quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

TEIA AMBIENTAL - A POLUIÇÃO OU A VIDA?



Meus queridos leitores:
A Teia Ambiental se faz presente neste espaço em todo dia 7 de cada mês. E, como hoje é dia 7, vamos tratar de mais um tema ambiental muito controverso, a poluição nas grandes cidades.  
Os habitantes dos grandes centros urbanos, especialmente das capitais, exigem dos governantes, bem mais do que os que moram nas pequenas cidades do interior. Eles alegam que pagam impostos caros, e cobram cidades progressistas, com os mais modernos recursos ao alcance da população.
O resultado dessas ambiciosas sociedades não poderia ser diferente do que ocorre em quase todos os países, ricos ou pobres – poluição urbana. O excesso de carros nas ruas, as chaminés de fábricas despejando muita fumaça no ar e a elevada concentração de pessoas em áreas centrais dificultando a dissipação do calor são os ingredientes suficientes para transtornar a vida das populações.
O brasileiro lembra logo de Rio e São Paulo, ou talvez Nova Iorque e Tóquio, mas outros países enfrentam situações ainda piores como China e Irã. Em janeiro, Pequim foi notícia com uma poluição assustadora, que levou as autoridades a recomendar que a população permanecesse em casa. Agora, mais recentemente, foi de Teerã, capital do Irã, que veio a informação tardia que, em dezembro, a cidade ficou encoberta por uma fumaça escura durante 10 dias.
O Ministério da Saúde do Irã noticiou que cerca de 4.000 pessoas morreram nos últimos nove meses, em decorrência da poluição. As pessoas só andam nas ruas de máscaras, e os hospitais, no auge das crises, ficam lotados de idosos, crianças e grávidas.
Caminhar pelas ruas de Teerã sem máscara é algo impensável, devido à presença no ar de elevada quantidade de partículas de elementos poluentes contendo chumbo, benzeno e dióxido de enxofre.   
Abarrotada de carros e cercada de fábricas e usinas, a capital do Irã é reconhecida por sua poluição insuportável, principalmente no inverno. Esta situação vem se agravando a cada ano, a ponto de se observar, durante todo o ano, somente 100 dias de um clima saudável.
Com isso, aumenta a incidência de doenças do pulmão e do coração, assim como diversos tipos de câncer relacionados com a poluição. Órgãos públicos, escolas e bancos ficaram fechados, recentemente, por 5 dias, numa tentativa de reduzir o alto índice de poluição.
Trafegam por ano nas ruas de Teerã cerca de cinco milhões e meio de veículos, despejando cinco milhões de toneladas de gás carbônico e outros gases na atmosfera. Especialistas alegam que o combustível utilizado no Irã é de baixa qualidade, o que agrava a poluição.
A população de Teerã, de 14 milhões de pessoas, como acontece no mundo inteiro, logo se esquece de toda essa desgraça, quando a chuva e o vento dissipam a fumaça por uns tempos, até que a névoa marrom volta a ocupar o céu da cidade.
Não se iludam os meus caros leitores, o problema não é localizado em Teerã, mas se repete em todos os grandes centros urbanos. A diferença é que em algumas cidades, como também costuma ocorrer em Pequim, essa situação é bem mais grave.
Agora, vamos falar das verdadeiras causas dessas desgraças ambientais, que nada têm a ver com o clima, mas com a maldita ganância que prevalece no mundo inteiro. O povo quer mais progresso, exige tecnologia de ponta, as fábricas precisam produzir mais e gerar mais empregos, os automóveis dão status, e todos querem ter o último modelo.
A consequência de todas essas buscas por um progresso a qualquer preço é uma conta ambiental que não tem mesmo um preço que possa ser pago por nenhum país do mundo. Ou melhor, paga-se o preço da morte de milhares de pessoas que são submetidas a condições ambientais insuportáveis para o organismo humano.
Eu pergunto a ti, meu atento leitor, podemos chamar isto de progresso? A conquista de luxo e riqueza ao custo da saúde e da própria vida da população pode ser computada como meta de progresso?
Que progresso é esse, que adoece e mata quem dele usufrui? Que máquina terrível, o ser humano inventou para garimpar o ouro nos tempos modernos? Loucura!
Quem pode reclamar de poluição e desastres ambientais, culpando os governantes pelas tragédias? Se, é a ambição desmedida da sociedade moderna que cobra do seu governante mais crédito para comprar, da sua indústria mais quantidade produzida para baratear e da natureza mais paciência para não devastar!
A vida está ficando cada dia mais difícil de viver, a saúde, mais afetada para sobreviver, e todos só pensam em riqueza, conforto e consumo. É melhor usar máscara do que reduzir a aceleração econômica. É melhor construir mais hospitais do que reduzir a quantidade de doentes. Assim não dá, é suicídio coletivo.
Escolhe o teu futuro, meu amigo leitor. Eu fico no meu canto, simples e sadio. Entre o ouro e o ar puro, eu faço a opção pela vida. Que cada um faça a sua escolha. E que ela possa dar um pouco de esperança a quem como eu, ainda acredita na humanidade.







segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

TEIA AMBIENTAL - DESARMAR É DESPOLUIR




Meus queridos leitores:
A poluição no planeta está muito pior do que se imaginava. Se as mentes estão poluídas, o resto, então, nem se fala! E o que dizer da violência, a oficial, que alimenta as guerras, e a não oficial, que flui espontaneamente no cotidiano das grandes cidades?
Confesso-vos a minha indignação, muito mais pela hipocrisia do que pela violência humana. Que a raça humana é violenta e agressiva, a história não nos deixa mentir, pois estamos metidos em guerras, desde os primórdios do surgimento da criatura humana.
Aceitemos as guerras ou não, elas existem, e pelo jeito ainda irão perdurar por muito tempo. Mas, que encaremos a realidade com a decência de assumir responsabilidades pelos efeitos que tantas guerras provocam na mente humana.
Como imaginar que um soldado que foi treinado para matar, transportado para ambientes de guerra e induzido a assassinar seus semelhantes, com a alegação de que são inimigos da sua pátria, venha a se comportar de volta à sua pátria? Será que a ingenuidade há de nos fazer crer que ele, tal qual um trabalhador aposentado, deixará a sua ferramenta de trabalho de lado, e passará a defender os ideais de paz?
Os registros de traumas e distúrbios entre os ex-combatentes são provas incontestes dos efeitos dessas guerras como estímulos a atos de violência. Basta consultar a história moderna da sociedade norte-americana para que comprovemos esta nossa afirmativa.
A nação norte-americana não somente promove a guerra nos campos de batalha como as incentiva em suas cidades. A venda de armas não somente é liberada a qualquer um, mas, incentivada como solução às ameaças à paz. Defende-se a paz com o uso da violência, e tudo com o beneplácito das autoridades que apoiam ou se curvam diante do poder da indústria de armas.
O absurdo chega ao ponto da existência de uma Associação Nacional de Rifles, que estimula a compra e o uso de armas para a defesa das famílias, contra as ameaças de ataques a residências. Que tolice, imaginar-se que um desqualificado qualquer, que não preza a sua própria vida, será alvo fácil de um chefe de família ou uma dona de casa, zelosos na defesa de sua prole!
Gostaria de me deter nos casos escabrosos de invasão de escolas e extermínio de crianças, por loucos armados até os dentes, que saem atirando, e quase sempre dão cabo da própria vida.
De repente, a incidência aumentou de tal forma que a sociedade norte-americana tem reagido contra a facilidade de compra de armas, que são vendidas em lojinhas de esquina, com um controle muito semelhante ao das farmácias na venda de remédios de tarja preta. Com uma facilidade adicional, a de não necessitar de receita médica.  
O povo norte-americano, que a bem da verdade é o maior culpado disso tudo, por se beneficiar calado pelas agressões armadas do seu país a outras nações, decidiu protestar contra a matança de suas crianças.
Os autores das tragédias, quando não são soldados vítimas de distúrbios emocionais e mentais, são jovens desiludidos ou chefes de família desempregados. Mas, todos com uma cúmplice comum, a arma de fogo, em suas diversas versões, cada qual mais moderna e destrutiva que a outra.
Depois da última e maior mortandade de crianças, em que 26 pessoas morreram numa escola infantil em Connecticut, surgiram críticas mais fortes contra a proliferação de armas no estado norte-americano. Surgiram os primeiros movimentos propondo a proibição da venda de armas, ou, pelos menos, a criação de restrições ao seu uso.
Qual o que! A Associação Nacional de Rifles não perdeu tempo em rebater as críticas sobre o uso de armas no país, e sugeriu como solução para se evitar novas chacinas, colocar policiais armados em todas as escolas. Ou seja, transformar os ambientes escolares em novos campos de batalha, estimulando o enfrentamento dos tresloucados assassinos por policiais armados, sem imaginar os riscos em se criar uma psicose nacional em que escolas se tornem áreas de segurança nacional.
