagens reveladas por esses profetas, de alguma forma se confirmaram, ou em suas épocas, ou até mesmo nos séculos seguintes, como as que foram proferidas pelo Mestre Jesus, o Cristo.
Existem, porém, profetas mais modernos que profetizaram acontecimentos ao longo do século passado, muitos deles perfeitamente comprovados. Dentre esses profetas mais recentes, citaremos os mais conceituados pela exatidão de suas profecias.

1. Jeane Dixon
Revelou a época exata da morte do Presidente Roosevelt, com 6 meses de antecedência, em 1944.
Antecipou a separação da Índia do Paquistão, ocorrida em 2 de junho de 1947, com 2 anos de antecedência.
Vislumbrou a derrota de Churchill, nas eleições inglesas de 1945, quando o conceito do líder inglês, logo após a guerra, estava no auge, e nada indicava a possível perda de sua candidatura.
Anunciou o assassinato de Gandhi, ocorrido em 30 de junho de 1948, com 6 meses de antecedência, em meados de 1947.
Em 14 de maio de 1953, ela previu que uma bola de prata sairia da Rússia para girar no espaço, o que veio a ocorrer 4 anos mais tarde, em 1957, com o lançamento do Sputnik.
Em 1956, descreveu com riqueza de detalhes John Kennedy como o próximo presidente dos Estados Unidos, a ser eleito em 1960, alertando que ele correria o risco de ser assassinado.
Com 3 meses de antecedência, pressentiu a proximidade do momento do assassinato de Kennedy, tentando evitar sua viagem ao Texas.

2. Doc Anderson
Tem a seu crédito uma profecia que, aparentemente, nenhum outro chegou a mencionar, relacionada à formação da Comunidade Européia, por ele chamada de Federação, o que anteviu 30 anos antes do fato acontecer.
Previu a descoberta da cura do câncer, que seria mantida em segredo por organizações americanas e européias, devido a interesses comerciais, o que seria denunciado por um francês de sobrancelhas pouco comuns, ligado à Saúde Pública. Apesar de não comprovada, menciono esta profecia, para que se possa acompanhar os futuros acontecimentos e verificar se ele teria ou não razão.

3. Edgard Cayce
Profetizou com exatidão as duas grandes guerras mundiais
Assim como Jeane Dixon, também profetizou a independência da Índia.
Apontou a queda de Hitler, quando ainda nada levava a essa conclusão.
Antecipou a ascensão da Rússia à condição de grande potência mundial.
Anteviu o caos financeiro mundial, por ocasião da chamada Grande Depressão.

4. Nostradamus
Suas profecias cobrem um grande período, entre 1555 e 3797, o que faz dele um profeta muito mais ousado do que os demais, que só ousaram fazer previsões sobre fatos de suas épocas.
Este respeitadíssimo profeta francês tem deslumbrado o mundo com suas predições cifradas, que exigiram um estudo apurado para decifrá-las, o que foi feito por um pesquisador chamado Frontenac. Através dessa pesquisa, estabeleceu-se as épocas aproximadas de cada uma das profecias.
Apesar de somente serem compreendidas após as suas ocorrências, as previsões de Nostradamus vêm sendo confirmadas através dos séculos.

