
Os governos políticos e profanos não têm poder para provocar o fim do mundo, nem para evitá-lo. A verdadeira crise não é financeira, mas espiritual. Uma espiritualidade que transcende seitas e religiões, e que poderia ser definida como um equilíbrio perfeito entre o físico e o espiritual, o humano e o divino.
Enquanto o desequilíbrio prevalece, as crises se sucedem, e não há governo que as debele, nem pela economia, nem pela guerra, nem pela diplomacia.
O meu sábio e saudoso mestre físico costumava ensinar que o mundo é governado por um governo oculto, que legisla segundo as Leis Sagradas, sob o comando do Senhor do Mundo, Melki-Tzedeck, a quem a Bíblia denomina o Rei de Salém e Sacerdote de Deus.
Sanat Kumara é como os kumaras venusianos tratam o Senhor do Mundo, o Melquisedec dos hebreus e dos cristãos. Agartha seria a sua morada, onde cercado por seus Ministros, os Mestres Ascensionados, e seus Conselhos de Sábios, formados por seres com elevado nível de evolução, ele governaria a Terra.
Segundo a literatura esotérica, Agartha estaria localizada no interior da Terra, iluminada pela Luz sutilizada de Shamballah, o Sol Central da Terra, e nela viveriam os seres primordiais ligados à nossa evolução planetária, os Manasaputras e os Matradevas, e também os Pitris Cósmicos, seres migrados de outros mundos, quando para cá vieram os kumaras.
Na visão hiperfísica do mestre, era possível enxergar um mundo subterrâneo, no interior de uma Terra oca, que era acessado por embocaduras, espalhadas por diversas regiões do planeta, e não somente através dos polos, como contam alguns que tiveram a insólita experiência de penetrar o interior da Terra, quando navegavam em águas polares ou voavam nos céus num dos extremos do planeta.
A criatura humana adora dizer o que bem entende e ridicularizar certas crenças que fogem do convencional. Melhor seria tornar-se, como dizia Raul Seixas, uma metamorfose ambulante, do que ter opinião formada sobre tudo. A terra oca não é uma crendice de um bando de malucos esotéricos, apesar de contrariar a maioria das teorias científicas. Existem teses defendidas por mentes brilhantes que pesquisam essa hipótese e que admitem a existência de vida intraterrestre.




Dizia meu mestre que a Terra não é somente oca, mas também dividida em 3 mundos, cada qual habitado por seres com níveis de consciência e padrões vibratórios bem distintos.Numa publicação para um círculo hermético de seguidores, o mestre afirmava que existem, no mesmo espaço físico da Terra, três planos invisíveis aos nossos olhos físicos, mas que, nem por isso, podem ser considerados frutos da ilusão de mentes ingênuas ou tolas.
Badagas, a mais superficial das três, pode até se confundir, em alguns locais, com a crosta externa da Terra, e seria acessada por embocaduras ou portais, localizados em cavernas, vales e regiões submarinas, como ocorre no chamado Triângulo das Bermudas, nos Alpes e na Serra de Sintra. Esses locais seriam interseções de meridianos geo-magnéticos, que funcionam, no corpo do planeta, da mesma forma, como os m

Prosseguia o mestre em suas explicações, afirmando que, através dos tempos, por ordem do Governo Oculto do Mundo, vêm sendo construídos, nesses pontos de elevado padrão vibratório, templos, pirâmides, menires e obeliscos, com a intenção de equilibrar a circulação bio-energética no globo terrestre. Assim, esse mundo chamado Badagas, às vezes se confunde com o nosso espaço físico, criando até mesmo um certo convívio energético entre seus habitantes e os humanos encarnados. Badagas seria na verdade aquele mundo, onde céu, inferno e purgatório disputam espaços na mente dos religiosos, atraindo as almas desencarnadas menos evoluídas, que por ali ficariam aguardando uma nova oportunidade para rencarnar e prosseguir seu processo de evolução.
As almas mais evoluídas, após a morte do corpo físico, seriam atraídas para o mundo de Duat, no interior da Terra, onde ganhariam um corpo mais sutil, de acordo com o padrão vibratório que vigora por lá.

Ainda segundo o meu mestre, as almas que reencarnam em Duat vivem uma vida bastante semelhante com a que se vive na face da Terra, também regida pela Lei do Karma, com os seus tradicionais conceitos de ações positivas ou negativas. Entretanto, Duat seria um mundo muito mais evoluído que o nosso e que o de Badagas, dispondo de bibliotecas, laboratórios e um magnífico arquivo com a história do homem através das idades, tudo registrado num fabuloso Cérebro de Cristal.
E, por fim, chegava-se, segundo a visão do mestre, ao mundo sagrado de Agartha, onde reina o Rei do Mundo, O Senhor da Justiça, ou, como diz a Bíblia, o Senhor de Salém. Esse mistério, na palavra do mestre, é ainda, e o será por muito tempo, indecifrável para a raça humana.
Melki-Tzedec com sua corte, vinda de Venus e de diversas regiões cósmicas distantes, governaria, desde Agartha, e ocultamente, o nosso mundo terrestre, com o único intuito de ajudar a humanidade a evoluir em direção a estágios espirituais mais elevados.
Lembrando das palavras do mestre, e diante do processo por que estamos passando, chamado de progresso científico e tecnológico, nos questionamos sobre o mito e a realidade, o místico e o racional, o sagrado e o profano.
Ainda hoje, quando o homem insiste em crer num deus material e racional, criado à sua imagem e semelhança, eu me recordo dos ensinamentos do mestre, e já não sei se ergo os olhos para os céus ou se volto o olhar para debaixo dos meus pés, para exclamar : "Perdoe-os Senhor, eles não sabem o que fazem!"