De acordo com um dos diretores dessa malfadada Associação, a única coisa que impede um homem mau com uma arma é um homem bom com uma arma. Uma declaração dessa ordem só pode vir de um ser inteiramente comprometido com a violência e suas consequências. A indústria bélica dos Estados Unidos possui uma força inimaginável, e patrocina entidades e pessoas para que defendam o incentivo ao uso de armas a todo custo.
Em nosso país, ainda que se pense o contrário, nosso povo não tem a vocação assassina que se verifica na sociedade norte-americana, que tem sangue nas mãos de milhões de inocentes de países do mundo inteiro, para onde enviam seus soldados com o único intento de preservar seu domínio político e econômico.
Uma nação que invade terras alheias e mata seus habitantes, numa falsa premissa de defender a democracia ou a ordem política local, não pode esperar outra atitude dos seus jovens senão o instinto assassino de exterminar a vida de desconhecidos e inocentes.
Será que existe poluição mais danosa à vida da humanidade do que o uso indiscriminado de armas? Será que alguém acredita de verdade que, um homem de bem armado está mais bem protegido, se vier a ser atacado por um assassino sem escrúpulos ou sem o mínimo amor à vida? Será que esses defensores da venda liberada e estimulada de armamentos seriam capazes de enviar seus filhos para as guerras, e se sentiriam orgulhosos de sabê-los mortos pelo inimigo?
Arma é poluição. Portador de arma é um poluidor. Fabricante de arma é um cúmplice dos assassinatos cometidos pelas armas por ele fabricadas. Comerciante de armas é o seu parceiro nos crimes.
Uma sociedade desarmada é uma sociedade limpa e despoluída. Cada arma fabricada é mais lixo que vai para as ruas. Cada bala que atinge e mata alguém incrimina não só o autor do disparo, mas todos que contribuíram para que a arma chegasse às suas mãos.
Houve um tempo em que o policial de Londres não usava armas, somente o cassetete. Naquela época, o bandido ou ladrão, ainda que estivesse armado, não ousava atirar no policial, pois a mera tentativa era o suficiente para condená-lo à pena máxima, como um assassino qualquer.
O mundo não suportou a onda mercantilista que tomou conta da vida na Terra. Nós nos tornamos um mercado, em que tudo e todos têm preço. O dinheiro tornou-se o deus adorado por todos, e para acumulá-lo, tudo passou a ser aceito como normal.
Será que, um dia, perceberemos que a nossa força e o nosso poder estão dentro de nós, e não num coldre ou num arsenal bélico? Será que teremos coragem de proibir o uso de armas pelo povo? Será que seremos capazes de aprender a prevenir para não ter de enfrentar as consequências de nosso descaso com as nossas gerações futuras? Será que países imperialistas como os Estados Unidos de hoje, a Inglaterra e a França de outros tempos, seriam capazes de conquistar a adesão de parceiros pela generosidade e parceria, sem o uso da força?
Um dia, sem dúvida, chegaremos a essa condição privilegiada. Mas, enquanto esse tempo não vem, nós teremos de conviver com a hipocrisia de seres que de humanos têm muito pouco, ou quase nada. São eles os incentivadores da pobreza e da violência, por coletarem seus lucros dos cofres de nações empobrecidas e arrasadas pelas guerras que suas nações patrocinam com fins comerciais.
Pobres daqueles que retiram da violência o seu sustento e da sua família! Um dia, receberão de volta tudo que fizeram questão de fazer aos outros. E tu, meu consciente leitor, o que me dizes dessa poluição pelas armas? Ainda és a favor da sua fabricação e venda? Que tal pensar em desarmar nossos espíritos, para facilitar a despoluição do nosso arsenal de guerra, que começa na mente e termina na arma que mata.
A Teia Ambiental não pode tecer sua trama, sem condenar a violência e o uso de armas para manifestar ódio ou vingança. Confiar nas armas para impor a paz é acreditar que o lixo que descartamos na natureza é compensado pelo conforto que ele nos trouxe.





















segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

UM DIÁLOGO NATALINO

Meus caros leitores:
Estamos adentrando um tempo de luz, não aquela claridade que é emitida por uma lâmpada, mas uma luz interior que flui através da alma vinda do Espírito.
Daqui em diante, é preciso tomar cuidado com o que se pensa ou fala, pois os efeitos poderão ser quase incontroláveis. O tempo do materialismo tem seus dias contados, com a chegada de uma nova energia de espiritualidade que tomará conta da Terra.
Os hábitos terão de mudar, as atitudes terão de ser outras e os pensamentos e palavras, bem mais puros.
Mudanças, muitas mudanças terão de ser aceitas, se quisermos prosseguir vivos e sadios.
O novo padrão vibratório já está no ar. Ele acelera as ondas elétricas, expande a luz divina e cega os que não se prepararem para olhar de frente as novas verdades.
O mundo mudou, meu caro leitor, e jamais voltará a ser o mesmo.
Os Maias não se enganaram, o mundo acabou. Aquele mundo que conhecíamos já não existe mais. Agora, e daqui pra frente, tudo será diferente. Não estranhem as mortes súbitas de quem parecia tão sadio, e nem as doenças degenerativas que, sem aviso, consumirão corpos fortes e belos.
O mundo será dos que se preocuparem com a sua vida espiritual e com a dos seus semelhantes.
Consumismo e vaidades já eram! Gula e ganância, nem pensar!Egoísmos e vinganças, fatais!
E foi refletindo sobre os novos tempos que eu decidi republicar o Diálogo Natalino, por identificar nele a essência das mudanças.
Dedico às mentes conscientes esta parábola de Natal. Os que não entenderem o sentido da parábola, me desculpem, mas deveriam preocupar-se, pois precisarão rever os seus conceitos.
Desejo aos meus leitores um Feliz Natal e um 2013 de vida familiar harmônica e amorosa, pois 2013 será um ano 6, em que os assuntos de família prevalecerão sobre todos os demais.
Abraços cordiais, e fiquem com a parábola.
Gilberto.

DIÁLOGO NATALINO
Meu querido amigo, minha querida amiga, nada nos deixa mais sensíveis do que a aproximação do Natal. Uns, vivem o ano inteiro, à espera desse dia, outros, pelo contrário, alegam detestá-lo. Mas, todos, de alguma forma, estão ligados nele.
Há muito tempo atrás, surpreendi um diálogo silencioso, entre minha Alma e minha Personalidade. Silenciei minha mente, para ouvir o que diziam. A Personalidade fazia planos para a festa e contabilizava os presentes a ganhar. Minha Alma chamou-lhe a atenção, censurando os apegos materiais.
A Personalidade retrucou que adorava as festas natalinas e que gostava de ganhar presentes. Ela falou do prazer nas surpresas dos presentes e na fartura da mesa na hora da ceia. E, ela ouviu mais críticas e censuras, vindas da Alma.
Dei razão à Alma, afinal de contas, o Natal é uma celebração sagrada e não esse consumismo em que foi transformado nos tempos modernos. A Personalidade defendeu-se com argumentos místicos. Ela acusou a Alma de ser insensível com a sua condição de existência passageira. Dizia ela que, enquanto a Alma tem vida eterna, ela só vive uma única vida. Assim, é mais do que natural querer aproveitar o máximo que pode. E, neste caso, era um consumismo comedido, alguns presentes a mais e um prato cheio com direito a repetição. Está bem, ela reconhecia que uns dois ou três copos de vinho, mas nada além.
A Alma passou-lhe uma descompostura, lembrando-lhe que ela estava ao seu serviço, e qualquer deslize iria repercutir na sua próxima existência. A Personalidade não se fez de rogada e acusou a Alma de explorar o seu trabalho e não lhe dar o direito de lazer ou férias.
A Alma ainda teve de ouvir acusações de que todas as conquistas futuras seriam frutos da dedicação da Personalidade à Missão. E que ela, a Alma, passava-lhe suas experiências, é verdade, mas quem tinha de executar as tarefas e correr riscos de fracassos, era ela, a pobre e sacrificada Personalidade.
Eu já estava quase interferindo, quando ouvi uma voz mansa e suave, vindo lá do fundo da mente, dizendo: “Está bem, minha esforçada Personalidade, para manter a nossa harmonia, eu e tu celebraremos juntas este Natal. Mas, eu ficarei de olho nos teus excessos. Cada garfada e cada copo de vinho a mais poderá significar um crédito a menos na minha evolução. Cada ambição por um presente mais caro e um desprezo por outro mais simples pode provocar retrocessos e karma”.
A Personalidade agradeceu e deu um abraço virtual na Alma. Ambas celebraram a harmonização dos opostos e a certeza de que não provocariam doenças no corpo físico. E daquele Natal em diante, nunca mais o fato se repetiu. Assim deveriam agir todas as Almas e Personalidades, abraçando-se umas às outras, e todas com todas.
A minha Alma se junta à minha Personalidade para abraçar os meus amigos e inimigos. Sim, eles existem, sempre existem, por mais que tentemos evitar que aconteça. Desejo um Natal muito feliz e pacífico para meus conhecidos e desconhecidos. E, por fim, desejo uma bela e solidária festa de confraternização para a minha e para as vossas famílias.
Sempre existirão Almas e Personalidades em conflito, cada qual ocupada com os seus interesses pessoais, mas todas deverão buscar uma integração de ideais, até porque elas não podem divergir, já que uma não existe sem a outra. Aliás, meus amigos, isto não é nenhuma novidade, ou não deveria ser.
Assim como as Almas e Personalidades dependem uma da outra, uma não existe, se a outra não existir, nós humanos também não podemos viver uns sem os outros. Nós precisamos uns dos outros.
É uma pena que muitos só parem para refletir sobre isto a cada Natal!
Vamos fazer de cada dia de 2013, uma celebração natalina? Vamos desejar de coração a todos um feliz ano novo? Assim, estaremos unidos o ano inteiro, celebrando a vida, renascendo a cada dia e proporcionando à nossa Personalidade o gostinho da eternidade.
Felicidades a todos os meus irmãos em humanidade.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