Em meio a essas diversas profecias já confirmadas e outras que aguardam o seu tempo certo, como as de Nostradamus, temos algumas que não vieram a acontecer, todas elas relacionadas a guerras e destruições apocalípticas. E é sobre estas que não aconteceram que iremos fixar nossas atenções.
De acordo com revelações secretas, transmitidas por Mestres de Hierarquias Superiores a seus discípulos, que agem como canais espirituais na face da Terra, sabe-se que no ano de 1978, quando a humanidade estava próxima de desencadear a terceira guerra mundial e provocar a destruição do planeta, um Conselho de Mestres se reuniu para deliberar sobre o futuro do planeta Terra.
Naquela ocasião, por interferência de alguns Mestres mais ligados ao processo evolutivo de nossa humanidade, foi decidida a vinda para a Terra de membros dessa Hierarquia Sagrada, a fim de se ocupar diretamente dos destinos do planeta.
Com a presença desses Mestres entre nós, o planeta Terra tornou-se um planeta sagrado, ganhando uma espécie de salvo conduto que lhe dava certas proteções contra ameaças de destruição. Assim, se explicariam alguns fatos que iremos narrar, alterando, a partir de determinada época, os vaticínios a respeito de guerras e destruições.
Os Mestres que aqui chegaram em 1983 convocaram seus discípulos encarnados, entre os mais conscientes espiritualmente, e iniciaram uma grande cruzada para a salvação do planeta.
De acordo com a nossa opinião, a linha da vida no planeta Terra então mudou, e os fatos previstos ao longo dessa linha deixaram de se confirmar.
Esta é a tese que defendemos para justificar os erros cometidos por renomados videntes, a partir do final da década de 70.
Profetizou-se a terceira guerra mundial, num conflito atômico entre China e Estados Unidos, prevista para o início da década de 80, que exterminaria grande parte da população do planeta. Profetizou-se um cataclismo geológico, com inundações de terras litorâneas, previsto para o final do milênio.
Outros cataclismos de menor intensidade foram profetizados por esses videntes famosos, mas nada disso aconteceu.
O conflito entre China e Estados Unidos, com o envolvimento das grandes potências mundiais, foi previsto por Jeane Dixon, Doc Anderson e Edgard Cayce, e eles não costumavam errar.
Deslocamento do eixo da Terra, inundações provocadas pelo descongelamento das calotas polares, tremores devastadores em S. Francisco e Los Angeles e a destruição da cidade de Nova Iorque fazem parte de um conjunto de prognósticos catastróficos que teriam como conseqüência fatal o extermínio da humanidade.
Outras profecias incluíam a submersão do Japão, a América do Sul também sendo atingida pela elevação do nível das águas, novas terras surgindo no Mar das Caraíbas , os contornos do norte da Europa sendo modificados, enfim, as catástrofes pareciam ser o futuro do nosso planeta.
As profecias atribuídas a Nostradamus revelavam um planeta arrasado no final do milênio, pressupondo um conflito nuclear, apesar dele não mencionar literalmente a ocorrência de uma guerra. Ele mencionava o surgimento de um Anti-Cristo que seria um ditador sanguinário, responsável pelo caos que se instalaria no mundo, em torno de 1999.
A pergunta que os ocultistas fazem, mas que nenhum deles parece querer assumir uma resposta definitiva, é a respeito do que teria provocado esses erros proféticos de famosos e conceituados videntes.
Se ninguém se habilitou a correr riscos, proponho uma reflexão ousada e pretensiosa, ao admitir que os destinos do planeta tenham sido modificados pela interferência dos Grandes Mestres, que teriam assumido a responsabilidade de lutar pela preservação da humanidade e pela integridade física do planeta.
O despertar do nível de consciência dos discípulos, somando-se à intensificação das atividades dos Adeptos desses Mestres, teriam dado o impulso prático nesse processo, provocando a enorme onda de espiritualidade que tomou conta da humanidade, na última década do milênio passado.
Meditem sobre o tema e tirem as suas próprias conclusões. Eu não estou afirmando nada, só estou fazendo conjecturas.
Gilberto Gonçalves