KARMA - LEI UNIVERSAL DA HARMONIA




    
Meus fiéis leitores:
Faz tempo que não abordo um tema espiritual neste espaço que não é meu, mas nosso. Falta um pouco de tempo, e muito de paciência para ter de enfrentar certos fanáticos religiosos, que afirmam crer numa religião da qual eles desconhecem de onde se originam os seus dogmas.
O tema escolhido pode parecer provocação, mas, pelo contrário, é uma sincera tentativa de reconciliação. A Lei do Karma, ao contrário do que julga a plebe rude, não foi uma invencionice de Kardec, ao enunciar os princípios do espiritismo. Ela é tão antiga quanto o planeta em que vivemos, ou, melhor seria estender a sua idade, à do próprio universo.
Os seguidores de Jesus bem antes de identificá-lo com o Cristo acreditavam, e nem havia razão para que não o fizessem, na Lei do Karma e na Reencarnação. Nalguns trechos da Bíblia, certas passagens denunciam essas crenças, algumas delas incluindo diretamente o Mestre e seus apóstolos.
O fanatismo religioso e os interesses de bispos das inúmeras igrejas cristãs, incluindo a católica, negam ser a Lei do Karma, a verdadeira Lei de Deus. Tolos são os que confundem o inquestionável, ilimitado e eterno poder divino com as regras que foram estabelecidas pelo Criador, para o julgamento das falhas humanas.
Inspiro-me num estudo do teosofista Leslie-Smith, publicado no livro KARMA – a Lei Universal da Harmonia, para expressar algumas verdades sobre esse controverso assunto, menos por ele em si e muito mais pelos desencontrados interesses que o envolvem.
Crendo ou não, ninguém pode escapar dos efeitos de suas próprias ações. Se as causas dos seus erros não forem enfrentadas e superadas agora, permanecerão atadas karmicamente às suas vidas futuras. E, da mesma forma, crendo ou não na reencarnação e em vidas futuras, elas existirão, e cobrarão as dívidas kármicas das vidas passadas.
A questão dogmática religiosa cristã é se essas dívidas pessoais, a exemplo do que ocorre com as leis comuns, não podem ser redimidas ou saldadas por um benfeitor altruísta, um salvador da humanidade. O fervor da fé costuma criar soluções fáceis, quase sempre com a transferência de encargos e esforços para uma entidade divina, um santo ou um anjo.
Pensemos bem sobre a justificativa de tal transferência. Se nós cometemos um erro, por ignorância ou maldade, como admitir que, esse erro venha a ser perdoado por uma entidade superior, sem que nós venhamos a padecer os efeitos da nossa má ação?
Esse raciocínio de transferência é corriqueiro entre as religiões, alimentado por seus bispos, que parecem estimular salvo-condutos para os seus crentes, falando em nome do Criador. Tira-se o fardo do erro cometido das costas do pecador, e transfere-o para o salvador, qualquer que seja o Ser reverenciado por aquela igreja.
Assim, a Igreja Católica criou a confissão para o perdão dos pecados. O padre perdoa, está perdoado, e nem importa se, de fato, o pecador está arrependido. Quase sempre, o pecado confessado volta a ser repetido por sucessivas vezes, voltando a ser perdoado, ou não.
Desde o início dos tempos, e de acordo com os relatos sobre as práticas religiosas, o karma é considerado o destino que o homem tece para si mesmo. A cada vida lançamos as sementes da personalidade da próxima encarnação. Por que é tão difícil acreditar nesse sábio processo de evolução das almas, se ele é a mais simples e natural explicação para as diferentes vidas que nós levamos?
Como justificar que homens bons e aparentemente inocentes nascem para sofrer? Por que uns nascem pobres em bairros miseráveis, enquanto outros nascem em palácios cercados por riquezas? Por que uns nascem doentes e aleijados, e vivem assim por toda a vida? Por que uns morrem ainda crianças assassinados ou em desastres?
Que nos perdoem os fiéis e devotos religiosos que não têm coragem de contrariar o seu padre ou pastor, todas essas perguntas têm uma única resposta – KARMA. E que não se procure uma citação bíblica ou um pretenso milagre ocorrido no passado para justificar esses aparentemente injustos fatos de desigualdade de oportunidades.
Ou todos nascem iguais, com a mesma chance de sucesso no plano físico e de progresso no plano espiritual, ou não há como negar a reencarnação. E, reencarnação e karma se completam, já que estão uma a serviço do outro.
Surge, então, uma pergunta ainda mais intrigante – por que certas nações são prósperas e o seu povo, de certa forma, preservado de guerras e destruições? A resposta é que os karmas individuais são agregados às nações a que pertencem, formando-se o karma nacional. E a soma dos karmas nacionais dá origem ao karma mundial. E os karmas trazidos para esta vida pelos que nascem numa determinada nação influirão no karma dessa nação.  
Com isso, meu atento leitor, entende-se melhor aquela frase que cada povo tem o governante que merece, ou, de um modo mais abrangente, a vida que merece. Se, é o povo que determina com os seus karmas o karma da nação, nada mais lógico que cada habitante contribuindo com uma parcela do karma nacional se torne corresponsável pela sorte e pelo futuro da nação.
Agora, meus nobres amigos, respondam-me com sinceridade, onde a Lei do Karma contradiz os ensinamentos de Jesus? O Paraíso e o Inferno também são aceitos pelos que creem na reencarnação, só que não em caráter definitivo, mas como estadias passageiras. Afinal, como admitir que Jesus, que deu a vida para despertar a consciência da humanidade, fosse partidário de uma condenação eterna do pecador, para que ardesse nas labaredas do Inferno?
Ponham a mão na consciência e esqueçam as frases feitas, impingidas como verdadeiras, e reflitam comigo se um Deus de Amor seria capaz de tamanha crueldade. A Lei do Karma é muito mais justa do que essa lei que estão ensinando nos templos e nas igrejas.
A Lei do Karma é a lei divina porque prega o arrependimento e o perdão, assim como fazia Jesus, quando batia de frente com os escribas e fariseus. Não fiquemos do lado dos escribas e dos fariseus, que foram chamados de hipócritas pelo Cristo.
A lei do Karma condena como fazia Jesus, mas, como o Cristo, ela sinaliza com a salvação, através do aprendizado e da remissão dos pecados, numa próxima vida. Onde está a incoerência entre o cristianismo e a reencarnação? Não existe, nem nunca existiu.
Diziam que Jesus era Elias que tinha voltado, e os apóstolos foram ao Mestre, perguntar-lhe se aquilo era verdade. E a resposta foi que não, que Ele era o Cristo, o Filho de Deus, que também era o Filho do Homem. E este é um Mistério que só a poucos é dado conhecer.
Se a reencarnação não fosse aceita, como imaginar que João levasse a notícia ao Cristo com tal naturalidade, e que não fosse chamada a sua atenção pelo Mestre? Não, meus devotos leitores, a Igreja só passou a rejeitar a reencarnação cerca de 500 anos depois de Cristo, por motivos de acordos políticos e de interesses por manipular a vontade popular pelo Estado e pela Igreja. Mas, esta já é outra história...