Outono - mitos e alegorias





Mais um outono se aproxima, e com ele todo um mito que acompanha essa estação que prenuncia o futuro fim de um ciclo.
Se a Natureza desperta com a Primavera e amadurece no Verão, sem dúvida, ela colhe todos os seus resultados, durante o Outono. Por isto, diz-se que o Outono, além da estação da colheita, é também uma espécie de portal da morte.
E, nesse caso, a morte seria o Inverno, quando tudo se recolhe aos mundos interiores, para um repouso cíclico, à espera de um novo renascimento.
É lógico que esta é uma linguagem iniciática, com todos os seus mitos e alegorias, porém ela transmite bem mais do que uma simples analogia simbólica.
A numerologia também nos conduz por uma jornada mítica de 4 estações, quando revela a existência de 4 ciclos na vida de cada um de nós. Nada que a história das civilizações já não tenha posto a descoberto, só que os enfoques mudam e os valores se opõem, se compararmos as definições profanas com as tradições sagradas.
Nascimento, crescimento, apogeu e queda.
Introdução, preparação, missão e consolidação.
A história nos fala das civilizações, a numerologia fala da alma.
A visão cíclica, sob qualquer ponto de vista, tem sempre o seu outono, que corresponde à época quando tem início a decadência.
Ao mesmo tempo que a colheita é o apogeu do processo criador, que teve o seu início com a semente, é também o início do fim desse mesmo processo.
A sensação da proximidade do fim é responsável pela síndrome de solidão, que costuma atingir os idosos.
O Outono é a estação do ano que melhor traduz esse sentimento de “ dever cumprido e nada mais resta senão aguardar o fim”.
A Numerologia da Alma, porém, nega, a essa visão fatalista, uma base consistente, pois vê, em todos os ciclos de vida, razões de sobra para se buscar sempre um ideal futuro.
Até no 4º ciclo de nossas vidas, há muito a fazer e a aprender, não importando a idade. Somos espíritos em eterna evolução, jamais matéria às vésperas da decomposição.
A morte não deve ser vista como um fim, senão como um meio para que se possa recomeçar, cada vez mais experiente e consciente, diante dos desafios da vida.
Viver integralmente cada uma das experiências previstas nos ciclos é dever de todos nós. Cada ciclo só termina, quando o próximo se inicia. Quando chegamos no último ciclo, temos de nos preparar para o ciclo que virá a seguir, que será o 1º da vida seguinte.
Assim sendo, a solidão de Outono é um sentimento absolutamente inadequado, diante da proximidade do Inverno. Cada um de nós, como fazem as formigas, tem de trabalhar lado a lado, para armazenar os alimentos suficientes que hão de nutrir as nossas almas, durante o Inverno.
Mas, é indispensável saber separar uma vida solitária de uma vida em solidão. Viver a sós, em silêncio e distante do mundo, torna-se para alguns, mais do que um direito, um sagrado dever.
Saber distinguir um tipo de vida do outro é uma das atribuições da Numerologia da Alma, que poucos conseguirão entender , se não saírem em busca de auto-conhecimento.
Este é um desafio espiritual para todos nós.
Este é o seu desafio, a partir de agora.


Gilberto Gonçalves

sábado, 9 de fevereiro de 2008

2008 - o início de um novo ciclo


A cada novo ano, as pessoas me pedem para falar sobre as previsões para os próximos 365 dias.

Elas, em sua grande maioria, imaginam que os números fazem as coisas acontecerem . E para isso, baseiam-se no que ouvem falar ou costumam ler em livros ou na Internet.

Ano após ano, começo fazendo uma preleção sobre a função dos números como indicadores de fatos, comportamentos e expectativas. Explico que os números não saem fazendo travessuras, trocando as coisas de lugar ou enfiando os pés pelas mãos. Eles também não fazem guerras, não inventam epidemias e nem provocam catástrofes ambientais. Eles são apenas índices, marcas ou sinais, de tudo que interage à nossa volta.

O ano 2008 é um ano cuja soma dá 10, que reduzido dá 1. Logo, pode-se perceber que estamos no primeiro ano de um novo ciclo de 9 anos. Os ciclos de 9 anos existem antes de serem numerados de 1 a 9. Assim como as notas musicais são 7, os ciclos planetários, no atual estágio da Terra, são 9.

Os números, portanto, servem para identificar situações ou aspectos, mas não são eles que criam ou modificam esses aspectos e situações. Com isso, quero dizer que somos nós, as criaturas inseridas nesses contextos, que confirmamos ou negamos, as tendências e oportunidades disponíveis. Assim, não existem anos bons e anos ruins, mas anos favoráveis ou desfavoráveis. Os números simplesmente diagnosticam os anos, de acordo com cada um dos seus 9 perfis diferentes.

Alguns crédulos, ingênuos ou, melhor seria, preguiçosos, sonham com previsões de fartura, quando o dinheiro cairá do céu e, preferencialmente, já na sua conta bancária, para que seja mínimo, o esforço que tenham de fazer. E para tanto, vivem consultando os astros, os números, as cartas, os búzios, e tudo o mais que possa confirmar uma sorte que só existe em suas mentes, distantes da realidade e, principalmente, do trabalho.

Enganam-se os que pensam poder ter, sem antes fazerem jus o que tanto almejam. O ter a que me refiro não é relativo somente às posses materiais, mas a toda forma de conquistas - as sentimentais, as profissionais, as sociais e as espirituais. Os que tentam apossar-se de algum bem, antes da hora, nem imaginam o que lhes espera mais adiante – nesta ou em vidas futuras. Daí, tanta gente reclamando da sorte, e apanhando da vida. Muitos vivem perdendo o que ganharam depois de muita luta, e essas perdas parecem tão injustas e perversas, que não há como explicá-las, se não formos buscar as causas em vidas passadas.

O ano 2008 serve como uma folha em branco, onde ela poderá vir a se tornar uma primeira página de uma história de sucessos. Antes dela, os 9 anos anteriores fecharam um ciclo em 2007, o ano 9 do ciclo passado. Agora, 2008, é o ano 1 do ciclo que está começando.

Comecemos aproveitando essa energia , que circula em nosso planeta, a cada 9 anos, dando-nos oportunidade de começar tudo de novo. Com isso, tem-se a possibilidade de fazer novos planos, reiniciar projetos interrompidos e concretizar velhos sonhos que nunca saíram do papel.

Uma boa iniciativa é fazer uma reflexão sobre o que fizemos em 1999, ano que deu início ao ciclo de 9 anos, que se encerrou em 2007. Será que começamos algum projeto novo naquele ano ? Será que viemos desenvolvendo as idéias que tínhamos naquela época, e amadurecendo-as, nesses últimos 9 anos, a ponto de podermos aplicá-las agora, aproveitando o início de mais um ciclo ? O que gostaríamos de realizar de novo ? Quais têm sido as idéias, que temos alimentado em nossa mente, mas ainda não tivemos coragem de pôr em prática ?

Essas perguntas têm um fator em comum . As respostas e soluções ficam mais fáceis num ano 1, quando o universo conspira a favor dos mais ousados e corajosos.

O ano 2008 é favorável, mas tudo depende da atitude de cada um. Quem ficar esperando que o ano 1 comece a oferecer os primeiros resultados, sem que precise fazer qualquer esforço, não merece conseguir o que quer. Quem fizer projetos e esperar que eles se concretizem sozinhos, o ano 2008 será um ano decepcionante. Quem reclamar no final do ano, que não conseguiu iniciar nada que prestasse, não tem mesmo jeito.

Os números não realizam nossos trabalhos, eles só sinalizam para as oportunidades e para os momentos mais propícios para tentá-las. O resto depende da vontade, do trabalho e da perseverança de cada um de nós.

Não existe ano bom ou ano ruim, nem número bom ou número mau, o que existem são criaturas boas ou más, pessoas trabalhadoras ou preguiçosas.

Agora, mãos à obra ou, melhor, mentes à obra, pois tudo deve começar por um bom projeto. E não me venham com essa desculpa de sorte ou de azar. Azar é sinal de desvio da missão, é testemunho de acusação para os maus hábitos e desvios de conduta.

As energias do ano ajudam a quem quer começar um grande projeto, mas o tamanho final da obra depende da disposição do construtor.

Ser ambicioso, em 2008, sempre ajuda, pois o número 8 não admite corpo mole ou falta de vontade de progredir. O risco é confundir ambição com ganância, enfiando os pés pelas mãos, pois o número 8 cobra uma ambição com trabalho, justiça e honestidade.

Desejo a todos, em pleno mês de fevereiro, um feliz ano 1, com direito a belas idéias, dinheiro no bolso e muito trabalho.


terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A insustentável leveza do crer







Diante da expansão das religiões evangélicas, de um certo refortalecimento da Igreja Católica e de um recrudescimento nos conflitos do islamismo com o judaísmo, torna-se inevitável a pergunta :
"qual dessas religiões detém a verdade ?"
Os fiéis de todas elas crêem nos seus escritos sagrados, nas suas tradições e orações. Esses valores, muitas vezes, se contradizem, e são os responsáveis pelos conflitos entre os seguidores dessas diversas crenças.
Quem estará com a verdade ?
Os católicos que seguem o Papa ? Os evangélicos que ouvem os seus pastores ? Os judeus que seguem o Torá ? Os islamitas, quando citam o Alcorão ? Ou os budistas, ou os taoístas, ou os xamanistas ? E não podemos esquecer-nos dos espiritualistas, que, não sendo seguidores de uma religião, têm suas crenças e filosofias, como os teosofistas e os espíritas.
A verdade que revela Deus estará somente numa dessas doutrinas, em todas ou em nenhuma delas ? Haverá uma consciência pura e soberana, dentre nós, que possa definir a verdade absoluta, condenando uma, algumas ou todas essas seitas religiosas ?
A Numerologia da Alma segue os ensinamentos do Mestre Pitágoras, e nos ensina que os devotos religiosos estão entre os que sofrem a forte influência do número 6, enquanto que os espiritualistas têm, no número 7, o governante das suas crenças.
E a verdade, com quem estaria ? A cultura interfere na crença ? Os mais ignorantes ou incultos seriam os seguidores de certas seitas, enquanto a elite cultural professaria uma fé mais filosófica ou simplesmente negaria todas as crenças ?
Pode-se ousar caminhar por esse terreno perigoso, mas logo vai-se perceber que, essas afirmativas não têm consistência e, portanto, não podem ser generalizadas.
Mesmo quando se percebe uma certa tendência para confirmar essas afirmações, surgem evidências contrárias , ainda que como exceções, que derrubam essas teses.
Quando recorremos à ciência quântica ou à psicologia, encontramos alguns subsídios que podem ajudar-nos a tirar conclusões. Ciência, psicologia e espiritualidade, quando atuam juntas, formam uma tríade razoavelmente convincente, para fornecer respostas consistentes, ainda que, jamais, definitivas.
Dizia Werner Heisenberg, um dos criadores da teoria quântica, que "não existe uma verdade única, científicamente comprovada, uma vez que o observador influi nas propriedades do objeto observado, interferindo no resultado final da pesquisa".
Um outro grande cientista e físico quântico, Geoffrey Chew, afirmava que "não existem teorias ou modelos fundamentais, que comprovem fatos absolutos ou que expressem uma verdade única, o que existe é uma sucessão de modelos e teorias, manifestando-se de forma mutuamente consistentes, porém limitados, ainda que próximos da verdade, mas jamais inteiramente comprovados".
O Dr. Robert Laing, famoso psicanalista, entendia que "não existe um ser esquizofrênico, mas um sistema esquizofrênico". Essa afirmativa parece estar em perfeita harmonia com a conceituação de Heisenberg, na sua visão quântica, de que "o mundo não é constituído por uma infinidade de formas distintas e separadas, mas por uma teia de intermináveis relações entre as diversas partes de um todo unificado".
E para não nos estendermos mais em sucessivas conceituações, lembremos, por fim, as palavras do místico chinês do século X a.C., Chuang Tzui, "eu e todas as coisas do Universo somos um só". Nada tão distante do que diria Mestre Jesus, o Cristo, 10 séculos mais tarde : "Deus não está aqui, nem ali, Ele está dentro de cada um de nós".
Depois dessas reflexões e análises, retornamos à questão primordial : "existem religiões certas e religiões erradas?" Ainda uma outra questão, bem mais ampla, pode ser levantada, a partir desse questionamento, que transcende a própria religiosidade : "existe uma verdade absoluta ou uma mentira concreta ?".
As nuvens cinzentas fazem do céu uma verdade cinzenta absoluta, ou dão a ele um aspecto relativamente cinzento ? E depois que as nuvens se vão, o azul que surge é a cor absoluta do céu, ou uma realidade passageira e relativa, até a chegada de novas nuvens cinzentas ?
A verdade, segundo a física, não pode ser cientificamente comprovada, devido à interferência exercida pelo observador. A resposta que obtivermos, será sempre relativa a quem a enunciou, de acordo com o seu nível de observação e conhecimento.
A Numerologia da Alma nos ensina que, existem pessoas que vieram ao mundo para liderar e outras para serem comandadas. Umas criam verdades, outras acreditam nelas. Umas são as governadas pelo número 1, a expressão do líder que tem a voz de comando. As outras são aquelas que são regidas pelo número 2, que expressa o seguidor, o discípulo ou aquele que vem depois.
O mundo seria, portanto, uma verdade criada por uns e aceita por muitos. Essa verdade, porém, não seria estática, mas, pelo contrário, essencialmente dinâmica. Em consequência, as verdades de hoje poderiam transformar-se nas mentiras de amanhã, fazendo com que as crenças variem de acordo com as verdades predominantes. Essas variações não transformam as antigas verdades em mentiras, mas somente em verdades ultrapassadas. Assim como, as mentiras de hoje podem vir a ser as grandes verdades e crenças das futuras religiões.
A conclusão a que chego é que não há conclusão alguma que não esteja restrita às minhas crenças, à minha ligação com o meu conceito de divindade, logo estritamente dependente do nível da minha consciência.
Jung concluiu que a humanidade carece de uma doutrina espiritual, sem a qual ela perderia o sentido da vida. A cultura oriental reverencia uma divindade presente em todas as coisas e pessoas, sem uma individualidade pessoal. A cultura ocidental tem preferido crer num Deus, ausente e distante, cujo caminho até ele, cada criatura terá de descobrir.
A verdadeira divindade, não importa uma ou outra versão, é o que é, ainda que seja vista sob óticas diferentes.
Crer é algo que está acima de comprovações ou lógicas. Só se comprova o que já se sabe, e lógico é tudo que nossa mente alcança. Cada um de nós está num estágio pessoal de evolução espiritual, logo, o melhor a fazer, é cada qual tratar de se conhecer melhor para se tornar um observador isento nas suas próprias pesquisas. Se isso será possível, a gente ainda não pode saber, e pelo que se sabe, através da física quântica, a resposta é negativa. Mas, assim como, um dia, a física quântica surpreendeu a ciência com o seu Princípio de Indeterminação, um de nós poderá surpreendê-la, com a descoberta de um Princípio de Determinação, que venha a definir a verdade absoluta e dar sustentabilidade às nossas crenças. Até lá, o melhor é se voltar para dentro de si mesmo, e tentar encontrar no fundo da alma, alguns indícios que nos ajudem a comungar com nossas verdades divinas e que nos revelem o verdadeiro caminho até Deus.



O que está dentro de nós também está fora. O que está fora de nós, também está dentro.
( Os Upanishades)





Não foi o homem que tramou a teia da vida, ele é um mero fio dessa trama.
A Terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à Terra.
(Cacique Seattle)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sonho de um dia de verão


Assim como Shakespeare usa do direito poético de confundir os amantes, no seu Sonho de uma noite de Verão, é nosso dever, invocando o poder sagrado da Numerologia, adotar uma linha inversa, que ajude a clarear a mente dos amantes.

Na literatura ou no mundo real, é o poder emanado das nossas mentes que cria a realidade e determina o caminho a seguir. Tragédias e romances amorosos nascem, vivem ou morrem, por vontade daqueles que neles se envolvem. Ninguém pode mudar o nosso destino, sem contar com a nossa omissão, diante da interferência alheia, já que o destino de cada um é a sua própria missão.

Os livros, assim como os noticiários, narram fugas de amantes, para viver uma grande paixão. Às vezes, lemos que, submetidos a pressões, esses amantes amargam uma sofrida separação. Outras vezes, diante da separação, os amantes preferem a morte.

Nos livros, os autores criam imagens e dão aos personagens, o destino que melhor lhes convêm. Na vida real, cada um é dono do seu próprio destino, e não pode transferir para ninguém a responsabilidade pelo que fizer ou deixar de fazer. Mas, duro mesmo, é saber o que fazer, quando se vive uma grande paixão! Aí, o melhor é recorrer à sabedoria contida na ciência dos números, que aponta caminhos ou ergue barreiras, sinalizando o que deve ser feito, numa linguagem sagrada que, se bem interpretada, responderá a todas as nossas dúvidas.

Ah, um amor de verão! Quem não viveu um amor de verão? Quem nunca sentiu aquela paixão ardente, que faz perder a razão e cria fantasias delirantes, tendo como cenário uma praia tropical com suas areias abrasadoras? É o calor da paixão, o amor à primeira vista, mexendo com os nossos sentidos! É a magia da sedução, o poder de encantamento, a conquista e a aventura, tudo alimentado por impulsos incontroláveis, despertados por uma irresistível atração pelo desconhecido!

Ah, o amor! Mas, será mesmo amor?

Quando o 3 e o 5 se juntam, os sentimentos costumam ficar fora de controle, fazendo surgir sofridos romances e violentas paixões. O 3 é um sonhador, um romântico inveterado, um inspirador de sonhos e de ideais, nem sempre possíveis de se concretizar. O 5 é um aventureiro, um eterno viajante, inquieto e instável, sempre em busca de sensações novas, não se fixando muito nos locais por onde passa, ou nas pessoas com quem convive.

Esse encontro romântico do 3 com o 5 propicia paixões e aventuras tão intensas, quanto fantasiosas, que, às vezes, até parece amor. Essas paixões explosivas, que nascem no calor das férias ou durante uma viagem de repouso, costumam arder como fogo de palha, que provoca labaredas e vira brasas frias, numa fração ínfima de tempo.

Escândalos e traições também são comuns, quando se confunde amor com paixão, fazendo despertar antigos karmas de rompimentos amorosos e adultérios, ocorridos em vidas passadas, e simbolizados pelos números 14 e 16.

Mágoas, decepções, desenganos, são heranças desses apaixonantes amores de verão. Às vezes, esses sentimentos provocam um forte retraimento amoroso, levando à solidão e a recusas de novas experiências amorosas.

Aí, entra em cena o n. 7, com o culto à solidão e ao silêncio, quando a ciência e a religião se encontram, numa celebração mística da união da matéria e do espírito. Com o 7, vem também o resgate de velhos karmas do 16, relacionados a egoísmo, orgulho e vidas auto-centralizadas. É comum a fuga dos grandes centros e a procura de refúgio no campo, em contato direto com a natureza, numa espécie de purificação kármica.

O 7 costuma provocar grandes mergulhos no fundo da alma, atrás de respostas para os nossos segredos ocultos e para a compreensão dos instigantes enigmas da vida.

Surge, então, o místico, o mago, a bruxa, o sacerdote e a sacerdotisa dos rituais secretos, o guardião do portal do templo e a revelação dos grandes mistérios. Calado e solitário, aquele que vive sob a influência do 7 já não se dá conta que o mundo lá fora está chamando-o para novas aventuras e românticas paixões.

O solitário pode, porém, fazer-se um celibatário, cultivando a vida a sós, afastando-se da família e recusando qualquer relação amorosa mais consistente e duradoura. Esta recusa pode ser consciente ou não, mas sempre provocará uma enorme dificuldade de experiências a dois, devido a um critério muito rigoroso de julgar os outros e a uma rejeição quase absoluta de expor a sua privacidade a uma pessoa estranha, ainda que sinta por ela algum sentimento amoroso. O solteirão ou a solteirona são a exacerbação do 7, a total recusa de compartilhar espaços e ideais, enfim, é o culto ao isolamento e à vida à sós. Perde-se, muitas vezes, o contato com o mundo exterior, e em conseqüência corre-se o risco da perda de boas oportunidades sociais e profissionais.

O reverso desse infortúnio é o bom uso do poder mental do 7 para passar conhecimentos, desenvolver pesquisas e sintonizar os planos ocultos, fazendo surgir o especialista, o pesquisador, o ocultista e o mestre espiritual.

Entre uma hipótese e outra, surgem os karmas do n.19, cobrando dívidas de outras vidas, num eterno perde e ganha, até que se aprenda a respeitar tanto os créditos alheios, quanto valorizamos os nossos.

Mas, e o eterno sonho de amor, o tema central do nossos encontros de verão, como ele é interpretado pela Numerologia da Alma?

Se a paixão seria um sentimento impulsivo e descontrolado, simbolizado pela conjunção do 3 e do 5, o amor consistente e duradouro é regido pelo n. 6, que integra a mística dos amantes a uma vida compartilhada, envolvendo família, lar e filhos.

Através do 6, o amor assume uma relação mais abrangente do que uma simples atração física ou um inconsequente sentimento passageiro. O 6 estabelece responsabilidades entre os amantes, provoca mudanças estruturais no modo de cada um passar a ver a vida e cria compromissos mútuos de estender a união, para dar lugar a um lar, a uma família e à geração de filhos. Surge, a partir daí, uma nova forma de relação para definir o amor, que pressupõe direitos e deveres espontâneos, sem sofrimentos ou sensações de perda de liberdade.

Existem os ciclos de casamento, como também existem os do divórcio. E cada um deles tem uma finalidade construtiva, jamais pretendendo punir ou sacrificar.

Um ciclo 6 anuncia o plano da alma de casar, para cultivar o sentimento de amar, de uma forma responsável e compartilhada, mediante a troca de experiências e a superação de desafios comuns.

Quando o 9 surge no primeiro ciclo de vida, sabe-se que será difícil manter o casamento, e uma separação ou um divórcio pode acontecer. Haverá muitas tentativas de união, mas também muitos fracassos e separações. São aquelas almas que não valorizaram as relações amorosas, em vidas passadas, e que agora lutam para manter os seus relacionamentos e, por mais que tentem, nem sempre conseguem sustentar uniões duradouras.

O fato de provocar esses conflitos, quando rege o primeiro ciclo de uma pessoa, não quer dizer que o 9 seja um número que não favoreça o amor. Mas, pelo contrário, ele é uma vibração amorosa de alto grau, relacionada ao amor universal, o amor humanitário, o amor voltado mais para a coletividade do que para si mesmo. Os efeitos separatistas do 9 num primeiro ciclo se explicam por ser ele um número terminador e não iniciador, uma energia de fechamento e não de abertura. Assim, quando ele surge no início da vida, ele é forte demais para que as pessoas suportem suas exigências de despojamento e dedicação aos outros, mais do que a si mesmo.

O 6, portanto, é o número do amor pessoal, aquele sentimento dedicado a uma ou a algumas pessoas. É o amor à família, aos amigos e àqueles que são mais chegados.

O 9 expressa uma outra forma de amar, mais ampla, menos pessoal. É o amor a todos, e não a alguns apenas. É o amor à humanidade, a quem nunca se viu, com quem jamais se falou. Ama-se, porque todos são reconhecidos como partes de nós, ainda que nada se saiba a respeito deles.

O 6 é o símbolo do amor pessoal, enquanto o 9, do amor coletivo. O 6 é o instigador dos sentimentos generosos e bondosos, que fluem nas relações domésticas, geram e alimentam os filhos e se estendem à comunidade mais próxima.

O 9 é o símbolo do amor espontâneo, sem causa lógica, nem explicação concreta. Ama-se a qualquer um que esteja carente de ajuda, ama-se porque não se admite discriminações, nem censuras e perseguições, muito menos violências e torturas. Ama-se não a este ou àquele, ama-se à humanidade inteira.

O 6 e o 9, ambos, são números de amor, e são eles os legítimos símbolos numerológicos que expressam esse sentimento sagrado, sinônimo da própria vida e semente da criação divina.